INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O “II CONGRESSO DA ABRE – ASSOCIAÇÃO DE BRASILIANISTAS NA EUROPA”


O Blog da BVPS convida para “II Congresso da ABRE – Associação de Brasilianistas na Europa” que ocorrerá entre os dias 18 a 20 de setembro de 2019 na École des hautes études en sciences sociales (EHESS), Paris.

As inscrições já estão abertas data limite para submissão de propostas é 30/11/2018.

Para mais informações acesse o site http://abre.eu/congresso-abre-ii-2019

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS


PALESTRA “NISE DA SILVEIRA, ANTES DO ENGENHO DE DENTRO: INTERVENÇÕES NA CRIMINOLOGIA”, POR DYLAN BLAU EDELSTEIN (FULBRIGHT)

Nise entre professores e alunos durante uma aula de anatomia na Faculdade de Medicina da Bahia. Fonte: http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/nise-da-silveira/nise/

O Blog da BVPS convida para a palestra “Nise da Silveira, antes do Engenho de Dentro: Intervenções na criminologia” a ser proferida por Dylan Blau Edelstein (Fulbright), no dia 8 de novembro de 2018, quinta-feira, às 17 horas, no IFCS/UFRJ (Largo de São Francisco, 1, Centro, Rio de Janeiro). O evento é organizado pelo Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (NEPS/UFRJ/UFF).

O resumo da palestra segue abaixo:

Em 1946, diante das práticas de lobotomia e eletrochoque que dominavam o mundo psiquiátrico, a médica Nise da Silveira foi pioneira no uso de terapias alternativas ao introduzir a expressão criativa e artística no tratamento da esquizofrenia. Esta é uma história famosa. Mas como Silveira chegou a desenvolver um trabalho tão original? Dylan Blau Edelstein, pesquisador norte-americano formado pela Universidade de Princeton, passou o último ano no Rio de Janeiro desenvolvendo uma pesquisa sobre a biografia de Nise da Silveira que cobriu os anos anteriores à implementação das inovações conhecidas. Nessa apresentação, o pesquisador abordará a tese de doutoramento da médica alagoana. Formada em 1926 pela Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única mulher em uma turma de mais de 150 alunos, Nise defendeu a tese “Ensaio sobre a criminalidade da mulher no Brasil”, na qual mergulhou no campo da “Criminologia Positiva”. A tese explora as dimensões biológicas e sociológicas da prostituição e da criminalidade feminina, e contém um diálogo com famosos criminologistas como Cesare Lombroso. Como podemos evitar anacronismos ao analisar esses textos no presente? Como tratar Silveira como uma pensadora de sua época? Há traços da figura quase mítica que se formou depois, em seus trabalhos iniciais? E por fim: quais as implicações dos discursos criminológicos daquele tempo nos dias de hoje?

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

LANÇAMENTO DO LIVRO “SER REPUBLICANO NO BRASIL COLÔNIA” DE HELOISA M. STARLING NO RIO DE JANEIRO

O Blog da BVPS convida para o lançamento do livro “Ser Republicano no Brasil Colônia”, de Heloisa M. Starling (UFMG). O lançamento ocorrerá no dia 27 de setembro às 19 hrs dentro do evento “Eleições 2018: venha conversar” e será mediado por Marcus Aurélio de Carvalho na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro

Para confirmar presença e saber mais sobre o evento: http://bit.ly/2xqQaid

Saiba mais sobre o “Ser republicano no Brasil Colônia”: https://bit.ly/2l6dvPG

Abaixo um resumo do livro e um teaser com a autora:

“Este ensaio de história e ciência política resgata do esquecimento o percurso das ideias de república no Brasil Colônia e a trajetória formativa da incipiente cidadania antes da Independência. As conjurações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, entre outras, são reinterpretadas em contraste com a República instituída pelo golpe militar de 1889, cuja essência oligárquica e excludente tem reiterado como tragédia nacional a aguda constatação de nosso primeiro historiador, profeta dos eternos desmandos na condução da res publica nativa.

‘Nenhum homem nesta terra é repúblico, nela zela, ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular’. Estranhamente atuais, as palavras certeiras de frei Vicente do Salvador em 1630 correspondem ao primeiro registro impresso da presença do conceito de república no Brasil.

Emanados em francês e inglês dos centros mundiais da subversão antimonárquica, os princípios republicanos abraçados pelos inconfidentes já tinham no final do século XVIII uma rica tradição no Brasil colonial. Heloisa Starling realiza uma impressionante arqueologia da recepção e das adaptações da palavra república em sua vida natural na Colônia, soterradas pelo triunfo do Império e, em seguida, do regime de 15 de novembro de 1889″.

 

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS


ENCONTRO “DESENVOLVIMENTISMO E TRAJETÓRIAS DE PESQUISA” (NEPS/UFF/UFRJ)

 

 

 

 

 

O Blog da BVPS convida para o Encontro “Desenvolvimentismo e Trajetórias de Pesquisa” organizado pelo “Núcleo de Pensamento Social e Estudos Comparados” (NEPS/UFF/UFRJ), com apoio do Departamento de Sociologia da UFF. Integrarão o Encontro o Prof. Alexandre Barbosa (IEB/USP), que proferirá a palestra “Rômulo Almeida e os intelectuais orgânicos do Estado” e Rosa Freire D`Aguiar (CENTRO CELSO FURTADO) que proferirá a palestra “Os Arquivos de Celso Furtado”. O evento ocorrerá no dia 19 de setembro às 15 horas na sala 319 do Bloco O do Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Alexandre Barbosa (IEB/USP) possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1991), mestrado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2003). É Professor Livre-Docente de História Econômica e Economia Brasileira/Internacional do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) e participa do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da USP. Tem se dedicado a pesquisas sobre o mercado de trabalho e desigualdade no Brasil; o pensamento e a prática do desenvolvimento na história brasileira, especialmente a partir da contribuição do economista Rômulo Almeida; e a inserção externa da economia brasileira, com foco nos impactos trazidos pela China e no potencial das relações Sul-Sul.

Rosa Freire D`Aguiar é jornalista. Nos anos 70 e 80 foi correspondente em Paris das revistas Manchete e IstoÉ. Desde 1986 trabalha no mercado editorial, como tradutora e editora. Recebeu o prêmio Jabuti de tradução e o União Latina de Tradução Científica; criou e edita a coleção Arquivos Celso Furtado. É presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado.

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

 

EXPOSIÇÃO “HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS” (MASP/INSTITUTO TOMIE OHTAKE)

O Blog da BVPS convida para a exposição conjunta “Histórias Afro-Atlânticas” em cartaz até o dia 21 de outubro de 2018 no MASP e Instituto Tomie Ohtakie. Abaixo um texto produzido pelos curadores da exposição Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo.

HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS

Histórias afro-atlânticas apresenta uma seleção de 450 trabalhos de 214 artistas, do século 16 ao 21, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe, e também a Europa, para usar a famosa expressão do etnólogo, fotógrafo e babalaô franco-baiano Pierre Verger.

O Brasil é um território central nas histórias afro-atlânticas, pois recebeu aproximadamente 46% dos cerca de 12 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente neste lado do Atlântico, ao longo de mais de 300 anos. Também foi o último país a abolir a escravidão mercantil com a Lei Áurea de 1888, que perversamente não previu um projeto de integração social, perpetuando até hoje desigualdades econômicas, políticas e raciais. Por outro lado, o protagonismo brasileiro nessas histórias fez com que aqui se desenvolvesse uma rica e profunda presença das culturas africanas.

Histórias afro-atlânticas parte do desejo e da necessidade de traçar paralelos, fricções e diálogos entre a cultura visual dos territórios afro-atlânticos—suas vivências, criações, cultos e filosofias— nas Américas e no Caribe. O chamado Atlântico Negro, na expressão de Paul Gilroy, é uma geografia sem fronteiras precisas, um campo fluído, em que experiências africanas penetram, ocupam e invadem outras nações, territórios e culturas.

É importante levar em conta a noção plural e polifônica de “histórias”; esse termo que em português (diferentemente do inglês) abrange tanto a ficção como a não ficção, as narrativas pessoais, políticas, econômicas, culturais e mitológicas. Nossas histórias possuem uma qualidade processual, aberta e especulativa, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas tradicionais. Nesse sentido, a exposição não se propõe a esgotar um assunto tão extenso e complexo, mas antes a incitar novos debates e questionamentos, para que as histórias afro-atlânticas sejam reconsideradas, revistas e reescritas.

A exposição não segue um ordenamento cronológico ou geográfico, sendo dividida em oito núcleos que tencionam diferentes temporalidades, territórios e suportes, nas duas instituições que coorganizam o projeto. No Instituto Tomie Ohtake: EMANCIPAÇÕES e RESISTÊNCIAS E ATIVISMOS. No MASP: MAPAS E MARGENS, COTIDIANOS, RITOS E RITMOS e RETRATOS (no primeiro andar), MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS (no primeiro subsolo) e ROTAS E TRANSES: ÁFRICAS, JAMAICA E BAHIA (no segundo subsolo).

No MASP, a mostra contextualiza-se dentro de um ano de exposições, palestras, cursos, oficinas, publicações e programações de filmes em torno das histórias afro-atlânticas. O programa iniciou-se com as individuais de Maria Auxiliadora, Aleijadinho e Emanoel Araujo e se completará com as de Melvin Edwards, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Lucia Laguna e Pedro Figari. Parte integrante desse projeto é a Antologia que reúne em livro textos de 44 autores, resultado de dois seminários realizados em 2016 e 2017. Desse modo, o museu se transforma, ele mesmo, em uma plataforma múltipla e diversa, plural e polifônica.

Abaixo um vídeo sobre a exposição:

Um abraço a todas e todos,
Equipe BVPS

 

SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE II

Dando sequência à série de ações de promoção do seminário Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago, a Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) divulga, neste segundo post, duas outras homenagens aos 40 anos da obra: o vídeo-homenagem apresentado em Seminário na PUC-Rio e a edição especial de maio do Suplemento Pernambuco. A BVPS agradece à Eneida Leal Cunha e a Schneider Carppegiani e Cepe Editora a possibilidade de divulgar o vídeo e o dossiê, respectivamente.

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

capa SP

SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE I

A Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) tem a alegria de convidar para o seminário “Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago.

O seminário é promovido pelo Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social do PPGSA/IFCS/UFRJ (NEPS – UFRJ/UFF), pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Unicamp, pela Faculdade de Letras da UFMG e pela BVPS. Tem curadoria de André Botelho, Mariana Chaguri, Maurício Hoelz e Roberto Said. Serão três dias reunindo especialistas em cultura, pensamento social e literatura brasileira e latino-americana, cada dia em uma instituição parceira: dia 11 de setembro no IFCS/UFRJ, no Rio de Janeiro, dia 12 no IFCH/Unicamp, Campinas, e dia 13 na FL/UFMG, Belo Horizonte.

Neste primeiro post divulgamos a programação completa do seminário no cartaz de autoria de Gloria Afflalo, da a+a design e produção, e também o poema-montagem sobre o ensaio “O entre-lugar do discurso latino-americano” de Silviano Santiago, de autoria de Lucas van Hombeeck, que é mestrando em sociologia no PPGSA/IFCS/UFRJ, poeta e membro do coletivo Oficina Experimental de Poesia.

Nos próximos posts divulgaremos entrevista inédita com Silviano Santiago, simpósio sobre o livro comemorado com os participantes do seminário, entre outros. Aguardem! E desde já anotem as datas dos eventos em suas cidades! Até lá!

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

Nesse lugar aparentemente vazio &
manual p/ exercício de corte [mashup]

Por Lucas van Hombeeck

poema-montagem sobre ensaio de Silviano Santiago

 

entre o sacrifício e o jogo entre
a prisão e a transgressão entre a submissão
ao código e a agressão entre a obediência e a rebelião
entre a assimilação e a expressão entre falar, escrever, dizer falar
contra, escrever contra escreve aí a maior contribuição da américa dois
dólares vinte e sete centavos uma língua não
porque seja minha mas porque é meu
jeito de ganhar dinheiro comer
e dormir vida
madura em que o podre
                                       aguça
o fruto:

je voudrais un château saignant
ou

quisiera un castillo sangriento
ou

ai q sdds q eu tenho da aurora da minha vidx

língua
l/íngua essa droga de língua
ácida e acrílica florestas de
pedra abotoadas pelas águas
como músculos molhando a noite
longe da argamassa plástica perto
dos paralepípedos
mas

se você tem uma ideia incrível
é melhor fazer uma canção

> essa droga de amor machuca demais.mp3

A originalidade do projeto de Pierre Menard, sua parte visível e escrita, é consequência do fato de ele recusar aceitar a concepção tradicional da invenção artística, porque ele próprio nega a liberdade total do artista. Semelhante a Robert Desnos, ele proclama como lugar de trabalho as “formas prisões” (formes prisons). O artista latino americano aceita a prisão como forma de comportamento, a transgressão como forma de expressão. Senão vejamos,

A maior contribuição da América Latina para a cultura ocidental vem da destruição sistemática dos conceitos de unidade e pureza: estes dois conceitos perdem o contorno exato de seu significado, perdem seu peso esmagador, seu sinal de superioridade cultural, à medida que o trabalho de contaminação dos latino-americanos se afirma, se mostra mais e mais eficaz. A América Latina institui seu lugar no mapa da civilização ocidental graças ao movimento de desvio da norma, ativo e destruidor, que transfigura os elementos feitos e imutáveis que os europeus exportavam para o Novo Mundo. Em virtude do fato de que a América Latina não pode mais fechar suas portas à invasão estrangeira, não pode tampouco reencontrar sua condição de “paraíso”, de isolamento e de inocência, constata-se com cinismo que, sem essa contribuição, seu produto seria mera cópia – silêncio – , uma cópia muitas vezes fora de moda, por causa desse retrocesso imperceptível no tempo, de que fala Lévi-Strauss. Sua geografia deve ser uma geografia de assimilação e de agressividade, de aprendizagem e de reação, de falsa obediência. A passividade reduziria seu papel efetivo ao desaparecimento por analogia. Guardando seu lugar na segunda fila, é no entanto preciso que assinale sua diferença, marque sua presença, uma presença muitas vezes de vanguarda. O silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador. Falar, escrever, significa: falar contra, escrever contra. (SANTIAGO, 2000)

Assim temos (em ordem alfabética):

agressividade
contaminação
cópia
fila
geografia
inocência
invasão
papel
peso
trabalho

Misturando essas palavras e adicionando outras de classes gramaticais diferentes, teremos:

a cópia
atravessa a rua sem o peso
da fila

na geografia da invasão
nada no papel exceto

a inocência é um trabalho

                         você diz,
                         de contaminação
                         e agressividade.

Não é nenhum grande poema, mas essa é a ferramenta. Pode fazer com texto de jornal, romance, letra de canção, o que quiser. Imagina que o Godzilla e o Artaud se encontram na Cidade do México ou que você está no entrelugar do discurso latino-americano e tenta dar um sentido diferente pras palavras. Se der sorte, vai ver que É ali, nesse lugar aparentemente vazio, seu tempo e seu lugar de clandestinidade, ali, que se realiza o ritual antropófago – palimpsesto selvagem da literatura latino-americana.

 

JORNADA “FAZER PENSAR BRASIL” (INSTITUTO BRINCANTE E O BRAZIL LAB DA UNIVERSIDADE DE PRINCETON)


O Blog da BVPS convida para a segunda edição da Jornada “Fazer Pensar Brasil”, projeto que une o Instituto Brincante e o Brazil LAB da Universidade de Princeton. No próximo dia 24/08 (sexta-feira), estudiosos do universo da cultura se reúnem com o público para um dia de conversas e debates. Este ano, o evento será norteado pelo tema “Memória Cultural”.


Os idealizadores do projeto, Antonio Nóbrega e Pedro Meira Monteiro, definem o espírito da jornada:

“A memória cultural é o nosso mote: o que conhecemos e o que desconhecemos daquilo que chamamos de “popular”? Como se dão os movimentos em ziguezague que tornam práticas populares de dança e canto a um só tempo distantes e próximas de nós? Mas que “nós” é esse que se projeta, entre atrevido e desengonçado, quando se discute a cultura? Em tempos de “lugar de fala”, de afirmações indenitárias vigorosas e de crise democrática profunda, pode-se ainda pensar em algo coletivo? Mas a cultura é mesmo a salvaguarda, o nó da coletividade em crise?

Com estas e outras questões em mente, propomos uma discussão coletiva e plural sobre como os estoques e as matrizes culturais se mantêm e se transformam, como elas estão guardadas e como são vertiginosamente transformadas no presente das cidades. Mil perguntas se destacam a partir daí. Como evitar a pecha de “folclore”, que congela e isola a manifestação popular num lugar de que ela parece não poder jamais sair? Que ecos se estendem do mundo rural ao urbano, e vice-versa? Que formas de “ser” coletivamente se desdobram nas performances populares? Que denominadores comuns podem vencer as singularidades irredutíveis? E como as práticas populares do canto se reatualizam em outros lugares, expostas a outras matrizes? O que de repente existe no slam? O que liga a cantoria do sertão à porta do metrô? Que ritmos, que imaginário e que gestos estão se desenvolvendo nas quebradas e nos saraus? Que vozes se escutam, quem as escuta e como? Por que treino nossos ouvidos devem passar para escutar o que resiste à massificação? E como negociar com a massificação? Onde a cultura é abrigo, onde ela é expressão do novo? Mas quão “novo” é o que chamamos de novo?”

O evento começa às 09h30 da manhã e segue durante todo o dia no Teatro Brincante (Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo), com entrada franca sujeita à lotação da casa.

Para receber as informações em primeira mão, o público pode se inscrever no mailing por meio do link: http://bit.ly/Mailing_FazerPensarBrasil2


PROGRAMAÇÃO COMPLETA/ PARTICIPANTES E DEBATEDORES:

MESA 1
10-12 h
Ivan Vilela
Bráulio Tavares
Salloma Salomão
Debatedora: Marília Librandi

MESA 2
13:30-16:00 h
Maíra Soares Ferreira
Darlene Santos
Antonio Nóbrega
Marcelino Freire
Debatedor: José Miguel Wisnik

MESA 3
16:30-18:30 h
Flávia Toni
Marina de Mello e Souza
Martha Abreu
Debatedor: Ricardo Teperman

Fechando os pontos:
Pedro Meira Monteiro
André Botelho

Ao fim do evento haverá um sarau de confraternização!

SERVIÇO

Fazer Pensar Brasil 2018

Data: 24/08/2018 – a partir das 9h30, se estende durante todo o dia

Local: Teatro Brincante/Instituto Brincante – Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo – SP

Entrada franca, sujeita a lotação.

 

Blog no WordPress.com.

Acima ↑