“Carnaval Carioca” de Mario de Andrade, por Maurício Hoelz (CAPES/PPGSA/UFRJ)

“Carnaval em Madureira”, de Tarsila do Amaral (Fonte: imagem retirada da internet)

“Carnaval Carioca” (1923), de Mário de Andrade

O Clã do jabuti, publicado em 1927, reúne poemas escritos por Mário de Andrade entre 1923 e 1926. Nesse livro, o traje de losangos do trovador arlequinal que canta as contradições da modernidade e sua vivência de choque numa jovem metrópole na periferia do capitalismo (sua “Pauliceia desvairada”) seria definitivamente substituído, como assinalou João Luiz Lafetá, pela máscara do poeta aplicado, imbuído da missão “trabalhar a matéria brasileira” e repertoriar a diversidade de matrizes da nossa cultura popular. Desconstruindo a oposição entre a civilização do litoral e a barbárie do sertão, os poemas nele recolhidos incorporariam o folclore e as manifestações da cultura popular à prática erudita literária e à própria forma artística.

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Heloísa Buarque de Hollanda no Suplemento Pernambucano

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Compartilhamos matéria sobre Heloísa Buarque de Hollanda no Suplemento de Pernambuco:

http://www.suplementopernambuco.com.br/

Com perfil intelectual escrito por André Botelho:

“Quando olhamos para a trajetória intelectual e obra de Heloísa Buarque de Hollanda fica evidente como a curiosidade e a originalidade, e mesmo certa antecipação em relação aos temas que irão ganhar o cotidiano, são suas marcas mais características. Mas quanta disciplina e trabalho são necessários para lhes dar existência? Apenas o desejo intenso de ver, ouvir, conhecer, experimentar o novo não faria de Heloísa Buarque de Hollanda, digamos, Heloísa Buarque de Hollanda. Sim, a própria palavra latina curiosîitas, ãtis traz a ideia de cuidado, de diligência em buscar uma coisa, no desejo de conhecer. Não será simples pôr em relação uma curiosidade aguda e uma carreira acadêmica exitosa, como as de Heloísa. Operação nada trivial e longe, muito longe, de qualquer sentido harmônico”.

PARA LER MAIS, ACESSE http://www.suplementopernambuco.com.br/artigos/1934-helo%C3%ADsa-buarque-de-hollanda-o-campo-aberto-da-cultura.html

 

Capitalismo dependente: todos os passos de um conceito de Florestan Fernandes

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Texto de Antonio Brasil Jr. (IFCS-UFRJ) [1]

*Post publicado em parceria com os blogs Sociofilo e Neps

Na primeira metade da década de 1960, o encontro dos termos “sociedade de classes” e “subdesenvolvimento” se dava, nos textos de Florestan Fernandes, na chave da “irracionalidade”. Essa maneira de conectar os termos abria, sem dúvida, um campo alternativo de possibilidades históricas, já que ela sinalizava para uma repulsão mútua entre eles: caso operasse à eficácia máxima, a “sociedade de classes”, universalizando a “ordem social competitiva”, expurgaria o “subdesenvolvimento”. Continue lendo “Capitalismo dependente: todos os passos de um conceito de Florestan Fernandes”

BVPS: MODOS DE USAR. Maria Isaura Pereira de Queiroz

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Nota Bibliográfica: Maria Isaura Pereira de Queiroz (1918- )

Por Lucas Carvalho (UFRJ)

Maria Isaura Pereira de Queiroz nasceu na cidade de São Paulo em 1918. Filha de uma família tradicional, seus pais eram descendentes de fazendeiros de café (os Queiroz Telles e os Pereira de Queiroz) do Vale do Paraíba e do Oeste Paulista. Em 1946, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USP, formando-se em 1949.

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BVPS: MODOS DE USAR. Florestan Fernandes

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Nota biobliográfica: Florestan Fernandes (1920-1995)

Por Elide Rugai Bastos (UNICAMP)

Nascido em São Paulo em 1920, Florestan Fernandes realizou estudos básicos em curso de madureza, atualmente denominado supletivo, a partir dos 17 anos. Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela USP, 1944; mestre em Antropologia, 1947; doutor em Sociologia,1951; livre-docente em Sociologia, 1953; catedrático de Sociologia I, na USP, 1964; foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5 em 1969. Atuou como professor nas Universidades de Columbia, de Toronto, de Yale, Católica de São Paulo. Em 1986 foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores deputado federal integrando, durante o processo constituinte, as comissões de educação e cultura, ciência e tecnologia, e comunicação. Elegeu-se novamente deputado federal em 1990. Faleceu em São Paulo em 1995.

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