A biblioteca

A Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) é uma iniciativa de cooperação entre pesquisadores e instituições acadêmicas com o objetivo de fortalecer e divulgar essa área de pesquisa. A partir da BVPS, procura-se cartografar, organizar e disponibilizar a produção intelectual sobre o pensamento social, isto é, as pesquisas dedicadas ao estudo das interpretações do Brasil em suas diferentes linguagens – intelectual, científica e artística – e em diferentes disciplinas – ciências sociais, história, literatura e artes –, envolvendo ainda comparações com outras sociedades.

Para além de um simples acervo, a BVPS parte do entendimento de que as interpretações formuladas ao longo da história articulam questões e abordagens presentes no debate contemporâneo, como, entre outras, a passagem do rural ao urbano, as relações entre desenvolvimento e democracia e as conexões entre diversidade cultural e desigualdades sociais. Assim, essas interpretações podem ser vistas também como repertório cognitivo, cultura política e patrimônio cultural.

O modelo de cooperação da BVPS, que segue as diretrizes já consolidadas pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), busca maximizar o intercâmbio de informações, experiências e conhecimentos entre pesquisadores, de modo a promover e sustentar redes de pesquisa. A BVPS busca, assim, ser um instrumento dinâmico cuja atuação se delineia em três campos básicos inter-relacionados: (1) produção de conhecimento; (2) memória da ciência e das tradições intelectuais; e (3) subsídios didático-pedagógicos e de comunicação pública da ciência.

Seu blog constitui um espaço de pesquisa e formação de editores/as, autores/as e leitores/as, comprometido com a comunicação pública das ciências sociais, das literaturas e das artes e com a promoção do diálogo entre diferentes gerações. Orienta-se por uma concepção de comunicação pública que compreende a produção do conhecimento como um processo compartilhado entre universidade e sociedade. Partimos do entendimento de que os trabalhos acadêmicos não devem ser vistos apenas como produtos finais, mas também como pontos de partida para novas pesquisas e debates. Investimos, assim, em uma prática editorial democrática, interdisciplinar e reflexiva, reconhecendo que o conhecimento social é continuamente apropriado, reinterpretado e transformado pelos próprios atores sociais.