
Publicamos hoje, simultaneamente em português e espanhol, ensaio de Gustavo Lins Ribeiro, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, sobre uma ameaça que se constrói de maneira silenciosa e tem as ciências sociais e humanas como alvo prioritário.
Ribeiro traça um marcante paralelo entre a perseguição à intelectualidade europeia no período do nazi-fascismo e o que chama de “tecno-oligarquia” contemporânea – representada pela aliança entre Silicon Valley e extrema direita –, em que esta opera por meios mais discretos: cortes de financiamento, campanhas de desprestígio e manipulação algorítmica. Apoiando-se no pesquisador ucraniano Anton Shejovtsov, o autor identifica no projeto desta tecno extrema direita um esforço sistemático de tornar obsoletas as artes, as humanidades e a consciência histórica, que são obstáculos indesejáveis para quem ambiciona um mundo autoritário. Se Shejovtsov está certo ao afirmar que o humanismo é “a base mais evidente e coerente de toda resistência” a esse projeto, então defender as ciências sociais se torna uma necessidade política. Afinal, a quem interessa o fim da intelligentsia crítica?
Boa leitura!
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