Série Back to the 70s | Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC | A Sociologia e a Ciência Política criadas pela Anpocs, por André Botelho, Bernardo Ricupero e Antonio Brasil Jr.

A Back to the 70s retorna hoje para o último post da série especial Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC, para celebrar os cinquenta anos de duas instituições marcantes das Ciências Sociais brasileiras neste ano de 2026.

No artigo “A Sociologia e a Ciência Política criadas pela Anpocs” – publicado originalmente em 2017 na revista da Canadian Sociological Association –, assinado por André Botelho (UFRJ), Bernardo Ricupero (USP) e Antonio Brasil Jr. (UFRJ), os autores traçam um panorama da sociologia e da ciência política praticadas no Brasil a partir dos balanços bibliográficos produzidos pela Anpocs nos últimos quarenta anos.

Da recorrência de “desigualdade” e “violência” na sociologia à passagem, na ciência política, do estudo do autoritarismo para o do funcionamento da democracia, o texto mostra como as duas disciplinas combinam uma vocação universalista com um interesse persistente pelas especificidades da formação do Estado-nação brasileiro. Afinal, o que essas escolhas temáticas revelam sobre o modo particular como pensamos, no Brasil, a relação entre Estado e sociedade?

Confira os demais posts da série aqui.

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Coluna Renato Ortiz | Previsibilidade


Nesta edição da coluna Renato Ortiz (Unicamp), o sociólogo traça um paralelo entre a busca pelo indo-europeu no século XVIII e a inteligência artificial generativa na hipermodernidade, mostrando como a noção de previsibilidade lógica articula esses dois momentos aparentemente díspares. Enquanto os linguistas do passado postularam uma língua e um povo originais sem evidências concretas, os modelos de linguagem atuais geram textos baseados em probabilidades estatísticas e treinamentos intermináveis; em ambos os processos, diz Ortiz, o que há de comum é a busca por uma ordem previsível.

Não deixe de conferir este e outros dos trinta textos publicados na coluna ao longo dos últimos dois anos, oportunidades nas quais Renato Ortiz refletiu sobre os mais diversos temas da sociedade, da cultura e da política. Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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Série Back to the 70s | A todo vapor (Gal e os poetas), por Eduardo Sterzi

Amanhã, 25/09, às 17h, acontece o penúltimo seminário da série Back to the 70s: Euforia e sombras, com transmissão ao vivo pelo canal da BVPS no YouTube. Para antecipar o encontro, publicamos abaixo uma prévia da apresentação “A todo vapor (Gal e os poetas)”, de Eduardo Sterzi (UNICAMP), que contará com debate de Márcia Fráguas (PPGL/UERJ) e mediação de Maurício Hoelz (UFRRJ).

Da evocação do nome e da figura de Gal Costa nas reimaginações concretistas da poesia antiga, há, segundo Sterzi, na mística de sua beleza, a sugestão de condensação dos mais diferentes tempos, a promover um deslocamento deliberadamente anacrônico, mas também, transfigurador, nas formas de ver o contexto em que Haroldo, Augusto de Campos e Décio Pignatari escreveram, e, para além dele, o universo de produção da própria cantora e dos artistas que a cercavam.

Leia o texto e acompanhe a mesa. Você é nossa/o convidada/o especial!

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar os outros textos da série, clique aqui.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Onde estão as mulheres no ensino de Ciências Sociais no Brasil?, por Fernanda Alcântara

No novo post da série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI) em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, publicamos hoje “Onde estão as mulheres no ensino de Ciências Sociais no Brasil?”, de Fernanda H. C. Alcântara (UFJF-GV).

Partindo da pergunta formulada por Harriet Martineau em 1838 (“As mulheres estão lá? Em quais proporções, e sob quais leis da liberdade?”), a autora discute os mitos que sustentam o cânone e o rótulo de “identitarismo” atribuído a quem estuda as teóricas clássicas. Com base em pesquisa sobre os planos de ensino dos cursos de Ciências Sociais das IFES, mostra que as mulheres não chegam a 10% das referências em nenhum dos recortes analisados. Se a formação em Ciências Sociais se define pelo estranhamento e pela desnaturalização do que parece dado, por que a ausência das mulheres nos currículos segue naturalizada, enquanto a reivindicação de sua presença é tratada como “identitarismo”?

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Agenda | Conferência de encerramento “O romance de 30 como ambiente do Nordeste”

Hoje, dia 24 de setembro, a partir das 17h, acontecerá a conferência de encerramento do II Congresso “O Brasil e seus intérpretes: o romance brasileiro em perspectiva”.

A conferência, com exposição de André Botelho (UFRJ), terá como tema “O romance de 30 como ambiente do Nordeste (uma inversão luhmanniana)”, com mediação de Ana Karla Canarinos (UERJ). O evento de encerramento acontecerá na sala RAV 112, 11º andar do Instituto de Letras da UERJ (Campus Maracanã).

O Congresso reuniu diversos pesquisadores e pesquisadoras, cujos temas, no geral, abrangiram a teoria do romance e o debate sobre o realismo, a representação da violência e dos pobres, a relação entre romance e pensamento social, questões de gênero e raça, o diálogo com a América Latina e outras literaturas, as espacialidades, a formação do romance oitocentista e a produção contemporânea, com destaque para o romance de 1930.

Sociológicas | Eu me rasgo na terra da laranja, por Maria Moraes

Seguindo o fio de ariadne proposto para esta floração da série Sociológicas, Maria Moraes (UFSCar) analisa a exploração do trabalho na colheita da laranja e no controle de pragas no interior de São Paulo. O texto foi publicado originalmente em espanhol no Tratado latinoamericano de antropología del trabajo (2020) – obra coletiva com mais de 2000 páginas –, e discute o impacto das metas de produtividade e dos acidentes no corpo dos trabalhadores, em sua maioria migrantes nordestinos, além de mostrar como a precarização afeta especialmente as mulheres no campo.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Seminário “Cartas e nosso tempo”

Nesta semana, nos dias 24 e 25 setembro, acontecerá o Seminário “Cartas e nosso tempo”, promovido pelo Instituto Moreira Salles em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro). Serão dois dias de debates sobre cartas, arquivos, literatura e as formas contemporâneas da correspondência.

Guardião de milhares de cartas de seu acervo e de publicações relacionadas ao tema, o IMS leva ao público, desde 2016, o melhor da epistolografia brasileira pelo site Correio IMS, que agora completa 10 anos. Mais do que uma retrospectiva sobre a história das correspondências e da formação do país, a data convida a refletir sobre os caminhos da escrita, leitura e estudo das cartas hoje – numa perspectiva crítico-reflexiva que interroga autoria, intimidade, arquivo, memória e circulação. É nesse espírito que o IMS celebra a data em parceria com o Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, reafirmando a atualidade do gênero epistolar.

Confira abaixo a programação completa do seminário.

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BVPS Recomenda | Nova tradução de “A máquina cultural: professoras, tradutoras e vanguardistas”, de Beatriz Sarlo

A BVPS recomenda a nova tradução do livro A máquina cultural: professoras, tradutoras e vanguardistas da ensaísta e crítica literária e cultural argentina Beatriz Sarlo, publicada este ano pela Editora Coragem. Dividida em quatro capítulos, a obra investiga educação, tradução e vanguarda como engrenagens da cultura argentina entre o final do século XIX e os anos 1970, combinando rigor crítico e ousadia narrativa: Sarlo assume vozes, emula estilos e cria personagens sem abrir mão da análise de fontes primárias.

Aproveitamos para publicar um trecho da apresentação assinado pela tradutora Karina de Castilhos Lucena (UFRGS), que amplia o acesso em português a uma das vozes mais importantes da crítica cultural latino-americana.

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni em fins do século XX, por Juan Michel Montezuma dos Santos

No novo post da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Juan Michel Montezuma dos Santos (PPGS/USP), que interpreta os escritos de Ianni produzidos entre os anos 1990 e 2004 como expressão de um mesmo projeto intelectual.

Como a globalização, o Estado-nação, a sociedade civil mundial e o pensamento social brasileiro se articulam na obra tardia de Ianni? O autor mostra como essas reflexões compartilham uma infraestrutura teórico-conceitual fundada em uma leitura criativa de Marx e na compreensão das metamorfoses do capitalismo – mais do que um balanço de sua produção final, um esforço contínuo para renovar as categorias das ciências sociais diante de um tempo de profundas transformações.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio: os labirintos do mundo, por José Vicente Tavares-dos-Santos

No novo post da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de José Vicente Tavares-dos-Santos (UFRGS), que percorre a obra de Octavio Ianni a partir de três imagens: os labirintos, as viagens e os enigmas.

Como essas figuras ajudam a pensar a América Latina, a literatura, a globalização e o pensamento social? O autor mostra como elas condensam uma sociologia crítica atenta à complexidade da experiência histórica, capaz de captar as múltiplas formas de dominação e resistência que atravessam a obra de Ianni.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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BVPS Agenda | “Pensamento Social e Democracia”, com André Botelho, Elide Rugai Bastos e Bernardo Ricupero

No dia 29 de setembro, às 14h30, ocorre o primeiro encontro, Pensamento Social e Democracia, que reúne Elide Rugai Bastos (UNICAMP), André Botelho (UFRJ) e Bernardo Ricupero (USP) para discutir como a reflexão sobre a formação brasileira interpela e é interpelada pela questão democrática, tema que atravessa a tradição do pensamento social desde suas formulações fundadoras e que ganha urgência renovada no presente. O encontro será transmitido ao vivo no canal do YouTube da SBS.

O Comitê Permanente de Pensamento Social da SBS, junto com a BVPS, inicia a série Pensamento social: vocação e projetos de inovação, dedicada à discussão de problemas constitutivos da sociologia, no Brasil e fora dele, a partir da perspectiva que dá nome à área. A proposta é tomar temas próprios da sociologia e examiná-los a partir do pensamento social brasileiro, não para especificá-los ou circunscrevê-los a casos, mas para reformulá-los e rearticulá-los, mantendo e visando criticamente a generalidade que os torna relevantes para a disciplina como um todo. Trata-se, assim, de formar um campo reflexivo que toma o pensamento social não como área delimitada e já formada, mas como ponto de partida para colocar problemas ao próprio fazer sociológico e às interpretações correntes sobre a sociedade brasileira.

A área de pensamento social define-se pela discussão da formação da sociedade brasileira e, por isso, organiza-se menos por autores ou por objetos do que por problemas de longa duração da vida social. Nesses termos, direcionar a área tão somente aos clássicos seria impreciso, já que sugere uma discussão sobre cânone e passado, quando o que está em jogo é a persistência desses problemas e a recorrência com que voltam a se impor. São problemas macrossociais, e assim permanecem mesmo quando tratados a partir de recortes empíricos circunscritos, porque a unidade de análise não é o texto nem a obra, mas o processo social. A área, portanto, vive a dupla exigência de levar adiante a sua vocação, no esforço conjunto de compreender a persistência de problemas que não se esgotam no passado, e criar projetos, sempre situados no presente, pelos quais essa vocação se realiza.

É com base nesse programa que os encontros se organizam: interessa menos reconstituir posições consolidadas do que examinar como a formação brasileira reformula os termos de cada problema, não como aplicação de um repertório teórico a um caso nacional, mas como reformulação do próprio problema a partir das condições em que ele se impõe aqui.

Este é o primeiro de uma série já programada, concebida como um espaço de discussão contínuo, não como um ciclo fechado de palestras temáticas. Trata-se de uma agenda aberta, que se propõe a acompanhar o modo como esses problemas se recolocam e se transformam, mais do que a fixá-los em formulações definitivas. Os próximos encontros percorrerão outros problemas igualmente centrais à tradição que nos guiarão para o 23º Congresso Brasileiro de Sociologia em 2027.

Coluna Primeiros Escritos | Aprendendo a ler os entre-lugares: notas sobre Silviano Santiago e o cosmopolitismo, por Guilherme Prates

No mês de postagens da SILVIANO SANTIAGO 90+, em homenagem aos 90 anos do escritor mineiro na BVPS, não poderia faltar um texto na coluna Primeiros Escritos, voltada à estudantes de pós-graduação. Talvez não exista mesmo maior homenagem a um autor do que saber que sua obra continua viva, interpelando e suscitando perguntas e dedicação por parte das novas gerações – no caso, novíssima geração, ainda em formação.

Guilherme Prates, mestrando no PPGS/UFRJ, nos conta um pouco dos desafios de pesquisar a obra instigante, complexa e vasta de Silviano. A despeito de um recorte específico – no seu caso, a questão do cosmopolitismo do pobre – faz-se necessário percorrer o conjunto da obra, no geral e no detalhe, pois o pensamento de Silviano é reescrito permanentemente e suas categorias analíticas são não apenas transversais, mas vão ganhando novas camadas de significado a cada momento. Mas o desafio é tão estimulante e prazeroso que o texto de Guilherme, além de um testemunho pessoal, é também um convite para novos interlocutores e diálogos que, a essa altura, vão se avolumando numa fortuna crítica cada vez mais importante, dentro e fora do Brasil, na literatura, no cinema e também na sociologia.

Parabéns Silviano Santiago e parabéns ao Silviano Santiago que se faz e refaz também como tema de estudos e interesse da juventude.

Aproveitamos para lembrar que a coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (26 de janeiro)   

Em mais um esforço de mostrar o Brasil aos brasileiros, Mário de Andrade descreve a antiga Festa do Congo: manifestação cultural e religiosa afro-brasileira que recria simbolicamente a coroação de um rei do Reino do Congo. Depois de o Bumba meu Boi, o Pastoril e a Chegança, essa é a quarta festa popular que Mário de Andrade experimenta na viagem ao Nordeste, colhendo versos cantados como quem guarda tesouros. Tal qual ele diz, “niguem não poderá falar que o modernismo não teve profetas no Brasil, ante um documento dêstes”

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Encontro de abertura da Cátedra Mário Pedrosa CBAE/UFRJ

Na próxima terça-feira, 22 de setembro, às 15h, será realizado o seminário de abertura da Cátedra Mário Pedrosa do Colégio Brasileiro de Altos Estudos/UFRJ, de organização de Glaucia Villas Bôas e Izabela Pucu. A cátedra Mário Pedrosa inicia suas atividades visando constituir um espaço de encontro e debate entre pesquisadores e interessados em geral nas relações entre Arte, política e memória em diálogo com o legado do crítico e militante Mário Pedrosa, a partir de seminários, grupos de estudo e cursos. O evento será realizado no Colégio Brasileiro de Altos Estudos das UFRJ (Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo).

O encontro de abertura apresentará as perspectivas de Pedrosa sobre a diferença na modernidade e na pós-modernidade, a partir da relação entre arte e política. Estudos de caso e pesquisas problematizarão ainda a elaboração das diferenças pela arte contemporânea, considerando a presença ou ausência de artistas do Sul Global, mulheres, negros, indígenas e LGBTQIA+ no sistema de arte. Em que medida essa presença/ausência tem mobilizado ou não transformações nas obras de arte, nos acervos, nas curadorias de exposições e nos modos de se fazer memória?

Confira a programação abaixo.

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BVPS Agenda | II Congresso “O Brasil e seus intérpretes: o romance brasileiro em perspectiva”

Nesta segunda-feira, 21 de setembro, terá início o II Congresso “O Brasil e seus intérpretes: o romance brasileiro em perspectiva”, com organização de Ana Karla Canarinos (UERJ), Andréa Werkema (UERJ) e Giovanna Dealtry (UERJ). O evento acontecerá até quinta-feira, com uma programação que se estenderá ao longo dos dias no Instituto de Letras da UERJ (Campus Maracanã).

O evento contará com diversos pesquisadores e pesquisadoras, cujos temas, no geral, abrangem a teoria do romance e o debate sobre o realismo, a representação da violência e dos pobres, a relação entre romance e pensamento social, questões de gênero e raça, o diálogo com a América Latina e outras literaturas, as espacialidades, a formação do romance oitocentista e a produção contemporânea, com destaque para o romance de 1930.

Não deixe de acompanhar a página do Instagram do evento.

Confira abaixo a programação completa do congresso.

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Chegamos ao sétimo e penúltimo texto da série Autorais Elisa Reis, “Mudanças culturais e o desafio de reduzir as desigualdades sociais”, palestra apresentada em Paris, em 2013, a convite da Associação Francesa de Ciência Política.

E se o combate à pobreza e à desigualdade dependesse menos de políticas específicas do que de deslocamentos profundos na forma como concebemos o mundo? Reis identifica no texto três dessas mudanças: o declínio da ideia de domínio sobre a natureza diante de uma sensibilidade ecológica emergente; a entrada da solidariedade, pela via da sociedade civil, ao lado da autoridade estatal e do interesse de mercado; e, por fim, uma reviravolta na maneira de pensar igualdade e diferença — na qual reconhecer a diferença deixa de ser negação da igualdade para se tornar sua possível condição.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Resenha | “O autoritarismo e sua ambivalência”, por Ricardo Visser

Publicamos hoje a resenha de Ricardo Visser (UFSJ) sobre o livro A ambivalência do autoritarismo: da escola de Frankfurt ao Brasil contemporâneo, de Fabrício Maciel, lançado neste ano pela Editora Mórula.

Por que o autoritarismo insiste em se reinventar, um século depois de a Escola de Frankfurt ter mapeado suas raízes subjetivas e coletivas? Em A ambivalência do autoritarismo, Fabrício Maciel retoma o legado de autores como Adorno, Fromm, Marcuse e Hannah Arendt para pensar a extrema direita contemporânea não como uma anomalia passageira, mas como uma expressão de forças conscientes e inconscientes que atravessam a vida social. Na resenha, Ricardo Visser adianta o que o leitor vai encontrar: uma crítica contundente à tese da polarização política, o resgate do conceito de liberdade como contraponto necessário à dominação, e uma análise corajosa dos impasses e das ilusões da própria esquerda diante do avanço bolsonarista.

Boa leitura!

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Série Back to the 70s | Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC | Limites e fronteiras entre Antropologia e História, por Lilia Schwarcz

A série Back to the 70s publica hoje o texto “Limites e fronteiras entre Antropologia e História“, assinado por Lilia Moritz Schwarcz (USP). Nele, a autora realiza um verdadeiro “ajuste de contas” com a própria trajetória intelectual ao investigar os encontros, tensões e diálogos entre a antropologia e a história.

Longe de buscar uma visão evolucionista ou consensual no artigo, Lilia Schwarcz percorre autores como Lévi-Strauss, Marshall Sahlins e Clifford Geertz, mostrando que não há como falar em “história” no singular, uma vez que, diante da experiência etnográfica e da análise cultural, emergem inevitavelmente múltiplas historicidades e temporalidades. Ao final, a autora nos lança um convite para “antropologizar o centro”: reverter o olhar e usar a antropologia histórica para desnaturalizar as nossas próprias concepções de tempo e narrativa. Afinal, o que a história e o tempo revelam quando nos permitimos estranhar a nossa própria cosmologia ocidental?

Não perca, nas sextas-feiras seguintes, os próximos textos da série homenagem.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino, por Ileizi Fiorelli Silva

Dando continuidade à série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI) em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, publicamos hoje “Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino”, de Ileizi Fiorelli Silva (UEL).

Retomando Max Weber e Basil Bernstein, a autora pensa o currículo como espaço de disputa entre a “pedagogia do cultivo”, ligada à formação humanista, e a “pedagogia da eficiência”, hoje reconfigurada pela lógica do desempenho e da performatividade digital. Se os antigos especialistas das ciências do século XX cedem lugar a um novo tipo, o especialista digital, formado nas Big Techs, que passa a arbitrar sobre o que é o “conhecimento legítimo”, como isso se traduz, nos currículos brasileiros, na redução da carga horária de disciplinas como Sociologia, Filosofia e História?

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Coluna Primeiros Escritos | Série Nordestes | Navegar é preciso; viver não é preciso: Nordestes de Mário de Andrade, por João Candido Stringari

A BVPS publica hoje uma edição extra da Série Nordestes com o texto de João Candido Stringari (PPGS/UFRJ), “Navegar é preciso; viver não é preciso: Nordestes de Mário de Andrade”, sobre o lançamento da nova edição do diário de viagem de Mário de Andrade ao Nordeste (1928-1929), organizada por André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGS/UFRJ) e publicada pela Casa Matinas.

O texto apresenta o vídeo do debate de lançamento, promovido pela Escola de Letras e pelo Departamento de Teoria e Estética do Teatro da UNIRIO, em um convite a todos e todas para o (re)assistirem.

O ensaio nos oferece uma chave de leitura para compreender as escolhas da nova edição: a separação do relato nordestino do diário anterior, ao Norte, amalgamado desde 1976 sob o título O turista aprendiz; e a preservação da grafia modernista, contra a normalização feita por Carlos Drummond de Andrade em A lição do amigo (1982). Essa restituição, aliás, tem nome de batismo emprestado. Nordestes é o primeiro volume de uma nova coleção da Casa Matinas, batizada, em gesto de gratidão pública ao trabalho de Flora Sussekind, com o título de um dos livros da autora: O Brasil não é longe daqui (1990). O título de Sussekind, professora da própria Unirio onde o livro foi lançado, condensa quase inteiramente o programa que atravessa o diário de Mário: a suspeita de que a alteridade mais radical não precisa ser buscada do outro lado do Atlântico, porque já mora, entranhada, a poucos dias de viagem da própria casa.

Boa leitura!

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