BVPS Resenha | “Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto”, por Caetano Araújo

Publicamos hoje a resenha de Caetano Araújo sobre o livro Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto, de Angélica Madeira, publicado no final do ano passado pela Ateliê de Humanidades Editorial.

Por que Lima Barreto, autor de mérito inegável, nunca compareceu a uma recepção e foi três vezes recusado pela Academia Brasileira de Letras? Em Um bandido tímido, Angélica Madeira oferece respostas com as ferramentas da sociologia da cultura, examinando em conjunto a vida e a obra do escritor. Na resenha, Caetano Araújo adianta o que o leitor vai encontrar: um autor coerente em suas posições contramajoritárias, em especial contra o nacionalismo pueril e o cientificismo racista, personagens lidos como “blocos de afeto” spinozanos e os temas fantasmas dos últimos anos – loucura, alcoolismo e morte. O retrato de quem, à margem da cultura oficial da República Velha, antecipou debates sobre raça e gênero que só ganhariam projeção décadas depois.

Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Surtos Literários, por Mario Cámara

Novos romances brasileiros estão sendo traduzidos para o espanhol e chegam com força à Argentina. Esse fenômeno contemporâneo enseja a presente edição da coluna Crônicas de um brasilianista do Sul, assinada mensalmente por Mario Cámara (UBA) na BVPS.

Uma exposição, de Ieda Magri; Saia da frente do meu sol, de Felipe Charbel; e Não escrever [com Roland Barthes], de Paloma Vidal são três obras de literatura brasileira – aparentemente distintas – publicadas em um curto intervalo na Argentina. Mario Cámara identifica nesse conjunto, e no próprio movimento de renovação, um sentido compartilhado perante um longo panorama literário. Assim, também evocando Flora Süssekind, constrói uma fina análise comparativa que sugere a “constelação fértil” diante da qual nos encontramos.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos, por Simone Meucci

No segundo post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos”, de Simone Meucci (UFPR).

Nele, a autora ressalta a importância dos estudos sobre livros didáticos para a compreensão de como saberes científicos, filosóficos e artísticos são traduzidos para fins escolares em cada contexto histórico. Reconstituindo a trajetória do Plano Nacional do Livro e Material Didático (PNLD), o texto situa o crescimento recente das pesquisas sobre livros didáticos de sociologia no Brasil, impulsionado pela obrigatoriedade da disciplina no Ensino Médio, para mostrar como o Estado, ao definir editais e critérios de avaliação, acaba por moldar os próprios formatos e conteúdos do gênero didático no país.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Sociológicas | “É muito duro, só a senhora vendo”, por Maria Moraes

Maria Moraes (UFSCar) escreve um texto potente sobre “a turma do veneno” nesta edição da série Sociológicas. A cada novo episódio, Moraes vem revelando a divisão do trabalho e as especificidades da participação feminina nas plantações paulistas.

A “turma do veneno” refere-se aos trabalhadores cuja função é extrair os capins de raízes profundas do canavial e distribuir formicidas e herbicidas em meio ao mar quente de cana. As fileiras são estreitas e infestadas de cobras; os venenos, danosos para os próprios aplicadores, que não raramente são afastados do trabalho ou requisitam transferência. Enjoos, vômitos e desmaios estão entre as queixas relatadas. Aqui, Maria Moraes apresenta tanto as sutilezas internas dessa dinâmica de trabalho quanto sua face exploratória mais explícita. E ainda traz um relato que colheu em 1997: …”O médico disse que eu fui intoxicada pelo veneno”.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | XIII Ateliê do Pensamento Social 2026: “Arquivos, intelectuais e pensamento social”

Nos dias 16 e 17 de setembro, a partir das 10h, na FGV (Praia de Botafogo, 190 – RJ), ocorrerá o XIII Ateliê do Pensamento Social 2026: “Arquivos, intelectuais e pensamento social”. Organizado por João Marcelo Maia e Bernado Buarque de Hollanda, o evento terá como tema as estratégias de pesquisa com arquivos em estudos sobre a trajetórias de escritores, intelectuais e cientistas.

As inscrições de trabalhos estão abertas até dia 22 de agosto para alunos de mestrado e doutorado de quaisquer PPGs de História ou Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) que desenvolvam pesquisas sobre intelectuais e pensamento social, através deste link.

Confira abaixo a programação completa:

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni: economia e política no debate desenvolvimentista brasileiro, por Vera Cepêda

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Vera Cepêda (UFSCar) que discute duas contribuições centrais de Octavio Ianni para a sociologia brasileira.

A primeira delas está na articulação entre política e economia presente em sua análise do desenvolvimentismo, compreendido como processo inseparável das disputas entre classes, da ação do Estado e da inserção dependente do Brasil no capitalismo mundial – uma leitura original da modernização brasileira. A segunda contribuição reside na construção de uma verdadeira cartografia do pensamento social, econômico e político brasileiro, evidenciando como a produção intelectual participa da elaboração dos projetos de nação e da disputa pelos sentidos da realidade social. Para Cepêda, esses dois eixos tornam a obra de Ianni incontornável para se pensar a sociologia no Brasil.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | O jovem Octavio Ianni: imigração, religião e miscigenação, por Diogo Valença

Na continuidade da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana um manuscrito inédito de Octavio Ianni, escrito em 1949, ainda durante sua graduação em Ciências Sociais na USP, acompanhado de um comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa (UFRB).

O texto, localizado no Fundo Florestan Fernandes da Coordenadoria de Obras Raras e Coleções Especiais (ColEsp) da UFSCar, é um estudo de caso sobre uma família síria e permite revisitar os primeiros passos da formação intelectual de Ianni. Em seu comentário, Diogo Valença mostra como o manuscrito reflete as transformações promovidas por Florestan Fernandes no ensino de sociologia na USP e, ao mesmo tempo, antecipa temas que atravessariam toda a obra futura de Ianni, como imigração, relações raciais e modernização.

Para baixar o trabalho original de Octavio Ianni, clique aqui.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (19 de janeiro)   


Mário de Andrade escreve sobre o pequeno município de Assú, conhecido como terra dos poetas, no interior do Rio Grande do Norte. São 2.500 habitantes e 24 mil arrobas de cera de carnaúba produzidas ao ano, sob o tradicional regime latifundiário. Ambiente verde e de “ar de alegria”, a cidade e seus entornos contrastam com o que lemos na crônica imediatamente anterior. E também diferem do que se lê ao final deste mesmo relato, quando, pego pela tempestade, Mário de Andrade se vê acalacrado num “perigo desgraçado muito sério”.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “A era de Ricardo III: Guerra cultural como método”, de João Cezar de Castro Rocha

Amanhã, terça-feira, dia 11 de agosto, acontecerá o lançamento do livro A era de Ricardo III: Guerra cultural como método, de João Cezar de Castro Rocha. O evento ocorrerá a partir das 19h, na Livraria Blooks (rua Praia de Botafogo, 316, Botafogo – Rio de Janeiro).

A era de Ricardo III: Guerra cultural como método é um ensaio que parte da literatura para pensar os dilemas contemporâneos impostos pela extrema direita. Ou de como a imaginação literária – esse espaço em que personagens, formas e narrativas permitem enxergar aquilo que a realidade muitas vezes torna difícil de compreender – pode oferecer novas chaves para interpretar a ascensão de lideranças que transformam a própria vilania em forma de poder. A partir de Shakespeare e da figura de Ricardo III, o autor identifica uma “forma-Ricardo III”, marcada pela ostentação da maldade e pela ausência de qualquer tentativa de ocultar seus propósitos, aproximando-a de figuras como Donald Trump, Jair Bolsonaro, Javier Milei e Nayib Bukele. O ensaio procura compreender o paradoxo de uma extrema direita que alcança o poder por meio de eleições livres e democráticas, sugerindo que a literatura pode funcionar como uma espécie de travessia para decifrar os impasses políticos e sociais que atravessam o presente.


BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Primeiro texto da série Autorais Elisa Reis, “A forma da sociologia: observando a história do nosso presente” foi publicado originalmente em 2012 no livro The Shape of Sociology for the 21th Century, organizado por Devorah Kalekin-Fishman e Ann Dennis, e traduzido nesta ocasião pelo curador da série, Karim Helayel.

Expandindo a imagem de Polanyi (1944) de uma “grande transformação” para pensar o presente, neste texto Elisa Reis sugere que as mudanças nas percepções coletivas vivenciadas nas últimas décadas levaram os quadros conceituais da sociologia ao limite, exigindo novos modos de olhar para a sociedade. A partir desse diagnóstico, a autora aponta a necessidade de a sociologia revisar seus pressupostos, apostando no fortalecimento do diálogo entre diferentes perspectivas teóricas, contextos sociais e disciplinas como caminhos para enfrentar os desafios colocados pelo cenário atual.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir o texto de apresentação da série, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis | Apresentação de Karim Helayel

A BVPS Edições tem a alegria de apresentar mais uma edição da série Autorais, com textos de Elisa Pereira Reis, uma das principais referências da sociologia política produzida no Brasil.

Professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (PPGSA/UFRJ) e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade (NIED/UFRJ), Elisa Reis é doutora em Ciência Política pelo MIT, membra da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da The World Academy of Sciences (TWAS), e recebeu o Prêmio Florestan Fernandes (SBS, 2017) e o Prêmio Antônio Flávio Pierucci de Excelência Acadêmica (ANPOCS, 2021).

Com organização de Karim Helayel (UFRJ), a série reúne oito trabalhos que atravessam mais de quatro décadas da produção de Elisa Reis, dos anos 1980 à década de 2010, seis deles publicados de maneira inédita em português nesta Autorais. Os textos percorrem eixos centrais de seu pensamento: as raízes agrárias do autoritarismo e a formação do Estado nacional; as relações entre Estado, mercado e solidariedade; a sociologia política brasileira em perspectiva histórica; nacionalismo, cidadania e os desafios latino-americanos de autoridade e solidariedade; e a democracia como desafio de reconciliar igualdade e diferença.

Agradecemos à Elisa Reis por compartilhar sua produção rigorosa e atual com as leitoras e os leitores da BVPS, e a Karim Helayel por seu trabalho de seleção e tradução.

Publicamos hoje a apresentação assinada pelo curador Karim Helayel.

Não percam, semanalmente, sempre às segundas-feiras, a nova edição da série Autorais. Boa leitura!

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Ressurgências | A voz sonora de um veterano, por Alcida Rita Ramos, Marcos Terena e Francisco Sarmento

Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) recebem Marcos Terena na edição de agosto da coluna Ressurgências. Piloto, líder indígena e, agora, aos 74 anos, graduando em Ciências Sociais pela UnB, Terena compartilha com os leitores da BVPS sua trajetória na luta pelos direitos indígenas.

A voz sonora de um veterano ecoa o tema da memória. Recoloca em primeiro plano o que muitas vezes se perde nas narrativas sobre conquistas políticas: as pessoas. Marcos Terena, primeiro presidente da UNIND – União das Nações Indígenas –, escreve um testemunho que nos relembra os riscos e as incertezas que atravessam aqueles dispostos à luta. Ao lado de sua voz, Ramos e Sarmento refletem sobre a memória como responsabilidade para o futuro, perguntando o que as gerações que vieram antes podem nos ensinar sobre os caminhos que ainda estão por construir.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Celebra | A Sociologia chega aos 60: Rogerio Proença Leite

A Sociologia chega aos 60!

A BVPS parabeniza Rogerio Proença Leite. Aproveitamos a ocasião para fazer da homenagem reflexão. Celebramos a trajetória desse sociólogo destacado na nossa comunidade nacional, claro. Mas, à semelhança de outras ações que realizamos, como a série e o livro Modos de narrar a Sociologia brasileira, propomos pensar, sociologicamente, sobre as realizações, impasses e desafios da Sociologia a partir das trajetórias pessoais. Aqui abordadas a partir da categoria de “geração”, variável analítica que, infelizmente, praticamente desapareceu do trabalho recente, e que já se mostrava decisiva em Modos de narrar a sociologia.

Assim, temos a alegria de publicar o texto de Simone de Araújo (UFS), em homenagem a seu antigo orientador, professor titular de Sociologia da Universidade Federal de Sergipe. A partir do epíteto medieval De Magistro, Simone retoma Tomás de Aquino para pensar o mestre como aquele que dispõe os sinais para que o outro descubra o saber por si mesmo, método que reconhece nas orientações e aulas de Rogerio. O texto percorre ainda sua trajetória na sociologia urbana brasileira, do conceito de “contra-usos”, nascido da pesquisa no Bairro do Recife, aos estudos sobre patrimônio, gentrificação e cidade. Parabéns ao Rogerio, a quem agradecemos sua contribuição à nossa disciplina, que tanto importa pensar e repensar.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Apresentação de Arilda Arboleya

Em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, a BVPS inicia hoje a série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI). A série se dedica a um tema que atravessa o campo do Pensamento Social Brasileiro sem receber a centralidade que merece nos debates: o seu lugar como componente curricular nos cursos de Ciências Sociais. Se a consolidação do campo já é reconhecida por sua presença em associações, grupos de pesquisa e periódicos, o mesmo não se pode dizer da dimensão do ensino, que segue pouco explorada diante de sua importância.

Na apresentação da série que publicamos hoje, partindo da constatação de que os dispositivos educacionais – currículos, ementas, programas de ensino – não são meros mecanismos formais, mas espaços de disputa em que se definem legitimidades, se distribuem poderes e se reproduzem (ou se contestam) formas de conhecer o social, Arilda Arboleya aponta os desafios que hoje interpelam o Pensamento Social Brasileiro nas salas de aula: as disputas em torno da diversificação do cânone, os apagamentos epistêmicos, as tensões entre permanência e obsolescência curricular.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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BVPS | Ainda há tempo: múltiplas vozes

A BVPS publica o último conjunto de comentários sobre o livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, recém-publicado pela editora Civilização Brasileira. O livro, como ressaltamos no booktrailer que lançamos, é profundamente marcado pelas qualidades de escuta e diálogo, características bem conhecidas da autora. Ao se fazer narradora, Nísia Trindade conseguiu recuperar, analisar e narrar a experiência da pandemia de Covid-19, trazendo sua vivência ímpar, que fez toda a diferença para a sociedade brasileira, na presidência da Fiocruz e, posteriormente, na reconstrução do Ministério da Saúde. Porque fez e faz de sua voz muitas vozes, nosso propósito, nesta ação, foi reunir múltiplos diálogos em torno do seu importante livro.

Trazemos hoje comentários de Dominichi Miranda de Sá (Fiocruz), Fabrício Maciel (UFF), Isabel Lustosa e Ronaldo Oliveira (UERJ).

Agradecemos a todos os autores e autoras que contribuíram com esta iniciativa da BVPS que buscou ampliar e aprofundar as questões suscitadas por esta obra tão necessária ao nosso tempo. Para conferir os demais comentários feitos sobre o livro Ainda há tempo, clique aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e o reencontro do Brasil na Amazônia, por Marilene Corrêa da Silva Freitas

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana dois textos que exploram a dimensão regional na obra do autor.

Marilene Corrêa da Silva Freitas (UFAM) mostra como a Amazônia ocupa lugar estratégico na sociologia de Ianni, tornando-se chave para reinterpretar a formação nacional a partir da expansão do capitalismo, da ação do Estado e dos conflitos pela terra. A autora discute ainda como Ianni inspirou agendas de pesquisa e formou gerações de cientistas sociais comprometidos com uma leitura crítica da região.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e as metamorfoses da questão agrária no Brasil, por Lucas Carvalho

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana dois textos que exploram a dimensão regional na obra do autor.

Lucas Carvalho (UFF) relê a questão agrária na obra de Ianni a partir da chave regional, mostrando como a atenção do autor às diferentes temporalidades e às formas assumidas pelo capitalismo nas diversas regiões brasileiras lhe permitiu compreender suas metamorfoses para além da expansão capitalista e da concentração fundiária. Ao recuperar textos escritos em diferentes momentos da trajetória intelectual de Ianni, Carvalho evidencia a atualidade de uma interpretação que articula as formas históricas da luta pela terra às novas configurações territoriais do agronegócio.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Curso “Pesquisas e reflexões sobre os estudos rurais no Brasil e as contribuições do CPDA/UFRRJ”, por Leonilde Medeiros e Leonardo Belinelli

Terá início no dia 12 de agosto a disciplina optativa Pesquisas e reflexões sobre os estudos rurais no Brasil e as contribuições do CPDA/UFRRJ, ofertada Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ. A disciplina será ministrada por Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ) e Leonardo Belinelli (UFRRJ).

A partir da efeméride de 50 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), a disciplina visa oferecer uma discussão geral sobre a construção do tema do rural como campo de pesquisa na Sociologia brasileira, o que propiciará discutir o contexto de emergência do CPDA como curso de pós-graduação e as formas pelas quais seus participantes incidiram em diversos debates estruturante desse campo disciplinar.

O curso será oferecida às quartas-feiras à tarde, a partir do dia 12/08.

Alunos de pós-graduação de outras universidades podem se inscrever por meio do contato com a secretaria do CPDA (cpda_secretaria@ufrrj.br). Alunos ouvintes interessados devem manifestar seu interessem no e-mail lobb@ufrrj.br.

Confira abaixo a ementa completa.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Macau (18 de janeiro, 16 horas)   

Após um pouco mais de sete horas de viagem entre Natal e Macau, Mário de Andrade escreve sobre o trajeto pela caatinga. As paisagens ali foram “horrorosas de medonha”, diz. Seca. Seca a se perder de vista. Estamos diante do contraste em relação ao verde e ao mar, tão presentes nos textos anteriores. É assim que entendemos melhor a pluralidade de Nordestes que o diário de viagem de Mário de Andrade expressa. Seja em climas ou culturas, a região não se deixa reduzir à unidade.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

Chegamos ao fim da série Autorais Luiz Eduardo Soares, com uma publicação bônus especial. Encerramos este percurso com o texto “Trotsky & Travesti”, capítulo do livro O rigor da indisciplina (1994), como uma forma de homenagear a memória do antropólogo Hélio R. S. Silva, que nos deixou este ano.

No ensaio, Soares propõe uma leitura comparativa de Travesti: a invenção do feminino, de Hélio Silva, e A história da revolução russa, de Leon Trotsky, refletindo sobre os efeitos dos diferentes usos da linguagem na produção do conhecimento nas ciências sociais.

Ao longo desta série, buscamos reunir textos que testemunham a amplitude e a atualidade da obra de Luiz Eduardo Soares, convidando a uma nova leitura de parte importante de sua produção intelectual. Agradecemos mais uma vez ao autor pela generosidade em compartilhá-la com as leitoras e os leitores da BVPS. Para acessar a série completa, clique aqui.

Boa leitura!

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