BVPS Edições | Copa do Mundo na BVPS | “A Copa para além do futebol”, por Arlei Sander Damo

Dando continuidade à série Copa do Mundo na BVPS, publicamos hoje texto de Arlei Sander Damo, professor do Departamento de Antropologia da UFRGS, que lança um olhar sobre um dos fenômenos mais marcantes da Copa de 2026: a expressiva presença de atletas nascidos fora dos países que representam dentro de campo.

Como nos mostra Damo, o futebol de seleções vive de um nacionalismo laico, capaz de transformar um time organizado por uma entidade privada na própria nação encarnada, com direito a hinos, bandeiras e identidades supostamente reveladas em campo. É justamente essa crença que a Copa deste ano coloca em xeque. Quase um terço dos jogadores nascidos na França que hoje defendem outras seleções são filhos e netos da diáspora pós-colonial, e que agora representam países como Argélia e Marrocos. O fenômeno inverte uma lógica antiga: se por décadas imigrantes e seus descendentes engrossaram as fileiras da própria seleção francesa, agora são os filhos da diáspora que retornam, em campo, à pátria de seus antepassados, evidenciando o caráter fundamentalmente construído e contingente das identidades nacionais mobilizadas pelo futebol.

Para acompanhar os demais posts da série, clique aqui. Novos textos serão publicados todas as sextas-feiras, até o fim desta edição da Copa do Mundo.

Boa leitura!

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Ressurgências | Que Índio Genérico, Cara-Pálida?, por Alcida Rita Ramos e Francisco Sarmento

Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) revisitam a profecia do “índio genérico”, formulada por Darcy Ribeiro em Os Índios e a Civilização, neste novo texto da coluna Ressurgências.

A tese de Ribeiro antevia que os sobreviventes indígenas do processo de expansão econômica convergiriam para uma condição comum: a do “índio genérico”, destituído de grande parte de suas especificidades culturais e reduzido a uma identidade residual. A partir dessa formulação, Ramos e Sarmento constroem uma reflexão que se desdobra em dois tempos e perspectivas: a de uma europeia de nascença, que há décadas acompanha a luta dos povos indígenas no Brasil, e a de um intelectual indígena formado no “mundo dos brancos”, mas enraizado na tradição Tukano do Alto Rio Negro. De maneira eminentemente dialógica, os autores então reconhecem a importância de Darcy Ribeiro para a etnologia brasileira, mas também mostram como a vitalidade dos povos indígenas transformou o prognóstico de desaparecimento em uma história de ressurgências.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS | Abre ALAS | “A sociedade global na era do capitalismo digital: desafios para a América Latina em tempos de policrise”, por Ana Rivoir


Para dar as boas-vindas, no espírito carioca, à sociologia latino-americana que se encontrará no Rio de Janeiro para o XXXV Congresso da ALAS – Associação Latino-americana de Sociologia, de 26 a 31 de julho de 2026, a BVPS tem a alegria de estrear hoje a série Abre ALAS – evocando a famosa marchinha carnavalesca de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), “Ó abre alas”, que, desde sua estreia em 1899, é sucesso de público na festa, a expressão significando, literalmente, “dar passagem” ou “abrir caminho”. A iniciativa nasce de uma parceria da ALAS com a BVPS, por meio de seu vice-presidente, Breno Bringel, também organizador da série – a quem agradecemos.

Nas próximas quintas-feiras até a véspera do congresso, para ir esquentando os tamborins, publicaremos, em espanhol e português, textos de ex-presidentes da ALAS que dialogam com o tema central do XXXV Congresso – Entre a Policrise e as Alternativas: horizontes da sociologia crítica latinoamericana.

Abrimos a série com Ana Rivoir, da Universidad de la República, no Uruguai, que presidiu a ALAS entre 2017 e 2019.

Boa leitura!

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BVPS | Abre ALAS | “La sociedad global en la era del capitalismo digital: desafíos para América Latina en tiempos de policrisis”, por Ana Rivoir


Para dar la bienvenida, con espíritu carioca, a la sociología latinoamericana que se encontrará en Río de Janeiro para el XXXV Congreso de ALAS – Asociación Latinoamericana de Sociología, del 26 al 31 de julio de 2026, la BVPS tiene la alegría de estrenar hoy la serie Abre ALAS – evocando la famosa marchinha carnavalesca de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), “Ó abre alas”, que, desde su estreno en 1899, es un éxito de público en la fiesta, expresión que significa, literalmente, “dar paso” o “abrir camino”. La iniciativa nace de una alianza de ALAS con la BVPS, a través de su vicepresidente, Breno Bringel, también organizador de la serie – a quien agradecemos.

En los próximos jueves, hasta la víspera del congreso, para ir calentando los tamborines, publicaremos, en español y portugués, textos de expresidentes de ALAS que dialogan con el tema central del XXXV Congreso –Entre la Policrisis y las Alternativas: horizontes de la sociología crítica latinoamericana.

Abrimos la serie con Ana Rivoir, de la Universidad de la República, en Uruguay, quien presidió ALAS entre 2017 y 2019.

¡Buena lectura!

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BVPS | International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done? (V)


The BVPS publishes today the fifth post of the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, which invited Brazilian and international specialists, drawing from three major areas of the social sciences — social theory, the sociology of work, and Brazilian social and political thought — to answer four questions around the intricate relationships between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses will be published in batches every Wednesday. By clicking here you can read the other publications from the symposium.

Today’s contributors are:

Klaus Dörre is a German sociologist, professor emeritus of Sociology of Work, Industry and the Economy at the Universität Jena, and is currently a visiting professor at the Kassel Institute for Sustainability, at the Universität Kassel. He focuses on the sociology of work, with research on precarization, flexible capitalism, trade unionism, and post-growth societies. He is, among others, co-author of Soziologie – Kapitalismus – Kritik: Eine Debatte and editor of Sozialismus von unten? Emanzipatorische Ansätze für das 21. Jahrhundert. In Brazil, he recently published Teorema da expropriação capitalista (2022) and A utopia do socialismo (2026).

Patricia Mattos is a professor in the Department of Social Sciences at the Federal University of São João del-Rei (UFSJ), where she coordinates the Center for Gender Studies (Nege). She holds a degree in Political Science and a master’s and PhD in Sociology from the University of Brasília (UnB), and focuses on the political sociology of recognition, with an emphasis on critical theory, gender, symbolic violence, and male domination. She is, among others, the author of A Sociologia Política do Reconhecimento: As contribuições de Charles Taylor, Axel Honneth e Nancy Fraser and of As Visões de Weber e Habermas sobre Política e Direito.

Edson Farias is an associate professor in the Department and the Graduate Program in Sociology at the University of Brasília (PPGSOL/UnB), a CNPq researcher, and coordinator of the Culture, Memory and Development Research Group (CMD). He holds a PhD in Social Sciences from Unicamp and focuses on the sociology of culture and sociological theory, with research on popular culture, memory, cultural consumption, and the sociology of audiovisual media. He is, among others, the author of Ócio e Negócio: festas populares e entretenimento-turismo no Brasil and of O Desfile e a Cidade: o carnaval-espetáculo carioca.

The international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done? is organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor of the BVPS Blog), and has the editorial assistance of Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

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BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? (V)

A BVPS publica hoje a quinta rodada de posts do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Para acessar as demais publicações do simpósio, clique aqui.

Hoje teremos como convidadas/os:

Klaus Dörre é professor emérito de Sociologia do Trabalho, da Indústria e da Economia na Universität Jena, e atualmente é professor visitante no Kassel Institute for Sustainability, da Universität Kassel. Dedica-se à sociologia do trabalho, com pesquisas sobre precarização, capitalismo flexível, sindicalismo e sociedades pós-crescimento. Publicou, no Brasil, Teoria da expropriação capitalista (2022) e A utopia do socialismo (2026).

Patricia Mattos é professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), onde coordena o Núcleo de Estudos de Gênero (Nege). Graduada em Ciência Política e mestre e doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), dedica-se à sociologia política do reconhecimento, com ênfase em teoria crítica, gênero, violência simbólica e dominação masculina. É autora, entre outros, de A Sociologia Política do Reconhecimento: As contribuições de Charles Taylor, Axel Honneth e Nancy Fraser e de As Visões de Weber e Habermas sobre Direito e Política.

Edson Farias é professor adjunto do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília (PPGSOL/UnB), pesquisador do CNPq e coordenador do Grupo de Pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento (CMD). Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, dedica-se à sociologia da cultura e à teoria sociológica, com pesquisas sobre cultura popular, memória, consumo cultural e sociologia do audiovisual. É autor, entre outros, de Ócio e Negócio: festas populares e entretenimento-turismo no Brasil e de O Desfile e a Cidade: o carnaval-espetáculo carioca.

O simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? é organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Lançamento do livro “Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro”, de Nísia Trindade Lima

O livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, será lançado na próxima quinta-feira, dia 2 de julho, às 17h, na Casa de Inovação, Auditório RCD (PUC-Rio).

O encontro terá uma mesa redonda com as participações de Margareth Dalcolmo, médica e pesquisadora da Fiocruz, e de Richarlls Martins, doutor em Saúde Coletiva e coordenador do Plano Integrado Saúde nas Favelas/Fiocruz, com coordenação e mediação do professor Marcelo Burgos, Decano do CCS da PUC-Rio.

Ainda há tempo reconstrói uma das maiores crises da história recente do Brasil pela perspectiva de Nísia Trindade Lima. A autora narra sua trajetória na Fiocruz, que presidiu durante a pandemia, sendo primeira mulher no cargo, e depois no Ministério da Saúde, que reconstruiu após o desmonte do governo anterior. Com olhar de socióloga e sanitarista, ela analisa como a Covid-19 expôs as desigualdades do país e como instituições reagiram à crise. Coragem e cuidado marcam tanto a luta contra a pandemia quanto a defesa atual do SUS e da democracia.

Confira abaixo o booktrailer da BVPS, assinado por Rennan Pimentel.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Cunhaú (14 de janeiro, 10 horas)   


Depois de uma longa travessia matutina pelos tabuleiros norte-rio-grandenses, Mário de Andrade chega ao engenho de Cunhaú, um dos mais antigos do estado. A provisória monotonia logo cede lugar às histórias e às lendas locais, como a da figura quase mítica do senhor de engenho André de Albuquerque Maranhão e Arcoverde, falecido em 1858. Nesta crônica, o passado, mais do que as paisagens, é o que interessa nosso turista aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

Publicado originalmente em 1988 na revista Estudos Históricos e republicado no livro O Rigor da indisciplina, de 1994, “Hermenêutica e ciências humanas” é o sétimo texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares.

Contra a confiança iluminista em modelos explicativos fundados em princípios universais, mas também sem aderir à dissolução radical do sujeito proposta por certas filosofias da diferença, Luiz Eduardo Soares busca, neste ensaio, situar a hermenêutica gadameriana como uma prática autorreflexiva, apontando o papel singular que essa tradição poderia representar na condução da controvérsia – que é, por definição, inconclusa.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Edições | Copa do Mundo na BVPS | Esporte, jogo ou brincadeira?, por Gustavo de Araujo

Dando continuidade à série Copa do Mundo na BVPS, publicamos hoje texto de Gustavo de Araujo (PPGS/Unicamp), em que lança um olhar sobre um fenômeno que vai muito além do gramado: a expansão silenciosa – e perigosa – das casas de apostas no futebol e seu funcionamento.

Com gigantes das chamadas “bets” patrocinando seleções, clubes e até a própria Copa do Mundo, bilhões circulam por trás de cada “odd”, enquanto o risco se normaliza e a fronteira entre as categorias de esporte, jogo e brincadeira se pulveriza. Como nos mostra Araujo, enquanto uns faturam fortunas, outros perdem tudo. E o futebol, palco dessa disputa bilionário, segue sendo explorado como meio por sua imensa popularidade.

Para acompanhar o post de abertura da série, clique aqui. Novos textos serão publicados todas as sextas-feiras, até o fim desta edição da Copa do Mundo.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Lançamento do livro “Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro”, de Nísia Trindade Lima

O livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, será lançado em São Paulo no próximo sábado, dia 27 de junho, às 15h, na livraria Megafauna Cultura Artística (rua Nestor Pestana, 196 – Consolação – São Paulo).

A autora convida para um bate-papo a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, com mediação da professora do Departamento de Sociologia da USP, Angela Alonso.

Ainda há tempo reconstrói, a partir de dentro, uma das crises mais graves da história recente do Brasil. Nísia Trindade Lima percorre os fundamentos do SUS e sua trajetória pessoal na Fiocruz até chegar ao epicentro da pandemia, quando, primeira mulher a presidir a centenária instituição, teve papel decisivo na vacinação do país. Mas a história não acabou. Coube à Nísia, mais uma vez como primeira mulher titular da pasta, reorganizar inteiramente o Ministério da Saúde abatido e desestruturado pelas políticas negacionistas e autoritárias do governo anterior. Com olhar de socióloga e sanitarista, a autora investiga como o vírus expôs as desigualdades estruturais do país e analisa de que forma instituições, governos e indivíduos responderam ou falharam em responder a uma das maiores crises do século XXI. Coragem e cuidado foram recursos inestimáveis para defender a ciência contra o obscurantismo e liderar a produção nacional da vacina contra a Covid-19. Coragem e cuidado são ainda o principal capital social para a defesa do SUS, da saúde pública e da democracia no Brasil.

Confira abaixo o booktrailer da BVPS, assinado por Rennan Pimentel.

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Sociológicas |  “‘Chorar em Silêncio’. Mulheres a caminho do eito”, por Maria Moraes

Seguindo o fio de Ariadne lançado no texto de abertura da série, Maria Moraes (UFSCar) inicia sua travessia pelos labirintos das plantações paulistas acompanhando as mulheres que foram expulsas do campo pelas transformações promovidas pela modernização agrícola. Neste primeiro episódio, o caminhão dos boias-frias emerge como objeto de análise. Moraes o discute não apenas como meio de transporte, mas espaço social de vigilância e disciplinamento, onde as trabalhadoras rurais precisam enfrentar os estigmas e as relações de poder que forçosamente atravessam suas vidas. Como ela escreve: o caminhão é o microcosmo da dominação de classe e gênero. Chorar em silêncio é um mergulho nas paisagens invisibilizadas do trabalho rural brasileiro.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento dos livros “Lacunas”, de Felipe Charbel e “Xaxim”, de Ieda Magri

No próximo sábado, dia 27 de junho, acontecerá o lançamento dos livros Lacunas, de Felipe Charbel e Xaxim, de Ieda Magri. O evento ocorrerá a partir das 16h, na Janela Livraria (rua General Glicério, 324, Laranjeiras – Rio de Janeiro), com uma conversa entre os autores, mediada por Claudia Lamengo.

Lacunas, de Charbel, é uma reunião de ensaios que tratam das relações entre literatura e vida. Ou de como a vida – esse emaranhado sem sentido, esse nó que ninguém consegue desatar – só pode ganhar forma a partir das leituras: tanto as que fizemos e grudaram na gente, como as que jamais vamos fazer, e justo por isso não correm o risco de se apagar algum dia. Já no romance Xaxim, de Ieda Magri, a narradora rememora a infância e a adolescência em uma casa de freiras no interior do país, onde dividia o tempo entre a disciplina religiosa e a formação como leitora, em busca de seu lugar no mundo.

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BVPS | International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done? (IV)


The BVPS Blog publishes today the fourth post of the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, which invited Brazilian and international specialists, drawing from three major areas of the social sciences — social theory, the sociology of work, and Brazilian social and political thought — to answer four questions around the intricate relationships between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses will be published in batches every Wednesday. By clicking here you can read the other publications from the symposium.

Today’s contributors are:

Maria Aparecida Bridi is a sociologist and professor in the Department of Sociology at the Universidade Federal do Paraná (UFPR), where she coordinates the Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade (GETS). She focuses on the sociology of work, with emphasis on labor relations, digital work, outsourcing, trade unionism, and collective action. She is the author, among other works, of Trabalhadores dos anos 2000 and co-author of Sociologia: um olhar crítico and Ensinar e aprender Sociologia.

Débora Messenberg is a professor in the Department of Sociology at the Universidade de Brasília (UnB). Her work spans political sociology, with a focus on democracy, political culture, the National Congress, and the parliamentary elite. In recent years, her research has turned to the study of the new right and Bolsonarism. She is the author, among other works, of the influential article A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros and co-author of Brasil em Transe: Bolsonarismo, nova direita e desdemocratização.

Uwe H. Bittlingmayer is a professor of Sociology at the University of Education Freiburg, in Germany. A specialist in empirical research on the sociology of education and health inequalities, he develops studies on the so-called “knowledge society” from a critical perspective grounded in Bourdieu. He is the author of “Wissensgesellschaft” als Wille und Vorstellung and co-editor of Die “Wissensgesellschaft”: Mythos, Ideologie oder Realität?

Gabriel Peters is a professor in the Department of Sociology at the Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Holding a PhD in Sociology from the Instituto de Estudos Sociais e Políticos at the Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), he focuses on social theory, the philosophy of the social sciences, and the study of social practices. He is the author, among other works, of Percursos na teoria das práticas sociais: Anthony Giddens e Pierre Bourdieu and A ordem social como problema psíquico: do existencialismo sociológico à epistemologia insana.

The international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done? is organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor of the BVPS Blog), and has the editorial assistance of Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

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BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? (IV)

O Blog da BVPS publica hoje o quarto post do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Para acessar as demais publicações do simpósio, clique aqui.

Hoje teremos como convidadas/os:

Maria Aparecida Bridi é socióloga e professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde coordena o Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade (GETS). Dedica-se à sociologia do trabalho, com ênfase em relações laborais, trabalho digital, terceirização, sindicalismo e ação coletiva. É autora, entre outros, de Trabalhadores dos anos 2000 e coautora de Sociologia: um olhar crítico e Ensinar e aprender Sociologia.

Débora Messenberg é professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). Tem experiência na área de sociologia política, atuando principalmente nos seguintes temas: democracia, cultura política, Congresso Nacional e elite parlamentar. Nos últimos anos, suas pesquisas voltaram-se ao estudo da nova direita e do bolsonarismo. É autora, entre outros, do artigo A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros e coautora de Brasil em Transe: Bolsonarismo, nova direita e desdemocratização.

Uwe H. Bittlingmayer é professor de Sociologia na Universidade de Educação de Freiburg, na Alemanha. Especialista em pesquisa empírica sobre sociologia da educação e desigualdades em saúde, desenvolve estudos sobre a chamada “sociedade do conhecimento” a partir de uma perspectiva crítica ancorada em Bourdieu. É autor de “Wissensgesellschaft” als Wille und Vorstellung e coorganizador de Die “Wissensgesellschaft”: Mythos, Ideologie oder Realität?

Gabriel Peters é professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutor em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), dedica-se à teoria social, à filosofia das ciências sociais e ao estudo das práticas sociais. É autor, entre outros, de Percursos na teoria das práticas sociais: Anthony Giddens e Pierre Bourdieu e A ordem social como problema psíquico: do existencialismo sociológico à epistemologia insana.

O simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? é organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Exposição “Vida Reinventada – A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro”

A exposição Vida Reinventada A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro será inaugurada no próximo dia 30 de junho, terça-feira, às 15h, no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), localizado na Praça Marechal Âncora, nº 95 (Centro, Rio de Janeiro).

Com concepção de Nísia Trindade Lima e expografia e cenografia assinadas por André Cortez, a mostra propõe uma travessia sensorial e documental pelos múltiplos impactos da Covid-19 na sociedade brasileira. Memória, Justiça e Reparação são as palavras que a norteiam. A programação complementar inclui um ciclo de seminários com a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), rodas de leitura com a Fundação Biblioteca Nacional – nos dias 6 de julho, 3 de agosto e 8 de setembro – e uma mostra de filmes em parceria com o MAM-Rio, em setembro, com debates entre realizadores, pesquisadores e profissionais de saúde.

A entrada é gratuita e a exposição fica em cartaz até abril de 2027. O Centro Cultural do Ministério da Saúde funciona de terça a sábado, das 10h às 17h.

Confirme sua presença para a inauguração através do e-mail: rsvp.vidareinventada@gmail.com.

Para mais informações, você pode acompanhar o site da exposição e a página no Instagram.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (13 de janeiro, 13 horas)   


Quem foi Ferreira Itajubá? Mário de Andrade interrompe suas andanças por Bom Jardim para apresentar este importante nome da poesia norte-rio-grandense, falecido em 1912. Poeta de poesia verdadeira, diz o modernista, com sabor de terra bem forte e suavidade impregnante. A crônica é mais um exemplo do projeto andradiano de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Um Brasil que, segundo o escritor, “precisa conhecer milhor Itajubá…”

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Palestra com Renato Ortiz e lançamento de seu livro “Influência”

O Centro de Estudos Avançados (CEA/UFRRJ) e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS/UFRRJ) convidam para uma palestra especial com o sociólogo Renato Ortiz, seguida do lançamento de seu mais recente livro, Influência. O evento acontecerá na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, às 14h, no prédio do Centro de Estudos Avançados (Av. Presidente Vargas, 417, 13º andar – Rio de Janeiro.

Reconhecido como uma das principais referências das Ciências Sociais brasileiras, Renato Ortiz é autor de obras fundamentais para a compreensão de temas como cultura, identidade nacional, globalização e consumo na sociedade contemporânea. Será uma oportunidade para dialogar com o autor e refletir sobre questões centrais do mundo contemporâneo a partir de sua mais recente produção intelectual.

Não deixe de acompanhar a Coluna Renato Ortiz publicada na BVPS.


BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

 O sexto texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares, “Uma leitura de Paideia, a formação do homem grego”, publicado na revista Matraga em 1987, é uma resenha da segunda edição brasileira do livro de Werner Jaeger, publicada em 1986 pela Martins Fontes e a UnB.

Ao longo do século XX, poucos livros exerceram tanta influência sobre os estudos da cultura clássica quanto Paideia. Reconstruindo a formação dos ideais de educação da Grécia antiga, o livro investiga a articulação entre o processo histórico da formação do homem grego e o processo espiritual a partir do qual os gregos elaboraram seu ideal de humanidade. Nesta resenha, Luiz Eduardo Soares, entre outras questões, chama atenção para o estatuto paradoxal do individualismo emergente dessa formação, que, embora antecipe certas condições de possibilidade do indivíduo moderno, o faz no interior da comunidade, e não em oposição a ela. Há, de fato, ainda muito o que aprender nessa conversa.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Copa do Mundo na BVPS | Nova série da BVPS Edições

A série Copa do Mundo na BVPS estreia hoje na BVPS Edições, com ensaios semanais publicados sempre às sextas-feiras, que ampliam o olhar sobre o futebol – sobre quem conta a história do torneio e como ela circula nas plataformas digitais, sobre os mercados de apostas e a mercantilização do esporte, sobre o futebol feminino, a antropologia do jogo e muito mais. Uma série pensada na diversidade que o futebol nos impõe como fascinante objeto de investigação.

A Copa do Mundo de 2026 é a maior da história: 48 seleções, 3 países-sede, um torneio que se aproxima do centenário. Mas o que está em jogo vai muito além dos gramados. Das disputas narrativas travadas nas redes sociais às engrenagens opacas do capital e do poder que movem o futebol nos bastidores, o jogo é também um espelho das sociedades contemporâneas e de suas tensões mais profundas.

Para dar início aos trabalhos, publicamos a apresentação do organizador Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ e BVPS) e o ensaio de Marco Bettine (USP), que investiga como a Copa se tornou uma arena global de disputa por significados – e por que, em 2026, a pergunta mais relevante talvez não seja quem vencerá o torneio, mas quem contará a sua história.

Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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