
O que acontece quando as redes sociais digitais deixam de ser espaços de autopromoção e mera espetacularização para se transformarem em uma forma efetiva de organização da mobilização popular? Em novo texto da série A virada, a socióloga Thays Monticelli (UFRJ) elabora potente relato sobre as angústias, os encontros e as iniciativas experienciadas ao longo do segundo turno do processo eleitoral de 2026, tratando das possibilidades e virtudes da ação coletiva na disputa que opôs Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Entre vídeos, hashtags, o canal de Whatsapp “Exército do Lula”, conversas familiares, atos públicos e caronas solidárias, acompanha-se a construção de uma rede de engajamento que viria a ultrapassar telas/algoritmos e alcançar as ruas, conectando pessoas de diferentes gerações, trajetórias e localidades. Além de codificar, como assinala a própria autora, relações clássicas da teoria sociológica, seu relato ressalta ainda como pequenos gestos individuais podem ganhar força ao se articularem em torno de um propósito coletivo.
Boa leitura!
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