BVPS Agenda | Lançamento do livro “Nordestes. Diário de viagem (1928-29), de Mário de Andrade”, organizado por André Botelho e Onildo Correa

Temos o prazer de anunciar o lançamento do livro Nordestes. Diário de viagem (1928-29), de Mário de Andrade, que acontecerá no dia 7 de junho, às 10h20, na edição 2026 d’A Feira do Livro Pacaembú (Praça Charles Miller, Pacaembú, São Paulo). O lançamento contará com uma mesa composta por André Botelho (UFRJ) e Antônio Nóbrega (Instituto Brincante).

O livro, organizado por André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), sob o selo da Casa Matinas, é uma reedição da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste, originalmente publicada em entradas no Diário Nacional entre 1928 e 1929. Propõe-se, entretanto, um retorno sem alterações à escrita do modernista. Ou seja, como defendem os organizadores, a maior luta de Mário de Andrade foi forjar uma língua literária brasileira que aproximasse o como somos do como nos expressamos. A forma escrita, em Mário, portanto, nada tem de trivial. E é a esse horizonte que a presente reedição visa contemplar, revisitando seu diário de viagem sem qualquer correção. Leia Mário no original!

O projeto está em diálogo com a Série Nordestes da BVPS, que desde 13 de maio de 2025 tem publicado, semanalmente, as entradas de O Turista Aprendiz nas páginas do blog, bem como textos de diversos convidados sobre temas relacionados às complexidades dessa multifacetada região.


Crônicas de um brasilianista do Sul | Abaporu

Crônicas de um brasilianista do Sul é a nova coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS. Como prometido na edição anterior, de apresentação, o autor discute hoje o Abaporu, uma das principais obras do modernismo brasileiro e que há mais de trinta anos vive fora do Brasil. Aqui, Cámara aborda as múltiplas vidas que o Abaporu teve desde que chegou no acervo do Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – da aquisição da tela por Eduardo Costantini, em 1995, às sucessivas reorganizações curatoriais do museu –, e mostra como a pintura de Tarsila do Amaral segue transmutando novos sentidos a cada montagem do MALBA.

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Pasolini com a gente | Sete notas sobre uma cartografia impossível, por Angela Prysthon

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

Confira o primeiro post da série aqui.

Boa leitura!

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Pasolini com a gente | O Otelo pasoliniano, por Mariarosaria Fabris

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

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Sociológicas | A justiça e o direito do trabalho, por Adalberto Cardoso

Publicamos o penúltimo texto de Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) para a Série Sociológicas. Nesta décima edição, Cardoso discute a Justiça do Trabalho, argumentando que essa longeva instituição brasileira é peça central de nossa experiência democrática. Isto é, o autor sugere que a disputa pela efetivação do direito do trabalho foi constitutiva da própria formação política da classe trabalhadora no Brasil. No centro de sua análise está ainda o papel recente do Supremo Tribunal Federal, cuja atuação, argumenta, tem redefinido os limites constitucionais das relações de trabalho em favor da livre iniciativa.

Sociológicas é um novo espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. Outros textos já publicados podem ser conhecidos aqui.

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BVPS Agenda | Brasilio Sallum Jr.: a trajetória e a obra de um sociólogo

A trajetória e a obra de um sociólogo exemplar, entre os maiores do Brasil, será revista e discutida nos próximos dias. Brasilio Sallum Jr., professor titular da USP, receberá colegas nos dias 27 e 28 de maio próximos que abordarão sua contribuição ímpar para a sociologia política e a compreensão do Brasil contemporâneo. O evento contará ainda com palestra do próprio homenageado.

A BVPS Edições publicou recentemente o e-book Ensaios de Sociologia Política, que reúne 11 textos de Brasilio Sallum Jr. sobre teoria sociológica, pensamento social brasileiro, análises de conjuntura e relações entre Estado e sociedade. Você pode baixar gratuitamente clicando aqui.

O evento acontecerá no Auditório da Casa de Cultura Japonesa (av. Prof. Lineu Prestes, 159 – Butantã, São Paulo). Anote na sua agenda!

Confira abaixo a programação completa.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | Análises dos usos das Tecnologias de Informação e Comunicação na China e no Brasil, feitas por seus sociólogos: a contribuição de DeepSeek, por Tom Dwyer

Encerramos hoje a série A Sociologia Digital e suas Interfaces, com o texto de Tom Dwyer (Unicamp) – pioneiro e pesquisador da área desde o final dos anos 1980 –, onde compara o uso das TICs por jovens no Brasil e na China a partir de dois capítulos do Manual de Sociologia da Juventude nos Países BRICS, com auxílio da IA DeepSeek.

Mapeando comparações entre os dois países, o autor mostra que Brasil e China constroem perguntas sociológicas distintas sobre participação, desigualdade e papel do Estado e argumenta que essas diferenças não são falhas metodológicas, mas reflexo de ecologias informacionais e tradições acadêmicas irredutíveis, cujo diálogo é, por si só, uma contribuição para a Sociologia dos BRICS.

A Sociologia Digital e suas Interfaces foi uma série da BVPS Edições publicada semanalmente, sempre às quartas-feiras. Agradecemos a todos os autores que compuseram a série e, especialmente, ao curador Richard Miskolci pela colaboração. Confira todos os posts aqui.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Na edição de hoje da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) analisam a iconografia de um espaço liminar do período escravista brasileiro: a varanda.

Espaço situado entre a senzala e a casa-grande, as autoras argumentam que a varanda se tornou uma espécie de símbolo do poder concentrado nos senhores de terra. Nada raras – e cheias de ambivalências –, as fotografias e pinturas desse espaço serviam como marcadores das desigualdades do período, mas também indicavam as fissuras e os esforços de afirmação de si de homens e mulheres subalternizados em condições extremas. Assim, a partir de imagens de Revert Henry Klumb e Arnaud Julien Pallière, e dialogando com autores como Gilberto Freyre, Rafael Marquese e Sidney Chalhoub, Schwarcz e Stumpf mostram que a varanda pode ser vista como uma potente metáfora da própria formação social brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   


Mário de Andrade está desde o dia 15 de dezembro de 1928 em Natal. Já escreveu sobre paisagens, tradições, encontros, problemas. Agora, sente que chegou a hora de tomar novos e momentâneos ares, partindo para viver, por alguns dias, a vida de engenho. Nesta crônica de percurso, Mário nos leva a um outro tempo e lugar, quase a ponto de também sentirmos o cheiro açucarado da bagaceira.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Um diário em aberto: Palestina”, de Lena Bergstein

Um diário em aberto: Palestina será lançado nesta quarta-feira, dia 13 de maio, na Livraria da Travessa de Ipanema (rua do Visconde de Pirajá, 572 – Rio de Janeiro), às 19h.

Em sua estreia na literatura, a artista plástica Lena Bergstein lança a obra fruto de anos de pesquisa e de uma travessia intelectual e afetiva em busca da compreensão da questão palestina. Unindo reflexão, memórias, história e escrita poética, o livro conduz uma investigação rigorosa da Nakba e dos acontecimentos que a antecederam por meio de uma narrativa que entrelaça testemunhos pessoais e reflexões sobre a dor da partida e a impossibilidade do retorno. Mais do que um libelo, a obra é uma tentativa de construir uma literatura que se confronte com um passado e um presente que, no caso palestino, permanecem tragicamente indissociáveis.

Confira abaixo o release e trechos da obra.

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BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

A série Autorais Laura de Mello e Souza chega ao fim com um desfecho à altura: uma entrevista exclusiva da autora ao curador da série, José Newton Meneses.

Nela, a historiadora reflete sobre diferentes dimensões de sua trajetória intelectual e pessoal. Ao longo da conversa, Laura comenta a pesquisa a que tem se dedicado atualmente, compartilha experiências marcantes vividas em arquivos e revisita os autores e historiadores que mais influenciaram sua formação e sua escrita, entre eles seu grande mestre Fernando Novais.

Com esta última publicação, encerramos uma trajetória de leituras que buscou não apenas revisitar textos fundamentais, mas também destacar a vitalidade intelectual da obra de Laura de Mello e Souza. Renovamos nosso agradecimento à autora, pela generosidade em compartilhar sua produção com as leitoras e os leitores da BVPS, e a José Newton Meneses por sua curadoria cuidadosa e sensível. Para acessar a série completa, clique aqui.

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BVPS Coleção | Lançamento do e-book “Leituras essenciais de Wanderley Guilherme dos Santos”, organizado por Fabiano Santos e Johnny Nogueira

A BVPS Coleção tem a grande honra e a alegria de lançar hoje seu novo título em e-book: Leituras essenciais de Wanderley Guilherme dos Santos, organizado por Fabiano Santos e Johnny Daniel Nogueira. Coletânea de textos fundamentais publicados pelo autor na revista Dados, reafirma sua contribuição singular à nível nacional e internacional para a ciência política e sociologia.

Organizado a partir da série Autorais, publicada entre 2024 e 2025, o décimo primeiro volume da BVPS Coleção reúne 9 textos de Wanderley sobre teoria política, análises de conjuntura e relações entre Estado e sociedade. Com rigor teórico e perspectiva histórica, os textos articulam abordagens clássicas e inovadoras para examinar as bases sociais do poder e os dilemas da política brasileira e latino-americana.

Clique aqui e baixe gratuitamente o e-book.

Não deixe também de conferir outros e-books publicados pela BVPS clicando aqui.

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Ressurgências | Marco Temporal e os males do indigenismo no Brasil, por Alcida Rita Ramos, com posfácio de Francisco Sarmento

Na edição de maio de Ressurgências, coluna de Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (Pós-doutorando MAE/USP), Ramos examina uma das grandes “aberrações jurídicas” do Brasil contemporâneo: a tese do Marco Temporal.

Marco Temporal e os males do indigenismo no Brasil, publicado originalmente no Anuário Antropológico 2026/51, agora corrigido e acrescido de posfácio de Sarmento, desmonta as contradições de uma tese que, ao atrelar os direitos territoriais indígenas à presença física nas terras em 5 de outubro de 1988, transforma expulsões, violências e deslocamentos históricos em argumento contra os próprios povos indígenas. Dessa forma, o que está verdadeiramente em jogo nesse esbulho, argumentam os autores, é a própria possibilidade de existência indígena diante das permanências coloniais que seguem organizando as relações entre Estado, território e poder.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | É amanhã! Terceiro seminário do Ciclo “Back to the 70s: Euforia e sombras”

Amanhã, dia 08 de maio, às 17h, acontece o terceiro seminário do ciclo Back to the 70s: Euforia e sombras. Eduardo Coelho (UFRJ e PACC/UFRJ) apresentará o trabalho “A curtição e a opressão na poesia brasileira dos anos 1970”, com debate de Frederico Coelho (PUC-Rio). O encontro será transmitido ao vivo pelo canal da BVPS no Youtube e contará com emissão de certificado.

Não deixe de conferir aqui uma prévia da apresentação de Eduardo Coelho.

Esse ciclo de seminários do Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (NEPS) é organizado por André Botelho e Maurício Hoelz, com apoio de Maria Fernanda Argileu.

BVPS Recomenda | “Carlos Drummond de Andrade”, de Silviano Santiago

No ano em que comemora 90 anos, Silviano Santiago republica pela Editora Vozes seu primeiro livro de crítica, cinquenta anos depois. Lançado originalmente em 1976, Carlos Drummond de Andrade propõe uma leitura inovadora da obra de Drummond, assinalando um ponto de inflexão na crítica literária no país.

Quarto volume da Coleção Clássicos Brasileiros das Ciências Sociais, coordenada por André Botelho, o livro integra uma iniciativa que vem recolocando em circulação obras decisivas, representativas de temas e áreas de pesquisa das ciências sociais em sentido amplo – que você pode conhecer melhor aqui.

Confira abaixo uma matéria sobre o livro, assinada por Caroline Tresoldi, doutoranda no PPGSA/UFRJ e editora da BVPS.

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Pasolini com a gente | Nova série da BVPS Edições

Pier Paolo Pasolini foi um dos intelectuais públicos mais extraordinários e indomesticáveis do século XX. Crítico implacável do conformismo burguês e do individualismo consumista que avançavam sobre a Itália e o Ocidente no pós-Segunda Guerra, fez de sua arte e de sua voz combates permanentes. Se há mais de 50 anos sua vida foi ceifada brutalmente nas areias de Óstia, sua obra segue a nos desafiar e a nos interpelar. Pasolini ainda não terminou de dizer tudo o que tem a nos dizer.

A série Pasolini com a gente estreia hoje na BVPS Edições, com os textos de apresentação do organizador José Gatti e do curador Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ). Ao longo do mês de maio, sempre às quintas-feiras, publicações duplas de teores diversos vão compondo um percurso ao mesmo tempo rigoroso e apaixonado pela obra e pelo pensamento de um artista que recusou qualquer enquadramento fácil, porque era, acima de tudo, um espírito livre em combate. Para dar início aos trabalhos, publicamos um experimento visual realizado pelo grande artista plástico Fernando Marques Penteado.

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Série Back to the 70s | A curtição e a opressão na poesia brasileira dos anos 70, por Eduardo Coelho

Hoje na série Back to the 70s: Euforia e sombras, publicamos uma prévia da apresentação “A curtição e a opressão na poesia brasileira dos anos 70”, de Eduardo Coelho, que será transmitida ao vivo nesta sexta-feira, 08/05, às 17h no canal da BVPS no Youtube, com debate de Frederico Coelho (PUC-Rio).

Se por um lado a “curtição” no início da década de 1970 foi reivindicada como traço de comportamento de uma geração, no texto, Eduardo Coelho observa o lugar incômodo que o termo ocupou na crítica literária. Diante disso, o autor propõe uma leitura da poesia marginal voltada à materialidade dos livros, cujas edições semiartesanais incorporaram intervenções gráficas capazes de mobilizar uma nova sensibilidade, mais afinada com o estado de “sufoco” vivido no contexto da ditadura brasileira.

Leia o texto e acompanhe a mesa. Você é nossa/o convidada/o especial!

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar os outros textos da série, clique aqui.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | Humanidades Digitais, Ciência de Dados e os desafios da IA generativa, por Leonardo Nascimento

Dando continuidade à série A Sociologia Digital e suas Interfaces, publicamos texto de Leonardo Nascimento (UFBA), onde mapeia as interfaces entre a sociologia digital e campos adjacentes como humanidades digitais, ciência de dados e ciência social computacional.

Explicitando convergências e tensões entre as áreas, o autor argumenta que a rejeição aos métodos computacionais representa uma erosão da autoridade interpretativa da sociologia, e que o avanço metodológico só se completa quando acompanhado de uma reflexão crítica sobre validade, interpretação e regimes de prova, desafio que se intensifica com o avanço da inteligência artificial generativa.

A Sociologia Digital e suas Interfaces é uma série da BVPS Edições, com curadoria de Richard Miskolci. A série vai ao ar semanalmente, sempre às quartas-feiras. Outros posts da série podem ser conferidos aqui.

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Série Nordestes | Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, por Bernardo Ricupero

Bernardo Ricupero (USP) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre as possibilidades e os limites de duas das mais repercutidas interpretações de Nordeste do século XX, que significativamente pautaram o entendimento sobre a região.

Em Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, Ricupero compara diferenças e mostra como as ideias desses dois autores, do pernambucano Freyre e do paraibano Furtado, foram capazes de se traduzir em instituições, como a Fundação Joaquim Nabuco e a SUDENE, e articular preocupações e aspirações mais amplas, que transcenderam a região. Parte das diferenças entre suas visões, sugere o autor, derivam justamente da própria complexidade da região, que colocou estes intérpretes diante de perspectivas e experiências muito particulares. Mas, afinal, até que ponto o Nordeste ainda é a região pensada por eles?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (6 de janeiro, 22 horas)   


É Dia de Reis, e Mário de Andrade se lança às ruas de Natal para acompanhar as danças dramáticas nordestinas. Se em outras crônicas relatou a Chegança e o Pastoril, nesta o turista aprendiz versa sobre o Bumba meu Boi, festa nascida no Nordeste do século XVIII. A tradição popular é exaltada. Mas, como é também costumeiro em suas crônicas de viagem, Mário não se exime de colocar o dedo em certas feridas.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir texto de Bernardo Ricupero para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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