BVPS Celebra | Aniversário de Elide Rugai Bastos

Elide Rugai Bastos faz aniversário!

Decana da área de Pensamento social no Brasil, Elide é professora Emérita da Unicamp, onde desenvolveu impactante atividade de ensino, formação e pesquisa. Autora de obra vasta e fundamental na sociologia, ajudou a recolocar as interpretações do Brasil e a formação da sociedade brasileira como temas de pesquisa e debate público. Recentemente publicou A máquina das desigualdades. Florestan Fernandes interpreta o Brasil (Editora Vozes, 2025). Laureada com o prêmio Florestan Fernandes da Sociedade Brasileira de Sociologia, Elide integra o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social.

A BVPS, o CP de Pensamento Social da SBS e o GT de Pensamento Social no Brasil da Anpocs saúdam a professora, colega e amiga.

Abaixo, conheça um pouco mais ou reveja Elide Rugai Bastos na BVPS:

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BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

Dando continuidade à Autorais Laura de Mello e Souza, hoje trazemos o texto “A ideologia da vadiagem”, originalmente publicado no livro Desclassificados do ouro. A pobreza mineira no século XVIII.

Nele, a historiadora examina a constituição de uma camada de desclassificados na sociedade mineira, cujo tratamento pelas elites oscilava entre o ônus ao Estado por sua suposta indolência (que ameaçava a ordem) e a utilidade em tarefas perigosas que os cativos não podiam desempenhar. A camada dominante, ao mesmo tempo que fazia uso da mão de obra dessa população marginalizada sempre que conveniente, difundia um discurso que a estigmatizava como vadia e inapta ao trabalho. Essa ideologia teve consequências profundas, como demonstra a autora, que talvez ainda se façam sentir no presente: impediu a formação de uma consciência de grupo entre os homens livres pobres, fazendo-os se identificarem com a camada dominante em troca de utilidade social momentânea; legitimou a repressão estatal; e serviu para justificar a necessidade absoluta da mão de obra escrava, apresentando a escravidão como a única alternativa viável para o funcionamento da economia colonial.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir o primeiro texto, clique aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | História dos feminismos na América Latina, por Dora Barrancos

Na última rodada da Ocupação Mulheres 2026, publicamos dois trechos do livro História dos feminismos na América Latina, de Dora Barrancos, uma das principais intelectuais da região nos estudos de gênero e feminismo. No prefácio à edição brasileira, publicada pela Bazar do Tempo em 2022, a autora relembra sua trajetória pessoal e intelectual, marcada pelo exílio no Brasil entre 1977 e 1984, período em que aderiu ao feminismo e passou a reconhecer a centralidade da estrutura patriarcal na produção das desigualdades sociais. Em um trecho da introdução, Barrancos apresenta um panorama histórico dos feminismos latino-americanos, destacando seus diferentes ciclos de desenvolvimento ao longo do século XX e início do XXI e mostrando como essas mobilizações contribuíram para transformar as relações de gênero e ampliar direitos na região.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

Boa leitura e continue acompanhando a programação da BVPS, repleta de novidades neste ano. Para ficar por dentro de tudo, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar na lista da BVPS no WhatsApp.

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Ocupação Mulheres 2026 | Misoginia e violência digital de gênero, por Cristina Scheibe Wolff

Na última rodada da Ocupação Mulheres, Cristina Scheibe Wolff (UFSC) analisa como a misoginia se intensifica no ambiente digital. Ao discutir vieses algorítmicos, monetização de conteúdos misóginos e a articulação entre antifeminismo e extrema direita, o texto mapeia a chamada machosfera (red pills, incels e afins) e suas conexões com discursos de ódio. Com base em pesquisas recentes e no debate público brasileiro, a autora mostra como a internet se tornou um espaço de violência digital de gênero. Também apresenta caminhos de enfrentamento desenvolvidos pelo Projeto Internet LEGH/UFSC, que aposta na educação crítica como “escudo” contra o bombardeio cotidiano de misoginia.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | A potência afetiva, ética e política dos cuidados em tempos sombrios, por Rosario Fernández Ossandón

Na última rodada de postagem do 8M na BVPS, Rosario Fernández Ossandón (Universidade do Chile) discute a centralidade dos cuidados nas agendas feministas e nas políticas públicas da América Latina. A autora revisita o papel dos movimentos de mulheres na politização do cuidado e discute avanços recentes, como a criação do sistema Chile Cuida, destacando o reconhecimento do cuidado como trabalho e como direito. Ao mesmo tempo, o texto propõe pensar os cuidados para além das políticas estatais, enfatizando sua dimensão afetiva, ética e relacional. Em um contexto de ofensiva conservadora e de múltiplas violências, a autora argumenta que os cuidados podem constituir práticas de resistência e formas de sustentar o mundo comum.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | O último livro de Beatriz, por Heloisa Teixeira

Encerramos a Ocupação Mulheres de 2026, que buscou promover trocas e diálogos entre mulheres e feministas latino-americanas, com um texto de Heloisa Teixeira sobre o livro La máquina cultural: maestras, traductores y vanguardistas, de Beatriz Sarlo, publicado originalmente no Jornal do Brasil em fevereiro de 2000, quando a autora ainda assinava como Heloisa Buarque de Hollanda. Nele, Helô destaca a posição crítica de Beatriz Sarlo no debate dos estudos culturais e explora o tema da tradução como chave para pensar os deslocamentos intelectuais e culturais entre diferentes contextos.

O texto integra o livro Crítica e rebeldia: Heloisa Buarque de Hollanda no Jornal do Brasil (1980-2005), organizado por André Botelho e Caroline Tresoldi, que será lançado em 28 de março, quando se completa um ano do falecimento de Helô. Confira mais informações sobre o lançamento aqui.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui. Boa leitura!

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Ocupação Mulheres 2026 | Grudar a língua na cidade: Papel-mulher, por Luciana di Leone

Neste 8M, Luciana di Leone (UFRJ) parte de uma experiência pedagógica durante a pandemia para refletir sobre o surgimento de Papel-mulher, iniciativa coletiva que cola frases de escritoras nas ruas de diferentes cidades latino-americanas. Entre encontros virtuais, grupos de WhatsApp e intervenções com lambe-lambes, o texto mostra como a circulação dessas palavras transforma a leitura em gesto coletivo e ocupação do espaço público. Para a autora, ao “grudar a língua” na cidade, os cartazes instauram uma política da linguagem que disputa o que é literatura, quem pode falar e como se constrói o espaço público.

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Ocupação Mulheres 2026 | Do auge ao desassossego: memórias, afetos e disputas no 8M, por María Angélica Cruz Contreras

Neste 8M, María Angélica Cruz Contreras (Universidad de Valparaíso) analisa o 8M no Chile em um contexto de ascensão da ultradireita e avanço de contramovimentos neoconservadores. A partir da noção de “desassossego”, a autora examina como os afetos, as memórias e as disputas simbólicas atravessam o presente, tensionando conquistas recentes dos feminismos. Com base em pesquisa etnográfica sobre as marchas em Valparaíso e Santiago, Cruz mostra como o 8M se tornou espaço de transmissão de memórias e politização dos afetos. Retomar essas tramas, para ela, é fundamental para compreender a contraofensiva atual e sustentar a persistência das lutas em um cenário de incertezas.

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Ocupação Mulheres 2026 | Os direitos das mulheres também são direitos humanos, por Claudia Bacci

Neste 8M, publicamos texto de Claudia Bacci (IEALC-UBA) sobre a violência de gênero nas ditaduras do Cone Sul e o papel das mulheres nas lutas por memória, verdade e justiça. A socióloga mostra como os testemunhos de sobreviventes e familiares foram fundamentais para tornar visíveis violências por muito tempo silenciadas. Nesse percurso, a afirmação de que os direitos das mulheres são direitos humanos ampliou o campo da justiça e transformou a compreensão pública das violências ditatoriais, oferecendo também ferramentas para enfrentar, no presente, os negacionismos e as ofensivas conservadoras contra esses direitos.

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Ocupação Mulheres 2026 | Délia e o complexo da feminilidade no Rio de Janeiro fin-de-síècle, por Ana Claudia Suriani da Silva e Alexandro Henrique Paixão

Na nova rodada da Ocupação Mulheres, Ana Claudia Suriani da Silva (UCL) e Alexandro Henrique Paixão (Unicamp) revisitam a obra de Maria Benedita Câmara Bormann, a Délia, escritora que publicou 25 contos no jornal O Paiz entre 1887 e 1892, no Rio de Janeiro fin-de-siècle. Partindo do conto “Sensitiva”, os autores examinam como Délia construiu heroínas que desafiam a ordem patriarcal, explorando erotismo, paixões proibidas, loucura e morte em narrativas confessionais que antecipam temas posteriormente sistematizados pela psicanálise.
Ao articular literatura, história cultural e teoria psicanalítica, o texto argumenta que Délia elaborou um “complexo da feminilidade” marcado pela recusa da resignação feminina e pela invenção de subjetividades ativas e desejantes.

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Ocupação Mulheres 2026 | A insurreição que persiste: o feminismo plural e as mulheres indígenas em tempos de ofensiva conservadora, por Andrea Ivanna Gigena

Na nova rodada da Ocupação Mulheres, Andrea Ivanna Gigena (CONICET) discute as relações entre feminismo e mulheres do movimento indígena na América Latina / Abya Yala. Diante da ofensiva conservadora na região, Gigena propõe a noção de “feminismo plural”, que, em sua avalição, é capaz de articular princípios comuns e reconhecer a heterogeneidade de mulheres e dissidências, mostrando como essas articulações seguem produzindo formas de resistência política.

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Ocupação Mulheres 2026 | Futuros desde o bairro: quando as crianças refazem o tempo, por Valeria Llobet

Na nova rodada da Ocupação Mulheres, Valeria Llobet (UNSAM) analisa a desigualdade como expropriação de futuros. Com base em pesquisa realizada após a pandemia em uma região da Grande Buenos Aires onde se localiza um dos maiores lixões da América Latina, a autora mostra como meninas e meninos sustentam a vida cotidiana por meio de práticas de cuidado e negociação que mantêm aberto o possível, mesmo em contextos de intensa precariedade. Ao distinguir “futuro” e “futuridade”, a autora critica visões que reduzem crianças e jovens a vítimas ou ameaças e defende suas futuridades como intervenção política na distribuição social do tempo – debate central para os feminismos contemporâneos.

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Ocupação Mulheres 2026 | Coluna Primeiros Escritos | O estilo tardio de Rachel de Queiroz, por Milene Mossmann e Mariana Cordeiro

Na nova rodada da Ocupação Mulheres, publicamos na Coluna Primeiros Escritos texto de Milene Mossmann e Mariana Cordeiro, estudantes de Ciências Sociais da UFRJ, sobre a obra tardia de Rachel de Queiroz, uma das principais escritoras da literatura brasileira. Ao examinar obras como Memorial de Maria Moura, Tantos Anos e O Não Me Deixes: suas histórias e sua cozinha, as autoras mostram como temas centrais da escritora em sua juventude – como o sertão e a agência feminina – reaparecem sob novas inflexões. Segundo elas, entre continuidade e deslocamento, a obra tardia de Rachel reconfigura o projeto literário iniciado com O Quinze, transformando o sertão em espaço de poder, pertencimento e memória.

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Ocupação Mulheres 2026 | Ciências sociais, domesticidade e desenvolvimento: itinerários de uma crítica feminista desde a América Latina, por Paula Lucía Aguilar

Neste segundo dia da Ocupação Mulheres, Paula Lucía Aguilar (UBA) reconstrói a emergência de uma crítica feminista latino-americana que, entre as décadas de 1960 e 1980, passou a problematizar a domesticidade e o trabalho não remunerado como dimensões centrais do desenvolvimento. Ao revisitar seminários, relatórios e redes acadêmicas da região, a autora mostra como pesquisadoras questionaram o androcentrismo das ciências sociais e a invisibilidade das mulheres nos diagnósticos sobre modernização e crescimento econômico. Segundo Aguilar, essa genealogia antecipa debates hoje formulados em termos de “cuidado” e revela que a politização da reprodução social tem raízes profundas na América Latina, fundamentais para repensar a persistente tensão entre capital e vida.

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Ocupação Mulheres 2026 | As precursoras de um movimento político transnacional na imprensa feminista, século XIX, por Laila Thaís Correa e Silva

Neste segundo dia da Ocupação Mulheres, Laila Correa e Silva, pós-doutoranda na USP, aborda a atuação de escritoras como Nísia Floresta, Josephina Álvares de Azevedo, Narciza Amália e outras intelectuais brasileiras que, por meio da imprensa feminista oitocentista, formularam demandas por educação, trabalho, sufrágio e participação política, disputando espaço na cultura letrada e na esfera pública. Ao acompanhar a circulação internacional de jornais, ideias e redes de colaboração, Laila mostra que a imprensa feminista foi um espaço decisivo de articulação política transnacional. Mais do que periódicos voltados ao “universo feminino”, esses jornais constituíram arenas de combate intelectual, nas quais a palavra escrita se tornou instrumento central na luta pela emancipação das mulheres e na formação de um movimento feminista em escala atlântica.

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Ocupação Mulheres 2026 | Coluna Primeiros Escritos | Depois da tragédia: Ramona Ferreira e a construção de uma voz própria, por Alma Monges

Neste segundo dia da Ocupação Mulheres, publicamos na Coluna Primeiros Escritos texto de Alma Monges, doutoranda em Sociologia na Unicamp, sobre a trajetória de Ramona Ferreira, jornalista e escritora paraguaia que fez da palavra impressa uma forma ativa de intervenção no espaço público. Ao acompanhar sua atuação na imprensa, a fundação do periódico La Voz del Siglo, seu anticlericalismo radical e seu posterior exílio em Buenos Aires, a autora argumenta que ocupar a escrita foi, para Ramona, um gesto intelectual e político de alto risco. Entre educação, livre-pensamento e feminismo em chave transnacional, sua trajetória revela tanto o custo quanto a potência de construir uma voz própria em uma sociedade marcada por profundas assimetrias de gênero.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui. Aproveitamos também para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação.

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Ocupação Mulheres 2026 | Flora Sussekind e a teoria literária no Brasil, por Ana Karla Canarinos

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, Ana Karla Canarinos (UERJ) analisa a obra de Flora Sussekind, uma das maiores críticas literárias brasileiras. Tomando como ponto de partida Tal Brasil, qual romance?, a autora mostra como Sussekind questiona o princípio da “identidade” e a permanência do naturalismo na tradição crítica nacional, tensionando modelos historiográficos consolidados. Segundo Canarinos, a originalidade de Sussekind reside na articulação entre marxismo e pós-estruturalismo, inaugurando com coragem uma mediação teórica singular no debate literário brasileiro.

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Ocupação Mulheres 2026 | Transformações no mundo do trabalho em plataformas: um olhar a partir da economia feminista, por Flora Partenio

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, Flora Partenio (UNSAM) aborda as transformações do mundo do trabalho em plataformas digitais a partir da economia feminista, destacando como o enfraquecimento dos vínculos laborais, a gestão algorítmica e as narrativas do “empreendedorismo” aprofundam desigualdades de gênero no contexto latino-americano. Diante de reformas regressivas na América Latina, a autora reafirma a importância da organização coletiva e de uma agenda feminista de regulação e direitos.

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Ocupação Mulheres 2026 | Coluna Primeiros Escritos | Uma história de mães, mulheres e filhas, por Paula Lorén Soler

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, publicamos na Coluna Primeiros Escritos texto de Paula Lorén Soler, doutoranda em Filosofia na Universidad Nacional de Córdoba. A autora analisa as “marés feministas” na Argentina e no Chile a partir dos “pañuelazos” pela legalização do aborto e das performances do coletivo LASTESIS. Ao recuperar a genealogia de símbolos e repertórios de protesto, mostra como essas intervenções performáticas transformaram dor e luto em ação coletiva, reconfigurando o espaço público e o movimento feminista. Assim, as “marés” são apresentadas não apenas como conquistas pontuais, mas como acontecimentos que redefinem o horizonte político e legam novas possibilidades às gerações futuras.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui. Aproveitamos também para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação.

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Ocupação Mulheres 2026 | Artistas latino-americanas em seus espaços autobiográficos, por Ana Beatriz Nunes

A nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres da BVPS traz um texto de Ana Beatriz Nunes, doutora em História pela USP, que investiga como artistas latino-americanas construíram reconhecimento internacional em um sistema de arte marcado por hierarquias de gênero e assimetrias geopolíticas. A partir das trajetórias de Marta Minujín, Lotty Rosenfeld e Regina Vater, a autora analisa como, desde os anos 1960, essas artistas mobilizaram a escrita autobiográfica – cartas, entrevistas, manifestos e textos autorreferenciais – como estratégia de autorrepresentação e legitimação profissional. Segundo Ana Beatriz, ao narrar a si mesmas, Minujín, Rosenfeld e Vater não apenas reivindicaram um lugar no campo da arte, mas também ampliaram as possibilidades de serem artistas, mulheres e latino-americanas.

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