BVPS Agenda | Aula aberta e gratuita com Ítalo Moriconi

Abrindo as comemorações dos 70 anos de Grande sertão: veredas, Ítalo Moriconi falará sobre o clássico de Guimarães Rosa compartilhando sua experiência de leitor atilado. A aula pública online ocorrerá amanhã, 20 de maio, às 19hs, através deste link.

Modos e repertórios de leitura do Grande sertão são o tema do novo livro do crítico: Para ler Grande sertão: veredas, a ser lançado em breve e já disponível em pré-venda pela editora Autêntica. O título inicia a coleção Para ler, em que críticos farão leituras de grandes clássicos da literatura brasileira.

Compartilhamos a apresentação do livro com nossos leitores e leitoras! Relembre a coluna de Ítalo na BVPS, Cenas de escrita para um diário íntimo, clicando aqui.

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BVPS Agenda | Pensamento social de Elza Berquó e as desigualdades: 100 anos

Na próxima quinta-feira, dia 21 de maio, a Uerj recebe o evento Pensamento Social de Elza Berquó e as desigualdades: 100 anos, em homenagem à vida e impacto da obra da demógrafa Elza Berquó para promoção da equidade. Além das mesas de debate, o evento promoverá o lançamento no Rio de Janeiro do livro Populações e Desenvolvimento: 30 anos pensando, repensando e construindo o Brasil.

O evento acontecerá na Capela Ecumênica do campus Maracanã (Uerj), das 14h às 19h.

Confira abaixo a programação completa.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   


Mário de Andrade chega ao destino, em Bom Jardim, e escreve uma crônica sobre a rotina de um engenho de cana-de-açúcar. Descreve os aromas, os afazeres, as pessoas, a meladura pesada de açucar que escorre pelos canaletes até sua escrita. Há neste texto um quê especial de curiosidade por parte do modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Colóquio Internacional “Marguerite Duras: porosidade e intermidialidade”

A partir de hoje, tem início o Colóquio Internacional Marguerite Duras: porosidade e intermidialidade no Centro MariAntonia da USP (Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque – SP). O evento acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio, reunindo pesquisadores de diversos países para refletir sobre autora que marcou a literatura mundial ao romper barreiras de gêneros artísticos, sexualidade e estéticas, afirmando a “abertura” como princípio chave da relação com o mundo e o outro.

O colóquio é organizado por Maurício Ayer (TEL/UnB), Claudia Consuelo Amigo Pino (DLM/USP), Maria Cristina Vianna Kuntz (USP-DTLLC, pesquisadora) e Luciene Guimarães (CRIalt).

Confira abaixo a programação completa.

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

A BVPS apresenta sua nova série Autorais, que tem a honra de publicar uma seleção de textos de Luiz Eduardo Soares, uma das maiores referências do debate sobre a segurança pública no país.

Formado em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, Luiz Eduardo Soares construiu uma trajetória acadêmica singular que não se deixa domesticar pelas fronteiras da especialização disciplinar. Fez mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional da UFRJ, sob orientação de Otávio Velho, e doutorado em Ciência Política no IUPERJ, orientado por Wanderley Guilherme dos Santos. Completou sua formação com um pós-doutorado em Filosofia Política na University of Virginia, sob a supervisão de Richard Rorty – um percurso que ilumina sua rara capacidade de se mover com desenvoltura entre o rigor teórico das ciências sociais e a sensibilidade da escrita literária.

Ao longo de mais de quatro décadas, Luiz Eduardo Soares vem se dedicando ao estudo da violência e da segurança pública no Brasil, transitando com igual “rigor indisciplinado” entre a universidade e o campo da gestão estatal. Foi professor na UNICAMP, no IUPERJ e na UERJ, pesquisador do ISER, onde foi um dos fundadores da área de pesquisas sobre violência, e visiting scholar em Harvard, Columbia, University of Virginia, University of Pittsburgh e no Vera Institute of Justice, de New York. Desde novembro de 2024, atua como Pesquisador Visitante Emérito da FAPERJ e ocupa a Cátedra Patrícia Acioli no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ.

No campo institucional, atuou como Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro no governo Anthony Garotinho (1999-2000), como Secretário Nacional de Segurança Pública no primeiro mandato do presidente Lula (2003), e como consultor de segurança pública nas prefeituras de Porto Alegre e Nova Iguaçu. Sua passagem pelo governo fluminense ficou marcada pela coragem de denunciar a “banda podre” da polícia, o que lhe custou o exílio nos Estados Unidos para escapar de ameaças de morte.

Luiz Eduardo Soares pensou por dentro os problemas da segurança pública para o Estado democrático de direito. Sua análise contundente do que chama de “enclaves institucionais” – isto é, as forças de segurança que, mesmo após a Constituição de 1988, permaneceram refratárias à autoridade civil republicana – formula um diagnóstico preciso: a transição democrática não alcançou as instituições policiais, e o Estado abdicou do controle do sistema penitenciário, fortalecendo as facções criminosas. Para ele, enfrentar esse nó exige não apenas coragem política, mas uma revisão profunda da arquitetura institucional da segurança, da política de drogas e do encarceramento em massa.

Com mais de 27 livros publicados (e contando…), Luiz Eduardo Soares vem produzindo uma obra plural que articula pesquisa acadêmica, relato biográfico, ensaio político e ficção literária, convidando à reflexão sobre os impasses e reviravoltas da democracia na sociedade brasileira. É autor de peças de teatro, argumentos para cinema, quatro romances e cerca de 80 artigos em revistas especializadas nacionais e internacionais. Dois de seus livros – Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, escritos com André Batista e Rodrigo Pimentel – foram adaptados para o cinema, gerando o famigerado Capitão Nascimento e mostrando ao grande público a anatomia da violência policial no Rio de Janeiro.

Uma grande curiosidade intelectual indomável aliada a um senso de justiça pública e participativa talvez seja o fio que percorra tantas contas diferentes nessa trajetória desafiante, múltipla, colorida, única. Um fio vivo (e vermelho, já que usamos as cores como metáfora da diversidade) que religa temporalidades diferentes – dos anos de formação numa tradição católica de engajamento, do militante comunista contra a ditadura militar, do formulador e gestor de políticas públicas e do aliado dos movimentos sociais e culturais urbanos – numa espécie de eterna juventude, alimentada por aquilo que ele mesmo nomeia como um “sentimento de missão”. Luiz Eduardo Soares nunca separou o trabalho intelectual do compromisso ético com a realização dos direitos humanos. E isso faz dele um intelectual público no sentido mais pleno da expressão.

Agradecemos a Luiz Eduardo Soares por nos permitir compartilhar com as leitoras e os leitores da BVPS uma amostra de seu pensamento crítico e provocador.

A seleção de textos da série reúne diferentes momentos decisivos desse percurso, de ensaios já clássicos a escritos ainda inéditos, e percorre estudos sobre religião popular, teoria política clássica, hermenêutica, antropologia da cultura, crítica das esquerdas, justiça e violência. Mais do que um conjunto heterogêneo de temas – o que já chama a atenção para a envergadura de uma obra que busca compreender o social de modo multidimensional –, a sequência de textos revela uma capacidade consistente de interrogar, sob diferentes perspectivas, os fundamentos morais, simbólicos e políticos da vida coletiva. Mudam os objetos, mas permanece a preocupação com os modos pelos quais a sociedade e seus outros produzem sentido, legitimam ordens e enfrentam a precariedade constitutiva da experiência humana.

Neste primeiro post, a leitora e o leitor terão acesso ao texto “Notas sobre a ideologia kardecista”, escrito em 1977, mas publicado hoje pela primeira vez. Nele, a partir dos livros Nosso Lar (1943) e Os Mensageiros (1944), psicografados por Chico Xavier, o autor analisa a cosmologia kardecista, examinando a relação entre indivíduo e hierarquia que estrutura o mundo espiritual e refletindo sobre como essa organização social se vincula ao horizonte ideológico-político integralista, em disputa pela hegemonia dos campos intelectual e político exatamente no contexto em que os livros foram escritos e publicados.

Acompanhe, semanalmente, sempre às segundas-feiras, esta nova edição da série Autorais.

E, não deixe de assistir ao espetáculo “Assim na Terra como no Céu”, em cartaz no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa (Rua Prudente de Morais, 824) até dia 26 de maio. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, a peça aborda a relação entre saúde mental e o esporte, assim como os desafios do crescimento do mercado de inteligência artificial. As sessões são gratuitas, sempre às quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Nordestes. Diário de viagem (1928-29), de Mário de Andrade”, organizado por André Botelho e Onildo Correa

Temos o prazer de anunciar o lançamento do livro Nordestes. Diário de viagem (1928-29), de Mário de Andrade, que acontecerá no dia 7 de junho, às 10h20, na edição 2026 d’A Feira do Livro Pacaembú (Praça Charles Miller, Pacaembú, São Paulo). O lançamento contará com uma mesa composta por André Botelho (UFRJ) e Antônio Nóbrega (Instituto Brincante).

O livro, organizado por André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), sob o selo da Casa Matinas, é uma reedição da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste, originalmente publicada em entradas no Diário Nacional entre 1928 e 1929. Propõe-se, entretanto, um retorno sem alterações à escrita do modernista. Ou seja, como defendem os organizadores, a maior luta de Mário de Andrade foi forjar uma língua literária brasileira que aproximasse o como somos do como nos expressamos. A forma escrita, em Mário, portanto, nada tem de trivial. E é a esse horizonte que a presente reedição visa contemplar, revisitando seu diário de viagem sem qualquer correção. Leia Mário no original!

O projeto está em diálogo com a Série Nordestes da BVPS, que desde 13 de maio de 2025 tem publicado, semanalmente, as entradas de O Turista Aprendiz nas páginas do blog, bem como textos de diversos convidados sobre temas relacionados às complexidades dessa multifacetada região.


Crônicas de um brasilianista do Sul | Abaporu

Crônicas de um brasilianista do Sul é a nova coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS. Como prometido na edição anterior, de apresentação, o autor discute hoje o Abaporu, uma das principais obras do modernismo brasileiro e que há mais de trinta anos vive fora do Brasil. Aqui, Cámara aborda as múltiplas vidas que o Abaporu teve desde que chegou no acervo do Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – da aquisição da tela por Eduardo Costantini, em 1995, às sucessivas reorganizações curatoriais do museu –, e mostra como a pintura de Tarsila do Amaral segue transmutando novos sentidos a cada montagem do MALBA.

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Pasolini com a gente | Sete notas sobre uma cartografia impossível, por Angela Prysthon

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

Confira o primeiro post da série aqui.

Boa leitura!

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Pasolini com a gente | O Otelo pasoliniano, por Mariarosaria Fabris

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

Confira o primeiro post da série aqui.

Boa leitura!

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Sociológicas | A justiça e o direito do trabalho, por Adalberto Cardoso

Publicamos o penúltimo texto de Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) para a Série Sociológicas. Nesta décima edição, Cardoso discute a Justiça do Trabalho, argumentando que essa longeva instituição brasileira é peça central de nossa experiência democrática. Isto é, o autor sugere que a disputa pela efetivação do direito do trabalho foi constitutiva da própria formação política da classe trabalhadora no Brasil. No centro de sua análise está ainda o papel recente do Supremo Tribunal Federal, cuja atuação, argumenta, tem redefinido os limites constitucionais das relações de trabalho em favor da livre iniciativa.

Sociológicas é um novo espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. Outros textos já publicados podem ser conhecidos aqui.

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BVPS Agenda | Brasilio Sallum Jr.: a trajetória e a obra de um sociólogo

A trajetória e a obra de um sociólogo exemplar, entre os maiores do Brasil, será revista e discutida nos próximos dias. Brasilio Sallum Jr., professor titular da USP, receberá colegas nos dias 27 e 28 de maio próximos que abordarão sua contribuição ímpar para a sociologia política e a compreensão do Brasil contemporâneo. O evento contará ainda com palestra do próprio homenageado.

A BVPS Edições publicou recentemente o e-book Ensaios de Sociologia Política, que reúne 11 textos de Brasilio Sallum Jr. sobre teoria sociológica, pensamento social brasileiro, análises de conjuntura e relações entre Estado e sociedade. Você pode baixar gratuitamente clicando aqui.

O evento acontecerá no Auditório da Casa de Cultura Japonesa (av. Prof. Lineu Prestes, 159 – Butantã, São Paulo). Anote na sua agenda!

Confira abaixo a programação completa.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | Análises dos usos das Tecnologias de Informação e Comunicação na China e no Brasil, feitas por seus sociólogos: a contribuição de DeepSeek, por Tom Dwyer

Encerramos hoje a série A Sociologia Digital e suas Interfaces, com o texto de Tom Dwyer (Unicamp) – pioneiro e pesquisador da área desde o final dos anos 1980 –, onde compara o uso das TICs por jovens no Brasil e na China a partir de dois capítulos do Manual de Sociologia da Juventude nos Países BRICS, com auxílio da IA DeepSeek.

Mapeando comparações entre os dois países, o autor mostra que Brasil e China constroem perguntas sociológicas distintas sobre participação, desigualdade e papel do Estado e argumenta que essas diferenças não são falhas metodológicas, mas reflexo de ecologias informacionais e tradições acadêmicas irredutíveis, cujo diálogo é, por si só, uma contribuição para a Sociologia dos BRICS.

A Sociologia Digital e suas Interfaces foi uma série da BVPS Edições publicada semanalmente, sempre às quartas-feiras. Agradecemos a todos os autores que compuseram a série e, especialmente, ao curador Richard Miskolci pela colaboração. Confira todos os posts aqui.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Na edição de hoje da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) analisam a iconografia de um espaço liminar do período escravista brasileiro: a varanda.

Espaço situado entre a senzala e a casa-grande, as autoras argumentam que a varanda se tornou uma espécie de símbolo do poder concentrado nos senhores de terra. Nada raras – e cheias de ambivalências –, as fotografias e pinturas desse espaço serviam como marcadores das desigualdades do período, mas também indicavam as fissuras e os esforços de afirmação de si de homens e mulheres subalternizados em condições extremas. Assim, a partir de imagens de Revert Henry Klumb e Arnaud Julien Pallière, e dialogando com autores como Gilberto Freyre, Rafael Marquese e Sidney Chalhoub, Schwarcz e Stumpf mostram que a varanda pode ser vista como uma potente metáfora da própria formação social brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   


Mário de Andrade está desde o dia 15 de dezembro de 1928 em Natal. Já escreveu sobre paisagens, tradições, encontros, problemas. Agora, sente que chegou a hora de tomar novos e momentâneos ares, partindo para viver, por alguns dias, a vida de engenho. Nesta crônica de percurso, Mário nos leva a um outro tempo e lugar, quase a ponto de também sentirmos o cheiro açucarado da bagaceira.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Um diário em aberto: Palestina”, de Lena Bergstein

Um diário em aberto: Palestina será lançado nesta quarta-feira, dia 13 de maio, na Livraria da Travessa de Ipanema (rua do Visconde de Pirajá, 572 – Rio de Janeiro), às 19h.

Em sua estreia na literatura, a artista plástica Lena Bergstein lança a obra fruto de anos de pesquisa e de uma travessia intelectual e afetiva em busca da compreensão da questão palestina. Unindo reflexão, memórias, história e escrita poética, o livro conduz uma investigação rigorosa da Nakba e dos acontecimentos que a antecederam por meio de uma narrativa que entrelaça testemunhos pessoais e reflexões sobre a dor da partida e a impossibilidade do retorno. Mais do que um libelo, a obra é uma tentativa de construir uma literatura que se confronte com um passado e um presente que, no caso palestino, permanecem tragicamente indissociáveis.

Confira abaixo o release e trechos da obra.

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BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

A série Autorais Laura de Mello e Souza chega ao fim com um desfecho à altura: uma entrevista exclusiva da autora ao curador da série, José Newton Meneses.

Nela, a historiadora reflete sobre diferentes dimensões de sua trajetória intelectual e pessoal. Ao longo da conversa, Laura comenta a pesquisa a que tem se dedicado atualmente, compartilha experiências marcantes vividas em arquivos e revisita os autores e historiadores que mais influenciaram sua formação e sua escrita, entre eles seu grande mestre Fernando Novais.

Com esta última publicação, encerramos uma trajetória de leituras que buscou não apenas revisitar textos fundamentais, mas também destacar a vitalidade intelectual da obra de Laura de Mello e Souza. Renovamos nosso agradecimento à autora, pela generosidade em compartilhar sua produção com as leitoras e os leitores da BVPS, e a José Newton Meneses por sua curadoria cuidadosa e sensível. Para acessar a série completa, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Coleção | Lançamento do e-book “Leituras essenciais de Wanderley Guilherme dos Santos”, organizado por Fabiano Santos e Johnny Nogueira

A BVPS Coleção tem a grande honra e a alegria de lançar hoje seu novo título em e-book: Leituras essenciais de Wanderley Guilherme dos Santos, organizado por Fabiano Santos e Johnny Daniel Nogueira. Coletânea de textos fundamentais publicados pelo autor na revista Dados, reafirma sua contribuição singular à nível nacional e internacional para a ciência política e sociologia.

Organizado a partir da série Autorais, publicada entre 2024 e 2025, o décimo primeiro volume da BVPS Coleção reúne 9 textos de Wanderley sobre teoria política, análises de conjuntura e relações entre Estado e sociedade. Com rigor teórico e perspectiva histórica, os textos articulam abordagens clássicas e inovadoras para examinar as bases sociais do poder e os dilemas da política brasileira e latino-americana.

Clique aqui e baixe gratuitamente o e-book.

Não deixe também de conferir outros e-books publicados pela BVPS clicando aqui.

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Ressurgências | Marco Temporal e os males do indigenismo no Brasil, por Alcida Rita Ramos, com posfácio de Francisco Sarmento

Na edição de maio de Ressurgências, coluna de Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (Pós-doutorando MAE/USP), Ramos examina uma das grandes “aberrações jurídicas” do Brasil contemporâneo: a tese do Marco Temporal.

Marco Temporal e os males do indigenismo no Brasil, publicado originalmente no Anuário Antropológico 2026/51, agora corrigido e acrescido de posfácio de Sarmento, desmonta as contradições de uma tese que, ao atrelar os direitos territoriais indígenas à presença física nas terras em 5 de outubro de 1988, transforma expulsões, violências e deslocamentos históricos em argumento contra os próprios povos indígenas. Dessa forma, o que está verdadeiramente em jogo nesse esbulho, argumentam os autores, é a própria possibilidade de existência indígena diante das permanências coloniais que seguem organizando as relações entre Estado, território e poder.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | É amanhã! Terceiro seminário do Ciclo “Back to the 70s: Euforia e sombras”

Amanhã, dia 08 de maio, às 17h, acontece o terceiro seminário do ciclo Back to the 70s: Euforia e sombras. Eduardo Coelho (UFRJ e PACC/UFRJ) apresentará o trabalho “A curtição e a opressão na poesia brasileira dos anos 1970”, com debate de Frederico Coelho (PUC-Rio). O encontro será transmitido ao vivo pelo canal da BVPS no Youtube e contará com emissão de certificado.

Não deixe de conferir aqui uma prévia da apresentação de Eduardo Coelho.

Esse ciclo de seminários do Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (NEPS) é organizado por André Botelho e Maurício Hoelz, com apoio de Maria Fernanda Argileu.

BVPS Recomenda | “Carlos Drummond de Andrade”, de Silviano Santiago

No ano em que comemora 90 anos, Silviano Santiago republica pela Editora Vozes seu primeiro livro de crítica, cinquenta anos depois. Lançado originalmente em 1976, Carlos Drummond de Andrade propõe uma leitura inovadora da obra de Drummond, assinalando um ponto de inflexão na crítica literária no país.

Quarto volume da Coleção Clássicos Brasileiros das Ciências Sociais, coordenada por André Botelho, o livro integra uma iniciativa que vem recolocando em circulação obras decisivas, representativas de temas e áreas de pesquisa das ciências sociais em sentido amplo – que você pode conhecer melhor aqui.

Confira abaixo uma matéria sobre o livro, assinada por Caroline Tresoldi, doutoranda no PPGSA/UFRJ e editora da BVPS.

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