BVPS Resenha | “O autoritarismo e sua ambivalência”, por Ricardo Visser

Publicamos hoje a resenha de Ricardo Visser (UFSJ) sobre o livro A ambivalência do autoritarismo: da escola de Frankfurt ao Brasil contemporâneo, de Fabrício Maciel, lançado neste ano pela Editora Mórula.

Por que o autoritarismo insiste em se reinventar, um século depois de a Escola de Frankfurt ter mapeado suas raízes subjetivas e coletivas? Em A ambivalência do autoritarismo, Fabrício Maciel retoma o legado de autores como Adorno, Fromm, Marcuse e Hannah Arendt para pensar a extrema direita contemporânea não como uma anomalia passageira, mas como uma expressão de forças conscientes e inconscientes que atravessam a vida social. Na resenha, Ricardo Visser adianta o que o leitor vai encontrar: uma crítica contundente à tese da polarização política, o resgate do conceito de liberdade como contraponto necessário à dominação, e uma análise corajosa dos impasses e das ilusões da própria esquerda diante do avanço bolsonarista.

Boa leitura!

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Série Back to the 70s | Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC | Limites e fronteiras entre Antropologia e História, por Lilia Schwarcz

A série Back to the 70s publica hoje o texto “Limites e fronteiras entre Antropologia e História, assinado por Lilia Moritz Schwarcz (USP). Nele, a autora realiza um verdadeiro “ajuste de contas” com a própria trajetória intelectual ao investigar os encontros, tensões e diálogos entre a antropologia e a história.

Longe de buscar uma visão evolucionista ou consensual no artigo, Lilia Schwarcz percorre autores como Lévi-Strauss, Marshall Sahlins e Clifford Geertz, mostrando que não há como falar em “história” no singular, uma vez que, diante da experiência etnográfica e da análise cultural, emergem inevitavelmente múltiplas historicidades e temporalidades. Ao final, a autora nos lança um convite para “antropologizar o centro”: reverter o olhar e usar a antropologia histórica para desnaturalizar as nossas próprias concepções de tempo e narrativa. Afinal, o que a história e o tempo revelam quando nos permitimos estranhar a nossa própria cosmologia ocidental?

Não perca, nas sextas-feiras seguintes, os próximos textos da série homenagem.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino, por Ileizi Fiorelli Silva

Dando continuidade à série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI) em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, publicamos hoje “Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino”, de Ileizi Fiorelli Silva (UEL).

Retomando Max Weber e Basil Bernstein, a autora pensa o currículo como espaço de disputa entre a “pedagogia do cultivo”, ligada à formação humanista, e a “pedagogia da eficiência”, hoje reconfigurada pela lógica do desempenho e da performatividade digital. Se os antigos especialistas das ciências do século XX cedem lugar a um novo tipo, o especialista digital, formado nas Big Techs, que passa a arbitrar sobre o que é o “conhecimento legítimo”, como isso se traduz, nos currículos brasileiros, na redução da carga horária de disciplinas como Sociologia, Filosofia e História?

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Coluna Primeiros Escritos | Série Nordestes | Navegar é preciso; viver não é preciso: Nordestes de Mário de Andrade, por João Candido Stringari

A BVPS publica hoje uma edição extra da Série Nordestes com o texto de João Candido Stringari (PPGS/UFRJ), “Navegar é preciso; viver não é preciso: Nordestes de Mário de Andrade”, sobre o lançamento da nova edição do diário de viagem de Mário de Andrade ao Nordeste (1928-1929), organizada por André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGS/UFRJ) e publicada pela Casa Matinas.

O texto apresenta o vídeo do debate de lançamento, promovido pela Escola de Letras e pelo Departamento de Teoria e Estética do Teatro da UNIRIO, em um convite a todos e todas para o (re)assistirem.

O ensaio nos oferece uma chave de leitura para compreender as escolhas da nova edição: a separação do relato nordestino do diário anterior, ao Norte, amalgamado desde 1976 sob o título O turista aprendiz; e a preservação da grafia modernista, contra a normalização feita por Carlos Drummond de Andrade em A lição do amigo (1982). Essa restituição, aliás, tem nome de batismo emprestado. Nordestes é o primeiro volume de uma nova coleção da Casa Matinas, batizada, em gesto de gratidão pública ao trabalho de Flora Sussekind, com o título de um dos livros da autora: O Brasil não é longe daqui (1990). O título de Sussekind, professora da própria Unirio onde o livro foi lançado, condensa quase inteiramente o programa que atravessa o diário de Mário: a suspeita de que a alteridade mais radical não precisa ser buscada do outro lado do Atlântico, porque já mora, entranhada, a poucos dias de viagem da própria casa.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Entrevista de Marco Antonio Gonçalves ao projeto “Memórias das Ciências Sociais no Brasil”

Na entrevista concedida ao projeto Memória das Ciências Sociais, iniciativa do CPDOC-FGV, Marco Antonio Gonçalves (UFRJ) narra sua trajetória acadêmica, da formação inicial em História à descoberta da Antropologia, e o mestrado e doutorado no Museu Nacional, com pesquisa sobre os Pirahã.

Como professor no IFCS, liderou a criação do Programa de Pós-Graduação em Etnografia e Crítica Cultural, e desenvolveu, a partir da influência de Jean Rouch, seu interesse pela Antropologia Visual.

Você pode conferir a entrevista completa clicando aqui.

BVPS Recomenda | Lançamento da Coleção “Ciência Ativista”, de Sérgio Bairon

A trilogia Ciência Ativista propõe uma universidade que aprende e produz conhecimento com os territórios, uma prática epistemológica que, quando partilhada e encarnada nas lutas sociais e culturais, transmuta a socialização do conhecimento em ato de transformação. Escrita por Sérgio Bairon, professor na Escola de Comunicação e Artes e coordenador do núcleo Diversitas, USP, a coleção documenta, pela primeira vez, o que ele denomina de “produção partilhada do conhecimento”, com exemplos de uma trajetória inter(trans)disciplinar que transita há mais de trinta anos entre a academia, as comunidades indígenas e as ocupações urbanas, reconhecendo parceiros, práticas e teorias.

A coleção está organizada em três volumes — Ciência Ativista: A Teoria Encarnada, Ciência Ativista: Expansão do Território do Conhecimento e Ciência Ativista: Epistemologias das Confluências. Mais do que propor um novo método, a ciência ativista defende uma mudança na maneira de compreender o papel social e epistemológico da universidade, invertendo a lógica usual e colocando a extensão como guia da pesquisa e do ensino.

Os livros estão em campanha de pré-venda e podem ser adquiridos clicando aqui.

Confira abaixo o release do livro.

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e a América Latina: dependência, cultura e pensamento social, por Leonardo Belinelli

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Leonardo Belinelli (UFRRJ), que percorre os diferentes momentos em que a reflexão sobre a América Latina atravessa a trajetória intelectual de Octavio Ianni.

Como pensar a região para além da dependência e do imperialismo? Entre as décadas de 1960 e 1970, o autor mostra como a crítica de Ianni desloca o olhar para as dimensões culturais da dominação, redesenhando os contornos de sua sociologia crítica. Já em seus últimos trabalhos, sem deixar de investigar as novas dinâmicas do capitalismo global, Ianni recupera o pensamento social latino-americano como chave para interpretar os impasses históricos da região e renovar, mais uma vez, a imaginação sociológica.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e a dialética marxista da cultura, por Deni Alfaro Rubbo

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Deni Alfaro Rubbo (UEMS), que parte dos escritos de Ianni sobre cultura para reconstruir a originalidade de sua leitura de Marx.

O que Ianni tem a dizer sobre o lugar da arte e da cultura na vida social? Longe de reduzir a relação entre infraestrutura e superestrutura a um esquema mecanicista, o autor as concebe como dimensões ativas da vida social. Ao aproximar seu pensamento do de Lucien Goldmann, Rubbo revela uma sociologia em que ciência e criação artística se encontram na mesma tarefa: compreender as visões de mundo que a história produz.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Aracy Amaral (1930-2026)

A BVPS lamenta o falecimento, nesta terça-feira, dia 15 de setembro, da crítica de arte, historiadora e professora Aracy Amaral (São Paulo 1930 – São Paulo, 2026), aos 96 anos de idade.

Maior especialista na obra de Tarsila do Amaral no país, foi pioneira na ocupação de importantes cargos em instituições culturais no Brasil. Com diversos estudos e publicações, Aracy Amaral deixa um legado incontornável sobre as artes plásticas no modernismo brasileiro.

A seguir, publicamos nota assinada por Danilo Bresciani.

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BVPS Agenda | Exposição “Novos barrocos”, com curadoria de Lilia Schwarcz e expografia de Daniela Thomas

Na próxima quinta-feira, 17 de setembro, a FLEXA Galeria (rua Dias Ferreira, 214 – Leblon) inaugura Novos barrocos, exposição com curadoria de Lilia Schwarcz e expografia de Daniela Thomas, que reúne obras históricas e contemporâneas para investigar a permanência do barroco na cultura brasileira. A mostra aproxima diferentes momentos e linguagens, observando como essa tradição continua a se transformar, produzindo novos sentidos no presente.

Partindo do barroco desenvolvido no Brasil entre os séculos XVII e XVIII, em meio à colonização portuguesa, à escravidão e à expansão da Igreja Católica, a exposição acompanha as transformações de um repertório europeu apropriado e reelaborado em território brasileiro.

Confira abaixo o release da exposição.

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BVPS | SILVIANO SANTIAGO 90+ | Drummond, Camões & Silviano: história da trajetória do livro, por João Pombo Barile

Dando continuidade aos posts da SILVIANO SANTIAGO 90+, em homenagem aos 90 anos do escritor mineiro, publicamos “Drummond, Camões & Silviano: história da trajetória do livro”, de João Pombo Barile.

Barile acompanha o percurso do livro de Silviano Santiago sobre Carlos Drummond de Andrade, desde os primeiros encontros do crítico com a poesia do autor de Claro Enigma até a publicação da obra, em 1976. A história passa pela aproximação entre Drummond e Camões, pela amizade entre os escritores e pelos desencontros em torno da edição do livro. Ao final, uma carta de Drummond a Silviano escrita em 1974, encontrada recentemente no acervo do escritor, lança nova luz sobre essa trajetória e sobre a relação de admiração e confiança entre os dois.

Não perca, nas próximas semanas, novos posts em homenagem a Silviano Santiago.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (25 de janeiro)   

Mário de Andrade conclui suas anotações sobre o Catimbó apresentando mais entidades e mestres que desafiam as dicotomias do bem e do mal, atestando a complexidade de uma das mais antigas religiões do Brasil. Caruará, Antonio Caboquinho, Tapuia Caipora, Tabatinga, José Pereira e Mestre Zinho. Sejam eles feiticeiros, mestres malévolos ou mestres bemfazejos, o que fica das crônicas mário-andradianas sobre o Catimbó é justamente a pluralidade do conjunto.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Ateliê do Pensamento Social: práticas de comparação no pensamento social”, de João Maia e Bernardo Buarque de Hollanda

O livro Ateliê do Pensamento Social: práticas de comparação no pensamento social, organizado por João Maia (CPDOC) e Bernardo Buarque de Hollanda (CPDOC), será lançado nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, às 19 horas, na livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316 – Botafogo). Com orelha assinada por André Botelho, professor titular do IFCS UFRJ, o livro reúne apresentações realizadas na 12ª edição do Ateliê do Pensamento Social, evento ocorrido em 2025 em torno da seguinte questão metodológica: como realizar comparações em estudos sobre ideias e intelectuais?

Veja abaixo o sumário da obra.


APRESENTAÇÃO: “Comparar o incomparável” no pensamento social?
Bernardo Buarque de Hollanda

CAPÍTULO 1 – Percurso e percalços de um conceito: comparação e circulação na historiografia da eugenia
Robert Wegner (FIOCRUZ)

CAPÍTULO 2 – O Ilari (1966-1972) e seus efeitos na sociologia latino-americana: apontamentos para um exercício comparativo
João Marcelo Maia (CPDOC)

CAPÍTULO 3 – Tradução e política em perspectiva comparada: o caso das revistas Pasado y Presente e Presença
Camila Góes (USP)

CAPÍTULO 4 – Filmes e diretores no Brasil e na Argentina, entre a ditadura e a democracia
Rachel Tomás dos Santos Abrão (USP)

BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Publicamos hoje o sexto texto da série Autorais Elisa Reis, “Nacionalismo e cidadania: a crise da autoridade e da solidariedade na América Latina”, capítulo do livro Citizenship and National Identity: From Colonialism to Globalism, organizado por T. K. Oomen em 1997.

Retomando as duas soluções que Louis Dumont propôs para o paradoxo da nação, Elisa Reis parte do caso brasileiro para perguntar: o que a prioridade dada à solidariedade ou à autoridade nos processos de construção nacional revela sobre os limites da cidadania na América Latina? A partir daí, a autora reconstrói como se consolidou um padrão duplo de pertencimento no continente — e como esse legado histórico ilumina a atual crise do Estado-nação nas sociedades emergentes de ditaduras modernizadoras. Uma leitura instigante para compreendermos as raízes da desigualdade e os desafios da democratização na região.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Agenda | “Angela de Castro Gomes: a história, a historiografia, a historiadora”

Na próxima terça-feira, dia 15 de setembro, o Programa de Pós-Graduação em História da UNIRIO convida para a conferência Angela de Castro Gomes: a história, a historiografia, a historiadora. Que será realizado na UNIRIO – Auditório Paulo Freire (Av. Pasteur, 458 – Urca).

O evento propõe uma discussão sobre as duas recentes obras lançadas por Angela de Castro Gomes, reunindo diferentes perspectivas sobre sua trajetória e produção intelectual. Uma das obras presta homenagem à vida e à obra da historiadora, reunindo textos de 30 intelectuais que revisitam sua trajetória acadêmica, seus temas de pesquisa, suas principais reflexões e a contribuição de sua produção para a historiografia brasileira. A outra volta-se para a formação do público infantil no Brasil nas primeiras décadas do século XX, examinando a atuação de intelectuais e o papel de jornais, revistas e rádio na mediação e divulgação do conhecimento para as crianças, além da emergência da infância como objeto de políticas públicas e dimensão estratégica dos projetos de modernização e formação nacional.

O encontro será uma oportunidade para conhecer e discutir essas duas obras e, a partir delas, refletir sobre a trajetória intelectual de Angela de Castro Gomes, seus temas de pesquisa e as contribuições de sua produção para a compreensão da história e da sociedade brasileira.

Confira a programação abaixo.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Dilemas do Brasil 2”, de Maria Arminda do Nascimento Arruda, Alexandre Saes e Abílio Tavares

O livro Dilemas do Brasil 2 de organização de Maria Arminda do Nascimento Arruda, Alexandre Saes e Abílio Tavares será lançado na próxima segunda-feira, dia 14 de setembro, às 17h, na Livraria Edusp – João Alexandre Barbosa.

O livro contém artigos dos participantes do seminário USP Pensa Brasil 2023 – como Conceição Evaristo, Walnice Galvão, Rosane Svartman, Yupuri, João Paulo Tukano, Eunice Prudente, Marcos Nobre, entre outros –, ocorrido naquele ano, com o tema “A produção do comum em uma sociedade fraturada”. Os artigos buscam demonstrar a participação da Universidade no debate público, discutindo grandes temas nacionais, assim como disseminar o conhecimento produzido na academia.

O USP Pensa Brasil teve sua primeira edição em 2022. Concebido a partir da organização de um seminário de mesmo nome, que teve como tema central “Como Pensar o Brasil no Século XXI?”, o evento congregou muitas outras atividades ligadas à reflexão sobre a universidade e o país. Neste ano, o lançamento do livro dá início ao evento, que ocorrerá nos dias 14 a 18 de setembro, no Auditório István Jancsó, Espaço Brasiliana, na Cidade Universitária, Butantã, em São Paulo.

Série Back to the 70s | Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC | CEDEC: 50 anos de compromisso democrático, por Leonardo Belinelli

A série Back to the 70s traz hoje o primeiro de três textos comemorativos “Dois cinquentenários das Ciências Sociais”: o da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e o do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC). Leonardo Belinelli (UFRRJ) assina o texto sobre o CEDEC.

Nascido em 1976, em meio à sociedade civil brasileira que se reerguia contra a Ditadura Militar, o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC) não apenas testemunhou a transição democrática, mas ajudou a inventar sua linguagem. Foi na criação da instituição, entre Francisco Weffort, Marilena Chauí e uma geração de pesquisadores que recusava tanto o autoritarismo militar quanto o populismo da própria esquerda, que se formulou o que Belinelli chama de compromisso democrático. Cinquenta anos depois, a história do CEDEC nos indaga sobre o que ainda podemos aprender com esse compromisso.

Não perca, nas sextas-feiras seguintes, os próximos textos da série homenagem.

Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Vamos comer o Brasil, vamos comê-lo bem, por Mario Cámara

Apesar de o Brasil ser um dos destinos de férias favoritos dos hermanos, nossa rica gastronomia raramente conquista a mesa do dia a dia em Buenos Aires. Na edição de setembro de Crônicas de um brasilianista do Sul, Mario Cámara (UBA) investiga esse fenômeno cultural, argumentando que o estereótipo de “eterno cartão-postal de verão” impede os argentinos de incorporarem a inigualável diversidade de sabores do Brasil: “O Brasil é, para a maioria, um imaginário de férias reduzido a uns poucos pratos”. Nesse cenário, diz Cámara, restaurantes brasileiros na Argentina estão quase sempre fadados à argentinização ou à falência.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Educação e Pensamento social no Brasil: o currículo como elaboração onírica, por Alexandro Paixão

No sexto post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos o texto “Educação e Pensamento Social no Brasil: o currículo como elaboração onírica”, de Alexandro Paixão (Unicamp).

Inspirando-se no clássico ensaio de Raymond Williams “A cultura é algo comum” (1958) Paixão revisita suas experiências como professor e coordenador na Unesp e na Unicamp, nos convidando a uma reflexão sobre as ausências nos currículos de Sociologia Geral que deságua em uma “elaboração onírica” de um ensino de Sociologia mais plural e atento às contribuições femininas para o pensamento social.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Sociológicas | Nos labirintos da granja, por Maria Moraes

Nesta edição da série Sociológicas, Maria Moraes (UFSCar) compartilha o testemunho de Lourdes (nome fictício), ex-trabalhadora de uma granja de galinhas poedeiras. A entrevista foi realizada em 2016 e serve para Moraes discutir as diferentes formas de violência assumidas pela superexploração laboral, como a crueldade do manejo animal e a apropriação do afeto feminino para a maximização do lucro. O texto tece diálogo com a pensadora alemã Roswitha Scholz, cuja concepção de patriarcado mobilizada por Moraes ajuda a iluminar detalhes da dinâmica de trabalho paulista; ou, como o título indica, dos labirintos da granja.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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