Centenário de Octavio Ianni | Ler a totalidade: Octavio Ianni e a literatura como conhecimento histórico, por Carlos Henrique Gileno

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Carlos Henrique Gileno (Unesp), que mostra como, longe de constituir um interesse lateral, a literatura ocupa um lugar central na sociologia de Octavio Ianni.

Segundo o autor, o sociólogo a compreende como uma forma de conhecimento histórico, capaz de tornar inteligíveis experiências e contradições que escapam à linguagem conceitual. Sem jamais separar sociologia, história e cultura, Ianni faz das formas simbólicas uma via privilegiada para interpretar a modernidade brasileira e latino-americana.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | As formas sociais da cultura em Octavio Ianni, por Andréa Borges Leão

Continunado os posts da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Andréa Borges Leão (UFC), que parte de uma questão orientadora: como pensar a cultura em um país da periferia do capitalismo?

Recuperando diferentes textos do sociólogo, a autora mostra como a cultura constitui um espaço privilegiado para compreender as formas assumidas pela dominação e pela dependência, mas também os processos históricos de criação e transformação social. O ensaio evidencia, assim, a originalidade da sociologia desenvolvida por Ianni.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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BVPS | SILVIANO SANTIAGO 90+ | Uma revoada de vagalumes

No mês do aniversário de 90 anos de idade de Silviano Santiago e no ano em que se comemora 70 anos de publicação de Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, leitoras e leitores da BVPS ganham como presente um ensaio inédito do autor de Genealogia da ferocidade: ensaio sobre Grande sertão (2017).

O texto que publicamos esta tarde parte do conto “As margens da alegria”, de Rosa, para dialogar com Sobrevivência dos vagalumes, do crítico francês Georges Didi-Huberman. Acompanhando o menino que, em Brasília, testemunha o contraste entre a mata destruída e a cidade em construção, entre a beleza de um peru e sua degola, Silviano recupera paradigmas, como o da morte e da beleza, para pensar a permanência da poesia em tempos sombrios.

Evocando vozes como as de Pasolini, Bernanos, Clarice Lispector e Ernst Bloch, Silviano sugere que a arte, como a luz intermitente de um vagalume, resiste – clandestina e frágil – às pressões obscurantistas do presente. Saber vaga-lume: em meio à escuridão, a luz forte cega.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (22 de janeiro, 20 horas)   

Mário de Andrade passa o dia a atravessar a paisagem pedregosa do sertão potiguar em direção a Natal. Cruza por cidades como Caicó, Jardim do Seridó, Parelhas, Acarí, Currais Novos e Santa Cruz, chamando-lhe a atenção o ar de progresso que atinge algumas delas. Contudo, ainda sensibilizado pela “monstruosidade de grandezas” que é a seca do Nordeste, ele reafirma que seu diário não é um projeto literário, e repudia a própria vontade de transformar aquela dor real em mero recurso estético.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Dando continuidade à série Autorais Elisa Reis, publicamos “O Estado nacional como desafio teórico e empírico para a sociologia política contemporânea”. Quarto texto da série, o capítulo integra o livro O sociólogo e as políticas públicas: ensaios em homenagem a Simon Schwartzman (2009), organizado por Luisa Farah Schwartzman, Isabel Farah Schwartzman, Felipe Farah Schwartzman e Michel Lent Schwartzman.

Relembrando as lições do professor, orientador e colega Simon Schwartzman, Elisa Reis apresenta, neste texto, uma reflexão sobre a relação entre as transformações dos Estados nacionais nas últimas décadas e o ambiente teórico-conceitual no qual a sociologia se inscreve hoje. Sob o impacto dos processos globais em curso, a autora esboça uma agenda de pesquisa sobre o Estado nacional, buscando repensar as formas de organização do poder público diante dos dilemas políticos e sociais que marcam o nosso tempo.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Coluna Renato Ortiz | O Arqueólogo do Futuro


E se o nosso presente fosse olhado, séculos adiante, a partir das ruínas de garrafas de Coca-Cola e fragmentos de Hollywood? Assim chegamos à trigésima, e penúltima, publicação de Renato Ortiz (Unicamp) em sua coluna na BVPS. Em O Arqueólogo do Futuro, Ortiz imagina uma sociedade distante no tempo que, a partir dos pedaços deixados pela nossa civilização, procura reconstruir o mundo de seus antepassados. O texto foi originalmente escrito em 2006 e é um exercício de estranhamento sobre o nosso próprio cotidiano, especialmente reescrito para a ocasião.

Para ler outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | O Pensamento Social Brasileiro no currículo das Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná, por Alexandro Trindade

No quarto post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “O Pensamento Social Brasileiro no currículo das Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná”, de Alexandro Dantas Trindade (UFPR).

Como ensinar a estudantes de Ciências Sociais uma história da disciplina que ainda não se separou em Sociologia, Antropologia e Ciência Política? Foi esse o desafio enfrentado pela UFPR ao criar, na Reforma Curricular de 2010, três módulos simultâneos para a disciplina Pensamento Social Brasileiro, cada um conduzido por uma área de concentração diferente. O artigo de Alexandro Trindade reconstitui essa experiência inovadora e pergunta por que, mais de uma década depois, ela deixou de ser obrigatória, nos fazendo refletir sobre o que essa mudança revela acerca das tensões entre uma formação ampla e a crescente especialização dos departamentos e de seus programas de pós-graduação.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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Sociológicas | Operando o trator rosa: “é muito perigoso, mas adoro o que faço, é uma conquista”, por Maria Moraes

Chegando ao quinto episódio de sua participação na série Sociológicas, Maria Moraes (UFSCar) discute as consequências da agricultura 4.0 nas plantações de cana-de-açúcar. Não é novidade que o uso de Tecnologias de Informação (TIs) vem transformando a agropecuária brasileira. O notável aumento de produtividade está em curso, motivado sobretudo por um neoliberalismo crescente. Com os incrementos tecnológicos na produção, entretanto, Moraes argumenta que surgem ou se intensificam também outras formas de controle e violência sobre os trabalhadores, especialmente as mulheres. Como ela diz, estamos diante de um deslizamento do conceito de gênero, produzido por esse modelo de produção, que pode servir como importante chave interpretativa das nova dinâmicas de relações no trabalho rural.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

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BVPS Recomenda | Exposição “Céu de Concreto”, de Luiz Carlos Paulino

A Central Galeria (Rua Minas Gerais, 362 – Higienópolis, São Paulo) apresenta Céu de Concreto, primeira exposição individual de Luiz Carlos Paulino (Bizil) na galeria, que ficará em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro. A mostra reúne três núcleos de obras que incorporam diferentes perspectivas da vida dos egressos da Casa de Detenção, integrando-as ao debate do programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação.

Luiz Carlos Paulino é sobrevivente do massacre do Carandiru (1992), uma das maiores barbáries da história do país. Em sua produção, transforma essa experiência em obra, dando forma à violência da ação policial que deixou 111 mortos, segundo dados oficiais. Entre representações do horror e dimensões imateriais e espirituais, suas obras denunciam a negação de direitos básicos, as violências do Estado e também afirmam sua sobrevivência como um milagre.

Para mais informações, confira o site da exposição clicando aqui.

Confira abaixo o texto crítico da mostra, escrito por Lilia Moritz Schwarcz.

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Centenário de Octavio Ianni | O legado de Octavio Ianni para a interpretação da questão agrária no Brasil, por Lucas Bezerra

Dando continuidade à quinta semana da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Lucas Bezerra (UFAL) que revela a questão agrária como muito mais do que um tema recorrente na obra de Octavio Ianni: ela é um eixo fundamental de sua interpretação da formação social brasileira.

Recusando uma abordagem setorial da agricultura, Ianni mostrou como a propriedade da terra, as relações sociais no campo e as lutas pela terra organizam historicamente as classes sociais e as formas de dominação no país. Bezerra nos convida a redescobrir por que a questão agrária segue sendo uma dimensão decisiva – e urgente – para compreender os impasses históricos do Brasil.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | Centenário de Octavio Ianni, por Ernesto Renan Freitas Pinto

Dando continuidade à quinta semana da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Ernesto Renan Freitas Pinto (UFAM), que nos leva a um instigante balanço da vasta obra de Octavio Ianni.

Raça, populismo, imperialismo, questão agrária, Amazônia, Estado, cultura, globalização: temas que, à primeira vista, parecem dispersos, mas que o autor mostra integrarem um mesmo e ambicioso projeto de interpretação crítica da formação do Brasil e da América Latina. Um convite a redescobrir por que o pensamento de Ianni segue tão atual – e tão necessário para pensarmos o presente.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Série Nordestes | Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Uruguai, por Mariana Barreto

A Série Nordestes tem o prazer de publicar a tradução inédita, realizada por Mariana Barreto (UFC), do relatório da missão da Unesco efetuada por Jean Duvignaud junto ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade da República, em Montevidéu, em 1962. A tradução vem acompanhada de uma apresentação assinada pela própria tradutora, intitulada “Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Uruguai”, em diálogo com outra tradução de Barreto já publicada nesta série.

O relatório oferece uma chave de leitura valiosa para compreender a experiência de Duvignaud alguns anos depois em Fortaleza. É no Uruguai que o sociólogo ensaia, pela primeira vez, a atuação que marcaria sua passagem pelo Ceará. O documento permite assim situar a missão cearense em um percurso mais amplo de circulação internacional das ciências sociais, revelando como os dispositivos institucionais mobilizados por Duvignaud no Nordeste brasileiro já haviam sido testados e reformulados em outros contextos latino-americanos.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Caicó (21 de janeiro, 20 horas)   

Mário de Andrade discute a seca do Nordeste em crítica ácida ao Governo Federal, ao então presidente Washington Luís e às “literatices heroicas” de Os Sertões. Para ele, a seca era um problema ainda longe de ser solucionado. Mas cultivava esperanças, mesmo diante de todo o lamúrio que via na cidade de Caicó e arredores. Como diz, talvez fosse bom deixar o dr. Washington Luís andar 12 léguas sob o solão, comendo a miséria medonha da seca… quem sabe gastasse menos com estradas de luxo noutros lugares.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

“Sociedade agrária e ordem política” é o terceiro texto da série Autorais Elisa Reis, publicado em 1980 na revista Dados.

Em outra frente das análises macro-históricas do processo de modernização, que costumam privilegiar os setores urbanos na transformação da antiga ordem agrária, as ciências sociais desenvolveram uma tradição que vincula as estruturas sociais rurais à ordem política. No artigo, a partir de autores como Turner, Weber, Moore e Otávio Velho, Elisa Reis propõe uma revisão crítica dessa tradição, chamando atenção para a necessidade de compreender o Estado não apenas como resultado das relações sociais, mas também como um ator que participa ativamente de sua transformação. Nessa perspectiva, abrem-se novas possibilidades para pensar as relações entre o poder público e o poder privado e, particularmente, sugere a autora, para compreender a persistência de padrões autoritários em diferentes contextos históricos.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Graciliano Ramos: vida e obra”, de Wander Melo Miranda

No próximo sábado, 22 de agosto, a partir das 11h, será lançado o livro Graciliano Ramos: vida e obra escrito por Wander Melo Miranda. O evento do novo lançamento da Companhia das Letras será na Livraria Quixote (rua Fernades Tourinho, 274 – Belo Horizonte) e contará com uma sessão de autógrafos com o autor.

Salve na sua agenda: a obra será lançada no Rio de Janeiro no dia 8 de setembro. Mais informações em breve.

Publicamos abaixo a orelha do novo livro.

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BVPS Recomenda | “Esquerda: teoria e prática”, de José Maurício Domingues

A BVPS publica hoje trechos que compõem a introdução do novo livro de José Maurício Domingues (IESP-UERJ), Esquerda: teoria e prática, que será lançado pela Editora Contracorrente.

Na obra, o sociólogo retoma o diálogo com o pensamento das esquerdas no Brasil e no mundo, articulando teoria social, teoria crítica e prática política. A partir de temas como democracia, socialismo, desigualdade, racismo, feminismo, crise ambiental, marxismo e a nova ordem global, o autor investiga os desafios, impasses e possibilidades das esquerdas no século XXI.

Com uma análise crítica e interdisciplinar, o livro propõe uma reflexão sobre a renovação da teoria crítica, a radicalização democrática e a construção de alternativas de transformação social diante dos desafios do mundo contemporâneo.

A pré-venda do livro já se encontra disponível no site da editora.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC, por Andréa Borges Leão

No terceiro post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC”, de Andréa Borges Leão (UFC).

O que os arquivos de uma disciplina podem revelar sobre as disputas simbólicas do presente em torno da formação em Ciências Sociais? Examinando ementas, programas, planos de curso e bibliografias, Andréa Borges Leão passa em revista a história do Pensamento Social Brasileiro na Universidade Federal do Ceará e aponta o que se perde quando, em nome da adequação às demandas do mercado de trabalho, o Pensamento Social Brasileiro deixa de ocupar um lugar obrigatório na formação.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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Centenário de Octavio Ianni | “O jovem radical” de Octavio Ianni. Um ensaio em dois tempos, por Carmen Felgueiras

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, trazemos esta semana texto de Carmen Felgueiras (UFF) dedicado ao ensaio de Octavio Ianni “O jovem radical”.

O que muda quando um mesmo texto é lido em dois momentos tão distintos da história política brasileira? É a partir dessa pergunta que Carmen Felgueiras revisita “O jovem radical”, acompanhando as transformações de seus sentidos entre 1963 e 1968. Ao recuperar os debates sobre industrialização, desenvolvimento e mobilização estudantil que atravessavam aquele período, a autora nos convida a perceber como a reflexão de Ianni sobre a juventude também era uma reflexão sobre a própria sociedade brasileira, suas formas de radicalização política e suas possibilidades de transformação.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | Decifrando a globalização: metamorfoses e contradições do capitalismo mundial em Octavio Ianni, por André da Rocha Santos

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana texto de André da Rocha Santos (IFSP) sobre a chamada “trilogia da globalização” de Octavio Ianni.

Quando a globalização passa a ocupar o centro da reflexão de Ianni, estamos diante de uma nova etapa de sua trajetória intelectual ou de um desenvolvimento de questões que já o acompanhavam há décadas? É essa questão que orienta o ensaio de André da Rocha Santos. Ao revisitar a “trilogia da globalização”, o autor mostra como a sociedade global, para Ianni, não significava o abandono de suas preocupações anteriores, mas a ampliação de seu horizonte de análise: o capitalismo, suas metamorfoses e as desigualdades que atravessam um mundo cada vez mais interdependente. O texto também nos convida a pensar sobre um desafio que permanece atual: como renovar as categorias das ciências sociais para compreender as transformações do mundo contemporâneo?

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (20 de janeiro)   

Mário de Andrade retoma a viagem de automóvel após a tempestade da noite anterior. O trajeto é acompanhado de sede e de pequenas cruzes fincadas na beira da estrada. Está rumo à capital do cangaço paraibano. Ao chegar em Catolé do Rocha, o escritor registra em caderneta um “bendito” cantado por uma pedinte. A perfeição daquela melodia popular denota a riqueza cultural do sertão, mesmo em meio às piores agruras.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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