MOSTRA OS “LIVROS PARA CRIANÇAS NOS TEMPOS DE RUI BARBOSA (1849-1923)” E COLÓQUIO “LITERATURA INFANTIL E HISTÓRIA CULTURAL” DA CASA DE RUI BARBOSA


O Blog da BVPS convida para a mostra Os livros para crianças nos tempos de Rui Barbosa (1849-1923), a ser inaugurada no dia 10/08, com curadoria de Patricia Hansen e Kaori Kodama, e para o colóquio Literatura infantil e história cultural que será realizado no dia de abertura da exibição, no Edifício Sede da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo 22260-000, Rio de Janeiro, RJ), das 10h30 às 17h30.

Resumo da mostra (10 de agosto a 22 setembro):

A vida de Rui Barbosa coincide com o fenômeno da expansão da literatura infantil pelo mundo. No caso do Brasil, a grande circulação de livros infantis, publicados no período que antecede a entrada em cena de Monteiro Lobato, demonstra que as crianças tinham mais opções de leitura do que a narrativa do autodeclarado “criador da literatura infantil no Brasil” leva a crer. Essa mostra de livros para crianças publicados entre meados do século XIX e início do XX, apresenta uma seleção de obras raras, nacionais e estrangeiras, pertencentes

às diversas coleções do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa. Organizados por temas, livros de fábulas, contos, romances, vulgarização

científica, educação cívica e outros, permitem conhecer aspectos da cultura material da infância e da história dessa arte gráfica e literária que a partir da metade do oitocentos passa a ser conhecida como Children’s Literature, Littérature Enfantine e, pouco depois, Literatura Infantil.

Resumo do Colóquio e as participações confirmadas:

O colóquio Literatura infantil e história cultural irá reunir pesquisadoras que abordam os impressos para crianças e jovens com questões distintas das que costumam ser colocadas a partir da teoria literária ou da educação, áreas disciplinares das quais provêm a maioria dos estudos sobre a literatura infantil. O estudo da literatura infantil, no contexto da história cultural, oferece uma via de acesso privilegiado a conceitos e valores vigentes nas sociedades em que circulam. Como objetos mediadores, esses livros e revistas transitam entre o universo dos adultos (autores e outros agentes envolvidos na sua produção, circulação, difusão) e das crianças (produtoras ativas de significados a partir das práticas de leitura), sendo vistos como fatores de conservação ou transformação do status quo, devido a sua função socializadora na formação das novas gerações. Os trabalhos propostos, provenientes de pesquisas ligadas a diversas áreas da história, exploram a importância da literatura infantil também enquanto cultura material em suas múltiplas dimensões, para além dos aspectos estéticos ou didáticos do texto. As comunicações a ser apresentadas, portanto, tratam de questões que privilegiam ora as representações e ideias que os impressos para crianças e jovens fizeram circular em diferentes tempos e espaços, ora as condições materiais e imateriais de sua produção, comércio, mediações, consumo e apropriação, no período que vai do século XIX ao início do XX.

Participações confirmadas:

Alejandra Josiowics

Andrea Borges Leão

Angela de Castro Gomes

Gabriela Pellegrino Soares

Kaori Kodama

Ma Rachel Fróes da Fonseca

Patricia Hansen

Patricia Tavares Raffaini

Um abraço a todas e a todos!

Equipe BVPS

“JORNADA DE ESTUDOS SOBRE ORALIDADE E ESCRITA. HOMENAGEM A ANDREA DAHER”


O Blog da BVPS convida para a “Jornada de Estudos sobre oralidade e escrita. Homenagem a Andrea Daher”, a ser promovido pelo Programa de Pós-graduação em História Social da UFRJ no dia 7 de agosto, terça feira, no Salão Nobre do IH-IFCS (Largo de São Francisco, número 1). Na ocasião, será lançado o livro Oral por escrito.

Programação:

“Uma história das práticas letradas” (às 10 horas)

Marcello Moreira (UESB), Hélio de Seixas Guimarães (USP), André Botelho (PPGSA-UFRJ)

“Oralidade e escrita: entre transmissão e transcrição” (às 14 horas)

Roger Chartier (Collège de France)

Um abraço a todas e todos!

Equipe BVPS

PALESTRA “PRINCÍPIOS DE UMA TEORIA SOCIAL RECONSTRUTIVA”, POR FRÉDERIC VANDENBERGHE (IESP/UERJ)

O Blog da BVPS convida para a palestra “Princípios de uma teoria social reconstrutiva” a ser proferida por Fréderic Vandenberghe (IESP/UERJ), no dia 2 de agosto de 2018, quinta-feira, às 17 horas, no IFCS/UFRJ. A palestra é organizada pelo NEPS – Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (UFRJ/UFF).

Endereço: Largo de São Francisco de Paula, 01/sala “Amarela” no conjunto 109 (térreo) – Centro – Rio de Janeiro (estações Carioca ou Uruguaiana do Metrô).

Resumo:

Mais uma vez, atravessamos tempos sombrios. A conjuntura atual é crítica. Aqueles que se identificam com a teoria crítica têm duas opções: a hipercrítica ou a reconstrução. Seguindo a primeira opção, podemos forçar a barra e usar todas as teorias disponíveis (Adorno, Bourdieu, Foucault, Luhmann) para desenvolver uma teoria geral da dominação. No entanto, também podemos, com a esperança dos desesperados, procurar uma saída e alinhavar várias teorias que propõem uma visão alternativa do mundo. Essa é a tarefa da segunda opção, a da teoria reconstrutiva. Baseando-me no realismo crítico (Roy Bhaskar), na teoria crítica (Jürgen Habermas) e na teoria social anti-utilitarista (Alain Caillé), proponho nessa palestra alguns princípios da teoria social reconstrutiva. Na esteira da distinção entre metateoria, teoria social e teoria sociológica, explorarei os fundamentos epistemológicos, normativos e existenciais da teoria reconstrutiva, proporei uma articulação entre cultura e agência como alternativa ao debate entre agência e estrutura e, finalmente, indicarei alguns sinais promissores que configuram uma ontologia do presente.

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

PALESTRA “LUZIA HOMEM, DE DOMINGOS OLYMPIO: CRIAÇÃO DE UM MITO MULHER”, POR MARIA LAURA CAVALCANTI (UFRJ)

Gravura de Clóvis Graciano, retirada do livro Luzia Homem de Domingos Olympio, Editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil, 1947.

O Blog da BVPS convida para a palestra “Luzia Homem, de Domingos Olympio: criação de um mito mulher”, a ser proferida por Maria Laura Cavalcanti (UFRJ), na Academia Brasileira de Letras, Teatro R. Magalhães Jr. (Av. Presidente Wilson, n. 203, Castelo, Rio de Janeiro) no dia 9 de agosto, quinta-feira, às 17h30.

Confiram abaixo o resumo da palestra,

Um abraço a todas e todos!

Resumo da palestra:

Luzia Homem, de Domingos Olympio (1903), tem por pano de fundo a histórica tragédia da seca que assolou o Ceará entre 1877 e 1879, quando legiões de retirantes do ressequido sertão encontram algum abrigo temporário na cidade de Sobral. Entre eles, a “taciturna e forte” Luzia, que compõe, nas palavras de Lúcia Miguel Pereira, um “dos tipos mais complexos e misteriosos de nossa ficção”. A palestra ressalta o engenhoso uso narrativo dos causos e do linguajar populares e explora a dimensão mítica do romance. A força ativa dos vulneráveis personagens femininos acentua a dramática abordagem do assédio sexual cujo desfecho fatal faz de Luzia, para sempre, um símbolo da sexualidade livre em processo de descoberta. Luzia Homem é um romance mitológico sobre a condição feminina.

“100 ANOS DE ANTONIO CANDIDO”, NÚMERO ESPECIAL DA REVISTA USP

Hoje, dia 24 de julho de 2018, comemoramos os 100 anos de nascimento de Antonio Candido. Como forma de homenageá-lo, a BVPS divulga o número especial da Revista USP “100 anos de Antonio Candido: da música à teoria literária e à sociologia: as várias faces do mestre contadas por seus alunos” organizado por Antônio Dimas (USP). Para além da crítica literária, a obra do autor continua decisiva na modulação de alguns dos principais debates teórico-metodológicos da área de Pensamento Social, contribuindo para o adensamento de investigações das mediações entre produção das ideias e processo social e informando um conjunto variado de pesquisas, num indício da atualidade de sua perspectiva crítica. Por essas profícuas qualidades, sua obra integra o seleto rol de interpretações do Brasil conforme destaca a bionote do crítico de autoria de Alexandre Paixão (UNICAMP) e Mariana Chaguri (UNICAMP), disponível em nosso portal.

Uma boa leitura a todos (as)!

Equipe BVPS

CONGRESSO “INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO” (CENTRO CELSO FURTADO)

 

O Centro Celso Furtado

Criado em 2004, o objetivo do “Centro Internacional Celso Furtado”, formulado no manifesto apresentado pelo então ministro Luiz Dulci em setembro de 2005 na Conferência de Helsique, é “aprofundar, sistematizar e formular projetos de investigação e pesquisa em torno dos temas cruciais do desenvolvimento do século XXI”, ou como sintetizou Tania Bacelar de Araujo, atual presidente do Conselho Deliberativo do Centro: documentar o desenvolvimento, estudar, formar, debater e propor iniciativas sobre desenvolvimento.

Para a consecução de seus objetivos o Centro, que abriga a biblioteca pessoal de Celso Furtado, vem formulando um conjunto de projetos, que abrangem desde bolsas de estudo e de pesquisa, a publicações, cursos de formação, debates sobre questões como as da reforma agrária, da educação e saúde pública no Brasil, programas como os que envolvem o desenvolvimento regional, especialmente da região Nordeste, e o estudo da economia dos países emergentes, nomeadamente a China, a Índia, a África do Sul, e da América Latina.

Cumprindo esses objetivos, o Centro se dedica na realidade à tarefa de atualizar a agenda do desenvolvimento. Nas palavras de Luiz Gonzaga Belluzzo: “O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento nasce com o propósito de honrar a trajetória do mestre. O que implica, desde logo, o compromisso intelectual de encarar com igual desassombro os desafios teóricos e políticos do desenvolvimento em nosso tempo”.

O Centro Internacional Celso Furtado é uma associação civil de direito privado, de interesse público, sem fins lucrativos. Todos os seus dirigentes eleitos são benévolos.

***

O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento organiza em agosto de 2018 um congresso sobre a Quarta Revolução Industrial e seus impactos na estrutura produtiva nacional.
O que é a Indústria 4.0? O que vêm fazendo os países desenvolvidos e em desenvolvimento para ingressar nessa nova onda? A Indústria 4.0 é uma janela de oportunidade para o Brasil dar um salto em sua trajetória de desenvolvimento?

​​

A quarta revolução industrial poderá aumentar a distância do parque produtivo nacional em relação à fronteira tecnológica internacional?


INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO: A NOVA ONDA DA INDÚSTRIA 4.0
E O FUTURO DO BRASIL
Local: Auditório – Clube de Engenharia – Rio de Janeiro
(Av. Rio Branco, 124, 20º andar, Centro)

 

PROGRAMA:

DIA 9 DE AGOSTO


9h30-10h
Abertura
Roberto Saturnino Braga – Diretor-presidente do Centro Celso Furtado
Samuel Pinheiro Guimarães – Presidente do Conselho Deliberativo do Centro Celso Furtado
Rosa Freire d’Aguiar – Membro do Conselho Deliberativo do Centro Celso Furtado
Pedro Celestino – Presidente do Clube de Engenharia
Marcelo Arend – Coordenador do 4º Congresso Internacional

10h-11h
Conferência de Abertura
Quarta revolução industrial e os desafios para o Brasil
Luciano Coutinho (Unicamp)

11h-13h
Os trabalhadores e a indústria 4.0
João Eduardo de Moraes Pinto Furtado (USP)
Artur Henrique Santos (Fundação Perseu Abramo)

 

14h-16h
Diagnósticos dos problemas da indústria nacional
Antonio Correa de Lacerda (PUC/SP)
Marcelo Arend (UFSC)
Marcio Pochmann (IE/Unicamp / Fundação Perseu Abramo)

 

16h15-18h15
Perspectivas de desenvolvimento industrial
Carmem Feijó (UFF)
Esther Dweck (IE/UFRJ)
José Eduardo Cassiolato (IE/UFRJ)

DIA 10 DE AGOSTO
10h-12h30 
Vocações do Brasil e a questão industrial
André Furtado (DPCT/Unicamp)
Reinaldo Guimarães (NUBEA/UFRJ)
Paulo Cesar Smith Metri (CREA-RJ/Clube de Engenharia)
Marcio Nobre Migon (BNDES)

 

14h – 16h
Políticas de Inovação para a indústria 4.0
David Kupfer (IE/UFRJ)
Eduardo da Motta Albuquerque (CEDEPLAR/UFMG)
Jorge Saba Arbache Filho (UnB / Secretaria de Assuntos Internacionais – Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão)

16h15- 17h15 Conferência de Encerramento
As mudanças da geopolítica mundial e as estratégias brasileiras
Embaixador Celso Amorim

17h15
Exibição do filme
“Livre pensar — cinebiografia de Maria da Conceição Tavares”, de José Mariani, em presença do diretor.

O congresso é gratuito. A inscrição é obrigatória: 

http://centrocelsofurtado.org.br/interna.php?ID_S=140

“GÊNIOS DA PELOTA” (PARTE II), POR RICARDO BENZAQUEN

 

*Créditos da Imagem: “Romário, Copa 1994” de Rubens Gerchman

“Arte e Ofício” (Parte II)

De que forma, então, é possível impedir esta degeneração da confiança?

  Através, precisamente, da enfatização daquele controle, daquela contenção que o uso da máscara implica em desafiar. Lembremo-nos que, para controlar o abatimento e promover a confiança, os jogadores devem lançar mão de um recurso de caráter cognitivo, a autocrítica. Da mesma maneira, para conter a confiança em limites aceitáveis, e impedir o aparecimento da máscara, deve-se empregar uma outra categoria, a autodisciplina.

    O jogador precisa, então, fortalecer de todas as maneiras o seu autocontrole, ter o máximo de confiança em si mesmo, mas tomando todo o cuidado para evitar que esta autoconfiança o leve a pretender humilhar seus adversários, assumindo uma postura hierárquica em um contexto em que ela não é permitida. Na verdade, se a autodisciplina tiver sucesso em controlar a confiança, a personalidade ideal do jogador será marcada por um quarto sentimento, a humildade. Esta vai, exatamente, implicar no privilégio de todos os valores negados pela máscara, constituindo, juntamente com a autoconfiança, uma dupla de sentimentos altamente valorizada pelos jogadores. Em função da humildade, por mais autoconfiança que tenha em seu talento, o jogador irá sempre tratar seus companheiros e adversários como iguais, respeitando as variações e a imprevisibilidade, as surpresas que o desempenho pode encerrar.

Continue lendo ““GÊNIOS DA PELOTA” (PARTE II), POR RICARDO BENZAQUEN”

“GÊNIOS DA PELOTA” (PARTE I), POR RICARDO BENZAQUEN

      O Blog da BVPS tem o prazer de publicar, de forma inédita, parte da dissertação de mestrado de Ricardo Benzaquen de Araújo, defendida em 1980 no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ) com banca composta por Gilberto Velho, orientador, Rubem Cesar Fernandes e José Sergio Leite Lopes. O momento, aliás, não poderia ser mais apropriado. Quando a Copa do Mundo de futebol chega a suas fases decisivas, a pioneira pesquisa “Os Gênios da Pelota: um estudo do futebol como profissão” comprova sua atualidade, nos oferecendo um olhar complexo e sofisticado sobre o jogo e suas estrelas, os jogadores. Paparicados, firulentos, cai-cai são, ao mesmo tempo, responsáveis por cenas de beleza e genialidade do futebol.

    Em “Os Gênios da Pelota” Ricardo Benzaquen segue as pistas das representações em torno do futebol sustentadas pelos discursos dos próprios jogadores, colhidas principalmente por meio de entrevistas realizadas pelo autor. Através delas discute temas que não saem de pauta – para usar um jargão dos jornalistas, parte fundamental desse “mundo” –, revelando a complexidade das situações vividas. Como, ademais, viria ser a marca de sua obra, neste trabalho as polarizações não seguem a lógica dualista, mas ora se tensionam ora se complementam. Basta observar os títulos– sempre marcantes, aliás, – dos capítulos um e dois: “Cálculo e Prazer” e “Arte e Ofício”. No primeiro, Benzaquen observa as razões que levaram os jogadores entrevistados a optar pelo futebol como profissão, destacando, principalmente, a chance de enriquecimento e de auto-realização que ele parece trazer. No segundo capítulo, que publicamos agora no Blog, foram levantadas as categorias básicas para se ter sucesso na profissão de futebolista, especificamente o talento, e uma certa personalidade, baseada na ideia de autocontrole. O jogador com talento, observa Benzaquen, não é dono simplesmente de um dom natural, mas é fruto de um equilíbrio frágil, embora poderoso, entre a diferenciação de funções exercidas por todos os jogadores em um time e o desempenho específico que o torna único. Já o terceiro e último capítulo, “O lado escuro”, analisa principalmente as relações conturbadas dos jogadores com os dirigentes de seus clubes, baseadas em fórmulas paternalistas que só poderiam ser eliminadas, segundo os entrevistados, pela atividade sindical.

          Gostaríamos de agradecer a Alice Miceli e Carolina Miceli por autorizarem a publicação deste texto.

          Dividimos a publicação do capítulo “Arte e Ofício” em duas partes. Na sexta-feira, dia 6 de julho, publicaremos a segunda.

           Uma ótima leitura a todos e a todas!


* Créditos da Imagem: “Pelé” (1997) de Rubens Gerchman

“Arte e Ofício”

Minha maior preocupação, no capítulo anterior, foi a de tentar definir e isolar, no discurso dos jogadores, o que procurei caracterizar como sendo um projeto individualista. Este projeto, que parece incluir tanto a vertente “quantitativa” quanto a “qualitativa” do individualismo, vai dar conta das razões que levaram meus entrevistados a escolher o futebol como profissão.

Ele faz, inclusive, com que estes se diferenciem dos outros jogadores, que são acusados de terem entrado “cegamente” no futebol, sem qualquer cálculo das vantagens que a carreira poderia trazer, sem qualquer projeto. Discutidas as razões que levaram os entrevistados à sua opção profissional, meu interesse básico, neste segundo capítulo, consistirá em tentar descobrir quais as “qualidades” que um jogador deverá possuir para que tenha condições de alcançar o “sucesso” na sua carreira.

Continue lendo ““GÊNIOS DA PELOTA” (PARTE I), POR RICARDO BENZAQUEN”

PALESTRA “VANGUARDA, POLÍTICA E AUTONOMIA DA ARTE NO RIO DE JANEIRO (2013-2018)”, POR SABRINA PARRACHO (UFRRJ)

O Blog da BVPS convida para a palestra “Vanguarda, política e autonomia da arte no Rio de Janeiro (2013-2018)” a ser proferida pela Profa. Sabrina Parracho (UFRRJ), no dia 5 de julho de 2018, quinta-feira, às 17 horas, no IFCS/UFRJ. O evento é organizado pelo NEPS – Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (UFRJ/UFF) .

Endereço: Largo de São Francisco de Paula, 01/sala “Amarela” no conjunto 109 (térreo) – Centro – Rio de Janeiro (estações Carioca ou Uruguaiana do Metrô).

Abaixo o resumo da comunicação:

Esta comunicação procura discutir a relação entre museus e vanguarda, a partir de práticas de inovação e de sua crítica. como Andreas Huyssen e Peter Berger mostraram, o projeto da vanguarda, ao relacionar arte e vida, uma vez inserido nos museus, deu forma a novas práticas sociais. A proeminência dos curadores, a ênfase na fundação de centros culturais e as políticas educativas nas instituições museais são algumas das consequências atribuídas a uma série de exposições que abrigaram a vanguarda. Em anos recentes, embora muitos tenham proclamado o fim da vanguarda e a dissolução de sua efetividade, a crítica política vem sendo retomada pelos trabalhos de jovens artistas.

Desde 2013, o Brasil tem passado pelo que tem sido diagnosticado como uma intensa crise política que vem impactando as práticas artísticas. Esta comunicação procura, portanto, discutir os recentes movimentos constituídos na cidade do Rio de Janeiro. Movimentos que têm construído uma narrativa em que performances e instalações de arte ganham espaço dentro e fora das instituições como formas de ação política. Coletivos, artivismo e crítica institucional são algumas das nivas formas de ação que desafiam os limites da vanguarda e turvam as fronteiras entre arte e esfera pública. Assim, este paper procura entender como novos arranjos institucionais têm surgido na cidade, alterando não só o cenário urbano, mas também as instituições tradicionais, obrigadas a reagir.

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