BVPS Agenda | Seminário “1926: o ano que não terminou”

Na próxima sexta-feira, dia 19 de junho, às 14h, a Casa de Rui Barbosa (rua São Clemente, 134, Botafogo – RJ) discute duas obras centenárias do pensamento brasileiro. O seminário 1926: o ano que não terminou reúne pesquisadores em torno do Manifesto Regionalista, de Gilberto Freyre, e de O Ocaso do Império, de Oliveira Vianna. dois textos que completam cem anos e continuam a orientar o debate sobre a formação do Brasil. O encontro acontece na Sala de Cursos da instituição, com entrada franca.

O título do seminário toma 1926 como um ano em que se concentraram interpretações sobre região, nação e identidade que permanecem ativas na cultura política brasileira. A proposta é reler essas formulações a partir das questões do presente, examinando o que nelas envelheceu e o que ainda informa as disputas atuais. A organização é de Christian Lynch, pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Confira a programação abaixo.

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BVPS | International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done?


The BVPS Blog publishes today the third post of the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, which invited Brazilian and international specialists, drawing from three major areas of the social sciences — social theory, the sociology of work, and Brazilian social and political thought — to answer four questions around the intricate relationships between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses will be published in batches every Wednesday. By clicking here you can read the other publications from the symposium.

Today’s contributors are:

Heloisa Starling is a historian and full professor at the Federal University of Minas Gerais (UFMG). Her work focuses on the political history of Brazil, republicanism, democracy, and authoritarianism. She is the author of, among other works, Os senhores das Gerais, Lembranças do Brasil, and Ser republicano no Brasil Colônia, as well as co-author of Brasil: uma biografia, with Lilia Schwarcz.

Elísio Estanque is a professor and researcher at the Centre for Social Studies at the University of Coimbra, in Portugal. His research covers labor, social inequalities, social movements, trade unionism, and labor precarity. He is the author of, among other works, Classes médias e lutas sociais and Precariado, juventude e trabalho.

Josué Pereira da Silva is a professor at the State University of Campinas (Unicamp). He works on social theory, inequalities, citizenship, recognition, and contemporary social thought. He is the author of, among other works, Trabalho, cidadania e reconhecimento and numerous studies on the reception of critical theory and theories of recognition in Brazil.

Ricardo Festi is a professor in the Department of Sociology at the University of Brasília (UnB). His work is dedicated to the sociology of labor, the history of the social sciences, and social theory, with particular attention to the intellectual relations between Brazil and France. He is the author of, among other works, As origens da sociologia do trabalho: percursos cruzados entre Brasil e França.

The international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done? is organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor of the BVPS Blog), and has the editorial assistance of Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

See below!

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BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?

O Blog da BVPS publica hoje o terceiro post do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Clicando aqui você pode ler as demais publicações do simpósio.

Hoje teremos como convidadas/os:

Heloisa Starling é historiadora e professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Dedica-se aos estudos sobre história política do Brasil, republicanismo, democracia e autoritarismo. É autora, entre outros, de Os senhores das Gerais, Lembranças do Brasil e Ser republicano no Brasil Colônia, além de coautora de Brasil: uma biografia, com Lilia Schwarcz.

Elísio Estanque é professor e pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Desenvolve pesquisas sobre trabalho, desigualdades sociais, movimentos sociais, sindicalismo e precariedade laboral. É autor, entre outros, de Classes médias e lutas sociais e Precariado, juventude e trabalho.

Josué Pereira da Silva é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha com teoria social, desigualdades, cidadania, reconhecimento e pensamento social contemporâneo. É autor, entre outros, de Trabalho, cidadania e reconhecimento e de diversos estudos sobre a recepção da teoria crítica e das teorias do reconhecimento no Brasil.

Ricardo Festi é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). Dedica-se à sociologia do trabalho, história das ciências sociais e teoria social, com especial atenção às relações intelectuais entre Brasil e França. É autor, entre outros, de As origens da sociologia do trabalho: percursos cruzados entre Brasil e França.

O simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? é organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

Boa leitura!

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Homenagem | Telê Ancona Lopez

Republicamos hoje a entrevista concedida por Telê Ancona Lopez à BVPS em 2023, no contexto das comemorações pelos 130 anos de Mário de Andrade. Abaixo, veja a nota assinada por André Botelho em nome da BVPS.

Estávamos saindo do lançamento de Nordestes: Diário de viagem (1928-1929), de Mário de Andrade ontem à noite, quando recebi a notícia do falecimento da Profa. Telê Ancona Lopez. Foi um golpe duro, porque, naturalmente, falamos sobre ela e a importância do seu trabalho na modelagem da obra de Mário de Andrade. Ramais e Caminho (1972), em particular, permanecerá sempre com um dos melhores exemplos, para mim, de como ler um texto. “O movimento de Mário nasce de sua contradição”, a Profa. Telê condensa de modo agudo em poucas palavras, que adotamos como epígrafe de O modernismo como movimento cultural (2022).

A interminável Presidente Dutra nunca foi motivo de distância da Profa. Telê sobre tudo o que fiz sobre Mário. Para recorrer a uma das suas percepções geniais sobre Mário, aí tambem era possível “desgeografizar” relações. Generosa, ela também encurtava as distâncias, sempre com uma mensagem atenciosa sobre nossas incursões. Imensa gratidão em meu nome e no do meu grupo de pesquisas. Como um gesto singelo de homenagem, a BVPS republica a entrevista que fizemos, Maurício Hoelz e eu, com a já saudosa mestra e guia de tantos ramais que não desviam do caminho.

André Botelho

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (12 de janeiro)   


Esta é uma crônica de saudade. Talvez a primeira desse tipo, desde o inicio da jornada de Mário de Andrade ao Nordeste. E o motivo é o cantador de cocos Chico Antonio, que, agora partido, faz a tarde cair numa tristura que machuca. “Adeus sala! Adeus cadêra! Adeus piano de tocá!”. Nada o havia preenchido de tanta falta. Uma das páginas mais melancólicas de O Turista Aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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Telê Ancona Lopez

É com muito pesar que informamos o falecimento de Telê Ancona Lopez, uma das maiores estudiosas e especialistas nas obras de Mário de Andrade e figura central sobre os estudos do modernismo brasileiro.

Professora emérita do IEB-USP, se formou em Letras na USP, onde realizou seu mestrado e doutorado na FFLCH-USP. Discípula de Antonio Candido, Telê construiu uma trajetória singular, inteiramente dedicada à pesquisa, à edição crítica, à formação de arquivos literários e à preservação da obra de Mário de Andrade. Suas edições críticas de obras como Macunaíma e O Turista Aprendiz tornaram-se referência incontornável para quem se debruça sobre o modernismo brasileiro.

Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos de Telê, que fará muita falta e deixará muita saudade. Seu velório acontecerá amanhã, dia 16 de junho, das 9h às 12h no Funeral House Pacaembu (Avenida Pacaembu, 1396).

Confira abaixo nota de pesar do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. 

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

“Uma topologia cruel: religiosidade, hermenêutica e finitude” é o quinto texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares, publicado originalmente em 1986, na revista Religião e Sociedade, e republicado em 1994 no livro O Rigor da indisciplina.

A partir de uma experiência pessoal de perda, Luiz Eduardo Soares analisa a hermenêutica como uma prática que atravessa a narrativa, a memória, a teoria e o comportamento inconsciente do cotidiano. Ao acompanhar os esforços humanos para atribuir sentido à ausência e à finitude, o autor questiona as fronteiras entre reflexão intelectual e experiência comum e transforma seu próprio texto em laboratório de investigação, submetendo a interpretação aos mesmos limites e paradoxos que procura compreender.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | A euforia da mediação: Davi Kopenawa e Bruce Albert

Na edição de junho de Crônicas de um brasilianista do Sul, coluna assinada por Mario Cámara (UBA), nosso colaborador parte de sua experiência como tradutor de Davi Kopenawa para refletir sobre uma transformação nos modos contemporâneos de ler e escrever literatura: a crescente valorização da voz de quem enuncia; sua origem, trajetória e lugar de fala. Cámara, entretanto, levanta um porém. Em tempos que tendem a privilegiar a autenticidade da experiência sobre a elaboração estética, e em diálogo com Bruce Albert, Roland Barthes e a obra de Kopenawa, o autor argumenta que a verdade de uma voz não existe sem o trabalho da forma, e que a voz, em literatura, está sempre escrita.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul. A coluna conta com acessoria editorial de Onildo Correa (PPGSA/UFRJ).

Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Nordestes: Diário de viagem (1928-1929), de Mário de Andrade “, organizado por André Botelho e Onildo Correa

Na próxima segunda-feira, dia 15 de junho, às 17h, acontecerá o lançamento no Rio de Janeiro do livro Nordestes: Diário de viagem (1928-1929), de Mário de Andrade de organização de André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGS/UFRJ) e publicado pela editora Casa Matinas.

O evento será no Centro de Letras e Artes da Unirio (Avenida Pasteur, 436, bloco III, sala 401) e contará com um debate entre André Botelho (UFRJ), Rodrigo Jorge Ribeiro Neves (UFF) e Lúcia Ricotta (Unirio).

A edição preserva a grafia original das crônicas que o escritor modernista publicou durante viagem ao Nordeste – que ele revela plural, repleto de matizes e ambivalências. Os organizadores coordenaram a publicação dos setenta relatos de Mário de Andrade na BVPS, reconstituindo cuidadosamente a linguagem adotada pelo autor, em retorno “tanto aos conteúdos quanto às formas dessas crônicas, uma vez que as formas estéticas de linguagem e de expressão popular estão longe de serem triviais no projeto de Mário de Andrade.” Essas crônicas são reunidas no volume que pode ser encontrado aqui.

Leia Mário no original!

Sociológicas | Descobrindo os labirintos das plantações paulistas, por Maria Moraes

Estreamos hoje a participação de Maria Moraes (UFSCar) na série Sociológicas! Uma das mais importantes pesquisadoras do trabalho rural no Brasil, a socióloga nos acompanhará em nove episódios quinzenais pelos labirintos das plantações paulistas – como o título desta abertura bem anuncia –, desconstruindo as imagens triunfalistas do agronegócio. Neles, ela realiza uma leitura a contrapelo da história agrária brasileira para revelar, nas camadas ocultas sob os discursos do progresso e da modernização, as paisagens invisibilizadas do mundo do trabalho, sobretudo no que diz respeito à participação feminina.

Pesquisadora do mundo rural há mais de quatro décadas, Maria Moraes dedicou-se às transformações do trabalho nas terras paulistas, às reestruturações produtivas, à concentração da propriedade da terra, às migrações e ao avanço de grandes grupos econômicos nacionais e internacionais. Laureada com o Prêmio Érico Vannucci Mendes em 2005 e com o Prêmio de Excelência Acadêmica Antonio Flávio Pierucci em Sociologia, conferido pela ANPOCS em 2024, é autora de obras fundamentais como Errantes do Fim do Século (1999) e A luta pela terra: experiência e memória (2004). Após passagem por cursos de pós-graduação de diversas instituições, atua desde 2007 como professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Ela, e nós da BVPS, esperamos que estas reflexões possam contribuir para provocar outras e novas formas de ver as vidas, os corpos e as resistências de quem sustenta o país por baixo do mar de cana.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica. A série conta com a assessoria editorial de Onildo Correa (PPGSA/UFRJ).

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Para ler Grande sertão: veredas”, de Italo Moriconi

Na próxima quinta-feira, dia 11 de junho, às 19h, ocorrerá o lançamento do livro Para ler Grande sertão: veredas de Italo Moriconi. O evento será na Livraria da Travessa de Ipanema (rua Visconde de Pirajá, 572 – Rio de Janeiro).

Modos e repertórios de leitura do clássico Grande sertão: veredas de Guimarães Rosa são o tema do novo livro do crítico: Para ler Grande sertão: veredas. O título inicia a coleção Para ler da editora Autêntica, em que críticos farão leituras de grandes clássicos da literatura brasileira.

Relembre a coluna de Italo na BVPS, Cenas de escrita para um diário íntimo, clicando aqui.

BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?

O Blog da BVPS publica hoje o segundo post do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Clicando aqui você pode ler a apresentação assinada pelos organizadores e a primeira rodada de respostas.

Hoje teremos como convidadas/os:

Kehinde Andrews, professor de Black Studies na Birmingham City University, no Reino Unido. Primeiro professor de Black Studies do Reino Unido, liderou a criação do primeiro programa de Black Studies da Europa. Dedica-se ao estudo do radicalismo negro e da resistência ao racismo. Autor, entre outros, de Back to Black: Retelling Black Radicalism for the 21st Century e The New Age of Empire.

Graça Druck, professora titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Dedica-se à pesquisa sobre precarização social do trabalho, terceirização e reestruturação produtiva. Autora, entre outros, de A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização e Trabalho, Precarização e Resistências.

Frédéric Vandenberghe, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trabalha com teoria social, teoria sociológica e filosofia das ciências sociais. Autor, entre outros, de A Philosophical History of German Sociology e What’s Critical about Critical Realism?

Diogo Valença Azevedo da Costa, professor Titular da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Realizou estágios pós-doutorais no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e no Centro de Estudos Africanos da Universidade de Basileia. Participou como organizador e autor de capítulos do livro Florestan Fernandes: trajetória, memórias e dilemas do Brasil.

O simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? é organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

Boa leitura!

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BVPS | International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done?


The BVPS Blog publishes today the second post of the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, which invited Brazilian and international specialists, drawing from three major areas of the social sciences — social theory, the sociology of work, and Brazilian social and political thought — to answer four questions around the intricate relationships between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses will be published in batches every Wednesday. By clicking here you can read the introduction signed by the organizers and the first round of responses.

Today’s contributors are:

Kehinde Andrews, Professor of Black Studies at Birmingham City University, UK. The first Black Studies professor in the United Kingdom, he led the creation of the first Black Studies program in Europe. His research focuses on Black radicalism and resistance to racism. Author of, among others, Back to Black: Retelling Black Radicalism for the 21st Century and The New Age of Empire.

Graça Druck, Full Professor in the Department of Sociology at the Federal University of Bahia (UFBA). Her research focuses on the social precariousness of labor, outsourcing, and productive restructuring. Author of, among others, A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização and Trabalho, Precarização e Resistências.

Frédéric Vandenberghe, Professor at Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). His work spans social theory, sociological theory, and the philosophy of the social sciences. Author of, among others, A Philosophical History of German Sociology and What’s Critical about Critical Realism?

Diogo Valença Azevedo da Costa, Full Professor at the Federal University of Recôncavo da Bahia (UFRB). He completed postdoctoral fellowships at the Graduate Program in Sociology at the Federal University of Pernambuco and at the Centre for African Studies at the University of Basel. He participated as an organizer and author of chapters in the book Florestan Fernandes’ Critical Sociology: A Social Theory of Brazil and Latin America.

The international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done? is organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor of the BVPS Blog), and has the editorial assistance of Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

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BVPS Agenda | Coleção “O Brasil não é longe daqui”, coordenada por André Botelho

O Brasil não é longe daqui: a formação da sociedade e os projetos para o Brasil; comunicações plurais entre presente, passado e futuro; o contemporâneo e as interpretações do Brasil.

Nova coleção coordenada por André Botelho (UFRJ e BVPS) reforça, por dentro da agenda de pesquisa do pensamento social e político e da literatura brasileira, a proposta da editora Casa Matinas de valorização de “livros imperecíveis” e edições ambientalmente sustentáveis com impressão sob demanda. O nome da coleção homenageia o clássico contemporâneo de Flora Süssekind, O Brasil não é longe daqui: o narrador, a viagem (1990).

Nordestes: Diário de viagem (1928-1929), de Mário de Andrade, que será lançado dia 15 de junho, às 17h, na Unirio (Rio de Janeiro), abre a coleção que em breve trará novos instigantes títulos.

Acompanhem!

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   


Em Bom Jardim, Mário de Andrade dedica nova crônica a uma de suas grandes descobertas de viagem: Chico Antonio. Assim como no texto anterior, o escritor está fascinado pelo coqueiro potiguar. Descreve a multidão, a força de sua voz, a singularidade da tontura de seus versos. Para Mário, Chico Antonio é único, um homem de voz incomparável e olhos maravilhosos. Chega a ser encantador ler seu encanto.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

Trazemos hoje o quarto texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares, “Os Impasses da Teoria da Cultura e a Precariedade da Ordem Social”, publicado em 1984 na série Cadernos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (Unicamp).

Revisitando um debate aparentemente superado, Luiz Eduardo Soares reconstrói os caminhos que aproximaram as ciências sociais da linguística e da filosofia da linguagem, trazendo à tona os pressupostos estruturalistas que orientaram grande parte da reflexão sobre a cultura no século XX. Mas é justamente nos limites desse paradigma que emerge a questão fundamental do ensaio: como é possível o ato não determinado estruturalmente? Ao recuperar o problema da indeterminação da subjetividade, o autor recoloca em cena a precariedade da ordem social, como uma característica constitutiva de sua formação.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Ressurgências | Carmen Lucia da Silva e a ressurgência do povo Xetá, por Alcida Rita Ramos e Francisco Sarmento

A coluna Ressurgências, assinada por Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (Clã yãâhi di’ipeé, KAAPI), presta homenagem à antropóloga Carmen Lucia da Silva, falecida em 26 de maio deste ano, cuja trajetória se confunde com a própria ressurgência do povo Xetá.

Em um texto marcado pela admiração, Alcida Rita Ramos recupera o trabalho da pesquisadora que reuniu sobreviventes dispersos após décadas de extermínio e desterro, contribuindo para torná-los uma Fênix dos tempos modernos. Carmen Lucia da Silva foi sua orientanda de doutorado, e Alcida teve o privilégio de acompanhar o nascimento da tese Em busca da sociedade perdida, que revelou o exercício espetacular de memória coletiva do povo Xetá, declarado extinto em 1964. A homenagem é ainda uma reflexão sobre o poder da etnologia e da persistência indígena diante de sucessivas tentativas de apagamento.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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As ciências sociais e humanas no mundo apocalíptico das (ultra)direitas, por Gustavo Lins Ribeiro

Publicamos hoje, simultaneamente em português e espanhol, ensaio de Gustavo Lins Ribeiro, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, sobre uma ameaça que se constrói de maneira silenciosa e tem as ciências sociais e humanas como alvo prioritário.

Ribeiro traça um marcante paralelo entre a perseguição à intelectualidade europeia no período do nazi-fascismo e o que chama de “tecno-oligarquia” contemporânea – representada pela aliança entre Silicon Valley e extrema direita –, em que esta opera por meios mais discretos: cortes de financiamento, campanhas de desprestígio e manipulação algorítmica. Apoiando-se no pesquisador ucraniano Anton Shejovtsov, o autor identifica no projeto desta tecno extrema direita um esforço sistemático de tornar obsoletas as artes, as humanidades e a consciência histórica, que são obstáculos indesejáveis para quem ambiciona um mundo autoritário. Se Shejovtsov está certo ao afirmar que o humanismo é “a base mais evidente e coerente de toda resistência” a esse projeto, então defender as ciências sociais se torna uma necessidade política. Afinal, a quem interessa o fim da intelligentsia crítica?

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro”, de Nísia Trindade Lima

O livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, chega às livrarias em breve com uma série de lançamentos e eventos pelo Brasil.

Ainda há tempo reconstrói, a partir de dentro, uma das crises mais graves da história recente do Brasil. Nísia Trindade Lima percorre os fundamentos do SUS e sua trajetória pessoal na Fiocruz até chegar ao epicentro da pandemia, quando, primeira mulher a presidir a centenária instituição, teve papel decisivo na vacinação do país. Mas, a história não acabou. Coube à Nísia, mais uma vez como primeira mulher titular da pasta, reorganizar inteiramente o Ministério da Saúde abatido e desestruturado pelas políticas negacionistas e autoritárias do governo anterior. Com olhar de socióloga e sanitarista, a autora investiga como o vírus expôs as desigualdades estruturais do país e analisa de que forma instituições, governos e indivíduos responderam ou falharam em responder a uma das maiores crises do século XXI. Coragem e cuidado foram recursos inestimáveis para defender a ciência contra o obscurantismo e liderar a produção nacional da vacina contra a Covid-19. Coragem e cuidado são ainda o principal capital social para a defesa do SUS, da saúde pública e da democracia no Brasil.

O lançamento de estreia será em 22 de junho, às 15h, na Capela Ecumênica da Uerj (Rio de Janeiro), onde a autora será recebida pela reitora e professora Gulnar Azevedo para uma conversa com André Botelho (UFRJ) e Ronaldo Oliveira (UERJ).

Confira abaixo a orelha do livro escrita pelas referências na área da saúde Drauzio Varella e Margareth Dalcomo e as demais datas de lançamento.

Salve na sua agenda!

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BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?

O Blog da BVPS publica hoje o primeiro post do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, organizado por Fabrício Maciel (UFF)e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e que conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

O simpósio convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Clicando aqui você pode ler a apresentação assinada pelos organizadores.

Hoje teremos como convidadas/os:

Raewyn Connell, professora emérita da University of Sydney. Uma das principais referências internacionais nos estudos de gênero e masculinidades. Autora de diversos livros, publicou, entre eles, Masculinities e Southern Theory: The Global Dynamics of Knowledge in Social Science.

Camila Rocha, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Dedica-se ao estudo da nova direita, das redes digitais e da política contemporânea no Brasil. Autora, entre outros, de Menos Marx, Mais Mises: O liberalismo e a nova direita no Brasil.

José Maurício Domingues, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Desenvolve pesquisas nas áreas de teoria social, modernidade e pensamento social latino-americano. Autor, entre outros, de Teoria Crítica e (Semi)Periferia e Political Modernity and Social Theory.

Jorge Chaloub, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do pensamento político e social brasileiro. Dedica-se ao estudo do liberalismo, das direitas e da história intelectual no Brasil. Autor, entre outros, de Interpretações contemporâneas do Brasil e Os tempos e discursos da direita latino-americana (org.).

Boa leitura!

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