ENCONTRO “DESENVOLVIMENTISMO E TRAJETÓRIAS DE PESQUISA” (NEPS/UFF/UFRJ)

 

 

 

 

 

O Blog da BVPS convida para o Encontro “Desenvolvimentismo e Trajetórias de Pesquisa” organizado pelo “Núcleo de Pensamento Social e Estudos Comparados” (NEPS/UFF/UFRJ), com apoio do Departamento de Sociologia da UFF. Integrarão o Encontro o Prof. Alexandre Barbosa (IEB/USP), que proferirá a palestra “Rômulo Almeida e os intelectuais orgânicos do Estado” e Rosa Freire D`Aguiar (CENTRO CELSO FURTADO) que proferirá a palestra “Os Arquivos de Celso Furtado”. O evento ocorrerá no dia 19 de setembro às 15 horas na sala 309 do Bloco O do Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Alexandre Barbosa (IEB/USP) possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1991), mestrado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2003). É Professor Livre-Docente de História Econômica e Economia Brasileira/Internacional do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) e participa do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da USP. Tem se dedicado a pesquisas sobre o mercado de trabalho e desigualdade no Brasil; o pensamento e a prática do desenvolvimento na história brasileira, especialmente a partir da contribuição do economista Rômulo Almeida; e a inserção externa da economia brasileira, com foco nos impactos trazidos pela China e no potencial das relações Sul-Sul.

Rosa Freire D`Aguiar é jornalista. Nos anos 70 e 80 foi correspondente em Paris das revistas Manchete e IstoÉ. Desde 1986 trabalha no mercado editorial, como tradutora e editora. Recebeu o prêmio Jabuti de tradução e o União Latina de Tradução Científica; criou e edita a coleção Arquivos Celso Furtado. É presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado.

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

 

“RUPTURA E TRADIÇÃO: UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS. ENTREVISTA COM SILVIANO SANTIAGO”

Foto de Cláudio Nadalin

Ruptura e tradição: Uma literatura nos trópicos 40 anos

Entrevista com Silviano Santiago

Por Andre Bittencourt (COC/Fiocruz) e Maurício Hoelz (UFRJ)

A entrevista inédita com Silviano Santiago que agora apresentamos ao leitor foi realizada por e-mail como parte das comemorações que dão origem ao seminário “Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” (UFRJ/UNICAMP/UFMG). Nela, Silviano nos oferece um rico relato das circunstâncias de publicação e recepção da obra, e também de suas interlocuções, tanto nos meios intelectuais quanto artísticos. Podemos lê-la, assim, como uma espécie de behind the scenes do livro. Nesse sentido, acompanham a entrevista dois raros ensaios que constariam em uma primeira versão do livro (que se chamaria originalmente Ruptura e tradição): A Palavra de Deus, publicado na revista Barroco em 1971, e Iracema: Alegoria e palavra, originalmente publicado na Luso-Brazilian Review em 1965. Completa o material o contrato assinado da obra que nunca chegou a existir. Todos esses documentos foram gentilmente cedidos pelo próprio Silviano Santiago, a quem reiteramos nossos agradecimentos aqui.

Continue lendo ““RUPTURA E TRADIÇÃO: UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS. ENTREVISTA COM SILVIANO SANTIAGO””

EXPOSIÇÃO “HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS” (MASP/INSTITUTO TOMIE OHTAKE)

O Blog da BVPS convida para a exposição conjunta “Histórias Afro-Atlânticas” em cartaz até o dia 21 de outubro de 2018 no MASP e Instituto Tomie Ohtakie. Abaixo um texto produzido pelos curadores da exposição Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo.

HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS

Histórias afro-atlânticas apresenta uma seleção de 450 trabalhos de 214 artistas, do século 16 ao 21, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe, e também a Europa, para usar a famosa expressão do etnólogo, fotógrafo e babalaô franco-baiano Pierre Verger.

O Brasil é um território central nas histórias afro-atlânticas, pois recebeu aproximadamente 46% dos cerca de 12 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente neste lado do Atlântico, ao longo de mais de 300 anos. Também foi o último país a abolir a escravidão mercantil com a Lei Áurea de 1888, que perversamente não previu um projeto de integração social, perpetuando até hoje desigualdades econômicas, políticas e raciais. Por outro lado, o protagonismo brasileiro nessas histórias fez com que aqui se desenvolvesse uma rica e profunda presença das culturas africanas.

Histórias afro-atlânticas parte do desejo e da necessidade de traçar paralelos, fricções e diálogos entre a cultura visual dos territórios afro-atlânticos—suas vivências, criações, cultos e filosofias— nas Américas e no Caribe. O chamado Atlântico Negro, na expressão de Paul Gilroy, é uma geografia sem fronteiras precisas, um campo fluído, em que experiências africanas penetram, ocupam e invadem outras nações, territórios e culturas.

É importante levar em conta a noção plural e polifônica de “histórias”; esse termo que em português (diferentemente do inglês) abrange tanto a ficção como a não ficção, as narrativas pessoais, políticas, econômicas, culturais e mitológicas. Nossas histórias possuem uma qualidade processual, aberta e especulativa, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas tradicionais. Nesse sentido, a exposição não se propõe a esgotar um assunto tão extenso e complexo, mas antes a incitar novos debates e questionamentos, para que as histórias afro-atlânticas sejam reconsideradas, revistas e reescritas.

A exposição não segue um ordenamento cronológico ou geográfico, sendo dividida em oito núcleos que tencionam diferentes temporalidades, territórios e suportes, nas duas instituições que coorganizam o projeto. No Instituto Tomie Ohtake: EMANCIPAÇÕES e RESISTÊNCIAS E ATIVISMOS. No MASP: MAPAS E MARGENS, COTIDIANOS, RITOS E RITMOS e RETRATOS (no primeiro andar), MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS (no primeiro subsolo) e ROTAS E TRANSES: ÁFRICAS, JAMAICA E BAHIA (no segundo subsolo).

No MASP, a mostra contextualiza-se dentro de um ano de exposições, palestras, cursos, oficinas, publicações e programações de filmes em torno das histórias afro-atlânticas. O programa iniciou-se com as individuais de Maria Auxiliadora, Aleijadinho e Emanoel Araujo e se completará com as de Melvin Edwards, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Lucia Laguna e Pedro Figari. Parte integrante desse projeto é a Antologia que reúne em livro textos de 44 autores, resultado de dois seminários realizados em 2016 e 2017. Desse modo, o museu se transforma, ele mesmo, em uma plataforma múltipla e diversa, plural e polifônica.

Abaixo um vídeo sobre a exposição:

Um abraço a todas e todos,
Equipe BVPS

 

SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE II

Dando sequência à série de ações de promoção do seminário Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago, a Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) divulga, neste segundo post, duas outras homenagens aos 40 anos da obra: o vídeo-homenagem apresentado em Seminário na PUC-Rio e a edição especial de maio do Suplemento Pernambuco. A BVPS agradece à Eneida Leal Cunha e a Schneider Carppegiani e Cepe Editora a possibilidade de divulgar o vídeo e o dossiê, respectivamente.

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

capa SP

SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE I

A Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) tem a alegria de convidar para o seminário “Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago.

O seminário é promovido pelo Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social do PPGSA/IFCS/UFRJ (NEPS – UFRJ/UFF), pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Unicamp, pela Faculdade de Letras da UFMG e pela BVPS. Tem curadoria de André Botelho, Mariana Chaguri, Maurício Hoelz e Roberto Said. Serão três dias reunindo especialistas em cultura, pensamento social e literatura brasileira e latino-americana, cada dia em uma instituição parceira: dia 11 de setembro no IFCS/UFRJ, no Rio de Janeiro, dia 12 no IFCH/Unicamp, Campinas, e dia 13 na FL/UFMG, Belo Horizonte.

Neste primeiro post divulgamos a programação completa do seminário no cartaz de autoria de Gloria Afflalo, da a+a design e produção, e também o poema-montagem sobre o ensaio “O entre-lugar do discurso latino-americano” de Silviano Santiago, de autoria de Lucas van Hombeeck, que é mestrando em sociologia no PPGSA/IFCS/UFRJ, poeta e membro do coletivo Oficina Experimental de Poesia.

Nos próximos posts divulgaremos entrevista inédita com Silviano Santiago, simpósio sobre o livro comemorado com os participantes do seminário, entre outros. Aguardem! E desde já anotem as datas dos eventos em suas cidades! Até lá!

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

Nesse lugar aparentemente vazio &
manual p/ exercício de corte [mashup]

Por Lucas van Hombeeck

poema-montagem sobre ensaio de Silviano Santiago

 

entre o sacrifício e o jogo entre
a prisão e a transgressão entre a submissão
ao código e a agressão entre a obediência e a rebelião
entre a assimilação e a expressão entre falar, escrever, dizer falar
contra, escrever contra escreve aí a maior contribuição da américa dois
dólares vinte e sete centavos uma língua não
porque seja minha mas porque é meu
jeito de ganhar dinheiro comer
e dormir vida
madura em que o podre
                                       aguça
o fruto:

je voudrais un château saignant
ou

quisiera un castillo sangriento
ou

ai q sdds q eu tenho da aurora da minha vidx

língua
l/íngua essa droga de língua
ácida e acrílica florestas de
pedra abotoadas pelas águas
como músculos molhando a noite
longe da argamassa plástica perto
dos paralepípedos
mas

se você tem uma ideia incrível
é melhor fazer uma canção

> essa droga de amor machuca demais.mp3

A originalidade do projeto de Pierre Menard, sua parte visível e escrita, é consequência do fato de ele recusar aceitar a concepção tradicional da invenção artística, porque ele próprio nega a liberdade total do artista. Semelhante a Robert Desnos, ele proclama como lugar de trabalho as “formas prisões” (formes prisons). O artista latino americano aceita a prisão como forma de comportamento, a transgressão como forma de expressão. Senão vejamos,

A maior contribuição da América Latina para a cultura ocidental vem da destruição sistemática dos conceitos de unidade e pureza: estes dois conceitos perdem o contorno exato de seu significado, perdem seu peso esmagador, seu sinal de superioridade cultural, à medida que o trabalho de contaminação dos latino-americanos se afirma, se mostra mais e mais eficaz. A América Latina institui seu lugar no mapa da civilização ocidental graças ao movimento de desvio da norma, ativo e destruidor, que transfigura os elementos feitos e imutáveis que os europeus exportavam para o Novo Mundo. Em virtude do fato de que a América Latina não pode mais fechar suas portas à invasão estrangeira, não pode tampouco reencontrar sua condição de “paraíso”, de isolamento e de inocência, constata-se com cinismo que, sem essa contribuição, seu produto seria mera cópia – silêncio – , uma cópia muitas vezes fora de moda, por causa desse retrocesso imperceptível no tempo, de que fala Lévi-Strauss. Sua geografia deve ser uma geografia de assimilação e de agressividade, de aprendizagem e de reação, de falsa obediência. A passividade reduziria seu papel efetivo ao desaparecimento por analogia. Guardando seu lugar na segunda fila, é no entanto preciso que assinale sua diferença, marque sua presença, uma presença muitas vezes de vanguarda. O silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador. Falar, escrever, significa: falar contra, escrever contra. (SANTIAGO, 2000)

Assim temos (em ordem alfabética):

agressividade
contaminação
cópia
fila
geografia
inocência
invasão
papel
peso
trabalho

Misturando essas palavras e adicionando outras de classes gramaticais diferentes, teremos:

a cópia
atravessa a rua sem o peso
da fila

na geografia da invasão
nada no papel exceto

a inocência é um trabalho

                         você diz,
                         de contaminação
                         e agressividade.

Não é nenhum grande poema, mas essa é a ferramenta. Pode fazer com texto de jornal, romance, letra de canção, o que quiser. Imagina que o Godzilla e o Artaud se encontram na Cidade do México ou que você está no entrelugar do discurso latino-americano e tenta dar um sentido diferente pras palavras. Se der sorte, vai ver que É ali, nesse lugar aparentemente vazio, seu tempo e seu lugar de clandestinidade, ali, que se realiza o ritual antropófago – palimpsesto selvagem da literatura latino-americana.

 

JORNADA “FAZER PENSAR BRASIL” (INSTITUTO BRINCANTE E O BRAZIL LAB DA UNIVERSIDADE DE PRINCETON)


O Blog da BVPS convida para a segunda edição da Jornada “Fazer Pensar Brasil”, projeto que une o Instituto Brincante e o Brazil LAB da Universidade de Princeton. No próximo dia 24/08 (sexta-feira), estudiosos do universo da cultura se reúnem com o público para um dia de conversas e debates. Este ano, o evento será norteado pelo tema “Memória Cultural”.


Os idealizadores do projeto, Antonio Nóbrega e Pedro Meira Monteiro, definem o espírito da jornada:

“A memória cultural é o nosso mote: o que conhecemos e o que desconhecemos daquilo que chamamos de “popular”? Como se dão os movimentos em ziguezague que tornam práticas populares de dança e canto a um só tempo distantes e próximas de nós? Mas que “nós” é esse que se projeta, entre atrevido e desengonçado, quando se discute a cultura? Em tempos de “lugar de fala”, de afirmações indenitárias vigorosas e de crise democrática profunda, pode-se ainda pensar em algo coletivo? Mas a cultura é mesmo a salvaguarda, o nó da coletividade em crise?

Com estas e outras questões em mente, propomos uma discussão coletiva e plural sobre como os estoques e as matrizes culturais se mantêm e se transformam, como elas estão guardadas e como são vertiginosamente transformadas no presente das cidades. Mil perguntas se destacam a partir daí. Como evitar a pecha de “folclore”, que congela e isola a manifestação popular num lugar de que ela parece não poder jamais sair? Que ecos se estendem do mundo rural ao urbano, e vice-versa? Que formas de “ser” coletivamente se desdobram nas performances populares? Que denominadores comuns podem vencer as singularidades irredutíveis? E como as práticas populares do canto se reatualizam em outros lugares, expostas a outras matrizes? O que de repente existe no slam? O que liga a cantoria do sertão à porta do metrô? Que ritmos, que imaginário e que gestos estão se desenvolvendo nas quebradas e nos saraus? Que vozes se escutam, quem as escuta e como? Por que treino nossos ouvidos devem passar para escutar o que resiste à massificação? E como negociar com a massificação? Onde a cultura é abrigo, onde ela é expressão do novo? Mas quão “novo” é o que chamamos de novo?”

O evento começa às 09h30 da manhã e segue durante todo o dia no Teatro Brincante (Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo), com entrada franca sujeita à lotação da casa.

Para receber as informações em primeira mão, o público pode se inscrever no mailing por meio do link: http://bit.ly/Mailing_FazerPensarBrasil2


PROGRAMAÇÃO COMPLETA/ PARTICIPANTES E DEBATEDORES:

MESA 1
10-12 h
Ivan Vilela
Bráulio Tavares
Salloma Salomão
Debatedora: Marília Librandi

MESA 2
13:30-16:00 h
Maíra Soares Ferreira
Darlene Santos
Antonio Nóbrega
Marcelino Freire
Debatedor: José Miguel Wisnik

MESA 3
16:30-18:30 h
Flávia Toni
Marina de Mello e Souza
Martha Abreu
Debatedor: Ricardo Teperman

Fechando os pontos:
Pedro Meira Monteiro
André Botelho

Ao fim do evento haverá um sarau de confraternização!

SERVIÇO

Fazer Pensar Brasil 2018

Data: 24/08/2018 – a partir das 9h30, se estende durante todo o dia

Local: Teatro Brincante/Instituto Brincante – Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo – SP

Entrada franca, sujeita a lotação.

 

COLÓQUIO INTERDISCIPLINAR SOBRE SENSIBILIDADES: ARTES E PATRIMÔNIO NA AMÉRICA LATINA (CASA DE RUI BARBOSA)

O Blog da BVPS convida para o “Colóquio Interdisciplinar sobre Sensibilidades: Artes e Patrimônio na América Latina” na Casa de Rui Barbosa, nos dias 23 e 24 de agosto. O evento acontece na sala de cursos da FCRB e tem entrada franca.

Como objetivo, o colóquio pretende reunir pesquisadores que tomam como perspectiva os sentidos, as emoções e as sensibilidades no estudo e interpretação dos processos históricos e sociais. A programação completa encontra-se abaixo:


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um abraço a todas e todos!

Equipe BVPS

MOSTRA OS “LIVROS PARA CRIANÇAS NOS TEMPOS DE RUI BARBOSA (1849-1923)” E COLÓQUIO “LITERATURA INFANTIL E HISTÓRIA CULTURAL” DA CASA DE RUI BARBOSA


O Blog da BVPS convida para a mostra Os livros para crianças nos tempos de Rui Barbosa (1849-1923), a ser inaugurada no dia 10/08, com curadoria de Patricia Hansen e Kaori Kodama, e para o colóquio Literatura infantil e história cultural que será realizado no dia de abertura da exibição, no Edifício Sede da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo 22260-000, Rio de Janeiro, RJ), das 10h30 às 17h30.

Resumo da mostra (10 de agosto a 22 setembro):

A vida de Rui Barbosa coincide com o fenômeno da expansão da literatura infantil pelo mundo. No caso do Brasil, a grande circulação de livros infantis, publicados no período que antecede a entrada em cena de Monteiro Lobato, demonstra que as crianças tinham mais opções de leitura do que a narrativa do autodeclarado “criador da literatura infantil no Brasil” leva a crer. Essa mostra de livros para crianças publicados entre meados do século XIX e início do XX, apresenta uma seleção de obras raras, nacionais e estrangeiras, pertencentes

às diversas coleções do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa. Organizados por temas, livros de fábulas, contos, romances, vulgarização

científica, educação cívica e outros, permitem conhecer aspectos da cultura material da infância e da história dessa arte gráfica e literária que a partir da metade do oitocentos passa a ser conhecida como Children’s Literature, Littérature Enfantine e, pouco depois, Literatura Infantil.

Resumo do Colóquio e as participações confirmadas:

O colóquio Literatura infantil e história cultural irá reunir pesquisadoras que abordam os impressos para crianças e jovens com questões distintas das que costumam ser colocadas a partir da teoria literária ou da educação, áreas disciplinares das quais provêm a maioria dos estudos sobre a literatura infantil. O estudo da literatura infantil, no contexto da história cultural, oferece uma via de acesso privilegiado a conceitos e valores vigentes nas sociedades em que circulam. Como objetos mediadores, esses livros e revistas transitam entre o universo dos adultos (autores e outros agentes envolvidos na sua produção, circulação, difusão) e das crianças (produtoras ativas de significados a partir das práticas de leitura), sendo vistos como fatores de conservação ou transformação do status quo, devido a sua função socializadora na formação das novas gerações. Os trabalhos propostos, provenientes de pesquisas ligadas a diversas áreas da história, exploram a importância da literatura infantil também enquanto cultura material em suas múltiplas dimensões, para além dos aspectos estéticos ou didáticos do texto. As comunicações a ser apresentadas, portanto, tratam de questões que privilegiam ora as representações e ideias que os impressos para crianças e jovens fizeram circular em diferentes tempos e espaços, ora as condições materiais e imateriais de sua produção, comércio, mediações, consumo e apropriação, no período que vai do século XIX ao início do XX.

Participações confirmadas:

Alejandra Josiowics

Andrea Borges Leão

Angela de Castro Gomes

Gabriela Pellegrino Soares

Kaori Kodama

Ma Rachel Fróes da Fonseca

Patricia Hansen

Patricia Tavares Raffaini

Um abraço a todas e a todos!

Equipe BVPS

“JORNADA DE ESTUDOS SOBRE ORALIDADE E ESCRITA. HOMENAGEM A ANDREA DAHER”


O Blog da BVPS convida para a “Jornada de Estudos sobre oralidade e escrita. Homenagem a Andrea Daher”, a ser promovido pelo Programa de Pós-graduação em História Social da UFRJ no dia 7 de agosto, terça feira, no Salão Nobre do IH-IFCS (Largo de São Francisco, número 1). Na ocasião, será lançado o livro Oral por escrito.

Programação:

“Uma história das práticas letradas” (às 10 horas)

Marcello Moreira (UESB), Hélio de Seixas Guimarães (USP), André Botelho (PPGSA-UFRJ)

“Oralidade e escrita: entre transmissão e transcrição” (às 14 horas)

Roger Chartier (Collège de France)

Um abraço a todas e todos!

Equipe BVPS

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