BVPS Agenda | Lançamento do livro “Graciliano Ramos: vida e obra”, de Wander Melo Miranda

No próximo sábado, 22 de agosto, a partir das 11h, será lançado o livro Graciliano Ramos: vida e obra escrito por Wander Melo Miranda. O evento do novo lançamento da Companhia das Letras será na Livraria Quixote (rua Fernades Tourinho, 274 – Belo Horizonte) e contará com uma sessão de autógrafos com o autor.

Salve na sua agenda: a obra será lançada no Rio de Janeiro no dia 8 de setembro. Mais informações em breve.

Publicamos abaixo a orelha do novo livro.

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BVPS Recomenda | “Esquerda: teoria e prática”, de José Maurício Domingues

A BVPS publica hoje trechos que compõem a introdução do novo livro de José Maurício Domingues (IESP-UERJ), Esquerda: teoria e prática, que será lançado pela Editora Contracorrente.

Na obra, o sociólogo retoma o diálogo com o pensamento das esquerdas no Brasil e no mundo, articulando teoria social, teoria crítica e prática política. A partir de temas como democracia, socialismo, desigualdade, racismo, feminismo, crise ambiental, marxismo e a nova ordem global, o autor investiga os desafios, impasses e possibilidades das esquerdas no século XXI.

Com uma análise crítica e interdisciplinar, o livro propõe uma reflexão sobre a renovação da teoria crítica, a radicalização democrática e a construção de alternativas de transformação social diante dos desafios do mundo contemporâneo.

A pré-venda do livro já se encontra disponível no site da editora.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC, por Andréa Borges Leão

No terceiro post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC”, de Andréa Borges Leão (UFC).

O que os arquivos de uma disciplina podem revelar sobre as disputas simbólicas do presente em torno da formação em Ciências Sociais? Examinando ementas, programas, planos de curso e bibliografias, Andréa Borges Leão passa em revista a história do Pensamento Social Brasileiro na Universidade Federal do Ceará e aponta o que se perde quando, em nome da adequação às demandas do mercado de trabalho, o Pensamento Social Brasileiro deixa de ocupar um lugar obrigatório na formação.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | “O jovem radical” de Octavio Ianni. Um ensaio em dois tempos, por Carmen Felgueiras

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, trazemos esta semana texto de Carmen Felgueiras (UFF) dedicado ao ensaio de Octavio Ianni “O jovem radical”.

O que muda quando um mesmo texto é lido em dois momentos tão distintos da história política brasileira? É a partir dessa pergunta que Carmen Felgueiras revisita “O jovem radical”, acompanhando as transformações de seus sentidos entre 1963 e 1968. Ao recuperar os debates sobre industrialização, desenvolvimento e mobilização estudantil que atravessavam aquele período, a autora nos convida a perceber como a reflexão de Ianni sobre a juventude também era uma reflexão sobre a própria sociedade brasileira, suas formas de radicalização política e suas possibilidades de transformação.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Decifrando a globalização: metamorfoses e contradições do capitalismo mundial em Octavio Ianni, por André da Rocha Santos

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana texto de André da Rocha Santos (IFSP) sobre a chamada “trilogia da globalização” de Octavio Ianni.

Quando a globalização passa a ocupar o centro da reflexão de Ianni, estamos diante de uma nova etapa de sua trajetória intelectual ou de um desenvolvimento de questões que já o acompanhavam há décadas? É essa questão que orienta o ensaio de André da Rocha Santos. Ao revisitar a “trilogia da globalização”, o autor mostra como a sociedade global, para Ianni, não significava o abandono de suas preocupações anteriores, mas a ampliação de seu horizonte de análise: o capitalismo, suas metamorfoses e as desigualdades que atravessam um mundo cada vez mais interdependente. O texto também nos convida a pensar sobre um desafio que permanece atual: como renovar as categorias das ciências sociais para compreender as transformações do mundo contemporâneo?

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (20 de janeiro)   

Mário de Andrade retoma a viagem de automóvel após a tempestade da noite anterior. O trajeto é acompanhado de sede e de pequenas cruzes fincadas na beira da estrada. Está rumo à capital do cangaço paraibano. Ao chegar em Catolé do Rocha, o escritor registra em caderneta um “bendito” cantado por uma pedinte. A perfeição daquela melodia popular denota a riqueza cultural do sertão, mesmo em meio às piores agruras.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Dossiê “Folhas e Papéis: livros, vegetalidades, mineralidades, ecologias e cosmologias entre Literatura e Ciências Sociais”

A RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, e os coordenadores Natalia Negretti (PAGU-UNICAMP), Maria Candida Vargas Frederico (PPCIS-UERJ) e Nathanael Araujo da Silva (NDD-CEBRAP) divulgam chamada para dossiê temático que comporá o Volume 12, nº 02, de 2026.

O dossiê propõe reunir reflexões sobre os encontros entre literatura e ciências sociais a partir das múltiplas dimensões das “folhas” e dos “papéis”. Compreendidos simultaneamente como materialidades, metáforas e dispositivos de mediação, esses elementos permitem explorar as relações entre livros, vegetalidades, mineralidades, ecologias e cosmologias, bem como os modos pelos quais diferentes formas de vida, conhecimento e imaginação se inscrevem no mundo.

Serão aceitas contribuições que investiguem os vínculos entre escrita, leitura, pesquisa, criação literária e produção de conhecimento, considerando as interações entre humanos e não humanos, territórios, paisagens, arquivos, coleções e outras materialidades.

As submissões devem ser realizadas exclusivamente pelo sistema da RELACult através deste link.

Recebimento de artigos: 01 de junho a 31 de outubro de 2026.

BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Publicamos hoje o paper “Reconfigurando a relação entre Estado, mercado e solidariedade”, segundo texto da série Autorais Elisa Reis, apresentado na reunião anual da Society for the Advancement of Socio-Economics (SASE) em 2019, em Nova York, e traduzido pelo curador da série, Karim Helayel.

No texto, a autora resgata a noção de progresso social na história das ciências sociais para, à maneira dos clássicos, refletir sobre os rumos da mudança social, não apenas diagnosticando os problemas em curso, mas também reafirmando o compromisso do conhecimento científico com a busca por formas de melhorar a sociedade. Ao destacar a emergência da solidariedade como princípio organizacional, ao lado da autoridade e do mercado, Elisa Reis chama atenção para as possibilidades que essa transformação oferece às ciências sociais de reconhecer os limites e as oportunidades do presente e, a partir deles, reconfigurar, ou reinventar, a ideia de progresso em direção a uma sociedade mais justa.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Resenha | “Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto”, por Caetano Araújo

Publicamos hoje a resenha de Caetano Araújo sobre o livro Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto, de Angélica Madeira, publicado no final do ano passado pela Ateliê de Humanidades Editorial.

Por que Lima Barreto, autor de mérito inegável, nunca compareceu a uma recepção e foi três vezes recusado pela Academia Brasileira de Letras? Em Um bandido tímido, Angélica Madeira oferece respostas com as ferramentas da sociologia da cultura, examinando em conjunto a vida e a obra do escritor. Na resenha, Caetano Araújo adianta o que o leitor vai encontrar: um autor coerente em suas posições contramajoritárias, em especial contra o nacionalismo pueril e o cientificismo racista, personagens lidos como “blocos de afeto” spinozanos e os temas fantasmas dos últimos anos – loucura, alcoolismo e morte. O retrato de quem, à margem da cultura oficial da República Velha, antecipou debates sobre raça e gênero que só ganhariam projeção décadas depois.

Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Surtos Literários, por Mario Cámara

Novos romances brasileiros estão sendo traduzidos para o espanhol e chegam com força à Argentina. Esse fenômeno contemporâneo enseja a presente edição da coluna Crônicas de um brasilianista do Sul, assinada mensalmente por Mario Cámara (UBA) na BVPS.

Uma exposição, de Ieda Magri; Saia da frente do meu sol, de Felipe Charbel; e Não escrever [com Roland Barthes], de Paloma Vidal são três obras de literatura brasileira – aparentemente distintas – publicadas em um curto intervalo na Argentina. Mario Cámara identifica nesse conjunto, e no próprio movimento de renovação, um sentido compartilhado perante um longo panorama literário. Assim, também evocando Flora Süssekind, constrói uma fina análise comparativa que sugere a “constelação fértil” diante da qual nos encontramos.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos, por Simone Meucci

No segundo post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos”, de Simone Meucci (UFPR).

Nele, a autora ressalta a importância dos estudos sobre livros didáticos para a compreensão de como saberes científicos, filosóficos e artísticos são traduzidos para fins escolares em cada contexto histórico. Reconstituindo a trajetória do Plano Nacional do Livro e Material Didático (PNLD), o texto situa o crescimento recente das pesquisas sobre livros didáticos de sociologia no Brasil, impulsionado pela obrigatoriedade da disciplina no Ensino Médio, para mostrar como o Estado, ao definir editais e critérios de avaliação, acaba por moldar os próprios formatos e conteúdos do gênero didático no país.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Sociológicas | “É muito duro, só a senhora vendo”, por Maria Moraes

Maria Moraes (UFSCar) escreve um texto potente sobre “a turma do veneno” nesta edição da série Sociológicas. A cada novo episódio, Moraes vem revelando a divisão do trabalho e as especificidades da participação feminina nas plantações paulistas.

A “turma do veneno” refere-se aos trabalhadores cuja função é extrair os capins de raízes profundas do canavial e distribuir formicidas e herbicidas em meio ao mar quente de cana. As fileiras são estreitas e infestadas de cobras; os venenos, danosos para os próprios aplicadores, que não raramente são afastados do trabalho ou requisitam transferência. Enjoos, vômitos e desmaios estão entre as queixas relatadas. Aqui, Maria Moraes apresenta tanto as sutilezas internas dessa dinâmica de trabalho quanto sua face exploratória mais explícita. E ainda traz um relato que colheu em 1997: …”O médico disse que eu fui intoxicada pelo veneno”.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | XIII Ateliê do Pensamento Social 2026: “Arquivos, intelectuais e pensamento social”

Nos dias 16 e 17 de setembro, a partir das 10h, na FGV (Praia de Botafogo, 190 – RJ), ocorrerá o XIII Ateliê do Pensamento Social 2026: “Arquivos, intelectuais e pensamento social”. Organizado por João Marcelo Maia e Bernado Buarque de Hollanda, o evento terá como tema as estratégias de pesquisa com arquivos em estudos sobre a trajetórias de escritores, intelectuais e cientistas.

As inscrições de trabalhos estão abertas até dia 22 de agosto para alunos de mestrado e doutorado de quaisquer PPGs de História ou Ciências Sociais (Sociologia, Antropologia e Ciência Política) que desenvolvam pesquisas sobre intelectuais e pensamento social, através deste link.

Confira abaixo a programação completa:

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni: economia e política no debate desenvolvimentista brasileiro, por Vera Cepêda

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Vera Cepêda (UFSCar) que discute duas contribuições centrais de Octavio Ianni para a sociologia brasileira.

A primeira delas está na articulação entre política e economia presente em sua análise do desenvolvimentismo, compreendido como processo inseparável das disputas entre classes, da ação do Estado e da inserção dependente do Brasil no capitalismo mundial – uma leitura original da modernização brasileira. A segunda contribuição reside na construção de uma verdadeira cartografia do pensamento social, econômico e político brasileiro, evidenciando como a produção intelectual participa da elaboração dos projetos de nação e da disputa pelos sentidos da realidade social. Para Cepêda, esses dois eixos tornam a obra de Ianni incontornável para se pensar a sociologia no Brasil.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | O jovem Octavio Ianni: imigração, religião e miscigenação, por Diogo Valença

Na continuidade da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana um manuscrito inédito de Octavio Ianni, escrito em 1949, ainda durante sua graduação em Ciências Sociais na USP, acompanhado de um comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa (UFRB).

O texto, localizado no Fundo Florestan Fernandes da Coordenadoria de Obras Raras e Coleções Especiais (ColEsp) da UFSCar, é um estudo de caso sobre uma família síria e permite revisitar os primeiros passos da formação intelectual de Ianni. Em seu comentário, Diogo Valença mostra como o manuscrito reflete as transformações promovidas por Florestan Fernandes no ensino de sociologia na USP e, ao mesmo tempo, antecipa temas que atravessariam toda a obra futura de Ianni, como imigração, relações raciais e modernização.

Para baixar o trabalho original de Octavio Ianni, clique aqui.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (19 de janeiro)   


Mário de Andrade escreve sobre o pequeno município de Assú, conhecido como terra dos poetas, no interior do Rio Grande do Norte. São 2.500 habitantes e 24 mil arrobas de cera de carnaúba produzidas ao ano, sob o tradicional regime latifundiário. Ambiente verde e de “ar de alegria”, a cidade e seus entornos contrastam com o que lemos na crônica imediatamente anterior. E também diferem do que se lê ao final deste mesmo relato, quando, pego pela tempestade, Mário de Andrade se vê acalacrado num “perigo desgraçado muito sério”.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “A era de Ricardo III: Guerra cultural como método”, de João Cezar de Castro Rocha

Amanhã, terça-feira, dia 11 de agosto, acontecerá o lançamento do livro A era de Ricardo III: Guerra cultural como método, de João Cezar de Castro Rocha. O evento ocorrerá a partir das 19h, na Livraria Blooks (rua Praia de Botafogo, 316, Botafogo – Rio de Janeiro).

A era de Ricardo III: Guerra cultural como método é um ensaio que parte da literatura para pensar os dilemas contemporâneos impostos pela extrema direita. Ou de como a imaginação literária – esse espaço em que personagens, formas e narrativas permitem enxergar aquilo que a realidade muitas vezes torna difícil de compreender – pode oferecer novas chaves para interpretar a ascensão de lideranças que transformam a própria vilania em forma de poder. A partir de Shakespeare e da figura de Ricardo III, o autor identifica uma “forma-Ricardo III”, marcada pela ostentação da maldade e pela ausência de qualquer tentativa de ocultar seus propósitos, aproximando-a de figuras como Donald Trump, Jair Bolsonaro, Javier Milei e Nayib Bukele. O ensaio procura compreender o paradoxo de uma extrema direita que alcança o poder por meio de eleições livres e democráticas, sugerindo que a literatura pode funcionar como uma espécie de travessia para decifrar os impasses políticos e sociais que atravessam o presente.


BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Primeiro texto da série Autorais Elisa Reis, “A forma da sociologia: observando a história do nosso presente” foi publicado originalmente em 2012 no livro The Shape of Sociology for the 21th Century, organizado por Devorah Kalekin-Fishman e Ann Dennis, e traduzido nesta ocasião pelo curador da série, Karim Helayel.

Expandindo a imagem de Polanyi (1944) de uma “grande transformação” para pensar o presente, neste texto Elisa Reis sugere que as mudanças nas percepções coletivas vivenciadas nas últimas décadas levaram os quadros conceituais da sociologia ao limite, exigindo novos modos de olhar para a sociedade. A partir desse diagnóstico, a autora aponta a necessidade de a sociologia revisar seus pressupostos, apostando no fortalecimento do diálogo entre diferentes perspectivas teóricas, contextos sociais e disciplinas como caminhos para enfrentar os desafios colocados pelo cenário atual.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir o texto de apresentação da série, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis | Apresentação de Karim Helayel

A BVPS Edições tem a alegria de apresentar mais uma edição da série Autorais, com textos de Elisa Pereira Reis, uma das principais referências da sociologia política produzida no Brasil.

Professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (PPGSA/UFRJ) e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade (NIED/UFRJ), Elisa Reis é doutora em Ciência Política pelo MIT, membra da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da The World Academy of Sciences (TWAS), e recebeu o Prêmio Florestan Fernandes (SBS, 2017) e o Prêmio Antônio Flávio Pierucci de Excelência Acadêmica (ANPOCS, 2021).

Com organização de Karim Helayel (UFRJ), a série reúne oito trabalhos que atravessam mais de quatro décadas da produção de Elisa Reis, dos anos 1980 à década de 2010, seis deles publicados de maneira inédita em português nesta Autorais. Os textos percorrem eixos centrais de seu pensamento: as raízes agrárias do autoritarismo e a formação do Estado nacional; as relações entre Estado, mercado e solidariedade; a sociologia política brasileira em perspectiva histórica; nacionalismo, cidadania e os desafios latino-americanos de autoridade e solidariedade; e a democracia como desafio de reconciliar igualdade e diferença.

Agradecemos à Elisa Reis por compartilhar sua produção rigorosa e atual com as leitoras e os leitores da BVPS, e a Karim Helayel por seu trabalho de seleção e tradução.

Publicamos hoje a apresentação assinada pelo curador Karim Helayel.

Não percam, semanalmente, sempre às segundas-feiras, a nova edição da série Autorais. Boa leitura!

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Ressurgências | A voz sonora de um veterano, por Alcida Rita Ramos, Marcos Terena e Francisco Sarmento

Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) recebem Marcos Terena na edição de agosto da coluna Ressurgências. Piloto, líder indígena e, agora, aos 74 anos, graduando em Ciências Sociais pela UnB, Terena compartilha com os leitores da BVPS sua trajetória na luta pelos direitos indígenas.

A voz sonora de um veterano ecoa o tema da memória. Recoloca em primeiro plano o que muitas vezes se perde nas narrativas sobre conquistas políticas: as pessoas. Marcos Terena, primeiro presidente da UNIND – União das Nações Indígenas –, escreve um testemunho que nos relembra os riscos e as incertezas que atravessam aqueles dispostos à luta. Ao lado de sua voz, Ramos e Sarmento refletem sobre a memória como responsabilidade para o futuro, perguntando o que as gerações que vieram antes podem nos ensinar sobre os caminhos que ainda estão por construir.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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