Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (3 de janeiro) 


Mário de Andrade escreve mais um texto sobre os catimbós norte-rio-grandenses. A repetição temática, como ele próprio diz, é intencional: faz parte do seu projeto de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Nesta crônica religiosa, o modernista descreve santos, mestres, reinos espirituais, e valoriza a complexidade das religiões de matriz afro-indigena.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

No sétimo texto da série Autorais Laura de Mello e Souza, “Perfis brasileiros: Cláudio Manuel da Costa”, reproduzimos quatro capítulos originalmente publicados no livro Cláudio Manuel da Costa: o letrado dividido.

Nele, a historiadora traça o perfil biográfico do poeta Cláudio Manuel da Costa, ao mesmo tempo em que reconstrói um rico panorama das Minas Gerais do século XVIII. Ao percorrer as relações políticas entre os “homens bons” e a Coroa, as tensões da vida privada e as estratégias de ascensão social de um indivíduo de trajetória intensamente pública, bem como a formação de uma sociabilidade letrada na colônia, duas qualidades do trabalho de Souza ganham destaque na leitura: a capacidade de compor um retrato do homem e de sua época que ultrapassa os limites do local, e mesmo do nacional, para alcançar uma abordagem global da História; e o uso da imaginação na elaboração da narrativa historiográfica, não se deixando constranger com os limites do documento.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui.

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BVPS Recomenda | “As tarefas da filosofia política”, de Marcel Gauchet

A BVPS recomenda o livro As tarefas da filosofia política, de Marcel Gauchet, publicado pelo Ateliê de Humanidades Editorial.

Ainda pouco conhecido no Brasil, Marcel Gauchet é um dos maiores pensadores da atualidade. Sua obra, que já abrange cinco décadas, tem contribuições para distintas áreas do saber, como filosofia, história, sociologia, antropologia, religião, psicanálise, educação e política.

A estatura filosófica de Gauchet nada deve aos autores franceses que já possuem uma recepção consolidada entre nós, como Jacques Lacan, Pierre Bourdieu, Michel Foucault, Jacques Derrida e Gilles Deleuze. Reunindo o ensaio As tarefas da filosofia política, uma entrevista realizada por André Magnelli em 2022 (e atualizada em 2026) e um prefácio do tradutor Felipe Freller, este livro é uma introdução ao pensamento do autor. Com ele, inicia-se a publicação das obras de Marcel Gauchet pelo Ateliê de Humanidades Editorial.

O livro se encontra disponível no site da editora.

Ressurgências | Argonautas do São Francisco, por Alcida Rita Ramos, Francisco Sarmento e Felipe Tuxá

Alcida Rita Ramos (Unb) e Francisco Sarmento (Clã yãâhi di’ipeé, KAAPI) recebem Felipe Tuxá (UFBA) na edição de abril de Ressurgências, coluna que examina as ações de retomada indígena no tempo presente: de terras, de línguas, de habilidades e, acima de tudo, de dignidade. 

Em Argonautas do São Francisco, somos levados ao “Velho Chico”, rio que atravessa um sem-fim de vidas pelo interior de diferentes estados do Nordeste, e cuja existência há muito exerce efeitos simbólicos, econômicos e sociais sobre seus habitantes. No texto, Felipe Tuxá, indígena e professor de antropologia na UFBA, compartilha o ponto de vista do povo Tuxá sobre essa antiga coexistência com o Rio, que foi lamentavelmente transformada pelos arroubos autoritários de outrora, quando decidiram que o rio poderia ser represado e os habitantes desterrados de suas histórias. Assim, após décadas aguardando por uma nunca chegada demarcação de terras, Felipe Tuxá destaca as recentes conquistas e batalhas de seu povo.

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BVPS Agenda | Bate-papo e lançamento do livro “As Boas Maneiras de Morar”, de Carolina Pulici

A BVPS divulga hoje o evento de lançamento do livro As boas maneiras de morar, de Carolina Pulici, publicado pela editora Edusp.

Discutindo as trocas entre as referências brasileiras e francesas no que se refere às definições dominantes da excelência residencial, a autora analisa a circulação e o crescimento das revistas de arquitetura e decoração no Brasil e Europa, procurando detectar como os diferentes modos de morar são crescentemente expostos aos juízos de gosto dos especialistas em arquitetura doméstica.

O evento, que contará com uma conversa com a autora, acontecerá no dia 15 de abril, às 19 horas, na Livraria da Travessa de Pinheiros.

Para mais informações sobre o livro, clique aqui. Para uma entrevista com a autora, clique aqui.

Série Back to the 70s | Heloisa Buarque de Hollanda por volta de 1968, por André Botelho e Caroline Tresoldi

Na segunda publicação da série Back to the 70s: Euforia e sombras, trazemos o texto “Heloisa Buarque de Hollanda por volta de 1968”, trecho revisto de um capítulo do livro Helô Teixeira: crítica como vida (2024), de André Botelho e Caroline Tresoldi, apresentado no final de 2025 como parte do ciclo de palestras que acompanhará a série de escritos do blog.

Entre a euforia e o colapso, uma festa de réveillon em 1968 se transforma em metáfora poderosa de um país em crise. Reconstruindo o clima de mudança em que se encontrava a sociedade brasileira — e as tensões em torno de seu controle no auge da ditadura civil-militar —, André e Caroline recuperam em seu texto as reflexões de Heloisa Teixeira sobre as relações entre cultura e política naquele momento, as quais contribuíram, e continuam a contribuir, para a compreensão do processo de democratização da cultura no país. Se é com o surgimento dos “novos movimentos sociais” que o lugar da cultura na mudança e sua capacidade reflexiva ganham centralidade no debate especializado, os autores apontam como na virada dos anos 70 essas já eram inquietações muito caras ao trabalho de Helô.

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar o primeiro texto da série, clique aqui.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | A fábrica digital dispersa: trabalho em TI, teletrabalho e trabalho de plataforma no Brasil, por Maria Aparecida Bridi

Continuando os posts da série A Sociologia Digital e suas Interfaces, publicamos hoje texto de Maria Aparecida Bridi (UFPR), onde analisa como a digitalização do trabalho no Brasil, longe de promover autonomia, aprofunda a precarização sob o neoliberalismo.

A autora desenvolve a categoria de “fábrica digital dispersa” para descrever como plataformas e algoritmos transferem custos e riscos para os trabalhadores, do teletrabalhador ao entregador de aplicativo, estendendo o controle do capital para o domicílio, as ruas e os ambientes digitais, ao mesmo tempo em que atomizam a força de trabalho e dificultam a formação de identidade de classe. Como romper a invisibilidade desses novos vínculos e reconstruir laços de solidariedade em um cenário de profunda atomização social mediada por telas?

A Sociologia Digital e suas Interfaces é uma série da BVPS Edições, com curadoria de Richard Miskolci. A série vai ao ar semanalmente, sempre às quartas-feiras. Outros posts da série podem ser conferidos aqui.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Jama7 – uma fábula de prazer e poder”

No próximo sábado, dia 11 de abril, a partir das 17h, acontecerá o lançamento do livro Jama7 – uma fábula de prazer e poder de autoria de Fernando Gerheim e publicado pela Numa Editora. O evento será realizado na Rua Joaquim Silva, 71 (Lapa – RJ) e contará com uma mesa de conversa do autor com os convidados e presentes.

Confira abaixo a orelha da obra.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Lilia Moritz Schwarcz (USP) recebe Lúcia K. Stumpf (UAM) em sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Juntas, as autoras analisam as representações da chamada “democracia racial” e sua inversão crítica contemporânea, produzida pela obra O caseiro (2016), de Jonathas de Andrade.

O mestre e o caseiro: o espelho e a ambiguidade mergulha na justaposição encenada pelo filme de oito minutos de Jonathas de Andrade, em diálogo com O mestre de Apipucos (1959), de Joaquim Pedro de Andrade, que retrata cenas da vida doméstica de Gilberto Freyre. Se, no filme de 1959, é Freyre quem ocupa o centro da cena, na inversão proposta por Jonathas de Andrade é o corpo negro do caseiro que assume esse lugar, expondo, como sugerem Schwarcz e Stumpf, fissuras da memória social do país.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (2 de Janeiro) 


Nos bairros operários de Natal, Mário de Andrade observa o cotidiano do trabalho e da moradia. Alecrim e Rocas desenham um cenário sem mucambos, mas nem por isso livre de dificuldades. Ainda assim, mesmo sob o ritmo rotinizado do trabalho e dos dias, irrompem cantigas que fazem persistir uma dimensão humana. Essa é uma crônica sobre proletários.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, confira novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | 4ª edição do Fazer Pensar Brasil

A BVPS divulga hoje a 4ª edição do Fazer Pensar Brasil, que acontecerá no Instituto Brincante.

Buscando discutir um dos eixos importantes da constituição da cultura brasileira, o da cultura das camadas sociais subalternizadas do país, o projeto traz uma programação – com aulas abertas, palestras, oficinas e sambadas – que busca abordar as seguintes perguntas: o que definiria a cultura popular brasileira hoje? Quais são suas formas, linguagens e modos de existência? Como ela se situa dentro do processo de mercantilização cultural planetário? De que maneira ela contribui para a construção da identidade cultural do país?

A abertura acontece no dia 11 de abril, com a aula aberta/gratuita Cultura Popular: um conceito em questão, com Antonio Nóbrega.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas aqui.

BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

Hoje publicamos o sexto texto da série Autorais Laura de Mello e Souza, “Teoria e prática do governo colonial: D. Pedro de Almeida, conde de Assumar’’, originalmente capítulo do livro O Sol e a Sombra. Política e administração na América portuguesa do século XVIII.

Alguns administradores coloniais escreveram textos que ajudam a entender não só a natureza do poder metropolitano como nossa própria tradição política, revelando que o governo na colônia superava os limites do serviço e abria espaço para reflexões originais. É o caso do personagem estudado neste texto: conde de Assumar, governador da capitania de Minas Gerais entre 1717 e 1721 e autor, como Laura de Mello e Souza se empenhou em provar, de um importante texto da historiografia brasileira, o Discurso histórico e político sobre a sublevação que nas Minas houve no ano de 1720. Acompanhando a trajetória pessoal do conde, numa época em que homens de armas eram também homens de letras, Souza observa o processo de aprendizado do governo das conquistas no Império em transformação.

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A Paixão segundo Mário de Andrade, por Pedro Fragelli

Há uma gota de sangue em cada poema – e Pedro Fragelli nos mostra que essa afirmação não deve ser lida como metáfora.

Publicado em 1917 e um dos menos frequentados pela vasta fortuna crítica do autor, o livro de estreia de Mário de Andrade revela, na leitura original e fina de Fragelli, uma estrutura sacrificial que constituiria mais do que uma tópica central, uma verdadeira forma na obra de Mário de Andrade, modelando-a à maneira de uma Paixão. A sucessão de “estações” que o leitor deve atravessar antes de chegar aos poemas funciona como um rito de iniciação. O eu-lírico é a vítima expiatória que, como Cristo, se imola para redimir a humanidade convulsionada pela Primeira Guerra. O leitor, ao virar a página de capa impressa em vermelho, firma um pacto de sangue. A poesia não quer representar o martírio, ela quer ser o martírio. E o sacrifício, como na Páscoa, aponta para além da morte: no centro do livro, um canhão abandonado se converte à medida que a vegetação de abril o recobre, florescida.

Não deixe de ler.

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Homenagem | O Habermaster, por Frédéric Vandenberghe

A BVPS publica hoje uma homenagem de Frédéric Vandenberghe à Jürgen Habermas (1929-2026), falecido recentemente.

Se o contexto da juventude de Habermas, a Alemanha do pós-Segunda Guerra, parece ter sido importante para entendermos como o autor reorientou a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt por dentro – afastando-a das críticas totalizantes da razão para abri-la às demandas dos novos movimentos sociais pós-68 –, qual lugar ocupa hoje sua aposta na comunicação e na força do melhor argumento para o estabelecimento de consensos sobre o agir?

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BVPS Agenda | Aula Magna da graduação em Ciências Sociais da FGV, ministrada por Maria Filomena Gregori

Intitulada Violência de gênero e limites da sexualidade: intolerâncias e backlash, a aula magna será ministrada na próxima quinta feira, dia 09 de abril, pela antropóloga e professora Livre-Docente da UNICAMP, Maria Filomena Gregori.

Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), Gregori é pesquisadora associada do PAGU (Núcleo de Estudos de Gênero) e seu projeto mais recente de pesquisa tem como objetivo principal aprofundar o conhecimento na área da Antropologia e Estudos de Gênero de modo a consolidar hipóteses e teorias sobre o aumento recente e significativo, no Brasil, de manifestações variadas de intolerância às minorias sexuais e que se expressam de modo coletivo e público, dificultando a consolidação dos direitos sexuais e de gênero.

Clique aqui para acessar a página do evento e realizar a inscrição.

Sociológicas | Centralidade do trabalho, por Adalberto Cardoso

O trabalho perdeu sua centralidade na vida contemporânea? Em novo texto da série Sociológicas, Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) retoma esse debate, que remonta aos processos de desindustrialização ocorridos em meados da década de 1970, para mostrar que, longe de desaparecer, o trabalho tem passado por significativas metamorfoses. Assim, o texto analisa como as novas tecnologias informacionais e digitais vêm redefinindo as condições de vida e as experiências subjetivas dos trabalhadores.

Sociológicas é um novo espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. Outros textos já publicados podem ser conhecidos aqui.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Nos 120 anos de Afonso Arinos de Melo Franco”

A Editora Miguilim lança Nos 120 anos de Afonso Arinos de Melo Franco, organizado por Arno Wehling, membro da Academia Brasileira de Letras, e pelo jornalista Rogério Faria Tavares. A obra celebra o aniversário do jurista, diplomata, professor, ensaísta e político brasileiro nascido em Belo Horizonte, reunindo dezessete ensaios que resgatam seu legado intelectual e difundem sua obra entre as novas gerações. Entre os autores dos textos estão Aspásia Camargo, Bernardo Cabral, Christian Lynch, Edmar Bacha, Joaquim Falcão, José Sarney e Rubens Ricupero.

O livro será lançado na Academia Brasileira de Letras (Av. Presidente Wilson, 203, Centro – RJ), no dia 09 de abril, quinta-feira, às 17h30.

Confira abaixo o release da obra.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | Capitalismo, trabalho e emancipação: três pontos de intersecção entre a sociologia digital e a sociologia do trabalho, por Ricardo Festi

Continuando os posts da série A Sociologia Digital e suas Interfaces, publicamos hoje texto de Ricardo Festi (UnB), no qual discute como o surgimento da sociologia digital, impulsionada pelas transformações da era digital, apresenta novos desafios para a compreensão da sociedade contemporânea, exigindo a revisão de conceitos clássicos e novas ferramentas de investigação.

Nesse contexto, o mundo do trabalho figura entre as esferas sociais mais profundamente impactadas pelas tecnologias digitais. O diálogo entre a sociologia do trabalho e a sociologia digital, campo que se posiciona na vanguarda dos problemas contemporâneos, aponta as plataformas digitais como principal ponto de intersecção entre os dois campos. Com base nesse diagnóstico, Festi identifica os temas mais urgentes e complexos que devem pautar essa reflexão conjunta.

A Sociologia Digital e suas Interfaces é uma série da BVPS Edições, com curadoria de Richard Miskolci. A série vai ao ar semanalmente, sempre às quartas-feiras. Outros posts da série podem ser conferidos aqui.

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Coluna Primeiros Escritos | Resenha | “Intelectuais no plural”, de Carlos Benedito Martins e Felipe Maia, por Gustavo Gabaldo

A BVPS publica hoje a resenha de Gustavo Gabaldo (PPGCSO/UFJF) sobre o livro Intelectuais no plural: reconfigurações da sociologia dos intelectuais, lançado em 2025 pelo Atêlie de Humanidades Editorial e organizado por Carlos Benedito Martins (UnB) e Felipe Maia (UFJF).

Se os intelectuais já não dispõem mais da autoridade que detinham no começo do século XX, sua figura, contudo, não se tornou irrelevante. Diante de suas metamorfoses, como entender o papel do intelectual hoje? Sem respostas unívocas, a pista que o livro nos dá é que tratemos não do intelectual, mas dos intelectuais, no plural.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (1 de janeiro de 1929) 


Mário de Andrade volta sua razão para o “homem-do-povo” nordestino, em uma crônica que questiona a situação das assim chamadas “classes inferiores”. Afinal, é boa ou ruim? Segundo o próprio modernista observa, a vida do povo nordestino estava marcada pelos contrastes. Alegria e hospitalidade de mãos dadas com desigualdades das mais terríveis. Parafraseando sua ironia: se saúde e bem-estar fossem deduzíveis da alegria, o proletario nordestino vivia no paraíso.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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