BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Educação e Pensamento social no Brasil: o currículo como elaboração onírica, por Alexandro Paixão

No sexto post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos o texto “Educação e Pensamento Social no Brasil: o currículo como elaboração onírica”, de Alexandro Paixão (Unicamp).

Inspirando-se no clássico ensaio de Raymond Williams “A cultura é algo comum” (1958) Paixão revisita suas experiências como professor e coordenador na Unesp e na Unicamp, nos convidando a uma reflexão sobre as ausências nos currículos de Sociologia Geral que deságua em uma “elaboração onírica” de um ensino de Sociologia mais plural e atento às contribuições femininas para o pensamento social.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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Sociológicas | Nos labirintos da granja, por Maria Moraes

Nesta edição da série Sociológicas, Maria Moraes (UFSCar) compartilha o testemunho de Lourdes (nome fictício), ex-trabalhadora de uma granja de galinhas poedeiras. A entrevista foi realizada em 2016 e serve para Moraes discutir as diferentes formas de violência assumidas pela superexploração laboral, como a crueldade do manejo animal e a apropriação do afeto feminino para a maximização do lucro. O texto tece diálogo com a pensadora alemã Roswitha Scholz, cuja concepção de patriarcado mobilizada por Moraes ajuda a iluminar detalhes da dinâmica de trabalho paulista; ou, como o título indica, dos labirintos da granja.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | GT “Pensamento social brasileiro e a permanente crise da Sociologia” no XI Seminário Discente do IESP-UERJ

Entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026, acontecerá o XI Seminário Discente do IESP-UERJ. A edição será realizada de maneira presencial no IESP-UERJ, situado na Rua da Matriz, 82 – Botafogo.

A partir do tema do seminário, “América Latina em Tempos de Crise: Democracia, Política e Sociedade”, o GT Pensamento social brasileiro e a permanente crise da Sociologia, coordenado por João Mello (PPGSA/UFRJ), Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ) e a coordenadora e debatedora Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), busca promover um espaço de reflexão sobre a política nacional e latino-americana relembrando a provocação de Octavio Ianni de que a Sociologia vive uma permanente crise, visto que o social está sempre em movimento.

Para submeter um resumo, clique neste link. Não deixe de acompanhar as novidades da programação do seminário na página oficial do Instagram.

Confira abaixo a proposta completa do GT.

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Centenário de Octavio Ianni | Entre raça e populismo: a luta de classes como eixo fundamental de análise em Octavio Ianni, por Rafael Tauil

Dando continuidade à sétima rodada de posts da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Rafael Tauil (USP), que examina dois momentos da trajetória e da obra do sociólogo.

O autor sugere que a passagem do funcionalismo ao marxismo redefiniu a interpretação de Ianni sobre a questão racial e o populismo. Seu argumento é o de que a luta de classes se tornou um dos eixos organizadores dessa sociologia, permitindo compreender tanto a escravidão e suas metamorfoses quanto o populismo como expressões históricas do desenvolvimento do capitalismo brasileiro e das contradições da formação social do país.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Raça, modernização e democracia em Octavio Ianni, por Valter Silvério

Dando continuidade à sétima rodada de posts da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Valter Roberto Silvério (UFSCar), que situa a questão racial no centro da interpretação de Octavio Ianni sobre o Brasil.

Em vez de tratá-la como resíduo da escravidão ou tema lateral da formação nacional, o autor acompanha, a partir da obra de Ianni, as “metamorfoses do africano” – de escravo a trabalhador livre, de negro racializado a sujeito político – para demonstrar que modernização, sociedade de classes e democracia se constituíram preservando hierarquias raciais. A força da leitura está em afirmar que, para Ianni, a democracia brasileira só se completa quando a cidadania formal se transforma em igualdade efetiva, reconhecimento substantivo e participação política plena.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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BVPS | SILVIANO SANTIAGO 90+ | Lançamento do livro e exposição “xxxv – silviano santiago por hélio oiticica”

Dando continuidade aos posts da SILVIANO SANTIAGO 90+, em homenagem ao mês em que o autor mineiro completa 90 anos de idade, divulgamos a abertura da exposição xxxv – silviano santiago por hélio oiticica.

A galeria Pinakotheke Rio de Janeiro (Rua São Clemente 300, Botafogo) apresenta uma mostra que percorre todo o processo criativo por trás de um projeto gráfico que Hélio Oiticica idealizou em 1974 e que ficou perdido por mais de 50 anos: a publicação dos poemas de seu amigo Silviano Santiago.

A exposição, com curadoria de Camila Perlingeiro, reúne obras-chave da trajetória de Hélio Oiticica – os Metaesquemas e peças do período do Grupo Frente – e traz, pela primeira vez ao público, a construção da “CC8 Cosmococa”, dedicada a Silviano Santiago, em parceria com o Projeto Oiticica. Nas paredes, será estampado o poema “Über coca” (1973), escrito por Oiticica após a leitura de um ensaio de Freud – um presente do próprio Silviano.

A mostra acompanha o lançamento do livro xxxv — silviano santiago por hélio oiticica (Pinakotheke Editora, 2026), que resgata na íntegra o projeto gráfico original, extraviado por décadas e recentemente reencontrado.

A exposição estará aberta ao público dos dias 11 de setembro a 21 de novembro, com entrada gratuita, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 16h.

Confira abaixo o release da exposição.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (23 de janeiro)   

Em Natal, Mário de Andrade conversa com o escritor e político potiguar Henrique Castriciano sobre os caminhos do Brasil. Assim chegamos à crônica sobre a transição do antigo banditismo “cavalheiresco” para a violência desprovida de ética de Lampião — sintomas, segundo Castriciano, da própria decadência moral do país: “Lampeão… Lampeão era brasileiro da República…”. Para Mário, Henrique Castriciano era um dos poucos intelectuais nordestinos cujas ideias funcionavam em relação ao Brasil.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Sensibilizar, informar, denunciar: um estudo sobre as campanhas de prevenção à violência de gênero no Brasil”, de Clara Araújo, Maira Covre-Sussai, Isadora Vianna e Eduardo Ramos

Na próxima quarta-feira, dia 9 de setembro, a partir das 19h, será lançado no Rio de Janeiro o livro Sensibilizar, informar, denunciar: um estudo sobre as campanhas de prevenção à violência de gênero no Brasil escrito por Clara Araújo, Maira Covre-Sussai, Isadora Vianna e Eduardo Ramos. O evento do novo lançamento da Editora Garamond será na Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo) e contará com uma conversa entre os autores e a convidada Leila de Andrade Linhares Barsted.

A violência de gênero é um problema social profundamente enraizado em relações desiguais de poder e que afeta, de maneira particular, mulheres e meninas. Nas últimas décadas, diferentes entidades e organizações têm promovido campanhas de prevenção destinadas a sensibilizar e informar o público, além de denunciar as diversas formas de manifestação dessa violência. Este livro apresenta os primeiros resultados de um trabalho inédito: o mapeamento sistemático e longitudinal das campanhas de prevenção à violência de gênero realizadas no Brasil. Ao reunir e analisar essas iniciativas ao longo do tempo, a obra oferece um panorama das estratégias mobilizadas para enfrentar esse problema e compreender como a sociedade brasileira tem construído respostas à violência de gênero.

BVPS Agenda | Lançamento do livro “Olhares Ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos”, de Felipe Loureiro

Na próxima quarta-feira, dia 9 de setembro, a partir das 19h, será lançado no Rio de Janeiro o livro Olhares Ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos escrito por Felipe Loureiro. O evento do novo lançamento da Companhia das Letras será na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema) e contará com uma conversa entre o autor e o jornalista Bernardo Mello Franco, seguida de uma sessão de autógrafos.

Em sua nova obra, Felipe Loureiro revela, a partir de documentos diplomáticos norte-americanos, os bastidores da ditadura brasileira. Ao longo de mais de uma década, o historiador dedicou-se à análise de um amplo conjunto de documentos do período — entre telegramas, memorandos, relatórios e cartas —, reconstruindo os caminhos que marcaram a trajetória do regime. Sem desconsiderar as limitações e os silêncios próprios dos arquivos, Loureiro lança luz sobre as entranhas do processo que levou à construção, consolidação e declínio do mais longo período de exceção política da história brasileira.

BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Para o quinto post da série Autorais Elisa Reis, trazemos esta semana o artigo “Sociologia política no Brasil: compreendendo a história”, publicado originalmente em 1996, na revista Current Sociology, e traduzido para a série por Karim Helayel.

Pensar a trajetória da sociologia política brasileira é também acompanhar as mudanças nas perguntas colocadas à sociedade brasileira ao longo do século XX. Entre as análises da dependência, do autoritarismo e da democratização, diferentes gerações de sociólogos construíram linguagens e problemas comuns para interpretar nossa experiência política. A partir desse percurso entre diferentes abordagens, Elisa Reis sugere, neste texto, a permanência de uma questão: a busca por uma identidade nacional. Se, antes, entretanto, essa busca esteve vinculada ao projeto de construção do Estado, ela passa a se orientar, progressivamente, pela democracia política, tomada como um valor em si mesma.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Série Back to the 70s | Dois cinquentenários das Ciências Sociais: Anpocs e CEDEC

A série Back to the 70s se abre nas próximas sextas-feiras para celebrar dois cinquentenários marcantes das Ciências Sociais brasileiras neste ano de 2026: o da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e o do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC).

Ambas as instituições têm uma história compartilhada. Aliás, tendo alguns protagonistas em comum, como Francisco Weffort. São também, em grande medida, expressões de ambiguidades ou mesmo paradoxos dos anos de 1970: resistência à Ditadura Militar e incremento da pós-graduação e pesquisa por ela fomentada como política pública.

Serão três publicações que pretendem somar forças às homenagens e comemorações: Leonardo Bellineli (UFRRJ) escreve sobre o CEDEC; André Botelho (UFRJ), Bernardo Ricupero (USP) e Antonio Brasil (UFRJ) sobre a sociologia e a ciência política formadas no Brasil a partir da Anpocs, investigando seus GTs e publicações institucionais; e, completando o quadro, o artigo de Lilia Mortiz Schwarcz (USP) sobre a antropologia e suas relações com a história no Brasil.

Anpocs e CEDEC estão com programações comemorativas intensas em seus sites e redes sociais, não deixem também de acompanhá-los.

Ressurgências | Coluna de Alcida Rita Ramos e Francisco Sarmento

Na edição de setembro da coluna Ressurgências, Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) discutem as transformações nas relações dos povos indígenas com o Estado brasileiro ao longo das últimas cinco décadas.

Das assembleias indígenas durante os anos de chumbo da ditatura militar às inéditas eleições no vigente período democrático, as mudanças nos modos de participação política dos indígenas têm sido significativas. Nos textos Indígenas em movimento e Uma outra história da política indígena brasileira, Ramos e Sarmento passeiam por marcos históricos, figuras emblemáticas ao longo dessa história e, principalmente, pelas mudanças sutis ou explícitas de consciência política que vêm ganhando força no cenário contemporâneo. Sem se esquecer, evidentente, dos inúmeros desafios que ainda aguardam no horizente.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Ensino de Sociologia e Pensamento Social Brasileiro: em busca de convergências, por Amurabi Oliveira

Dando continuidade à série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Ensino de Sociologia e Pensamento Social Brasileiro: em busca de convergências”, de Amurabi Oliveira (UFSC).

Antes de existir um único curso de ciências sociais no Brasil, a sociologia já era ensinada nas escolas secundárias, décadas antes da criação das primeiras graduações na área, na década de 1930. Amurabi Oliveira revisita essa origem pouco lembrada, passando pelas primeiras cátedras escolares do final do século XIX até a passagem de Gilberto Freyre como professor na Escola Normal de Pernambuco. O texto chega ao presente propondo que a presença dos clássicos brasileiros nos currículos escolares pode ser um caminho profícuo para descolonizar o próprio ensino de sociologia, ampliando o repertório de autores e autoras que compõem essa tradição.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Graciliano Ramos: vida e obra”, de Wander Melo Miranda

Na próxima terça-feira, dia 8 de setembro, a partir das 19h, será lançado no Rio de Janeiro o livro Graciliano Ramos: vida e obra escrito por Wander Melo Miranda. O evento do novo lançamento da Companhia das Letras será na Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo) e contará com uma conversa entre o autor e Célia Pedrosa, seguida de uma sessão de autógrafos.

A nova biografia de Graciliano Ramos percorre a trajetória pessoal, política e literária do escritor, revelando aspectos pouco conhecidos de sua vida e sua relação com a literatura e a militância política. Ao recuperar também as diferentes formas pelas quais a crítica leu e reinterpretou sua obra ao longo do tempo, a biografia oferece não apenas um retrato de Graciliano, mas uma reflexão sobre os modos de pensar a literatura brasileira.

Confira abaixo entrevista exclusiva com o autor realizada por André Botelho. Publicamos, também, a orelha do novo livro de Wander Melo Miranda.

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Centenário de Octavio Ianni | Ler a totalidade: Octavio Ianni e a literatura como conhecimento histórico, por Carlos Henrique Gileno

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Carlos Henrique Gileno (Unesp), que mostra como, longe de constituir um interesse lateral, a literatura ocupa um lugar central na sociologia de Octavio Ianni.

Segundo o autor, o sociólogo a compreende como uma forma de conhecimento histórico, capaz de tornar inteligíveis experiências e contradições que escapam à linguagem conceitual. Sem jamais separar sociologia, história e cultura, Ianni faz das formas simbólicas uma via privilegiada para interpretar a modernidade brasileira e latino-americana.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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Centenário de Octavio Ianni | As formas sociais da cultura em Octavio Ianni, por Andréa Borges Leão

Continunado os posts da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Andréa Borges Leão (UFC), que parte de uma questão orientadora: como pensar a cultura em um país da periferia do capitalismo?

Recuperando diferentes textos do sociólogo, a autora mostra como a cultura constitui um espaço privilegiado para compreender as formas assumidas pela dominação e pela dependência, mas também os processos históricos de criação e transformação social. O ensaio evidencia, assim, a originalidade da sociologia desenvolvida por Ianni.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

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BVPS | SILVIANO SANTIAGO 90+ | Uma revoada de vagalumes

No mês do aniversário de 90 anos de idade de Silviano Santiago e no ano em que se comemora 70 anos de publicação de Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, leitoras e leitores da BVPS ganham como presente um ensaio inédito do autor de Genealogia da ferocidade: ensaio sobre Grande sertão (2017).

O texto que publicamos esta tarde parte do conto “As margens da alegria”, de Rosa, para dialogar com Sobrevivência dos vagalumes, do crítico francês Georges Didi-Huberman. Acompanhando o menino que, em Brasília, testemunha o contraste entre a mata destruída e a cidade em construção, entre a beleza de um peru e sua degola, Silviano recupera paradigmas, como o da morte e da beleza, para pensar a permanência da poesia em tempos sombrios.

Evocando vozes como as de Pasolini, Bernanos, Clarice Lispector e Ernst Bloch, Silviano sugere que a arte, como a luz intermitente de um vagalume, resiste – clandestina e frágil – às pressões obscurantistas do presente. Saber vaga-lume: em meio à escuridão, a luz forte cega.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (22 de janeiro, 20 horas)   

Mário de Andrade passa o dia a atravessar a paisagem pedregosa do sertão potiguar em direção a Natal. Cruza por cidades como Caicó, Jardim do Seridó, Parelhas, Acarí, Currais Novos e Santa Cruz, chamando-lhe a atenção o ar de progresso que atinge algumas delas. Contudo, ainda sensibilizado pela “monstruosidade de grandezas” que é a seca do Nordeste, ele reafirma que seu diário não é um projeto literário, e repudia a própria vontade de transformar aquela dor real em mero recurso estético.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Edições | Autorais Elisa Reis

Dando continuidade à série Autorais Elisa Reis, publicamos “O Estado nacional como desafio teórico e empírico para a sociologia política contemporânea”. Quarto texto da série, o capítulo integra o livro O sociólogo e as políticas públicas: ensaios em homenagem a Simon Schwartzman (2009), organizado por Luisa Farah Schwartzman, Isabel Farah Schwartzman, Felipe Farah Schwartzman e Michel Lent Schwartzman.

Relembrando as lições do professor, orientador e colega Simon Schwartzman, Elisa Reis apresenta, neste texto, uma reflexão sobre a relação entre as transformações dos Estados nacionais nas últimas décadas e o ambiente teórico-conceitual no qual a sociologia se inscreve hoje. Sob o impacto dos processos globais em curso, a autora esboça uma agenda de pesquisa sobre o Estado nacional, buscando repensar as formas de organização do poder público diante dos dilemas políticos e sociais que marcam o nosso tempo.

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Coluna Renato Ortiz | O Arqueólogo do Futuro


E se o nosso presente fosse olhado, séculos adiante, a partir das ruínas de garrafas de Coca-Cola e fragmentos de Hollywood? Assim chegamos à trigésima, e penúltima, publicação de Renato Ortiz (Unicamp) em sua coluna na BVPS. Em O Arqueólogo do Futuro, Ortiz imagina uma sociedade distante no tempo que, a partir dos pedaços deixados pela nossa civilização, procura reconstruir o mundo de seus antepassados. O texto foi originalmente escrito em 2006 e é um exercício de estranhamento sobre o nosso próprio cotidiano, especialmente reescrito para a ocasião.

Para ler outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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