BVPS edição extra | Jürgen Habermas (1929-2026)

A BVPS lamenta o falecimento de Jürgen Habermas (1929 – 2026), ocorrido hoje, 14 de março de 2026, aos 96 anos de idade.

A sociologia acaba de perder seu maior expoente no século XX. Jürgen Habermas formulou a mais consistente e persistente teoria social após Talcott Parsons (1902 – 1979). A teoria da ação comunicativa não apenas deu inteligibilidade ao mundo social em meio às contradições da racionalidade ocidental, como vem pautando tudo o que de mais significativo vem sendo produzido desde então para compreender processos e tendências de generalização. Sua teoria da esfera pública – e as correspondentes problematizações da sociedade civil, mobilizadas para lhe dar carnação histórica –, talvez, seja a maior contribuição da sociologia ao debate sobre republicanismo e democracia no mundo contemporâneo. Seja para confirmá-lo, seja para refutá-lo, a sociologia, no presente e no futuro, será ainda pós-habermasiana.

Dentre suas obras incontornáveis, destacamos: Mudança Estrutural da Esfera Pública (1962) e Teoria da Ação Comunicativa (1981, 2 vols.)

André Botelho (UFRJ), por BVPS

BVPS Agenda | Ciclo de palestras “Veredas, sertões e travessias em Guimarães Rosa”

O ciclo de palestras Veredas, sertões e travessias em Guimarães Rosa se desdobra em 19 encontros com diferentes exposições, que atravessam fronteiras físicas e simbólicas, em formato online (via Zoom) e presencial (Buenos Aires e Córdoba). A iniciativa presta tributo à obra de João Guimarães Rosa, reafirmando sua pulsação viva na literatura brasileira e seu papel como ponte sensível da diplomacia cultural. Voltado a professores, estudantes de Letras e a pessoas interessadas em diversas formas de expressão da cultura mineira, o ciclo convida o público a refazer a travessia rosiana, onde o sertão é mundo, palavra é invenção e cada leitura é também descoberta.

A programação celebra legado e diplomacia cultural do autor mineiro, comemorando os 70 anos de Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, e os 80 anos de Sagarana, com encontros gratuitos entre março e agosto.

As inscrições devem ser realizadas neste link.

Confira abaixo o release do evento e sua agenda de programação.

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BVPS Agenda | Celebração de titularidade do professor João Maia

O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) realiza, na próxima sexta feira, dia 20 de março, às 15h, no campus da FGV da Praia de Botafogo (Rio de Janeiro), a cerimônia de titularidade do professor João Maia.

Além de Maia, a mesa da celebração será composta por Celso Castro e Thaís Blank, da direção do CPDOC; por Helena Bomeny, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ICS/Uerj); e por Marcelo C. Rosa, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Deixamos aqui o link para a inscrição no evento e as nossas congratulações a João Maia pela titularidade.

Ressurgências | Coluna de Alcida Rita Ramos e Francisco Sarmento

Ressurgências é a nova coluna de Alcida Rita Ramos (Unb) e Francisco Sarmento (Clã yãâhi di’ipeé, KAAPI) na BVPS. Juntos, eles unirão forças, mensalmente, para examinar as ressurgências indígenas: movimento que tem tomado o tempo, a energia e sustentado a esperança desses povos de reverter o esbulho dos séculos. Aqui se inicia, portanto, um longo mergulho nas ações de retomada. Ações preenchidas por esforço e convicção nos princípios ancestrais, que afloram e criam algo novo no seu ato de reconquistar. Que essa nova empreitada abra margem para conhecermos um pouco mais desse Brasil não só profundo, mas alargado, criativo, inspirador: plural como o universo.

Para uma ambição dessa magnitude, Alcida Rita Ramos, nossa colaboradora de longa data, contará com a ajuda de Francisco Sarmento, aprendiz de Sábio Tukano, doutor em antropologia, frequentador da filosofia ocidental e seguidor de sua própria tradição. Neste texto de estreia, intitulado Nossas vozes, o leitor poderá conhecê-los melhor, bem como à pŕopria coluna, que nos acompanhará sempre às sextas-feiras. Como Sarmento nos provoca, “o que acontece com a antropologia quando nós, indígenas, a encaramos, habitamos e transformamos?”. Resta ler para conferir.

Com este, completam-se 43 textos publicados por Alcida Rita Ramos na BVPS! Passando por Autorais, Desassossegos, Modulações, além de participações em outras séries e ocupações do blog. Em cada iniciativa, em cada novo texto, a presença do seu inconfundível selo de qualidade intelectual e autoria.

Boa leitura!

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BVPS Agenda | I Seminário INCT Igualdade e Aprendizado Social

É com grande alegria que a BVPS compartilha a programação do I Seminário INCT Igualdade e Aprendizado Social. O evento será realizado nos dias 08 e 09 de abril no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UERJ.

Voltado para o estudo de processos de aprendizado social e expansão da igualdade e tendo como foco empírico o Nordeste – região que constitui um estudo de caso exemplar não só pelo êxito em ações de combate às desigualdades, mas também pelo rico repertório de interpretações e pelo histórico de participação social, que permitem aprofundar qualitativamente o problema do aprendizado social da igualdade no país –, o Instituto Igualdade e Aprendizado Social (INCT/CNPq) reúne pesquisadores das áreas de pensamento social e estratificação social com o objetivo de reconstituir e analisar o combate às desigualdades sociais no Brasil e investigar se, nesse processo, configura-se um aprendizado social da sociedade.

Contando com três mesas distribuídas ao longo de dois dias, o seminário oferece um panorama das pesquisas desenvolvidas no âmbito do instituto, cujas abordagens abrangem não somente o estudo da configuração de políticas públicas, mas também as experiências sociais e culturais que, embora possam constituir sua base, nem sempre se traduzem nos desdobramentos institucionais previstos.

Para dar conta da multidimensionalidade dos problemas em pauta, os pesquisadores oferecem uma visão de conjunto e integrada do fenômeno a partir (1) da relação entre Estado e sociedade, (2) de visões sincrônicas e diacrônicas (históricas), (3) de ações coletivas e estruturas, (4) de áreas de pesquisa distintas, especialmente estratificação e pensamento social, e (5) de perspectivas comparadas.

O INCT é coordenado por Celi Scalon (UFRJ) e André Botelho (UFRJ).

Confira abaixo a programação do seminário.

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BVPS Efemérides | 100 anos de “Terra roxa”, por Ivan Marques

Em celebração ao centenário de Terra roxa e outras terras, uma das muitas publicações que marcaram a vida pública do modernismo brasileiro, Ivan Marques revisita hoje o percurso da revista e examina sua singularidade no conjunto dos periódicos da década de 1920.

Em contraste com outras revistas modernistas que, marcadas por uma disposição mais polêmica, muitas vezes permaneciam restritas ao diálogo interno do próprio grupo, Terra roxa buscou traduzir o (indefinido) “espírito moderno” em matérias leves e diversificadas, voltadas a um público mais amplo. Ao situá-la nesse contexto, o autor chama a atenção para o papel decisivo das revistas modernistas no processo de rotinização do movimento, em um momento em que o interesse pelo debate estético internacional cedia espaço à valorização crescente do nosso “espírito nacional”.

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BVPS Recomenda | Lançamento de “A morte em Veneza”

Na próxima quarta feira, dia 18 de março, acontece, na Estação Motiva Cultural, em São Paulo, o evento literário e musical “A morte em Veneza”, que marca os 50 anos da morte do compositor Benjamin Britten. O evento é realizado por ocasião do lançamento da nova tradução do romance e do libreto de A morte em Veneza, pela Editora Zain.

Essa nova edição traz ao público leitor a novela de Thomas Mann e o libreto da ópera “Death in Venice”, de Britten. Como adaptação da novela, a ópera aproxima literatura e música, expandindo as possibilidades interpretativas de um texto já consagrado.

Tendo em vista os entrecruzamentos entre o romance e a ópera, conduzirão o debate: João Silvério Trevisan (autor de um dos posfácios da nova edição), Paulo Soethe (professor de língua e literatura alemã) e Julia Bussius (tradutora da obra). No entanto, como se trata de em evento literário e musical, Ricardo Ballestero, ao piano, e o tenor Giovanni Tristacci trarão intervenções musicais com trechos da ópera.

Para a compra do ingresso e maiores informações, clique aqui.

BVPS Recomenda | Olimpíada Brasileira de Sociologia 2026

A BVPS divulga e convida estudantes, docentes e instituições de ensino de todo o país a participarem da 1ª Olimpíada Brasileira de Sociologia (OBS). A iniciativa reúne escolas públicas e privadas em uma competição nacional inédita voltada à valorização do pensamento crítico, do trabalho colaborativo e do interesse pelas Ciências Sociais na Educação Básica. 

A Olimpíada é destinada a estudantes dos 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, que participarão em equipes formadas por três estudantes, acompanhados por um(a) professor(a) orientador(a) da mesma instituição de ensino. Organizada com o objetivo de fortalecer o ensino de Sociologia, Antropologia e Ciência Política nas escolas, a OBS propõe uma experiência educativa inovadora, combinando desafios intelectuais, atividades criativas e colaboração entre equipes de diferentes instituições educacionais. 

A competição está estruturada em cinco fases – três etapas virtuais eliminatórias e duas etapas presenciais classificatórias – e ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro/RJ. As inscrições estão abertas até 16 de março de 2026 às 17h e devem ser realizadas por meio da plataforma Olimpo IFCE. A participação é gratuita para escolas públicas e as equipes de escolas privadas podem participar mediante o pagamento de uma taxa de inscrição.

Para mais informações, acesse o site oficial e acompanhe a 1ª Olimpíada Brasileira de Sociologia na redes sociais.

A Sociologia Digital e suas interfaces | Enquadramentos em disputa na era digital, por Fernando Balieiro

Dando continuidade à série A Sociologia Digital e suas Interfaces, publicamos o segundo post, assinado por Fernando Balieiro (UFCat).

No contexto atual de polarização política e excesso de informação, as acusações de fake news revelam disputas mais amplas em torno da definição da realidade. Essas controvérsias evidenciam o papel central dos enquadramentos como construções simbólicas e comunicacionais, produzidas por diferentes atores em um ecossistema midiático marcado pela sociedade em rede, pela midiatização e pela plataformização da comunicação. Nesse cenário, para o autor, a Sociologia Digital destaca-se como um campo fundamental para compreender as transformações dos conflitos políticos e comunicacionais contemporâneos.

A Sociologia Digital e suas Interfaces é uma série da BVPS Edições, com curadoria de Richard Miskolci. A série vai ao ar semanalmente, sempre às quartas-feiras. Para conferir o primeiro post, clique aqui.

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BVPS Recomenda | Fórum Livre de Pesquisa 2026

O Fórum Livre de Pesquisa, do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), está com as inscrições abertas até o dia 20 de março de 2026. 

Buscando criar um espaço de debate multidisciplinar e colaborativo no contexto da extensão, as inscrições no Fórum estão abertas tanto para pessoas de dentro da academia, quanto para pesquisadores independentes, profissionais da cultura, artistas e ativistas do Brasil e do exterior. 

As atividades são presenciais, com encontros mensais na última segunda-feira do mês, e abrangem: apresentação e debate das pesquisas em desenvolvimento, oficinas de metodologia e seminários de mentoria.

Para a inscrição, os candidatos devem enviar um resumo de cerca de uma lauda sobre a pesquisa pretendida e os principais temas de interesse do Fórum são: diversidade cultural e desigualdade social; políticas de identidade e construção de novas subjetividades; usos do espaço urbano; patrimônio material e imaterial; relações de comunicação e tecnologias digitais; arte e expressões do imaginário em diferentes linguagens; processos de criação; feminismo; desenvolvimento de tecnologias sociais; colonialidade, racismo e diálogos interculturais.

Clique aqui para maiores informações.

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (29 de dezembro, 17 horas)


Na iminência do Ano-Novo, Mário de Andrade aproveita uma breve pausa em Natal para refletir sobre o sentido das tradições. Afinal, quais delas orientam sua literatura? Como conciliar o “moderno” com o “antigo”? Nessa crônica do tempo, o escritor reflete ainda sobre dilemas urbanos e aponta aquilo que considera algumas das positivas particularidade natalenses.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Celebra | Aniversário de Elide Rugai Bastos

Elide Rugai Bastos faz aniversário!

Decana da área de Pensamento social no Brasil, Elide é professora Emérita da Unicamp, onde desenvolveu impactante atividade de ensino, formação e pesquisa. Autora de obra vasta e fundamental na sociologia, ajudou a recolocar as interpretações do Brasil e a formação da sociedade brasileira como temas de pesquisa e debate público. Recentemente publicou A máquina das desigualdades. Florestan Fernandes interpreta o Brasil (Editora Vozes, 2025). Laureada com o prêmio Florestan Fernandes da Sociedade Brasileira de Sociologia, Elide integra o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social.

A BVPS, o CP de Pensamento Social da SBS e o GT de Pensamento Social no Brasil da Anpocs saúdam a professora, colega e amiga.

Abaixo, conheça um pouco mais ou reveja Elide Rugai Bastos na BVPS:

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BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

Dando continuidade à Autorais Laura de Mello e Souza, hoje trazemos o texto “A ideologia da vadiagem”, originalmente publicado no livro Desclassificados do ouro. A pobreza mineira no século XVIII.

Nele, a historiadora examina a constituição de uma camada de desclassificados na sociedade mineira, cujo tratamento pelas elites oscilava entre o ônus ao Estado por sua suposta indolência (que ameaçava a ordem) e a utilidade em tarefas perigosas que os cativos não podiam desempenhar. A camada dominante, ao mesmo tempo que fazia uso da mão de obra dessa população marginalizada sempre que conveniente, difundia um discurso que a estigmatizava como vadia e inapta ao trabalho. Essa ideologia teve consequências profundas, como demonstra a autora, que talvez ainda se façam sentir no presente: impediu a formação de uma consciência de grupo entre os homens livres pobres, fazendo-os se identificarem com a camada dominante em troca de utilidade social momentânea; legitimou a repressão estatal; e serviu para justificar a necessidade absoluta da mão de obra escrava, apresentando a escravidão como a única alternativa viável para o funcionamento da economia colonial.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir o primeiro texto, clique aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | História dos feminismos na América Latina, por Dora Barrancos

Na última rodada da Ocupação Mulheres 2026, publicamos dois trechos do livro História dos feminismos na América Latina, de Dora Barrancos, uma das principais intelectuais da região nos estudos de gênero e feminismo. No prefácio à edição brasileira, publicada pela Bazar do Tempo em 2022, a autora relembra sua trajetória pessoal e intelectual, marcada pelo exílio no Brasil entre 1977 e 1984, período em que aderiu ao feminismo e passou a reconhecer a centralidade da estrutura patriarcal na produção das desigualdades sociais. Em um trecho da introdução, Barrancos apresenta um panorama histórico dos feminismos latino-americanos, destacando seus diferentes ciclos de desenvolvimento ao longo do século XX e início do XXI e mostrando como essas mobilizações contribuíram para transformar as relações de gênero e ampliar direitos na região.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

Boa leitura e continue acompanhando a programação da BVPS, repleta de novidades neste ano. Para ficar por dentro de tudo, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar na lista da BVPS no WhatsApp.

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Ocupação Mulheres 2026 | Misoginia e violência digital de gênero, por Cristina Scheibe Wolff

Na última rodada da Ocupação Mulheres, Cristina Scheibe Wolff (UFSC) analisa como a misoginia se intensifica no ambiente digital. Ao discutir vieses algorítmicos, monetização de conteúdos misóginos e a articulação entre antifeminismo e extrema direita, o texto mapeia a chamada machosfera (red pills, incels e afins) e suas conexões com discursos de ódio. Com base em pesquisas recentes e no debate público brasileiro, a autora mostra como a internet se tornou um espaço de violência digital de gênero. Também apresenta caminhos de enfrentamento desenvolvidos pelo Projeto Internet LEGH/UFSC, que aposta na educação crítica como “escudo” contra o bombardeio cotidiano de misoginia.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | A potência afetiva, ética e política dos cuidados em tempos sombrios, por Rosario Fernández Ossandón

Na última rodada de postagem do 8M na BVPS, Rosario Fernández Ossandón (Universidade do Chile) discute a centralidade dos cuidados nas agendas feministas e nas políticas públicas da América Latina. A autora revisita o papel dos movimentos de mulheres na politização do cuidado e discute avanços recentes, como a criação do sistema Chile Cuida, destacando o reconhecimento do cuidado como trabalho e como direito. Ao mesmo tempo, o texto propõe pensar os cuidados para além das políticas estatais, enfatizando sua dimensão afetiva, ética e relacional. Em um contexto de ofensiva conservadora e de múltiplas violências, a autora argumenta que os cuidados podem constituir práticas de resistência e formas de sustentar o mundo comum.

Aproveitamos para agradecer a participação das autoras nesta quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. Para saber mais sobre essa edição, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), clique aqui. Outros textos publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | O último livro de Beatriz, por Heloisa Teixeira

Encerramos a Ocupação Mulheres de 2026, que buscou promover trocas e diálogos entre mulheres e feministas latino-americanas, com um texto de Heloisa Teixeira sobre o livro La máquina cultural: maestras, traductores y vanguardistas, de Beatriz Sarlo, publicado originalmente no Jornal do Brasil em fevereiro de 2000, quando a autora ainda assinava como Heloisa Buarque de Hollanda. Nele, Helô destaca a posição crítica de Beatriz Sarlo no debate dos estudos culturais e explora o tema da tradução como chave para pensar os deslocamentos intelectuais e culturais entre diferentes contextos.

O texto integra o livro Crítica e rebeldia: Heloisa Buarque de Hollanda no Jornal do Brasil (1980-2005), organizado por André Botelho e Caroline Tresoldi, que será lançado em 28 de março, quando se completa um ano do falecimento de Helô. Confira mais informações sobre o lançamento aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | Grudar a língua na cidade: Papel-mulher, por Luciana di Leone

Neste 8M, Luciana di Leone (UFRJ) parte de uma experiência pedagógica durante a pandemia para refletir sobre o surgimento de Papel-mulher, iniciativa coletiva que cola frases de escritoras nas ruas de diferentes cidades latino-americanas. Entre encontros virtuais, grupos de WhatsApp e intervenções com lambe-lambes, o texto mostra como a circulação dessas palavras transforma a leitura em gesto coletivo e ocupação do espaço público. Para a autora, ao “grudar a língua” na cidade, os cartazes instauram uma política da linguagem que disputa o que é literatura, quem pode falar e como se constrói o espaço público.

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Ocupação Mulheres 2026 | Do auge ao desassossego: memórias, afetos e disputas no 8M, por María Angélica Cruz Contreras

Neste 8M, María Angélica Cruz Contreras (Universidad de Valparaíso) analisa o 8M no Chile em um contexto de ascensão da ultradireita e avanço de contramovimentos neoconservadores. A partir da noção de “desassossego”, a autora examina como os afetos, as memórias e as disputas simbólicas atravessam o presente, tensionando conquistas recentes dos feminismos. Com base em pesquisa etnográfica sobre as marchas em Valparaíso e Santiago, Cruz mostra como o 8M se tornou espaço de transmissão de memórias e politização dos afetos. Retomar essas tramas, para ela, é fundamental para compreender a contraofensiva atual e sustentar a persistência das lutas em um cenário de incertezas.

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Ocupação Mulheres 2026 | Os direitos das mulheres também são direitos humanos, por Claudia Bacci

Neste 8M, publicamos texto de Claudia Bacci (IEALC-UBA) sobre a violência de gênero nas ditaduras do Cone Sul e o papel das mulheres nas lutas por memória, verdade e justiça. A socióloga mostra como os testemunhos de sobreviventes e familiares foram fundamentais para tornar visíveis violências por muito tempo silenciadas. Nesse percurso, a afirmação de que os direitos das mulheres são direitos humanos ampliou o campo da justiça e transformou a compreensão pública das violências ditatoriais, oferecendo também ferramentas para enfrentar, no presente, os negacionismos e as ofensivas conservadoras contra esses direitos.

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