Série Back to the 70s | Sobre “A vida em outro lugar: crônica do exílio”, por Angela Leite Lopes

Publicamos hoje na série Back to the 70s: Euforia e sombras, uma prévia da mesa “A vida em outro lugar: crônica do exílio”, de Angela Leite Lopes, com debate de Gilberto Hochman (Fiocruz) e mediação de Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ). A gravação será disponibilizada nesta sexta-feira, 29/05, às 17h no canal da BVPS no Youtube.

O título “A vida em outro lugar”, além de síntese da experiência no exílio, assume, no livro, o sentido de uma prática de si. Em meio ao recrudescimento das ameaças à democracia brasileira em 2018, Angela Leite Lopes retorna às memórias dos anos passados fora do país, consequência da perseguição política sofrida por seus pais durante a ditadura militar. No conjunto dos relatos de filhos de exilados, seu livro incentiva a pensar o exílio – e, de maneira mais geral, a convivência entre culturas –, a partir da condição de permanente estrangeira, sublinhando os intervalos de diferença que compõem qualquer tentativa de assimilação cultural. Se nossas relações com a tradição europeia estão absorvidas por essa questão, como trabalhar a subjetividade individual dentro desse espaço especulativo?

Leia o texto e acompanhe a mesa. Você é nossa/o convidada/o especial!

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar os outros textos da série, clique aqui.

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BVPS | International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done?


The BVPS Blog is delighted to begin today the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor-in-chief of the BVPS blog), with editorial assistance from Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

The symposium invited Brazilian and international specialists, drawn from three major areas of the social sciences – social theory, the sociology of work, and Brazilian social and political thought – to address four questions concerning the complex relations between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. Beyond the search for a consistent diagnosis, it also sought to discuss concrete solutions to the problem. The responses received will be published in blocks starting next week, always on Wednesdays, simultaneously in Portuguese and English. Today we publish the introduction signed by the organizers.

See below.

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BVPS | Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?


A BVPS tem a alegria de dar início hoje ao simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e que conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

O simpósio convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. Além da busca por um diagnóstico consistente, buscou-se discutir saídas concretas para os impasses identificados. As respostas recebidas serão publicadas em blocos a partir da próxima semana, sempre às quartas-feiras, simultaneamente, em português e inglês. Hoje publicamos a apresentação assinada pelos organizadores.

Confiram abaixo.

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Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza

Ramon Feliphe Souza (PPGHCS/Fiocruz) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre uma experiência singular e pouco explorada da história política brasileira: os Encontros dos Bispos do Nordeste, cuja primeira edição ocorreu há exatos 70 anos.

Souza reconstrói como bispos articulados pela CNBB, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, reuniram lideranças religiosas, técnicos do Estado e o próprio presidente da República em torno de uma agenda de enfrentamento do subdesenvolvimento regional. As duas edições do encontro, em Campina Grande (1956) e Natal (1959), resultaram na assinatura de 49 decretos presidenciais e na mobilização de cerca de 1,2 bilhão de cruzeiros em recursos públicos. O autor mostra como esses eventos não apenas influenciaram políticas públicas do governo JK, contribuindo para a criação da própria SUDENE, mas ajudaram a consolidar a noção de um “Nordeste subdesenvolvido” como problema nacional. Afinal, o que esse capítulo pouco lembrado da história regional revela sobre os limites e as possibilidades do diálogo entre fé, Estado e democracia no Brasil?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   


Mário de Andrade continua sua imersão no universo dos engenhos nordestinos e descreve a fabricação tradicional do açúcar nos antigos banguês. Os detalhes são o principal alvo de sua atenção. Nesta crônica, Mário observa os espaços – como a casa do engenho e a casa das máquinas –, os processo de produção e a divisão do trabalho, capturando, ao fim, os ânimos crescentes pela modernização.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS | Booktrailer “Carlos Drummond de Andrade”, de Silviano Santiago

A BVPS divulga hoje o booktrailer do livro Carlos Drummond de Andrade, de Silviano Santiago. Lançado originalmente em 1976, o livro propõe uma leitura inovadora da obra de Drummond, assinalando um ponto de inflexão na crítica literária no país.

Esta nova edição do primeiro livro de crítica de Silviano Santiago integra agora a Coleção Clássicos Brasileiros das Ciências Sociais (Ed. Vozes). Coordenada por André Botelho, esta iniciativa vem recolocando em circulação obras decisivas, representativas de temas e áreas de pesquisa das ciências sociais em sentido amplo – que você pode conhecer melhor aqui.

A edição do booktrailer é assinada por João Mello (PPGS/UFRJ), assistente editorial da BVPS. Para conferir uma matéria sobre o livro, assinada por Caroline Tresoldi (PPGS/UFRJ), editora da BVPS, clique aqui.

BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

Publicamos hoje o segundo texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares, “Campesinato e Capitalismo”, originalmente capítulo do livro Campesinato: ideologia e política, de 1981.

O texto nos convida a rever a questão agrária a partir das contradições vividas pelo campesinato no Brasil. Numa formação social em que predomina o modo de produção capitalista, argumenta o autor, o campesinato não pode ser compreendido nem como resíduo pré-capitalista, ou não capitalista, nem como simples engrenagem funcional ao capital. Articulando teoria marxista, crítica ao estruturalismo e um estudo etnográfico de Bom Jesus, o autor revela como a relação entre capitalismo e pequena produção agrícola é muito mais complexa, ambígua e politicamente disputada do que sugerem as interpretações tradicionais.

Não perca, semanalmente, sempre às segundas-feiras, as publicações dessa nova edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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Eurídice Figueiredo

Partiu neste sábado, dia 23 de maio, Eurídice Figueiredo, professora de Literatura da Universidade Federal Fluminense.

Mestre em Língua e Literatura Francesa e doutora em Letras Neolatinas pela UFRJ, deixa uma obra intelectual marcada pela excelência acadêmica e relevância política. Dessas que fazem diferença para estudantes, pesquisadores/as e colegas. Pioneira nos estudos feministas e das narrativas de mulheres exiladas pela ditadura, sua importante produção bibliográfica é referência em diversas instituições no Brasil e no exterior. Eurídice também atuou ativamente em defesa da nossa democracia em um dos períodos mais terríveis da nossa história. Lutou contra a ditadura civil-militar no Brasil, o que resultou em seu exílio ainda muito jovem.

Eurídice fará muita falta e deixará muita saudade. Também na BVPS, onde teve colaboração importante, como na curadoria da Ocupação 8M de 2025. Nos solidarizamos com a família, amigos/as e discípulos/as, como os amigos Rodrigo Jorge Neves e Anna Faedrich.

André Botelho

BVPS Convida | GT Pensamento Social no Brasil – ANPOCS 2026

A BVPS convida todas e todos a submeterem propostas para o GT de Pensamento Social no Brasil, no 50º Encontro Anual da ANPOCS, coordenado pelos professores Mário Medeiros (Unicamp) e Maurício Hoelz (UFRRJ).

O Grupo de Trabalho será realizado de maneira presencial na Unicamp. As inscrições estão abertas até o dia 16/06, no site do evento.

Confira abaixo a ementa do GT.

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Coluna Renato Ortiz | Ruído e Silêncio


Renato Ortiz (Unicamp) reflete sobre os impasses da escuta no mundo contemporâneo. Theodor Adorno, Max Horkheimer, José Ortega y Gasset e Umberto Eco são revisitados para mostrar que o problema da comunicação na sociedade de massas já não é apenas o silêncio imposto pela uniformidade, mas também o excesso de vozes e ruídos que atravessam o espaço público digital, que tornam a escuta cada vez mais difícil. Assim, provoca Renato Ortiz, talvez o desafio de nosso tempo seja justamente reaprender a ouvir o silêncio dos sons.

Para conferir outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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Homenagem | Carlos Guilherme Mota

Carlos Guilherme Mota, um dos grandes nomes da historiografia brasileira, faleceu ontem, dia 20 de maio de 2026, aos 85 anos.

Professor titular de História Contemporânea da FFLCH-USP e de História da Cultura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, deixa uma contribuição fundamental. Ganhador do prêmio Machado de Assis (2011) e professor emérito da USP, dedicou sua trajetória a investigar as ideias e a cultura que moldaram o Brasil. Entre seus livros estão A Ideia de Revolução no Brasil e Outras Ideias, 1789-1799: a Revolução Francesa e História do Brasil. Sua obra mais influente, Ideologia da Cultura Brasileira (1933-1974), dedicou-se a mapear as vertentes do pensamento crítico nacional, de Mário de Andrade e Caio Prado Jr. a Antonio Candido e Ferreira Gullar.

Em homenagem a Carlos Guilherme Mota, a BVPS publica o prefácio que ele escreveu para Crescendo durante a Guerra numa Província Ultramarina (1978), de Silviano Santiago. Bons amigos, Carlos Guilherme, nos conta seu sobrinho, o editor Sergio Cohn, tinha Silviano como “um grande poeta, para além de grande pensador. Sempre me dizia isso e me deu os livros de poesia do Silviano autografados, dizendo que eu deveria ler com muita atenção”. Lembrar da amizade, do historiador cultivado e de sua família intelectual, de vidas entrelaçadas pelos livros, é a nossa forma singela de manifestar pesar pela perda do autor. E também, com a poesia que ele gostava, de nos solidarizarmos com aquelas e aqueles que sofrem de mais perto a sua perda. Trazemos ao fim fotografias dessa amizade.

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Pasolini com a gente | Tutti notas, por Renato Negrão

Na terceira semana de posts da série Pasolini com a gente, trazemos publicações de Renato Negrão e JORDAN, que, através de relatos autobiográficos, retratam como a dimensão individual se relaciona de maneira visceral ao repertório legado por Pier Paolo Pasolini.

Negrão, como que um convite à descrença, nos traz um texto que não distingue com clareza o que viveu do que inventou. Seja em uma livraria, um teatro, um aterro ou mesma em cama alheia, o autor coleciona capítulos de um roteiro em que parece não reconhecer como seu, mas que Pasolini, como uma sombra, reaparece em cada um deles. O poeta JORDAN, por sua vez, também em relato pessoal, atravessa elementos como infância, violência, sexualidade e fé sem pedir licença. Convocando Freud como interlocutor, nos traz uma prosa nua e crua que não separa o corpo das memórias.

Não perca, na próxima semana quinta-feira, a última publicação da série. Confira os posts anteriores clicando aqui.

Boa leitura!

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Pasolini com a gente | 120 dias em uma Sodoma-Favela: uma autobiografia sem autopiedade, por JORDAN

Na terceira semana de posts da série Pasolini com a gente, trazemos publicações de Renato Negrão e JORDAN, que, através de relatos autobiográficos, retratam como a dimensão individual se relaciona de maneira visceral ao repertório legado por Pier Paolo Pasolini.

Negrão, como que um convite à descrença, nos traz um texto que não distingue com clareza o que viveu do que inventou. Seja em uma livraria, um teatro, um aterro ou mesma em cama alheia, o autor coleciona capítulos de um roteiro em que parece não reconhecer como seu, mas que Pasolini, como uma sombra, reaparece em cada um deles. O poeta JORDAN, por sua vez, também em relato pessoal, atravessa elementos como infância, violência, sexualidade e fé sem pedir licença. Convocando Freud como interlocutor, nos traz uma prosa nua e crua que não separa o corpo das memórias.

Não perca, na próxima semana quinta-feira, a última publicação da série. Confira os posts anteriores clicando aqui.

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BVPS Celebra | A Sociologia chega aos 60: Celi Scalon e Frédéric Vandenberghe

A Sociologia chega aos 60!

A BVPS parabeniza Celi Scalon e Frédéric Vandenberghe, ambos do IFCS/UFRJ, pelos aniversários recentes. Aproveitamos a ocasião para fazer da homenagem reflexão. Celebramos as trajetórias individuais desses dois sociólogos destacados na nossa comunidade nacional, claro. Mas, à semelhança de outras ações que realizamos, como a série e o livro Modos de narrar a Sociologia brasileira, propomos pensar, sociologicamente, sobre as realizações, impasses e desafios da Sociologia a partir das trajetórias pessoais. Aqui abordadas a partir da categoria de “geração”, variável analítica que, infelizmente, praticamente desapareceu do trabalho recente, e que já se mostrava decisiva na Modos de narrar a sociologia.

Assim, temos a alegria de publicar textos de André Salata (PUC-RS) e Lucas Soneghel (UFPE), homenageando seus antigos orientadores, Celi e Fred, duas trajetórias que, cada uma a seu modo, mostram que a melhor Sociologia se faz com rigor, compromisso e generosidade. Parabéns à Celi e ao Fred, a quem agradecemos a trajetória de contribuição à nossa disciplina, que importa tanto ser pensada e repensada.

Boa leitura!

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BVPS Celebra | A Sociologia chega aos 60: Celi Scalon e Frédéric Vandenberghe

A Sociologia chega aos 60!

A BVPS parabeniza Celi Scalon e Frédéric Vandenberghe, ambos do IFCS/UFRJ, pelos aniversários recentes. Aproveitamos a ocasião para fazer da homenagem reflexão. Celebramos as trajetórias individuais desses dois sociólogos destacados na nossa comunidade nacional, claro. Mas, à semelhança de outras ações que realizamos, como a série e o livro Modos de narrar a Sociologia brasileira, propomos pensar, sociologicamente, sobre as realizações, impasses e desafios da Sociologia a partir das trajetórias pessoais. Aqui abordadas a partir da categoria de “geração”, variável analítica que, infelizmente, praticamente desapareceu do trabalho recente, e que já se mostrava decisiva na Modos de narrar a sociologia.

Assim, temos a alegria de publicar textos de André Salata (PUC-RS) e Lucas Soneghel (UFPE), homenageando seus antigos orientadores, Celi e Fred, duas trajetórias que, cada uma a seu modo, mostram que a melhor Sociologia se faz com rigor, compromisso e generosidade. Parabéns à Celi e ao Fred, a quem agradecemos a trajetória de contribuição à nossa disciplina, que importa tanto ser pensada e repensada.

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BVPS Agenda | Aula aberta e gratuita com Ítalo Moriconi

Abrindo as comemorações dos 70 anos de Grande sertão: veredas, Ítalo Moriconi falará sobre o clássico de Guimarães Rosa compartilhando sua experiência de leitor atilado. A aula pública online ocorrerá amanhã, 20 de maio, às 19hs, através deste link.

Modos e repertórios de leitura do Grande sertão são o tema do novo livro do crítico: Para ler Grande sertão: veredas, a ser lançado em breve e já disponível em pré-venda pela editora Autêntica. O título inicia a coleção Para ler, em que críticos farão leituras de grandes clássicos da literatura brasileira.

Compartilhamos a apresentação do livro com nossos leitores e leitoras! Relembre a coluna de Ítalo na BVPS, Cenas de escrita para um diário íntimo, clicando aqui.

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BVPS Agenda | Pensamento social de Elza Berquó e as desigualdades: 100 anos

Na próxima quinta-feira, dia 21 de maio, a Uerj recebe o evento Pensamento Social de Elza Berquó e as desigualdades: 100 anos, em homenagem à vida e impacto da obra da demógrafa Elza Berquó para promoção da equidade. Além das mesas de debate, o evento promoverá o lançamento no Rio de Janeiro do livro Populações e Desenvolvimento: 30 anos pensando, repensando e construindo o Brasil.

O evento acontecerá na Capela Ecumênica do campus Maracanã (Uerj), das 14h às 19h.

Confira abaixo a programação completa.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   


Mário de Andrade chega ao destino, em Bom Jardim, e escreve uma crônica sobre a rotina de um engenho de cana-de-açúcar. Descreve os aromas, os afazeres, as pessoas, a meladura pesada de açucar que escorre pelos canaletes até sua escrita. Há neste texto um quê especial de curiosidade por parte do modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Colóquio Internacional “Marguerite Duras: porosidade e intermidialidade”

A partir de hoje, tem início o Colóquio Internacional Marguerite Duras: porosidade e intermidialidade no Centro MariAntonia da USP (Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque – SP). O evento acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio, reunindo pesquisadores de diversos países para refletir sobre autora que marcou a literatura mundial ao romper barreiras de gêneros artísticos, sexualidade e estéticas, afirmando a “abertura” como princípio chave da relação com o mundo e o outro.

O colóquio é organizado por Maurício Ayer (TEL/UnB), Claudia Consuelo Amigo Pino (DLM/USP), Maria Cristina Vianna Kuntz (USP-DTLLC, pesquisadora) e Luciene Guimarães (CRIalt).

Confira abaixo a programação completa.

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

A BVPS apresenta sua nova série Autorais, que tem a honra de publicar uma seleção de textos de Luiz Eduardo Soares, uma das maiores referências do debate sobre a segurança pública no país.

Formado em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, Luiz Eduardo Soares construiu uma trajetória acadêmica singular que não se deixa domesticar pelas fronteiras da especialização disciplinar. Fez mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional da UFRJ, sob orientação de Otávio Velho, e doutorado em Ciência Política no IUPERJ, orientado por Wanderley Guilherme dos Santos. Completou sua formação com um pós-doutorado em Filosofia Política na University of Virginia, sob a supervisão de Richard Rorty – um percurso que ilumina sua rara capacidade de se mover com desenvoltura entre o rigor teórico das ciências sociais e a sensibilidade da escrita literária.

Ao longo de mais de quatro décadas, Luiz Eduardo Soares vem se dedicando ao estudo da violência e da segurança pública no Brasil, transitando com igual “rigor indisciplinado” entre a universidade e o campo da gestão estatal. Foi professor na UNICAMP, no IUPERJ e na UERJ, pesquisador do ISER, onde foi um dos fundadores da área de pesquisas sobre violência, e visiting scholar em Harvard, Columbia, University of Virginia, University of Pittsburgh e no Vera Institute of Justice, de New York. Desde novembro de 2024, atua como Pesquisador Visitante Emérito da FAPERJ e ocupa a Cátedra Patrícia Acioli no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ.

No campo institucional, atuou como Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro no governo Anthony Garotinho (1999-2000), como Secretário Nacional de Segurança Pública no primeiro mandato do presidente Lula (2003), e como consultor de segurança pública nas prefeituras de Porto Alegre e Nova Iguaçu. Sua passagem pelo governo fluminense ficou marcada pela coragem de denunciar a “banda podre” da polícia, o que lhe custou o exílio nos Estados Unidos para escapar de ameaças de morte.

Luiz Eduardo Soares pensou por dentro os problemas da segurança pública para o Estado democrático de direito. Sua análise contundente do que chama de “enclaves institucionais” – isto é, as forças de segurança que, mesmo após a Constituição de 1988, permaneceram refratárias à autoridade civil republicana – formula um diagnóstico preciso: a transição democrática não alcançou as instituições policiais, e o Estado abdicou do controle do sistema penitenciário, fortalecendo as facções criminosas. Para ele, enfrentar esse nó exige não apenas coragem política, mas uma revisão profunda da arquitetura institucional da segurança, da política de drogas e do encarceramento em massa.

Com mais de 27 livros publicados (e contando…), Luiz Eduardo Soares vem produzindo uma obra plural que articula pesquisa acadêmica, relato biográfico, ensaio político e ficção literária, convidando à reflexão sobre os impasses e reviravoltas da democracia na sociedade brasileira. É autor de peças de teatro, argumentos para cinema, quatro romances e cerca de 80 artigos em revistas especializadas nacionais e internacionais. Dois de seus livros – Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, escritos com André Batista e Rodrigo Pimentel – foram adaptados para o cinema, gerando o famigerado Capitão Nascimento e mostrando ao grande público a anatomia da violência policial no Rio de Janeiro.

Uma grande curiosidade intelectual indomável aliada a um senso de justiça pública e participativa talvez seja o fio que percorra tantas contas diferentes nessa trajetória desafiante, múltipla, colorida, única. Um fio vivo (e vermelho, já que usamos as cores como metáfora da diversidade) que religa temporalidades diferentes – dos anos de formação numa tradição católica de engajamento, do militante comunista contra a ditadura militar, do formulador e gestor de políticas públicas e do aliado dos movimentos sociais e culturais urbanos – numa espécie de eterna juventude, alimentada por aquilo que ele mesmo nomeia como um “sentimento de missão”. Luiz Eduardo Soares nunca separou o trabalho intelectual do compromisso ético com a realização dos direitos humanos. E isso faz dele um intelectual público no sentido mais pleno da expressão.

Agradecemos a Luiz Eduardo Soares por nos permitir compartilhar com as leitoras e os leitores da BVPS uma amostra de seu pensamento crítico e provocador.

A seleção de textos da série reúne diferentes momentos decisivos desse percurso, de ensaios já clássicos a escritos ainda inéditos, e percorre estudos sobre religião popular, teoria política clássica, hermenêutica, antropologia da cultura, crítica das esquerdas, justiça e violência. Mais do que um conjunto heterogêneo de temas – o que já chama a atenção para a envergadura de uma obra que busca compreender o social de modo multidimensional –, a sequência de textos revela uma capacidade consistente de interrogar, sob diferentes perspectivas, os fundamentos morais, simbólicos e políticos da vida coletiva. Mudam os objetos, mas permanece a preocupação com os modos pelos quais a sociedade e seus outros produzem sentido, legitimam ordens e enfrentam a precariedade constitutiva da experiência humana.

Neste primeiro post, a leitora e o leitor terão acesso ao texto “Notas sobre a ideologia kardecista”, escrito em 1977, mas publicado hoje pela primeira vez. Nele, a partir dos livros Nosso Lar (1943) e Os Mensageiros (1944), psicografados por Chico Xavier, o autor analisa a cosmologia kardecista, examinando a relação entre indivíduo e hierarquia que estrutura o mundo espiritual e refletindo sobre como essa organização social se vincula ao horizonte ideológico-político integralista, em disputa pela hegemonia dos campos intelectual e político exatamente no contexto em que os livros foram escritos e publicados.

Acompanhe, semanalmente, sempre às segundas-feiras, esta nova edição da série Autorais.

E, não deixe de assistir ao espetáculo “Assim na Terra como no Céu”, em cartaz no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa (Rua Prudente de Morais, 824) até dia 26 de maio. Com texto de Luiz Eduardo Soares e direção de Marcus Faustini, a peça aborda a relação entre saúde mental e o esporte, assim como os desafios do crescimento do mercado de inteligência artificial. As sessões são gratuitas, sempre às quintas e sextas, às 20h, sábados, às 17h e 20h e domingos, às 19h.

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