BVPS Edições | Autorais Elisa Reis | Apresentação de Karim Helayel

A BVPS Edições tem a alegria de apresentar mais uma edição da série Autorais, com textos de Elisa Pereira Reis, uma das principais referências da sociologia política produzida no Brasil.

Professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (PPGSA/UFRJ) e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade (NIED/UFRJ), Elisa Reis é doutora em Ciência Política pelo MIT, membra da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da The World Academy of Sciences (TWAS), e recebeu o Prêmio Florestan Fernandes (SBS, 2017) e o Prêmio Antônio Flávio Pierucci de Excelência Acadêmica (ANPOCS, 2021).

Com organização de Karim Helayel (UFRJ), a série reúne oito trabalhos que atravessam mais de quatro décadas da produção de Elisa Reis, dos anos 1980 à década de 2010, seis deles publicados de maneira inédita em português nesta Autorais. Os textos percorrem eixos centrais de seu pensamento: as raízes agrárias do autoritarismo e a formação do Estado nacional; as relações entre Estado, mercado e solidariedade; a sociologia política brasileira em perspectiva histórica; nacionalismo, cidadania e os desafios latino-americanos de autoridade e solidariedade; e a democracia como desafio de reconciliar igualdade e diferença.

Agradecemos a Elisa Reis por compartilhar com as leitoras e os leitores da BVPS produção rigorosa e atual, e a Karim Helayel por seu trabalho de seleção e tradução.

Publicamos hoje a apresentação assinada pelo curador Karim Helayel.

Não percam, semanalmente, sempre às segundas-feiras, a nova edição da série Autorais. Boa leitura!

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Ressurgências | A voz sonora de um veterano, por Alcida Rita Ramos, Marcos Terena e Francisco Sarmento

Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) recebem Marcos Terena na edição de agosto da coluna Ressurgências. Piloto, líder indígena e, agora, aos 74 anos, graduando em Ciências Sociais pela UnB, Terena compartilha com os leitores da BVPS sua trajetória na luta pelos direitos indígenas.

A voz sonora de um veterano ecoa o tema da memória. Recoloca em primeiro plano o que muitas vezes se perde nas narrativas sobre conquistas políticas: as pessoas. Marcos Terena, primeiro presidente da UNIND – União das Nações Indígenas –, escreve um testemunho que nos relembra os riscos e as incertezas que atravessam aqueles dispostos à luta. Ao lado de sua voz, Ramos e Sarmento refletem sobre a memória como responsabilidade para o futuro, perguntando o que as gerações que vieram antes podem nos ensinar sobre os caminhos que ainda estão por construir.

Para conferir outros textos da coluna Ressurgências, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Celebra | A Sociologia chega aos 60: Rogerio Proença Leite

A Sociologia chega aos 60!

A BVPS parabeniza Rogerio Proença Leite. Aproveitamos a ocasião para fazer da homenagem reflexão. Celebramos a trajetória desse sociólogo destacado na nossa comunidade nacional, claro. Mas, à semelhança de outras ações que realizamos, como a série e o livro Modos de narrar a Sociologia brasileira, propomos pensar, sociologicamente, sobre as realizações, impasses e desafios da Sociologia a partir das trajetórias pessoais. Aqui abordadas a partir da categoria de “geração”, variável analítica que, infelizmente, praticamente desapareceu do trabalho recente, e que já se mostrava decisiva em Modos de narrar a sociologia.

Assim, temos a alegria de publicar o texto de Simone de Araújo (UFS), em homenagem a seu antigo orientador, professor titular de Sociologia da Universidade Federal de Sergipe. A partir do epíteto medieval De Magistro, Simone retoma Tomás de Aquino para pensar o mestre como aquele que dispõe os sinais para que o outro descubra o saber por si mesmo, método que reconhece nas orientações e aulas de Rogerio. O texto percorre ainda sua trajetória na sociologia urbana brasileira, do conceito de “contra-usos”, nascido da pesquisa no Bairro do Recife, aos estudos sobre patrimônio, gentrificação e cidade. Parabéns ao Rogerio, a quem agradecemos sua contribuição à nossa disciplina, que tanto importa pensar e repensar.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Apresentação de Arilda Arboleya

Em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, a BVPS inicia hoje a série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI). A série se dedica a um tema que atravessa o campo do Pensamento Social Brasileiro sem receber a centralidade que merece nos debates: o seu lugar como componente curricular nos cursos de Ciências Sociais. Se a consolidação do campo já é reconhecida por sua presença em associações, grupos de pesquisa e periódicos, o mesmo não se pode dizer da dimensão do ensino, que segue pouco explorada diante de sua importância.

Na apresentação da série que publicamos hoje, partindo da constatação de que os dispositivos educacionais – currículos, ementas, programas de ensino – não são meros mecanismos formais, mas espaços de disputa em que se definem legitimidades, se distribuem poderes e se reproduzem (ou se contestam) formas de conhecer o social, Arilda Arboleya aponta os desafios que hoje interpelam o Pensamento Social Brasileiro nas salas de aula: as disputas em torno da diversificação do cânone, os apagamentos epistêmicos, as tensões entre permanência e obsolescência curricular.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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BVPS | Ainda há tempo: múltiplas vozes

A BVPS publica o último conjunto de comentários sobre o livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, recém-publicado pela editora Civilização Brasileira. O livro, como ressaltamos no booktrailer que lançamos, é profundamente marcado pelas qualidades de escuta e diálogo, características bem conhecidas da autora. Ao se fazer narradora, Nísia Trindade conseguiu recuperar, analisar e narrar a experiência da pandemia de Covid-19, trazendo sua vivência ímpar, que fez toda a diferença para a sociedade brasileira, na presidência da Fiocruz e, posteriormente, na reconstrução do Ministério da Saúde. Porque fez e faz de sua voz muitas vozes, nosso propósito, nesta ação, foi reunir múltiplos diálogos em torno do seu importante livro.

Trazemos hoje comentários de Dominichi Miranda de Sá (Fiocruz), Fabrício Maciel (UFF), Isabel Lustosa e Ronaldo Oliveira (UERJ).

Agradecemos a todos os autores e autoras que contribuíram com esta iniciativa da BVPS que buscou ampliar e aprofundar as questões suscitadas por esta obra tão necessária ao nosso tempo. Para conferir os demais comentários feitos sobre o livro Ainda há tempo, clique aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e o reencontro do Brasil na Amazônia, por Marilene Corrêa da Silva Freitas

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana dois textos que exploram a dimensão regional na obra do autor.

Marilene Corrêa da Silva Freitas (UFAM) mostra como a Amazônia ocupa lugar estratégico na sociologia de Ianni, tornando-se chave para reinterpretar a formação nacional a partir da expansão do capitalismo, da ação do Estado e dos conflitos pela terra. A autora discute ainda como Ianni inspirou agendas de pesquisa e formou gerações de cientistas sociais comprometidos com uma leitura crítica da região.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Octavio Ianni e as metamorfoses da questão agrária no Brasil, por Lucas Carvalho

Dando continuidade à série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos esta semana dois textos que exploram a dimensão regional na obra do autor.

Lucas Carvalho (UFF) relê a questão agrária na obra de Ianni a partir da chave regional, mostrando como a atenção do autor às diferentes temporalidades e às formas assumidas pelo capitalismo nas diversas regiões brasileiras lhe permitiu compreender suas metamorfoses para além da expansão capitalista e da concentração fundiária. Ao recuperar textos escritos em diferentes momentos da trajetória intelectual de Ianni, Carvalho evidencia a atualidade de uma interpretação que articula as formas históricas da luta pela terra às novas configurações territoriais do agronegócio.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, clique aqui. Outros textos podem ser conferidos aqui.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Curso “Pesquisas e reflexões sobre os estudos rurais no Brasil e as contribuições do CPDA/UFRRJ”, por Leonilde Medeiros e Leonardo Belinelli

Terá início no dia 12 de agosto a disciplina optativa Pesquisas e reflexões sobre os estudos rurais no Brasil e as contribuições do CPDA/UFRRJ, ofertada Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ. A disciplina será ministrada por Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ) e Leonardo Belinelli (UFRRJ).

A partir da efeméride de 50 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), a disciplina visa oferecer uma discussão geral sobre a construção do tema do rural como campo de pesquisa na Sociologia brasileira, o que propiciará discutir o contexto de emergência do CPDA como curso de pós-graduação e as formas pelas quais seus participantes incidiram em diversos debates estruturante desse campo disciplinar.

O curso será oferecida às quartas-feiras à tarde, a partir do dia 12/08.

Alunos de pós-graduação de outras universidades podem se inscrever por meio do contato com a secretaria do CPDA (cpda_secretaria@ufrrj.br). Alunos ouvintes interessados devem manifestar seu interessem no e-mail lobb@ufrrj.br.

Confira abaixo a ementa completa.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Macau (18 de janeiro, 16 horas)   

Após um pouco mais de sete horas de viagem entre Natal e Macau, Mário de Andrade escreve sobre o trajeto pela caatinga. As paisagens ali foram “horrorosas de medonha”, diz. Seca. Seca a se perder de vista. Estamos diante do contraste em relação ao verde e ao mar, tão presentes nos textos anteriores. É assim que entendemos melhor a pluralidade de Nordestes que o diário de viagem de Mário de Andrade expressa. Seja em climas ou culturas, a região não se deixa reduzir à unidade.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

Chegamos ao fim da série Autorais Luiz Eduardo Soares, com uma publicação bônus especial. Encerramos este percurso com o texto “Trotsky & Travesti”, capítulo do livro O rigor da indisciplina (1994), como uma forma de homenagear a memória do antropólogo Hélio R. S. Silva, que nos deixou este ano.

No ensaio, Soares propõe uma leitura comparativa de Travesti: a invenção do feminino, de Hélio Silva, e A história da revolução russa, de Leon Trotsky, refletindo sobre os efeitos dos diferentes usos da linguagem na produção do conhecimento nas ciências sociais.

Ao longo desta série, buscamos reunir textos que testemunham a amplitude e a atualidade da obra de Luiz Eduardo Soares, convidando a uma nova leitura de parte importante de sua produção intelectual. Agradecemos mais uma vez ao autor pela generosidade em compartilhá-la com as leitoras e os leitores da BVPS. Para acessar a série completa, clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Recomenda | Curso “Igualdade e aprendizado social no Nordeste brasileiro”, por André Botelho e Karim Helayel

Terá início no dia 14 de agosto a disciplina optativa Igualdade e aprendizado social no Nordeste brasileiro, ofertada no curso de graduação em Ciências Sociais do IFCS/UFRJ. A disciplina será ministrada por André Botelho (UFRJ) e Karim Helayel (PPGSA/UFRJ), e tem como professora convidada Ana Karla Canarinos (UERJ).

Oferecida às sextas-feiras, 8h40, a disciplina se encontra relacionada à proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), intitulado “Instituto Igualdade – Instituto Nacional de Aprendizado Social e Promoção da Igualdade” que visa reconstituir, compreender e explicar o combate às desigualdades sociais no Brasil, tendo como eixo temático à noção de “aprendizado social para igualdade”. Do ponto de vista da temática, a disciplina aborda uma questão clássica da sociologia política: as relações entre comunidade e democracia, destacando a discussão sobre estrutura agrária, participação social e mudanças sociais e políticas.

Confira abaixo a ementa completa.

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Coluna Renato Ortiz | Fragmentos: notícias de jornal


Na edição de julho de sua coluna – que completou hoje dois anos de existência! –, Renato Ortiz (Unicamp) propõe um novo exercício de reflexão, transformando notícias de jornal em breves fragmentos sobre os impasses do mundo contemporâneo. Turquia, Quênia, Afeganistão, Índia, Estados Unidos, México e Uberaba (não necessariamente nessa ordem) entrelaçam-se por um fio comum: a absurdidade um tanto quanto irônica de nosso tempo. Como em textos anteriores, Ortiz novamente desnaturaliza o contemporâneo, e mostra que por trás da aparente banalidade dos fatos, escondem-se questões que, no mímino, desafiam os limites do bom senso.

Para ler outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | Encerramento do XXXV Congresso Latino-Americano de Sociologia (ALAS)

Após uma semana de intensas atividades, debates e encontros entre pesquisadoras e pesquisadores de diferentes países da América Latina e de outras partes do mundo, acontece nesta sexta-feira (31/7) a cerimônia de encerramento do XXXV Congresso Latino-Americano de Sociologia (ALAS).

A programação, realizada na Tenda dos Diálogos Magistrais (UFRJ), terá início às 16h30, com a abertura institucional, seguida de uma homenagem da ALAS ao sociólogo costarriquenho Daniel Camacho Monge. A cerimônia contará ainda com o diálogo magistral “Horizontes de transformação e mudança social em tempos de policrise”.

Destacamos na programação a conferência especial “Universidade, democracia e ciência em tempos de policrise”, ministrada pela socióloga, ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima.

Para mais informações, clique aqui.

Série Back to the 70s | Rock and roll e a década de todas as revoltas, por Luis Carlos Fridman

Publicamos hoje na série Back to the 70s: Euforia e sombras, uma prévia do seminário “Rock and roll e a década de todas as revoltas”, de Luis Carlos Fridman, que será transmitido ao vivo nesta sexta-feira, 31/07, às 17h no canal da BVPS no Youtube, com debate de Antonio Brasil Jr. (UFRJ).

No texto, a partir do conceito weberiano de afinidades eletivas, Fridman analisa as relações entre o rock and roll e o contexto mais amplo de convulsões políticas e mudanças culturais das décadas de 1960 e 1970. Mais do que “forma” artística de “conteúdos” que emanavam da esfera política, o autor aponta como o rock canalizou o desejo de mudança política que atravessava diferentes sociedades, tornando-se trilha sonora de uma geração que passou a questionar os modos tradicionais de viver e fazer política.

Leia o texto e acompanhe a mesa. Você é nossa/o convidada/o especial!

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar os outros textos da série, clique aqui.

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Sociológicas | As faxineiras dos canaviais, por Maria Moraes

Neste terceiro episódio de Maria Moraes (UFSCar) na série Sociológicas, a autora mostra como a mecanização da lavoura canavieira reorganizou o trabalho manual a partir de uma divisão sexual do trabalho que, entre outros efeitos, deslocou as mulheres para atividades ainda mais precarizadas. Moraes detalha, assim, o cotidiano das “faxineiras dos canaviais”, responsáveis pelo plantio, bituca, recolha de pedras e outras tarefas indispensáveis ao funcionamento da agroindústria. Segundo seu argumento, a modernização do agronegócio convive com antigas formas de exploração, reafirmando desigualdades de gênero e tornando invisíveis as contribuições das mulheres para a alta produtividade dos canaviais.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS | Ainda há tempo: múltiplas vozes

A BVPS traz um conjunto de comentários sobre o livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, recém-publicado pela editora Civilização Brasileira. O livro, como ressaltamos no booktrailer que lançamos, é profundamente marcado pelas qualidades de escuta e diálogo, características bem conhecidas da autora. Ao se fazer narradora, Nísia Trindade conseguiu recuperar, analisar e narrar a experiência da pandemia de Covid-19, trazendo sua vivência ímpar, que fez toda a diferença para a sociedade brasileira, na presidência da Fiocruz e, posteriormente, na reconstrução do Ministério da Saúde. Porque fez e faz de sua voz muitas vozes, nosso propósito, nesta ação, é reunir múltiplos diálogos em torno do seu importante livro.

No terceiro post, trazemos comentários de Arlindenor Pedro, José Abdalla Helayël-Neto & Karim Helayel (PPGS/UFRJ), Rômulo Paes de Sousa (Fiocruz) e Roseana Murray.

Publicaremos, na próxima quarta-feira, a última rodada de comentários de diferentes leitoras e leitores, que ajudam a ampliar e aprofundar as questões suscitadas por esta obra tão necessária ao nosso tempo.

Boa leitura!

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Centenário de Octavio Ianni | Insondável travessia: os caminhos de Ianni, por Gabriel Cohn

Nesta abertura da série Centenário Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, publicamos texto de Gabriel Cohn (USP). Escrito como apresentação da coleção Encontros – Octavio Ianni, da editora Oca Editorial, em vias de publicação, o texto identifica na ideia de metamorfose uma chave para compreender o modo como Ianni fazia sociologia. Mais do que registrar as mudanças sociais, Cohn mostra que Ianni procurava apreender a emergência de novas formas de sociabilidade e das relações que as constituíam, voltando-se sempre para aquilo que ainda estava em formação. É nessa atenção ao novo e às transformações das relações sociais que o autor identifica uma das marcas mais originais da imaginação sociológica de Ianni.

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. Para saber mais sobre essa iniciativa, que tem curadoria de Elide Rugai Bastos, André Botelho e Caroline Tresoldi, clique aqui.

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Centenário de Octavio Ianni: o que pode a sociologia?, por Elide Rugai Bastos, André Botelho e Caroline Tresoldi

Celebrar o centenário de nascimento de Octavio Ianni é um momento especial para a BVPS. Por inúmeras razões. Ao lado da afetiva, por alguns de nós da equipe termos tido a oportunidade de convívio pessoal, destacamos apenas uma: Octavio Ianni faz muita falta à sociologia. Seu raciocínio e expressão claros sobre problemas complexos, sua habilidade de pensar o contemporâneo e o processo social simultaneamente, sua perspectiva multidimensional, capaz de relacionar o gesto mais subjetivo ao mais macrossocial, e sua capacidade de fazer e refazer perguntas fundamentais são cruciais para um renascimento sociológico. A sociologia, diria o próprio Ianni, está permanentemente em crise, pois o social está sempre em movimento. E ela tem potencialmente a capacidade de se repensar e se reinventar nessas crises, mas, para isso, é preciso coragem. Elide Rugai Bastos, André Botelho e Caroline Tresoldi trazem, nesta nova série da BVPS, o testemunho e a reflexão de alguns que conviveram com Ianni e de outros que são seus leitores, à distância. O que se percebe no conjunto, no entanto, desfaz a própria dicotomia. Ianni existe e está vivo em seus textos, plenos de presença, mapas e caminhos inspiradores de uma sociologia crítica.

No pôster da série, além da ideia mais evidente da comemoração do centenário como oportunidade para desmontar e remontar a contribuição de Octavio Ianni à sociologia, queremos também sugerir algo sobre a dinâmica constitutiva da sociedade e sobre como a sociologia deve acompanhá-la. 

Ao longo dos próximos meses, até o centenário de Octavio Ianni, a ser celebrado em outubro, a BVPS publicará, sempre às quartas-feiras, dois novos textos dedicados à análise de sua obra. A série tem início hoje com a apresentação dos curadores, que pode ser conferida a seguir, e um ensaio de Gabriel Cohn, que pode ser acessado aqui.

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BVPS Resenha | “Nordestes – Diário de viagem (1928-1929)”, por Ana Karla Canarinos

Publicamos hoje a resenha de Ana Karla Canarinos (UERJ) sobre o livro Nordestes — Diário de viagem (1928-1929), organizado por André Botelho (UFRJ) e Onildo Correa (PPGS/UFRJ), e publicado neste ano pela editora Casa Matinas.

Na resenha, Ana Karla Canarinos sugere que a obra possui o mérito de recuperar um conjunto de crônicas fundamentais para compreender o projeto estético, político e linguístico de Mário de Andrade. Ao retomar a trajetória editorial desses textos e preservar a grafia modernista do autor, os organizadores evidenciam como a linguagem popular, a oralidade e as diferentes formas de expressão dos sujeitos encontrados durante a viagem constituem elementos centrais da proposta literária de Mário.

Canarinos aponta que as crônicas presentes no livro recusam a oposição entre nacionalismo e cosmopolitismo, construindo uma representação plural do Brasil, sobretudo dos diferentes Nordestes, que escapa às imagens cristalizadas da seca e da homogeneidade regional. A viagem de Mário de Andrade torna-se, assim, uma experiência de contato com a alteridade, em que descrição, invenção e poesia se articulam para traduzir as múltiplas vozes da cultura brasileira, fazendo da diferença um princípio estético e crítico.

O livro pode ser adquirido no site da editora, clicando aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (17 de janeiro, 20 horas)   


Mário de Andrade
está às vésperas de percorrer o Rio Grande do Norte de automóvel. Da zona açucareira, seguirá para as regiões do sal e do algodão. Aproveita o ensejo para examinar limites e promessas da cotonicultura nordestina. Nessa crônica, o escritor registra um momento em que o Nordeste começava a imaginar para si um novo lugar na economia mundial, movido, como ele próprio diz, pela “ânsia de crescer deveras”.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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