Ocupação Mulheres 2026 | Flora Sussekind e a teoria literária no Brasil, por Ana Karla Canarinos

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, Ana Karla Canarinos (UERJ) analisa a obra de Flora Sussekind, uma das maiores críticas literárias brasileiras. Tomando como ponto de partida Tal Brasil, qual romance?, a autora mostra como Sussekind questiona o princípio da “identidade” e a permanência do naturalismo na tradição crítica nacional, tensionando modelos historiográficos consolidados. Segundo Canarinos, a originalidade de Sussekind reside na articulação entre marxismo e pós-estruturalismo, inaugurando com coragem uma mediação teórica singular no debate literário brasileiro.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | Transformações no mundo do trabalho em plataformas: um olhar a partir da economia feminista, por Flora Partenio

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, Flora Partenio (UNSAM) aborda as transformações do mundo do trabalho em plataformas digitais a partir da economia feminista, destacando como o enfraquecimento dos vínculos laborais, a gestão algorítmica e as narrativas do “empreendedorismo” aprofundam desigualdades de gênero no contexto latino-americano. Diante de reformas regressivas na América Latina, a autora reafirma a importância da organização coletiva e de uma agenda feminista de regulação e direitos.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | Coluna Primeiros Escritos | Uma história de mães, mulheres e filhas, por Paula Lorén Soler

Na nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres, publicamos na Coluna Primeiros Escritos texto de Paula Lorén Soler, doutoranda em Filosofia na Universidad Nacional de Córdoba. A autora analisa as “marés feministas” na Argentina e no Chile a partir dos “pañuelazos” pela legalização do aborto e das performances do coletivo LASTESIS. Ao recuperar a genealogia de símbolos e repertórios de protesto, mostra como essas intervenções performáticas transformaram dor e luto em ação coletiva, reconfigurando o espaço público e o movimento feminista. Assim, as “marés” são apresentadas não apenas como conquistas pontuais, mas como acontecimentos que redefinem o horizonte político e legam novas possibilidades às gerações futuras.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui. Aproveitamos também para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação.

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Ocupação Mulheres 2026 | Artistas latino-americanas em seus espaços autobiográficos, por Ana Beatriz Nunes

A nova rodada de postagens da Ocupação Mulheres da BVPS traz um texto de Ana Beatriz Nunes, doutora em História pela USP, que investiga como artistas latino-americanas construíram reconhecimento internacional em um sistema de arte marcado por hierarquias de gênero e assimetrias geopolíticas. A partir das trajetórias de Marta Minujín, Lotty Rosenfeld e Regina Vater, a autora analisa como, desde os anos 1960, essas artistas mobilizaram a escrita autobiográfica – cartas, entrevistas, manifestos e textos autorreferenciais – como estratégia de autorrepresentação e legitimação profissional. Segundo Ana Beatriz, ao narrar a si mesmas, Minujín, Rosenfeld e Vater não apenas reivindicaram um lugar no campo da arte, mas também ampliaram as possibilidades de serem artistas, mulheres e latino-americanas.

Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui.

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Ocupação Mulheres 2026 | Gêneros do cuidado, gêneros de cuidar, por Nadya Araujo Guimarães

Nos aproximando do 8M, damos início à quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. A edição deste ano, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), tem como eixo central os debates e as experiências de mulheres e feministas na América Latina.

Na primeira rodada de postagens do dia, Nadya Araujo Guimarães (USP) revisita a relação entre gênero e cuidado, lembrando como a sociologia tem privilegiado o espaço doméstico e a família como chaves de interpretação para compreender quem cuida e em que condições. Ao sugerir que ampliemos o olhar para além desse enquadramento, a autora destaca novas configurações do cuidar que nos desafiam, teórica e politicamente, a pensar os múltiplos gêneros do cuidado na sociedade contemporânea.

Não perca, na parte da tarde, textos inéditos escritos por pesquisadoras e ativistas de diferentes gerações e instituições latino-americanas. Para saber mais sobre a proposta desta edição, cujos textos estão sendo publicados em português e espanhol, clique aqui. Boa leitura!

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Ocupação Mulheres 2026 | Apegos ferozes: encontros, autonomia e comunidade feminista na América Latina, por Alejandra Oberti

Nos aproximando do 8M, damos início à quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. A edição deste ano, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), tem como eixo central os debates e as experiências de mulheres e feministas na América Latina.

Na primeira rodada de postagens do dia, publicamos texto de Alejandra Oberti (UNLP e UBA), que revisita o Primeiro Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, para analisar como esses espaços contribuíram para a construção de uma comunidade feminista regional. A autora mostra que, ali, se articularam debates centrais do feminismo a partir de uma perspectiva situada na realidade latino-americana. Segundo Oberti, os Encontros foram também espaços de produção de vínculos afetivos e de uma linguagem política feminista comum, fundamentais para imaginar e sustentar alianças entre feministas na região.

Não perca, na parte da tarde, textos inéditos escritos por pesquisadoras e ativistas de diferentes gerações e instituições latino-americanas. Para saber mais sobre a proposta desta edição, cujos textos estão sendo publicados em português e espanhol, clique aqui. Boa leitura!

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Ocupação Mulheres 2026 | Paixões alegres para tempos sombrios, por Nayla Luz Vacarezza

Nos aproximando do 8M, damos início à quarta edição da Ocupação Mulheres da BVPS. A edição deste ano, com curadoria de Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ), tem como eixo central os debates e as experiências de mulheres e feministas na América Latina.

Na primeira rodada de postagens do dia, trazemos ensaio de Nayla Luz Vacarezza (IEALC-UBA), que analisa a ofensiva conservadora contra o lenço verde na Argentina sob o governo de Javier Milei. A partir de um episódio recente em que o símbolo da Campanha pelo Direito ao Aborto foi exibido como “prova” de terrorismo, a autora investiga o que essa criminalização revela sobre a força política acumulada pela chamada “Maré Verde”. Em diálogo com seu livro Las pasiones alegres del feminismo, Vacarezza argumenta que o lenço verde constitui um verdadeiro arquivo vivo de lutas que articulam aborto, direitos humanos e democracia. Erguê-lo hoje, em meio a cortes de direitos e estigmatizações, é reafirmar uma aposta coletiva na memória, no cuidado e na ampliação das liberdades.

Não perca, na parte da tarde, textos inéditos escritos por pesquisadoras e ativistas de diferentes gerações e instituições latino-americanas. Para saber mais sobre a proposta desta edição, cujos textos estão sendo publicados em português e espanhol, clique aqui. Boa leitura!

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Ocupação Mulheres BVPS 2026 | Apresentação, por Claudia Bacci e Caroline Tresoldi

Temos a alegria de anunciar a quarta edição da Ocupação Mulheres BVPS, que será realizada de modo intensivo nos próximos três dias, com duas rodadas de postagens diárias. Neste ano, a iniciativa reúne 20 textos com reflexões e intervenções dedicadas às múltiplas agendas dos feminismos contemporâneos.

A edição de 2026 é organizada pelas sociólogas Claudia Bacci (IEALC-UBA) e Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ) e tem como eixo central os debates e as experiências de mulheres e feministas na América Latina. Ao longo da programação, pesquisadoras e ativistas de diferentes países da região – com atuação em distintas áreas do conhecimento – compartilham textos publicados simultaneamente em português e espanhol, que dialogam com questões políticas, culturais e sociais que atravessam o contexto latino-americano.

Neste post, você confere a apresentação das organizadoras. Aproveitamos também para convidar nosso público leitor a revisitar textos publicados nas edições anteriores. O arquivo da Ocupação Mulheres BVPS já reúne cerca de 90 textos e intervenções e pode ser conferido aqui.

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Sociológicas | Fim dos empregos?, por Adalberto Cardoso

O mundo do futuro será um mundo sem empregos? A pergunta, que ecoa nos fóruns econômicos e nas manchetes alarmistas, é o ponto de partida do novo texto de Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) para a série Sociológicas. Nele, o autor examina as transformações em curso no capitalismo contemporâneo e recoloca em perspectiva um velho fantasma: a substituição do trabalho humano pelas máquinas. Temor antigo, que agora retorna sob a forma da inteligência artificial. Estaria o trabalho humano, afinal, prestes a se tornar obsoleto? Diante desse “diagnóstico”, Cardoso busca discernir o que nele se sustenta e o que não passa de alarmismo.

Sociológicas é um novo espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. Outros textos já publicados podem ser conhecidos aqui.

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A Sociologia Digital e suas interfaces | A conectividade e seus dilemas, por Richard Miskolci

A Sociologia Digital e suas interfaces é a nova série da BVPS Edições, que iniciamos com alegria nesta retomada das atividades da BVPS em 2026.

Partindo de uma abordagem sociológica das tecnologias da informação e comunicação (TICs), a série propõe compreendê-las não como suportes que determinam automaticamente seus usos e finalidades, mas como mediações – instâncias decisivas na conformação dos sentidos que as relações sociais assumem ao longo do tempo, sem, contudo, esgotar ou fixar seus significados possíveis. Se toda mediação importa não apenas pelo que veicula, mas pelo modo como o faz, a série reúne 12 textos de autoras e autores vinculados a diferentes instituições brasileiras, compondo um panorama amplo e plural das abordagens em Sociologia Digital.

Os textos exploram tanto os novos modos de configuração das relações sociais quanto os desafios contemporâneos do próprio fazer sociológico. Entre as questões centrais que atravessam a proposta está a seguinte: a Sociologia Digital deve ser concebida como uma subárea especializada da disciplina ou como um hub em que diferentes especialidades da sociologia se encontram e se reconfiguram?

Neste primeiro post, confira a apresentação da série e o texto de abertura “A conectividade e seus dilemas”, ambos assinados pelo curador Richard Miskolci (Unifesp).

Acompanhe, nas próximas quartas-feiras, os novos textos da série.

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Série Nordestes | Congresso Regionalista do Recife, por Elide Rugai Bastos

Temos hoje o retorno da Série Nordestes em 2026, que reestreia sua jornada pelas complexidades dessa multifacetada região com texto inédito da professora emérita da Unicamp, Elide Rugai Bastos.  

Em Congresso Regionalista do Recife, a autora revisita um emblemático momento da vida intelectual brasileira nos anos 1920, que celebrou, no último 7 de fevereiro, seu primeiro centenário. Organizado sob a liderança de Odilon Nestor e com participação direta de Gilberto Freyre, o Congresso propôs pensar o Nordeste como conjunto histórico e cultural constitutivo de um Brasil plural, em meio às intensas disputas sobre a ideia de “cultura nacional” e ao amplo cenário de crise que marcou o período de então. Elide Rugai Bastos, assim, mergulha nos aspectos positivos, nas tensões, polêmicas e desdobramentos ocasionados por esse marco do regionalismo brasileiro.  

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (28 de dezembro, 24 horas) 


Chegamos à última sexta-feira de 1928, e Mário de Andrade aproveita para “fechar o corpo” no catimbó de dona Plastina. O novo ano se avizinha. Escreve, assim, essa crônica-cerimônia, que nos conduz diretamente aos procedimentos ritualísticos do catimbó e à interpretação do próprio modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Elide Rugai Bastos (Unicamp) para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Lançamento do livro “Crítica e rebeldia: Heloisa Buarque de Hollanda no Jornal do Brasil [1980-2005]”

A coleção de artigos de Heloisa Teixeira, então Buarque de Hollanda, publicados no Jornal do Brasil entre as décadas de 1980 e 2000, chega em breve às livrarias de todo o Brasil pela editora Bazar do Tempo. Crítica e rebeldia, organizado por André Botelho e Caroline Tresoldi, autores da biografia intelectual da mais carioca das críticas, publicada pela mesma editora, é uma oportunidade ímpar para voltar ou conhecer o debate cultural dos anos de redemocratização brasileira. Literaturas, poesia, América Latina, feminismos, questão racial, periferias e estudos culturais vão surgindo na coluna de Heloisa e ganhando reconhecimento e legitimidade intelectual, numa agenda pioneira de pesquisa e debate público. 

O livro será lançado na Livraria da Travessa de Ipanema, no dia 28 de março, sábado, às 17 horas. Anote na sua agenda!

BVPS Edições | Autorais Laura de Mello e Souza

É com grande alegria que a BVPS retoma suas atividades em 2026 com mais uma edição da série Autorais, desta vez dedicada à publicação de textos de Laura de Mello e Souza.

Professora titular de História Moderna na USP, onde atuou por três décadas, Laura ocupou, entre 2014 e 2022, a cátedra de História do Brasil na Lettres Sorbonne Université (antiga Paris IV), instituição na qual recebeu o título de Professora Emérita. Autora prolífica, sua obra trouxe contribuições decisivas para a historiografia, tanto do ponto de vista metodológico – ao se abrir à especificidade e à imprevisibilidade – quanto pela escolha de temas marcados pela rarefação e pela complexidade documental.

Curada por José Newton Coelho Meneses (UFMG), essa Autorais reúne nove textos que revisitam aspectos centrais do percurso intelectual riquíssimo traçado por Laura. Eles estão organizados em quatro eixos temáticos que procuram oferecer uma visão ampliada de sua obra: Sociedade, cultura e administração em Minas Colonial; Portugal e o Atlântico – cultura e política no Império português; A América, a Europa e o mundo; Perfis historiográficos e biográficos brasileiros. Ao final, será publicada também uma entrevista inédita com a autora, realizada pelo curador.

Como se pode perceber, os eixos delineiam um movimento de expansão e contração – a de Minas para o mundo e de volta ao Brasil. Assim como Laura jamais se prendeu rigidamente a modelos explicativos – preferindo historicizá-los e tensionar seus próprios limites –, também o local não circunscreve seu horizonte analítico. Autodeclarada historiadora de arquivo, a autora transforma dados dispersos, indícios fragmentários e especificidades documentais em matéria de reflexão abrangente, articulando o particular a quadros interpretativos mais amplos. Desse modo, os eixos da série não se organizam apenas segundo a ordem diacrônica que a leitura impõe, mas configuram um movimento de idas e vindas, em que o geral e o específico se entrelaçam como fios de uma mesma trama.

Agradecemos a Laura de Mello e Souza por nos permitir compartilhar com as leitoras e os leitores da BVPS Edições uma amostra de suas reflexões rigorosas e instigantes, e a José Newton Coelho Meneses por sua curadoria atenta e cuidadosa.

Neste primeiro post, confira a apresentação do curador e, em seguida, o texto “O Falso Fausto”, de Laura de Mello e Souza, originalmente publicado no livro Desclassificados do ouro. A pobreza mineira no século XVIII.

Acompanhe, semanalmente, sempre às segundas-feiras, esta sexta edição da série Autorais – a primeira dedicada a uma historiadora.

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Retrospectiva 2025 + e-book de presente


Neste último post do ano, confira a retrospectiva de 2025 da BVPS e algumas novidades que vêm por aí. Também deixamos de presente para nosso público leitor o e-book Autóctone Aquino, um ensaio inédito de Raul Antelo que temos a alegria e a honra de publicar na BVPS Coleção.

Agradecemos a companhia de todas e todos ao longo deste intenso ano. Voltaremos em 2 de março, com muitas novidades!

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IRBæc em 2025 + Homenagem a Antonio Herculano Lopes

Essa edição extraordinária da BVPS traz um pequeno balanço das atividades do Instituto Rui Barbosa de Altos Estudos em Cultura (IRBaec) neste ano de 2025. Antonio Herculano Lopes, que esteve à frente do IRBaec desde a sua criação, em 2018, está se aposentando da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde ingressou como pesquisador em 1994 e também exerceu várias funções administrativas, deixando um importante legado intelectual e institucional. Doutor pela New York University (1999), Herculano é pesquisador destacado da área de cultura e, tendo sido também bailarino, ator e diretor de teatro, agregou suas especialidades em estudos de performance, teatro brasileiro e história das sensibilidades ao pensamento social, colaborando para revitalizar essa área de pesquisa, inclusive como coordenador do GT de Pensamento Social da Anpocs (2013-2015), sendo igualmente atuante na Anpuh.

Mas o post traz também dois convites especiais: o primeiro, para o lançamento do livro de Barbara Freitag com debate, amanhã, segunda-feira, às 18h30. Grande nome das ciências sociais brasileiras, em especial nos estudos de comunicação e teoria social alemã, Freitag foi professora de Antonio Herculano em seu mestrado em Sociologia na UnB, realizado entre 1975 e 1978. Antes disso, porém, quando de sua carreira na diplomacia, Herculano trabalhou diretamente com Sergio Paulo Rouanet no Itamaraty, de quem Freitag é viúva. O segundo convite é para a próxima quinta-feira, dia 18, às 15h, quando a Casa de Rui Barbosa prestará homenagem a esse seu servidor público que tantos e tão importantes trabalhos prestou à instituição, à pesquisa e aos debates intelectual e artístico brasileiros.

Como no caso de outros pesquisadores e colegas, ativos e aposentados, o trabalho de Antonio Herculano vem concorrendo decisivamente para a própria centralidade da Casa de Rui na vida cultural do Rio de Janeiro. Amigo e colaborador da BVPS desde nossa criação, Herculano merece – e tem – não apenas o reconhecimento intelectual de seus pares, mas, como sabem seus muitos colegas e amigos, é uma das pessoas mais queridas dos vários círculos intelectuais que, não por acaso, nele se cruzam, se entrelaçam e ganham muita vida. Vida longa ao IRBaec. Viva Antonio Herculano!

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BVPS Recomenda | Adeus à CLT? Passado, presente e futuro da legislação trabalhista no Brasil

Acaba de ser lançada pela editora 7 Letras a coletânea Adeus à CLT? Passado, presente e futuro da legislação trabalhista no Brasil, organizada por Elina Gonçalves da Fonte Pessanha, Alexandre Barbosa Fraga e Marco Aurélio Santana.

Com rigor teórico e empírico, a obra enfrenta o debate sobre a centralidade da CLT na regulação do trabalho no Brasil. O conjunto dos textos que compõem o livro evidencia lutas, resistências, violências e retrocessos que marcam o acesso aos direitos trabalhistas no país. Embora reformada e fragilizada, a CLT permanece como referência de um Direito do Trabalho a ser reconstruído após a ofensiva neoliberal.

Confira abaixo a introdução assinada pelos organizadores, o sumário e algumas fotos do lançamento ontem, no Rio de Janeiro.

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A língua como território de cidadania, por Silviano Santiago

Trazemos nesta tarde texto de Silviano Santiago apresentado no fim de novembro na FliParaíba, no qual ele propõe repensar a relação entre língua, território e cidadania em um mundo profundamente desigual e marcado pela urgência do multilateralismo. Revisando a história da língua portuguesa e sua reinvenção no Brasil pelas matrizes indígena, africana e oral, Silviano mostra como escritores de diferentes continentes já compõem uma comunidade linguística que ultrapassa fronteiras nacionais.

Silviano sugere que essa língua comum – ainda sem dicionário ou gramática, mas plenamente viva na literatura – pode se converter na base de um território simbólico compartilhado. Ao lançar a pergunta sobre a possibilidade de um “território lusófono” constituído pela própria língua, convida-nos a refletir sobre como a literatura pode ampliar e redefinir o sentido contemporâneo de cidadania.

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Coluna Renato Ortiz | Robinsonadas

No último texto do ano de sua coluna, Renato Ortiz (Unicamp) revisita as “robinsonadas” ironizadas por Marx para investigar como o mito do indivíduo autossuficiente atravessa a modernidade até hoje. Segundo Ortiz, a exaltação dessa autonomia só se sustenta à custa da negação do mundo social. E é justamente daí que emerge o paradoxo: o sujeito que pretende criar tudo a partir de si mesmo precisa, afinal, ser conduzido por quem promete ensiná-lo a ser livre.

Para conferir outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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