Coluna Renato Ortiz | Previsibilidade


Nesta edição da coluna Renato Ortiz (Unicamp), o sociólogo traça um paralelo entre a busca pelo indo-europeu no século XVIII e a inteligência artificial generativa na hipermodernidade, mostrando como a noção de previsibilidade lógica articula esses dois momentos aparentemente díspares. Enquanto os linguistas do passado postularam uma língua e um povo originais sem evidências concretas, os modelos de linguagem atuais geram textos baseados em probabilidades estatísticas e treinamentos intermináveis; em ambos os processos, diz Ortiz, o que há de comum é a busca por uma ordem previsível.

Não deixe de conferir este e outros dos trinta textos publicados na coluna ao longo dos últimos dois anos, oportunidades nas quais Renato Ortiz refletiu sobre os mais diversos temas da sociedade, da cultura e da política. Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Vamos comer o Brasil, vamos comê-lo bem, por Mario Cámara

Apesar de o Brasil ser um dos destinos de férias favoritos dos hermanos, nossa rica gastronomia raramente conquista a mesa do dia a dia em Buenos Aires. Na edição de setembro de Crônicas de um brasilianista do Sul, Mario Cámara (UBA) investiga esse fenômeno cultural, argumentando que o estereótipo de “eterno cartão-postal de verão” impede os argentinos de incorporarem a inigualável diversidade de sabores do Brasil: “O Brasil é, para a maioria, um imaginário de férias reduzido a uns poucos pratos”. Nesse cenário, diz Cámara, restaurantes brasileiros na Argentina estão quase sempre fadados à argentinização ou à falência.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

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Coluna Renato Ortiz | O Arqueólogo do Futuro


E se o nosso presente fosse olhado, séculos adiante, a partir das ruínas de garrafas de Coca-Cola e fragmentos de Hollywood? Assim chegamos à trigésima, e penúltima, publicação de Renato Ortiz (Unicamp) em sua coluna na BVPS. Em O Arqueólogo do Futuro, Ortiz imagina uma sociedade distante no tempo que, a partir dos pedaços deixados pela nossa civilização, procura reconstruir o mundo de seus antepassados. O texto foi originalmente escrito em 2006 e é um exercício de estranhamento sobre o nosso próprio cotidiano, especialmente reescrito para a ocasião.

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Surtos Literários, por Mario Cámara

Novos romances brasileiros estão sendo traduzidos para o espanhol e chegam com força à Argentina. Esse fenômeno contemporâneo enseja a presente edição da coluna Crônicas de um brasilianista do Sul, assinada mensalmente por Mario Cámara (UBA) na BVPS.

Uma exposição, de Ieda Magri; Saia da frente do meu sol, de Felipe Charbel; e Não escrever [com Roland Barthes], de Paloma Vidal são três obras de literatura brasileira – aparentemente distintas – publicadas em um curto intervalo na Argentina. Mario Cámara identifica nesse conjunto, e no próprio movimento de renovação, um sentido compartilhado perante um longo panorama literário. Assim, também evocando Flora Süssekind, constrói uma fina análise comparativa que sugere a “constelação fértil” diante da qual nos encontramos.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

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Coluna Renato Ortiz | Fragmentos: notícias de jornal


Na edição de julho de sua coluna – que completou hoje dois anos de existência! –, Renato Ortiz (Unicamp) propõe um novo exercício de reflexão, transformando notícias de jornal em breves fragmentos sobre os impasses do mundo contemporâneo. Turquia, Quênia, Afeganistão, Índia, Estados Unidos, México e Uberaba (não necessariamente nessa ordem) entrelaçam-se por um fio comum: a absurdidade um tanto quanto irônica de nosso tempo. Como em textos anteriores, Ortiz novamente desnaturaliza o contemporâneo, e mostra que por trás da aparente banalidade dos fatos, escondem-se questões que, no mímino, desafiam os limites do bom senso.

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Como são os comunistas?, por Mario Cámara

Na edição de julho de Crônicas de um brasilianista do Sul, coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS, nosso colaborador parte de três filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto e Marighella) para refletir sobre as formas contemporâneas de representar a ditadura militar. Cámara, assim, compara diferentes modos de construir essa memória e, evocando Paul Thomas Anderson e a ensaísta argentina Silvia Schwarzböck, sugere que o realismo talvez já não seja suficiente para dar forma a um passado cujos personagens e horizontes parecem cada vez mais distantes de nossa imaginação política.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

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Coluna Renato Ortiz | O Futuro e a Crença


A crença nos oráculos parece pertencer a um passado distante. No entanto, em nova edição de sua coluna, Renato Ortiz (Unicamp) revisita essa antiga aspiração humana – a previsão do futuro – para refletir sobre as formas particulares que tem assumido no contemporâneo. Ortiz analisa, assim, a emergência da futurologia como expressão característica da modernidade. Apoiados na linguagem da ciência, os futurólogos prometem reduzir as incertezas do amanhã, transformar o desconhecido em objeto de cálculo e o indefinido em presumível. Até que ponto suas previsões diferem das antigas práticas divinatórias, entretanto, é a questão.

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Crônicas de um brasilianista do Sul | A euforia da mediação: Davi Kopenawa e Bruce Albert

Na edição de junho de Crônicas de um brasilianista do Sul, coluna assinada por Mario Cámara (UBA), nosso colaborador parte de sua experiência como tradutor de Davi Kopenawa para refletir sobre uma transformação nos modos contemporâneos de ler e escrever literatura: a crescente valorização da voz de quem enuncia; sua origem, trajetória e lugar de fala. Cámara, entretanto, levanta um porém. Em tempos que tendem a privilegiar a autenticidade da experiência sobre a elaboração estética, e em diálogo com Bruce Albert, Roland Barthes e a obra de Kopenawa, o autor argumenta que a verdade de uma voz não existe sem o trabalho da forma, e que a voz, em literatura, está sempre escrita.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul. A coluna conta com acessoria editorial de Onildo Correa (PPGSA/UFRJ).

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Coluna Renato Ortiz | Ruído e Silêncio


Renato Ortiz (Unicamp) reflete sobre os impasses da escuta no mundo contemporâneo. Theodor Adorno, Max Horkheimer, José Ortega y Gasset e Umberto Eco são revisitados para mostrar que o problema da comunicação na sociedade de massas já não é apenas o silêncio imposto pela uniformidade, mas também o excesso de vozes e ruídos que atravessam o espaço público digital, que tornam a escuta cada vez mais difícil. Assim, provoca Renato Ortiz, talvez o desafio de nosso tempo seja justamente reaprender a ouvir o silêncio dos sons.

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Abaporu

Crônicas de um brasilianista do Sul é a nova coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS. Como prometido na edição anterior, de apresentação, o autor discute hoje o Abaporu, uma das principais obras do modernismo brasileiro e que há mais de trinta anos vive fora do Brasil. Aqui, Cámara aborda as múltiplas vidas que o Abaporu teve desde que chegou no acervo do Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – da aquisição da tela por Eduardo Costantini, em 1995, às sucessivas reorganizações curatoriais do museu –, e mostra como a pintura de Tarsila do Amaral segue transmutando novos sentidos a cada montagem do MALBA.

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Coluna Renato Ortiz | Verdadeiro/Falso


Como distinguir o verdadeiro do falso em um mundo saturado de narrativas? Renato Ortiz (Unicamp) parte de uma placa de elevador, passa por Descartes e o cinema de Luchino Visconti, para interrogar essa questão. Se antes a verdade parecia encoberta por camadas ideológicas, hoje, na era da pós-verdade, Ortiz sugere que ela se dissolve na proliferação de histórias que se afirmam por si mesmas, num embate entre simulação e simulacro, em que a referência ao real já não é necessária. Resta então a dúvida: ainda faz sentido falar em verdade, ou apenas em versões que competem entre si?

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Coluna de Mario Cámara

Temos a alegria de anunciar a mais nova coluna da BVPS, Crônicas de um brasilianista do Sul, assinada por Mario Cámara (UBA)! Argentino de nascimento e brasilianista de formação, o professor de Literatura Brasileira da Universidade de Buenos Aires e autor de livros como A máquina performática (2015), El archivo como gesto. Tres recorridos en torno a la modernidade brasileña (2024) e Roberto Jacoby, uma arte ao alcance da mão (2025), propõe misturar um pouco de Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, propõe compartilhar um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul. Termos de comparação serão relativamente incontornáveis. Assim, neste texto de apresentação, temos um vislumbre do que nos espera nos próximos meses. Boa leitura e não deixe de acompanhar, sempre às sextas-feiras pela manhã.

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Coluna Renato Ortiz | ¿Muchas Balas, Verdad?

A coluna Renato Ortiz (Unicamp) está de volta em 2026! E seguirá nos brindando, mensalmente, com breves textos que desfiam amplas e desafiadoras questões, sempre com a já conhecida precisão e beleza de escrita do nosso colaborador. Neste texto de reestreia, aliás, é justamente a escrita e o trabalho intelectual o alvo de sua reflexão. Tema muito caro a maior parte dos nossos leitores. Afinal, quais os dilemas de um escritor? E como encontrar a medida justa entre dizer e exagerar? Como Ortiz provoca, o excesso pode ser um ruído. ¿Muchas Balas, Verdad? é um presente, aproveitemos.

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Coluna Renato Ortiz | Robinsonadas

No último texto do ano de sua coluna, Renato Ortiz (Unicamp) revisita as “robinsonadas” ironizadas por Marx para investigar como o mito do indivíduo autossuficiente atravessa a modernidade até hoje. Segundo Ortiz, a exaltação dessa autonomia só se sustenta à custa da negação do mundo social. E é justamente daí que emerge o paradoxo: o sujeito que pretende criar tudo a partir de si mesmo precisa, afinal, ser conduzido por quem promete ensiná-lo a ser livre.

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Coluna Renato Ortiz | Os Amantes do Círculo Polar

Renato Ortiz escreve sobre a beleza melancólica do efêmero. Em Os Amantes do Círculo Polar, título que faz referência ao filme de mesmo nome, dirigido por Julio Medem, acompanhamos a jornada de um casal em busca do reencontro amoroso. Com um tom alegórico que possivelmente ecoa as tantas histórias de amor do nosso tempo, Ortiz mostra como o indeterminado destino raramente se deixa controlar, mesmo diante da mais sincera e mútua vontade de realização. Mas, afinal, não reside também na própria jornada uma forma de valor?

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Coluna Renato Ortiz | O Judeu Negro

Um rabino negro? Renato Ortiz (Unicamp) relata o diálogo que teve com um homem de terno preto, chapéu de abas largas e um xale bege sobre os ombros, em um café no shopping. É ele quem puxa a conversa: diz estudar para rabino, mas não pode sê-lo – é negro. A partir daí, o diálogo se desdobra por interpretações teológicas, memórias coloniais e fabulações de origem, conduzindo-nos a uma reflexão sobre identidade e diferença. Não perca!

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Coluna Renato Ortiz | Platitudes

As platitudes rondam nossas conversas cotidianas, a literatura de autoajuda, o jornalismo e até o discurso intelectual midiático. Mas o que as distingue de um simples clichê? No texto de hoje, Renato Ortiz (Unicamp) mostra como essas fórmulas de sabedoria rasa operam na esfera pública: afirmações que não buscam o convencimento, apenas reiterar a banalidade do mundo. Assim, Ortiz sugere como a platitude se torna uma performance autossuficiente, que se esgota em si mesma na direção do vazio.

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Coluna Renato Ortiz | Mal-entendido

Renato Ortiz (Unicamp) faz de um colóquio no Canadá mais do que um simples relato de viagem. Da pronúncia de uma palavra à cena de uma mesa de jantar, sua escrita vai pouco a pouco se encadeando numa reflexão sobre a inadequação. E eis que surge o controverso episódio em torno de Gianni Vattimo, distinto filósofo italiano, tendo Derrida como pano de fundo. No fim, quem fica com a culpa? É preciso ler para crer.  

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Coluna Renato Ortiz | O Fim da História

Há um destino reservado para a história humana? Nesta nova edição da coluna de Renato Ortiz (Unicamp), o autor revisita as disputas em torno da ideia de “fim da História” e propõe uma reflexão sobre as formas como o Ocidente, desde o Iluminismo, buscou construir sentidos totalizantes para seu próprio percurso. E assim, diante do colapso das certezas liberais, da ascensão de novos polos de poder e das ameaças ecológicas globais, Ortiz sugere como passado, presente e futuro se enredam hoje em novas – e incertas – perplexidades.

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Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

Ítalo Moriconi está de volta às páginas da BVPS com sua coluna Cenas de escrita para um diário íntimo. Intitulado Diário de maio: a Literatura, o texto converte a tradição literária brasileira em objeto de reflexão. Moriconi passeia pelos clássicos, homenageia, relembra momentos de sua formação, e afirma, ao fim e ao cabo, os potenciais existenciais da literatura, tecendo uma escrita que é pensamento em movimento. Aqui, ler e escrever são atos pulsantes de vida.

Cenas de escrita para um diário íntimo é publicada mensalmente às sextas-feiras. Outros posts desta coluna podem ser acessados aqui.

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