Crônicas de um brasilianista do Sul | Abaporu

Crônicas de um brasilianista do Sul é a nova coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS. Como prometido na edição anterior, de apresentação, o autor discute hoje o Abaporu, uma das principais obras do modernismo brasileiro e que há mais de trinta anos vive fora do Brasil. Aqui, Cámara aborda as múltiplas vidas que o Abaporu teve desde que chegou no acervo do Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – da aquisição da tela por Eduardo Costantini, em 1995, às sucessivas reorganizações curatoriais do museu –, e mostra como a pintura de Tarsila do Amaral segue transmutando novos sentidos a cada montagem do MALBA.

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Coluna Renato Ortiz | Verdadeiro/Falso


Como distinguir o verdadeiro do falso em um mundo saturado de narrativas? Renato Ortiz (Unicamp) parte de uma placa de elevador, passa por Descartes e o cinema de Luchino Visconti, para interrogar essa questão. Se antes a verdade parecia encoberta por camadas ideológicas, hoje, na era da pós-verdade, Ortiz sugere que ela se dissolve na proliferação de histórias que se afirmam por si mesmas, num embate entre simulação e simulacro, em que a referência ao real já não é necessária. Resta então a dúvida: ainda faz sentido falar em verdade, ou apenas em versões que competem entre si?

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Coluna de Mario Cámara

Temos a alegria de anunciar a mais nova coluna da BVPS, Crônicas de um brasilianista do Sul, assinada por Mario Cámara (UBA)! Argentino de nascimento e brasilianista de formação, o professor de Literatura Brasileira da Universidade de Buenos Aires e autor de livros como A máquina performática (2015), El archivo como gesto. Tres recorridos en torno a la modernidade brasileña (2024) e Roberto Jacoby, uma arte ao alcance da mão (2025), propõe misturar um pouco de Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, propõe compartilhar um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul. Termos de comparação serão relativamente incontornáveis. Assim, neste texto de apresentação, temos um vislumbre do que nos espera nos próximos meses. Boa leitura e não deixe de acompanhar, sempre às sextas-feiras pela manhã.

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Coluna Renato Ortiz | ¿Muchas Balas, Verdad?

A coluna Renato Ortiz (Unicamp) está de volta em 2026! E seguirá nos brindando, mensalmente, com breves textos que desfiam amplas e desafiadoras questões, sempre com a já conhecida precisão e beleza de escrita do nosso colaborador. Neste texto de reestreia, aliás, é justamente a escrita e o trabalho intelectual o alvo de sua reflexão. Tema muito caro a maior parte dos nossos leitores. Afinal, quais os dilemas de um escritor? E como encontrar a medida justa entre dizer e exagerar? Como Ortiz provoca, o excesso pode ser um ruído. ¿Muchas Balas, Verdad? é um presente, aproveitemos.

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Coluna Renato Ortiz | Robinsonadas

No último texto do ano de sua coluna, Renato Ortiz (Unicamp) revisita as “robinsonadas” ironizadas por Marx para investigar como o mito do indivíduo autossuficiente atravessa a modernidade até hoje. Segundo Ortiz, a exaltação dessa autonomia só se sustenta à custa da negação do mundo social. E é justamente daí que emerge o paradoxo: o sujeito que pretende criar tudo a partir de si mesmo precisa, afinal, ser conduzido por quem promete ensiná-lo a ser livre.

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Coluna Renato Ortiz | Os Amantes do Círculo Polar

Renato Ortiz escreve sobre a beleza melancólica do efêmero. Em Os Amantes do Círculo Polar, título que faz referência ao filme de mesmo nome, dirigido por Julio Medem, acompanhamos a jornada de um casal em busca do reencontro amoroso. Com um tom alegórico que possivelmente ecoa as tantas histórias de amor do nosso tempo, Ortiz mostra como o indeterminado destino raramente se deixa controlar, mesmo diante da mais sincera e mútua vontade de realização. Mas, afinal, não reside também na própria jornada uma forma de valor?

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Coluna Renato Ortiz | O Judeu Negro

Um rabino negro? Renato Ortiz (Unicamp) relata o diálogo que teve com um homem de terno preto, chapéu de abas largas e um xale bege sobre os ombros, em um café no shopping. É ele quem puxa a conversa: diz estudar para rabino, mas não pode sê-lo – é negro. A partir daí, o diálogo se desdobra por interpretações teológicas, memórias coloniais e fabulações de origem, conduzindo-nos a uma reflexão sobre identidade e diferença. Não perca!

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Coluna Renato Ortiz | Platitudes

As platitudes rondam nossas conversas cotidianas, a literatura de autoajuda, o jornalismo e até o discurso intelectual midiático. Mas o que as distingue de um simples clichê? No texto de hoje, Renato Ortiz (Unicamp) mostra como essas fórmulas de sabedoria rasa operam na esfera pública: afirmações que não buscam o convencimento, apenas reiterar a banalidade do mundo. Assim, Ortiz sugere como a platitude se torna uma performance autossuficiente, que se esgota em si mesma na direção do vazio.

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Coluna Renato Ortiz | Mal-entendido

Renato Ortiz (Unicamp) faz de um colóquio no Canadá mais do que um simples relato de viagem. Da pronúncia de uma palavra à cena de uma mesa de jantar, sua escrita vai pouco a pouco se encadeando numa reflexão sobre a inadequação. E eis que surge o controverso episódio em torno de Gianni Vattimo, distinto filósofo italiano, tendo Derrida como pano de fundo. No fim, quem fica com a culpa? É preciso ler para crer.  

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Coluna Renato Ortiz | O Fim da História

Há um destino reservado para a história humana? Nesta nova edição da coluna de Renato Ortiz (Unicamp), o autor revisita as disputas em torno da ideia de “fim da História” e propõe uma reflexão sobre as formas como o Ocidente, desde o Iluminismo, buscou construir sentidos totalizantes para seu próprio percurso. E assim, diante do colapso das certezas liberais, da ascensão de novos polos de poder e das ameaças ecológicas globais, Ortiz sugere como passado, presente e futuro se enredam hoje em novas – e incertas – perplexidades.

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Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

Ítalo Moriconi está de volta às páginas da BVPS com sua coluna Cenas de escrita para um diário íntimo. Intitulado Diário de maio: a Literatura, o texto converte a tradição literária brasileira em objeto de reflexão. Moriconi passeia pelos clássicos, homenageia, relembra momentos de sua formação, e afirma, ao fim e ao cabo, os potenciais existenciais da literatura, tecendo uma escrita que é pensamento em movimento. Aqui, ler e escrever são atos pulsantes de vida.

Cenas de escrita para um diário íntimo é publicada mensalmente às sextas-feiras. Outros posts desta coluna podem ser acessados aqui.

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Coluna Renato Ortiz | Contínuo/Descontínuo: o anel de Fersen

Um anel atravessa séculos. Troca de mãos entre reis, impostores, advogados, ministros. Une episódios historicamente desconexos. E se torna o ponto de partida para Renato Ortiz refletir sobre a tensão entre continuidade e descontinuidade no mundo contemporâneo, onde o desejo corre atrás do vazio e o consumo transforma tudo em episódios isolados: o vinho, a roupa, a paisagem. Inspirado por Ítalo Calvino, Ortiz nos convida a pensar sobre o que ainda sustenta o fio da experiência.

Boa leitura!

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Coluna Renato Ortiz | Implausibilidade

Renato Ortiz parte de um historiador quase esquecido para iluminar um fenômeno atual: a crença coletiva em explicações implausíveis. Em “Implausibilidade”, Henry Thomas Buckle é resgatado como exemplo de que certos discursos fantasiosos, embora falsos, podem ganhar força social duradoura, seja no século XIX, seja na era das fake news. A questão do texto é direta: o que torna plausível aquilo que claramente não é? Ortiz nos convida a refletir sobre os mecanismos sociais que sustentam narrativas absurdas, mas eficazes. Sugerindo que, muitas vezes, não é a verdade que importa, mas o contexto que a molda.

Informamos que, a partir deste mês, as colunas da BVPS passarão a ser publicadas com periodicidade mensal, sempre às sextas-feiras pela manhã. Para acompanhar nossas publicações e novidades, siga nosso Instagram e participe do grupo da BVPS no WhatsApp

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Coluna Renato Ortiz | Sacrifício e Violência

O que distingue o sacrifício humano da violência colonial? Ambos envolvem a morte, sim, mas a maneira como ela se inscreve no mundo é radicalmente diferente. Em sua coluna desta semana, Renato Ortiz retoma a conquista das Américas para refletir sobre duas modalidades de violência que marcaram o encontro entre mundos. A partir de autores como Anthony Pagden, Todorov e Marcel Mauss, o texto percorre debates, mostrando os contrastes entre a lógica do sacrifício e da dominação colonial. Ortiz sugere uma distinção: no sacrifício, há comunicação; na violência colonial, apenas destruição. Mas não se enganem, essa é apenas uma das camadas. Vale a leitura!

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Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

A morte de Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda) movimenta afetos e memórias, e Ítalo Moriconi a transforma em matéria viva de reflexão sobre escrita, legado e intimidade. Em “De onde vem isso”, novo texto de sua coluna Cenas de escrita para um diário íntimo, Moriconi registra os dias que se seguiram à notícia do falecimento de Helô — das hesitações sobre ir ou não ao velório às anotações sobre o impacto dessa figura central da cultura e da crítica literária no Brasil. A escrita é íntima. Entrelaça o luto à história das gerações intelectuais, às tramas sobre nome e identidade: “Ítalo Jr. transforma-se agora em Sênior”. E também aborda os vínculos, como os que ligam Helô, Ana Cristina Cesar, Beatriz Resende e o próprio autor. Resta algo a ser dito? Um diário que se deixa atravessar pela despedida, sim; mas não hesita em escrever o que se move.

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Coluna Renato Ortiz | Fragmentos II

Em sua coluna desta semana, Renato Ortiz nos oferece Fragmentos II, uma sequência de cenas aparentemente desconexas, mas que se entrelaçam numa mesma inquietação: o modo como organizamos, percebemos e atribuímos sentido às formas da vida cotidiana. De flores oferecidas a Iemanjá que não se vão com o mar, à solenidade do juramento na Biblioteca Bodleiana e a um inesperado diálogo com uma modelo na esteira da academia, emerge um texto sobre razão, desejo, fé e aparência. Fragmentos, sim; mas costurados com precisão sociológica e poética.

A Coluna Renato Ortiz é publicada quinzenalmente às quartas-feiras. Outros posts podem ser acessados clicando aqui.

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Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

Ítalo Moriconi assina “Ao vencedor, batatas podres (II)”, dando sequência ao post anterior de sua coluna Cenas de escrita para um diário íntimo. Entre política e memória, o texto aborda o cerco ideológico contra as chamadas políticas identitárias, refletindo sobre a intransponibilidade de certas experiências de discriminação. Mas não para por aí: do desmonte urbano no Rio à nostalgia de um Leblon perdido, do cinema como testemunho da história à geopolítica contemporânea, Moriconi traça conexões entre passado e presente, entre a percepção individual e os grandes movimentos sociais, perguntando, afinal, “a quem interessa a tagarelice do poder alucinado de sua própria verdade?”. Como sempre, um olhar inquieto sobre os tempos que correm.

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Coluna Renato Ortiz | Compartilhar

O que significa compartilhar? O verbo, que se confunde com a ideia de comunhão, carrega em si uma tensão: a divisão da partilha pode unir ou fragmentar. Em sua coluna de hoje, Renato Ortiz revisita esse conceito para analisar a transformação de seu sentido no mundo digital. A internet tornou-se o espaço onde tudo é informação, e a conexão entre indivíduos se faz sem a construção de uma memória comum. O compartilhamento virtual seria, então, um eufemismo para a circulação de mensagens em um ambiente segmentado? Qual a diferença entre vínculo e conexão? A reflexão percorre da solidariedade utópica de Fourier às bolhas digitais contemporâneas, questionando se, na era dos bits, compartilhar ainda significa pertencer. Vale a leitura.

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Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

A coluna Cenas de escrita para um diário íntimo, de Ítalo Moriconi, apresenta hoje Ao vencedor, batatas podres (Parte I), convidando-nos a percorrer uma sequência de reflexões que oscilam entre poesia e comentário político. O texto entrelaça a hesitação entre ser ou não ser poeta com o espanto diante do mundo contemporâneo – das batalhas da geopolítica às disputas pela própria narrativa da história. Ora, o que significa ser poeta quando a realidade insiste em desordenar as palavras? E quando a história se repete, seria possível escapar do eurocentrismo das referências? De São Sebastião à guerra em Israel e ao expansionismo de Trump, Moriconi constrói um texto que confronta, mas também se refaz, buscando na escrita uma forma de resistir ao presente.

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Coluna Renato Ortiz | O Imperador e o Poeta

Pode a linguagem recriar o mundo sem traí-lo? Partindo do conto de Borges, Renato Ortiz revisita em sua coluna a relação entre linguagem e mundo, o sonho de um idioma que nomeia as coisas sem distorção e a frustração do imperador que vê seu castelo capturado nos versos de um poeta. A história ecoa um velho desejo: a busca pelo idioma sem hiato entre palavra e realidade, como na língua primordial do Paraíso. Mas e hoje? Se antes temíamos a duplicidade entre o real e sua representação, a hipermodernidade parece impor outro dilema, pois o simulacro já não encobre a verdade, mas a excede. O imperador e o poeta teriam tempos difíceis. Nós também.

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