Desassossegos | Coluna de Alcida Rita Ramos

Na última coluna de Alcida Rita Ramos (UnB) deste ano, ela recebe Estevão Senra (ISA) para refletir sobre o passado, o presente e o futuro da resistência Yanomami. Inaugurada em fevereiro de 2024, esta é a vigésima primeira publicação da bem-sucedida Coluna Desassossegos, que, quinzenalmente, nos presenteia com provocações sobre a prática antropológica e a resistência indígena. Do incêndio, abordado no texto de estreia da coluna, à esperança renovada, Risos e Lágrimas na Floresta Yanomami traça um retrato de reconstrução e luta por direitos fundamentais. Afinal, o céu ainda não caiu. Mas, será que isso indica que a batalha está vencida?

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Desassossegos | Coluna de Alcida Rita Ramos

Alcida Rita Ramos (UnB) recebe hoje em sua Coluna Desassossegos o professor e amigo Luis Cayón (UnB) para refletir sobre uma dimensão visceral da prática antropológica: a etnopatia. Por meio de um relato sobre encontros e reencontros com o povo Makuna, aprendemos que picadas de insetos, caminhadas extenuantes e refeições desconfortáveis são apenas o início de um processo transformador, e que as relações construídas em campo podem reverberar longamente na vida e no pensamento dos antropólogos. Com a sensibilidade de quem rememora, Cayón demonstra como a etnografia não apenas revela um novo mundo, mas também o inscreve no próprio ser.

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Desassossegos | Coluna de Alcida Rita Ramos

A coluna desta semana de Alcida Rita Ramos (UnB) discute as transformações nas atitudes e estratégias da luta indígena por reconhecimento e respeito. Aqui, veremos como a borduna e o arco deram lugar a câmeras e pincéis, instrumentos que ressignificam a presença indígena em campos culturais e políticos. Ainda, como a era digital expandiu as possibilidades de resistência e afirmação identitária. As armas se modernizam: das assembleias e manifestações aos vídeos, artes plásticas e teatro, artistas indígenas protagonizam uma nova fase de “demarcação das telas”. Trata-se de uma outra face da autodefesa indígena, que não pode ser ignorada.

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A coluna desta semana de Alcida Rita Ramos (UnB) traz uma reflexão sobre a solidão daqueles forçados a ser “Só” no mundo: indígenas marginalizados ou últimos sobreviventes de seus povos. O que acontece quando, arrancados da convivialidade, restam apenas os estrangeiros a esmagar sua vontade? Em um texto que percorre histórias reais, Alcida revela o quão cruel pode ser a realidade vivida; mas também oferece um vislumbre da resiliência de pessoas que, entre trágicos escombros, permanecem a lutar.

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A coluna desta semana de Alcida Rita Ramos (UnB) apresenta um relato que questiona a clássica oposição entre o real e o imaginário: Bruxaria, oráculos e magia entre os azande, de Evans-Pritchard, é revisitado. Entre caminhadas noturnas e fenômenos inexplicáveis, surge uma história pessoal em que o mundo indígena desafia as explicações “científicas”. O que distingue o real do imaginado? Será que podemos dar nome ao invisível? Prepare-se para embarcar em mais uma reflexão cheia de desassossegos.

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A revisão de um clássico das ciências sociais brasileiras, A função social da guerra na sociedade tupinambá, de Florestan Fernandes, é o tema da coluna de Alcida Rita Ramos desta semana. Ítalo Calvino vibra nas entrelinhas: aprendemos rapidamente por que ler um clássico. O momento é decisivo: a chegada do manto tupinambá ao Brasil, após séculos guardado em terras estrangeiras, e a demonstração de que a guerra também se trava com palavras corajosas, como no recente episódio da destemida tupinambá durante a festa de retorno do manto guardado, relembrado pela autora. De quebra, aprendemos como Florestan salvou Radcliffe-Brown. Desassossegos como gostamos!

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Alcida Rita Ramos (UnB) recebe hoje em sua Coluna Desassossegos a médica e pesquisadora Maria Stella de Castro Lobo (UFRJ). Elas assinam o texto “Contra a corrente”, em que relatam seu trabalho conjunto no combate à malária que acometeu pessoas Yanomami e Ye’kwana entre 1989 e 1992. A escrita das duas dá vida a um texto que é também uma comunhão de experiências de campo, cujo cenário infeliz era de morte e devastação garimpeira. Era? Bem, entre florestas e aromas, helicópteros e aldeias, tratamentos e doenças, prevalecia o desafio cotidiano de salvar vidas. Se sobre elas ficou a sensação de exaustão, prevaleceu, ainda mais, o sentimento de dever cumprido. O resultado é um texto que nos leva rio abaixo, pela sensível correnteza que mistura palavra e vida.

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Publicamos A velhice da Nova República de Alcida Rita Ramos (UnB) na Coluna Desassossegos. No texto de hoje, a autora revisita suas memórias dos momentos finais da ditadura militar, quando então se ensaiava uma “Nova República”, para discutir a efervescência de um movimento indígena/indigenista sem precedentes, que se espalhou por todo o país e inaugurou uma nova era. Diante dos jogos de poder que compuseram um cenário de incertezas e conflitos, o texto oferece uma reflexão crítica sobre os paradoxos das consequências da ação coletiva. Analista fina do jogo interminável entre contingências e estruturas, Alcida sugere que, apesar de tudo, aquele cenário persiste com mudanças e desafios até os dias de hoje. Mas, isso não muda o fato de que, como ela afirma: “nunca antes, no calor do momento vivido, eu sentira que assistia à História se fazendo”. A questão é: o que fazemos com a história?

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Publicamos hoje o texto Rei Midas na Amazônia de Alcida Rita Ramos (UnB) na Coluna Desassossegos. Nele, a autora resgata uma história sanumá sobre “o dono do ouro”, que ouviu pela primeira vez quando visitava Auaris em 2005, para discutir a corrida do ouro na Amazônia, o delírio europeu do El Dorado e como diferentes grupos humanos veem a riqueza. Assuntos que se entrelaçam e convergem na direção de uma questão fundamental à qual nossa ilustre colaboradora vem dando atenção em seus últimos textos: os limites da antropologia. Numa tentativa aberta de imitar o fluxo da vida, Alcida pergunta se talvez não valesse a pena nos despojarmos de certos pruridos disciplinares para buscar inspiração em fontes criativas para perguntas irrespondíveis.

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Publicamos hoje o texto “Saindo da Castália” de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Inspirando-se na obra O Jogo das Contas de Vidro de Hermann Hesse, Alcida propõe uma analogia entre a fictícia Castália e a antropologia, refletindo sobre sua jornada como antropóloga e sobre a relação da disciplina com a realidade prática. O texto nos provoca para a importância de descer da “montanha” acadêmica para enfrentar os desafios reais, convertendo conhecimentos assim adquiridos em ações concretas, seja em aldeias, seja em favelas, seja em cortiços, seja no Congresso Nacional. Com postura crítica e experiência de causa, Alcida vem a público defender uma antropologia engajada e implicada na realidade social e política do Brasil. Como ela diz, mais do que um privilégio, é um compromisso! Não deixe de conferir.

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Publicamos hoje o décimo primeiro texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Nele, Alcida retorna suas memórias para alguns anos antes da viagem à Amazônia, relatada nos últimos textos desta coluna. Aborda, desta vez, suas experiências no período que passou em Norman, Oklahoma, de junho a agosto de 1963, durante sua estadia acadêmica na Universidade de Wisconsin, graças a uma bolsa de estudos obtida como “moeda de troca entre a ciência do Museu Nacional e a devoção evangélica do Summer Institute of Linguistics (SIL)”. As vivências desse período contribuíram significativamente para a entrada de Alcida na vida dos Sanumá (Yanomami), cinco anos depois. Como ela mesma declara: “Foi em Oklahoma que, sem saber, selei meu destino de etnógrafa”. Repleto da sua característica sensibilidade, o texto é uma onda de nostalgia de um verão suado, mas produtivo, na companhia de caçadores de almas indígenas no meio do deserto. “Não há experiência negativa”, é sua lição. Não deixe de conferir!

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Chegamos ao décimo texto de Alcida Rita Ramos (UnB) publicado na coluna Desassossegos. Dando continuidade aos relatos que Alcida tem feito sobre sua pesquisa etnográfica com o povo Sanumá, ela propõe hoje organizar sua “memorabilia” de experiências para refletir sobre júbilo e pranto, vida e morte. As vivências de campo, segundo Alcida, produzem emoções, sensações e aprendizados relevantes que, ainda que toquem profundamente os pesquisadores, não têm lugar em monografias e artigos acadêmicos. São a essas “protuberâncias de experiências encrustadas”, boas e más, que Alcida aqui dá sensível forma.

O relato de nossa grande colaboradora é ilustrado com os belos desenhos de Yaki Sanöma e Kalepi Sanumá.

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Publicamos hoje o nono texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Nele, a antropóloga nos brinda com um relato sobre sua pesquisa de campo com o povo Sanumá (Yanomami) entre os anos de 1968 e 1970. Na época, Alcida cursava o doutorado na Universidade de Wisconsin e voltou ao Brasil ao lado de Ken Taylor para passar mais de um ano no coração da Amazônia. “O comando do brigadeiro” é uma sensível travessia por suas memórias e impressões de pesquisa: uma verdadeira crônica do fazer antropológico e de seus desafios em tempos de ditadura.

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Publicamos hoje o oitavo texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Baseado na conferência apresentada pela autora na Primeira Oficina de Trabalho PFE-Funai, que ocorreu em setembro de 2013 em Brasília, Alcida nos convida a refletir: por que Antropologia, por que Etnologia Indígena? Sua defesa aberta do conhecimento antropológico é também um questionamento sobre os desafios desse ofício e as lições que ele permite.

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Imperdível!

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Publicamos hoje o sétimo texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Nele, a antropóloga aborda a Conquista do Deserto na Argentina, uma investida militar no final do século XIX para conquistar a vasta região dos Pampas e da Patagônia, então ocupada por povos indígenas como os Mapuche, Tehuelch e outros. “Os Desgarrados da Terra” é uma reflexão desassossegada sobre o tratamento que a Argentina deu (e continua dando) aos povos originários.

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Publicamos hoje o sexto texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos: “Entre crânios e mentes”. A autora compartilha suas memórias de seus anos de formação em antropologia – da especialização no Brasil ao mestrado e doutorado nos Estados Unidos – e divide com seus leitores e leitoras duas fotos da marcante experiência que teve em 1960, quando foi aluna do primeiro curso de especialização em antropologia social no Museu Nacional/UFRJ, ministrado por Roberto Cardoso de Oliveira. 

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Publicamos hoje o quinto texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Nas lembranças da autora de 1960 surge a barca Rio-Niterói, quando diariamente atravessava a Baía de Guanabara para frequentar o curso de especialização em antropologia social no Museu Nacional/UFRJ, ministrado por Roberto Cardoso de Oliveira. Seus companheiros de travessia mais frequentes são o professor Luiz de Castro Faria e o jovem estudante, como ela, Roberto DaMatta. As memórias revelam os princípios da antropologia do Museu Nacional e uma nova fase da antropologia brasileira. “E la nave va (sem Fellini)”.

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Publicamos hoje o quarto texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. Nascida em 1937 em Lisboa, a autora narra sua infância marcada pela mudança para o Brasil, seu sentimento de desterro e seu encontro com a antropologia e com os povos indígenas. Seu relato pessoal é ponto de partida para uma reflexão sobre como as alteridades são criadas.

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Publicamos hoje o terceiro texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na coluna Desassossegos. A autora compartilha com os leitores e as leitoras da BVPS seu discurso proferido na cerimônia de outorga do título de professora emérita da Universidade de Brasília, em novembro de 2009. Entre as emoções e informações que se esperam de um discurso de emerência, temos ainda, parafraseando Roland Barthes, “fragmentos de um discurso amoroso” da autora com a UnB, seus alunos, colegas e ofício.

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Ocupação BVPS Mulheres 2024 | Carta de uma antropóloga a antropólogos, por Alcida Rita Ramos

Na primeira atualização do dia, publicamos na coluna Desassossegos, de Alcida Rita Ramos (UnB), uma carta de sua autoria dirigida aos antropólogos, especialmente os do contexto etnográfico yanomami.

Na semana do 8M, a BVPS promove pelo segundo ano consecutivo a Ocupação Mulheres. Organizada pela editora Caroline Tresoldi, doutoranda em Sociologia no PPGSA/IFCS/UFRJ, neste ano de 2024 serão publicados cerca de 30 textos. São narrativas distintas: ensaios, relatos, cartas, conto, entrevista e resenhas, que abordam temas, reflexões e dados das mais diferentes ordens sobre mulheres.

Continue acompanhando as publicações da Ocupação BVPS Mulheres 2024. Para saber mais sobre a iniciativa deste ano, dedicada às mulheres e meninas palestinas, clique aqui.

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