Retrospectiva 2025 + e-book de presente


Neste último post do ano, confira a retrospectiva de 2025 da BVPS e algumas novidades que vêm por aí. Também deixamos de presente para nosso público leitor o e-book Autóctone Aquino, um ensaio inédito de Raul Antelo que temos a alegria e a honra de publicar na BVPS Coleção.

Agradecemos a companhia de todas e todos ao longo deste intenso ano. Voltaremos em fevereiro, com muitas novidades!

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IRBæc em 2025 + Homenagem a Antonio Herculano Lopes

Essa edição extraordinária da BVPS traz um pequeno balanço das atividades do Instituto Rui Barbosa de Altos Estudos em Cultura (IRBaec) neste ano de 2025. Antonio Herculano Lopes, que esteve à frente do IRBaec desde a sua criação, em 2018, está se aposentando da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde ingressou como pesquisador em 1994 e também exerceu várias funções administrativas, deixando um importante legado intelectual e institucional. Doutor pela New York University (1999), Herculano é pesquisador destacado da área de cultura e, tendo sido também bailarino, ator e diretor de teatro, agregou suas especialidades em estudos de performance, teatro brasileiro e história das sensibilidades ao pensamento social, colaborando para revitalizar essa área de pesquisa, inclusive como coordenador do GT de Pensamento Social da Anpocs (2013-2015), sendo igualmente atuante na Anpuh.

Mas o post traz também dois convites especiais: o primeiro, para o lançamento do livro de Barbara Freitag com debate, amanhã, segunda-feira, às 18h30. Grande nome das ciências sociais brasileiras, em especial nos estudos de comunicação e teoria social alemã, Freitag foi professora de Antonio Herculano em seu mestrado em Sociologia na UnB, realizado entre 1975 e 1978. Antes disso, porém, quando de sua carreira na diplomacia, Herculano trabalhou diretamente com Sergio Paulo Rouanet no Itamaraty, de quem Freitag é viúva. O segundo convite é para a próxima quinta-feira, dia 18, às 15h, quando a Casa de Rui Barbosa prestará homenagem a esse seu servidor público que tantos e tão importantes trabalhos prestou à instituição, à pesquisa e aos debates intelectual e artístico brasileiros.

Como no caso de outros pesquisadores e colegas, ativos e aposentados, o trabalho de Antonio Herculano vem concorrendo decisivamente para a própria centralidade da Casa de Rui na vida cultural do Rio de Janeiro. Amigo e colaborador da BVPS desde nossa criação, Herculano merece – e tem – não apenas o reconhecimento intelectual de seus pares, mas, como sabem seus muitos colegas e amigos, é uma das pessoas mais queridas dos vários círculos intelectuais que, não por acaso, nele se cruzam, se entrelaçam e ganham muita vida. Vida longa ao IRBaec. Viva Antonio Herculano!

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BVPS Recomenda | Adeus à CLT? Passado, presente e futuro da legislação trabalhista no Brasil

Acaba de ser lançada pela editora 7 Letras a coletânea Adeus à CLT? Passado, presente e futuro da legislação trabalhista no Brasil, organizada por Elina Gonçalves da Fonte Pessanha, Alexandre Barbosa Fraga e Marco Aurélio Santana.

Com rigor teórico e empírico, a obra enfrenta o debate sobre a centralidade da CLT na regulação do trabalho no Brasil. O conjunto dos textos que compõem o livro evidencia lutas, resistências, violências e retrocessos que marcam o acesso aos direitos trabalhistas no país. Embora reformada e fragilizada, a CLT permanece como referência de um Direito do Trabalho a ser reconstruído após a ofensiva neoliberal.

Confira abaixo a introdução assinada pelos organizadores, o sumário e algumas fotos do lançamento ontem, no Rio de Janeiro.

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A língua como território de cidadania, por Silviano Santiago

Trazemos nesta tarde texto de Silviano Santiago apresentado no fim de novembro na FliParaíba, no qual ele propõe repensar a relação entre língua, território e cidadania em um mundo profundamente desigual e marcado pela urgência do multilateralismo. Revisando a história da língua portuguesa e sua reinvenção no Brasil pelas matrizes indígena, africana e oral, Silviano mostra como escritores de diferentes continentes já compõem uma comunidade linguística que ultrapassa fronteiras nacionais.

Silviano sugere que essa língua comum – ainda sem dicionário ou gramática, mas plenamente viva na literatura – pode se converter na base de um território simbólico compartilhado. Ao lançar a pergunta sobre a possibilidade de um “território lusófono” constituído pela própria língua, convida-nos a refletir sobre como a literatura pode ampliar e redefinir o sentido contemporâneo de cidadania.

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Coluna Renato Ortiz | Robinsonadas

No último texto do ano de sua coluna, Renato Ortiz (Unicamp) revisita as “robinsonadas” ironizadas por Marx para investigar como o mito do indivíduo autossuficiente atravessa a modernidade até hoje. Segundo Ortiz, a exaltação dessa autonomia só se sustenta à custa da negação do mundo social. E é justamente daí que emerge o paradoxo: o sujeito que pretende criar tudo a partir de si mesmo precisa, afinal, ser conduzido por quem promete ensiná-lo a ser livre.

Para conferir outros textos da coluna de Renato Ortiz, clique aqui. E para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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Aventuras e desventuras da literatura brasileira num departamento de teoria literária, por Alfredo Cesar Melo

Quais disputas teóricas e institucionais se escondem por trás de uma reforma curricular? No texto que publicamos hoje, Alfredo Cesar Melo (Unicamp) revisita a trajetória da área de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem, reconstruindo os embates que levaram à retirada da literatura brasileira do núcleo obrigatório do curso de Letras.

A partir de documentos, debates internos e do percurso intelectual de figuras centrais da crítica literária nacional que fundaram o instituto, o autor mostra como uma disputa sobre a referencialidade histórico-social da literatura brasileira acabou redesenhando a formação no IEL. O resultado é um relato instigante sobre reformas, paradigmas teóricos e os sentidos da literatura na universidade brasileira contemporânea.

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Sociológicas | Democracia em crise, por Adalberto Cardoso

O diagnóstico de que a democracia ocidental está em crise tornou-se quase consensual, embora suas causas sigam em disputa. Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) examina hoje um recente paradoxo nessa discussão: se, por décadas, atribuiu-se a erosão democrática ao avanço do neoliberalismo e à blindagem tecnocrática das políticas econômicas, a ascensão de Donald Trump complica o cenário ao mostrar que também agendas protecionistas podem corroer instituições por dentro. Cardoso sugere que a democracia está encurralada por forças contraditórias, e imaginar saídas exige repensar seus próprios fundamentos.

Sociológicas é um novo espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. Não perca, no próximo ano, a continuidade da série! Outros textos já publicados podem ser conhecidos aqui.

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Resenha | Maria Werneck: relato de prisão, por Eurídice Figueiredo

Sala 4: a primeira prisão política feminina do Brasil, livro de Maria Werneck, reeditado pela casa matinas depois de quase 40 anos de sua primeira publicação, é resenhado hoje por Eurídice Figueiredo (UFF).

O livro reconstrói, a partir das memórias de Maria Moraes Werneck de Castro, o cotidiano do grupo de mulheres encarceradas na antiga Casa de Detenção do Rio de Janeiro durante o governo Vargas. Na pequena cela coletiva feminina, a chamada “sala 4”, conviviam figuras que se tornariam algumas das maiores referências na luta contra o autoritarismo no Brasil, como Olga Benário, Nise da Silveira, Eugênia Moreyra, Noêmia Mourão, Eneida de Moraes, Sabo Berger, entre tantas outras. Ao aproximar os relatos de Maria Werneck dos testemunhos das militantes presas durante outra ditadura, a de 1964, Eurídice Figueiredo ressalta a natureza sempre em disputa da memória, enxergando, no ato de rememoração e escrita dessas mulheres, uma forma própria de resistência.

Confira aqui outras resenhas publicadas ao longo do ano.

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Manuscrito “Perspectivas de desenvolvimento da Sociologia no Brasil”, de Florestan Fernandes, e comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa

Trazemos hoje um texto muito especial: o manuscrito de Florestan Fernandes “Perspectivas do desenvolvimento da Sociologia no Brasil”, escrito provavelmente na segunda metade da década de 1950. Nele, Florestan antecipa temas centrais de suas análises sobre a formação e o desenvolvimento da sociologia no país. Criticando a cultura “livresca” das elites e o caráter importado da disciplina, defende a integração da Sociologia à vida cultural brasileira.

O manuscrito foi encontrado no Fundo Florestan Fernandes da Coordenadoria de Obras Raras e Coleções Especiais da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos. Introduz o texto um comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa (UFRB), que transcreveu o manuscrito e preparou algumas notas. Esta é a primeira publicação de uma série sobre o arquivo Florestan Fernandes, sob sua curadoria, que irá ao ar em 2026.

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Série Nordestes | Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade, por André Botelho

Chegamos ao último texto da Série Nordestes no ano! Em “Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade”, André Botelho (UFRJ) destaca a empatia com que Mário de Andrade lidou com as diferenças culturais em suas viagens pelo Brasil. O texto foi publicado originalmente como um dos capítulos do livro De olho em Mário de Andrade: uma descoberta intelectual e sentimental do Brasil, uma biografia sociológica do modernista trezentos, trezentos e cinquenta.

Como temos acompanhado ao longo da viagem do turista aprendiz ao Nordeste, publicada semanalmente na BVPS, e como o próprio Botelho argumenta, mais do que o fetiche da autenticidade da cultura popular, Mário valoriza a pluralidade cultural e defende o reconhecimento da dignidade dos seus portadores sociais.

Uma das novidades do próximo ano será a publicação integral de O turista aprendiz: uma nova edição que trará a experiência dialogada que estamos construindo ao longo deste ano em torno do livro de Mário e de sua viagem ao Nordeste, relida no contexto contemporâneo. A percepção das diversidades sem descuidar das desigualdades sociais, constitui recurso potente para uma nova reaproximação ao mundo social, cultural e político complexo do que agora, e com a ajuda de Mário, podemos chamar Nordestes – no plural.

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (27 de dezembro)


Mário de Andrade compartilha a história de Mestre Carlos. De acordo com o que ouviu dos devotos, um dos mestres mais impressionantes dos catimbós nordestinos, embora pouco mencionado entre os estudiosos das macumbas da Bahia e do Rio de Janeiro de então. Mário reconta sua trajetória desde a infância até ser encontrado morto ao pé da raiz do juremal, tecendo uma crônica que é um raro mergulho na lógica espiritual do catimbó.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, confira texto de André Botelho para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Homenagem | Helenismos: nós, acadêmicos, por Mauricio Tenorio

Helena Bomeny, professora titular de Sociologia da UERJ e referência na área de pesquisa do pensamento social e das ciências sociais brasileiras, é homenageada no texto de Mauricio Tenorio (Universidade de Chicago) que publicamos hoje.

Ao rememorar a amizade iniciada em Stanford e o papel decisivo de Helena em sua formação intelectual, Tenorio engata uma conversa com ela para desenvolver uma reflexão provocadora sobre “nós, acadêmicos”, discutindo os desafios contemporâneos das humanidades, da universidade, do ensino e da docência.

Como não poderia deixar de ser, num texto de Tenorio sobre Helena, a homenagem ganha um sentido concreto, na particularidade do elogio à amizade, reverberando questões mais gerais da condição intelectual e humana. Merece ser conhecido e, diríamos mesmo, meditado, especialmente em tempos de crise de sentidos e dificuldades nas relações acadêmicas.

O texto foi publicado inicialmente em 2024, em espanhol, na coletânea Ciências Sociais na UERJ: temas, trajetórias e perspectivas, organizada por Aline Gama, Bernardo Ferreira, Joana Bahia e Raquel Emerique.

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Simpósio BVPS | 100 anos de Raymundo Faoro


Voltamos hoje com a segunda e última parte do Simpósio 100 anos de Raymundo Faoro, organizado por Paulo Augusto Franco de Alcântara (ESPM e USP). Evocando o centenário de nascimento do jurista gaúcho e os 50 anos da publicação da segunda edição de Os donos do poder (1975) – marco que consolidou como clássico a obra originalmente lançada em 1958 – especialistas de diferentes áreas e gerações foram convidados a revisitar criticamente o pensamento e a contribuição de Raymundo Faoro para as interpretações do Brasil.

Neste segundo post, contamos com as reflexões de Leonardo Belinelli (UFRRJ), Lilia Schwarcz (USP e ABL), Luís Augusto Fischer (UFRGS), Maria Victoria Benevides (USP) e Paulo Henrique Cassimiro (UERJ).

Para conferir o primeiro post e a apresentação do organizador, clique aqui.

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Coluna Primeiros Escritos | Infância e educação em Mário de Andrade e Fernando de Azevedo, por Paloma Leite

Como pensar a infância em um país que buscava se modernizar? No ensaio que publicamos na Coluna Primeiros Escritos, Paloma Leite, mestranda em sociologia no PPGSA/UFRJ, revisita os Parques Infantis criados por Mário de Andrade e articula esse projeto pioneiro com as propostas educacionais de Fernando de Azevedo. Entre o expressionismo infantil, o movimento modernista e o ideário escolanovista de educação integral, o texto mostra como arte, cidadania e visões sobre o país se entrelaçaram na construção de políticas culturais e educacionais dos anos 1930.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

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Modulações | Coluna de Alcida Rita Ramos

Passados quase 10 meses de Modulações, chegamos ao último texto desta coluna de Alcida Rita Ramos (UnB), que apostou no exercício de transformar inspiração em reflexão. Sempre com sua notável sensibilidade e postura crítica, Alcida escreveu sobre temas como a amizade, o dever como obsessão, o poder dos símbolos, os diferentes modos de saber, entre outros que, tomados em conjunto, nos ajudaram a ampliar e dar consciência crítica às ideias. Percorremos territórios, do Japão à terra Yanomami, mas sempre passando por mundos que convivem numa espécie de entre-lugar e dependem de sensibilidade e perspectiva etnográfica e política para serem entrevistos e descortinados. Em especial, a força dos Sanumá mais uma vez reapareceu, acenando para uma aprendizado social com mais igualdade na sociedade brasileira. Entretanto, como todo fim é também a possibilidade de novos começos, não deixe de acompanhar, ao longo de 2026, uma nova coluna de nossa faiscante colaboradora!

Em Punir sem vigiar, Alcida reflete sobre a sabedoria jurídica dos povos indígenas e tradicionais, cujos sistemas de justiça são, em muitos casos, orientados por uma filosofia da persuasão. Ao contrastar esse modelo com a lógica coercitiva do Estado nacional, a autora discute os limites do pluralismo jurídico e aponta para a força das soluções comunitárias de conflito.

Para conferir outros textos de Modulaçõesclique aqui. Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | Outorga do título de Pesquisadora Emérita da Fiocruz à Nísia Trindade Lima

A Fiocruz realiza, na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 14h, no campus de Manguinhos (Rio de Janeiro), a solenidade de outorga do título de Pesquisadora Emérita à Nísia Trindade Lima.

A homenagem reconhece a trajetória de Nísia e suas contribuições à ciência, à saúde pública e ao fortalecimento institucional da Fiocruz e do Sistema Único de Saúde (SUS). Primeira mulher a presidir a instituição, Nísia liderou a Fiocruz durante a pandemia da Covid-19 e, posteriormente, foi ministra da Saúde do Brasil (2023-2025). Socióloga e pesquisadora da Fundação desde 1987, construiu uma carreira marcada pela defesa da ciência, da saúde como direito e da integração entre pesquisa, inovação e políticas públicas.

Deixamos nossos parabéns a Nísia, uma das idealizadoras da BVPS e inspiração para todos nós!

Para acompanhar o evento pelo YouTube, clique aqui.

Resenha | “Além da Formação” e a construção de um debate crítico, por Carolina Correia dos Santos

Além da Formação: teoria e crítica literárias no Brasil em chave comparativa (anos 1960-1980), livro de Ana Karla Canarinos publicado pela editora da Uerj em 2024, é resenhado hoje por Carolina Correia dos Santos (UERJ).

O livro apresenta um balanço da crítica literária brasileira entre as décadas de 1960 e 1980, tendo como foco a “geração pós-Antonio Candido”, composta por Luiz Costa Lima, José Guilherme Merquior, Roberto Schwarz e Silviano Santiago. Quatro nomes que, cada qual a seu modo, encarnam tanto a herança quanto as fissuras abertas por Formação da literatura brasileira (1959). Na leitura de Carolina Correia dos Santos, mais do que narrar duas décadas de história da crítica acadêmica no país – atravessando debates sobre estruturalismo, regionalismo e modernismo – Além da Formação é um convite a imaginar uma tradição crítica menos defensiva e mais disposta ao enfrentamento intelectual.

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BVPS Agenda | Lançamento de “É o fim do mundo e eu me sinto bem”, de Denilson Lopes

Na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 18h30, na Livraria Alento (Rua Senador Vergueiro, nº 80, Flamengo, Rio de Janeiro), ocorrerá o lançamento do livro É o fim do mundo e eu me sinto bem: Modernismo, extrativismo e festas, do escritor e crítico literário Denilson Lopes (ECO/UFRJ). O lançamento contará com um diálogo entre o autor e André Botelho (UFRJ).

A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura do livro não são obras isoladas, mas uma constelação – outro Modernismo, marcado pela catástrofe em vez da utopia; pela melancolia em meio à alegria; pelo fim do mundo em vez da inauguração de uma nova era; pelo fascínio pela lentidão de paisagens devastadas e solitárias, em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Esse outro Modernismo é compreendido pelo autor a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso e Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais, e indicando, talvez surpreendentemente, na cultura midiática, a emergência de um Modernismo pop.

Economia & Sociedade | Alexa, o que há de novo no capitalismo?, por Henrique Braga

Do pós-guerra à crise de 2008, o texto assinado por Henrique Braga (UFRRJ) acompanha a transição da “Era de Ouro” do capitalismo – sustentada pela produção e pelo consumo de massa – para um regime financeirizado e global, marcado pela expansão das grandes corporações transnacionais. Nesse processo, a individualização se intensifica, os salários perdem força relativa e o crédito passa a ocupar lugar central na sustentação da reprodução social.

Com o avanço das big techs e dos dispositivos de captura de atenção, como o smartphone, o autor mobiliza o diagnóstico do economista grego Yanis Varoufakis sobre o “tecnofeudalismo”, compreendido como uma ordem em que monopólios digitais extraem renda a partir do controle informacional. Embora controversa, a tese aponta para um elemento decisivo: algo mudou no capitalismo, e o “eu”, convertido em mercadoria, tornou-se o núcleo dessa nova dinâmica.

Confira aqui outros textos já publicados na série Economia & Sociedade, que propõe problematizar as cada vez mais complexas relações entre esses dois termos.

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