
Passado-futuro é a terceira e última parte da BVPS Coletâneas dedicada aos 130 anos de Mário de Andrade. Evocando o baralhamento tenso de temporalidades que conformam o processo social – nunca linear e homogêneo – contemporâneo, os textos aqui reunidos evidenciam um intelectual que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele e para mudá-lo. Afinal, não só a política, mas também as ideias constituem um campo de forças, e existem várias maneiras de se participar de um mesmo “contexto intelectual”.
Como as lutas de Mário podem nos equipar para enfrentar os impasses gerados pelo retorno, violento e socialmente legitimado, dos valores e práticas autocráticas recalcados da velha sociedade brasileira, desenganada erroneamente, ao espaço público e à política? Entre passado-futuro, o presente parece nos exigir urgentemente um gesto mais radical para requalificar a cultura como um campo aberto de conflito pelo controle dos significados das mudanças na sociedade.
Neste post, ao reconstituir o debate triangular entre Mário de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Alceu Amoroso Lima em torno da “construção” da nação e do catolicismo no Brasil, Pedro Meira Monteiro (Princeton University) discute as ambíguas relações do intelectual militante com a cultura popular subalterna, fazendo emergir questões atuais sobre identidades coletivas, representação e representatividade.
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Boa leitura!
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