BVPS Coletâneas | A inteligência do coletivo: ordem e religião em Mário de Andrade, passando por Sérgio Buarque de Holanda e Alceu Amoroso Lima, por Pedro Meira Monteiro

Passado-futuro é a terceira e última parte da BVPS Coletâneas dedicada aos 130 anos de Mário de Andrade. Evocando o baralhamento tenso de temporalidades que conformam o processo social – nunca linear e homogêneo – contemporâneo, os textos aqui reunidos evidenciam um intelectual que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele e para mudá-lo. Afinal, não só a política, mas também as ideias constituem um campo de forças, e existem várias maneiras de se participar de um mesmo “contexto intelectual”. 

Como as lutas de Mário podem nos equipar para enfrentar os impasses gerados pelo retorno, violento e socialmente legitimado, dos valores e práticas autocráticas recalcados da velha sociedade brasileira, desenganada erroneamente, ao espaço público e à política? Entre passado-futuro, o presente parece nos exigir urgentemente um gesto mais radical para requalificar a cultura como um campo aberto de conflito pelo controle dos significados das mudanças na sociedade. 

Neste post, ao reconstituir o debate triangular entre Mário de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Alceu Amoroso Lima em torno da “construção” da nação e do catolicismo no Brasil, Pedro Meira Monteiro (Princeton University) discute as ambíguas relações do intelectual militante com a cultura popular subalterna, fazendo emergir questões atuais sobre identidades coletivas, representação e representatividade.

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BVPS Coletâneas | Andaimes, massa corrida, Joaquim Nabuco, Anitta: assistir um curso sobre Mário de Andrade no centenário da Semana de Arte Moderna, por Lucas van Hombeeck

Passado-futuro é a terceira e última parte da BVPS Coletâneas dedicada aos 130 anos de Mário de Andrade. Evocando o baralhamento tenso de temporalidades que conformam o processo social – nunca linear e homogêneo – contemporâneo, os textos aqui reunidos evidenciam um intelectual que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele e para mudá-lo. Afinal, não só a política, mas também as ideias constituem um campo de forças, e existem várias maneiras de se participar de um mesmo “contexto intelectual”. 

Como as lutas de Mário podem nos equipar para enfrentar os impasses gerados pelo retorno, violento e socialmente legitimado, dos valores e práticas autocráticas recalcados da velha sociedade brasileira, desenganada erroneamente, ao espaço público e à política? Entre passado-futuro, o presente parece nos exigir urgentemente um gesto mais radical para requalificar a cultura como um campo aberto de conflito pelo controle dos significados das mudanças na sociedade. 

Neste post, Lucas van Hombeeck (PPGSA/UFRJ e NEPS), a partir de sua experiência como aluno num curso sobre o movimento cultural modernista no ano do centenário da Semana de Arte Moderna, reflete sobre as contradições, os limites e as oportunidades que os legados de Mário de Andrade ainda têm a nos oferecer.

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BVPS Coletâneas | Considerações sobre o Losango Negro, no pensamento de Mário de Andrade, por Angela Teodoro Grillo

Passado-futuro é a terceira e última parte da BVPS Coletâneas dedicada aos 130 anos de Mário de Andrade. Evocando o baralhamento tenso de temporalidades que conformam o processo social – nunca linear e homogêneo – contemporâneo, os textos aqui reunidos evidenciam um intelectual que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele e para mudá-lo. Afinal, não só a política, mas também as ideias constituem um campo de forças, e existem várias maneiras de se participar de um mesmo “contexto intelectual”. 

Como as lutas de Mário podem nos equipar para enfrentar os impasses gerados pelo retorno, violento e socialmente legitimado, dos valores e práticas autocráticas recalcados da velha sociedade brasileira, desenganada erroneamente, ao espaço público e à política? Entre passado-futuro, o presente parece nos exigir urgentemente um gesto mais radical para requalificar a cultura como um campo aberto de conflito pelo controle dos significados das mudanças na sociedade. 

Neste post, Angela Teodoro Grillo (UFPA), atentando para a multiplicidade histórica das experiências negras, nos apresenta a proposta de recortar o que denomina “losango negro” na poética arlequinal de Mário de Andrade a fim de entrever as complexas figurações raciais recalcadas em sua obra.

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BVPS Coletâneas | Corpo a corpo: Mário de Andrade e Pedro Nava, por Rodrigo Jorge Ribeiro Neves

Passado-futuro é a terceira e última parte da BVPS Coletâneas dedicada aos 130 anos de Mário de Andrade. Evocando o baralhamento tenso de temporalidades que conformam o processo social – nunca linear e homogêneo – contemporâneo, os textos aqui reunidos evidenciam um intelectual que fez parte do seu tempo, mas também lutou contra ele e para mudá-lo. Afinal, não só a política, mas também as ideias constituem um campo de forças, e existem várias maneiras de se participar de um mesmo “contexto intelectual”. 

Como as lutas de Mário podem nos equipar para enfrentar os impasses gerados pelo retorno, violento e socialmente legitimado, dos valores e práticas autocráticas recalcados da velha sociedade brasileira, desenganada erroneamente, ao espaço público e à política? Entre passado-futuro, o presente parece nos exigir urgentemente um gesto mais radical para requalificar a cultura como um campo aberto de conflito pelo controle dos significados das mudanças na sociedade. 

Neste post, o papel do corpo da linguagem na produção cultural é destacado por Rodrigo Jorge Ribeiro Neves (UERJ) na correspondência de Pedro Nava com Mário de Andrade.

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BVPS Coletâneas | ‘…o homem que tirou fotografia da gente…’: Mário de Andrade e a Amazônia, por Pedro Fragelli

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, as fotografias amazônicas de Mário de Andrade são o objeto original de Pedro Fragelli: nelas, a própria atividade fotográfica, como uma das principais formas artísticas do progresso, é posta em xeque pela matéria social “primitiva” da periferia da periferia do capitalismo.

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BVPS Coletâneas | Macunaíma, máquina de preguiça, por Eliane Robert Moraes

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, Eliane Robert Moraes (USP) sugere provocativamente a preguiça de Macunaíma como uma estranha forma de produtividade, crítica à noção de progresso, cuja própria dinâmica improdutiva termina por desvelar a natureza secreta da máquina capitalista, seu funcionamento afinal inútil e privado de sentido.

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BVPS Coletâneas | Voyages des voyeurs, por Raúl Antelo

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, Raúl Antelo (UFSC) analisa o repertório de leituras que informaram o etnógrafo da cultura popular dividido entre sentir e pensar o Brasil e que, ao descobrir americanismos originais que nos aproximam mais da Ásia e da África do Norte, questiona o colonialismo e afirma a particularidade latino-americana, antecipando o conceito de Terceiro Mundo e subdesenvolvimento.

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BVPS Coletâneas | Dó-Mi-Sol do Norte, por José Miguel Wisnik

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, José Miguel Wisnik (USP) estuda em profundidade a proximidade entre linguagem e música em Mário de Andrade a partir de suas fabulações perspectivistas e algo surrealistas, n’O turista aprendiz, sobre um encontro com a alteridade radical no coração da floresta amazônica: as práticas de sentido outras dos Pacaás novos e dos imaginários Dó-Mi-Sol, cujo “vocabulário” musical têm significados sempre cambiantes, viram do avesso a dualidade natureza/cultura.

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BVPS Coletâneas | “Artimanhas da oralidade”: conversa com Flora Thomson-DeVeaux, por André Botelho e Pedro Meira Monteiro

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, o sentido da oralidade de Mário é explorado na entrevista com a tradutora de O turista aprendiz para o inglês, Flora Thomson-DeVeaux (Rádio Novelo), que nos revela ter sido atingida de modo contundente e definitivo por suas possibilidades.

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BVPS Coletâneas | Mário contra o Romantismo, por Alexandre de Bastos Pereira

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, retomando em seu título provocações conhecidas em títulos da fortuna crítica de Mário de Andrade, Alexandre Pereira (PPGSA/UFRJ e NEPS) revê, por dentro das formulações de Mário, sua posição filosófica e política “contra” o Romantismo, ressaltando sua valorização do poder da comunicação, antes que da inspiração esotérica.

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BVPS Coletâneas | Mário de Andrade e as falas brasileiras: entrevista com Eduardo Coelho


Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, Eduardo Coelho (UFRJ) ressalta o principal legado de Mário de Andrade para a literatura brasileira ainda atual e provocativo: a aproximação da língua escrita à falada como campo aberto de experimentações estéticas e políticas.

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BVPS Coletâneas | Cabeça de Cristo, Paulicéia desvairada: dispositivos de automodelagem sacrificial modernista, por André Botelho e Maurício Hoelz

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, André Botelho (UFRJ) e Maurício Hoelz (UFRRJ) mostram como a ação coletiva conflitiva do modernismo jogou Mário de Andrade no centro de forças sociais em disputa que ele não podia controlar inteiramente, e também como, no movimento cultural, se ligam e ressignificam encontros, se não inusitados, frequentemente pensados como antitéticos, como o imaginário católico e as provocações da vanguarda artística.

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BVPS Coletâneas | Mário de Andrade: 130 anos esta noite

Mário de Andrade faz 130 anos hoje! Festejamos o modernista cuja juventude sobressai em seu pensamento aberto e inacabado, que sempre exige a presença ativa do outro para se realizar. Sua juventude está também em suas escolhas e apostas radicais, nem sempre a favor, mas também contra o seu tempo e as injustiças da cultura brasileira. Serão mais três postagens ao longo desta semana, com textos que resistiram ao tempo lado a lado com novas interpretações.

Hoje vocês conhecem o sumário e uma entrevista inédita com a Professora Telê Ancona Lopez (IEB/USP), além da apresentação do organizador da coletânea, Maurício Hoelz (UFRRJ).

Iniciar o experimento BVPS Coletâneas por Mário de Andrade, cujo amor e obsessão pelo Brasil o levaram a forjar uma forma aberta de chamado às futuras gerações é uma homenagem. E também um agradecimento. Mário de Andrade transdisciplinar e contemporâneo. Parabéns, Mário!

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