
A BVPS divulga hoje o Colóquio Iconologias 3: Leituras, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG, com o tema Surrealismo: 100 anos. A programação de apresentações está agendada para os dias 20 a 24 de maio de 2024, no auditório Álvaro Apocalipse da Escola de Belas Artes, na UFMG.
O Colóquio se propõe pensar a eventualidade de o surrealismo exercer um efeito nas práticas artísticas hoje e sensibilizar ou não os artistas. O Professor Stéphane Huchet será o debatedor de todas as mesas junto aos participantes do Colóquio.
Confira abaixo mais informações do evento e a programação completa.
Colóquio Iconologias 3: Leituras
Surrealismo: 100 anos
COMITÊ CIENTÍFICO
Patricia Franca-Huchet (org.)
Stéphane Huchet
COMITÊ ORGANIZADOR
Patricia Franca-Huchet
Stéphane Huchet
Liel Gabino
Victória Sofia
O Surrealismo faz parte dos movimentos artísticos de vanguarda que marcaram
a história da arte e o imaginário artístico. O Primeiro Manifesto, publicado por
André Breton em 1924, seguido pelo Segundo, em 1930, constituem dois textos
basilares para entender a força explosiva desse movimento complexo, tanto litrário quanto visual, ao qual são associados conceitos inovadores na época, apesar de alguns deles serem próximos de movimentos artísticos anteriores, como o romantismo ou o simbolismo.
Se certas práticas revolucionárias, hoje assimiladas, viram seu potencial muito
desenvolvido pelo surrealismo, como a colagem, a montagem, a fotomontagem
etc., são os conceitos que alimentaram seu uso que marcaram a história: o sonho, a improvisação, o automatismo criativo, o papel do inconsciente, a heterogeneidade dos meios, um certo gosto pelo absurdo e as combinações icônicas
inusitadas, a ideia de uma linguagem poética livre de todo tipo de censura, a
valorização do acaso, a contestação política dos modelos etc.
Hoje, cem anos depois, o legado surrealista não pode ser resumido facilmente.
Mas vale a pena olhar para ele, sem se restringir às décadas em que ele ocupou
significativamente a cena artística — os anos 1920 e 1930 —, e ver se ele ainda
traz algum sentido para nós. A moda e o uso recorrente de conceitos como o de
montagem, por exemplo, por mais que devam a fontes e autoridades não-surrealistas, legitimam que se investigue como o surrealismo poderia, de certa maneira, habitar nosso inconsciente artístico sem que o saibamos conscientemente.
Confira a programação completa:
Dia 20 Segunda-feira
19:00 Patricia Franca-Huchet
19:20 Raúl Antelo
20:00 Discussões
Dia 21 Terça-feira
19:00 Marize Malta
19:45 Angélica Adverse
20:35 Discussões
Dia 22 Quarta-feira
19:00 Bárbara Mól
19:45 Paula Huven
20:35 Discussões
Dia 23 Quinta-feira
19:00 Pedro Hussak & Letícia Pumar
19:45 Sulamita Lino
20:35 Discussões
Dia 24 Sexta-feira
19:00 Tadeu Chiarelli
19:45 Tiago Gil de Oliveira Virava
20:35 Discussões