
Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (KAAPI) revisitam a profecia do “índio genérico”, formulada por Darcy Ribeiro em Os Índios e a Civilização, neste novo texto da coluna Ressurgências.
A tese de Ribeiro antevia que os sobreviventes indígenas do processo de expansão econômica convergiriam para uma condição comum: a do “índio genérico”, destituído de grande parte de suas especificidades culturais e reduzido a uma identidade residual. A partir dessa formulação, Ramos e Sarmento constroem uma reflexão que se desdobra em dois tempos e perspectivas: a de uma europeia de nascença, que há décadas acompanha a luta dos povos indígenas no Brasil, e a de um intelectual indígena formado no “mundo dos brancos”, mas enraizado na tradição Tukano do Alto Rio Negro. De maneira eminentemente dialógica, os autores então reconhecem a importância de Darcy Ribeiro para a etnologia brasileira, mas também mostram como a vitalidade dos povos indígenas transformou o prognóstico de desaparecimento em uma história de ressurgências.
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