Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Lilia Moritz Schwarcz (USP) recebe Lúcia K. Stumpf (UAM) em sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Juntas, as autoras analisam as representações da chamada “democracia racial” e sua inversão crítica contemporânea, produzida pela obra O caseiro (2016), de Jonathas de Andrade.

O mestre e o caseiro: o espelho e a ambiguidade mergulha na justaposição encenada pelo filme de oito minutos de Jonathas de Andrade, em diálogo com O mestre de Apipucos (1959), de Joaquim Pedro de Andrade, que retrata cenas da vida doméstica de Gilberto Freyre. Se, no filme de 1959, é Freyre quem ocupa o centro da cena, na inversão proposta por Jonathas de Andrade é o corpo negro do caseiro que assume esse lugar, expondo, como sugerem Schwarcz e Stumpf, fissuras da memória social do país.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Flávio Cerqueira, um escultor de significados ou a igualdade na desigualdade, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) mergulha na produção artística do escultor Flávio Cerqueira, conduzindo-nos pela história, símbolos, materiais, técnicas e, sobretudo, pelo amplo repertório de sentidos que suas obras evocam. Reconhecido pelo trabalho com o bronze, Schwarcz mostra como o artista se tornou um escultor de significados, sempre em busca de novos vocabulários visuais, especialmente diante dos contextos opressivos que marcam o Brasil. Flávio Cerqueira, como argumenta a autora, tirou o bronze do pedestal, rompeu as dicotomias entre o rígido e o moldável e criou uma arte ao mesmo tempo tesa e flexível, aplicada às cenas mais cotidianas e, ainda assim, carregadas de beleza e afeto.

Não deixem de conferir o texto e também a exposição Flávio Cerqueira: um escultor de significados, em cartaz até 18 de janeiro de 2026 no CCBB Rio, que conta com curadoria de Lilia Schwarcz.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Rubem Valentim: a riscadura brasileira como vocabulário cosmopolita, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) assina ensaio sobre Rubem Valentim: artista plástico soteropolitano nascido no emblemático ano de 1922 – embora nunca tenha se conformado ao cânone do movimento modernista paulista – que se tornou expoente de um design próprio nas artes brasileiras. De maneira muito particular, Valentim aliava formas geométricas, cores, repertórios do universo religioso de matriz africana e uma ampla gama de elementos culturais para compor o que denominava de “riscadura brasileira”. Isto é, segundo Schwarcz, uma arte à procura de “uma cultura popular” que fosse baiana ao mesmo tempo que nacional. O ensaio, assim, revisita a iconografia e a história de formação e desenvolvimento do artista, mostrando como sua obra é irredutível a classificações fechadas.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Teimosia e aprendizado social, por Lilia Schwarcz

Em mais uma edição da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades, Lilia Moritz Schwarcz (USP) discute as formas de representação do povo brasileiro, em especial das populações nordestinas, a partir da série fotográfica Brasília Teimosa, de Bárbara Wagner. O ensaio revisita as imagens oficiais de Brasília, capital projetada sob o signo do progresso, para contrapô-las a registros que revelam a criatividade e a resistência de uma comunidade periférica do Recife. Schwarcz, assim, analisa como a “teimosia” dos moradores desse bairro, ameaçados de remoção desde os anos 1950, transformou-se em símbolo de luta e aprendizado coletivo, em oposição à invisibilidade historicamente imposta a essas populações. Nesse cenário, as fotografias de Bárbara Wagner convertem-se num convite para reconhecer, no cotidiano popular, não apenas as reiteradas marcas da exclusão, mas também a força criadora de novos vocabulários sociais, culturais e políticos.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Ex-votos: pedaços de fé, formas de aprendizado, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) retorna à sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades com um ensaio que mergulha no universo simbólico dos ex-votos e suas ressonâncias na arte contemporânea. Herdeiros de tradições populares, indígenas e afro-atlânticas, os ex-votos vêm ganhando novas camadas de sentido ao serem reelaborados por artistas negros contemporâneos, que mobilizam elementos dessa linguagem visual para construir contranarrativas de cuidado, dor e ancestralidade. É assim que o texto, em uma cartografia visual das muitas formas de existir e persistir no Brasil, percorre uma série de obras e artistas para mostrar como esses objetos e imagens são suportes de mundos vivos e territórios de disputa. Um convite mais do que especial para refletirmos juntos sobre como as imagens tornam-se, também, caminhos de aprendizados sociais da igualdade. Imperdível.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | A ver navios…, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) nos convida a uma viagem pela iconografia dos navios negreiros. Neste ensaio, a autora revisita a representação das naus de sequestro na cultura visual, revelando como imagens forjadas sob o véu da neutralidade ocultam a brutalidade do tráfico transatlântico de africanas e africanos escravizados. Schwarcz contrapõe ainda os eufemismos pictóricos do século XIX aos testemunhos documentais e às releituras críticas de artistas contemporâneos, mostrando que a travessia atlântica se tornou uma geografia simbólica. Afinal, imagens não estão presas ao passado; estas permanecem abertas a novas, e quase sempre disputadas, camadas da realidade.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Yes, nós temos banana!, por Lilia Schwarcz

Mário de Andrade encontra novos companheiros de jornada no aprendizado social da igualdade no Nordeste. Lilia Moritz Schwarcz estreia hoje sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades na BVPS Edições. Mensalmente, a historiadora, antropóloga e curadora de exposições escreverá sobre a construção imagética do Nordeste. A coluna visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Livremente inspirada no projeto do Atlas de Imagens Mnemosine, de Aby Warburg, a autora nos convida a pensar o poder das imagens, sua capacidade de condensar, transmitir e tensionar sentidos através do tempo.

Nesta primeira coluna, Yes, nos temos banana!, Schwarcz visita a instalação “40 Nego Bom é um Real”, de Jonathas de Andrade. Mostra como o doce tradicional nordestino ganha múltiplos sentidos na obra do artista pernambucano contemporâneo que, por meio da justaposição de elementos e técnicas, busca desmontar os mitos da mestiçagem harmônica do Brasil de Gilberto Freyre.

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