Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (23 de janeiro)   

Em Natal, Mário de Andrade conversa com o escritor e político potiguar Henrique Castriciano sobre os caminhos do Brasil. Assim chegamos à crônica sobre a transição do antigo banditismo “cavalheiresco” para a violência desprovida de ética de Lampião — sintomas, segundo Castriciano, da própria decadência moral do país: “Lampeão… Lampeão era brasileiro da República…”. Para Mário, Henrique Castriciano era um dos poucos intelectuais nordestinos cujas ideias funcionavam em relação ao Brasil.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (22 de janeiro, 20 horas)   

Mário de Andrade passa o dia a atravessar a paisagem pedregosa do sertão potiguar em direção a Natal. Cruza por cidades como Caicó, Jardim do Seridó, Parelhas, Acarí, Currais Novos e Santa Cruz, chamando-lhe a atenção o ar de progresso que atinge algumas delas. Contudo, ainda sensibilizado pela “monstruosidade de grandezas” que é a seca do Nordeste, ele reafirma que seu diário não é um projeto literário, e repudia a própria vontade de transformar aquela dor real em mero recurso estético.

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Série Nordestes | Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Uruguai, por Mariana Barreto

A Série Nordestes tem o prazer de publicar a tradução inédita, realizada por Mariana Barreto (UFC), do relatório da missão da Unesco efetuada por Jean Duvignaud junto ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade da República, em Montevidéu, em 1962. A tradução vem acompanhada de uma apresentação assinada pela própria tradutora, intitulada “Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Uruguai”, em diálogo com outra tradução de Barreto já publicada nesta série.

O relatório oferece uma chave de leitura valiosa para compreender a experiência de Duvignaud alguns anos depois em Fortaleza. É no Uruguai que o sociólogo ensaia, pela primeira vez, a atuação que marcaria sua passagem pelo Ceará. O documento permite assim situar a missão cearense em um percurso mais amplo de circulação internacional das ciências sociais, revelando como os dispositivos institucionais mobilizados por Duvignaud no Nordeste brasileiro já haviam sido testados e reformulados em outros contextos latino-americanos.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Caicó (21 de janeiro, 20 horas)   

Mário de Andrade discute a seca do Nordeste em crítica ácida ao Governo Federal, ao então presidente Washington Luís e às “literatices heroicas” de Os Sertões. Para ele, a seca era um problema ainda longe de ser solucionado. Mas cultivava esperanças, mesmo diante de todo o lamúrio que via na cidade de Caicó e arredores. Como diz, talvez fosse bom deixar o dr. Washington Luís andar 12 léguas sob o solão, comendo a miséria medonha da seca… quem sabe gastasse menos com estradas de luxo noutros lugares.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (20 de janeiro)   

Mário de Andrade retoma a viagem de automóvel após a tempestade da noite anterior. O trajeto é acompanhado de sede e de pequenas cruzes fincadas na beira da estrada. Está rumo à capital do cangaço paraibano. Ao chegar em Catolé do Rocha, o escritor registra em caderneta um “bendito” cantado por uma pedinte. A perfeição daquela melodia popular denota a riqueza cultural do sertão, mesmo em meio às piores agruras.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Automovel (19 de janeiro)   


Mário de Andrade escreve sobre o pequeno município de Assú, conhecido como terra dos poetas, no interior do Rio Grande do Norte. São 2.500 habitantes e 24 mil arrobas de cera de carnaúba produzidas ao ano, sob o tradicional regime latifundiário. Ambiente verde e de “ar de alegria”, a cidade e seus entornos contrastam com o que lemos na crônica imediatamente anterior. E também diferem do que se lê ao final deste mesmo relato, quando, pego pela tempestade, Mário de Andrade se vê acalacrado num “perigo desgraçado muito sério”.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Macau (18 de janeiro, 16 horas)   

Após um pouco mais de sete horas de viagem entre Natal e Macau, Mário de Andrade escreve sobre o trajeto pela caatinga. As paisagens ali foram “horrorosas de medonha”, diz. Seca. Seca a se perder de vista. Estamos diante do contraste em relação ao verde e ao mar, tão presentes nos textos anteriores. É assim que entendemos melhor a pluralidade de Nordestes que o diário de viagem de Mário de Andrade expressa. Seja em climas ou culturas, a região não se deixa reduzir à unidade.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (17 de janeiro, 20 horas)   


Mário de Andrade
está às vésperas de percorrer o Rio Grande do Norte de automóvel. Da zona açucareira, seguirá para as regiões do sal e do algodão. Aproveita o ensejo para examinar limites e promessas da cotonicultura nordestina. Nessa crônica, o escritor registra um momento em que o Nordeste começava a imaginar para si um novo lugar na economia mundial, movido, como ele próprio diz, pela “ânsia de crescer deveras”.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Neste 10 de julho, Mestre Vitalino completaria 117 anos. Em homenagem a esse importante nome da cerâmica brasileira, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) dedicam a presente edição da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades à analise do legado desse mestre pernambucano da arte do barro.

O texto, intitulado Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, passeia por esculturas, fotografias – como as que Pierre Verger registrou do artista – e, principalmente, pelo caráter coletivo de sua arte. “Essas mãos nunca foram apenas as de Vitalino”. Segundo as autoras, a maestria de Vitalino reside no modo de conhecer e manipular o barro, pensando através dele, mais do que as representações que suas esculturas transmitem. Falecido em 20 de janeiro de 1963, Schwarcz e Stumpf mostram que Mestre Vitalino segue plenamente vivo na arte brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Great Western (16 de janeiro, 20 horas)   


Mário de Andrade segue refletindo sobre os conflitos que cercaram a instalação do empreendimento de Henry Ford no Pará. Partindo de notícias de jornal e lembranças de sua passagem por Arumanduba, contrapõe versões da chamada “Concessão Ford” e comenta a revolta dos trabalhadores rurais diante dos baixos salários. Essa crônica é sobre as contradições da modernização amazônica.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não perca novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (15 de janeiro)   


Henry Ford chega à Amazônia. Mário de Andrade, em Bom Jardim, toma a notícia como ponto de partida para refletir sobre as consequências do expansionismo ianque e a crescente migração forçada do proletariado rural nordestino, assolado pela seca e pelo descaso do poder público. Outra vez, o viajante transforma o diário de viagem em interpretação do país, e mostra que grandes acontecimentos podem ganhar novos sentidos quando vistos a partir da experiência concreta dos brasileiros.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Cunhaú (14 de janeiro, 10 horas)   


Depois de uma longa travessia matutina pelos tabuleiros norte-rio-grandenses, Mário de Andrade chega ao engenho de Cunhaú, um dos mais antigos do estado. A provisória monotonia logo cede lugar às histórias e às lendas locais, como a da figura quase mítica do senhor de engenho André de Albuquerque Maranhão e Arcoverde, falecido em 1858. Nesta crônica, o passado, mais do que as paisagens, é o que interessa nosso turista aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (13 de janeiro, 13 horas)   


Quem foi Ferreira Itajubá? Mário de Andrade interrompe suas andanças por Bom Jardim para apresentar este importante nome da poesia norte-rio-grandense, falecido em 1912. Poeta de poesia verdadeira, diz o modernista, com sabor de terra bem forte e suavidade impregnante. A crônica é mais um exemplo do projeto andradiano de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Um Brasil que, segundo o escritor, “precisa conhecer milhor Itajubá…”

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (12 de janeiro)   


Esta é uma crônica de saudade. Talvez a primeira desse tipo, desde o inicio da jornada de Mário de Andrade ao Nordeste. E o motivo é o cantador de cocos Chico Antonio, que, agora partido, faz a tarde cair numa tristura que machuca. “Adeus sala! Adeus cadêra! Adeus piano de tocá!”. Nada o havia preenchido de tanta falta. Uma das páginas mais melancólicas de O Turista Aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   


Em Bom Jardim, Mário de Andrade dedica nova crônica a uma de suas grandes descobertas de viagem: Chico Antonio. Assim como no texto anterior, o escritor está fascinado pelo coqueiro potiguar. Descreve a multidão, a força de sua voz, a singularidade da tontura de seus versos. Para Mário, Chico Antonio é único, um homem de voz incomparável e olhos maravilhosos. Chega a ser encantador ler seu encanto.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | Só Love: embolada com a Seleta Erótica de Mário de Andrade, por Maurício Hoelz

Para celebrar o encontro de Mário de Andrade com Chico Antonio, postado hoje na Série Nordestes, trazemos uma edição extra com ensaio de Maurício Hoelz, editor responsável da BVPS e professor da UFRRJ, que reflete sobre o episódio como uma espécie de síntese da viagem de Mário ao Nordeste.

Momento liminar quando a empatia e a receptividade ao novo e ao diferente alcançam o clímax, ao qual não falta sensibilidade homoerótica e mesmo amor, no sentido universalista católico e cristão em que Mário fora modelado. Sua obra maior, que jamais foi terminada, Na pancada do ganzá, seria dedicada ao amigo potiguar, mas sobre ele escreveu A vida do cantador, onde, como não poderia deixar de ser, mistura ficção, história e memória.

Maurício é autor, com André Botelho, de O modernismo como movimento cultural (Editora Vozes, 2022), livro que se filia à crítica musical de Mário de Andrade, forjada inicialmente por Gilda de Mello e Souza em O tupi e o alaúde (1979). Os autores mostram como a música foi a linguagem de aprendizado não apenas pessoal, mas social de Mário de Andrade e como ela conferiu sentido ao modernismo como um movimento cultural. A relação entre erudito e popular está no centro desse projeto para o Brasil. Mário se deixou encantar por Chico Antonio que desencanta/reencanta ontem e hoje o Brasil.

Conheça também a nova edição do diário de viagem ao Nordeste de Mário de Andrade publicada pela Casa Matinas, clicando aqui. Em Nordestes, Chico Antonio emerge como importante protagonista da cultura brasileira.

Salve o cantador!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (10 de janeiro, 23 horas)   


No dia 10 de janeiro de 1929, Mário de Andrade se encontrou pela primeira vez com o cantador de cocos Chico Antônio, em Natal, e ficou sobremaneira encantado. O encontro seria definitivo para o projeto de Brasil do modernista, que não poupou palavras para descrever o acontecido: “estou divinizado por uma das comoções mais formidáveis da minha vida”. Dessa noite de ganzás, emboladas e versos nasceram projetos realizados, como os ensaios sobre o nacionalismo musical, e obras que permaneceriam apenas idealizadas ou inacabadas, como a Gramatiquinha da fala brasileira, o romance Café e a coletânea Na Pancada do Ganzá. O impacto sentimental e intelectual desse encontro, portanto, fez desta uma crônica especial, a versar tanto sobre o poder da música popular quanto sobre afeto e a contradição de quem precisa voltar para as “chiques dissonâncias” dos modernos.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza

Ramon Feliphe Souza (PPGHCS/Fiocruz) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre uma experiência singular e pouco explorada da história política brasileira: os Encontros dos Bispos do Nordeste, cuja primeira edição ocorreu há exatos 70 anos.

Souza reconstrói como bispos articulados pela CNBB, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, reuniram lideranças religiosas, técnicos do Estado e o próprio presidente da República em torno de uma agenda de enfrentamento do subdesenvolvimento regional. As duas edições do encontro, em Campina Grande (1956) e Natal (1959), resultaram na assinatura de 49 decretos presidenciais e na mobilização de cerca de 1,2 bilhão de cruzeiros em recursos públicos. O autor mostra como esses eventos não apenas influenciaram políticas públicas do governo JK, contribuindo para a criação da própria SUDENE, mas ajudaram a consolidar a noção de um “Nordeste subdesenvolvido” como problema nacional. Afinal, o que esse capítulo pouco lembrado da história regional revela sobre os limites e as possibilidades do diálogo entre fé, Estado e democracia no Brasil?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   


Mário de Andrade continua sua imersão no universo dos engenhos nordestinos e descreve a fabricação tradicional do açúcar nos antigos banguês. Os detalhes são o principal alvo de sua atenção. Nesta crônica, Mário observa os espaços – como a casa do engenho e a casa das máquinas –, os processo de produção e a divisão do trabalho, capturando, ao fim, os ânimos crescentes pela modernização.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   


Mário de Andrade chega ao destino, em Bom Jardim, e escreve uma crônica sobre a rotina de um engenho de cana-de-açúcar. Descreve os aromas, os afazeres, as pessoas, a meladura pesada de açucar que escorre pelos canaletes até sua escrita. Há neste texto um quê especial de curiosidade por parte do modernista.

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