Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   


Em Bom Jardim, Mário de Andrade dedica nova crônica a uma de suas grandes descobertas de viagem: Chico Antonio. Assim como no texto anterior, o escritor está fascinado pelo coqueiro potiguar. Descreve a multidão, a força de sua voz, a singularidade da tontura de seus versos. Para Mário, Chico Antonio é único, um homem de voz incomparável e olhos maravilhosos. Chega a ser encantador ler seu encanto.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   “

Série Nordestes | Só Love: embolada com a Seleta Erótica de Mário de Andrade, por Maurício Hoelz

Para celebrar o encontro de Mário de Andrade com Chico Antonio, postado hoje na Série Nordestes, trazemos uma edição extra com ensaio de Maurício Hoelz, editor responsável da BVPS e professor da UFRRJ, que reflete sobre o episódio como uma espécie de síntese da viagem de Mário ao Nordeste.

Momento liminar quando a empatia e a receptividade ao novo e ao diferente alcançam o clímax, ao qual não falta sensibilidade homoerótica e mesmo amor, no sentido universalista católico e cristão em que Mário fora modelado. Sua obra maior, que jamais foi terminada, Na pancada do ganzá, seria dedicada ao amigo potiguar, mas sobre ele escreveu A vida do cantador, onde, como não poderia deixar de ser, mistura ficção, história e memória.

Maurício é autor, com André Botelho, de O modernismo como movimento cultural (Editora Vozes, 2022), livro que se filia à crítica musical de Mário de Andrade, forjada inicialmente por Gilda de Mello e Souza em O tupi e o alaúde (1979). Os autores mostram como a música foi a linguagem de aprendizado não apenas pessoal, mas social de Mário de Andrade e como ela conferiu sentido ao modernismo como um movimento cultural. A relação entre erudito e popular está no centro desse projeto para o Brasil. Mário se deixou encantar por Chico Antonio que desencanta/reencanta ontem e hoje o Brasil.

Conheça também a nova edição do diário de viagem ao Nordeste de Mário de Andrade publicada pela Casa Matinas, clicando aqui. Em Nordestes, Chico Antonio emerge como importante protagonista da cultura brasileira.

Salve o cantador!

Continue lendo “Série Nordestes | Só Love: embolada com a Seleta Erótica de Mário de Andrade, por Maurício Hoelz”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (10 de janeiro, 23 horas)   


No dia 10 de janeiro de 1929, Mário de Andrade se encontrou pela primeira vez com o cantador de cocos Chico Antônio, em Natal, e ficou sobremaneira encantado. O encontro seria definitivo para o projeto de Brasil do modernista, que não poupou palavras para descrever o acontecido: “estou divinizado por uma das comoções mais formidáveis da minha vida”. Dessa noite de ganzás, emboladas e versos nasceram projetos realizados, como os ensaios sobre o nacionalismo musical, e obras que permaneceriam apenas idealizadas ou inacabadas, como a Gramatiquinha da fala brasileira, o romance Café e a coletânea Na Pancada do Ganzá. O impacto sentimental e intelectual desse encontro, portanto, fez desta uma crônica especial, a versar tanto sobre o poder da música popular quanto sobre afeto e a contradição de quem precisa voltar para as “chiques dissonâncias” dos modernos.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (10 de janeiro, 23 horas)   “

Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza

Ramon Feliphe Souza (PPGHCS/Fiocruz) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre uma experiência singular e pouco explorada da história política brasileira: os Encontros dos Bispos do Nordeste, cuja primeira edição ocorreu há exatos 70 anos.

Souza reconstrói como bispos articulados pela CNBB, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, reuniram lideranças religiosas, técnicos do Estado e o próprio presidente da República em torno de uma agenda de enfrentamento do subdesenvolvimento regional. As duas edições do encontro, em Campina Grande (1956) e Natal (1959), resultaram na assinatura de 49 decretos presidenciais e na mobilização de cerca de 1,2 bilhão de cruzeiros em recursos públicos. O autor mostra como esses eventos não apenas influenciaram políticas públicas do governo JK, contribuindo para a criação da própria SUDENE, mas ajudaram a consolidar a noção de um “Nordeste subdesenvolvido” como problema nacional. Afinal, o que esse capítulo pouco lembrado da história regional revela sobre os limites e as possibilidades do diálogo entre fé, Estado e democracia no Brasil?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   


Mário de Andrade continua sua imersão no universo dos engenhos nordestinos e descreve a fabricação tradicional do açúcar nos antigos banguês. Os detalhes são o principal alvo de sua atenção. Nesta crônica, Mário observa os espaços – como a casa do engenho e a casa das máquinas –, os processo de produção e a divisão do trabalho, capturando, ao fim, os ânimos crescentes pela modernização.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   


Mário de Andrade chega ao destino, em Bom Jardim, e escreve uma crônica sobre a rotina de um engenho de cana-de-açúcar. Descreve os aromas, os afazeres, as pessoas, a meladura pesada de açucar que escorre pelos canaletes até sua escrita. Há neste texto um quê especial de curiosidade por parte do modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   “

Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Na edição de hoje da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) analisam a iconografia de um espaço liminar do período escravista brasileiro: a varanda.

Espaço situado entre a senzala e a casa-grande, as autoras argumentam que a varanda se tornou uma espécie de símbolo do poder concentrado nos senhores de terra. Nada raras – e cheias de ambivalências –, as fotografias e pinturas desse espaço serviam como marcadores das desigualdades do período, mas também indicavam as fissuras e os esforços de afirmação de si de homens e mulheres subalternizados em condições extremas. Assim, a partir de imagens de Revert Henry Klumb e Arnaud Julien Pallière, e dialogando com autores como Gilberto Freyre, Rafael Marquese e Sidney Chalhoub, Schwarcz e Stumpf mostram que a varanda pode ser vista como uma potente metáfora da própria formação social brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   


Mário de Andrade está desde o dia 15 de dezembro de 1928 em Natal. Já escreveu sobre paisagens, tradições, encontros, problemas. Agora, sente que chegou a hora de tomar novos e momentâneos ares, partindo para viver, por alguns dias, a vida de engenho. Nesta crônica de percurso, Mário nos leva a um outro tempo e lugar, quase a ponto de também sentirmos o cheiro açucarado da bagaceira.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   “

Série Nordestes | Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, por Bernardo Ricupero

Bernardo Ricupero (USP) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre as possibilidades e os limites de duas das mais repercutidas interpretações de Nordeste do século XX, que significativamente pautaram o entendimento sobre a região.

Em Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, Ricupero compara diferenças e mostra como as ideias desses dois autores, do pernambucano Freyre e do paraibano Furtado, foram capazes de se traduzir em instituições, como a Fundação Joaquim Nabuco e a SUDENE, e articular preocupações e aspirações mais amplas, que transcenderam a região. Parte das diferenças entre suas visões, sugere o autor, derivam justamente da própria complexidade da região, que colocou estes intérpretes diante de perspectivas e experiências muito particulares. Mas, afinal, até que ponto o Nordeste ainda é a região pensada por eles?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, por Bernardo Ricupero”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (6 de janeiro, 22 horas)   


É Dia de Reis, e Mário de Andrade se lança às ruas de Natal para acompanhar as danças dramáticas nordestinas. Se em outras crônicas relatou a Chegança e o Pastoril, nesta o turista aprendiz versa sobre o Bumba meu Boi, festa nascida no Nordeste do século XVIII. A tradição popular é exaltada. Mas, como é também costumeiro em suas crônicas de viagem, Mário não se exime de colocar o dedo em certas feridas.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir texto de Bernardo Ricupero para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (6 de janeiro, 22 horas)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (5 de janeiro)  


Mário de Andrade volta sua atenção para a lepra, problema urgente no Rio Grande do Norte de 1929. Segundo observa, a doença, relativamente recente no estado, vinha sendo enfrentada com medidas enérgicas, a exemplo da construção de um leprosário nos arredores de Natal. O modernista, entretanto, não deixa de registrar, com certo humor trágico, a história de um telegrafista que, na esperança de cura, passou a viver com uma cascavel à espera da picada milagrosa.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (5 de janeiro)  “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (4 de janeiro)  


Mário de Andrade relata a eleição de dona Alzira Soriano para a prefeitura de Lajes, no interior do Rio Grande do Norte. O caso, inédito na cidade, é celebrado com banquetes e discursos. O modernista, entretanto, não deixa de notar também certa ironia, como o concurso de beleza que encerra a noite de posse e que teve como segunda colocada justamente a filha da nova prefeita.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (4 de janeiro)  “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (3 de janeiro) 


Mário de Andrade escreve mais um texto sobre os catimbós norte-rio-grandenses. A repetição temática, como ele próprio diz, é intencional: faz parte do seu projeto de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Nesta crônica religiosa, o modernista descreve santos, mestres, reinos espirituais, e valoriza a complexidade das religiões de matriz afro-indigena.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (3 de janeiro) “

Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Lilia Moritz Schwarcz (USP) recebe Lúcia K. Stumpf (UAM) em sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Juntas, as autoras analisam as representações da chamada “democracia racial” e sua inversão crítica contemporânea, produzida pela obra O caseiro (2016), de Jonathas de Andrade.

O mestre e o caseiro: o espelho e a ambiguidade mergulha na justaposição encenada pelo filme de oito minutos de Jonathas de Andrade, em diálogo com O mestre de Apipucos (1959), de Joaquim Pedro de Andrade, que retrata cenas da vida doméstica de Gilberto Freyre. Se, no filme de 1959, é Freyre quem ocupa o centro da cena, na inversão proposta por Jonathas de Andrade é o corpo negro do caseiro que assume esse lugar, expondo, como sugerem Schwarcz e Stumpf, fissuras da memória social do país.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (2 de Janeiro) 


Nos bairros operários de Natal, Mário de Andrade observa o cotidiano do trabalho e da moradia. Alecrim e Rocas desenham um cenário sem mucambos, mas nem por isso livre de dificuldades. Ainda assim, mesmo sob o ritmo rotinizado do trabalho e dos dias, irrompem cantigas que fazem persistir uma dimensão humana. Essa é uma crônica sobre proletários.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, confira novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (2 de Janeiro) “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (1 de janeiro de 1929) 


Mário de Andrade volta sua razão para o “homem-do-povo” nordestino, em uma crônica que questiona a situação das assim chamadas “classes inferiores”. Afinal, é boa ou ruim? Segundo o próprio modernista observa, a vida do povo nordestino estava marcada pelos contrastes. Alegria e hospitalidade de mãos dadas com desigualdades das mais terríveis. Parafraseando sua ironia: se saúde e bem-estar fossem deduzíveis da alegria, o proletario nordestino vivia no paraíso.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (1 de janeiro de 1929) “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (31 de dezembro)


É o último dia do ano, e Mário de Andrade reitera a influência de Catolicismo nos catimbós de Natal. Aqui, o modernista transcreve duas rezas que denotam essa presença: uma oração para qualquer hora do dia e outra para guia da vida. E, para complementar, nos presenteia com uma oração a Tupã e um canto de Nanã-Giê, mestra protetora das mulheres, que trabalha no fundo do mar.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (31 de dezembro)”

Série Nordestes | Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Ceará, por Mariana Barreto

A Série Nordestes tem o prazer de publicar a tradução inédita, realizada por Mariana Barreto (UFC), do relatório da primeira missão da Unesco efetuada por Jean Duvignaud na Universidade Federal do Ceará. A tradução vem acompanhada de uma apresentação imperdível assinada pela própria tradutora, intitulada Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Ceará.

Segundo Andréa Borges Leão (UFC), que trabalhou com Mariana Barreto em uma pesquisa conjunta, o documento é de suma importância no que se refere a montagem de engrenagens institucionais necessárias à constituição de uma área específica do conhecimento no Nordeste brasileiro. O relatório aponta para caminhos de reflexão, como o estudo sobre as “contingências genealógicas dos indicadores nacionais”, que não podem mais perder de vista as trocas, apropriações e empréstimos entre as histórias regionais.

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | Jean Duvignaud, um expert da Unesco na institucionalização da sociologia no Ceará, por Mariana Barreto”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Redinha (30 de dezembro) 


Mário de Andrade oferece uma uma belíssima crônica sobre a Praia da Redinha. Ou, melhor dizendo, uma crônica sobre o feliz gozo de um dia natalense. Música, comida, dança – muita dança – e ventania atravessam os sentidos. É notável o seu encantamento. E como ele próprio escreve, o Redinha-Clube é um guaiamum escuro com as pernas luminosas sobre a areia.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Mariana Barreto para a série. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Redinha (30 de dezembro) “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (29 de dezembro, 17 horas)


Na iminência do Ano-Novo, Mário de Andrade aproveita uma breve pausa em Natal para refletir sobre o sentido das tradições. Afinal, quais delas orientam sua literatura? Como conciliar o “moderno” com o “antigo”? Nessa crônica do tempo, o escritor reflete ainda sobre dilemas urbanos e aponta aquilo que considera algumas das positivas particularidade natalenses.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (29 de dezembro, 17 horas)”