Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Neste 10 de julho, Mestre Vitalino completaria 117 anos. Em homenagem a esse importante nome da cerâmica brasileira, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) dedicam a presente edição da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades à analise do legado desse mestre pernambucano da arte do barro.

O texto, intitulado Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, passeia por esculturas, fotografias – como as que Pierre Verger registrou do artista – e, principalmente, pelo caráter coletivo de sua arte. “Essas mãos nunca foram apenas as de Vitalino”. Segundo as autoras, a maestria de Vitalino reside no modo de conhecer e manipular o barro, pensando através dele, mais do que as representações que suas esculturas transmitem. Falecido em 20 de janeiro de 1963, Schwarcz e Stumpf mostram que Mestre Vitalino segue plenamente vivo na arte brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Great Western (16 de janeiro, 20 horas)   


Mário de Andrade segue refletindo sobre os conflitos que cercaram a instalação do empreendimento de Henry Ford no Pará. Partindo de notícias de jornal e lembranças de sua passagem por Arumanduba, contrapõe versões da chamada “Concessão Ford” e comenta a revolta dos trabalhadores rurais diante dos baixos salários. Essa crônica é sobre as contradições da modernização amazônica.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não perca novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Great Western (16 de janeiro, 20 horas)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (15 de janeiro)   


Henry Ford chega à Amazônia. Mário de Andrade, em Bom Jardim, toma a notícia como ponto de partida para refletir sobre as consequências do expansionismo ianque e a crescente migração forçada do proletariado rural nordestino, assolado pela seca e pelo descaso do poder público. Outra vez, o viajante transforma o diário de viagem em interpretação do país, e mostra que grandes acontecimentos podem ganhar novos sentidos quando vistos a partir da experiência concreta dos brasileiros.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (15 de janeiro)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Cunhaú (14 de janeiro, 10 horas)   


Depois de uma longa travessia matutina pelos tabuleiros norte-rio-grandenses, Mário de Andrade chega ao engenho de Cunhaú, um dos mais antigos do estado. A provisória monotonia logo cede lugar às histórias e às lendas locais, como a da figura quase mítica do senhor de engenho André de Albuquerque Maranhão e Arcoverde, falecido em 1858. Nesta crônica, o passado, mais do que as paisagens, é o que interessa nosso turista aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Cunhaú (14 de janeiro, 10 horas)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (13 de janeiro, 13 horas)   


Quem foi Ferreira Itajubá? Mário de Andrade interrompe suas andanças por Bom Jardim para apresentar este importante nome da poesia norte-rio-grandense, falecido em 1912. Poeta de poesia verdadeira, diz o modernista, com sabor de terra bem forte e suavidade impregnante. A crônica é mais um exemplo do projeto andradiano de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Um Brasil que, segundo o escritor, “precisa conhecer milhor Itajubá…”

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (13 de janeiro, 13 horas)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (12 de janeiro)   


Esta é uma crônica de saudade. Talvez a primeira desse tipo, desde o inicio da jornada de Mário de Andrade ao Nordeste. E o motivo é o cantador de cocos Chico Antonio, que, agora partido, faz a tarde cair numa tristura que machuca. “Adeus sala! Adeus cadêra! Adeus piano de tocá!”. Nada o havia preenchido de tanta falta. Uma das páginas mais melancólicas de O Turista Aprendiz.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (12 de janeiro)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   


Em Bom Jardim, Mário de Andrade dedica nova crônica a uma de suas grandes descobertas de viagem: Chico Antonio. Assim como no texto anterior, o escritor está fascinado pelo coqueiro potiguar. Descreve a multidão, a força de sua voz, a singularidade da tontura de seus versos. Para Mário, Chico Antonio é único, um homem de voz incomparável e olhos maravilhosos. Chega a ser encantador ler seu encanto.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (11 de janeiro)   “

Série Nordestes | Só Love: embolada com a Seleta Erótica de Mário de Andrade, por Maurício Hoelz

Para celebrar o encontro de Mário de Andrade com Chico Antonio, postado hoje na Série Nordestes, trazemos uma edição extra com ensaio de Maurício Hoelz, editor responsável da BVPS e professor da UFRRJ, que reflete sobre o episódio como uma espécie de síntese da viagem de Mário ao Nordeste.

Momento liminar quando a empatia e a receptividade ao novo e ao diferente alcançam o clímax, ao qual não falta sensibilidade homoerótica e mesmo amor, no sentido universalista católico e cristão em que Mário fora modelado. Sua obra maior, que jamais foi terminada, Na pancada do ganzá, seria dedicada ao amigo potiguar, mas sobre ele escreveu A vida do cantador, onde, como não poderia deixar de ser, mistura ficção, história e memória.

Maurício é autor, com André Botelho, de O modernismo como movimento cultural (Editora Vozes, 2022), livro que se filia à crítica musical de Mário de Andrade, forjada inicialmente por Gilda de Mello e Souza em O tupi e o alaúde (1979). Os autores mostram como a música foi a linguagem de aprendizado não apenas pessoal, mas social de Mário de Andrade e como ela conferiu sentido ao modernismo como um movimento cultural. A relação entre erudito e popular está no centro desse projeto para o Brasil. Mário se deixou encantar por Chico Antonio que desencanta/reencanta ontem e hoje o Brasil.

Conheça também a nova edição do diário de viagem ao Nordeste de Mário de Andrade publicada pela Casa Matinas, clicando aqui. Em Nordestes, Chico Antonio emerge como importante protagonista da cultura brasileira.

Salve o cantador!

Continue lendo “Série Nordestes | Só Love: embolada com a Seleta Erótica de Mário de Andrade, por Maurício Hoelz”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (10 de janeiro, 23 horas)   


No dia 10 de janeiro de 1929, Mário de Andrade se encontrou pela primeira vez com o cantador de cocos Chico Antônio, em Natal, e ficou sobremaneira encantado. O encontro seria definitivo para o projeto de Brasil do modernista, que não poupou palavras para descrever o acontecido: “estou divinizado por uma das comoções mais formidáveis da minha vida”. Dessa noite de ganzás, emboladas e versos nasceram projetos realizados, como os ensaios sobre o nacionalismo musical, e obras que permaneceriam apenas idealizadas ou inacabadas, como a Gramatiquinha da fala brasileira, o romance Café e a coletânea Na Pancada do Ganzá. O impacto sentimental e intelectual desse encontro, portanto, fez desta uma crônica especial, a versar tanto sobre o poder da música popular quanto sobre afeto e a contradição de quem precisa voltar para as “chiques dissonâncias” dos modernos.

As apresentações da série Nordestes, com as entradas de diário de O Turista Aprendiz, são de autoria do editor Onildo Correa (PPGSA/UFRJ), que, também, acaba de organizar, junto com André Botelho (UFRJ), a íntegra do diário de Mário de Andrade para a Casa Matinas (disponível aqui). Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (10 de janeiro, 23 horas)   “

Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza

Ramon Feliphe Souza (PPGHCS/Fiocruz) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre uma experiência singular e pouco explorada da história política brasileira: os Encontros dos Bispos do Nordeste, cuja primeira edição ocorreu há exatos 70 anos.

Souza reconstrói como bispos articulados pela CNBB, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, reuniram lideranças religiosas, técnicos do Estado e o próprio presidente da República em torno de uma agenda de enfrentamento do subdesenvolvimento regional. As duas edições do encontro, em Campina Grande (1956) e Natal (1959), resultaram na assinatura de 49 decretos presidenciais e na mobilização de cerca de 1,2 bilhão de cruzeiros em recursos públicos. O autor mostra como esses eventos não apenas influenciaram políticas públicas do governo JK, contribuindo para a criação da própria SUDENE, mas ajudaram a consolidar a noção de um “Nordeste subdesenvolvido” como problema nacional. Afinal, o que esse capítulo pouco lembrado da história regional revela sobre os limites e as possibilidades do diálogo entre fé, Estado e democracia no Brasil?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | A Fé no desenvolvimento: os Encontros dos Bispos do Nordeste e o governo de Juscelino Kubitschek, por Ramon Souza”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   


Mário de Andrade continua sua imersão no universo dos engenhos nordestinos e descreve a fabricação tradicional do açúcar nos antigos banguês. Os detalhes são o principal alvo de sua atenção. Nesta crônica, Mário observa os espaços – como a casa do engenho e a casa das máquinas –, os processo de produção e a divisão do trabalho, capturando, ao fim, os ânimos crescentes pela modernização.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (9 de janeiro)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   


Mário de Andrade chega ao destino, em Bom Jardim, e escreve uma crônica sobre a rotina de um engenho de cana-de-açúcar. Descreve os aromas, os afazeres, as pessoas, a meladura pesada de açucar que escorre pelos canaletes até sua escrita. Há neste texto um quê especial de curiosidade por parte do modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (8 de janeiro)   “

Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Na edição de hoje da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) analisam a iconografia de um espaço liminar do período escravista brasileiro: a varanda.

Espaço situado entre a senzala e a casa-grande, as autoras argumentam que a varanda se tornou uma espécie de símbolo do poder concentrado nos senhores de terra. Nada raras – e cheias de ambivalências –, as fotografias e pinturas desse espaço serviam como marcadores das desigualdades do período, mas também indicavam as fissuras e os esforços de afirmação de si de homens e mulheres subalternizados em condições extremas. Assim, a partir de imagens de Revert Henry Klumb e Arnaud Julien Pallière, e dialogando com autores como Gilberto Freyre, Rafael Marquese e Sidney Chalhoub, Schwarcz e Stumpf mostram que a varanda pode ser vista como uma potente metáfora da própria formação social brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Entre a sala e a senzala: a varanda como espaço liminar na sociedade escravista brasileira, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   


Mário de Andrade está desde o dia 15 de dezembro de 1928 em Natal. Já escreveu sobre paisagens, tradições, encontros, problemas. Agora, sente que chegou a hora de tomar novos e momentâneos ares, partindo para viver, por alguns dias, a vida de engenho. Nesta crônica de percurso, Mário nos leva a um outro tempo e lugar, quase a ponto de também sentirmos o cheiro açucarado da bagaceira.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf para a coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Bom Jardim (7 de janeiro)   “

Série Nordestes | Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, por Bernardo Ricupero

Bernardo Ricupero (USP) se junta à nova floração da Série Nordestes com texto sobre as possibilidades e os limites de duas das mais repercutidas interpretações de Nordeste do século XX, que significativamente pautaram o entendimento sobre a região.

Em Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, Ricupero compara diferenças e mostra como as ideias desses dois autores, do pernambucano Freyre e do paraibano Furtado, foram capazes de se traduzir em instituições, como a Fundação Joaquim Nabuco e a SUDENE, e articular preocupações e aspirações mais amplas, que transcenderam a região. Parte das diferenças entre suas visões, sugere o autor, derivam justamente da própria complexidade da região, que colocou estes intérpretes diante de perspectivas e experiências muito particulares. Mas, afinal, até que ponto o Nordeste ainda é a região pensada por eles?

Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | Os Nordestes de Gilberto Freyre e de Celso Furtado, por Bernardo Ricupero”

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (6 de janeiro, 22 horas)   


É Dia de Reis, e Mário de Andrade se lança às ruas de Natal para acompanhar as danças dramáticas nordestinas. Se em outras crônicas relatou a Chegança e o Pastoril, nesta o turista aprendiz versa sobre o Bumba meu Boi, festa nascida no Nordeste do século XVIII. A tradição popular é exaltada. Mas, como é também costumeiro em suas crônicas de viagem, Mário não se exime de colocar o dedo em certas feridas.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir texto de Bernardo Ricupero para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (6 de janeiro, 22 horas)   “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (5 de janeiro)  


Mário de Andrade volta sua atenção para a lepra, problema urgente no Rio Grande do Norte de 1929. Segundo observa, a doença, relativamente recente no estado, vinha sendo enfrentada com medidas enérgicas, a exemplo da construção de um leprosário nos arredores de Natal. O modernista, entretanto, não deixa de registrar, com certo humor trágico, a história de um telegrafista que, na esperança de cura, passou a viver com uma cascavel à espera da picada milagrosa.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (5 de janeiro)  “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (4 de janeiro)  


Mário de Andrade relata a eleição de dona Alzira Soriano para a prefeitura de Lajes, no interior do Rio Grande do Norte. O caso, inédito na cidade, é celebrado com banquetes e discursos. O modernista, entretanto, não deixa de notar também certa ironia, como o concurso de beleza que encerra a noite de posse e que teve como segunda colocada justamente a filha da nova prefeita.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (4 de janeiro)  “

Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (3 de janeiro) 


Mário de Andrade escreve mais um texto sobre os catimbós norte-rio-grandenses. A repetição temática, como ele próprio diz, é intencional: faz parte do seu projeto de dar a conhecer o Brasil aos brasileiros. Nesta crônica religiosa, o modernista descreve santos, mestres, reinos espirituais, e valoriza a complexidade das religiões de matriz afro-indigena.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (3 de janeiro) “

Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Lilia Moritz Schwarcz (USP) recebe Lúcia K. Stumpf (UAM) em sua coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades. Juntas, as autoras analisam as representações da chamada “democracia racial” e sua inversão crítica contemporânea, produzida pela obra O caseiro (2016), de Jonathas de Andrade.

O mestre e o caseiro: o espelho e a ambiguidade mergulha na justaposição encenada pelo filme de oito minutos de Jonathas de Andrade, em diálogo com O mestre de Apipucos (1959), de Joaquim Pedro de Andrade, que retrata cenas da vida doméstica de Gilberto Freyre. Se, no filme de 1959, é Freyre quem ocupa o centro da cena, na inversão proposta por Jonathas de Andrade é o corpo negro do caseiro que assume esse lugar, expondo, como sugerem Schwarcz e Stumpf, fissuras da memória social do país.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | O mestre e o Caseiro: o espelho e a ambiguidade, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf”