
Na quinta postagem do simpósio A sociologia e o contemporâneo, parceria da BVPS com a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), participam os sociólogos Jacob Lima (UFSCar) e Rogério Proença (UFS), e a socióloga Mariana Chaguri (Unicamp).
Refletindo sobre os desafios da sociologia, Lima enfatiza que, diante do avanço da direita e do enfraquecimento dos ideais de esquerda, a disciplina deve preservar sua vocação crítica e evitar modismos teóricos, reafirmando seu compromisso com a emancipação social. Para Proença, a sociologia deve enfrentar não apenas os efeitos, mas também as causas ocultas das crises, entendendo os desafios à democracia como parte estrutural do sistema e de suas dinâmicas subjacentes de poder. Já Chaguri destaca que a disciplina enfrenta o desafio de renovar seus repertórios para compreender a complexidade das desigualdades e lutas sociais, o que exige análises mais aprofundadas dos espaços e objetos de conflito.
Organizado por Maurício Hoelz (UFRRJ e BVPS) e Edna Castro (UFPA e SBS), o simpósio integra os preparativos para o 22º Congresso Brasileiro de Sociologia, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de julho em São Paulo.
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Boa leitura!
1. O 22º Congresso Brasileiro de Sociologia discutirá os desafios e as crises do contemporâneo. Quais os desafios atuais que você incluiria na agenda da sociologia? Como qualificar a ideia de crise sociologicamente?
Jacob Lima: Começarei respondendo sobre a ideia de crise na sociologia. Inicialmente, o básico: a sociologia se constitui como ciência da crise social da modernidade capitalista do século XIX, das revoluções tecnológicas, da industrialização, da urbanização acelerada, dos conflitos de classe, das formas de dominação, da reconfiguração do tempo e do espaço. Durante todo o século XX, se consolidou a partir da sistematização, da configuração dos cânones, enfim, da construção de um campo disciplinar. Sua especificidade enquanto ciência que convive com diversas perspectivas não se restringe a um único paradigma — ou mesmo sem, visto não é consenso que seja paradigmática — faz como ela se constitua, segundo Burawoy (2021), como uma “ciência turbulenta, até mesmo indisciplinada, precisamente porque dá voz a diferentes perspectivas que surgem na sociedade civil”. Seu desenvolvimento acompanha o desenvolvimento desigual das sociedades, dos processos de dominação, exploração, subordinação, dos movimentos sociais, das resistências, enfim, tudo que move a sociedade em termos macro e micro na construção da sociabilidade humana. As crises inerentes aos processos sociais afetam diretamente a disciplina, que responde reflexivamente, fazendo a crítica às suas próprias abordagens e métodos, inovando o debate presente na sociedade e buscando avançar na produção do conhecimento. Mudou a sociedade capitalista, mas não seus fundamentos, o que explica a pertinência dos cânones da disciplina e a luta contínua para a entrada de novos membros, deixados de lado em outros contextos. A revolução digital tem afetado profundamente a sociabilidade humana, mercantilizando e individualizando as relações sociais, afetando nossa subjetividade e eliminando o coletivo enquanto perspectiva de mudança. E isto aparece nas transformações do trabalho, da cultura e da política, o que nos obriga a uma maior oxigenação teórica e utilização de novos instrumentos de pesquisa para dar conta da rapidez das mudanças a fim de distinguir o que efetivamente tem mudado e o que tem permanecido. A esses desafios a sociologia se mostra aberta, buscando na interdisciplinaridade respostas que incorpora ao seu corpo explicativo. O crescimento de subdisciplinas como sociologia ambiental, sociologia digital, entre outras, ilustram as tentativas de acompanhar este, mas nem sempre admirável, mundo novo. Uma olhada atenta nos congressos da área evidencia a busca permanente por um instrumental sociológico (teórico e metodológico) com esse objetivo.
Rogério Proença: Crise é um léxico corrente do vocabulário sociológico exatamente porque a sociologia, tradicionalmente, problematiza pontos de inflexão críticos da vida em sociedade. Apesar dessa dimensão intrinsecamente epistemológica do termo para a sociologia, podemos qualificar a ideia de crise sociologicamente sempre que limites reconhecidos como aceitáveis de problemas reconhecidos são tensionados à propensa ruptura, em direção a situações instáveis, incertas ou desconhecidas. Compreendida assim, nem toda crise é indesejável exatamente porque enseja mudanças, por vezes necessárias à própria sociedade.
De outro modo, crises também são expressões de sistemas instáveis que trazem risco à segurança ontológica que resulta dos acordos sociais duradouros, nomeadamente aqueles que necessitam de ancoragem institucional política e jurídica das sociedades modernas. Nessa direção crítica da crise, os desafios que geram incertezas e que causam inseguranças e ameaçam a vida, em uma perspectiva de uma crise indesejável, se transformam em temas urgentes da agenda sempre renovada de crises para as quais a Sociologia ajusta seus diferentes focos analíticos, de acordo com os desafios de cada época e contexto.
No atual contexto, para além das crises emergenciais e tangíveis que circundam as problemáticas ambientais, políticas e eleitorais, destacaria um desafio de complexidade mais difusa, mas não menos desafiador para as novas e velhas gerações: a ausência de um projeto para um mundo futuro, passível de convivência pacífica entre os diferentes, face à escalada atual do discurso de ódio, da intolerância, cancelamentos, perseguição e violência àqueles que nos são dessemelhantes. À falta de utopias possíveis, restaria a barbárie de ter que aceitar um mundo como ele é, em sua cruel dureza de se tornar impiedoso com os outros, e permitir que ele vá, simplesmente, se transformando no inferno dos iguais?
Mariana Chaguri: Diferentes autores e abordagens apontam para o caráter multidimensional das crises — isto é, elas são sociais, políticas, culturais, econômicas, climáticas e também envolvem subjetividades, identidades e ajustamentos na relação entre indivíduo e sociedade. Octavio Ianni nos lembra, ainda, que as crises produzem um embaralhamento das percepções sobre o tempo.
Entre os desafios atuais da sociologia, parece-me estar justamente a capacidade de avançar a compreensão sobre este último aspecto. Citando Ianni: “as crises, guerras e revoluções não só expressam rupturas históricas como revelam e aprofundam as tramas da não-contemporaneidade” (Ianni, 1994: 68).
Deste modo, tem se mostrado desafiador para a sociologia avançar na construção de repertórios teóricos, metodológicos e analíticos que contribuam para a compreensão das desigualdades sociais em sua multiplicidade e abrangência. De forma associada, a reflexão sobre as lutas sociais contemporâneas também impõe desafios, exigindo o aprofundamento das investigações sobre os espaços onde os conflitos emergem, suas múltiplas localizações e os variados objetos de contestação.
O enfrentamento de tais desafios também nos coloca diante de outros, como aqueles relacionados ao financiamento da pesquisa da área — abarcando sua pluralidade temática e diversidade de praticantes; bem como desafios quanto ao próprio fazer sociológico, que tem nos colocando diante dos imperativos da colaboração aberta, franca e de práticas coletivas de pesquisa, ensino e também de extensão.
2. Qual o papel da Sociologia diante, por exemplo, da emergência climática e dos desafios da democracia?
Jacob Lima: A emergência climática, o risco da vida humana na terra, nos remete a Beck (2010) que, nos anos 1980, alertava que a crise social era uma crise que ameaçava a vida do planeta de forma geral. O debate ambiental que cresce a partir daí reflete as transformações visíveis na natureza, o esgotamento das riquezas naturais, os perigos para a vida decorrente da utilização de combustíveis fosseis, do lixo, da poluição das águas, enfim, de um planeta cada vez mais doente, num avanço sem limites de um capitalismo predador que passou a se considerar invencível e sem ameaças à sua existência. Na sociologia, assistimos o fortalecimento da sociologia ambiental e da sociologia dos desastres, para ficar em duas disciplinas que centram sua atenção no caráter social dessa destruição, das formas de dominação que a envolvem, dos interesses econômicos que ignoram as populações, e uma cultura em que essas ameaças parecem ameaçar apenas os “outros”, os pobres, que politicamente são percebidos apenas como problema.
A desigualdade social, a existência dos super ricos e seu controle global por meio de grandes empresas e o controle sobre os Estados que atuam para garantir sempre “os fundamentos” econômicos da sua reprodução, atinge patamares estratosféricos. Os desafios à democracia estão postos: o controle tecnológico por oligopólios globais atua para enfraquecê-las, difundindo ideologias autoritárias que encontram terreno fértil numa população, em tese, mais informada, mas com uma informação dirigida pelas redes sociais digitais vinculadas aos interesses empresariais. O negacionismo científico, a ignorância como fator de controle social difundida pelas mídias sociais, assume uma dimensão assustadora. Assistimos o aumento das autocracias e formas ditatoriais que se implantam a partir da democracia formal, com o objetivo de destruí-las. A ameaça nuclear, se até a década de 1980 funcionava como anteparo a uma disputa ideológica de sistemas políticos e econômicos antagônicos, agora virou um vale tudo na disputa pela manutenção do poder. O avanço da direita política, um desmanche dos ideais da esquerda, apontam para um futuro distópico. Nesse quadro, cabe à sociologia manter sua capacidade crítica e se cuidar para não ser engolida por modismos teóricos, reforçando sua visão universalista das transformações e das possibilidades de emancipação social.
Rogério Proença: A sociologia se constitui como uma abordagem diferenciada sobre problemas rotineiros ou estruturais, justamente porque busca correlações para além das variáveis evidentes. Nisso consiste a atualidade dinâmica da análise sociológica, face às profundas mudanças da vida social. O papel da sociologia, diante problemas concretos e recorrentes, a exemplo dos desafios climáticos e políticos da atualidade, é fazer as conexões necessárias para entender como esses problemas se articulam com questões de fundo, e não apenas com as causas aparentes. O pano de fundo de uma enchente desproporcional ou de uma seca prolongada pode evidenciar conexões enraizadas culturalmente com formações históricas de tratar a natureza de forma predatória, de modo que soluções duradouras podem significar alterações profundas nos modos de vida correntes. Para além das necessárias políticas e ações públicas emergenciais, é necessário repensar práticas, modos de explorar os recursos naturais, modelos econômicos de produção de riquezas e desigualdades. A Sociologia precisa buscar, assim, soluções necessárias não apenas para lidarmos com os efeitos das crises, mas, sobretudo, com as causas encobertas dos fenômenos. De igual modo, a sociologia compreende que desafios à democracia são parte constitutiva do próprio sistema e que se faz necessário compreender a trama complexa subjacente, na qual atores e interesses se movimentam para além dos interesses publicamente demonstrados. A sociologia busca, assim, des-encobrir as causas últimas dos fatos, contribuindo para a produção de um conhecimento denso sobre a realidade e seus desafios.
Mariana Chaguri: Em 1962, Florestan Fernandes argumentava, em A Sociologia numa era de revolução social, que “só quer algo socialmente quem vê algo sociologicamente”. Sustentava, ainda, que caberia aos profissionais da sociologia colocar “em primeiro plano o significado das descobertas das ciências sociais para a reconstrução do mundo em que vivemos” (Fernandes, 1962: 97).
Há um longo e consistente acúmulo de conhecimento sociológico nos temas relacionados à democracia e à democratização da sociedade, bem como de questões ligadas à emergência climática, tais como justiça ambiental, interações entre humanos e não-humanos, direito à terra, à água e aos territórios etc.
Colocar em primeiro plano o significado deste acúmulo de conhecimento para a reconstrução do mundo em que vivemos coloca a disciplina — e a seus praticantes — diante do esforço de fortalecer os processos de aprendizagem e de comunicação que constituem a sociedade. Fenômenos como a emergência climática, por exemplo, demandam a compreensão de que é a linguagem do social que torna as desigualdades manifestas, que é no domínio da vida social que processos de exclusão, exploração e subordinação são vivenciados, contestados, aprofundados ou corrigidos. Como nos lembra Wendy Brown, em Nas ruínas do neoliberalismo, “é o social é o que nos conecta de maneiras que excedem os laços pessoais, a troca de mercado ou a cidadania abstrata (…) e é aí que a igualdade política, essencial à democracia, é feita ou desfeita” (Brown, 2020: 53).
Cabe à sociologia o esforço de fortalecer continuamente a capacidade da sociedade de reconhecer a si mesma como produtora de desigualdades e, ao mesmo tempo, como espaço no qual é possível enfrentá-las.
3. Considerando que a inovação não se realiza num vazio de interpretações, que formulações e proposições podem nos ajudar a compor um repertório afiado para lidar com esses fenômenos multidimensionais?
Jacob Lima: Uma questão complexa para ser respondida rapidamente. Há 50 anos a sociologia vem discutindo as transformações capitalistas neoliberais com a crise do socialismo e dos chamados estados de bem-estar social. O Estado passa a ser visto como empecilho à competitividade capitalista e as políticas sociais como custos a serem eliminados. Assistimos a um enfraquecimento das lutas dos trabalhadores organizados que, de uma forma ou outra, tensionavam o capitalismo, que se sentia ameaçado por propostas de criação de uma nova sociedade em fundamentos igualitários. Esse processo veio acompanhado pela revolução tecnológica do digital, que surge flexível, fortalecendo o individualismo, abandonando utopias participativas e criando novos oligopólios empresariais politicamente vinculados a propostas de autoritarismo político. Suas consequências ainda tentamos entender, dada a rapidez como acontece a inovação e seus rebatimentos nas sociedades, como, por exemplo, a IA — Inteligência Artificial. Continuamos a assistir uma precarização, não apenas do trabalho, mas da vida, como apontava Bourdieu nos anos 1990, afetando toda a existência social. O conceito de processo social de Elias ajuda a entender o que seria um avanço civilizacional seguido do seu retorno: as novas tecnologias digitais aliadas a um profundo retrocesso cultural, o avanço do fundamentalismo religioso, do conservadorismo moral, do negacionismo científico que tentam — e conseguem, em certa medida — destruir conquistas sociais que marcaram o século XX. Não apenas no chamado Norte Global, mas também no Sul Global, Leste Global, enfim na maior parte do mundo. A suástica volta a ser exibida com o fascismo, reaparecendo em sociedades avançadas (repetindo a história).
Que instrumentos dispomos como sociólogos? A teoria sociológica nos fornece indicações desde o século XIX, não isoladamente, com correntes excluindo outras, mas com fortes elementos complementares, atualizado pelo avanço da pesquisa empírica que marcou o século XX, principalmente em sua segunda metade. O debate contínuo nos congressos nacionais e internacionais apontam para um campo robusto, longe de ser perfeito ou completo, mas que reflexiona sobre suas formulações e proposições de forma permanente. E o caráter intrinsecamente interdisciplinar da sociologia permite o intercâmbio com outras disciplinas científicas, teorias e métodos, se apropriando, incorporando e adaptando-as ao debate; e, tal como fênix, ressurgindo das cinzas, rejuvenescida.
Rogério Proença: A sociologia pode e deve mobilizar dois tipos de recursos para compor um repertório adequado aos desafios do tempo presente: recursos técnicos e recursos críticos. O primeiro, refere-se ao potencial analítico que a sociologia brasileira acumula em sua crescente profissionalização, que a permite formular soluções práticas a problemas reais, a partir da larga experiência de inúmeros grupos de pesquisadores e profissionais que atuam em campos diversos de estudo. Recursos técnicos podem e devem ser disponibilizados para auxiliar e subsidiar políticas públicas e ações não-governamentais. Por outro lado, a mobilização de recursos críticos assegura à sociologia uma ética da responsabilidade, vital para o comprometimento profissional na resolução de problemas que colaborem para mitigar as assimetrias sociais que aprofundam desigualdades.
Mariana Chaguri: Os enquadramentos dados por autoras como Wendy Brown (Nas ruínas do neoliberalismo), Verônica Gago (A razão neoliberal: economias barrocas e pragmática popular) e Melinda Cooper (Counterrevolution: extravagance and austerity in public finance) nos ajudam a expandir a compreensão sobre desigualdades e lutas sociais contemporâneas à medida que oferecem visões abrangentes e criativas sobre o neoliberalismo e as crises que instaura. Na mesma direção, mas especificamente sobre o tema desigualdades e da produção das sensibilidades que as justificam, Ann Stoler oferece uma perspectiva original para pensar as crises contemporâneas em Interior frontiers: essays on the entrails of inequality.
Desdobrando aspectos importantes de tais crises, também O gênero do cuidado: desigualdades, significações e identidades, de Nadya Araujo Guimarães e Helena Hirata, aponta elementos cruciais para a reflexão sobre o tempo presente.
Exercitando a imaginação sociológica e indagando sobre o que mais poderíamos pensar, questionar e investigar sobre o mundo contemporâneo, Sobcomuns: planejamento fugitivo e estudo negro, de Fred Moten e Stefano Harney, e História potencial: desaprender o imperialismo, de Ariella Aisha, Azoulay ajudam a explorar perspectivas interessantes.
4. Cite 3 livros ou artigos sobre os temas fundamentais do congresso e do simpósio.
Jacob Lima:
Na questão da digitalização da vida, o livro de Soshana Zuboff A era do capitalismo de vigilância contribui para a compreensão do que seria “o superavit comportamental” presente nas redes sociais e nas mudanças da sociabilidade que ela provoca.
Beck, já citado, David Harvey da Condição Pós-Moderna e Manuel Castells da Sociedade em Rede continuam sendo, para mim, referencias fundamentais na compreensão das transformações capitalistas a partir dos anos 1970, das novas desigualdades e das ameaças a vida.
Gosto muito, também, de um artigo na Nancy Fraser discutindo com Honnet redistribuição e reconhecimento. Sintetiza o debate das novas (velhas) desigualdades e novos movimentos sociais.
Mas essas referências são uma mínima parte da produção sociológica brasileira e internacional.
Rogério Proença:
FRASER, Nancy. (2002). A justiça social na globalização: Redistribuição, reconhecimento e participação, Revista Crítica de Ciências Sociais [Online], n. 63.
LÖWY, Michael. (2013). Crise Ecológica, Crise Capitalista, Crise de Civilização: a alternativa ecossocialista. CADERNO CRH, Salvador, v. 26, n. 67, p. 79-86.
ROSA, Hartmut. (2019). Resonancia: una Sociología de la relación con el mundo. Katz Editores, Capellades.
Mariana Chaguri:
IANNI, Octavio. (1994). “Formas sociais do tempo”. Revista de Antropologia, v. 37, p. 57-82.
FRASER, Nancy & JAEGGI, Rahel. (2020). Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo.
SAIF, Atef Abu & ATARI, Abd al-Salam & OLIVEIRA, Rafael Domingos (Orgs). (2024). Diários de Gaza:a memória é uma casa indestrutível (Vol. 1). Rio de Janeiro: Tabla.
Sobre as/os convidadas/os:
Jacob Carlos Lima é professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Doutor em Sociologia (USP-1992) e ex-presidente da SBS (2019-2023). Sua publicação mais recente é “Sobre empreendedorismo e cultura do trabalho” (RBCS, 2024).
Rogério Proença Leite é doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Atualmente é professor titular em sociologia no PPGS/UFS e coordena o CA-CS/CNPq (Comitê Assessor de Ciências Sociais/CNPq). Autor do livro Contra-usos da Cidade (Editora Unicamp, 2007). Publicou recentemente “Territórios da incerteza no Brasil contemporâneo: sociabilidades de bairro e violência urbana” (Civitas, 2024).
Mariana Chaguri é professora do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas. Foi pesquisadora visitante no Vietnamese Womens Museum (2018) e professora visitante na Brown University (2019-2020). Tem experiência na área de Sociologia, atuando especialmente nas áreas de pensamento social, feminismos e estudos de gênero. É uma das organizadoras do Glossário Minas Mundo (Relicário, 2024).
