2066, de Luiz Eduardo Soares e Rafael Coutinho

O Blog da BVPS divulga o lançamento, na próxima sexta-feira (26/08), do livro 2066, de Luiz Eduardo Soares com ilustrações de Rafael Coutinho. Abaixo, uma pequena sinopse do romance.

O cataclismo ambiental aqueceu a temperatura no Rio de Janeiro às raias do insuportável, gerou escassez de água, reduziu drasticamente a população, redesenhou o litoral e redefiniu a cartografia da cidade. Os cartões postais continuam lindos, em 2066, mas nada têm a ver com as imagens que admiramos até hoje. Nesse cenário, o romance conta a história de padre Sergio, que exerce o sacerdócio na semi-clandestinidade, e sua irmã Samara, oficial da polícia médica. A morte do pai, velho general, os reaproximou. Os irmãos reencontrarão o passado familiar, que lhes pesará como um legado aterrorizante, quando Samara leva Maria da Graça, a jornalista pela qual se apaixonara, a um passeio na Serra. 

Outra herança, entretanto, se revelará luminosa, aquela que provém de obscura linhagem romena, cuja origem remonta à rebelião dos castrati, meninos castrados para cantar com vozes femininas, muitos séculos antes. Gerações sucessivas sobreviveram graças a insights sobre o futuro, alcançados sob a forma de visões proféticas, suscitadas em rituais bastante peculiares, que exigem a cópula entre um homem casto da família e sua parente, depositária das tradições espirituais. Ao filho dessa mulher será concedido o momento de iluminação. A previsão anterior apontava para o Rio de Janeiro.
A única oposição ao governo é exercida pelo movimento hacker-anarquista, cuja ala moderada Sergio lidera. Circunstâncias e investigações o levam a identificar o segredo da estratégia dos poderes transnacionais, causadores de prostração psíquica e servidão voluntária: a fórmula estética – a estrutura formal, não os conteúdos – que organiza roteiros e narrativas, difundidos por todos os meios de comunicação. A descoberta mobiliza a resistência e promove a crise do regime. 

Após a realização do ritual erótico-esotérico, sob a direção de representante da antiga estirpe, Sergio e Samara encontrarão a utopia, onde jamais a poderiam imaginar. A tarefa agora é anunciar a boa nova, sem dizer de que se trata, exatamente, e onde ela está sendo experimentada, o que colocaria em risco sua existência. O movimento anarquista se divide, espelhando a cisão no governo, e o confronto se radicaliza.

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