A Sociologia Digital e suas interfaces | A Sociologia Digital entre a Escola de Frankfurt e o Pós-Estruturalismo, por Samira Feldman

Dando continuidade à série A Sociologia Digital e suas Interfaces, publicamos hoje texto de Samira Feldman (UFSCar), onde traça um percurso teórico da Sociologia Digital a partir de suas raízes na tradição sociológica clássica, tensionando duas grandes vertentes que moldam o campo: a Teoria Crítica frankfurtiana e o Pós-Estruturalismo francês.

Segundo a autora, a passagem do analógico ao digital não representa apenas uma transformação técnica, mas uma reconfiguração cultural profunda das formas de perceber, sentir e agir no mundo. Para Feldman, a Sociologia Digital se consolida menos como ruptura com a modernidade do que como uma sociologia das continuidades, intensificações e desdobramentos, orientada por uma concepção estrutural da história e por uma metodologia relacional que recusa os dualismos herdados da tradição iluminista.

A Sociologia Digital e suas Interfaces é uma série da BVPS Edições, com curadoria de Richard Miskolci. A série vai ao ar semanalmente, sempre às quartas-feiras. Outros posts da série podem ser conferidos aqui.

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A Sociologia Digital entre a Escola de Frankfurt e o Pós-Estruturalismo

Por Samira Feldman Marzochi (UFSCar)

Haveria várias maneiras de se contar a história e circunscrever a Sociologia Digital como um novo campo de estudos acadêmicos no âmbito da Sociologia nacional e internacional. A mais esperada seria realizar o balanço das obras e dos autores relevantes da área, classificados por temas, abordagens, nacionalidades e instituições – algo que já foi feito, inicialmente, por Miskolci e Balieiro (2018), com bastante êxito. Todavia, o que parece um campo muito jovem de estudos, para alguns ainda experimental e a consolidar-se, pode ser apreendido como uma possível síntese teórico-empírica resultante da longa tradição da Sociologia, desde o início dedicada às transformações da modernidade.

Constituída aos poucos por sua produção intelectual e pelo trabalho político de seus autores, a Sociologia se ramifica em inúmeras especializações teóricas e temáticas que fazem a disciplina avançar tanto quanto reforçam seus contornos e preservam seus fundamentos. Cabe notar que toda inovação frutífera em um domínio do conhecimento, por mais ousada que se apresente, é também em parte conservadora, pois dos clássicos retira a sua autoridade científica e a sua inspiração, mesmo sem aprová-los integralmente.

A partir de Marx, Weber e Durkheim, que se voltaram ao escrutínio da infraestrutura econômica, do processo de racionalização e das representações coletivas, respectivamente, a Sociologia se desdobrou em um conjunto de abordagens ditas contemporâneas, dentre as quais duas se destacaram por sua consistência e perenidade: a Teoria Crítica frankfurtiana e o Pós-Estruturalismo francês. Enquanto os autores da Escola de Frankfurt se apoiam no marxismo weberiano, os pós-estruturalistas partem da base teórica durkheimiana, e assim consolidam duas vertentes epistêmicas que influenciam boa parte dos pressupostos de pesquisa na esfera da Sociologia Digital, embora não haja, como regra, um alinhamento explícito a uma ou outra tradição sociológica.

As filiações teóricas das investigações empíricas se tornam mais evidentes ao analisarmos suas premissas, seus problemas de pesquisa, as metodologias propostas e a formação acadêmica de seus autores, pois as escolhas entre abordagens nem sempre são declaradas ou conscientes, mas refletem o quão difícil é escapar das contribuições e debates alavancados por esses dois ramos do pensamento sociológico, empenhados, desde as suas primeiras obras, em examinar os problemas associados ao avanço tecnológico, à expansão do capitalismo e às relações entre tempo e espaço, natureza e cultura. São autores como Horkheimer, Adorno, Benjamin e Habermas, da primeira e segunda geração da Escola de Frankfurt, de um lado, e Lévi-Strauss, Bourdieu, Deleuze, Guattari, Foucault, Baudrillard, Sahlins, Giddens e Latour, entre tantos outros, de outro lado, que conferem as notas de fundo das pesquisas realizadas, mesmo que não sejam diretamente referidos.

Mas, se o debate entre as duas escolas quanto à concepção de tecnologia, seus usos e apropriações – a primeira mais determinista e substancialista, a segunda mais relacional e circunstancialista – permanece nas pesquisas e produções da Sociologia Digital, levanto a hipótese de que tende a predominar a segunda vertente, pelos motivos a seguir: (a) em primeiro lugar, o excesso de negatividade atribuída à tecnologia poderia impedir interpretações sociológicas que considerem a dimensão criativa, a liberdade de escolha dos sujeitos e os diferentes contextos sociais, pré-definindo seus resultados; (b) em segundo lugar, já estamos mergulhados em uma vida digital, e esse é o nosso ponto de partida sociológico. As maneiras de pensar, sentir e agir no mundo contemporâneo foram “digitalizadas” em um sentido linguístico profundo que o estruturalismo, desde o início, reconheceu pelo avanço da cibernética. E, inevitavelmente, nossas preferências teóricas, voltadas à construção de objetos empíricos, tornam-se, de modo geral, aquelas capazes de se aproximar a contento da realidade observada.

No quadro de análise pós-estruturalista, a passagem do analógico ao digital implica muito mais que abandonar o relógio de ponteiro, o telefone fixo, o disco LP e a fita K7, utilizar inúmeros aplicativos para informar-se, consumir, relacionar-se, mover-se no espaço e identificar as estrelas, movimentar contas, assegurar auxílios governamentais, monitorar a saúde, cadastrar-se, garantir o reconhecimento da identidade e da cidadania etc. Diz respeito ao espaço que se expande enquanto o tempo se comprime, à sobreposição da metonímia sobre a metáfora, da condensação sobre o deslocamento, dos significantes sobre os significados, tanto nos sonhos, na imaginação e nos desejos quanto nas preferências políticas. Enfim, o decurso do analógico ao digital se refere ao reencontro com o “pensamento selvagem” (Lévi-Strauss), ou pensamento significante marcado pela instantaneidade, pela simultaneidade entre a percepção e a interpretação.

Analógico e digital são termos que vão além de designar qualidades técnicas; são duas formas culturais distintas de apreensão do mundo, não determinadas por quais ou quantos aplicativos utilizamos ou não na vida cotidiana, mas sim ligadas à noção de história, de utopia, aos mitos, aos desejos, à política, à arte, à estética e às relações humanas. É justamente no momento de transição do analógico ao digital que a Sociologia se inclina ao estudo do fim das grandes narrativas emancipatórias, da mundialização e desterritorialização, da ausência de profundidade, das heterotopias e heterocronias, da fragmentação, das identidades, da micropolítica, da arte contemporânea, do consumo, da economia dos signos, das trocas e dos capitais simbólicos.

Nas abordagens pós-estruturalistas, o mal-estar individual não é mais explicado pela repressão da natureza como condição do progresso tecnológico (neurose), de acordo com a perspectiva freudo-marxista da Teoria Crítica, mas pela dificuldade de inscrição da diferença em um mundo de signos (psicose), de ser sujeito, “aquilo que um significante representa para outro significante” (Lacan), e de sustentação de um discurso coerente (esquizofrenia). É dessa forma que a Sociologia Digital se anuncia, mesmo antes de ser assim denominada e de estabelecer seus contornos, como Sociologia da Cultura que oscila entre o marxismo ocidental e as escolas durkheimianas, e se entrelaça com a Sociologia do Inconsciente.

Diversas áreas do conhecimento convergem, nos anos 1980, para os estudos chamados “pós-modernos” da cultura, literatura, artes, consumo e política nas sociedades contemporâneas, bastante influenciados pela maneira como os pesquisadores norte-americanos se apropriaram das produções intelectuais da Escola de Frankfurt e do Pós-Estruturalismo. Muito cedo, porém, o termo pós-modernismo/pós-modernidade perdeu a força, talvez porque hipostasiasse o seu objeto, a “sociedade pós-moderna”, e mascarasse as disputas teóricas embutidas na sua construção. Mas a Sociologia Digital, por seu turno, em vez de privilegiar o exame das rupturas com a modernidade, o corte entre antes e o depois, inquere as suas consequências, desdobramentos, intensificações e continuidades, acompanhando o movimento contemporâneo da Sociologia, que não mais entende que a história avance em uma determinada direção e rompa com o passado. A concepção de história da Sociologia Digital não é a teleológica (como se ela tivesse um destino), tampouco a cíclica (como se ela se repetisse infinitamente), mas sim a estrutural, que admite mudanças e, ao mesmo tempo, continuidades. A tecnologia não é mais entendida como o motor do curso finalístico da história dos homens que, pelo domínio racional da natureza, tenderiam a superar progressivamente as formas “atrasadas” da cultura.

Ainda que os autores da Escola de Frankfurt tenham denunciado o fracasso do projeto emancipatório iluminista, que se converteu em repressão e dominação da natureza e dos indivíduos, eles não abandonaram a modernidade como referência e requisito de sua própria superação. Em outras palavras, apenas a modernidade como ideal seria capaz de ultrapassar a si mesma, tal como se realizou, para retificar seus descaminhos, corrigir seus equívocos e se regenerar. O obstáculo estaria na razão instrumental que domina as relações de produção capitalistas, massacra a natureza ao modo de uma engrenagem descontrolada que “expeliu o maquinista” (Horkheimer), e nos conduz ao esmaecimento da razão verdadeiramente capaz de autonomia, julgamento, escolha e consciência.

A razão instrumental teria impregnado a subjetividade dos indivíduos de tal maneira que eles não conseguiriam mais evadir-se desse mundo ou desejar outro. Ela não problematiza os fins, mas adequa os meios, é subjetivada e se distancia da vida coletiva, além de separar sujeito de objeto em um processo de destruição dos outros e da natureza cada vez mais acentuado. A grande arte e a música erudita (Adorno), a religião (Horkheimer) e a liberação erótica (Marcuse) seriam as únicas possibilidades de desvio e transcendência individuais em uma sociedade reificada.

Para Habermas, da segunda geração da Escola de Frankfurt, a modernidade também persistiria como condição emancipatória, concebida, desta vez, como um “projeto inacabado”. Ele aposta na razão comunicativa em oposição à razão instrumental, e na descolonização do mundo da vida pelos sistemas poder e dinheiro (pelas instituições estatais e pelas relações entre trabalho e capital). A libertação e o reconhecimento da subjetividade da natureza estariam condicionados, por conseguinte, ao fim da dominação e exploração do trabalho entre os homens. Nesse esquema, as abordagens teóricas que, nos anos 1980, eram rotuladas como pós ou pré-modernas, aquelas que haviam se distanciado do paradigma iluminista, marxista, eurocêntrico, teleológico e antropocêntrico, e não compreendiam a história humana de maneira “progressista”, foram interpretadas como “conservadoras”.

O pós-estruturalismo, em contrapartida, situa-se em outro plano de investigação, em que pouco importa a disputa entre progressistas e conservadores – vistos como pares dicotômicos limitados a um contexto muito específico de tempo e espaço. Para essa corrente do pensamento teórico, não se trata de qual posição tomar face à história – impulsionar seu desenvolvimento pela tecnologia ou paralisá-la pela tecnofobia, por exemplo –, pois “a História”, a rigor, sequer existe: é um mito ocidental, e a humanidade nunca teve, nem terá, o domínio completo da tecnologia quanto aos seus usos, apropriações, significações e efeitos. Além disso, as dicotomias modernas regidas pela separação ou “purificação” (Latour) entre “cultura” e “natureza”, tais como humanos x não humanos, sujeito x objeto, antropocentrismo x animismo, espírito x corpo, artificial x orgânico, progresso x atraso, civilização x barbárie, masculino x feminino, urbano x rural, entre outras, seriam ideológicas e não se sustentariam empiricamente. Ainda que não estejam livres de hierarquias e de poderes devastadores e produtores, destituídos e restituídos constantemente pelas relações, as redes sociotécnicas conectam tudo e todos, e revelam que “jamais fomos modernos”.

Para a primeira geração da Escola de Frankfurt, por sua vez, a tecnologia e suas técnicas são, em si, dominação, pois foram criadas com esse fim ou derivaram da maquinaria exploratória do homem e da natureza. Não podem ser simplesmente destacadas das sociedades nas quais foram desenvolvidas e adquirir outra finalidade, sentido e caráter. Ainda que, para Habermas, da segunda geração, a dominação possa ser superada pela razão comunicativa e por relações sem coação entre os homens, com a natureza e com as técnicas que medeiam essas relações, a solução proposta repõe, de outra maneira, os pressupostos iluministas dos quais o pós-estruturalismo procura afastar-se.

Entre as duas opções frankfurtianas – (a) transformar toda a infraestrutura e a superestrutura para desimpregnar o espaço de subjetividade das relações capitalistas de produção ou (b) exercitar a competência comunicativa dos indivíduos com fins de emancipação – nenhuma parece ter sido incorporada como possibilidade ou pressuposto teórico pelas pesquisas recentes do campo da Sociologia Digital. As análises mais críticas não atribuem qualquer caráter intrínseco às mídias digitais além da programação deliberada, e aquelas que se dedicam a descrever os diferentes usos dos aplicativos e redes sociais não se inquietam com o tipo de racionalidade dos usuários, se instrumental ou comunicativa.

Mesmo reconhecendo as contribuições fundamentais da Teoria Crítica, o caminho de investigação mais frequente tem sido aquele desvinculado dos imperativos da modernidade iluminista, que não substancializa a tecnologia e se distancia da ontologia heideggeriana presente no legado de Frankfurt. Contudo, se o pós-estruturalismo também não exclui os aportes de Heidegger, estes aparecem de outra maneira: pelos conceitos de linguagem como casa do ser, de Dasein, de ex-sistência, de ser-aí, de abertura ao ser, com peso especial sobre a teoria lacaniana no tocante à noção de sujeito, como nos conceitos de falta a ser, de um significante para outro significante, de sujeito do inconsciente, de estrutura do inconsciente como uma linguagem, entre outros. Permanece da filosofia heideggeriana, no pós-estruturalismo, tudo o que seria o avesso de uma ontologia no sentido de “ser enquanto ser”: a ideia de abertura, de falta, de linguagem, de estrutura, enfim, de uma composição porosa, sem conteúdo fixo.

Importa para a investigação sociológica das redes digitais que as análises sejam relacionais e não dualistas. Embora partamos de um princípio binário (o que é diferente de dualista), abre-se uma infinidade de relações lógicas entre unidades e conjuntos que formam outras unidades em sucessivas ligações entre dois termos. Nesse universo de múltiplas associações, os elementos adquirem novos significados a depender das conexões distintivas que estabelecem com outros grupos do sistema sociotécnico. Nesse quadro, retira-se do horizonte a separação entre sujeito e objeto, humano e não humano, cultura e natureza. Pela imagem do rizoma, Deleuze e Guattari demonstraram que o estruturalismo poderia abrir-se a conexões diversas e impensadas, prosaicas e extraordinárias, materiais e imateriais.

Tudo se comunica e qualquer obstáculo, em vez de obstruir a passagem, torna-se possibilidade de mudança e descoberta de alternativas. Sob a inspiração da botânica, a figura do rizoma é a de um emaranhado que se espraia e toma espaços improváveis de modo imprevisível e descentralizado. Toda a realidade seria rizomática em diversos níveis ou platôs que se entrecruzam, atravessam e se sobrepõem – desde a natureza, o conjunto das técnicas, as formas de pensar, sentir e perceber, as comunidades humanas e não humanas, as instituições etc. Cada elemento, unidade ou grupo, micro ou macro, é um devir, uma ligação a outra coisa impermanente, nunca uma essência fechada em si mesma.

É assim que uma nova noção de social pode ser elaborada como crítica à ideia tradicional de sociedade de indivíduos humanos. Para Latour, o mundo social é uma associação infinita e ilimitada de artefatos e seres que são, simultaneamente, atores e redes, feixes de relações. As conexões se dariam circunstancial e casualmente, sem as limitações de regras universais. Nos laboratórios, por exemplo, ambientes a princípio controlados, os encontros fortuitos entre humanos, não humanos e tecnologias engendrariam descobertas e reencaminhariam as pesquisas.

A orientação metodológica pós-estruturalista nos permite escapar do determinismo tecnológico e considerar, ao mesmo tempo, o peso das relações capitalistas e dos interesses econômicos no estudo das redes sociotécnicas, mas sem reduzir toda a análise às impossibilidades impostas pelo capital. Se apenas o aspecto coercitivo das redes digitais fosse valorizado, os resultados de pesquisa estariam pré-estabelecidos e dispensariam o exame de seus usos, apropriações, relações e contextos específicos. Em compensação, uma abordagem aberta às conexões não hierárquicas entre usuários mediados por aplicativos, por exemplo, possibilita novos achados.

O equívoco, porém, estaria em converter o conexionismo pós-estruturalista, de proposta metodológica para a observação da realidade, em promessa de emancipação no mundo contemporâneo. Não se trata de transmutar uma abordagem teórica em uma nova grande narrativa de revolução social instantânea pelo consumo de aplicativos e smartphones de última geração, mas sim de cultivar uma metodologia o mais livre possível de interferências ideológicas que nos descerre para além do conhecido, que é o propósito da ciência. Assim, alcançamos, entre a Teoria Crítica e o Pós-Estruturalismo, um ponto de equilíbrio para que a Sociologia Digital prossiga no desvelamento desse emaranhado de técnicas, natureza e humanidade que compõe a sociedade contemporânea.


Referências

DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix (1995 [1980]). Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. São Paulo: Editora 34.

HABERMAS, Jürgen (1968). Técnica e ciência como “ideologia”. Lisboa: Edições 70.

HORKHEIMER, Max (1976 [1974]). Eclipse da razão. Rio de Janeiro: Editorial Labor do Brasil.

LACAN, Jacques (1992 [1957]). “A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud”. In: Escritos. São Paulo: Perspectiva.

LATOUR, Bruno & WOOLGAR, Steve (1997 [1979]). A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos. Rio de Janeiro: Relume Dumara.

LÉVI-STRAUSS, Claude (2010 [1962]). O pensamento selvagem. São Paulo: Papirus Editora.

MISKOLCI, Richard & BALIEIRO, Fernando de Figueiredo (2018). “Sociologia Digital: balanço provisório e desafios”. Revista Brasileira de Sociologia, v. 6, n. 12, jan.-abr.

ORTIZ, Renato (1997). Um outro território: ensaios sobre a mundialização. São Paulo: Editora Olho d’Água.

Sobre a autora

Samira Feldman Marzochi é professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).