Coluna Palavra Crítica | Quem tem árvore genealógica?, por Eurídice Figueiredo

“Talvez o importante é escrever”. O artigo da professora e crítica literária Eurídice Figueiredo, que publicamos hoje na Coluna Palavra Crítica, termina com esta possibilidade de vida e de seu resgate a partir do ensaio da escritora chicana Gloria Anzaldúa. Independentemente das condições e da origem genealógica, a necessidade de escrever se impõe. As histórias de vidas e os modos como elas se entrelaçam tomam forma pelo gesto da escrita, seja pelo papel ou tela, seja pelo que nos contam oralmente. A família é o primeiro espaço onde lemos e criamos histórias, mesmo sem escrevê-las ou contá-las. É nossa primeira relação com a literatura. Ainda que a casa onde nascemos e crescemos não tenha sido cercada de livros em estantes ou que nossos familiares não tenham sequer frequentado o ensino regular, as histórias fazem parte de cada conversa, murmúrio e silêncio que povoam nossos dias do início ao fim de nossa passagem pela terra.

A indagação do título do artigo de Eurídice nos inquieta. O texto não é uma tentativa de resposta, mas a pergunta e o que ela traz se ampliam com as referências que a autora mobiliza para tentar reconstituir, a partir de sua escrita, algo de suas histórias familiares, em um exercício genealógico e crítico de grande força e sensibilidade. Como uma “trânsfuga de classe”, termo cunhado por Bourdieu, Eurídice encontra na literatura, de Albert Camus a Annie Ernaux, ressonâncias de suas histórias familiares e da relação entre ancestralidade e desigualdade social. A autora apresenta também uma bela reflexão sobre os limiares da literatura e os contornos de suas fronteiras, sempre difíceis de determinar quando a vida nelas deságua, e vice-versa. Se a criação de uma árvore genealógica se mostra como privilégio de uns poucos, a literatura é o campo possível onde muitos são capazes de atravessar e alcançar outras realidades.

A Coluna Palavra Crítica tem curadoria de Rodrigo Jorge Neves, que assina esta apresentação. Para conferir outros textos publicados na coluna, clique aqui.

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Coluna Palavra Crítica | Os modernistas da Semana de 22 e a literatura contemporânea – visão de escritor, por Godofredo de Oliveira Neto

Publicamos na Coluna Palavra Crítica texto de Godofredo de Oliveira Neto, professor de literatura da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), sobre os modernistas e a literatura brasileira contemporânea.

O autor, que é uma das vozes de proa da literatura brasileira atual, nos lembra que o trabalho com a linguagem está presente nas principais obras modernistas, ainda que atravessadas pela busca de justiça social e engajamento político. A forma literária, assim, não é mero artifício ou experimentalismo estéril. Ela funciona como condição para a realização da obra artística, considerando sua própria natureza revolucionária. 

Mário de Andrade, em sua famosa conferência de 1942, advertira que eles, os modernistas, não serviam de exemplo a ninguém, mas poderiam “servir de lição”. O texto de Godofredo reforça, como em uma conversa com o autor de Macunaíma, que, apesar dos avanços, não podemos esquecer da capacidade mobilizadora das lições do passado e da força revolucionária da criação artística.

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Coluna Palavra Crítica | Dizer a verdade sobre si: rapazes, pérolas, por André Botelho

A Coluna Palavra Crítica publica hoje o texto “Dizer a verdade sobre si: rapazes, pérolas”, de André Botelho, professor do IFCS e do PPGSA da UFRJ. O autor estuda narrativas autobiográficas como problema sociológico e organizou a publicação das Memórias de Pedro Nava para a Companhia das Letras.

O ensaio é resultante do encontro de André Botelho com Mathieu Lindon na Livraria da Travessa de Botafogo, com mediação de Matheus Baldi (PUC-Rio), no dia 8 de novembro de 2023, por ocasião do lançamento no Brasil de dois livros do escritor francês: Hervelino e O que amar quer dizer. As relações intelectuais e afetivas deste autor com o escritor Hervé Guibert e o filósofo Michel Foucault não surgem apenas como temas nas respectivas obras, mas também como formas de construção literária da subjetividade, como discute Botelho em seu texto. Por meio de um exercício crítico, os afetos e pensamentos se entrecruzam, em uma prática amorosa homoafetiva que se manifesta no plano da sensibilidade e também da ação.

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Coluna Palavra Crítica | Dever de memória: as vozes das mulheres sobre a ditadura, por Eurídice Figueiredo

A Coluna Palavra Crítica publica hoje o texto “Dever de memória: vozes das mulheres sobre a ditadura”, de Eurídice Figueiredo, professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF e autora de A literatura como arquivo da ditadura brasileiraPor uma crítica feminista: leituras transversais de escritoras brasileiras.

O texto foi apresentado no painel de abertura do 37º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL), intitulado “Reconstrução de um Brasil democrático e plural”, no dia 3 de outubro de 2023. A autora discute as relações entre o apagamento da memória e a continuidade da violência, da repressão e do autoritarismo na dimensão estrutural da nossa sociedade, tomando como objeto de investigação a literatura produzida por mulheres sobre a ditadura militar no Brasil.

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Coluna Palavra Crítica + MinasMundo | “O diabo na rua, no meio do redemunho” – Ato III: “Sob o rastro do cão”, por Rodrigo Jorge Ribeiro Neves

O projeto MinasMundo, em colaboração com a Coluna Palavra Crítica do Blog da BVPS, publica simultaneamente com o site Outras Palavras o terceiro e último post da série sobre O diabo na rua, no meio do redemunho, novo filme de Bia Lessa, a partir do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

São três posts, ou três atos, como a estrutura de um texto narrativo ou dramatúrgico. Entretanto, não intentamos dar a cada um, de forma estanque, a função clássica e linear que possuem na construção de uma história. A nomenclatura tampouco é arbitrária, embora tenha, sim, seu caráter lúdico, ou seja, de jogo com as palavras e com as estruturas dos textos. Ato é ação, na origem e no seu fim. Pensamos ainda na definição de Patrice Pavis, em seu Dicionário de teatro, para quem o ato “se define como uma unidade temporal e narrativa, mais em função de seus limites do que por seus conteúdos”. Portanto, nos três atos que publicamos, pretendemos agir nos e além dos limites da palavra, esgarçando-os através da ferocidade da literatura de Guimarães Rosa e da des-domesticação da escrita cênico-visual de Bia Lessa.

No post de hoje, o Ato III traz um ensaio de Rodrigo Jorge Ribeiro Neves, curador da Coluna Palavra Crítica e pesquisador do projeto MinasMundo, sobre o novo filme de Bia Lessa. Em seu texto, o autor analisa os trabalhos artísticos de Bia Lessa a partir do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, desde a exposição no Museu da Língua Portuguesa, em 2006, passando pelo espetáculo-instalação, de 2017, até chegar no primeiro longa-metragem de ficção da artista. Nessa travessia entre linguagens, Bia Lessa realiza uma espécie de pacto fáustico-cênico, de grande potência visual e interativa. A sua escrita da cena, seja ela teatral ou cinematográfica, nos conduz a não apenas acompanhar as trajetórias das personagens do romance, como Riobaldo, Diadorim e Joca Ramiro, ou a reconstituir a áspera e difícil cartografia das regiões brasileiras onde habitam, mas também a pensar em outras concepções de realidade social e de mundo. Afinal, se, para Rosa, o sertão está em toda parte, Bia o desperta, por meio da cena, em nós. 

A estreia do filme está marcada para outubro, no Festival do Rio. Serão duas sessões: a primeira no dia 8, no Cine Odeon, às 19h; e a outra no dia 9, no Estação Net Rio, às 18h30. O filme será exibido também na Mostra São Paulo e em um festival na cidade de Berlim.

Para conferir o Ato I, clique aqui, e o Ato II pode ser acessado aqui.

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Coluna Palavra Crítica + MinasMundo | “O diabo na rua, no meio do redemunho” – Ato II: Conversa com Bia Lessa

O projeto MinasMundo, em colaboração com a Coluna Palavra Crítica do Blog da BVPS, publica o segundo post da série sobre O diabo na rua, no meio do redemunho, novo filme de Bia Lessa, a partir do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

São três posts, ou três atos, como a estrutura de um texto narrativo ou dramatúrgico. Entretanto, não intentamos dar a cada um, de forma estanque, a função clássica e linear que possuem na construção de uma história. A nomenclatura tampouco é arbitrária, embora tenha, sim, seu caráter lúdico, ou seja, de jogo com as palavras e com as estruturas dos textos. Ato é ação, na origem e no seu fim. Pensamos ainda na definição de Patrice Pavis, em seu Dicionário de teatro, para quem o ato “se define como uma unidade temporal e narrativa, mais em função de seus limites do que por seus conteúdos”. Portanto, nos três atos que publicamos, pretendemos agir nos e além dos limites da palavra, esgarçando-os através da ferocidade da literatura de Guimarães Rosa e da des-domesticação da escrita cênico-visual de Bia Lessa.

No post de hoje, o Ato II traz mais três cenas da conversa de Bia Lessa com Rodrigo Jorge Ribeiro Neves, curador da Coluna Palavra Crítica e pesquisador do projeto MinasMundo. A artista mergulha na travessia entre as linguagens artísticas a que se dedicou para conferir outra materialidade ao universo do sertão rosiano, abordando os elementos da linguagem cinematográfica e a sua especificidade. Também somos convidados a participar dos bastidores de preparação das atrizes e atores na construção das personagens. Por fim, Bia Lessa ressalta a universalidade do romance de Guimarães Rosa e seu pacto com a dimensão mais profunda da nossa existência. Nonada. Vim-me. Travessia.

Para conferir o Ato I, clique aqui.

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Coluna Palavra Crítica + MinasMundo | “O diabo na rua, no meio do redemunho” – Ato I: Conversa com Bia Lessa

O projeto MinasMundo, em colaboração com a Coluna Palavra Crítica do Blog da BVPS, publica a partir de hoje uma série sobre O diabo na rua, no meio do redemunho, novo filme de Bia Lessa, a partir do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

Serão três posts, ou três atos, como a estrutura de um texto narrativo ou dramatúrgico. Entretanto, não intentamos dar a cada um, de forma estanque, a função clássica e linear que possuem na construção de uma história. A nomenclatura tampouco é arbitrária, embora tenha, sim, seu caráter lúdico, ou seja, de jogo com as palavras e com as estruturas dos textos. Ato é ação, na origem e no seu fim. Pensamos ainda na definição de Patrice Pavis, em seu Dicionário de teatro, para quem o ato “se define como uma unidade temporal e narrativa, mais em função de seus limites do que por seus conteúdos”. Portanto, nos três atos que publicaremos a partir de hoje, pretendemos agir nos e além dos limites da palavra, esgarçando-os através da ferocidade da literatura de Guimarães Rosa e da des-domesticação da escrita cênico-visual de Bia Lessa.

No post de hoje, o Ato I traz duas cenas da conversa de Bia Lessa com Rodrigo Jorge Ribeiro Neves, curador da Coluna Palavra Crítica e pesquisador do projeto MinasMundo. A diretora conta como foi o seu primeiro contato com o romance Grande sertão: veredas e as questões que permearam o seu processo criativo, tanto em relação às soluções materiais quanto à escolha da linguagem artística a ser empregada. Assim como no romance de Rosa, deixamos que apenas as palavras de Bia Lessa nos conduzam nessa conversa, feito a travessia de Riobaldo e Diadorim pelas veredas sem fim do sertão.

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Coluna Palavra Crítica | Chile 1973-2023: entre a catástrofe da utopia e a duração da resistência, por Mauricio Acuña

O Blog da BVPS, na Coluna Palavra Crítica, publica o texto “Chile 1973-2023: entre a catástrofe da utopia e a duração da resistência”, de Mauricio Acuña, Mellon Faculty Fellow no Departmento de Espanhol e Português, Dartmouth College.

Hoje, dia 11 de setembro de 2023, faz meio século do Golpe de Estado no Chile, que derrubou e levou à morte o presidente Salvador Allende, eleito democraticamente. Articulado pelos militares e com apoio de setores da direita e do governo dos Estados Unidos, o episódio levou o país a mergulhar em uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina. O ensaio de Mauricio Acuña reflete sobre o Golpe Militar e suas consequências, a partir de uma exposição sob sua curadoria, um mosaico de expressões artísticas e memórias pessoais. Na encruzilhada entre um passado e um presente atravessado por uma longa repressão e muitas incertezas, o ensaio evidencia a duração das resistências nas suas mais diversas formas.

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Coluna Palavra Crítica | A fala lacônica, por Jean Pierre Chauvin

O Blog da BVPS, na Coluna Palavra Crítica, com curadoria de Rodrigo Jorge Ribeiro Neves (Uerj), publica “A fala lacônica”, de Jean Pierre Chauvin, professor associado da Escola de Comunicação e Artes da USP, onde leciona a disciplina de Cultura e Literatura Brasileira.

Chauvin realiza um exercício ficcional que entrelaça diferentes gêneros literários, como a crônica, o ensaio e a narrativa, mas não de maneira estanque, o que contribui para acentuar ainda mais a carga irônica de seu texto, à maneira machadiana, para tratar criticamente das relações entre discurso e poder. A referência a um dos romances mais representativos do Bruxo do Cosme Velho, Quincas Borba, não é casual, pois, assim como ocorre com Rubião, personagem evocado no texto, a compreensão do laconismo aqui também depende do ponto de vista, afinal, “o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão”.

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Coluna Palavra Crítica | Homenagem a Silviano Santiago, por Evelina Hoisel

O Blog da BVPS publica, na coluna Palavra Crítica, o texto de saudação de Evelina Hoisel (UFBA) a Silviano Santiago, homenageado com o prêmio Tânia Franco Carvalhal, concedido pela Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC). A cerimônia ocorreu no XVIII Congresso da ABRALIC – A Literatura Comparada e a invenção de um mundo comum, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, no dia 12 de julho de 2023.

Evelina Hoisel é professora titular de Teoria da Literatura do Instituto de Letras da UFBA e integrante da Academia de Letras da Bahia, de onde foi sua primeira presidente. Em sua saudação, ela apresenta importante panorama das contribuições intelectuais do professor, escritor e crítico literário para o campo da Literatura Comparada no Brasil. Por meio de ferozes gestos críticos, em um processo intercambiável de um escrever sobre e um escrever-se sob, Silviano realiza a desconstrução de perspectivas colonialistas e deslocamentos de posições hegemônicas, que historicamente domesticaram a nossa cultura.

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Maria Firmina dos Reis: a literatura contra a colonização, por Rodrigo Jorge Ribeiro Neves

O Blog da BVPS publica hoje texto de Rodrigo Jorge Ribeiro Neves, professor substituto de literatura brasileira da UERJ, sobre a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, em homenagem ao dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Primeira romancista negra da literatura brasileira, Maria Firmina também é autora de duas narrativas curtas emblemáticas da prosa de ficção do Oitocentos, “A escrava” e “Gupeva”. A primeira é um conto abolicionista em que a escritora confere protagonismo à personagem negra e escravizada da história. A outra é uma novela de temática indianista, mas sem a idealização que caracterizou as obras canônicas do romantismo brasileiros.

Em comum, as duas narrativas expõem as violências produzidas pela colonização, como a escravização e o genocídio das pessoas negras e indígenas, cujas consequências ressoam até os dias atuais.

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Ocupação Mulheres 2023 | Ana Cristina César: “A falta que ama”, por Silviano Santiago

O Blog da BVPS, ainda ressoando as reflexões e discussões do 8M, traz mais um texto da Ocupação Mulheres 2023, série de matérias sobre mulheres intelectuais, gênero, feminismos e temas afins. No último post do dia, publicamos na coluna Palavra Crítica, sob curadoria de Rodrigo Jorge Ribeiro Neves (UFRJ), o texto “A falta que ama”, do escritor e ensaísta Silviano Santiago, prêmio Camões de 2022. O ensaio foi lançado como prefácio à antologia Ana Cristina César, organizada por Armando Freitas Filho, parte integrante da coleção “Novas Seletas”, coordenada por Laura Sandroni para a editora Nova Fronteira.

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Coluna Palavra Crítica | Entrevista com Anna Faedrich

O blog da BVPS inaugura hoje a coluna Palavra Crítica, com a curadoria de Rodrigo Jorge Ribeiro Neves (UFRJ). A coluna propõe a publicação de matérias com professores, críticos e pesquisadores que enxergam na literatura um dispositivo crítico para refletir sobre estética, cultura e sociedade. Não apenas como lugar que acolhe os embates teóricos e analíticos, mas também como objeto da crítica, ou seja, como quem reexamina a própria natureza da atividade intelectual. Os temas são diversos e atravessam aspectos fundamentais para o debate sobre as várias maneiras como se vem pensando e fazendo especialmente o Brasil, a partir do diálogo interdisciplinar entre a literatura e outras formas de saber.

A primeira matéria de nossa coluna é uma entrevista com Anna Faedrich, professora adjunta de literatura brasileira do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF). A conversa gira em torno de sua pesquisa com a literatura de autoria feminina, em especial o seu livro  Escritoras silenciadas: Narcisa Amália, Julia Lopes de Almeida, Albertina Bertha e as adversidades da escrita literária de mulheres, publicado neste ano de 2022 pela editora Macabéa, em coedição com a Fundação Biblioteca Nacional.  Além da temática do livro, Faedrich nos falou sobre o trabalho com arquivos, ensino de literatura, o papel das editoras e sua experiência como curadora de uma exposição.  

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