Ocupação Orgulho LGBTQIAPN+ | Das camadas de arte e resistências no fazer drag tupiniqueen, por Anna Paula Vencato

No segundo dia da Ocupação Orgulho LGBTQIAPN+, a BVPS publica os textos de Anna Paula Vencato (UFMG) e Denilson Lopes (UFRJ).

Vencato destaca a resiliência das drag queens marcadas pelo dinamismo de suas performances e pelo alto investimento em figurinos, além da transformação das categorias com que se definem ao longo do tempo, indicando a riqueza dos novos olhares e a constante mudança do cenário contemporâneo. Denilson, por sua vez, combinando experiência pessoal e análise cinematográfica, reflete sobre o esforço de grupos minoritários em contornar estigmas, enquanto manifesta exaustão diante do chamado cinema do cotidiano, caracterizado por clichês voltados à família e estéticas minimalistas. Para o autor, o desafio contemporâneo está em abordar o extraordinário e o excêntrico em lugar do trivial.

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Boa leitura!


Das camadas de arte e resistências no fazer drag tupiniqueen

Por Anna Paula Vencato (UFMG)

Proponho aqui reflexões sobre drags a partir de uma pesquisa que já tem mais de 20 anos. Mas gostaria de pensar aqui também nas pesquisas de outres pesquisadores que têm se debruçado sobre o tema desde então. Naquela época, as drags eram um fenômeno mais ou menos restrito a certo circuito underground, alternativo e, obviamente, gls. GLS era o termo utilizado para designar espaços de sociabilidade para pessoas que se identificavam como gays e lésbicas – pessoas trans e travestis também frequentavam, mas eram relativamente invisibilizadas nesses espaços. GLS era um termo de mercado (França, 2007), que visava incluir também aquelas pessoas que “simpatizavam” com gays e lésbicas. Há alguns anos o GLS caiu praticamente em desuso. Utilizamos LGBT, LGBTQIA+ e outras variações dessa sigla para designar esse grupo amplo e diverso que constitui quem não está dentro das normas de gênero ou de sexualidade (há outras formas de não estar dentro das normas da sexualidade, mas vou pensar aqui como recorte apenas sobre pessoas cujos desejos e afetos não sejam identificados a partir da heterossexualidade).

Penso, a propósito disso, que aliadxs é um termo muito melhor que simpatizantes. Simpatizar sempre me pareceu uma coisa meio frívola, sem muito envolvimento, algo bem apropriado ao mercado. Se aliar a uma luta, por outro lado, demanda um pouco mais de engajamento e pede outros níveis de reflexão sobre as coisas. Inclusive e principalmente sobre privilégios.

Mas voltando à pesquisa que realizei com drags que atuavam (no sentido de trabalhar, mas também no sentido de representar) na Ilha de Santa Catarina, meu intuito era entender como performance e corporalidades se articulavam nos momentos em que estavam no palco. À época, um efervescente mercado GLS e também certa adesão a estilos alternativos – como os clubbers, que também faziam montações e que se entretinham em pistas de dança embalados por músicas eletrônicas, especialmente house e techno – emergiram para aqueles que queriam “curtir a noite”. Curtir a noite não é um fenômeno dos anos 1990/2000, obviamente. Mas as montações, as drags, a música eletrônica e a ampliação de espaços de entretenimento para pessoas que não se identificavam como heterossexuais não passava despercebido.

Nesse período, as casas noturnas que se identificavam como GLS em geral tinham palco, dedicado ao show das drags e performances de gogoboys (dançarinos que ficavam em espaços de destaque e vestiam-se, em geral, com sungas e coturnos). Não se via em suas portas filas como se vê atualmente. Ninguém queria ser flagrado em uma fila para entrar numa “boate gay”. Não havia redes sociais, nem tampouco fotografias digitais. Mas havia pessoas que passavam de carro pela porta desses espaços para ver quem estava entrando. Eram outros tempos, outros armários. Não era incomum, mesmo em boates que não tinham palco, encontrar uma drag como hostess (anfitriã) na porta, sobretudo em dias de festas temáticas.

Havia ainda outros espaços, como o Mercado Mundo Mix (uma grande feira de roupas, acessórios, tatuagens e outras modificações corporais e com música – tidos como “alternativos”). E casas noturnas não necessariamente GLS, mas vinculadas com certa lógica clubber de montação (Palomino, 1999), que aceitavam melhor LGBTs, embora nem sempre fosse liberada ou bem vista a demonstração pública de afeto. E havia o carnaval de rua, um palco muito importante para drags, travestis e transexuais irem a público e serem as estrelas da festa.

Importa dizer que era uma época em que a internet dava seus primeiros passos rumo à popularização no Brasil. Ainda poucas pessoas tinham internet em casa, acessível apenas através de um computador pessoal. A internet era inicialmente discada, depois se tornou banda larga. A velocidade era outra. As páginas não eram interativas. Não havia redes sociais. A divulgação das festas era feita via flyers (panfletos) que eram distribuídos nas portas das casas noturnas ou pelas mãos de promoters. Era outro modo de fazer as coisas. Para tudo o corpo como mediador precisava estar lá. Para acessar a boate, para ver as drags, para conhecer pessoas. Eu lembro que eu tinha o telefone de casa das drags que contribuíram com a minha pesquisa. Os contatos eram feitos com cuidado: era necessário saber seus nomes “reais” (com muitas aspas aqui), pois mães ou outros familiares poderiam atender.

Uma questão interessante era pensar, nesse contexto, como as drags faziam para se virar. Tudo era muito artesanal, dependia de acharem costureiras, adaptarem coisas feitas para mulheres cis (classificação que à época não existia) ou transformar materiais os mais diversos em acessórios e roupas. Elas mesmas faziam muitas coisas ou eram as idealizadoras das roupas. A maquiagem se constituía num importante aprendizado, que era sempre aprimorado a partir de novas técnicas, inspirações, materiais, dicas. Dicas de outras drags eram muito bem aproveitadas, mas nada de uma maquiar a outra. Era comum ouvir delas a frase “nunca deixe ninguém meter a mão na sua cara”, isso porque, contavam, não era incomum “outra bixa querer te sacanear para ficar mais bonita que você”.

Naquela época, o processo de montação era bastante secreto, diferente do que se pode ver em Ru Paul´s drag race, por exemplo (Azevedo, 2024, Mesquita, 2022). As drags evitavam se montar na frente de pessoas com que não tinham alguma intimidade. Parecia que parte da magia da drag estaria desfeita se o processo de transformação fosse revelado. Os donos de casa noturna também proibiam pessoas não contratadas de entrar nos camarins, especialmente quando havia outras pessoas performando nas festas, como os gogoboys. A justificativa era plausível: privacidade. Fotografias desse momento não circulavam. Felizmente tive acesso ao camarim e pude acompanhar várias delas se montando. A produção de imagens desse momento e desse espaço, contudo, eram proibidas.

Com o passar dos anos, talvez não a emergência, mas a popularização da música eletrônica e das drogas sintéticas alterou o cenário das boates e festas. Elas já não tinham mais palco: no lugar das drags estava o DJ. Os shows pareciam não caber mais. A estética drag destoava. Os corpos cada vez mais trabalhados em academias de musculação propunham outra estética e outra performatividade de gênero. A gay que precisava performar masculina, de corpo malhado, tirou de cena, ou deixou menos desejável, a presença de qualquer traço do feminino nesses espaços. Era outra noite, outras personagens, com outros corpos e outra estética.

Houve lugares que resistiram. Algumas casas mantiveram as drags como hostess. Algumas drags resistiram fazendo festas para outros públicos, em espaços “hetero” (formaturas, casamentos, festas de aniversário etc.). Das drags que pesquisei no mestrado, apenas duas continuam atuando. Curiosamente, nenhuma delas morava ou mora na capital. Parece que, quando se trata de entretenimento, a capital do estado abraçou outra lógica de festas. Uma delas, contudo, trocou seu sobrenome, antes um termo jocoso, por um bem mais palatável ao público. Imagino que se adaptou às mudanças dos tempos. Não sei. Precisaria perguntar a ela para saber.

Se as drags até aqui estavam meio “escondidas”, não porque se escondem, mas porque foram invizibilizadas, surge outro cenário a partir do reality Rupaul ‘s drag race, conforme analisaram Arthur G. Mesquita (2022) e, posteriormente, Eduarda B. M. Azevedo (2024). E isso muda muito a visibilidade das drags.

Durante algum tempo, os trabalhos de pós-graduação que conheci sobre o tema no Brasil eram o meu e o de Juliana G. Jayme (2001), cuja pesquisa foi contemporânea à minha. Ela realizou uma pesquisa entre Belo Horizonte e Lisboa, e buscava “investigar e discutir as diferenças e pontos em comum entre travestis, transformistas, transexuais e drag-queens“, pensando a questão da mudança de nome, da montação e da mudança corporal que realizavam. Mais recentemente, alguns estudantes de comunicação social da UFMG – Anna Santeiro, Felipe Drumond, Juan Pablo Santos e Wallace Pacheco – pesquisaram as drags belorizontinas, traçando um perfil mais contemporâneo delas através da Revista Mordidas (2025).

Em 2012, tive contato com o trabalho de Jô Fagner, sobre as drags de Natal, RN. Ele trabalhou etnograficamente sobre a experiência de gênero e corporal de drags, em estabelecimentos de sociabilidade LGBT e outros espaços em que atuavam, pensando nas dinâmicas de suas presenças nesses lugares. Em 2017, o artista plástico piauiense Avelar Amorim Lima, realizou trabalho etnográfico que discutia as práticas performáticas do universo da drag queen em Teresina-PI, atentando ao dinamismo da mutação instantânea desse devir feminino misterioso e híbrido. Ele mapeou os territórios de sociabilidades das práticas performáticas drag, tendo em vista o crescimento do movimento que percebia ali.

Em 2021, Rubens Mascarenhas Neto defende na Unicamp dissertação sobre as drag queens de Campinas, pensando interseccionalmente a questão da geração dentre as drags e suas implicações. As drags jovens que foram seguidas de perto pelo pesquisador, para além das casas noturnas, utilizavam-se dos espaços dos concursos e das praças para performar drag. Usar a rua no carnaval era algo que as drags que pesquisei faziam, mas usar a rua semanalmente para performar é certamente produto de outros tempos, mais recentes, em que, apesar de toda a LGBTfobia, isso foi se tornando mais possível.

A pandemia de Covid-19 também traz outros elementos para este debate, com o fechamento das casas noturnas e o isolamento social. Se algumas drags já usavam as redes sociais para se promover ou se comunicar, isso foi se tornando cada vez mais comum. Dois trabalhos que são muito interessantes nesse sentido são o de Winny Santana (2021), que em seu mestrado na UFMS nos brindou com uma bela pesquisa sobre gerações drag em Campo Grande, MS; e o de Rafaela de Oliveira Borges (2023), realizado na UFSM, pesquisando as drags de Santa Maria, RS. O que as pesquisas parecem apontar é que o uso das ferramentas foi fundamental para as drags, sobretudo as mais jovens, resistirem à escassez ocasionada pela pandemia. As drags mais velhas nem sempre conseguiram se dar bem no meio digital. Contudo, aparecer mais nas redes não significa necessariamente ganhar dinheiro com o fazer drag. E isso é uma questão a ser pensada.

Uma coisa que eu e outres pesquisadores identificamos foi a precariedade na profissionalização das carreiras drag. Embora o relato delas sobre trabalhar em várias casas numa mesma noite, ficar sem dormir até dois dias seguidos, trabalhar em cidades diferentes seja algo que eu já ouvia na época de minha pesquisa, fico sempre bastante tocada com a permanência da precariedade das suas relações de trabalho. Lembro bem da indignação das drags que pesquisei com empresários da noite ou de eventos GLS que achavam que não precisavam contratar drags porque elas fazem parte dessa cena e, por isso, naturalmente apareceriam. É perceptível nos trabalhos que li sobre o tema que as drags estão por toda parte: nas mídias digitais, passando pelas mídias tradicionais, nos palcos, nas praças, nas grandes cidades e nas cidades do interior. Podemos dizer que houve, ainda, um processo de interiorização (para além das capitais, mas também para fora do eixo Rio-São Paulo) das vivências e, também, das pesquisas sobre drags, o que tem nos brindado com informações interessantes sobre outros modos de fazer drag. Mas que também reforçam essa percepção da precariedade.

Vinícius Oliveira Silva (2021), na UFG, realizou pesquisa sobre a drag queen Rita Von Hunty e seu canal Tempero Drag no YouTube, bem como Rodrigo Bueno Godoi (2025), na Unisinos. Esses trabalhos nos levam a pensar sobre como essa drag em particular tem se usado das mídias digitais para fazer críticas sociais mais “à esquerda”, propondo-se mais ao papel de drag professora ou drag palestrante. Isso é uma mudança interessante se formos pensar que a drag estava restrita num certo imaginário ao papel de entreter e divertir, e o que Rita propõe é pensar sobre problemas sociais concretos, sobretudo em relação às minorias sociais, mesmo que isso gere, por vezes, críticas ao seu modo de abordar determinados temas. Rita, como RuPaul, também tem um reality show, que compartilha com outras duas drags, o Drag me as a Queen, em que se propõem a empoderar mulheres, através do contar de suas histórias e fragilidades enquanto são transformadas a partir da montação.

Já Jeanne Speckart Martins (2023) analisa a experiência drag ao pensar a sua própria na produção de oficinas teatrais que trabalham a montação, assim como a questão da constituição das famílias drags – algo também pensado por Rubens Mascarenhas Neto (2021). Essa questão das famílias drags era impensável nos anos 1990, uma vez que aquelas drags estavam desbravando este modo de fazer montações (pois há outros tratos, inclusive, preexistentes). Interessa aqui pensar que as famílias drags de hoje só existem porque havia aquelas que vieram antes e que puderam se estabelecer como mães drag dessas mais jovens. Com o passar dos anos, as primeiras drags puderam dar origens a outras tantas. Nem todas constituíram famílias drag, mas é interessante pensar nessa forma de agenciamento coletivo que serve também para dar um sentido muito particular à ideia de pertencimento e continuidade.

Arthur Guedes Mesquisa (2022) dedicou-se a pensar sobre e a partir do RuPaul ‘s drag race, questões como a corporalidades transviadas e textualidades relativas ao que é produzido e veiculado por esse reality tão assistido. Esse trabalho nos trouxe importantes reflexões sobre essas feituras midiáticas mainstream das drags (estadunidenses, mas não apenas), e que tanto tem impactado a produção do fazer drag em diversos lugares do mundo (já que a veiculação hoje, graças ao streaming, é global). Falando sobre drags famosas, não tive acesso a pesquisas sobre a Pablo Vittar, infelizmente. Mas presumo e espero que existam pesquisas por aí sobre esta personagem tão importante no país e fora desse universo drag tupiniqueen.

Uma regularidade que percebo entre minha pesquisa e essas outras que tenho acompanhado é o relato do alto investimento das drags em seus figurinos. Pode parecer “muito barulho por nada” para pessoas menos acostumadas ao seu trabalho, mas, mesmo as peças mais baratas, em geral custam menos porque, como falei anteriormente, demandam grande investimento de tempo da própria drag para sua confecção. A elaboração de um traje para um show não é algo que se faz de um dia para outro. Comprar uma peruca boa também demanda guardar dinheiro (que muitas vezes faz falta no dia a dia). Elas fazem um investimento pesado, financeira e criativamente, em suas personagens, shows, performances, figurinos. E mesmo que o investimento delas seja visivelmente grande, o que transparece em cada detalhe da montação e das performances, esse trabalho artístico é pouco ou nada reconhecido pelas pessoas que as contratam.

Há ainda a questão do humor e do riso, mas não como uma coisa a ser positivada. As drags são artistas que por vezes buscam o riso, mas mesmo quando trazem questões que não passam pelo humor essa é uma reação comum. E esse tipo de reação sempre pareceu re-exotizá-las. Isso tem reaparecido em várias das pesquisas com que tive contato ao longo desses anos. E é importante pensar se estamos rindo com as drags ou das drags.

Outro ponto que atravessa vários dos trabalhos sobre drags se refere às categorias acionadas por elas para falarem de si e do que fazem. Em 20 anos há categorias que mudaram e se ressignificaram. Termos como transgênero, trans, formas de se autoclassificar, definições (ou indefinições) do que é uma travesti ou uma pessoa trans mudaram ao longo desses anos. Se complexificaram. Não que não fossem complexos antes, mas há uma proliferação de identificações e críticas a identificações que vem produzindo com muito mais rapidez novos vocabulários sobre o que se faz, como se faz e como alguém se percebe ou não no fluxo da vida, na relação com outras pessoas ou com o mundo.

Às vezes volto aos textos que escrevi e penso sobre o quão restrito era o nosso vocabulário para falar dessas experiências no final dos anos 1990. Para dar um exemplo, era quase mandatório no início dos anos 2000 tentar definir o que era travesti, transexual, drag queen, transformista, transgênero (transgênero aliás era um termo recém chegado por aqui na época). Evidentemente todos os nossos esforços de definição daquela época falam daquela época. Seriam anacrônicos se trazidos para hoje. Aliás, se me pedissem hoje para definir algumas dessas categorias ou experiências, talvez eu dissesse: “bem, depende”.

Mas essa é justamente a riqueza de estar lendo novas pesquisa, outros olhares, sobre outros tempos. E ver como estão as coisas hoje via registros densos, éticos, respeitosos com as drags. E daqui a algum tempo haverá outros trabalhos sobre drags, se elas permanecerem se chamando de drags, fazendo shows em boates, que trarão outras questões diferentes dessas de hoje. É a riqueza do fazer pesquisa. Há sempre algo a ser descoberto, mesmo em campos que já foram pesquisados anteriormente. Parafraseando Paul Bohanann (1989), a única coisa que envelhece mais rapidamente do que o corpo humano são as notas de campo.

Isso é ainda mais evidente em um campo fluido como esse pelo qual as drags caminham. Casas noturnas vêm e vão. Há períodos de intensificação e diminuição da vontade de se montar. Há mesmo a “morte da drag”, que não implica na morte daquela pessoa que faz a drag, mas da personagem. Temos várias drags que estavam em atuação na época em que fiz minha pesquisa e permanecem até hoje atuando, mas não é a história da maior parte delas. É uma carreira de muito glamour e brilho, mas de muita demanda, extenuante e, sobretudo, pouco reconhecida e mal remunerada. Mas, independentemente de qualquer problema, no fim do dia, elas sempre arrasam e, parece, vieram pra ficar. Assim como um conjunto consolidado de boas pesquisas sobre essas experiências que têm sido produzidas ao longo dos anos. Trouxe aqui pesquisas com que tive contato mais próximo, mas certamente há outras sendo produzidas pelo país. Que as pesquisas sobre elas também se proliferem e sigam nos enriquecendo com seus relatos e análises.


Referências

AZEVEDO, Eduarda B. M. (2024). “The female phenomenon of America’s next drag superstar”: uma análise antropológica de RuPaul’s Drag Race. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Antropologia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

BOHANNAN, Paul. (1989). Justice and judgment among the Tiv. Prospect Heights, IL: Waveland Press.

BORGES, Rafaela Oliveira. (2023). Devires drag mediados pelas tecnologias digitais: corporalidades e identificações no interior do Rio Grande do Sul. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria. https://repositorio.ufsm.br/handle/1/29140/browse?type=dateissued.

FRANÇA, Isadora. (2007). Identidades coletivas, consumo e política: a aproximação entre mercado GLS e movimento LGBT em São Paulo. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 28, pp. 289-311, jul./dez. https://www.scielo.br/j/ha/a/5qP9XwyCXSHKkHfkYzhhjzy/abstract/?lang=pt.

GODOI, Rodrigo Duarte Bueno de. (2025). Performatividades da midiatização: As experimentações comunicacionais de Rita Von Hunty. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

JAYME, Juliana G. (2001). Travestis, transformistas, drag-queens, transexuais: personagens e mascaras no cotidiano de Belo Horizonte e Lisboa. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas. https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/218803.

LIMA, Avelar Amorim. (2016). Aquenda, mona!: travessia etnográfica pelas experiências de drag queens em Teresina-PI. Dissertação (Mestrado em Antropologia e Arqueologia) – Universidade Federal do Piauí, Teresina. http://repositorio.ufpi.br:8080/xmlui/handle/123456789/392.

SPECKART, Jeanne M. (2023). Uma andança por pedagogias drag. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis. https://repositorio.udesc.br/entities/publication/1df0a289-1db9-470d-8eb9-b4c2447082be.

MASCARENHAS NETO, Rubens. (2021). Da praça aos palcos: caminhos da construção de uma carreira drag queen. Salvador: Devires.

MESQUITA, Arthur Guedes. (2022). We ́re all born naked and the rest is drag: corporalidades transviadas e textualidades drag a partir de Ru Paul ́s Drag Race. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/48594.

PALOMINO, Erica. (1999). Babado forte: moda, música e noite. São Paulo: Mandarim.

Revista Mordidas. (2025). Disponível em: https://www.revistamordidas.com. Acesso em: 3 maio 2025.

SANTANA, Winny G. P. de. (2021). Gerações drag queens em Campo Grande: entre espaços, memórias, disputas e (re)afirmações. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/3622.

SANTEIRO, Anna V.; DRUMOND, Felipe P. de F.; SANTOS, Juan Pablo de O.; PACHECO JR., Wallace F. (2025). “Revista Mordidas” – pedaços da cena drag de Belo Horizonte. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

SILVA, Vinícius O. (2021). As mediações nas performances de Rita Von Hunty no YouTube. Dissertação (Mestrado em PERFORMANCES CULTURAIS) – Universidade Federal de Goiás, Goiânia. https://repositorio.bc.ufg.br/tede/items/c9366f7f-ad25-4714-b70c-df7f401b6ad5.

VENCATO, Anna Paula. (2002). Fervendo com as drags: corporalidades e performances de drag queens em territórios gays da ilha de Santa Catarina. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. https://mobile.repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84381.

Anna Paula Vencato é professora da Faculdade de Educação da UFMG. Doutora em Antropologia pelo PPGSA/UFRJ, mestre em Antropologia Social pelo PPGAS/UFSC e licenciada em Pedagogia pela FAED/UDESC. Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Gênero, sexualidades, socialidades e subjetivações” da UFMG.