
A BVPS tem a alegria de dar início hoje ao simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e que conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).
O simpósio convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. Além da busca por um diagnóstico consistente, buscou-se discutir saídas concretas para os impasses identificados. As respostas recebidas serão publicadas em blocos a partir da próxima semana, sempre às quartas-feiras, simultaneamente, em português e inglês. Hoje publicamos a apresentação assinada pelos organizadores.
Confiram abaixo.
Boa leitura e não perca nossas novidades! Para ficar por dentro de tudo, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar na lista da BVPS no WhatsApp.
CAPITALISMO E AUTORITARISMO: O QUE FAZER?
Por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e BVPS)
Apresentação
O tema do autoritarismo é um dos mais urgentes e angustiantes de nosso tempo. Já faz dez anos desde que Donald Trump venceu sua primeira eleição para presidente dos Estados Unidos, o que se conforma como um divisor de águas extremamente importante para essa discussão. Depois de passarmos décadas, na teoria e na esfera pública, atribuindo ao Brasil e à América Latina a condição de reino por excelência de governos e culturas autoritárias, presenciamos agora, em escala global e, especialmente, no país que sempre evocou para si a condição de guardião da democracia, a ascensão de líderes autoritários de extrema-direita, dispostos a levar a cabo um processo reacionário de desconstrução das instituições da democracia liberal. Se, por um lado, eles têm esbarrado, em alguns momentos e situações, na complexidade institucional e política das sociedades contemporâneas, por outro lado, têm tido êxito em inúmeros de seus projetos de desconstrução social, inclusive a guerra.
Neste complexo cenário, um grande volume de pesquisas e publicações tem sido produzido tanto dentro quanto fora do Brasil, o que exige de nossa parte um foco teórico apurado e uma atenção redobrada nas questões mais centrais e relevantes para este debate. Atualmente, a esfera pública tem sido dominada por discussões de baixo nível, tanto do lado da direita quanto da esquerda, que muitas vezes se resumem a xingamentos ou classificações afetivas do tipo daquelas que se resumem a dizer que Trump ou Bolsonaro são indivíduos insanos, que devem ser freados em seu ímpeto destruidor. Para além de aspectos da personalidade autoritária de tais líderes, que jamais foram ignorados por grandes nomes da primeira geração de frankfurtianos como Adorno ou Erich Fromm, o que a ciência social crítica e de qualidade precisa, neste contexto, é de análises claras e objetivas, que reconstruam os processos macro e micro sociais, objetivos e subjetivos, vivenciados coletivamente nas últimas décadas, de modo a compreendermos como chegamos até aqui e, o mais importante, como daqui sairemos.
Foi com este intuito que idealizamos este simpósio, o qual com muita alegria trazemos ao público agora. De modo a não patinarmos nas ilusões ideológicas ou afetivas que dominam muitos dos debates atuais, procuramos partir de algum lugar objetivo, de modo a produzir uma discussão séria e coletiva. Para tanto, consideramos inicialmente que a relação entre capitalismo e autoritarismo, no cenário contemporâneo global, precisa ser revisitada com bastante calma. Não por acaso, a célebre frase de Max Horkheimer (1980), “Quem não quer falar de capitalismo deveria calar-se sobre o fascismo”, continua sendo de grande inspiração para inúmeras pesquisas no mundo inteiro.
Partindo deste lugar, não podemos desconsiderar o aviso que foi dado por Adorno (2019) e seus colaboradores em seu clássico estudo sobre a personalidade autoritária. Depois de entrevistarem, a partir das mais refinadas técnicas da psicanálise da época, um amplo leque de pessoas dos mais diversificados perfis sociais, eles identificaram que o germe de todo fascismo se encontra exatamente no interior das sociedades ocidentais democráticas do século XX. E mais do que isso: o nível de antissemitismo declarado na Alemanha pré-Hitler (o que sintetiza bem a questão geral do preconceito e da intolerância) era menor do que aquele identificado pelos autores na sociedade norte-americana do contexto imediatamente posterior à segunda guerra mundial (Adorno, 2019: 77).
Além deles, Erich Fromm nos lega uma profunda análise sobre o tema em seu importante livro O medo à liberdade (1974). Diante do espanto que assolou toda aquela geração de intelectuais, o autor vai voltar atrás nas raízes da história material e psicológica do Ocidente, de modo a compreender que o problema central reside na dificuldade que nós modernos teríamos em lidar com a condição de liberdade conquistada ao longo do tempo. Depois de rompermos com os grilhões que de alguma forma nos conferiam segurança nas sociedades pré-individualistas, agora nos encontramos como indivíduos angustiados e impotentes, o que seria um prato cheio para a submissão a sentimentos e ações autoritárias.
Na linhagem da teoria crítica, Marcuse (2015) também já nos alertava sobre os perigos de uma sociedade “unidimensional”, ou seja, aquela na qual o desdobramento das forças produtivas não teria ocorrido exatamente da forma como Marx idealizara, mas em sentido oposto, tendo apaziguado as forças e conflitos sociais e neutralizado em grande medida o potencial utópico de se vislumbrar saídas para um futuro melhor. Nada mais propício para o surgimento e a consolidação de forças autoritárias. A preocupação de Marcuse, de que uma sociedade sem oposição teria como uma de suas marcas centrais a paralisia da crítica, deve nos alertar para a necessidade de não se desistir da verdadeira teoria crítica de qualidade, de modo que nossas energias utópicas não se esgotem. Acreditamos que este simpósio pode ser uma contribuição de grande relevância, neste sentido, para o debate tanto dentro quanto fora do Brasil.
Ao tratar do tema que nos interessa aqui, não poderíamos esquecer outros trabalhos fundamentais, como o clássico de Hannah Arendt, Origens do totalitarismo (2012), no qual ela reconstrói com maestria o histórico social e político do antissemitismo, do imperialismo e do totalitarismo, sendo até hoje uma das referências centrais para muitos de nós. De outro ângulo, denunciando a relação intrínseca entre capitalismo e autoritarismo na dimensão do colonialismo, Frantz Fanon (2022) realiza uma potente análise sobre como a relação colonial arbitrária expropria politicamente e desumaniza também na dimensão simbólica e moral o outro colonizado. Partindo de uma análise da escravidão, Ângela Davis (2016) também aponta como a arbitrariedade capitalista violenta em sua essência a condição existencial de mulheres, raças e classe sociais oprimidas.
Além de tais discussões clássicas, muito tem sido produzido atualmente. No plano internacional, conceitos como autoritarismo libertário, liberdade adoecida, nacional populismo, fascismo, pós ou neofascismo, populismo, ameaça autoritária, rebeldia de direita e polarização social, dentre outros, têm sido mobilizados produtivamente em inúmeros debates. Alguns deles, entretanto, como fascismo e populismo, já se encontram desgastados e exigem de nós recalibragem analítica.
Uma das vertentes mais influentes no debate contemporâneo concebe o autoritarismo não como reação ao neoliberalismo, mas como sua criação. Wendy Brown, uma de suas principais expoentes, sustenta que a ascensão da extrema direita, do nacionalismo branco e do neofascismo é menos uma resposta à vulnerabilidade econômica ou um retorno de ódios reprimidos do que uma mutação política causada pela corrosão de longo prazo que o neoliberalismo inflige às capacidades sociais, aos bens públicos, às subjetividades democráticas e às ecologias informacionais. Ao internalizar o cálculo de mercado como forma de vida, o sujeito neoliberal perde progressivamente os recursos subjetivos necessários à resistência democrática. Nesse sentido, Brown tempera o diagnóstico frankfurtiano com uma mediação foucaultiana, na medida em que o autoritarismo é produzido também por racionalidades que se inscrevem nos indivíduos e redefinem o que é possível querer e fazer politicamente. Esse fenômeno é por ela definido como “liberalismo autoritário”, conceito cunhado para se referir aos regimes que combinam a crença absoluta no capitalismo e um anticomunismo feroz – herança direta do ataque neoliberal à soberania popular – com um estatismo autoritário que o liberalismo clássico não teria admitido.
No cenário brasileiro contemporâneo, conceitos como “dissonância cognitiva” (Castro Rocha, 2023), “autoritarismo brasileiro” (Schwarcz, 2019), “pobre de direita” (Souza, 2024), “fascismo restrito e generalizado” (Safatle, 2026) “populismo reacionário” (Lynch & Cassimiro, 2022), “linguagem da destruição” (Starling, Lago & Bignotto, 2022), dentre outros, têm balizado com muita qualidade os limites e possibilidades do debate travado em âmbito nacional.[1]
No repertório das ciências sociais brasileiras, é notável, como enfatizam algumas respostas do simpósio, o acúmulo teórico inovador sobre o tema produzido por alguns dos clássicos brasileiros, dos quais gostaríamos de destacar aqui brevemente Florestan Fernandes. Se a teoria crítica frankfurtiana se perguntava por que o capitalismo avançado produz regressões autoritárias, Florestan parece inverter a pergunta e indagar por que o capitalismo na periferia nunca pôde se constituir sem o autoritarismo. Aqui, este não seria uma exceção do capitalismo dependente, e sim seu modo histórico normal de reprodução. Essa perspectiva exige pensar o capitalismo como sistema mundial, em que centro e periferia constituem posições estruturais distintas, mas de conformação mútua. O Estado, no capitalismo dependente, se torna um instrumento para a dominação burguesa, que necessita de seu controle para manter seus privilégios e interesses de classe. Como mostram Botelho & Brasil Jr. (2026) na revisão de A revolução burguesa no Brasil em seu cinquentenário de publicação, Florestan forja o conceito de “autocracia” para interpretar o fenômeno da persistência de um princípio ordenador radicalmente antidemocrático mais geral do Estado, da sociedade e do mercado até mesmo em momentos formal ou abertamente democráticos. Ou seja, para entender uma sociedade que ao mesmo tempo que realiza o capitalismo moderno mantém a monopolização da riqueza, do poder e do prestígio social em minorias privilegiadas e brancas. A autocracia é assim como que a sombra sempre presente em segundo plano, que emerge, com maior ou menor virulência, em situações de crise do poder burguês, responsável pela reiteração de formas de socialização avessas a uma filosofia democrática de vida, à legitimidade do conflito e à abertura universal do princípio da competição. Um dos argumentos centrais de Florestan diz respeito à articulação entre dependência e autoritarismo. A burguesia periférica se mostra impotente diante do imperialismo, o que a torna ainda mais agressiva internamente. Como ela não pode se libertar da dominação externa, então exerce dominação máxima sobre o trabalho e sobre os setores populares. O autoritarismo constitui, nesse sentido, uma espécie de compensação no plano da dominação interna daquilo que a burguesia não é capaz de fazer no plano da soberania nacional.
O campo problemático sobre o qual se reflete neste simpósio está organizado em torno de algumas questões centrais: o autoritarismo é um produto do capitalismo, uma reação a ele, uma metamorfose interna, ou algo relativamente autônomo? Como nomeá-lo: trata-se de fascismo, de autoritarismo iliberal, de populismo autoritário ou de algo novo? O foco das análises deve recair sobre as estruturas socioeconômicas ou sobre a cultura política, a subjetividade e os afetos mobilizados pelos movimentos autoritários? Quais as alternativas emancipatórias imagináveis ao capitalismo?
Se as contribuições aqui reunidas sugerem não haver consenso à vista, elas oferecem elementos consistentes para a construção de um diagnóstico compartilhado. A articulação atual entre capitalismo e autoritarismo aparece como um efeito sistêmico do próprio modo de reprodução do capital, e não como anomalia ou reacomodação transitória. Alguns autores apontam essa simbiose desde a origem do capitalismo, cuja expansão dependeu de colonialismo, escravidão e violência permanente nas periferias. Para outros, o autoritarismo aparece como possibilidade recorrente, mas contingente, do processo histórico. A divergência sobre o grau dessa necessidade adquire um peso prático, pois define o que pode ser feito diante do quadro.
O neoliberalismo figura como um elo concreto dessa relação em grande parte das respostas. As ênfases variam – acumulação flexível, financeirização, governamentalidade neoliberal, neoliberalismo tardio, capitalismo da atenção –, mas os efeitos da dinâmica identificada são em boa medida convergentes: precarização do trabalho, desmonte de direitos sociais, mercantilização da vida em todos os âmbitos, individualismo competitivo alçado a moral pública, enfraquecimento dos mediadores coletivos historicamente capazes de regular o conflito, em especial o sindicato e o partido de massas. Disso decorreria, de acordo com algumas respostas, a erosão das bases materiais da democracia liberal e dos sentidos compartilhados que lhe davam sustentação.
A dimensão subjetiva também ocupa lugar central. Vários autores fazem referência a uma economia afetiva produzida pela precarização, marcada por ansiedade, medo, ressentimento e sensação de desonra ou invisibilidade social. Esses afetos, quando não encontram tradução política à esquerda, acabam reabsorvidos por uma direita organizada que oferece bodes expiatórios e soluções simbólicas imediatas. Uma questão correlata sociologicamente relevante é a etnização do conflito de classe, na medida em que disputas distributivas se reconfiguram como disputas culturais entre nativos e estrangeiros, ou como pânicos morais sobre costumes que sequestram o espaço público e invisibilizam pautas redistributivas concretas, como condições de trabalho, renda e dignidade.
Há também uma discrepância importante entre Norte e Sul globais que vários autores trabalham com cuidado. No Norte, a tração afetiva principal é o medo de perda do padrão de vida conquistado no pós-guerra. Já no Sul ela tende a corresponder à frustração com promessas democráticas que renderam pouco em termos de mobilidade social efetiva. A leitura de matriz colonial ajuda a lembrar que o autoritarismo nunca declinou nas periferias administradas pelo FMI, Banco Mundial e ditaduras apoiadas pelos centros capitalistas durante toda a Guerra Fria. Práticas hoje visíveis no centro podem ser encaradas como um retorno de tecnologias políticas já aplicadas na periferia do capitalismo por décadas, o que leva a uma problematização da própria “novidade” do autoritarismo atual.
A digitalização também aparece nas respostas como uma nova materialidade do arranjo capitalismo/autoritarismo. Plataformas, algoritmos, inteligência artificial, gestão digital do comportamento, uberização e o que alguns chamam de capitalismo atencional conformam uma base material que reorganiza tanto a exploração do trabalho quanto a formação de consensos políticos. As redes sociais operam como vetores de desinformação em escala massiva e de produção de pânicos morais que se sobrepõem a pautas distributivas. O caso chinês é citado como referência paradigmática: combinação aberta entre regime autoritário, controle algorítmico do comportamento e capacidade produtiva global, o que problematiza perspectivas que tomem a sequência capitalismo, depois democracia, como tendência histórica.
Mesmo perspectivas não tão convergentes ao conjunto guardam interesse heurístico para o debate. A tese do bonapartismo democrático, por exemplo, interpreta o momento atual como delegação, por parte das classes subalternas, da representação de seus interesses a uma direita radical, na ausência de canais organizados de luta de classe. A categoria de autoritarismo libertário procura dar conta de um formato novo em que a liberdade é mobilizada contra o Estado e contra normas públicas, como exemplificado pela recusa de medidas sanitárias na pandemia. Há também a visão do hibridismo ideológico da nova direita, em que aceleracionismo, anarcocapitalismo, etnonacionalismo e racismo cientificista (por meio da reciclagem da ideia de QI) se combinam em formulações abertamente antidemocráticas, rompendo com a tradição eufemística da direita do pós-1945. Pode-se observar, ainda, uma crítica metodológica de fundo, que questiona a própria capacidade das teorias críticas hegemônicas, centradas na industrialização europeia e no Estado-nação, de captar dimensões periféricas, raciais e subalternas do problema. Além disso, alguns autores articulam negacionismo climático e ataque a políticas redistributivas como faces da mesma operação ideológica, propondo pensar um conflito de transformação socioecológica.
O quadro analítico que se delineia a partir do conjunto é o de um capitalismo financeirizado em crise prolongada de legitimação, sem alternativa sistêmica concreta desde 1989, que produz subjetividades vulneráveis a soluções autoritárias, ao mesmo tempo em que uma esquerda institucional parece ter estar perdendo progressivamente a capacidade de pautar publicamente a degradação do trabalho, da dignidade e da reprodução social. O autoritarismo contemporâneo, em apertada e esquemática síntese, funcionaria dentro da reprodução do capitalismo, sobretudo quando o pacto social chega às raias da inviabilidade. Resta uma diferença de fundo entre quem vê essa relação como simbiótica e estrutural, e quem a vê como contingente e variável conforme trajetórias nacionais particulares. Essa escolha analítica traduz, em muitos casos, uma posição política sobre o que pode ser feito.
Convidamos para este simpósio especialistas brasileiros e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais: a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro, buscando contemplar critérios de diversidade. Fizemos isso por acreditar que, a partir de lugares e perspectivas distintas, conseguiríamos oferecer ao público um amplo e diversificado leque de análises que, em conjunto, pudessem enfrentar o complexo dilema do autoritarismo em nosso tempo. Gostaríamos de agradecer a todas e todos que aceitaram este desafio. Dentre as quatro perguntas que apresentamos aos convidados, além da busca por um diagnóstico profundo, o que é sempre o primeiro passo para a luta pela mudança social, enfatizamos a necessidade de encontrar saídas reais para o problema, a partir de nossos estudos teóricos e empíricos. As respostas recebidas serão publicadas em postagens semanais, sempre às quartas-feiras, em blocos e, simultaneamente, em português e inglês. Nesse arranjo procuramos levar em consideração o diálogo possível entre as respostas e a diversificação de pontos de vista. Convidamos você, leitora e leitor, a conferir o resultado.
Nota
[1] Para um mapeamento das diferentes perspectivas em jogo, ver MACIEL, Fabrício. A ambivalência do autoritarismo: da Escola de Frankfurt ao Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Mórula, 2026 (no prelo).
Referências
ADORNO, Theodor. (2019). Estudos sobre a personalidade autoritária. São Paulo: Editora da Unesp.
ARENDT, Hannah. (2012). Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras.
BOTELHO, André. & BRASIL JR., Antonio. (2026). A Revolução Burguesa no Brasil: 50 anos de um clássico difícil. Estudos Avançados, v. 40, n. 116, e40116257. https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2026.40116.014
BROWN, Wendy. (2019). Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. São Paulo: Politeia.
DAVIS, Angela. (2016). Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo.
FANON, Frantz. (2022). Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar.
FROMM, Erich. (1974). O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar Editores.
HORKHEIMER, Max. (1980). Die Juden und Europa. In: HORKHEIMER, Max (Org.). Zeitschrift für Sozialforschung. Studies in Philosophie and Social Sciences. München: Deutscher Taschenburch Verlag.
LYNCH, Christian & CASSIMIRO, Paulo Henrique. (2022). O populismo reacionário. São Paulo: Contracorrente.
MARCUSE, Herbert. (2015). O homem unidimensional. São Paulo: Edipro.
ROCHA, João Cezar de C. (2023). Bolsonarismo: da guerra cultural ao terrorismo doméstico. Belo Horizonte: Autêntica.
SAFATLE, Vladimir. (2026). A ameaça interna. Psicanálise dos novos fascismos globais. São Paulo: UBU Editora.
SCHWARCZ, Lilia. (2019). Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras.
SOUZA, Jessé. (2024). O pobre de direita: a vingança dos bastardos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
STARLING, Heloisa & LAGO, Miguel & BIGNOTTO, Newton. (2022). Linguagem da destruição. A democracia brasileira em crise. São Paulo: Companhia das Letras.
