Pasolini com a gente | Sozinho no matagal, por Cristian Borges

Encerramos hoje a série Pasolini com a gente, com o texto “Sozinho no matagal”, de Cristian Borges (USP), em um verdadeiro enredo improvável.

Borges narra sua história enquanto pesquisador em Paris, que começa com costelas partidas no metrô e termina numa mesa de bar com Jean-Marie Straub. Envolto por Pasolini, desde a dimensão espacial à tragédia, o relato transforma o acaso em roteiro e o exercício intelectual em uma aventura. No desenrolar da narrativa, que passa por matagais sinistros na periferia de Roma e uma garrafa de grapa compartilhada com o cineasta francês, uma descoberta incrível vem à tona.

Pasolini com a gente foi uma série da BVPS Edições publicada semanalmente, sempre às quintas-feiras. Agradecemos a todos os autores que compuseram a série e, especialmente, ao organizador José Gatti pela parceria. Confira a série completa clicando aqui.

Boa leitura!

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Pasolini com a gente | 120 dias em uma Sodoma-Favela: uma autobiografia sem autopiedade, por JORDAN

Na terceira semana de posts da série Pasolini com a gente, trazemos publicações de Renato Negrão e JORDAN, que, através de relatos autobiográficos, retratam como a dimensão individual se relaciona de maneira visceral ao repertório legado por Pier Paolo Pasolini.

Negrão, como que um convite à descrença, nos traz um texto que não distingue com clareza o que viveu do que inventou. Seja em uma livraria, um teatro, um aterro ou mesma em cama alheia, o autor coleciona capítulos de um roteiro em que parece não reconhecer como seu, mas que Pasolini, como uma sombra, reaparece em cada um deles. O poeta JORDAN, por sua vez, também em relato pessoal, atravessa elementos como infância, violência, sexualidade e fé sem pedir licença. Convocando Freud como interlocutor, nos traz uma prosa nua e crua que não separa o corpo das memórias.

Não perca, na próxima semana quinta-feira, a última publicação da série. Confira os posts anteriores clicando aqui.

Boa leitura!

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Pasolini com a gente | Tutti notas, por Renato Negrão

Na terceira semana de posts da série Pasolini com a gente, trazemos publicações de Renato Negrão e JORDAN, que, através de relatos autobiográficos, retratam como a dimensão individual se relaciona de maneira visceral ao repertório legado por Pier Paolo Pasolini.

Negrão, como que um convite à descrença, nos traz um texto que não distingue com clareza o que viveu do que inventou. Seja em uma livraria, um teatro, um aterro ou mesma em cama alheia, o autor coleciona capítulos de um roteiro em que parece não reconhecer como seu, mas que Pasolini, como uma sombra, reaparece em cada um deles. O poeta JORDAN, por sua vez, também em relato pessoal, atravessa elementos como infância, violência, sexualidade e fé sem pedir licença. Convocando Freud como interlocutor, nos traz uma prosa nua e crua que não separa o corpo das memórias.

Não perca, na próxima semana quinta-feira, a última publicação da série. Confira os posts anteriores clicando aqui.

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Pasolini com a gente | O Otelo pasoliniano, por Mariarosaria Fabris

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

Confira o primeiro post da série aqui.

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Pasolini com a gente | Sete notas sobre uma cartografia impossível, por Angela Prysthon

Na segunda semana de posts de Pasolini com a gente, nova série da BVPS Edições, trazemos textos de Mariarosaria Fabris (USP) e Angela Prysthon (UFPE), que abordam, cada uma a seu modo, a singularidade da criação pasoliniana frente às formas convencionais do cinema.

Fabris realiza uma análise minuciosa de Che cosa sono le nuvole?, curta-metragem em que Pasolini articula Shakespeare, commedia dell’arte, teatro de marionetes e canção italiana numa refinada trama intertextual sobre destino, ilusão e representação. Prysthon, por sua vez, mapeia o paisagismo cinematográfico e a imaginação geográfica da obra pasoliniana, demonstrando como o cineasta transforma a paisagem em operador crítico, superfície onde se inscrevem conflito de classes, memória arcaica e violência moderna. Juntas, as duas análises revelam um Pasolini que escapa sistematicamente das convenções, recusando qualquer estabilidade na narrativa, seja espacial ou histórica.

Confira o primeiro post da série aqui.

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Pasolini com a gente | Nova série da BVPS Edições

Pier Paolo Pasolini foi um dos intelectuais públicos mais extraordinários e indomesticáveis do século XX. Crítico implacável do conformismo burguês e do individualismo consumista que avançavam sobre a Itália e o Ocidente no pós-Segunda Guerra, fez de sua arte e de sua voz combates permanentes. Se há mais de 50 anos sua vida foi ceifada brutalmente nas areias de Óstia, sua obra segue a nos desafiar e a nos interpelar. Pasolini ainda não terminou de dizer tudo o que tem a nos dizer.

A série Pasolini com a gente estreia hoje na BVPS Edições, com os textos de apresentação do organizador José Gatti e do curador Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ). Ao longo do mês de maio, sempre às quintas-feiras, publicações duplas de teores diversos vão compondo um percurso ao mesmo tempo rigoroso e apaixonado pela obra e pelo pensamento de um artista que recusou qualquer enquadramento fácil, porque era, acima de tudo, um espírito livre em combate. Para dar início aos trabalhos, publicamos um experimento visual realizado pelo grande artista plástico Fernando Marques Penteado.

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