BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Onde estão as mulheres no ensino de Ciências Sociais no Brasil?, por Fernanda Alcântara

No novo post da série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI) em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, publicamos hoje “Onde estão as mulheres no ensino de Ciências Sociais no Brasil?”, de Fernanda H. C. Alcântara (UFJF-GV).

Partindo da pergunta formulada por Harriet Martineau em 1838 (“As mulheres estão lá? Em quais proporções, e sob quais leis da liberdade?”), a autora discute os mitos que sustentam o cânone e o rótulo de “identitarismo” atribuído a quem estuda as teóricas clássicas. Com base em pesquisa sobre os planos de ensino dos cursos de Ciências Sociais das IFES, mostra que as mulheres não chegam a 10% das referências em nenhum dos recortes analisados. Se a formação em Ciências Sociais se define pelo estranhamento e pela desnaturalização do que parece dado, por que a ausência das mulheres nos currículos segue naturalizada, enquanto a reivindicação de sua presença é tratada como “identitarismo”?

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino, por Ileizi Fiorelli Silva

Dando continuidade à série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI) em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, publicamos hoje “Desafios do tempo presente ao currículo e ao ensino”, de Ileizi Fiorelli Silva (UEL).

Retomando Max Weber e Basil Bernstein, a autora pensa o currículo como espaço de disputa entre a “pedagogia do cultivo”, ligada à formação humanista, e a “pedagogia da eficiência”, hoje reconfigurada pela lógica do desempenho e da performatividade digital. Se os antigos especialistas das ciências do século XX cedem lugar a um novo tipo, o especialista digital, formado nas Big Techs, que passa a arbitrar sobre o que é o “conhecimento legítimo”, como isso se traduz, nos currículos brasileiros, na redução da carga horária de disciplinas como Sociologia, Filosofia e História?

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Educação e Pensamento social no Brasil: o currículo como elaboração onírica, por Alexandro Paixão

No sexto post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos o texto “Educação e Pensamento Social no Brasil: o currículo como elaboração onírica”, de Alexandro Paixão (Unicamp).

Inspirando-se no clássico ensaio de Raymond Williams “A cultura é algo comum” (1958) Paixão revisita suas experiências como professor e coordenador na Unesp e na Unicamp, nos convidando a uma reflexão sobre as ausências nos currículos de Sociologia Geral que deságua em uma “elaboração onírica” de um ensino de Sociologia mais plural e atento às contribuições femininas para o pensamento social.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Ensino de Sociologia e Pensamento Social Brasileiro: em busca de convergências, por Amurabi Oliveira

Dando continuidade à série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Ensino de Sociologia e Pensamento Social Brasileiro: em busca de convergências”, de Amurabi Oliveira (UFSC).

Antes de existir um único curso de ciências sociais no Brasil, a sociologia já era ensinada nas escolas secundárias, décadas antes da criação das primeiras graduações na área, na década de 1930. Amurabi Oliveira revisita essa origem pouco lembrada, passando pelas primeiras cátedras escolares do final do século XIX até a passagem de Gilberto Freyre como professor na Escola Normal de Pernambuco. O texto chega ao presente propondo que a presença dos clássicos brasileiros nos currículos escolares pode ser um caminho profícuo para descolonizar o próprio ensino de sociologia, ampliando o repertório de autores e autoras que compõem essa tradição.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | O Pensamento Social Brasileiro no currículo das Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná, por Alexandro Trindade

No quarto post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “O Pensamento Social Brasileiro no currículo das Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná”, de Alexandro Dantas Trindade (UFPR).

Como ensinar a estudantes de Ciências Sociais uma história da disciplina que ainda não se separou em Sociologia, Antropologia e Ciência Política? Foi esse o desafio enfrentado pela UFPR ao criar, na Reforma Curricular de 2010, três módulos simultâneos para a disciplina Pensamento Social Brasileiro, cada um conduzido por uma área de concentração diferente. O artigo de Alexandro Trindade reconstitui essa experiência inovadora e pergunta por que, mais de uma década depois, ela deixou de ser obrigatória, nos fazendo refletir sobre o que essa mudança revela acerca das tensões entre uma formação ampla e a crescente especialização dos departamentos e de seus programas de pós-graduação.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC, por Andréa Borges Leão

No terceiro post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Impasses na formação: o pensamento social brasileiro nas Ciências Sociais da UFC”, de Andréa Borges Leão (UFC).

O que os arquivos de uma disciplina podem revelar sobre as disputas simbólicas do presente em torno da formação em Ciências Sociais? Examinando ementas, programas, planos de curso e bibliografias, Andréa Borges Leão passa em revista a história do Pensamento Social Brasileiro na Universidade Federal do Ceará e aponta o que se perde quando, em nome da adequação às demandas do mercado de trabalho, o Pensamento Social Brasileiro deixa de ocupar um lugar obrigatório na formação.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos, por Simone Meucci

No segundo post da série Ensinar Pensamento Social, uma parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social organizada por Arilda Arboleya (UFPI), publicamos “Por uma sociologia da sociologia a partir dos livros didáticos”, de Simone Meucci (UFPR).

Nele, a autora ressalta a importância dos estudos sobre livros didáticos para a compreensão de como saberes científicos, filosóficos e artísticos são traduzidos para fins escolares em cada contexto histórico. Reconstituindo a trajetória do Plano Nacional do Livro e Material Didático (PNLD), o texto situa o crescimento recente das pesquisas sobre livros didáticos de sociologia no Brasil, impulsionado pela obrigatoriedade da disciplina no Ensino Médio, para mostrar como o Estado, ao definir editais e critérios de avaliação, acaba por moldar os próprios formatos e conteúdos do gênero didático no país.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

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BVPS Edições | Ensinar Pensamento Social | Apresentação de Arilda Arboleya

Em parceria com o INCT/CNPq Instituto Igualdade e Aprendizado Social, a BVPS inicia hoje a série Ensinar Pensamento Social, organizada por Arilda Arboleya (UFPI). A série se dedica a um tema que atravessa o campo do Pensamento Social Brasileiro sem receber a centralidade que merece nos debates: o seu lugar como componente curricular nos cursos de Ciências Sociais. Se a consolidação do campo já é reconhecida por sua presença em associações, grupos de pesquisa e periódicos, o mesmo não se pode dizer da dimensão do ensino, que segue pouco explorada diante de sua importância.

Na apresentação da série que publicamos hoje, partindo da constatação de que os dispositivos educacionais – currículos, ementas, programas de ensino – não são meros mecanismos formais, mas espaços de disputa em que se definem legitimidades, se distribuem poderes e se reproduzem (ou se contestam) formas de conhecer o social, Arilda Arboleya aponta os desafios que hoje interpelam o Pensamento Social Brasileiro nas salas de aula: as disputas em torno da diversificação do cânone, os apagamentos epistêmicos, as tensões entre permanência e obsolescência curricular.

Mobilizando perspectivas diversas, a série reunirá nas próximas quintas-feiras pesquisadoras e pesquisadores da história e do ensino das Ciências Sociais, das sociologias da educação, do currículo e do conhecimento, e do pensamento social contemporâneo, para debater as formas, os deslocamentos e os desafios dos dispositivos curriculares e formativos atuais.

Boa leitura!

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