Simpósio | Ocupação Olhares, Axé: outros intérpretes do Brasil (II)

No segundo post do Simpósio da Ocupação Olhares, Axé: outros intérpretes do Brasil, publicamos uma rodada de respostas dos artistas e agentes culturais a perguntas feitas pela curadoria.

Participam desta segunda rodada Iran Silva, Jef Rodriguez, Márcia Pereira, Odaraya Mello e Rose Lane.

Para a abertura dos trabalhos, novamente, um vídeo de Pai Adailton Moreira D’Ogun, desta vez falando um pouco sobre arte, cultura e identidade.

1. Faça, por favor, uma breve apresentação sua e do trabalho criativo que realiza.

Iran Silva: Olá, meu nome é Iranildo Gomes da Silva, sou conhecido por Iran Silva. Sou arte educador, Luthier, ferreiro, Ogã e juremeiro! Morador de Águas Compridas, subúrbio de Olinda, Pernambuco. 

Jef Rodriguez: Olá, sou Jef Rodriguez (Jeferson Rodrigues Barbosa), baiano de Ilhéus, MC, vocalista, compositor, e sócio fundador do OQuadro, (banda de rap que atua no cenário brasileiro e internacional, com três álbuns lançados). Em 2018 a faixa “Tá amarrado” fez parte da trilha sonora da novela Segundo Sol da Rede Globo; Em 2019 a faixa “Trabalho” entrou para a trilha sonora da série “Velozes e Furiosos” (episódio Rio) na plataforma NetFlix. Sou discotecário e pesquisador autodidata, além de arte-educador. Graduado em Filosofia pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz – 2007) e bacharel em Artes pela UFF (Universidade Federal Fluminense – 2019). Em agosto de 2021, lancei meu primeiro trabalho solo, o “Spiritual EP”, gravado e produzido em parceria com Rafa Dias (RDD) e com participações de Tiganá Santana, Nêgamanda, CT, DumDum Afolabi (Opanijé) e Thiago Trad. 

Oriundo da zona rural de Ilhéus (Banco Central) e filho de trabalhadores do campo, cresci olhando para o mundo a partir desse lugar. Lá, conheci e me identifiquei com a cultura hip-hop desde muito jovem, o que foi determinante para ampliar meu senso crítico e refletir sobre “ser e estar no mundo”. Hoje, morando numa cidade grande, percebo que mesmo diante dos avanços tecnológicos, e das novas formas de se expressar e comunicar, o DNA das nossas alegrias e lutas se mantém pelas mesmas motivações. Trazer essa perspectiva para a contemporaneidade é entender que o hip-hop é arte e vida, estética e política, filho legítimo da diversão, mas também da luta, resistência e fé.

Márcia Pereira: Sou Márcia da Silva Pereira, negra, periférica, candomblecista, bióloga, especialista em Vigilância Ambiental, escritora e poetiza. Carrego na cabeça, no peito e no corpo, as forças da natureza, a força de meus ancestrais. A força de Esú, o senhor das encruzilhas da vida. Tenho 42 anos, meu nome artístico é Márcia Odara. Sou mãe do Lucas Pereira. Atualmente sou bolsista na Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, atuando diretamente no Programa Institucional Fiocruz de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade (FioProsas) vinculado à Coordenação de Ambiente. Sou microempresária no ramo de canecas personalizadas na Ayo Canecas Personalizadas @ayo_canecas_personalizadas. 

Sou idealizadora da página Poesias de Odara no Instagram. Faço parte do Movimento Cultural Rolé Literário, do Sarau Vingando Ismênia e sou membro da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO). Sou coautora dos livros: Que Toda Palavra, Dita ou Escrita, Seja Amor! Volume I, Vozes da Margem Vozes na Margem – Narrativas Fora de Centro, Nossas Linhas Negras na Pandemia, Literatura Negra Feminina – Poemas de Sobre(vivência), Maternidade Preta-“Mães Solo e Sororidade, Prêmio Conceição Evaristo de Literatura da Mulher Negra – categoria Poesia (editora Metanoia) e do E-book Laboratório de Narrativas Femininas (Sesc-RJ).

Odaraya Mello: Nome e sobrenome descendentes do movimento negro afro-brasileiro e do movimento de mulheres negras do Brasil (1950/1980) esses são os pilares na elaboração de seu pensamento crítico artístico. Odaraya Mello (1993) polímata, vivente divergente bio-sócio-cultural. Seus afrografismos organizam elementos semióticos da natureza do culto a Oxum, orixá de iniciação (1994). Corpo, cabelo, búzios, luz, som, ouro, cobre, água, óvulos, ovos e ovas. Aroma, prazer, força, impermanência, estética e mistério estão presentes em seu trabalho. Institucionalmente estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage Rio de Janeiro (EAV) em 2013/ 2015/ 2017. Participou da residência promovida pela EAV no Instituto Sacatar 2015, escolha dos jurados. Em 2016 integrou o programa de exposições do Centro Cultural São Paulo, edital chamada pública. 2017 foi ganhador da bolsa-viagem a Documenta (14) kassel e Atenas – prêmio. 2018 – Sua obra da Série Egbe Gami Òri geografias espaciais, foi doada e colecionada pelo Museu de Artes do Rio de Janeiro. 2020, participou da feira internacional Abuja art week com Laura Burocco na Nigéria. Dentro outros trabalhos e intervenções que preenchem 15 anos de carreira desde 2006 no evento internacional de graffite Meeting of Styles (MOS). Hoje, em 2022, é graduando em Design pela Pontifícia Universidade Católica.

Rose Lane: Sou Rose Lane, 24 anos, Baiana de Lençóis, na Chapada Diamantina. Sou Atriz, Artista da Dança e Mamulengueira. 

Há dez anos me dedico a pesquisas no campo do teatro, da dança, performances, teatro de animação, dança-teatro e mais recentemente estou mergulhando no cenário da música e palhaçaria.

Cresci no ponto de cultura chamado Grãos de Luz e griô onde estive imersa nos saberes ancestrais e na tradição oral com a Pedagogia Griô que caminha junto na minha trajetória. 

Dei aula para crianças de todas as idades. Em escolas públicas, particulares, em casas de cultura, na rua… participei de espetáculos, performances e filmes.

Atualmente moro em São Paulo e curso a Escola de Artes Dramáticas/ECA/USP.

O universo artístico sempre foi minha paixão e quanto mais me aprofundo, mais sinto desejo de me aprofundar. 

2. Quais as referências que você busca para realizar seu trabalho? Como se dá o processo de criação?

Iran Silva: Minha referência sempre foi minha religião, o candomblé e a cultura popular, mas dentro de um olhar de um músico periférico cheio de barreiras, impossibilidades para ele não conquistar seus espaços dentro da sociedade. 

Jef Rodriguez: O rap me ensinou a gostar de música e o hip-hop me ensinou a gostar de arte. Nos anos 90, quando percebi que os raps eram feitos de sampler (pedaços de outras músicas ou sonoridades) entendi a importância da pesquisa e de estar atento aos diversos estilos e ritmos. Ouvir as letras de Mano Brown, Marcelo Yuka, Black Alien, Bob Marley, Mos Def, Kendrick Lamar, me trouxeram uma perspectiva poética/política, onde forma e conteúdo são tão importantes que, para achar esse equilíbrio, precisam de uma espécie de balança de precisão. Vir de uma região rural no sul da Bahia, morar numa favela no Rio de Janeiro, estudar arte contemporânea numa Universidade Federal, é viver um deslocamento social e geopolítico que influencia diretamente na minha produção artística.

Márcia Pereira: Eu comecei a escrever, literalmente, do nada. Me matriculei num curso de escrita, achando que se tratava de um curso de escrita acadêmica, quando na verdade era um curso de escrita criativa. Neste curso foram dadas várias referências para a construção de textos sobre as vivências de quem estava presente. Daí surgiu o meu primeiro poema, que foi sobre o medo. Até então eu nunca havia sido uma leitora de nenhum escritor negro. As minhas referências sempre foram as minhas vivências e a minha bússola sempre foi a minha intuição. Todas as situações que vivo se convertem em poemas involuntariamente… chega a ser assustador. Os meus textos surgem a partir das leituras que eu faço do mundo. É claro que um bom livro às vezes pode ser uma referência para que eu escreva, hoje inclusive convivo com outros escritores e escritoras negras e os (as) leio, mas a leitura do mundo é o que mais me atrai. O viver me cativa e o bom viver me impulsiona.

Odaraya Mello: O complexo da construção de identidade e essas aglutinações são o vetor que eu sigo para a captação de referências visuais e de sentido.

Tenho um processo lento de criação, de muita observação e pesquisa, bem de uma verve modernista antropofágica, eu preciso do tempo de digestão para produzir.

Rose Lane: No meu trabalho procuro referências que se pareçam comigo. Autores, jogos, músicas, movimentos. Como falar de mim, falando do outro e para o outro? É uma pergunta que me faço ao criar. Na pesquisa tento reunir dados, trazer minha experiência cotidiana e de pessoas ao meu redor e também abordar questões políticas que julgo necessárias para mim e para a comunidade. Procuro imagens que criam metáforas e me apoiam na tentativa de me comunicar.

Defino o que determina a relação entre plateia e palco, que molda o formato da obra e sua lógica constitutiva.

3. Como você vê seu trabalho dentro da cena cultural/artística brasileira contemporânea? Qual contribuição pretende dar com ele?

Iran Silva: Vejo meu trabalho fomentando os jovens das periferias, dos quilombos, as casas de matrizes africanas e grupos culturais com dificuldade de conseguir seus materiais de trabalho, seus tambores.

Jef Rodriguez: Até pela dimensão continental do Brasil, acredito que existem várias cenas acontecendo simultaneamente, algumas com mais holofotes que outras, e me vejo transitando em algumas delas. Tive a honra de dividir faixas com Emicida, Ellen Oléria, B. Negão (Planet Hemp), Guilherme Arantes, Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Xênia França, entre outros que compõem parte dessa diversidade. Fazer da minha obra um ponto de convergência entre essas cenas é um privilégio e ao mesmo tempo um legado. Lembro do quanto Thaide & DJ Hum, Racionais MC’s, The Roots, trouxeram em sua arte referências em letras e participações que me fizeram conhecer outros artistas e sonoridades, ampliando ainda mais meu repertório. Poder trazer isso em meus trabalhos é me sentir parte desse time que alimenta o público com suas obras.

Márcia Pereira: Quando eu vejo uma criança negra bailando com o seu corpo, eu vejo o povo Africano. Quando eu vejo os jovens, sem escolaridade, fazendo diversas artes, eu vejo o povo Africano. Eu vejo fortalecimento do convívio social, no qual valores como a solidariedade, a confiança, o respeito e a generosidade são assumidos como fundamentais para os nossos. O nosso povo tem uma característica peculiar, e mesmo com as tentativas de silenciamento e apagamento de sua cultura, naturalizadas pelo racismo, resistiram e recriaram essa identidade mesmo em meio às violências sofridas na diáspora. Quando eu enegreço, quando me torno escritora e quando eu “caio no mundo”, eu percebo que a arte sempre fez parte da minha vida e que hoje consigo contribuir com essa arte contemporânea eternizando e publicando meus escritos. Tive sonhos artísticos voltados para a dança, mas exercê-lo era impossível, pois sempre ouvi que eu não ganharia dinheiro com isso. Hoje, percebo que devo e posso me sentir pertencente. O meu trabalho cura. O meu trabalho inspira os meus. O meu trabalho afeta os meus e espero que assim siga afetando.

Odaraya Mello: Em referência aos demais artistas da minha geração, tenho escolhido um modo de trabalho desacelerando, sem o conceito de entrega como o mercado pretende. Essa prática se estende no tempo e torna a leitura das minhas ações um lugar de reflexão profundo e espiritual.

A compreensão dessa desaceleração, essa digestão e o regozijo de viver no tempo de maneira extensa e “não com tempo râneas”. Uma brincadeira com a palavra que no momento das tecnologias de consumo do presente se torna quase utópica.

Rose Lane: Caminho para a tentativa de borrar as fronteiras entre as vertentes artísticas. Desde o princípio dos tempos dançamos, cantamos, atuamos, pintamos, esculpimos e celebramos festejos culturais. Tudo junto. Assim como na medicina, compartimentamos a arte, mas não se pode cantar sem atuar, não se pode atuar sem dançar (pôr-se em movimento). A produção laboral de um artesanato exige coordenação fina e te ajuda no processo de execução de todas estas artes citadas, um filme pode reunir todas estas manifestações. Logo, não existe separação. Existe presença. Busco no meu processo de aprendizagem e criação constituir e habitar um corpo presente e fértil para as possibilidades e experimentações. Desejo acessar lugares imprevisíveis com meu corpo e inspirar pessoas.

A arte é uma potente ferramenta de autocuidado, autoconhecimento, transformação pessoal e social e precisa ser democrática e acessível. Todos os corpos são primordialmente capazes de ser e estar no mundo com sua expressão mais genuína. Acredito que trazer essa perspectiva como princípio nas vivências, aulas, performances e espetáculos que proponho é a minha contribuição para o cenário artístico e cultural do nosso país. 

4. Esse ano completamos 200 anos de Independência do Brasil e 100 anos da Semana de Arte Moderna. Como vê a busca por uma reconstrução da ideia de identidade brasileira e como seu trabalho dialoga com isso?

Iran Silva: Gostaria verdadeiramente de ver mudanças na Arte Moderna, para mim não houve tantas significativas, ao meu ver, no meu olhar cultural.

Por exemplo, a nossa cultura popular: quantos mestres(a) foram lesados por falsos produtores culturais, onde os mesmos são a própria arte, é justamente aí que a modernidade poderia atuar, instruindo, quem não tem o mínimo de estudo para explanar sua arte ao público e assim possa viver dela, tirar seus sustentos e claro, haver o compartilhamento justo das partes envolvidas.

Os órgãos e as pessoas responsáveis que os representam não tem essa visão, as dificuldades vem com a tecnologia e a falta de um suporte honesto para com eles. Sempre vi essa arte Moderna engolir os artistas pretos, periféricos, indígenas e quilombolas. 

Então saio por esse mundo repassando os meus saberes que adquiri pelos meus ancestrais, que iniciou na minha infância, no terreiro de minha casa, no meu Ilê, com verdade e respeito, na forma de ensinar a construir seus próprios instrumentos musicais, e também os auxiliando no maior desafio que é a comercialização deles e assim não cair nas mãos de mercenários lojistas, também o ensinamento de tocá-los, assim darão continuidade às suas manifestações culturais

Jef Rodriguez: O Brasil ainda se conhece pouco, por isso a identidade brasileira é um processo de construção e reconstrução contínuo. Existe uma pirâmide social que ainda é resultado do período colonial e demarca até hoje os espaços de poder. Isso reflete na arte e no consumo cultural de diversas formas. A concentração dos meios de comunicação de massa no eixo Rio-São Paulo, por exemplo, determina o que é “regional” e o que é “nacional”, e isso se reflete nas (consideradas) grandes premiações, festivais, mostras, e nas matérias jornalísticas, forjando uma identidade brasileira a partir de um olhar majoritariamente sudestino. Ser um artista do sul da Bahia fazendo música com referências que vão desde as canções de trabalho (sampleadas no Spiritual EP) à capa, produzida pelo artista visual Mulambo a partir de uma foto de arquivo familiar, é trazer um Brasil contemporâneo que tem estado longe desses holofotes e precisa ser referenciado equanimemente.

Márcia Pereira: A Semana de Arte Moderna proporcionou arte para quem? Qual o perfil das pessoas que participaram da semana e qual o perfil das pessoas que lutaram para que a arte, ainda em sua época, tivesse destaque? Eu, enquanto mulher negra e artista, me sinto caminhando lentamente. É impossível não racializar o debate quando falamos sobre a Semana de Arte Moderna quando, por exemplo, tivemos o escritor Lima Barreto excluído de eventos e manifestações. Sou uma artista que começou a engatinhar agora, mas tenho total consciência de que, escritores(as) negros(as), assim como Sueli Carneiro, Lima Barreto, Conceição Evaristo, lutaram para que hoje eu me sentisse pertencente à categoria escritora, longe do viés academicista. Aquele perfil que permeia o ideário popular: homens brancos, heteronormativos, com ideais eurocêntricos e pertencentes à elite. Hoje temos uma gama de artistas pretos(as) que se inspiram, para fazer com que a arte negra ocupe espaços inacessíveis, em virtude do racismo e das desigualdades excludentes.

Odaraya Mello: Esses duzentos anos tinham uma agenda programática da eugenia, um plano de embranquecimento e beneficiamento da raça brasileira pela reprodução com brancos europeus, que deu certo em suas ações e errado eu seu conceito. Essa inversão desproporcional nos localiza num brasil em que os conceitos de identidade são propriedade dessa herança maldita. Onde a antropofagia está mesmo para canibalismo, onde se segue se alimentando de todo corpus produzido por africanos despatriados, autorreconhecidos como Brasileiros, pois quem seriam os brasileiros se não os retintos e mestiços. Os povos indignados com suas identidades, idiomas e terra. Os brancos com suas posses roubadas e seu poder imposto. Os que restam? O módulo desta divisão é a tão querida da mula deles, ou anta nacional. Mas o produto final desta é a dispersão da nossa cultura em uma métrica que o próprio colonizador programou.

Rose Lane: A reconstrução de uma identidade brasileira se dá no exercício de olhar e ver o outro, reverenciar e enaltecer a sua individuação, sua singularidade. Dentro do brasil existem muitos brasis, não existe uma identidade brasileira e sim identidades brasileiras. Somos constitucionalmente diversos, logo não há a possibilidade de uma definição. Assim como com a identidade é com a arte. Eu, junto com os meus parceiros, nos debruçamos sobre essa questão. O que é teatro brasileiro? Arte brasileira? É o que se produz no brasil? É o que se produz nas grandes metrópoles brasileiras? É uma arte descentralizada? É uma arte que foge dos moldes europeus? É uma arte que aborda questões brasileiras? Uma arte que dialoga com a sua ancestralidade? Não encontramos uma resposta definitiva. Estamos criando, mas eu, como mulher preta, interiorana, nordestina, baiana, graças a políticas públicas e educação pública de qualidade estou no caminho de realizar o sonho de me tornar a artista que sonhei ser. Ter o meu corpo em cena, pensando arte, criando arte, vivendo e celebrando arte é um dos signos perfeito para dialogar com a reconstrução da percepção do que são os nossos brasis.

Ilustração: Joana Lavôr

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