Coluna Primeiros Escritos | Resenha | A interseccionalidade entre ideias e ações, por André Sena, Carolina Zettermann e Caroline Tresoldi

O Blog da BVPS publica hoje na Coluna Primeiros Escritos resenha do livro Bem mais do que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica, de Patricia Hill Collins, lançado pela Boitempo em 2022. A resenha, assinada por André Sena, Carolina Zettermann e Caroline Tresoldi, estudantes do PPGSA/UFRJ, reconstrói a argumentação da socióloga e feminista negra em torno de seu projeto de desenvolver a interseccionalidade como teoria social crítica.

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Boa leitura!


A interseccionalidade entre ideias e ações: a proposta teórico-crítica de Patricia Hill Collins

Por André Sena & Carolina Zettermann & Caroline Tresoldi[*]

Nos últimos anos, a interseccionalidade tem sido amplamente discutida no ambiente acadêmico e no interior de diversos movimentos sociais ao redor do mundo. Desde que o termo foi cunhado pela jurista afro-americana Kimberlé Crenshaw no final da década de 1980, procurando dar sentido às experiências de mulheres negras, a interseccionalidade vem sendo utilizada como conceito, paradigma, dispositivo heurístico, epistemologia, teoria ou até mesmo como metodologia de pesquisa. Ainda que o termo seja disputado dentro e fora do feminismo negro, Patricia Hill Collins e Sirma Bilge (2021) sugerem uma descrição algo genérica que a maioria das pessoas que vem acionando o termo pode concordar. Segundo as autoras, a interseccionalidade investiga as desigualdades sociais considerando que categorias como raça, gênero, classe, sexualidade, nação, geração etc. são inter-relacionadas e se implicam mutuamente. Ou seja, em vez de tratar os problemas sociais causados pelo racismo, sexismo, capitalismo, colonialismo, nacionalismo, etarismo etc. separadamente, a perspectiva interseccional propõe analisá-los de modo interconectado. Essa é a definição presente em Interseccionalidade (2021 [2016]), livro que aborda a história do termo, mapeando seus usos e seu alcance global.

Se as amplas discussões em torno da interseccionalidade podem ter um lado positivo, na medida em que convidam a construção do debate interseccional a partir de diversos pontos de vista, a popularização do termo também pode gerar alguns dilemas de ordem teórica. Essa é a preocupação da qual Patricia Hill Collins parte em Bem mais que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica, livro publicado nos Estados Unidos em 2019 e vertido ao português em 2022. Afirmando que a interseccionalidade é “muito mais ampla do que imagina a maioria das pessoas, inclusive muitas que a utilizam na prática”, Collins (2022: 14) propõe tratá-la agora como teoria social crítica em elaboração. Para a renomada socióloga norte-americana, sem a dimensão crítica, a interseccionalidade pode se tornar apenas mais uma ideia ou teoria entre outras, ou, o que seria muito pior, um quadro de referência teórico-descritivo que reforça a manutenção da ordem social. Por essa razão, seu livro mais recente é dedicado a construir o que ela chama de “base provisória” para desenvolver a interseccionalidade como teoria social crítica – uma teoria que seja tanto capaz de criticar a ordem social existente quanto servir como ferramenta para impulsionar a mudança social (Collins, 2022: 18).

Livro de maior ambição teórica publicado até o momento por Patricia Hill Collins, Bem mais que ideias é composto por quatro partes, contendo dois capítulos cada.

O primeiro passo dado pela socióloga, no capítulo que abre o livro, é examinar os usos mais característicos da interseccionalidade como “investigação crítica e práxis”. Ela identifica três principais usos da interseccionalidade para analisar e atuar no mundo social: o pensamento metafórico, o heurístico e o paradigmático. Mostra a autora que o pensamento metafórico permitiu conceitualizar as relações de poder de modo a enxergar suas interconexões; o heurístico, por outro lado, tem sido um instrumento útil de pesquisa que fornece orientações, regras e diretrizes para resolver os problemas sociais; e o pensamento paradigmático, por sua vez, possibilita construir um esquema provisório de ideias ou de explicações que fica aberto para contribuições e contestações. Não se trata aqui de propor uma conexão linear entre esses pensamentos, como se o metafórico fosse o mais simples e o paradigmático o mais complexo, mas, antes, de reconhecer o potencial que cada um deles carrega para desenvolver a interseccionalidade como teoria social crítica.

Ao discutir esses três pensamentos, Collins (2022: 68) elabora um esquema analítico para sua proposta teórica, fazendo uma distinção entre o que ela chama de “construtos centrais”, que podem aparecer em uma investigação intersecional – sendo eles relacionalidade, poder, desigualdade social, contexto social, complexidade e justiça social –, e as “premissas orientadoras”, que influenciam os trabalhos agrupados na perspectiva interseccional. São quatro as premissas fundamentais identificadas por ela:

(1) raça, classe, gênero e sistemas semelhantes de poder são interdependentes e se constroem mutuamente; (2) a intersecção das relações de poder produz desigualdades sociais complexas e interdependentes de raça, classe, gênero, sexualidade, etnia, capacidade e idade; (3) a localização social de indivíduos e grupos na intersecção das relações de poder influencia suas experiências e perspectivas no mundo social; (4) resolver problemas sociais em dado contexto regional, nacional ou global requer análises interseccionais (Collins, 2022: 74).

Os “construtos centrais” e as “premissas orientadoras”, segundo a socióloga, fornecem uma “arquitetura cognitiva da interseccionalidade”. Quer dizer, oferecem um substrato por meio do qual a interseccionalidade pode teorizar criticamente sobre o mundo social, mostrando como a dominação e a subordinação estão interconectadas.

Como Collins defende o desenvolvimento da interseccionalidade como teoria social crítica, cabe perguntar o que o termo crítico confere ao processo de teorização social. Essa discussão é promovida no segundo capítulo, “O que há de crítico na teoria social crítica?”, no qual a autora aborda mais detalhadamente a Escola de Frankfurt (1930-1940), os Estudos Culturais Britânicos (1970-1980) e vertentes da teoria social francófona (1950-1960) como exemplos de tradições teóricas ocidentais que lançaram luz sobre o significado de ser crítico.

Sem entrar nos pormenores de cada uma dessas teorizações, muito diversas entre si, importa notar que Collins recupera delas elementos importantes para a elaboração da interseccionalidade como teoria social crítica. Da Escola de Frankfurt, por exemplo, a autora ressalta a responsabilidade autorreflexiva, que consiste, como afirmou Max Horkheimer em suas primeiras formulações sobre a Teoria Crítica, na reflexão sobre a própria prática teórica. Essa espécie de “ética autorreflexiva” no processo de teorização é uma dimensão central na proposta de Collins, especialmente porque ela entende que as ideias têm efeitos concretos na vida das pessoas. Dos Estudos Culturais Britânicos, por sua vez, ela se inspira no “envolvimento dialógico” entre diferentes disciplinas e perspectivas políticas. Segundo a autora, esse modelo crítico, que se desenvolveu significativamente com os trabalhos elaborados por Stuart Hall, formulou uma análise sobre classe, nação, etnia, raça e gênero em diálogo não apenas interdisciplinar como intercategórico, oferecendo ferramentas analíticas centrais para uma perspectiva interseccional. Já dos estudos francófonos das décadas de 1950 e 1960, especialmente dos escritos de Frantz Fanon, ela mostra como as perguntas do existencialismo incomodaram à lógica do colonizador e discute o compromisso de Fanon com a luta pela libertação política. Colocados lado a lado, esses três modelos de teoria social não apenas apontam para vários significados de ser crítico, como refletem sobre as possibilidades da transformação social que, segundo a autora, interessam a interseccionalidade em seu processo de teorização.

Como se pode ver, na primeira parte do livro Collins delimita as questões fundamentais e a gramática básica de sua proposta, promovendo um diálogo com uma gama de atores sociais e perspectivas teóricas.

Na segunda parte, composta por dois capítulos que discutem os elos da interseccionalidade com a “resistência intelectual”, Collins passa a problematizar o que significa teorizar sobre o mundo social a partir da posição social de pessoas subordinadas às relações de poder, análise que retoma alguns argumentos já presentes em seu célebre livro Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento (2019 [1990]). De modo mais específico, no capítulo 3, “A interseccionalidade e projetos de conhecimento resistente”, a autora sustenta que, no movimento da interseccionalidade se tornar uma teoria social crítica, ela deve incorporar um panorama conceitual e uma metodologia abrangente que se baseie não apenas nas teorias acadêmicas já consolidadas na tradição ocidental, como as discutidas no capítulo 2, mas também nos “projetos de conhecimento resistente” que nasceram junto aos movimentos sociais. Collins trata aqui de três projetos de conhecimento que têm histórias nos ativismos políticos e que reconhecem a relevância de teorizar a partir da práxis. O primeiro projeto de conhecimento discutido por ela é a teoria racial crítica que, por meio do conhecimento de indígenas e da diáspora negra, vem desafiando as teorias raciais estabelecidas na Europa e nos Estados Unidos; o segundo é o feminismo, projeto que tem mostrado, segundo a autora, como as desigualdades de gênero são constituídas no pensamento e na sociedade; e o terceiro é pensamento pós-colonial, que tem contribuído com a produção de conhecimentos descolonizadores e faz importante crítica ao neocolonialismo em voga. Para Collins, esses diferentes “projetos de conhecimento resistente” podem inspirar a interseccionalidade tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista teórico-metodológico.

Em relação ao capítulo 4, “Interseccionalidade e resistência acadêmica”, Collins afirma que a “resistência epistêmica” é incontornável para fazer oposição ao racismo, sexismo, capitalismo neoliberal, nacionalismo etc. e faz duas ponderações a serem consideradas na elaboração da interseccionalidade como teoria social crítica. De um lado, ela argumenta que, se os “projetos de conhecimento resistentes” por vezes são acusados de produzir um conhecimento limitado ou particularista, sua potência reside na valorização da experiência e da ação social como elementos constitutivos da teorização social, fornecendo, com isso, ângulos distintos sobre o racismo, o heteropatriarcado, as relações de classes, o colonialismo, a imigração etc. De outro lado, a autora afirma a necessidade de os “conhecimentos resistentes” conversarem mais entre si, atravessando pares como “raça” e “gênero” ou “classe” e “gênero” que se sobressaem em algumas abordagens e que podem dividir pessoas e movimentos sociais. Discutindo as características da “autoridade testemunhal”, da “política identitária” e da “epistemologia do ponto de vista”, ela defende para a interseccionalidade uma “metodologia dialógica” que seja capaz de articular diferentes ideias e propostas.

Essas duas ponderações, aliás, conectam-se em certa medida com a terceira parte do livro, na qual Collins promove uma discussão sobre interseccionalidade, experiência, ação social e comunidade, perguntando-se também sobre como a questão da liberdade pode inspirar os estudos interseccionais. Tendo em vista as polêmicas do debate sobre a experiência nas ciências sociais, reconhecido pela autora quando ela lembra que “a experiência não é valorizada como modo de conhecimento, e teorizar por meio da ação social pode não ser aceito como teoria” (Collins, 2022: 26), vejamos de mais perto seu argumento, que trabalha produtivamente com a tensão entre agência e estrutura, tema tão caro à teoria sociológica contemporânea.

No capítulo 5, “Interseccionalidade, experiência e comunidade”, são apresentados dois discursos muito distintos, como o pensamento feminista negro e o pragmatismo estadunidense, nos quais a ação social é tomada como modo de conhecimento. No caso do pensamento feminista negro, fundamental na formação da “arquitetura cognitiva da interseccionalidade”, Collins (2022: 225) sustenta que, como as mulheres negras vivenciaram “a dominação de raça e classe de maneiras específicas de gênero”, elas estiveram bem-posicionadas para “identificar como gênero e sexualidade afetam sua vida nas opressões interseccionais do racismo e do capitalismo”. Mais especificamente, indica que as mulheres negras – e aqui ela fala a partir da experiência social norte-americana – estiveram em uma posição favorável para construir novos olhares na produção do conhecimento, alinhada a um diagnóstico sobre as injustiças sociais existentes em suas comunidades e a uma ação social de resistência. Com isso, elas promoveram uma tensão inovadora entre o pensar e o fazer, onde a ação é feita em nome das comunidades negras e dentro delas.

Já no que se refere ao pragmatismo estadunidense, Collins vê nele um tipo de compreensão produtiva sobre a ação social, na medida em que essa tradição teórica aposta na capacidade criativa da ação humana. Boa parte das “leituras pragmáticas”, segundo a socióloga, partem do entendimento que as pessoas não experienciam o mundo simplesmente por meio da observação, mas, antes, “trabalham ativamente para dar sentido ao mundo por meio do pensamento crítico e da imaginação e, por meio de suas ações, moldam o mundo social” (Collins, 2022: 246). Assim, o pragmatismo opera uma desmistificação da estrutura social, vendo-a não como predeterminada, mas como resultado da ação humana. Se esse aspecto importa para uma análise que considere que a experiência é o elemento que integra o mundo individual e o social, Collins afirma que falta ao pragmatismo uma concepção mais dinâmica de comunidade que permita avaliar as relações de poder reais, tais como as pessoas vivem e as conceituam. Isso porque, para a autora, as pessoas usam a ideia de comunidade para “organizar as experiências individuais e coletivas que têm nos arranjos de poder hierárquico e dar sentido a elas” (Collins, 2022: 260). Justamente por isso, ela coloca o pragmatismo em interlocução com o pensamento feminista negro, que, a seu ver, tem trabalhado com uma ideia frutífera de comunidade.

Após travar esse diálogo algo surpreendente, a autora continua problematizando “a ação social como forma de conhecimento” no capítulo 6, “A interseccionalidade e a questão da liberdade”. Nele, ela retoma duas formulações sobre a liberdade: a de Simone de Beauvoir e a de Pauli Murray, cujos trabalhos conceituam a liberdade a partir das relações de raça, classe, gênero e sexualidade. Argumenta Collins que enquanto Beauvoir, uma autora mais conhecida no campo da teoria feminista, trata a liberdade abstratamente e retira o poder de agência de grupos que não se assemelham a ela, como o de mulheres negras, Murray, uma ativista política dos direitos civis americanos menos conhecida, reforma constantemente a ideia de liberdade a partir das experiências coletivas negras e da ações de resistência. A comparação entre as duas é interessante para indicar que, se categorias como raça, gênero, classe, sexualidade, idade etc. podem ser mobilizadas em diversas análises, não são todas que desenvolvem uma teorização de fato interseccional e, tampouco, orientadas para a justiça social. O caso de Murray é emblemático também por sugerir que perspectivas interseccionais foram elaboradas em diferentes tempos e espaços sociais muito antes do termo interseccionalidade ser estabelecido na academia. Para o público leitor brasileiro, esse argumento nos lembra do pensamento desenvolvido por Lélia Gonzalez, um dos ícones do movimento feminista negro no Brasil. Como se sabe, entre as décadas de 1970 e 1990 Gonzalez desenvolveu interpretações sobre a formação da sociedade brasileira articulando raça, classe, gênero/sexo e outros marcadores sociais da diferença e da desigualdade, construção analítica que se deu a partir de sua atuação simultânea no movimento negro e no movimento feminista, espaços em que percebeu a necessidade de se estudar de modo aprofundado a condição das mulheres negras brasileiras (cf. Rios & Lima, 2020). Gonzalez e outras autoras brasileiras (ou latino-americanas) tem sido hoje lembradas pelo desenvolvimento de um “pensamento interseccional”.

A última parte do livro é constituída pelos capítulos 7) “Relacionalidade na interseccionalidade” e 8) “Interseccionalidade sem justiça social?”, nos quais a autora mostra como a “relacionalidade” e a “justiça social” são dois construtos centrais que, em muitos casos, circulam acriticamente no interior da interseccionalidade. A relacionalidade, para Collins, tem implicações importantes no trabalho interseccional sobre a natureza das relações de poder, e por isso o capítulo 7 é voltado a examinar três modos de pensamento relacional que são mais frequentemente utilizados na prática interseccional: a adição, a articulação e a interdependência. Aqui, a autora rejeita de modo contundente a imagem de soma de opressões ou de hierarquia entre as formas de opressão. O capítulo 8, por fim, desafia os estudos interseccionais, indagando se a justiça social de fato orienta todas as propostas que se afirmam interseccionais.

Nesses dois últimos capítulos, a proposta teórico-crítica da autora é refinada. Para ela, se as ideias centrais da interseccionalidade e suas “premissas orientadoras” podem parecer apenas produtos de criatividade individual, elas são “profundamente sociais”, e a interseccionalidade só ganha sentido como projeto teórico e político por meio da colaboração de diversos atores sociais, tais como “pessoas of color”, mulheres, pobres, populações imigrantes, indígenas, pessoas queer etc. Dito de outro modo, Collins sustenta que cultivando uma “comunidade interpretativa ampla”, abrem-se caminhos para desenvolver novas questões e promover ideias mais complexas na investigação crítica da interseccionalidade. Além do mais, por meio desse movimento, a interseccionalidade faz da justiça social um princípio norteador que pode se transformar também com as diferentes demandas da sociedade.

Apesar de Patricia Hill Collins encerrar o livro sugerindo que a justiça social deve ser algo construído constantemente pela interseccionalidade, falta à autora qualificar melhor o que ela mesma entende como justiça social, o que contribuiria para compreendermos o horizonte da transformação social vislumbrar por ela. Justiça social é apenas um compromisso ético que devemos cultivar, tal como liberdade e igualdade? Justiça social significa redução das desigualdades sociais ou emancipação política? Ou, em termos mais provocativos, o que vem depois da resistência aos sistemas de opressão? Essa problemática, espinhosa para as teorias sociais críticas, deve ser enfrentada também pela interseccionalidade em seu processo de teorização social.

Seja como for, a proposta teórico-crítica de Patricia Hill Collins, colocando ideias e perspectivas diferentes para dialogar, mantém a interseccionalidade como uma teoria social aberta e em movimento para as pessoas que se interessam por ela. Abordando diversas formas de resistência aos sistemas de opressão, as reflexões da autora são mais do que ideias sobre a interseccionalidade. Trata-se de uma fina interpelação à teoria social contemporânea, que permite repensar o modo como trabalhamos com as relações de poder e a agência na sociologia.


Nota

[*] Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A resenha é resultado da leitura e discussão do livro de Patricia Hill Collins na disciplina de Teoria Sociológica II, ministrada pelo professor André Botelho no primeiro semestre de 2023 no PPGSA/UFRJ. Agradecemos ao professor pelo incentivo para a publicação da resenha e aos colegas da disciplina pelas discussões instigantes e desafiadoras em sala de aula.

Referências

COLLINS, Patricia Hill. (2019 [1990]). Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo.

COLLINS, Patricia Hill. (2022 [2019]). Bem mais que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica. São Paulo: Boitempo.

COLLINS, Patricia Hill & BILGE, Sirma. (2021 [2016]). Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo.

RIOS, Flávia & LIMA, Márcia. (2020) Introdução. IN: GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, p. 9-21.

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