
Publicamos hoje o quarto texto de Ítalo Moriconi em sua coluna Cenas de escrita para um diário íntimo, onde o autor entrelaça memórias pessoais e reflexões sobre o Brasil e o mundo contemporâneo. Entre as vibrações de um 7 de Setembro, o comportamento insidioso de Elon Musk e os desafios geopolíticos da era digital, o texto mergulha nas contradições de um país cindido. Há espaço também para homenagens – de Antonio Cicero à poesia de Olga Savary – e provocações sociológicas que transitam entre religião e política. O desfecho, como sempre, carrega a marca inconfundível de Ítalo. Imperdível.
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Por Ítalo Moriconi
[07 de setembro]
Hoje o dia amanheceu caliente para os lados de São Paulo. Jair Bolsonaro diz que vai ao ato da direita para desafiar o sistema. Ricardo Nunes diz que vai para defender a democracia. Nunes não convence ninguém como bolsonarista. Que ele é do mesmo nível, não há dúvida. Pior ainda, na questão da segurança. Suas expressões e gestos nas aparições públicas mostram que ele não se sente bem junto a um cara que quer mandar nele aos berros.
Sete de setembro… Já que a pátria/mátria/fratria está irremediavelmente cindida politicamente, só posso lamentar que a opinião progressista esteja em casa lixando as unhas, coçando perebas, olhando a TV em atenção difusa.
Na minha infância, a parada do dia 07 era um grande acontecimento. Algumas vezes em Brasília eu saí nela, tocando tarol na parte do desfile que era das escolas. A gente ensaiava semanas na escola. Que não era cívico-militar. De jeito nenhum. A escola pública em Brasília nos anos 60 era um espaço de vanguarda, bem-organizada, frequentada por crianças de todas as classes sociais. Cantávamos o hino nacional às terças-feiras, alinhados todos e todas no pátio. Para nós, garotada, era momento de rir e bagunçar. Éramos todos patriotas, como não? Depois, no tempo do ginásio e dos compridos e tediosos dias da adolescência na época da ditadura, quando a parada passava pelo Eixo Rodoviário, embaixo da minha janela na Superquadra 109, eu corria para ver de perto, por falta de coisa melhor para fazer.
[07 de setembro]
O juiz Nunes Marques é o patinho feio do STF. Mas vejo nossas paralelas quebrarem o rumo e convergirem num ponto. Também considero imperativo que a questão toda do X seja discutida e votada pelo pleno do STF. Também não gosto de decisões monocráticas em questões políticas. Na briga entre Musk e Moraes, diz a imprensa que há pesquisas mostrando que a opinião pública brasileira tende a favorecer Moraes contra Musk.
É inadmissível que um sujeito queira se utilizar do seu poder empresarial para influir no jogo político internacional, proferindo impropérios contra autoridades. Musk trata o Brasil como país vira-lata, putinho, diferente do modo como age com outros países. Sua arrogância exibicionista é propositalmente ofensiva. Obscenidade é isso. E trata o trabalho humano como pura commodity.
Se vivêssemos ainda nos meus anos 60 de tarol na parada do Eixão, era o caso de o Governo brasileiro encampar e estatizar a Starlink para logo em seguida privatizá-la ou fazer parceria púbico-privada, com a cláusula de que somente empresas brasileiras certificadas pelo GSI ou algo equivalente fossem aceitas na licitação.
Aí está o novo mundo, pós-neoliberal, e o Brasil está dormido no ponto. Quem começa com o nacionalismo protecionista são os próprios Estados Unidos. As questões econômicas são questões de segurança e não há por que o Brasil descartar lógicas e estratégias de autodeterminação e soberania. Sentencio: qualquer megaempresa de tráfego de dados com atuação global é suspeita de exercer espionagem e sabotagem de todo tipo.
Na era do Olho Global, há que se ter Olho Vivo.
[18 de setembro]
Chegando de Brasília.
Céu rosáceo.
O tic tecla da notícia.
Sobrevoei o deserto.
500 anos de desmatamento.
A nuvem ocre claro, rosácea,
se aproxima, causa turbulência,
surfo no tubo.
O avião cai. (Não caiu.)
[20 de outubro]
Cinza ou prateada?
chuva fina, fuselagem
que olho da janela
[arrisquei este hai kai]
[23 de outubro]
ANTONIO CICERO
Não existe imortalidade maior que a do compositor e letrista da canção popular. As canções que amamos serão ouvidas e cantadas por séculos e séculos. Não correm o risco de ficar perdidas em estantes poeirentas. Depois de já ter garantido sua imortalidade com tantos poemas cancionais tatuados na mente de qualquer brasileire, Cicero dedicou-se à filosofia e à poesia literária.
Era um luxo contar com sua presença cortês, elegante, inteligente, empenhada, em nossa tribo de professores e escritores; ele que desde sempre foi uma figura discretamente frequentadora do olimpo. Ele era um discreto príncipe, um amigo conselheiro de grandes como Caetano, respeitado por sua acuidade intelectual, modesto mas às vezes eloquente na defesa de um ponto de vista, muitas vezes em choque com as ideias dominantes. Junto a Waly Salomão, nos anos 1990, Cicero teve seu momento mais institucional, promovendo debates e trazendo filósofos internacionais ao Brasil
Seus poemas-de-livro, como diria o mesmo Waly Salomão, de aspiração classicizante, trazem alguns momentos marcantes da lira homoerótica brasileira. Nestes e nos demais poemas, Cicero mostra-se afinado ao ideal setecentista da poesia: o de eternizar aquilo que na vida vivida é efêmero. Em seus poemas homoeróticos, cabe ao poeta extrair e tornar perene a beleza do ato sexual casual.
Incluí na minha antologia Os cem melhores poemas brasileiros do século, o belo poema “Guardar”, não homoerótico. Na verdade, uma reflexão sobre o conceito de literatura, para além de todos os tratados teóricos que o século XX produziu sobre ele. Trata-se de um poema já ungido pela imortalidade popular.
Há situações em que a longevidade nos coloca diante do desejo, ou mesmo necessidade, de sair da vida. Quanto mais longeva a humanidade, mais parte da vida há de se tornar a morte, como processo e ato consciente, como questão permanentemente colocada naquela fase em que a vida longeva vira sobrevida. É uma realidade a ser regulamentada pelas sociedades.
A despedida de Cicero é uma manifestação da dignidade cavalheiresca que sempre caracterizou seu modo de ser. Tocou-me sua declaração de ateísmo, tão extemporânea no mundo de hoje. Extemporânea no sentido de que ninguém mais se anima a defender publicamente os argumentos do ateísmo e do materialismo. Mesmo no interior de uma vida ateia (que seria sinônimo de uma vida filosófica), aceitam-se hoje razões místicas e pensamentos religiosos, como objetos de conhecimento e realidades sociais indesatáveis. Em contraste, poucas pessoas de nossa geração intelectual eram tão iluministas, tão racionalistas, quanto Antonio Cicero. Afirmar o próprio ateísmo é uma força diante da demagogia e infantilização do mundo contemporâneo, era a radicalidade que ele admitia para si e de certa forma exigia do mundo.
Ele não quis a longevidade inválida, que o obrigaria a sair de cena antes da hora física. Ninguém quer morrer assim, do nada. E, no entanto, a morte sempre chega do nada, como quem não queria nada. A dignidade filosófica, admirável, contrasta com a dignidade da pessoa “comum”, aquela que se deixa levar pelos acontecimentos, que se deixa mergulhar no esquecimento, na demência.
Não esquecerei os jantares periódicos entre amig@s, orquestrados pelo querido Evando Nascimento. Registro aqui também minha homenagem a Marcelo Pies. Amor é como eles.
Tiau – viagem para o nada – para a plenitude e riqueza da memória – presença grave e cintilante da ausência.
[18 de setembro]
CAE OU NÃO CAE?
Explodindo nas redes a polêmica em torno da entrevista de Caetano sobre sua decisão de gravar o gospel “Deus cuida de mim” e sua aproximação da religião em idade crepuscular. Essa aproximação, como questão geral, dá muito pano para manga e teria/terei talvez vontade de dizer/escrever muito sobre ela. Como deve se situar o ateu, o espírito laico, diante da religião? A pior maneira é argumentar, tentar provar racionalmente aquilo que, na pessoa religiosa ou mística, não está enraizado em racionalidade científica. Nada mais arrogante que o argumento racionalista contra o religioso. Para o racionalista, “acreditar” já é superstição, já é infantilismo mental, pura ignorância dos saberes esclarecidos constituídos e disponíveis.
Ocorre que para o religioso não se trata de “acreditar”, e sim de “sentir”. Acreditar em Deus é algo infantil. Sentir Deus, ou estar com Deus, sabendo que ele inexiste materialmente, eu já acho mais adulto. A rigor, o ateu não sente. Para ele (ou ela) só vale a sensação física da fricção terrena. Pelo que tenho lido, esse Kleber Lucas, autor do gospel gravado por Caetano, é uma figura muito interessante sob todos os aspectos, principalmente por ser – ou ter sido – um evangélico dissidente disposto ao diálogo com as religiões de matriz afropreta. O processo criador de Caetano Veloso não podia deixar de interagir e dialogar musicalmente com a faceta evangélica da sociedade brasileira. As possibilidades caetânicas tocam todos os recantos de criatividade musical brasileira e se multiplicam em novas formas. De Roberto Carlos a Xande de Pilares.
A crítica mais boba que fazem a Caetano pelo gesto gospel é o acusarem de fazer tudo por puro marketing. Mas tudo no espetáculo pop e na grande poesia cancional é marketing, ou seja, é político e é formativo. As moedas do saber tambem tilintam.
***
O assunto religião, que dos pontos de vista filosófico, histórico e sociológico é o que pode haver de vasto, ramificado e fascinante, só me incomoda na medida em que a maioria dos rebanhos evangélicos segue pastores de direita e extrema direita. Como cidadão, dou apoio à prisão de qualquer ativista evangélico que cometa atos de violência contra templos, lugares de devoção e pessoas de outras religiões. Para não falar da facção criminosa dos Filhos de Israel, que agridem centros de religiosidade afro.
Nos meus tempos de professor na UERJ, chamava minha atenção o fato de que alunos que se diziam cristãos provinham de infâncias e famílias originalmente católicas. Havia um padrão na religiosidade daquelas famílias de classes média e baixa nos anos 70-80: saíam do catolicismo e depois tinham trajetórias de migração de uma igreja a outra evangélica. Quando voltei à ativa na graduação, depois de oito anos na Editora da UERJ, entre 2015 e 2018, constatei que, pelo menos no Rio de Janeiro, esse perfil mudara bastante, com a predominância de jovens que já nasceram em famílias evangélicas. Eram jovens que naqueles anos estavam muito angustiados com o movimento “Escola sem Partido”. Eles/elas não sabiam como situar moralmente o saber universitário (pelo menos em Humanas) e se mostravam genuinamente interessados em entender o significado de “laico”, em contraste com o que aprendiam na igreja. A literatura tinha que servir para alguma coisa. A campanha eleitoral de 2018 foi uma ruptura, com o alunado de Letras cindido entre evangélicos bolsonaristas silenciosos e povo LGBTQIA+ em pânico, com medo de agressão na rua.
[19 de setembro]
Estive fora do Rio e não pude ir ao lançamento da poesia reunida de Angela Melim. Acabo de reler o seu Como quem não quer nada – Uma autobibliografia (Zazie), relato memorioso e saboroso, em ritmo de crônica evocativa, sem rompantes egóicos, que, além de nos fazer conhecer melhor a trajetória de vida da pessoa, traz a lembrança de todo um circuito/círculo de poesia do Rio de Janeiro. Um circuito que teve em Luiz Carlos Lima uma figura aglutinadora, e no entorno da UERJ, entre Maracanã e Vila Isabel, seus bares de estimação. Francisco Manhães, Jorge Wanderley. Hoje teria em Leonardo Fróes, e na própria Angela, sua grande figura inspiradora. São tradutores, são amantes amadores dos livros, são despretensiosos, vivem pelos matos e praias. São herdeiros espirituais de Fagundes Varela. Vou correr para adquirir o volume da poesia reunida, que substituirá os livros dela que tenho aqui.
[19 de setembro]
Saudação ao poeta que chega – e celebra a vista do Pão de Açúcar. Bem-vindo ao Rio, Ricardo Domeneck.
Que se é para vir ao Rio, que seja para o Rio dito aquele mesmo, solsalsul, sem desdouro das outras paisagens, das paragens extensas, calcinadas, da urbe tropical. Que seja para dominar o ícone, de um golpe de vista.
[22 de setembro]
Mais uma vez, as lides profissionais me fazem retornar ao exercício de prazeres; agora à poesia de Olga Savary. Como efeito colateral, a anacrônica alegria de encomendar livros no sebo. Encomendei estes dois: O livro dos hai-kais, com traduções de Olga e prefácio de Octavio Paz (Massao Ono, 1980) e 23 Poemas de Octavio Paz (Roswitha Kempf, 1983). O dos hai-kais eu sei que tenho, mas estava difícil de achar no caos de meus livros, aí comprei outro. Uma tradutora de Octavio Paz… não é pouco. Preciso comparar mais sistematicamente a retórica/poética do desejo em Olga e Hilda Hilst. Será anacrônico conversar sobre duas poetas brancas, conversar sobre desejo, sobre corpos gozosos, túrgidos, empoderados? Eu estava afastado da pessoa e da poesia de Olga havia mais de década, por nada, só mesmo pelo atropelo das vidas. Foi um choque saber depois do acontecido; que ela faleceu da Covid. Na revisita, versos ainda me seduzem. Anacronismo de ser literário. Antigamente, ir ao sebo não era um clique para a gloriosa Estante Virtual. A gente ia lá e garimpava as estantes empoeiradas até achar algo, pepita que fosse.
[23 de outubro]
Acabou a era da globalização, que propunha um único mundo, claro que hegemonizado pelos Estados Unidos. Na retórica de alguns comentadores, o fim da globalização traz o retorno da geopolítica: interesses particulares nacionais sobrepondo-se ao que seria o universal, representado pela ONU.
Nos momentos em que foi maior a pressão midiática sobre Lula para parar de apoiar Maduro e aderir totalmente aos Estados Unidos, imaginei que podia acontecer com ele o mesmo que com Getúlio Vargas, que passou anos ambíguo entre os Estados Unidos e a Alemanha de Hitler. Até que as massas nas ruas exigiram o alinhamento do Brasil com os aliados.
O anti-imperialismo é fundamental. Se não é fundamental como valor universal ou absoluto, certamente o é para os países de porte médio a grande, entre os quais o Brasil. Creio que países pequenos se acomodam mais a seu destino geopolítico. Na Itália, de vez em quando lemos na imprensa a expressão “i grandi del mondo” (os grandes do mundo), referindo-se a Estados Unidos, Rússia, China. Esses são os únicos países capazes atualmente de agir como Império. O anti-imperialismo será uma reação previsível em países que buscam mais competitividade na economia mundial.
Pode-se ser anti-imperialista, mas não necessariamente antiamericano. Muitos americanos são anti-imperialistas. Nós que somos da geração do pós-guerra e da juventude arripongada (de riponga, hippie), sabemos bem disso. Como escrevi outro dia, somos a geração 70 chegando aos 70.
Estamos habituados no Brasil ao discurso antiamericano associado à defesa dos socialismos latino-americanos (Cuba e Venezuela). Mas a imagem desses países não é positiva no Brasil. Uma vez chegaram para mim e disseram que eu cedia com muita facilidade; isso nos meus tempos de embates sindicais. Gosto de polêmicas intelectuais, mas dou rebanhos para não brigar. Não sei brigar. Tinha medo de brigar. Tenho muita dificuldade de entender a resistência à mudança por parte do regime cubano. Um regime socialista que se sustenta no antiamericanismo. Como pode uma ilhota daquele tamanho, a poucos quilômetros do litoral da maior potência econômica e militar do mundo, sobreviver sem interagir com seu mega vizinho?
A revolução cubana foi uma revolução popular nascida de uma insurreição política. Ela instaurou um Estado totalmente apoiado e voltado para as classes populares e literalmente expulsou as classes média e rica. Não há dúvida que o abandono do país pela classe média foi apoiado pelos Estados Unidos e por todo o Ocidente, a partir do momento em que o regime se alinhou com o socialismo da União Soviética. Cabe lembrar a Operação Peter Pan, em que centenas de famílias cubanas mandaram seus filhos para os Estados Unidos, em decorrência da maciça campanha de propaganda ocidental denunciando que comunistas, literalmente, comiam criancinhas. Mas o êxodo não cessa. São dezenas de milhares nos últimos poucos anos.
Ainda não foi encontrada uma solução para Cuba, desde que perdeu o suporte do Império que a sustentava. Uma decisão geopolítica no mínimo esdrúxula (corajosa, claro), a de se colocar sob as asas do Império que era o inimigo do Império americano vizinho, se fazemos abstração do pathos ideológico. Ah, os americanos, que nos anos anteriores à revolução, iam a Cuba para curtir as delícias do turismo sexual. Assim como no Irã, é forte em Cuba a memória indignada de quando seus povos eram humilhados pelos ianques.
Nada há a fazer. A não ser a extinção das sanções econômicas a Cuba. Elas impedem o Brasil de assumir um papel mais relevante e fazer florescer uma relação bilateral que teria tudo para ser bonita. Lamentavelmente, o porto de Mariel não deu certo porque uma grande empresa brasileira, em consonância com o projeto de poder geopolítico do PT, achou que ia fazer frente ao Império na base da corrupção de governos. Não que as petroleiras e empreiteiras americanas sejam modelos de probidade. A presença delas pelo mundo existe graças à corrupção de governos e a pressão militar. Onde a Odebrecht e o sonho de potência continental do PT de Lula I e II falharam foi no fato de não se deram conta de uma sabedoria política básica: não se deve praticar corrução porque ela sempre virá à tona e será sempre a arma principal de uma oposição qualquer. Que dizer da oposição do próprio Império.
Se as sanções existem, é sobretudo por culpa dos próprios cubano-americanos. Eles é que tem força eleitoral para fazer com que o Congresso as aprove. Para a comunidade cubano-americana, particularmente os mais velhos, não se coloca a possibilidade de negociação com o regime. É tudo ou nada. Caminho sem futuro. O futuro seria o aumento das viagens de cubano-americanos a Cuba, a retomada dos laços, a retomada do comércio internacional de pequena escala, entre Flórida e a ilha. As novas gerações de cubano-americanos querem ir a Cuba. Essa troca estava crescendo e foi estimulada por Obama, mas totalmente desativada por Trump. E Biden manteve o status quo deixado por Trump. No entanto, são vários os voos diários entre Havana e Miami. Os cubanos de Miami, os de mais recente chegada, são gente bem popular, simpáticos.
