
Publicamos hoje mais uma dupla de autores na série especial A outra crise do liberalismo? À margem da história da República (1924). André Botelho (UFRJ) e Angela de Castro Gomes (UFF) analisam, respectivamente, os textos de Ronald de Carvalho e Tasso da Silveira, integrantes da coletânea centenária organizada por Vicente Licínio Cardoso.
Botelho mostra que, ao rejeitar o liberalismo da Primeira República, Ronald de Carvalho defende um Estado forte e centralizador, sustentado por estruturas tradicionais como a família patriarcal. Já Castro Gomes relê o ensaio “A Consciência Brasileira”, de Tasso da Silveira, como expressão de um espiritualismo nacionalista voltado a captar a alma do país. O resultado é um retrato da República como promessa e da filosofia como destino.
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A Consciência Brasileira: num clique
Por Angela de Castro Gomes (UFF)
O que eu faço, e talvez já reparaste nisso, é uma distinção entre modernos e modernistas. (…) Toda reação traz exageros. Eu tive porque fui reacionário contra o simbolismo. Hoje não sou. Não sou mais modernista. Mas sou moderno, como você. Hoje eu já posso dizer que sou também um descendente do simbolismo. O moderno evoluciona. Está certo nisso. O que também não impede que os modernistas tenham descoberto suas coisas e que se não fossem eles muito moderno de hoje estaria bom e rijo passadista. Não é isso mesmo? (Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, 24 de novembro de 1924, grifos do autor)
Com certeza, Manuel Bandeira concordava com Mário de Andrade – ele que sempre fora moderno e do Brasil, como o amigo reconhecia e admirava. Toda reação estético-política, pois são indissociáveis, tem seus exageros, que precisam ser desbastados, o que ocorre com o tempo, com a luta e com a conquista de espaços intelectuais. É essa modulação entre ser moderno e ser modernista, assinalada por Mário de Andrade na carta, que me interessa por dois motivos principais. O primeiro é sua data – novembro de 1924 – ano e mês que assinala o 35o aniversário do regime republicano, que, como ocorre em comemorações como essa, demanda reflexões sobre a experiência vivida desde a década de 1890. Esse foi um dos motes usado por Vicente Licínio Cardoso para convidar um grupo de intelectuais, integrantes de uma geração que nasceu sob a égide da república, para realizar, no seu dizer, um inquérito sem perguntas e respostas; um juramento cívico que se tornaria público pelo estudo do passado do Brasil e pelo amor aos projetos arquitetados para seu futuro (Cardoso, 1981: 15).[1]
A coletânea, À margem da história da República, foi publicada em 1924. No caso de “A consciência brasileira” de Tasso da Silveira (1895-1968), o capítulo foi elaborado no contexto histórico de realização da Semana de Arte Moderna e das comemorações do Centenário da Independência em 1922, que mesmo com visibilidades inteiramente distintas apontaram o desejo de modernização do país. Assim como do levante de 5 de julho, ocorrido no Distrito Federal, que se tornaria conhecido como a primeira manifestação do movimento tenentista. Uma reação militar armada e articulada às oposições civis oligárquicas, que, excluídas do poder, buscavam as casernas para questionar o pacto entre as elites controladoras do governo. Uma República que mostrava que estava em crise, sob pressão de setores das elites políticas e intelectuais, das camadas médias e também dos trabalhadores urbanos. Mas, provavelmente, foi escrito antes de 5 de julho de 1924, quando uma segunda revolta tenentista arrebentou na capital paulista e produziu cenas de violência até então desconhecidas, com a tomada do palácio do presidente do estado (que teve que fugir), com barricadas, soldados e tanques nas ruas, e até bombardeios. E não ficou só em São Paulo, acabando por se desdobrar na marcha da Coluna Miguel Costa- Luis Carlos Prestes, que percorreria o interior do Brasil nos anos seguintes. As revistas ilustradas, que eram diversas, produziram muitas matérias sobre esse traumático evento. Elas eram acompanhadas de fotografias, que pelo olho do fotógrafo mostravam o “olho da história”, e permitiam uma nova forma de sensibilidade para ver e sentir que a política podia produzir guerra e morte no cotidiano da população brasileira. 1924 é um ano de crise aberta na política oligárquica, o que se evidencia pelo fato de o então presidente da República, o mineiro Artur Bernardes (1922-1926), decretar várias vezes e praticamente governar sob Estado de Sítio.
Ser moderno em 1924, como escreveu Mário a Manuel, aconselhava fugir dos exageros de projetos políticos e culturais. Exageros que os modernistas dos anos anteriores tiveram, compreensivelmente, ao empunhar armas contra os passadismos vigentes, nos quais os rigores na poesia, prosa e traço precisavam ser combatidos com ataques aos academicismos artísticos, literários ou quaisquer outros. O ou os modernismo(s), como se depreende da carta, estavam vencendo as resistências iniciais e, em decorrência, tratava-se de explicar ao amigo sua própria transformação em moderno. E como ele faz isso? Essa é a segunda e maior razão de meu interesse nesse extrato de correspondência entre esses dois magistrais intelectuais e missivistas. Mário de Andrade escolhe demarcar sua nova posição – porque havia outras possibilidades – por sua relação com o simbolismo: fora reacionário ao simbolismo e, em novembro de 1924, afirmava-se como um de seus descendentes.
O movimento simbolista, ganhando novos sentidos, já que “o moderno evoluciona”, estava em alta, mesmo tendo tido duração breve, e sido cultivado com maior vigor apenas no Distrito Federal e no Paraná. Nas duas primeiras décadas do século XX, especialmente nos anos 1910, os simbolistas eram os herdeiros do melhor que romantismo representara – daí serem os “novos românticos” – quer empunhando a bandeira do nacionalismo, quer a de uma reação estética espiritualista à vulgaridade, pernosticismo e diletantismo do naturalismo, parnasianismo e outros ismos. Seu grande nome, o poeta negro Cruz e Souza, deixara guardiões de memória, como Gonzaga Duque e Nestor Vitor, este vindo do Paraná. Na cidade do Rio de Janeiro a revista Fon-Fon, de 1907, é talvez o primeiro lugar de sociabilidade dessa geração antiacadêmica, desejosa da liberdade do espírito, como a revista Cenáculo o é, em Curitiba, inspirada em Cruz e Souza e tendo em sua direção Emiliano e Júlio Perneta, Dario Veloso e Silveira Neto, pai de Tasso da Silveira. O simbolismo nem de longe produziu os impactos alcançados pelo romantismo, mas teve “evoluções” significativas nas décadas de 1920 e 1930. Sobretudo, porque seu espiritualismo conectou-se, sem simplismos ou mecanicismos, ao boom da militância católica leiga. Esta começava a crescer pela ação de intelectuais como Jackson de Figueiredo que, com apoio da hierarquia da Igreja, funda a revista A Ordem em 1921 e participa da criação do Centro D. Vital em 1922.
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O espiritualismo e o espiritualismo católico estavam em movimento em 1924 e Tasso da Silveira é uma de suas lideranças intelectuais e organizacionais, tendo sua ação e produção imersas nessa ambiência ou microclima cultural. Seu vínculo com o simbolismo é familiar e não esmorece quando vem para o Rio de Janeiro concluir seu curso de Direito, em 1919, ao lado do amigo fraternal, também paranaense, Andrade Muricy, que se tornaria um dos maiores estudiosos do simbolismo no Brasil. Tasso da Silveira logo se torna amigo de Nestor Vitor e Jackson de Figueiredo, que seria seu conversor. Renascido, lança A Igreja silenciosa, em 1922 e A alma heróica dos homens, em 1924 e, com Muricy, organiza duas revistas: América Latina (1919) e Árvore Nova (1922). Não para aí, e com Álvaro Pinto, lança Terra de Sol, que tem 12 números e circula durante todo o ano de 1924, o mesmo em que o capítulo, “A Consciência Brasileira”, é publicado. Terra de Sol era, materialmente, um belo periódico, com ilustrações de Correia Dias, marido de Cecília Meireles, que participavam da revista ao lado do historiador paranaense, Rocha Pombo e do folclorista, Amadeu Amaral, entre outros. Os destaques são para Ronald de Carvalho, tão presente nessa iniciativa como nas duas anteriores, e Alceu Amoroso Lima, já Tristão de Athayde, ambos autores da coletânea de Licínio Cardoso. Terra de Sol brilhou, marcada por uma militância nacionalista, neossimbolista e espiritualista católica, que destacava as figuras de Alberto Torres, Farias Brito e Euclides da Cunha.
Tudo a ver com “A consciência brasileira”, que é um capítulo curto, comparado a outros da coletânea. Ocupa apenas seis páginas do livro e nem por isso é menos instigante, o que desejo mostrar, ressaltando alguns pontos. O primeiro faz jus à fórmula vamos começar do começo. O começo, ou seja, o primeiro parágrafo do capítulo formula, nos termos de Tasso da Silveira, o problema que preside o livro, e o faz de forma direta e rápida. O diagnóstico é o de que qualquer “estudo sobre a arte, o pensamento e a inteligência brasileira” – sobre a expressão criadora da nossa nacionalidade – deveria partir do “problema étnico”. É este problema que explica o contraste, o desequilíbrio e a distância entre a “exigüidade” de nossas realizações, e o “tumulto criador” e “a íntima palpitação” que existe em nossa “vida espiritual”, que suporta “a mais longa espera, a mais longa aprendizagem” para alcançar o “dia das afirmações definitivas”, no qual, “o claro sol da plena consciência iluminará” (Tomo II: 40-41).
O diagnóstico não surpreende em seu ponto de partida, já que o problema étnico era questão compartilhada pela intelectualidade brasileira desde a virada do século XIX para o XX, com múltiplas variações. O que salta do texto, como contribuição do autor, é o tratamento dado à situação que então era vivida por “nosso jovem espírito em formação”, frente aos obstáculos por ele identificados. Ela é de uma de forte tensão, de uma obscuridade que, ao mesmo tempo, permanece existindo, mas que está fadada de forma inevitável a se transformar em claridade. Nesse sentido, a década de 1920, onde quase tudo estava por fazer, era também a que permitia apreender as indicações e direções dos rumos que aguardavam o país; da esperança legítima e, mais que isso, da certeza de um “destino brilhante”.
Para o autor, o ensaio quer traçar uma espécie de “curva de desenvolvimento de nossa consciência”, merecendo atenção o vocabulário utilizado (o número de vezes que as palavras “alma” e “espírito” aparecem) como peça-chave para a construção retórica, com recurso a citações de autores. Nem Sílvio Romero teria alcançado a profundidade do fenômeno, que Oliveira Vianna, com sua “capacidade científica e filosófica” conseguira captar, diferenciando as “três raças fundamentais de nossa formação”, com seus numerosos subtipos, que se mesclaram e distribuíram de forma irregular em nosso território (Tomo II: 40). Depois dele, somente Ronald de Carvalho lhe dera “fausto novo” ao conceber “a alma brasileira” como resultante de “três grandes melancolias”: a saudade e o fatalismo português; a inquietação indígena; e a humilhação e “sofrimento resignado” africano (Tomo II: 39). O problema ganhara complexidade ao demarcar as dimensões psicológicas do processo de formação étnica do Brasil, contemplando nacionalismo e espiritualismo. O que vale notar, pois, o que agrada a Tasso da Silveira é exatamente o que desagrada o prefaciador da coletânea, Alberto Venâncio Filho, em 1979, outro tempo e momento. Ele elogia a contribuição de Carvalho, “Bases da nacionalidade brasileira”, mas critica a filiação da “alma brasileira” a essas três melancolias, indicando que o autor trabalhava o tema da “adaptação racial” de forma muito mais literária que objetiva (Tomo I: 8).
O dilema que a leitura do capítulo estabelece é o de fazer um estudo sobre a consciência/pensamento nacional brasileiro, considerando o tamanho do desafio e o tempo necessário à conformação de uma “raça nova”. Como “país jovem”, que não teve a “transplantação de uma velha raça europeia”, estamos ainda longe de nossa integração (Tomo II: 40). Ou seja, trata-se de refletir sobre um objeto que ainda não se conformou, mas nem por isso é inexistente, uma vez que já se anunciou em suas direções e perspectivas. Para Tasso da Silveira, mesmo estando em seus “princípios”, essa “consciência brasileira” pode ser estudada, porque ela pode ser sentida e prefigurada, embora não por todos, não por qualquer um. Tanto que o “olhar desprevenido do estrangeiro nada vê” (Tomo II: 40). Não pode ver. Como também não podem ver nacionais descrentes e pessimistas, que não alcançam os desejos, esperanças e potencialidades da intelectualidade do país. O autor faz, assim, duas afirmações. Não apenas há fortes indícios da existência de um pensamento e arte no país, como seu desabrochar e crescimento serão inevitáveis e vitoriosos: “Nós representamos um conjunto enorme de forças que ainda não encontraram o seu sereno equilíbrio”, razão pela qual sentimos a “oculta germinação da semente invisível” (Tomo II: 40).
Além da semente que se transformaria em árvore nova numa terra de sol, para brincar com os títulos das revistas fundadas pelo autor, outra imagem me ocorre para representar a questão, sob a ótica do autor nesses anos 1920. É a do uso e impacto produzidos pelas máquinas fotográficas que, num clique, capturavam um objeto determinado através do olhar do fotógrafo. O objeto existia, já estava lá, no negativo do filme, mas ainda não era visto por ninguém. Ele precisava, literalmente, ser revelado, segundo procedimentos já conhecidos, mas não acessíveis a qualquer um. Daí que, tomando posição, Tasso da Silveira conclua que toda “negação a respeito de nosso espírito é prematura”, sendo que a República, com sua “atmosfera de mais amplo liberalismo” fora favorável a essa revelação, muito embora seja possível argumentar que ela viria por “evolução espontânea” (Tomo II: 41). Houve no Império e no início da República manifestações e criações em nossa vida espiritual. Porém, a figura que faz a inflexão e a que o ensaio se dedica é a do filósofo espiritualista, Raimundo Farias de Brito (1862-1917).
Mais uma vez é interessante sentir (verbo do gosto do autor) a tensão presente em suas reflexões. Citando Leonel Franca, concorda que antes de Farias Brito, cuja obra não vai ser comentada, quase nada ou mesmo nada existia em nossas “manifestações espirituais”. Isso porque as demais correntes filosóficas – que eram a positivista, e a materialista e evolucionista – não mantinham correlação com nosso espírito de nação e de povo, sendo marcadas pelo diletantismo e idealismo. Mesmo o “sério e grave”, Tobias Barreto, teria sido muito mais uma expressão de nosso “espírito científico”, embora mal definido, do que dos domínios da filosofia (Tomo II: 42). Do mesmo modo, tivemos grandes poetas como Gonçalves Dias, Alberto de Oliveira e Cruz e Souza; e grandes romancistas, como José de Alencar, Machado de Assis e Lima Barreto. Mas nenhum deles significou o verdadeiro despertar da “consciência brasileira”. E isso se explica porque, para Tasso da Silveira, a “capacidade filosófica é a mais alta de que possam dar prova os indivíduos e os povos”. “Filosofia é uma visão de destino” (Tomo II: 43-44). É apenas com o espírito filosófico que um povo se afirma, começando a conhecer a si mesmo.
Por tal razão, essa era a grandeza da corrente espiritualista representada pela filosofia de Farias Brito, superando “os balbucios dos pensadores do tempo da monarquia e a generosa ideologia dos propagandistas e fundadores da República (…)” (Tomo II: 44). O que trazia esse “espírito novo” era a capacidade de compreender e criticar os erros cometidos na política, abandonar as ilusões e enfrentar os fracassos com “inteligência construtiva”. Farias Brito era “uma alvorada” e não estava sozinho, fazendo parte de um “escol”, de uma nova elite político-cultural que vinha se afirmando. Nela, Tasso da Silveira seleciona o nome de Alberto Torres (“genial precursor”) e, para concluir, daqueles que compõem a geração mais nova, que nasceu com a República, na qual, nada modestamente, estaria incluído. Confiante na vitória da “inteligência”, a formação de uma “consciência brasileira” era trabalho de revelação.
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Tasso da Silveira, ainda nos anos 1920, com o amigo Andrade Muricy, edita mais uma revista: Festa. Ela teria duas fases. Na primeira, entre meados de 1927 e janeiro de 1929, reuniu um grupo que se identificou como de modernistas espiritualistas e atraiu muita gente. Na segunda, circulou entre meados de 1934 e meados de 1935, quando a polêmica modernista estava morta pela oficialização de seus cânones e vanguardas, segundo os próprios editores. Outras eram as lutas e o espírito do tempo, e este autor foi um dos intelectuais que se filiou ao movimento integralista, além de se tornar professor de História de um dos mais prestigiosos lugares de sociabilidade do Rio de Janeiro: a então recém-criada Universidade do Brasil.

Nota
[1] As outras citações serão feitas apenas com indicação de tomo e página.
Referências
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CARVALHO, Ronald. (1981). Bases da nacionalidade brasileira. In: CARDOSO, Vicente Licínio (org.). À margem da história da República. Tomo I. Brasília: Editora Universidade de Brasília, p. 25–38.
GOMES, Angela de Castro. (1996). História e historiadores: a política cultural do Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora FGV.
GOMES, Angela de Castro. (1999). Essa gente do Rio… Modernismo e nacionalismo. Rio de Janeiro: Editora FGV.
PEREIRA, Lúcia Miguel. (1988). História da literatura brasileira: prosa de ficção (de 1870 a 1920). Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp.
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ZERWES, Erika. (2017). Suvenires da destruição: a Revolução de 1924 por Barros Lobo e Gustavo Prugner. In: ALONSO, Angela & ESPADA, Heloísa (orgs.). Conflitos: fotografia e violência política no Brasil (1889–1964). São Paulo: Instituto Moreira Salles, p. 199-205.
