
A BVPS publica hoje a resenha de Gustavo Gabaldo (PPGCSO/UFJF) sobre o livro Intelectuais no plural: reconfigurações da sociologia dos intelectuais, lançado em 2025 pelo Atêlie de Humanidades Editorial e organizado por Carlos Benedito Martins (UnB) e Felipe Maia (UFJF).
Se os intelectuais já não dispõem mais da autoridade que detinham no começo do século XX, sua figura, contudo, não se tornou irrelevante. Diante de suas metamorfoses, como entender o papel do intelectual hoje? Sem respostas unívocas, a pista que o livro nos dá é que tratemos não do intelectual, mas dos intelectuais, no plural.
Boa leitura!
A contemporaneidade da sociologia dos intelectuais
Por Gustavo Gabaldo (PPGCSO/UFJF)
Em 1997, Marshall Sahlins publicou um longo ensaio chamado “O ‘pessimismo sentimental’ e a experiência etnográfica”. Ali, o antropólogo norte-americano tomava posição diante de um debate quente daquele fin de siècle sobre um suposto “fim da cultura” levado a cabo pela globalização. Um processo que seria responsável por espalhar o moderno pelos quatro cantos da Terra de maneira irreversível, destruindo tanto as culturas locais quanto o principal objeto da ciência antropológica.
Contra esse discurso de finais absolutos tão em voga no fim do século XX – fim da cultura, fim da história, fim do trabalho – Sahlins (1997) argumentou que, longe de criar uma monótona homogenia cultural, as novas formas de mundialização produziam imprevistas relações entre os povos, resistências locais e conteúdos simbólicos. Portanto, a cultura, assim como antropologia, não seriam objetos em vias de extinção.
Alguns anos antes, um debate similar percorreu a sociologia dos intelectuais. Levando em conta as profundas reconfigurações na esfera pública, nas instituições de produção de conhecimento e no acesso à informação, seriam os intelectuais uma espécie em extinção? Para muitos, aqueles antigos homens de letras que articulavam sua erudição com compromissos morais para influírem sobre debates coletivos não teriam mais lugar no mundo das redes sociais, da ultraespecialização do saber e da complexificação técnica das decisões políticas. A decadência dos intelectuais, tão debatida por Russell Jacoby (1987) e Steve Fuller (2004), parecia acompanhar o eclipse do século XX.
O livro Intelectuais no plural: reconfigurações da sociologia dos intelectuais (2025), organizado por Carlos Benedito Martins (Universidade de Brasília) e Felipe Maia (Universidade Federal de Juiz de Fora), desafia esses diagnósticos de declínio. Recentemente publicado pelo Ateliê de Humanidades Editorial como parte da série “Cartografias da crítica”, a obra atesta a contemporaneidade renovada dos intelectuais na esfera pública e, sobretudo, das reflexões sociológicas sobre esses atores.
Inclusive, é inegável a afinidade entre a sociologia e os intelectuais. Ambos são produtos de um mesmo contexto moderno, são parte do clima epocal da Terceira República Francesa. No caso da sociologia, ela era a expressão científica de um país que ansiava por se tornar mais republicano, secular e alfabetizado, cuja reforma universitária criaria uma instituição modelo como a Nouvelle Sorbonne – local sobre o qual Émile Durkheim exerceria especial força com seu programa teórico e institucional (Lepenies, 1996). Na mesma medida, a categoria de “intelectual” também surgiu naqueles tempos, em especial, dos tensos embates do caso Dreyfus. No começo, ela foi uma expressão pejorativa popularizada por Maurice Barrès para designar os supostos traidores da França – como o romancista Émile Zola e outros literatos – que, críticos das instituições nacionais, apoiavam a inocência do célebre militar judeu (Leclerc, 2004).
Navegando entre a ciência e a política, a sociologia e os intelectuais nascem como parte de um caldo de cultura reflexivo. Convivendo cotidianamente com a crise e a crítica, ambos possuem uma prática comum de revisão de pressupostos, conceitos e teorias à luz das mudanças que acontecem no mundo. Não poderia ser diferente a atitude dessas duas forças que são, ao fim e ao cabo, parte importante da autoconsciência que as sociedades modernas têm de si mesmas.
Desse modo, ainda que o intelectual típico do século XX tenha perdido espaço na contemporaneidade, outros modelos de intelectuais e outras formas de intervenção intelectual surgiram concomitantemente. Intelectuais no pluralexplora a fundo esse fenômeno. A partir de várias frentes, a obra mapeia o processo histórico de formação do intelectual como figura cultural e da sociologia dos intelectuais como campo epistêmico, sem perder de vista suas metamorfoses recentes e os possíveis caminhos para seu futuro.
Sendo pensado como um livro colaborativo, ele conta com 13 ensaios de 16 autores oriundos de diferentes instituições universitárias, vertentes teóricas e contextos nacionais. Essa diversidade interna é um dos pontos altos do livro, o que fornece tanto uma eficiente porta de entrada para o iniciante quanto uma síntese das últimas e melhores pesquisas da área para o iniciado. Nesse sentido, Carlos Benedito Martins e Felipe Maia não só organizam, desde uma perspectiva contemporânea, um debate complexo, mas oferecem nuances, limites e potencialidades de um campo notavelmente produtivo.
Para além de uma introdução assinada pelos organizadores, Intelectuais no plural é dividido em três partes. Cada uma delas oferece uma entrada particular: a primeira possui um horizonte historiográfico, a segunda mapeia as várias possibilidades teóricas que orientam a sociologia dos intelectuais hoje e a terceira tem certa dimensão pragmática, de maneira que, por meio de estudos de caso, explora como pesquisas com intelectuais podem ser feitas na prática.
A parte I – “Transformações na sociologia dos intelectuais” – abre com um texto de Dominik Želinský (“Slovak Academy of Sciences”) que sublinha a passagem dos estudos sobre as condições sociais de atuação dos intelectuais para uma renovada sociologia das intervenções intelectuais. Aqui, o autor sugere uma mudança de foco que desconfia dos intelectuais como categoria social rígida para se deter sobre dimensões antes ignoradas como a performatividade, o significado e aquelas figuras outsiders que não chegaram ao estrelato internacional. Empreitada reconstrutiva e propositiva também presente no capítulo de Fernando Perlatto (Universidade Federal de Juiz de Fora) que explora a trajetória da sociologia dos intelectuais no Brasil, nação cuja formação e modernização deveram bastante à ação de seus intelectuais. Campo adensado na década de 1970 com estudos que privilegiavam o binômio intelectuais/Estado, a virada do século trouxe mais diversidade para o campo, ampliando a ideia do que pode ser um intelectual por meio da incorporação de sujeitos periféricos, intelectuais mediadores e atores ligados à nova direita. Ainda que carente em estudos sobre performances, esta seria uma área atenta às transformações de seu objeto e de permanente atualidade para a compreensão do Brasil contemporâneo.
Já a parte II – “Performances, posicionamentos, intervenções” – oferece um panorama vasto das contemporâneas teorias da sociologia dos intelectuais, incluindo aí sociólogos e sociólogas cujas agendas de pesquisa figuram entre as mais relevantes do campo. Por exemplo, há alguns anos, Randall Collins propôs um inovador quadro teórico em The Sociology of Philosophies (1998) ao pensar disputas entre intelectuais tendo em vista a articulação entre rituais de interação e o que chama de “energia emocional”. Pretensão de grande envergadura também presente no programa forte para uma sociologia cultural de Jeffrey Alexander (2022) – focada no equacionamento entre performance e significado –, bem como nos importantes estudos de Gisèle Sapiro (2025) sobre o campo literário francês – os quais articulam a sociologia bourdieusiana com a história intelectual.
Esses três pesquisadores profícuos marcam sua presença em Intelectuais no plural a partir de ensaios que refletem e desdobram seus programas de pesquisa. Com uma escrita de notável bom humor, Randall Collins (University of Pennsylvania) se pergunta de maneira um tanto franca sobre o que define um intelectual público de sucesso. Mediante amplíssimos voos históricos e geográficos, sugere que a forma mais efetiva com que intelectuais se relacionam com a vida civil é de modo indireto por meio do que fazem de melhor: produzir ideias abstratas de alta qualidade. Jeffrey Alexander (Yale University), por sua vez, explora a dramaticidade envolvida em performances intelectuais de sucesso. Ali, as ideias funcionam como roteiros poéticos, os quais são responsáveis por encenar dramas sociais e afetar os sentidos de suas audiências. Seguindo sua argumentação, os intelectuais seriam dramáticos porque suas ações envolvem riscos, o que não impede que, quando bem-feitas, elas possam criar estruturas simbólicas que reagrupam significados, ações e instituições fraturadas.
Já a socióloga Gisèle Sapiro (École des hautes études en sciences sociales) se junta ao historiador Stefanos Geroulanos (New York University) para revelar importantes horizontes de futuro para o campo. A partir de uma elucidante reconstrução das trajetórias da história das ideias de matriz anglo-saxônica e da sociologia da cultura francesa, os autores propõem uma aproximação entre a história intelectual e a sociologia das ideias para a compreensão do que chamam de “sociedade das ideias”. Para usar suas próprias palavras, o objetivo é “manter uma tensão entre ideias, conceitos, teorias e representações, ao mesmo tempo em que se concentram em seus modos de produção e circulação” (Sapiro & Geroulanos, 2025: 258-259). Num diálogo entre historicidade e poder, epistemes e campos, buscam conferir mais rigor para as análises sobre ideias sem perder de vista seu potencial reflexivo.
Ainda na segunda parte do livro, Gil Eyal (Columbia University) e Larissa Buchholz (Northwestern University) sugerem uma sociologia das intervenções atenta aos movimentos pelos quais o conhecimento adquire valor como interferência na esfera pública. Aqui, a unidade de análise não é uma categoria social particular – os intelectuais típicos do século XX – mas a intervenção em si mesma: de um lado, regulada pelas forças relacionais de um campo que contesta e valida performances, de outro, pela expertise, entendida como o status que o saber adquire no debate público. No caso do enquadramento performativo oferecido por Patrick Baert (University of Cambridge) e Marcus Morgan (University of Bristol), existe uma evidente afinidade com o programa de Jeffrey Alexander. Lançando mão de potentes metáforas teatrais, eles oferecem uma singular anatomia das intervenções intelectuais que seriam formadas por dimensões de performatividade (elas visam um efeito), posicionamento (são feitas de um e para um lugar social), palco (ambientes que ampliam ou restringem significados), bastidores (preparação anterior ao ato de fala) e muitos outros. Procurando se desvencilhar de abordagens estruturalistas e intencionalistas, apostam no caráter relacional, contextual e reflexivo da vida intelectual, regulada que é por ambíguas redes de intenções, recepções e condições de possibilidades.
Por fim, a parte III – “Trajetórias e modelos de intelectuais no plural” – apresenta notáveis estudos de caso ilustrando, na prática, como pesquisas com intelectuais podem ser feitas. Aqui, uma das características mais marcantes do livro, a diversidade, também marca presença com análises sobre intelectuais de distintos tempos, lugares e campos. Abarcando nomes clássicos, intelectuais relativamente esquecidos pelo cânone e figuras contemporâneas, a seção tensiona os limites do que significa e o que significou ser um intelectual, sem perder de vista as continuidades históricas que ainda nos permitem usar esse conceito.
O paradigmático Jacques Derrida, por exemplo, tem seu sucesso transatlântico e transdisciplinar examinado cuidadosamente por Michèle Lamont (Harvard University). Usando métodos qualitativos e quantitativos – inclusive, mostrando como esses últimos podem ser úteis em pesquisas do campo –, mapeia as diferentes recepções do autor de Gramatologia na França e nos Estados Unidos. Enquanto, no primeiro caso, o sucesso se deu na área de Filosofia, mas fortalecida pela mídia cultural francesa e pela cultura intelectual da classe média alta, no segundo, de caráter um pouco tardio, o prestígio se deu entre departamentos de estudos literários, instituições universitárias e revistas profissionais. Ainda que atenta às particularidades dos mercados de bens simbólicos francês e norte-americano, Lamont chega a conclusões de longo alcance sobre as condições de possibilidade de legitimação de teorias interpretativas, trazendo, assim, ganhos significativos para a sociologia dos intelectuais.
Outras figuras estabelecidas, mas cujas relações com a política ainda não foram plenamente examinadas, também estão presentes. Enio Passiani (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) avalia a trajetória de Pierre Bourdieu notando que seu engajamento público foi menos uma virada restrita à década de 1990 do que uma dimensão importante de sua prática sociológica desde suas pesquisas na Argélia nos anos de 1950. Pensando sua sociologia crítica enquanto sociologia política, sublinha como Bourdieu estabeleceu nuances finas entre rigor científico e valores republicanos por meio de noções como autonomia dos campos e science-politisation. Limites entre ciência e política igualmente explorados por Peter Verovšek (University of Groningen) em seu texto sobre Jürgen Habermas. Reconstruindo a teoria habermasianasobre o lugar do intelectual na vida democrática vis-à-vis as tomadas de posição do próprio Habermas numa série de debates públicos, argumenta que ele não separa a teoria da prática. No entanto, é cuidadoso em não traçar uma linha direta entre ambas. O que Habermas sugere é uma “forma mediada e indireta de filosofia engajada” (Verovšek, 2025: 420-421), a partir da qual o filósofo pode melhorar a qualidade do debate por meio de sua expertise, mas não pode pré-determinar ou impor o curso da discussão: ele não é o árbitro final, apenas um de seus jogadores.
Já W.E.B. Du Bois, provavelmente o intelectual negro mais importante do século XX, é pensado por Cristina Patriota de Moura (Universidade de Brasília) como intelectual infinito. Ideia que se baseia em sua polifônica trajetória, que envolveu desde seu papel fundamental na institucionalização da sociologia norte-americana até seu envolvimento posterior com movimentos pan-africanistas, marxistas e de cultura popular. De olho nas condições sociais de acesso ao prestígio, analisa como Du Bois enfrentou as linhas de cor de seu tempo mediante uma articulação permanente entre rigorosos projetos científicos e influentes projetos políticos. Horizonte de preocupações também presente no capítulo de Aurea Mota (Universitat Abat Oliba), sobre como deslocamentos geográficos criaram um modelo de experiência central para o surgimento da modernidade. Focada no papel de intelectuais mulheres nesse fenômeno, utiliza o método geobiográfico para analisar duas figuras. Primeiro, a circulação da francesa Flora Tristan (1803-1844) pela América Latina e a posterior influência de suas ideias cosmopolitas nos círculos do socialismo utópico. Segundo, as viagens da brasileira Nísia Floresta (1810-1885) pela França e sua relação epistolar com Auguste Comte, as quais influíram diretamente nos debates positivistas sobre a condição feminina. Mediante seus deslocamentos espaciais, Tristan e Floresta serviram como mediadoras culturais importantes para a formação do mundo moderno.
Na mesma medida, Jorge Chaloub (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também amplia nossa ideia corriqueira do que é um intelectual. Desafiando teses sobre a incompatibilidade da ultradireita com os intelectuais, utiliza personas do Brasil contemporâneo para pensar continuidades e rupturas em suas performances. Por um lado, percebe como a crítica ao racionalismo, a reivindicação de exterioridade aos centros de poder, a pretensão de acessar uma verdade desconhecida e uma retórica agressiva eram traços marcantes de nomes do pós-1945 como Carlos Lacerda, Roberto Campos e Paulo Francis, sendo atualizados no século XXI por atores como Olavo de Carvalho. Por outro, sublinha as especificidades performáticas das novas figuras, as quais variam entre a ostentação de símbolos antimodernos da tradição até uma estética pop voltada para o futuro. Em todos esses casos, é notável o uso bem-sucedido das redes sociais na articulação de repertórios eruditos e palavrões, linguagens fascistas, reacionárias e ultraliberais que ancoram suas intervenções e redefinem os próprios limites da discussão. Chaloub, portanto, não só sinaliza para as transformações recentes na figura dos intelectuais, mas também nas direitas políticas e na própria esfera pública.
Das determinações sociopolíticas do pensamento à dramaticidade performática dos intelectuais. Eis aí os eixos principais a partir dos quais o livro organizado por Carlos Benedito Martins e Felipe Maia explora a heterogeneidade da sociologia dos intelectuais. Uma obra que atesta a contemporaneidade da área e aposta em sua vocação interdisciplinar: em diálogo produtivo com a sociologia da cultura, a teoria política e a história das ideias, ela pode oxigenar nossos ambientes acadêmicos, com certo gosto pela ultraespecialização, sem perder de vista o rigor científico. Não por acaso, a diversidade de temas, teorias e autores que é marca de Intelectuais no plural confia na polifonia como caminho para aumentar a qualidade do debate.
Por fim, cabe notar como essa publicação do Ateliê de Humanidades Editorial serve como impulso à sociologia dos intelectuais no Brasil num momento delicado, levando em conta o recente falecimento de Sergio Miceli (1945-2025). Desde seu desaparecimento, sentiu-se um vácuo substantivo em nosso campo. Não só uma figura fundacional da sociologia brasileira dos intelectuais, autor de clássicos como Intelectuais e classes dirigentes no Brasil (1920-1945)(1979) e A elite eclesiástica brasileira: 1890-1930 (1988), ele foi responsável por uma verdadeira “revolução simbólica” em nossas Ciências Sociais, para usar aqui uma expressão certeira de João Victor Kosicki e Lidiane Soares Rodrigues (2025). É mesmo justo considerá-lo o maior sociólogo de sua geração.
No entanto, o luto que, com razão, a comunidade acadêmica sente, não deve obscurecer a tenacidade de sua trajetória. Ele que, mesmo no fim da vida, nos brindou com mais uma prova de inovação com suas pesquisas sobre o modernismo argentino, de Jorge Luis Borges a Alfonsina Storni, revelando novas possibilidades para a sociologia dos intelectuais no que toca à perspectiva comparada, à circulação transnacional e à sensibilidade no trato com ideias.
Marshall Sahlins (1997) notou que a experiência etnográfica havia ajudado a dissipar as “qualidades de substância natural adquiridas” pela cultura, contribuindo não tanto para seu fim, mas para sua complexificação. Nas últimas décadas, a sociologia dos intelectuais pareceu ter operado com um procedimento similar em relação ao seu objeto. A desnaturalização do que é um intelectual, movimento que aprendemos tanto com Sergio Miceli, também é levado a cabo, por meio de múltiplas frentes, por Intelectuais no plural.
Referências
ALEXANDER, Jeffrey. (2022). Sociologia cultural. Rio de Janeiro: Ateliê de Humanidades Editorial.
COLLINS, Randall. (1998). The Sociology of Philosophies. Cambridge: Harvard University Press.
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KOSICKI, João V. & RODRIGUES, Lidiane S. (2025). Sergio Miceli (1945-2025), nenhuma paixão desperdiçada. Anpocs. Disponível em: https://anpocs.org.br/2025/12/20/homenagem-a-sergio-miceli/. Acesso em: 11 fev. 2026.
LECLERC, Gérard. (2004). Sociologia dos intelectuais. São Leopoldo: Editora Unisinos.
LEPENIES, Wolf. (1996). As três culturas. São Paulo: Edusp.
MARTINS, Carlos Benedito & MAIA, Felipe. (2025). Intelectuais no plural: reconfigurações da sociologia dos intelectuais. Rio de Janeiro: Ateliê de Humanidades Editorial.
MICELI, Sergio. (1988). A Elite Eclesiástica Brasileira: 1890-1930. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
MICELI, Sergio. (1979). Intelectuais e classe dirigente no Brasil (1920-1945). São Paulo: Difel.
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SAPIRO, Gisèle. (2025). Os intelectuais. São Paulo: Edusp.
