MinasMundo: do vídeo-manifesto a Ouro Preto (2024-1924)

Este post é um convite para o seminário MinasMundo, Ouro Preto (2024-1924) que se avizinha, nos dias 25, 26 e 27 de março. Convidamos ainda leitoras e leitores da BVPS a conhecerem ou reverem o vídeo-manifesto com o qual lançamos o projeto, acompanhado de uma análise dele, assinada por Marco Antonio Gonçalves, que integra o Glossário MinasMundo (Relicário Edições), cujo lançamento acontecerá no anexo do Museu da Inconfidência na terça-feira, dia 26, às 18hs. A experiência de rever o vídeo-manifesto mirando a programação do seminário – que também apresentamos no post – nos fez pensar sobre o tempo. Tempos difíceis, de pandemia e ameaças à democracia. Mas, também de solidariedades e aprendizados. Os inícios e os finais de um projeto tão abrangente e singular como o que tivemos/temos a oportunidade de realizar coletivamente.

Rede composta, hoje, por mais de 70 pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e de diversas instituições, no Brasil e no exterior, o MinasMundo se formou há quatro anos com alguns desafios de inovação da produção do conhecimento e da sua comunicação pública, como rediscutir o sentido cosmopolita que o modernismo também forjou, para além dos compromissos ideológicos em diferentes dimensões e em matizes políticos distintos, até mesmo antagônicos. Como uma viagem para o interior do Brasil o abre ao mundo – mais ainda, refunda a agenda estética e intelectual que mobilizará todo o século XX? Questões como original e cópia, centro e periferia, local e universal e dependência cultural não sairiam mais da pauta. Além da crítica à perspectiva eurocêntrica e esboços precários, com os recursos intelectuais e políticos disponíveis naquele tempo, de uma abordagem que hoje identificamos ao pós ou decolonial. A geopolítica do conhecimento – científico ou artístico – está aí para, infelizmente, não nos desmentir. Apesar das promessas de um mundo policêntrico, hierarquias e desigualdades duráveis persistem também no campo da cultura. Temos olhado, novamente, muito para “dentro”, mobilizados que estamos pelas lutas por reconhecimento, subalternidades e políticas de identidades. Tudo isso é sem dúvida premente, nossa dívida enquanto sociedade e Estado-nação com maiorias minorizadas é imensa. E não pode ficar mais pendurada, no fiado. Mas, até mesmo para enfrentá-la, é preciso uma perspectiva mais macro, a um só tempo política e academicamente inovadora, do processo social e suas interdependências, desafios e impasses em escala global, a começar pelo próprio capitalismo, sistema de produção e reprodução de desigualdades inimagináveis. Cosmopolita não é o modernista que viajou para Paris ou para Ouro Preto, mas aquele que entendeu e reorientou sua conduta em relação à diferença, ao outro. Aqueles e aquelas que criaram e criam ramais e caminhos de comunicação democrática. São muitos os deslocamentos estéticos, intelectuais, sociais e políticos que qualquer viagem, qualquer uma delas mesmo, mesmo ao redor de um livro, permite. E exige. Um gesto ritual: voltar a Ouro Preto cem anos depois de Mário, Oswald, Tarsila e outros modernistas para redescobrir um Brasil que não é uma cópia malfeita da Europa, nem por isso uma constelação autêntica. O “entre-lugar” em que estamos como sociedade há mais de 500 anos é um lugar político e não nos permite, simplesmente, ignorar esse legado. Ele o exige e muito mais: a lutar por outros legados que nos constituem sem, porém, contar com a providência e o conforto ontológico de uma “unidade” ou “pureza”, como nos tem ensinado também Silviano Santiago, esse carioca do mundo, nascido em Minas e uma das inspirações do MinasMundo. Cosmopolitismo: perigo por todos os lados.

MinasMundo, Ouro Preto (2024-1924) é uma parceria do projeto MinasMundo e da Prefeitura Municipal de Ouro Preto.

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O Leão de Essa, de Aleijadinho, Antônio Francisco Lisboa, criatura indefinida que mistura relatos de um escravizado africano e a circulação material dos milenares Cães de Fó chineses no império transatlântico luso; a escultura de Ulisses Pereira Chaves e as volutas várias que adotamos desde o início do nosso projeto expressam o MinasMundo em seu seminário de encerramento. Joana Lavôr, artista residente, imaginou ainda, numa fita verde, como que um filme com alguns momentos da nossa trajetória de 4 anos em movimento: a vizinhança de Nossa Senhora do Ó, em Sabará; os desenhos de Tarsila do Amaral na viagem de 1924; e o Atlante, também do Aleijadinho, também de Sabará, que sustenta o mundo e a nós. A paleta de cores está mais clara; as técnicas são muitas. Muitas também as texturas. Camadas e camadas de perguntas que a estética nos ajuda a deixar inacabadas.

Agradecimentos: Pesquisadoras e pesquisadores do MM; assistentes de pesquisa: João Mello, Rennan Pimentel e Lucas van Hombeeck. Prefeito Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Secretário de Cultura Flavio Malta, Alex Sandro Calheiros de Moura (Museu da Inconfidência), Wanalyse Emery (Casa Guignard) e Kéle Cristina Coelho. Carlos Augusto Calil, Conceição Evaristo, Elisa Pereira Reis, Inés de Torres, Júnia Furtado, Leda Maria Martins, Mario Cámara, Paulo Nazareth, Ricardo Aleixo, Rubem Barboza Filho e Silviano Santiago. CAPES, CNPq, Prefeitura Muncipal de Ouro Preto, Faperj, Fapemig, PPGSA/IFCS/UFRJ, PPGH/UFMG, PPGAC/UFPOP.

André Botelho, Mariana Chaguri, Maurício Hoelz, Pedro Meira Monteiro e Wander Melo Miranda – coordenadores do MinasMundo


Vídeo-manifesto MinasMundo

Marco Antonio Gonçalves

Proponho um percurso pela imagética do vídeo-manifesto do projeto MinasMundo, realizado por Fábio Seixo, pontuando relações e agenciamentos capazes de evocar e reverberar algumas das proposições que o engendram e embasam. Tomando as imagens em sua radicalidade, adentramos no conceito primordial do projeto que é a concepção de cosmopolitismo, espécie de armadura político-conceitual do significado de MinasMundo, nos aportando em suas derivações que abrem um campo de reflexão sobre e no espaço minas como mundo e mundo enquanto minas.

O vídeo inicia com Tiradentes e termina com Tiradentes. O monumento a Tiradentes em Ouro Preto é um marco da República, uma radical ressignificação da história do Brasil, e representa a re-figuração de Minas nessa história. Logo em seguida, vemos uma intercalação entre personagens discursando, a política e o poder, Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas, e cenas do filme Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade – exatamente o plano do discurso do poeta que também do alto de uma estátua, monumento, profere uma narrativa sobre a origem do Cruzeiro do Sul e ali é desmentido por Macunaíma, momento de inversão importante que faz com que este imponha sua visão e saia vitorioso, afirmando seu discurso sobre o Cruzeiro do Sul, que é verdadeiramente o pai do mutum. As imagens do vídeo parecem querer acentuar essa rotação, essa mudança de cânone, permitindo emergir outras formas de entendimento sobre as mesmas coisas. Os planos do vídeo continuam a enfatizar essa alternância entre políticos brasileiros e imagens do filme Macunaíma, especialmente a de Venceslau Pietro Pietra, que é o gigante Piaimã que dá entrevista para repórteres. Com esse movimento bascular entre Macunaíma e os políticos, encerra-se essa abertura que é operada pelo contraste de formas discursivas distintas e que culmina com a irrupção de Macunaíma assumindo o papel de herói de nossa gente, encarnando um contradiscurso desestabilizador das narrativas “oficiais” sobre o Brasil.

O último plano da abertura nos dá a ver um político, um general e, ao fundo, uma igreja barroca, e aí passamos para a topografia de Minas, mapa ondulado com suas montanhas, no qual vemos muitas igrejas que se confundem com a cartografia. Esse plano do mapa se funde às igrejas reais de Ouro Preto, dominando definitivamente a paisagem. Mais uma fusão e vemos as mesmas igrejas e a cartografia emergirem como representação no croqui realizado por Tarsila do Amaral e, desse modo, aportamo-nos no centro do MinasMundo, no ano de 1924. Esse croqui, essa passagem por Minas, abre espaço para uma outra percepção do modernismo, e assim passamos a ver o ícone Abaporu através de um fundo de galhos retorcidos e secos que o emolduram, se confundindo e se fundindo com o sertão de Guimarães Rosa. Nesse momento, somos embalados pela montagem poética de Lucas van Hombeeck, que evoca os gerais que correm em volta, sem tamanho, os campos a fora, adentro. Imagens verbais de Guimarães Rosa em Grande Sertão: veredas, que se fundem em harmonia com as outras imagens evocadas por Carlos Drummond de Andrade em “Confidência do Itabirano”: oitenta por cento de ferro na alma, porosidade e comunicação. Aportamos no poroso, na sequência da ferocidade que nos dá a ver a escultura Queda de viga [Beam Drop], de Chris Burden, realizada em Inhotim, Brumadinho, em 2008: lanças de ferro que golpeiam uma piscina de concreto. Escultura-profecia, antecipação do destino de Mariana e de Brumadinho. Essas imagens se fundem com as sucessivas imagens da queda de Macunaíma do ventre materno; seu grito, sua dor que se confunde com o som das lanças de ferro caindo na piscina de concreto.

Corte para a imagem de Guimarães Rosa, na célebre entrevista para uma televisão alemã, em que nos fala sobre seu sertão, um fundo telúrico, das profundezas da terra e dos seus significados que ecoam por todas as Minas. Mas Rosa acrescenta a ideia do Fausto sertanejo: evoca um pacto com o diabo, a decadência do espírito humano que se deixa seduzir pelo mal. Corte para a imagem de Antonio Candido falando da obra de Rosa, do regionalismo que supera o próprio regionalismo; modo de conceituar o que se entende por cosmopolitismo e que aqui se funde com o próprio neologismo da imagem-palavra minasmundo. E neste exato momento somos arrastados pelas imagens do rompimento/explosão/catástrofe de Brumadinho. A lama em torno, dentro e fora das Minas. Silviano Santiago sublinha, nesse momento, essa “ferocidade” ao dizer que “Grande Sertão é o livro mais radical contra um desenvolvimentismo que é feito sem a preocupação social e humana”, e através de fusões e efeitos vemos os Krenak, seus rituais. A partir daí, as imagens vêm em avalanche, rastro da destruição, do mal, da fera, imagens de rebeliões, revoltas, prisões, ônibus queimando, um homem que empunha um facão, homens com máscaras e mais imagens que encaminham para as telas de Tarsila do Amaral: A lua, Morro da Favela, São Paulo 135831, Os operários. Telas que insistem em adensar esse “desenvolvimentismo” e sua ferocidade. Grande Sertão conceituado por Silviano Santiago adquire aqui o pleno sentido das imagens evocadas no vídeo. Grande Sertão, nas letras de Silviano, seria este “rompimento de um percurso linear e cronológico das obras literárias, que descendem da Carta de Pero Vaz de Caminha, como um rochedo que despenca do alto da montanha em virtude da erosão causada no terreno pelas chuvas torrenciais, e arrasa de vez com a bitola estreita dos trilhos por onde vinha sacolejando tranquilamente o trenzinho caipira da literatura brasileira”. Esse abalo, rompimento, explosão, cria um paralelismo entre os gerais, o geral, o humano, as minas que nos faz aportar em mais uma narração que enfatiza o ser do mundo e o ser Minas Gerais. A partir de agora o vídeo nos situa nas imagens do espetáculo Parabelo, do Grupo Corpo, de 1997, que expande os sertões de Minas para além das minas, indo ao encontro do sertão nordestino de Tom Zé, replicando a narração “sou do mundo, sou Minas Gerais”. A tela se divide e o Grupo Corpo dá espaço para as meninas negras do Slam das Minas, poesia de resistência e de afirmação. Uma delas diz “somos as filhas das pretas que vocês não conseguiram matar”, e o corte nos leva à imagem doce e tenra de Conceição Evaristo, que nos diz que escrever é uma forma de sangrar. Em choque de imagens, vemos as imagens do rio Doce, lama/sangue e Conceição Evaristo concluindo, docemente, como um fluxo de rio, que a vida é uma sangria desatada.

Aportamos, aqui, no epicentro de um dos significados mais potentes de MinasMundo, que é sua proposta de acolher e poder realizar uma “sociologia reversa”, produtora de outros olhares, que no vídeo se incarnam na imagética barroca que imagetifica o mundo projetando novos corpos, os anjos negros, a Nossa Senhora negra. “Sociologia reversa” que tem seu manifesto na pintura do teto da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis em Ouro Preto, pintada pelo mestre Manoel da Costa Athaíde, que projeta as Minas, sua gente, suas feições outras, no céu, na ordem cósmica, na metrópole, no mundo. A assumpção de Nossa Senhora sintetiza olhares potentes sobre si e sobre o outro: é história, é religião, é escravidão. Naturalmente, somos encaminhados para as imagens das bonecas da mestra dona Isabel do Vale do Jequitinhonha, que produz suas noivas à sua imagem e semelhança: negras, miscigenadas, marcas das histórias, dos afetos e das alianças nas minas. As muitas faces de Cristo, também concebido por uma estética e ética que opera essa “sociologia reversa”, nos força a reverter imagens estabelecidas, e a uma abertura para imagens outras. Chegamos, finalmente, estruturalmente, às imagens de Milton Nascimento e sua conceituação “sou do mundo, sou Minas Gerais” que é o eixo conceitual do cosmopolitismo proposto pelo projeto MinasMundo. Assim, esse mundominas, o externo e o interno, essa dobra vai surgir esculpida a ferro e a fogo nas esculturas de Amilcar de Castro quando seu mundo de Paraisópolis é atravessado por muitos mundos, como suas chapas de ferro são atravessadas pelo espaço externo. Encarnação conceitual potente, metáfora elucidativa da proposição do projeto que se atualiza também em outra imagem, nesse mesmo contexto, que é a proposição de outra mineira de Belo Horizonte, Lygia Clark, com seus dentros e foras acentuando as ligações, numa operação topológica que desafia o cânone de uma geometria euclidiana de simples oposições binárias. É nesse espaço topológico, de englobamentos, que emerge a complexidade das Minas e dos mundos. E agora vemos essa topologia no mundo, no viaduto Santa Tereza em 2020, em uma instalação de cobras gigantes realizada pelo artista macuxi/brasileiro/universal Jaider Esbell, neto de Macunaíma. Aqui, retornamos ao princípio, à onipresença de Macunaíma que desafia os cânones e as possíveis reversões e reviravoltas imagéticas. O fechamento do vídeo, seu grand finale, opera por um efeito dominante, que Lévi-Strauss percebeu em muitas expressões artísticas de muitos povos, e foi descrito como o efeito do desdobramento da representação. Percebido, sobretudo, nas pinturas faciais e nas máscaras, em que a imagem continua em seu desdobramento replicando um lado no outro, nos dando, assim, uma ilusão de simetria. Vemos no vídeo os 12 profetas de Aleijadinho no adro dianteiro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, que se desdobram, se replicam – igrejas replicadas. Esse processo de desdobramento como técnica, segundo Lévi-Strauss operado por uma falsa simetria, quer justamente construir uma ideia de assimetria, de hierarquia, de estratos, mundos formados por partes profundamente desiguais, mas que se encontram, se comunicam. Somos, então, levados através dos desdobramentos e seus efeitos às hierarquias, às desigualdades, aos muitos mundos e às muitas minas.


Programação | MinasMundo, Ouro Preto (2024-1924)

1º dia – 25 de março (Segunda-feira)

10h00 Abertura oficial | Local: Casa da Ópera

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos – Prefeito de Ouro Preto

Wander Melo Miranda (UFMG e Coordenação do projeto MinasMundo) 

10h30  Miragens e redescobrimentos do Brasil | Local: Casa da Ópera

Lilia Moritz Schwarcz (Princeton)

Ângelo Oswaldo de Araújo Santos

Debate: André Botelho (UFRJ)

14h00  A viagem modernista de 1924: contextos e consequências | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Elide Rugai Bastos (Unicamp)

Carlos Augusto Calil (USP)

Roberto Said (UFMG)

Maurício Hoelz (UFRRJ)

Debate: Victor da Rosa (UFOP)

Coordenação: Andrea Borges Leão (UFC)

17h00 Filme: “Acaba de chegar ao Brasil o bello poeta francez Blaise Cendrars” (47 min) | Conversa com o diretor Carlos Augusto Callil (USP) | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Mediação: Pedro Meira Monteiro (Princeton)

2º dia – 26 de março (Terça-feira)

10h00 Minas e os mundos | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Elisa Reis (UFRJ)

Júnia Furtado (UFMG) 

Wander Melo Miranda (UFMG)

Ricardo Aleixo (UFBA)

Debate: José Newton Meneses (UFMG)

Coordenação: Celi Scalon (UFRJ)

14h00  Duas exposições em Ouro Preto | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Romulo Pinheiro (Instituto Peck Pinheiro)

Edilson Pereira (ECO-UFRJ)

Mediação: Sabrina Parracho Sant’Anna (UFRRJ)

15h00  Minas, volutas, movimentos | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Inés de Torres (Universidad de la Republica/Uruguay)

Joana Tavares (Unirio)

Andre Bittencourt (UFRJ) & Daniela Giovanna Siqueira (UFMT)

Manaíra Aires Athayde (University of California, Santa Barbara).

Debate: Myriam Ávila (UFMG)

Coordenação: Enio Passiani (UFRGS)

17h30 Cachaça e literatura, com Maurício Ayer | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

18h00 Lançamento do Glossário MinasMundo | Roda de conversa com pesquisadores e pesquisadores do projeto MinasMundo | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

3º dia – 27 de março (Quarta-feira)

11h00 Sessão especial com Paulo Nazareth | Local: Casa da Ópera

Conversa com Maria Angelica Melendi (UFMG)

Mediação: Denilson Lopes (UFRJ)

14h00  Cosmopolitismo: palavra perigo | Local: Auditório do Museu da Inconfidência

Mario Cámara (Universidad Nacional de las Artes/Argentina)

Rubem Barboza (UFJF)

Pedro Meira Monteiro (Princeton)

Heloisa Starling (UFMG)

Debate: Helena Bomeny (UERJ)

Coordenação: João Pombo Barile (Suplemento Minas Gerais)

17h00 Encerramento. Cosmpoltícas: conversa com Conceição Evaristo e Silviano Santiago | Local: Casa da Ópera

Mediação: Leda Maria Martins (UFMG)

Minicursos MinasMundo – Casa Guignard (programação paralela)

1º dia – 25 de março (Segunda-feira)

14h00  | Mulheres mineiras e feminismos

Mariana Chaguri (Unicamp)

Rita Lages (UFMG)

2º dia – 26 de março (Terça-feira)

14h00 | Sou do mundo, sou Minas Gerais: Milton Nascimento

Bruno Viveiros Martins (Estácio-BH)

3º dia – 27 de março (Quarta-feira)

10h00 | No direction home: poesia e viagem, no modernismo e depois

.Emílio Maciel (UFOP)

Rafael Lovisi Prado

14h00 | Guignard entre modernistas

. Eduardo Dimitrov (UnB)

O cartaz que abre o post é de autoria da artista Joana Lavôr