BVPS | Abre ALAS | “Novos elementos da Sociologia Crítica Cosmopolita a partir da América Latina: rumo à ALAS 2026 no Rio de Janeiro”, por José Vicente Tavares-dos-Santos

A sociologia latino-americana está prestes a se encontrar no Rio de Janeiro. No primeiro post de encerramento da série Abre ALAS, José Vicente Tavares-dos-Santos (UFRGS) discute novos elementos teóricos e metodológicos da sociologia crítica cosmopolita latino-americana, propondo caminhos para sua internacionalização.

Aproveitamos para reforçar o convite para a abertura oficial do XXXV Congresso da ALAS – Entre a Policrise e as Alternativas: horizontes da sociologia crítica latino-americana, a ser realizada amanhã, 26 de julho (domingo), das 16h30 às 20h30, no Armazém da Utopia (Armazém 6 – Avenida Rodrigues Alves, s/n, Santo Cristo, Rio de Janeiro).

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Boa leitura! E excelente encontro!


Novos elementos da Sociologia Crítica Cosmopolita a partir da América Latina: rumo à ALAS 2026 no Rio de Janeiro

Por José Vicente Tavares-dos-Santos (UFRGS)

A Sociologia Latino-Americana está inserida no espaço contemporâneo do conhecimento sociológico: um saber sociológico crítico internacional, que analisa a realidade contemporânea, marcada por conflitualidades sociais, mas também por utopias. Pois, ao reconhecer a prática sociológica como um processo de construção de uma autoconsciência crítica da sociedade, os Autores põem-se a conceber possíveis históricos num difícil processo civilizatório, junto aos povos que, numa sociedade mundializada, estão a imaginar e a construir (Tavares-dos-Santos, 2019).

Por um lado, identificamos alguns conceitos teóricos para compreender as transformações da sociedade latino-americana: mundialização, neoliberalismo e novas questões sociais mundiais; desigualdade, exclusão, marginalização e juventude; a ambiguidade do Estado, entre o controle social repressivo e as práticas alternativas de gestão pública; a Educação das polícias (Batitucci, Poncioni & Tavares-dos-Santos, 2026); ciência e inovação tecnológica com as tecnologias sociais; o papel da cidadania e a utopia de uma democracia para todos.

A proposta de Paulo Henrique Martins é testemunha dessa criatividade sociológica:

Esta ideia contemporânea de um Sul Global como marco interpretativo que substitui a ideia de periferia é o resultado da heterotopia de outra globalização que se coloca a partir de dois pontos: desde o Norte, por meio da reação dos atores sociais e culturais que estão ampliando a rejeição à modernidade eurocêntrica, como o fazem os anti-utilitaristas com suas críticas anticapitalistas, e desde o Sul, pelos atores decoloniais que questionam a violência da cultura capitalista sobre as culturas originárias ou emergentes nas sociedades das margens (Martins, 2012: 15-16).

Por outro, seria possível extrair alguns conceitos teóricos para explicar a sociedade latino-americana(cf. Bialakowsky et al., 2012): o pensamento crítico latino-americano, a historicidade e a mundialização; a teoria da dependência; os novos paradigmas: relacionalidade, reflexividade, complexidade; o diálogo interdisciplinar com as novas ciências e a universidade (Tavares-dos-Santos, 2020); as metodologias computacionais (Tavares-dos-Santos, 2025a); a revalorização do conceito de representações sociais; os conceitos de microfísica da violência – violência difusa, violência de gênero, violência política; a segurança cidadã e a polícia cidadã (Tavares-dos-Santos & Barreira, 2016; Tavares-dos-Santos, 2025b). Por fim, a responsabilidade social dos sociólogos frente às transformações das sociedades latino-americanas.

Além disso, há uma grande renovação na sociologia da literatura. A explicação da violência e dos conflitos sociais, como elementos da sociedade brasileira, elegeu a literatura como objeto privilegiado de análise. Atualiza-se a perspectiva de Antonio Candido, Ángel Rama, Roberto Schwarz, Silviano Santiago, Ricardo Piglia, André Botelho para investigar a complementaridade entre literatura e sociedade.

Ao desenvolver o conceito de “figurações da violência”, com o de pânico social a partir de uma abordagem dialética que busca o vínculo entre o texto e os elementos internos do texto, alguns autores observam o surgimento de um novo gênero literário na América Latina, o romance de violência. Por meio dessa abordagem analítica, é possível compreender os conflitos sociais expressos no discurso literário, assim como a dramaticidade humana (Ruiz et al., 2025; Tavares-dos-Santos, 2022; Passiani, 2009; Passiani, 2020).

Podemos reiterar alguns eixos para a internacionalização da Sociologia na América Latina:

1) Um intercâmbio mais sistemático entre a produção em espanhol e em português. Além disso, é necessário superar o desconhecimento da sociologia que se produz nos países caribenhos ou continentais, em inglês, francês e holandês;

2) A necessidade de renovar o diálogo entre a sociologia crítica do Norte, a sociologia dos BRICS ampliados, marcadamente a sociologia na China; e a sociologia crítica latino-americana;

3) Refletir acerca do embate entre democracia, autoritarismo e conservadorismo (Tavares-dos-Santos et al., 2022b).

As questões sociais do novo mundo constituem um vasto campo de questionamento à prática sociológica (Tavares-dos-Santos, 2024). Há muitas possibilidades emancipatórias; no entanto, subsiste um universo de exclusão social e segregação socioespacial – por classes, gêneros, etnias, afinidades culturais, grupos etários – que exige uma teoria crítica da sociedade contemporânea.

Da mesma forma, o diálogo interdisciplinar com as ciências pós-cartesianas foi um marco no desenvolvimento da sociologia na América Latina, como o propôs a obra-prima de Pablo González Casanova (2004), Las Nuevas Ciencias y las Humanidades: o pensamento crítico cosmopolita necessita da construção de um novo paradigma, incorporando as novas ciências da complexidade, para poder imaginar políticas alternativas (González Casanova, 2015).

Nos procedimentos da sociologia contemporânea reside a difusão de um habitus de pesquisa, marcado por vários elementos: a dúvida metódica e o questionamento dos objetos, métodos e hipóteses do trabalho científico; o uso de metodologias informacionais, a fim de superar as antinomias dos procedimentos quantitativos/qualitativos, em todo momento do processo de trabalho sociológico; o rigor da pesquisa cotidiana; a organização flexível do trabalho em grupos de pesquisa; a responsabilidade social incontornável; e um lugar para o questionamento e a criatividade.

Precisamos dar um passo além e construir uma sociologia crítica verdadeiramente internacionalizada. Decerto, a amplitude do Congresso ALAS do Rio de Janeiro, em julho de 2026, trará novas contribuições substantivas a essa tarefa urgente.

Referências

BATITUCCI, Eduardo; PONCIONI, Paula & TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (orgs.) (2026). Police Education in Brazil and Latin America. London: Routledge.

BIALAKOWSKY, Alberto L. et al. (2012). Latin American Critical Thought: Theory and Practice. Buenos Aires: CLACSO.

GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo (2004). Las Nuevas Ciencias y las Humanidades – De la Academia a la Política. Barcelona: Anthropos / México: UNAM.

GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo (2015). De la sociología del poder a la sociología de la explotación: pensar América Latina en el siglo XXI. Marcos Roitman Rosenmann (org.). México: Siglo XXI Ed. / Buenos Aires: CLACSO.

MARTINS, Paulo Henrique (2012). La decolonialidad de América Latina y la heterotopía de una comunidad de destino solidaria. Buenos Aires: Fundación CICCUS/Estudos Sociológicos.

PASSIANI, Enio (2009). Afinidades seletivas: uma comparação entre as sociologias da literatura de Pierre Bourdieu e Raymond Williams. Estudos de Sociologia, Araraquara, UNESP-FCL, v. 14, n. 27, p. 285-299.

PASSIANI, Enio (2020). Uma longa jornada: a gênese da sociologia das formas discursivas de Raymond Williams. Resgate – Revista Interdisciplinar de Cultura, Campinas, v. 28, p. 1-35.

RUIZ, Martha Nélida; TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente; PACHECO GARCÍA, Marcia & LAFLEUR, Nahum (orgs.) (2025). Literatura y Conflictividad (sociología de novelas del Sur Mundial). Toluca, México: Universidad de Toluca / Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente & BARREIRA, César (orgs.) (2016). Paradoxos da Segurança Cidadã. Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2019). La experiencia latinoamericana de una sociología crítica cosmopolita: mundialización, violencia y democracia. Legados de ALAS Porto Alegre (2005). In: RÍOS BURGA, Jaime (org.). Testimonios y Escritos de ALAS desde sus Presidencias y Congresos. Lima: ALAS/CLACSO, p. 403-445.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (org.) (2020). A Universidade do Futuro. Porto Alegre: Editora da UFRGS.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2022a). Figuraciones de la violencia (sociología de novelas latinoamericanas). Buenos Aires: TESEO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente et al. (2022b). Amenazas y desafíos para las democracias en América Latina y el Caribe: ¿derechos en cuestión? Buenos Aires: CLACSO. Disponível em: biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (org.) (2024). Sociología crítica cosmopolita: trayectorias, diálogos y figuraciones. Buenos Aires: CLACSO / Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2025a). Las metodologías computacionales en la sociología crítica cosmopolita. In: X Encuentro Latinoamericano de Metodología de las Ciencias Sociales – Indisciplinar las Ciencias Sociales: Transformaciones y Resistencias en las Fronteras Metodológicas. Bogotá, 12-14 de junho.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2025b). Sociologia do Policiar: configurações e ambivalências. Cadernos do CEAS: Revista Crítica de Humanidades, Salvador/Recife, v. 50, n. 264, p. 214-237.

Sobre o autor

José Vicente Tavares-dos-Santos é Professor Titular dos Programas de Pós-Graduação em Seguridade Social e em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisador do CNPq e foi presidente da ALAS entre 2005 e 2007.


La sociología latinoamericana está a punto de encontrarse en Río de Janeiro. En el primer post de cierre de la serie Abre ALAS, José Vicente Tavares-dos-Santos (UFRGS) analiza nuevos elementos teóricos y metodológicos de la sociología crítica cosmopolita latinoamericana, proponiendo caminos para su internacionalización.

Aprovechamos la ocasión para reiterar la invitación a la apertura oficial del XXXV Congreso de la ALAS – Entre la Policrisis y las Alternativas: horizontes de la sociología crítica latinoamericana, que se realizará mañana, 26 de julio (domingo), de 16:30 a 20:30, en el Armazén da Utopia (Armazém 6 – Avenida Rodrigues Alves, s/n, Santo Cristo, Río de Janeiro).

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¡Les deseamos una buena lectura y un excelente encuentro!


Nuevos elementos de la Sociologia Crítica Cosmopolita desde Latinoamérica: hacia ALAS 2026 en Rio de Janeiro

Por José Vicente Tavares-dos-Santos (UFRGS)

La Sociología Latinoamericana está inserta en el espacio contemporáneo del conocimiento sociológico: un saber sociológico crítico internacional, que analiza la realidad contemporánea, marcada por conflictividades sociales, pero también por utopías. Pues, al reconocer la práctica sociológica como un proceso de construcción de una autoconciencia crítica de la sociedad, los Autores se ponen a concebir posibles históricos en un difícil proceso civilizatorio, junto a los pueblos que, en una sociedad mundializada, están a imaginar y a construir (Tavares-dos-Santos, 2019).

Por un lado, identificamos algunos conceptos teóricos para comprender las transformaciones de la sociedad latinoamericana: mundialización, neoliberalismo y nuevas cuestiones sociales mundiales; desigualdad, exclusión, marginalización y juventud; la ambigüedad del Estado, entre el control social represivo y las prácticas alternativas de gestión pública; la Educación de las policías (Batitucci, Poncioni & Tavares-dos-Santos, 2026); ciencia e innovación tecnológica con las tecnologías sociales; el rol de la ciudadanía y la utopía de una democracia para todos.

La propuesta de Paulo Henrique Martins (2012) es testigo de esa creatividad sociológica:

“Esta idea contemporánea de un Sur Global como marco interpretativo que sustituye la idea de periferia es el resultado de la heterotopía de otra globalización que se plantea desde dos puntos: desde el Norte, a través de la reacción de los actores sociales y culturales que están ampliando el rechazo a la modernidad eurocéntrica, como lo hacen los anti-utilitaristas con sus críticas anticapitalistas, y desde el Sur, por los actores decoloniales que cuestionan la violencia de la cultura capitalista sobre las culturas originarias o emergentes en las sociedades de los márgenes” (Martins, 2012:15-16).

Por otro, sería posible extraer algunos conceptos teóricos para explicar la sociedad latinoamericana (cf. Bialakowsky et al., 2012): el pensamiento crítico latinoamericano, la historicidad y la mundialización; la teoría de la dependencia; los nuevos paradigmas: relacionalidad, reflexividad, complejidad; el diálogo interdisciplinar con las nuevas ciencias y la universidad (Tavares-dos-Santos, 2020); las metodologías computacionales (Tavares-dos-Santos, 2025a); la revalorización del concepto de representaciones sociales; los conceptos de microfísica de la violencia – violencia difusa, violencia de género, violencia política;  la seguridad ciudadana y la policía ciudadana (Tavares-dos-Santos & Barreira, 2016; Tavares-dos-Santos, 2025b). Finalmente, la responsabilidad social e los sociólogos frente a las transformaciones de las sociedades latinoamericanas.

Además, hay una gran renovación en la sociología de la literatura. La explicación de la violencia y los conflictos sociales, como elementos de la sociedad brasileña, eligió la literatura como objeto privilegiado de análisis. Se actualiza la perspectiva de Antonio Candido, Ángel Rama, Roberto Schwarz, Silviano Santiago, Ricardo Piglia, André Botelho para investigar la complementariedad entre literatura y sociedad.

Al desarrollar el concepto de “figuraciones de la violencia”, com el de pánico social desde un enfoque dialéctico que busca el vínculo entre el texto y los elementos internos del texto, algunos autores observan el surgimiento de un nuevo género literario en América Latina, la novela de violencia. A través de este enfoque analítico, se pueden comprender los conflictos sociales expresados ​​en el discurso literario, así como la dramaticidad humana (Ruiz et al., 2025; Tavares-dos-Santos, 2022a; Passiani, 2009; Passiani, 2020).

Podemos reiterar algunos ejes para la internacionalización de la Sociología en América Latina:

1) Un intercambio más sistemático entre la producción en español y portugués. Además, es necesario superar el desconocimiento de la sociología que se produce en los países del Caribe o continentales, en inglés, francés y holandés;

2) La necesidad de renovar el diálogo entre la sociología crítica del norte, la sociología de los BRICs ampliados, marcadamente la sociología en China; y la sociología crítica latinoamericana;

3) Reflexionar acerca del embate entre democracia, autoritarismo y conservadorismo (Tavares-dos-Santos et al., 2022b).

Las cuestiones sociales del nuevo mundo constituyen un vasto campo de cuestionamiento a la práctica sociológica (Tavares-dos-Santos, 2024). Hay muchas posibilidades emancipatorias, sin embargo, subsiste un universo de exclusión social y segregación socioespacial -por clases, géneros, etnias, afinidades culturales, grupos de edad- que exige una teoría crítica de la sociedad contemporánea.

Asimismo, el diálogo interdisciplinar con las ciencias poscartesianas ha sido un hito en el desarrollo de la sociología en América Latina, como lo planteó la obra maestra de Pablo González Casanova (2004), Las Nuevas Ciencias y las Humanidades: el pensamiento crítico cosmopolita necesita la construcción de un nuevo paradigma, incorporando las nuevas ciencias de la complejidad, para poder imaginar políticas alternativas (González Casanova, 2015).

En los procedimientos de la sociología contemporánea reside la difusión de un habitus de investigación, marcado por varios elementos: la duda metódica y el cuestionamiento de los objetos, métodos e hipótesis del trabajo científico; uso de metodologías informacionales, con el fin de superar las antinomias de los procedimientos cuantitativos/cualitativos, en todo momento del proceso de trabajo sociológico; rigor de la investigación cotidiana; organización flexible del trabajo en grupos de investigación; responsabilidad social ineludible; y un lugar para el cuestionamiento y la creatividad.

Necesitamos dar un paso más y construir una sociología crítica verdaderamente internacionalizada. Por cierto, la amplitud del Congreso ALAS de Rio de Janeiro, em julio de 2026, traerá nuevas contribuciones substantivas a esta urgente tarea.

Referencias

BATITUCCI, Eduardo; PONCIONI, Paula & TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (orgs.) (2026). Police Education in Brazil and Latin America. London: Routledge.

BIALAKOWSKY, Alberto L. et al. (2012). Latin American Critical Thought: Theory and Practice. Buenos Aires: CLACSO.

GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo (2004). Las Nuevas Ciencias y las Humanidades – De la Academia a la Política. Barcelona: Anthropos / México: UNAM.

GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo (2015). De la sociología del poder a la sociología de la explotación: pensar América Latina en el siglo XXI. Marcos Roitman Rosenmann (comp.). México: Siglo XXI Ed. / Buenos Aires: CLACSO.

MARTINS, Paulo Henrique (2012). La decolonialidad de América Latina y la heterotopía de una comunidad de destino solidaria. Buenos Aires: Fundación CICCUS/Estudos Sociológicos.

PASSIANI, Enio (2009). Afinidades seletivas: uma comparação entre as sociologias da literatura de Pierre Bourdieu e Raymond Williams. Estudos de Sociologia, Araraquara, UNESP-FCL, v. 14, n. 27, p. 285-299.

PASSIANI, Enio (2020). Uma longa jornada: a gênese da sociologia das formas discursivas de Raymond Williams. Resgate – Revista Interdisciplinar de Cultura, Campinas, v. 28, p. 1-35.

RUIZ, Martha Nélida; TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente; PACHECO GARCÍA, Marcia & LAFLEUR, Nahum (eds.) (2025). Literatura y Conflictividad (sociología de novelas del Sur Mundial). Toluca, México: Universidad de Toluca / Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente & BARREIRA, César (orgs.) (2016). Paradoxos da Segurança Cidadã. Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2019). La experiencia latinoamericana de una sociología crítica cosmopolita: mundialización, violencia y democracia. Legados de ALAS Porto Alegre (2005). En: RÍOS BURGA, Jaime (org.). Testimonios y Escritos de ALAS desde sus Presidencias y Congresos. Lima: ALAS/CLACSO, p. 403-445.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (org.) (2020). A Universidade do Futuro. Porto Alegre: Editora da UFRGS.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2022a). Figuraciones de la violencia (sociología de novelas latinoamericanas). Buenos Aires: TESEO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente et al. (2022b). Amenazas y desafíos para las democracias en América Latina y el Caribe: ¿derechos en cuestión? Buenos Aires: CLACSO. Disponible en: biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (org.) (2024). Sociología crítica cosmopolita: trayectorias, diálogos y figuraciones. Buenos Aires: CLACSO / Porto Alegre: TOMO.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2025a). Las metodologías computacionales en la sociología crítica cosmopolita. En: X Encuentro Latinoamericano de Metodología de las Ciencias Sociales – Indisciplinar las Ciencias Sociales: Transformaciones y Resistencias en las Fronteras Metodológicas. Bogotá, 12-14 de junio.

TAVARES-DOS-SANTOS, José Vicente (2025b). Sociologia do Policiar: configurações e ambivalências. Cadernos do CEAS: Revista Crítica de Humanidades, Salvador/Recife, v. 50, n. 264, p. 214-237.

Sobre el autor

José Vicente Tavares-dos-Santos es profesor titular de los Programas de Posgrado en Seguridad Social y en Sociología de la Universidad Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS), investigador del CNPq y fue presidente de la Asociación Latinoamericana de Sociología (ALAS) entre 2005 y 2007.