
A Sociologia chega aos 60!
A BVPS parabeniza Rogerio Proença Leite. Aproveitamos a ocasião para fazer da homenagem reflexão. Celebramos a trajetória desse sociólogo destacado na nossa comunidade nacional, claro. Mas, à semelhança de outras ações que realizamos, como a série e o livro Modos de narrar a Sociologia brasileira, propomos pensar, sociologicamente, sobre as realizações, impasses e desafios da Sociologia a partir das trajetórias pessoais. Aqui abordadas a partir da categoria de “geração”, variável analítica que, infelizmente, praticamente desapareceu do trabalho recente, e que já se mostrava decisiva em Modos de narrar a sociologia.
Assim, temos a alegria de publicar o texto de Simone de Araújo (UFS), em homenagem a seu antigo orientador, professor titular de Sociologia da Universidade Federal de Sergipe. A partir do epíteto medieval De Magistro, Simone retoma Tomás de Aquino para pensar o mestre como aquele que dispõe os sinais para que o outro descubra o saber por si mesmo, método que reconhece nas orientações e aulas de Rogerio. O texto percorre ainda sua trajetória na sociologia urbana brasileira, do conceito de “contra-usos”, nascido da pesquisa no Bairro do Recife, aos estudos sobre patrimônio, gentrificação e cidade. Parabéns ao Rogerio, a quem agradecemos sua contribuição à nossa disciplina, que tanto importa pensar e repensar.
Boa leitura!
DE MAGISTRO URBIS: sobre o mestre que flana as cidades
Por Simone de Araújo (UFS)
“Há formas insubmissas e poéticas de apropriação do espaço, por entre as frestas do poder constituído”. Rogerio Proença Leite
Há culturas em que o sexagésimo aniversário não é apenas mais um ano como os demais a comemorar, mas demarca-se como um limiar. Na tradição japonesa, o kanreki marca o retorno ao nascimento, o fechamento de um ciclo de sessenta anos representado pelo calendário zodiacal e o começo de uma vida nova e plena de sabedoria acumulada. Em diversas tradições andinas, os anciãos, definidos como aqueles que detêm grande experiência de vida, ocupam posição de destaque como guardiões da memória coletiva e da sabedoria acumulada ao longo da vida. Embora nossa cultura não atribua aos sessenta anos um significado simbólico semelhante ao encontrado em outras tradições, as representações construídas em torno desse marco dialogam perfeitamente com a trajetória do cientista social. Embora todas as áreas do conhecimento exijam reflexão e contínuo aperfeiçoamento, as ciências humanas distinguem-se pelo caráter permanentemente interpretativo de seus objetos de estudo, demandando um exercício constante de revisão analítica, alimentado pela experiência, pela maturação intelectual e pelo acúmulo de conhecimentos que o tempo, a leitura e a vivência proporcionam.
Para construir uma síntese desse limiar, lembrei-me que em sociedades antigas e medievais era costume atribuir ao indivíduo um epíteto, uma palavra ou expressão descritiva que se associava ao nome como forma qualificadora, muitas vezes conferido pela comunidade, que sintetizava o que na vida construíra de indelével em seu caráter. Para Rogerio Proença Leite, professor titular de Sociologia da Universidade Federal de Sergipe, chegada esta passagem, o epíteto que pensei em lhe atribuir para início de uma reflexão sobre a sua trajetória foi De Magistro, por ser ele o um verdadeiro mestre, que conduz, que orienta, que abre o caminho nas esquinas do saber, é o verdadeiro De Magistro Urbis que guia pelos infinitos traçados da cidade.
Convém, inicialmente, atentar que o epíteto De Magistro nada tem a ver com a hierarquia acadêmica dos títulos, essa, Rogerio Proença ultrapassou há muito. Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, pós-doutor em Sociologia pela Universidade de Coimbra, professor titular da UFS e pesquisador do CNPq, ele é, em todos os sentidos formais, muito mais do que um mestre. De Magistro que aqui se celebra é o do sentido medieval, entendido não como uma gradação formal, mas como uma vocação, não como um diploma, mas como um modo de estar no mundo do conhecimento e, principalmente, esforçando-me para descrever em síntese um homem que sabe ensinar porque nunca deixou de aprender.
A palavra, aliás, tem genealogia ilustre. Em 1256, ao iniciar sua regência na Universidade de Paris, Tomás de Aquino dedicou a Questão XI de suas Quaestiones Disputatae de Veritate ao problema do ensino. Essa questão recebeu posteriormente o título tradicional De Magistro (Sobre o Mestre). Aquino pergunta, ali, qual é, afinal, o papel do mestre. A resposta tomista é sutil, diz-nos que o mestre não deposita o conhecimento no discípulo, dispõe, antes, os sinais, os exemplos e os argumentos que permitem ao outro descobrir, por si mesmo, aquilo que existe em potência em seu próprio intelecto. Ensinar, para Aquino, é menos transmissão do que atualização das capacidades cognitivas do aprendiz, pois o mestre prepara o terreno, mas quem realiza o ato de conhecer é o próprio discípulo pelo movimento de sua inteligência. Poucas definições descreveriam tão bem o que Rogerio Proença pratica, há décadas, em suas salas de aula e orientações.
Há professores que ensinam conteúdos e há os que ensinam modos de ver. Rogerio Proença é do segundo tipo. Quem passou pela sua tutela carrega não apenas conceitos bem aprendidos, mas uma disposição para andar pelas cidades, seu objeto por excelência de estudo. Com olhos estranhos ao óbvio, a capacidade de perceber por entre as frestas do cotidiano urbanizado o que a razão instrumental insiste em encobrir. Não por acaso, um de seus objetos de reflexão foi precisamente o flâneur de Walter Benjamin. Em artigo intitulado “Walter Benjamin: a resistência limitada do habitante da cidade moderna” (2019), pensou sobre aquela figura que caminha contra o ritmo da metrópole e que faz da deambulação uma forma de crítica. A metáfora que melhor o descreve foi, portanto, objeto de sua própria pesquisa. Ele é um flâneur, que flana pelo pensamento social como Baudelaire flanava pelas arcadas parisienses, sem pressa, mas sem ingenuidade.
E se nas aulas ele era denso, e era, com aquela densidade que obriga a reler o caderno na noite seguinte, que faz o pensamento trabalhar horas depois de encerrada a última frase e que tornava corpos febris, havia sempre um momento em que a gravidade do argumento cedesse espaço a algo mais leve. Relembrando causos e situações cômicas, revelava um sorriso, uma ironia suave, uma imagem inesperada que desfazia a seriedade sem desfazer o rigor. Era De Magistro em sua melhor expressão, aquele que sabe que o caminho da potência ao ato não precisa ser soturno, que o conhecimento, quando bem disposto, tem às vezes a graça discreta de uma piada inteligente.
Lembro-me das orientações com saudade do momento de aprendizagem. Rogerio Proença exercia um método que só quem o viveu por dentro sabe nomear. Ele lia o trabalho, e lia de verdade, com atenção às entrelinhas, às hesitações teóricas, às apostas não declaradas. Depois ouvia. Essa escuta não era passiva: era a de quem sabe que o orientando já carrega a solução, mas ainda não a encontrou. Havia aí algo da prática lacaniana, por ele mesmo apontada, mas não a do terapeuta que diz apenas o que falta, mas a do interlocutor que, com uma pergunta cirúrgica ou uma observação aparentemente lateral, faz o próprio problema encaminhar a sua solução. Rogerio indicava o nó e deixava o orientando desatá-lo. O efeito era sempre o mesmo, não a sensação de ter recebido uma resposta, mas a de ter reencontrado a pergunta certa, e, com ela, a possibilidade de reconstruir o trabalho inteiro por dentro, tornando-o mais condizente com os objetivos do que se propunha investigar. É, em muito, o que Aquino descreveu, apontando o mestre como aquele que dispõe os sinais para que o intelecto do outro se mova por conta própria. O conhecimento não foi apenas dado, foi despertado.
A obra que sustenta esse magistério começou cedo e em outro registro. Bacharel e mestre pela Universidade Federal de Pernambuco, Rogerio ingressou na pesquisa pelos temas da nação, da cultura popular e dos rituais públicos. Já em 1995 refletia sobre as bases teóricas da cultura popular; em 1998, na Lua Nova, examinava a nação como sistema e os novos nacionalismos; e na virada do milênio escrevia sobre a “des-ordem encantada” dos rituais públicos nacionais e sobre a contingência histórica em Habermas. Essa primeira fase, hoje menos lembrada, parece ter sido decisiva. Ali, se encontra a formação do sociólogo atento à dimensão simbólica da vida coletiva, à maneira como identidades, memórias e pertencimentos se constroem no espaço público, preocupação que migraria, em seguida, da nação para a cidade.
O ponto de inflexão veio com o doutoramento na Unicamp, sob orientação de Antonio Arantes, e com a pesquisa etnográfica no Bairro do Recife, a Manguetown. Em 2002, o artigo seminal sobre contra-usos e a construção social dos lugares apresentava o conceito que marcaria sua trajetória intelectual. Dois anos depois, o livro Contra-usos da cidade: lugares e espaço público na experiência urbana contemporânea, o consolidava como referência obrigatória da sociologia urbana brasileira. A tese é refinada, e retomo a propósito esse termo para registrar como ele tantas vezes nos dirigia em sala diante de uma pergunta ou reflexão, sempre dizia: refine, refine…! Refinamento era o que Rogerio Proença pedia a cada estudante diante de uma ideia ainda crua, na sutileza peculiar não demandava reparo, mas um convite a pensar mais fundo. Devolver-lhe agora essa palavra, aplicada à sua própria obra, é talvez a forma mais justa de homenageá-lo.
E refinado é o argumento central de Contra-usos, aponta que o enobrecimento urbano, o processo de gentrification, que transforma o patrimônio em mercadoria e molda as cidades históricas para o consumo global não esvazia necessariamente o sentido público dos lugares. Para sustentá-lo, Rogerio Proença mobiliza a teoria das práticas de Michel de Certeau e a noção arendtiana e habermasiana de espaço público. As estratégias do poder, que ordenam e disciplinam a cidade, contrapõem-se às táticas dos que a habitam, apropriações cotidianas, fugazes, insubmissas. As políticas de revitalização procuram disciplinar o espaço, mas o controle nunca é total. Existem fissuras, existem contra-usos. As populações excluídas resistem, reinventam apropriações e, ao fazê-lo, reclamam os lugares de volta à condição de espaço público genuíno.
Esse vocabulário teórico se adensaria com o tempo. Anos mais tarde, ao percorrer Barcelona nos passos de Michel de Certeau, em “Modos insubmissos de viver: Barcelona aos passos de Michel de Certeau” (2018), Leite incorporaria à sua análise a distinção formulada por Deleuze e Guattari entre espaço liso e espaço estriado. O espaço estriado é o da ordem e o da regulação: medido, repartido, hierarquizado e vigiado segundo coordenadas previamente estabelecidas. É o espaço do Estado e do consumo, a cidade das câmeras, das cercas e dos fluxos controlados. O espaço liso, por sua vez, não se deixa aprisionar por fronteiras rígidas; é o espaço dos percursos imprevistos, das apropriações criativas e das intensidades que escapam à lógica da ordenação.
Ao analisar a praça revitalizada como um espaço concebido, sobretudo, para a circulação e o consumo, mostrava como os projetos de revitalização operam por estriamento. Mostrava também, contudo, que o controle jamais se completa. O uso cotidiano reabre possibilidades, reintroduzindo dimensões de espaço liso onde o poder pretendia apenas ordenar e repartir. Nesse sentido, o contra-uso aparece como uma prática de resistência: o gesto de produzir brechas, por dentro da cidade estriada, e devolver ao espaço a abertura que as estratégias de controle procuram incessantemente limitar.
Dos contra-usos desdobrou-se um vasto programa de pesquisa sobre patrimônio, consumo cultural e enobrecimento urbano, sustentado por uma escolha de objetos que funciona como deambulação teórica, um flanar entre cidades para pensar a cidade. Do Recife Antigo, a análise alcança a Zona Histórica do Porto, em estudo comparado, em cooperação com o Paulo Peixoto, sobre o processo de patrimonialização e contra-revanchismo. Mais adiante, Barcelona e Veneza. Em “A exaustão das cidades” (2010), um de seus artigos mais citados, Rogerio cunha a noção de antienobrecimento para pensar as intervenções urbanas em cidades brasileiras e portuguesas. Em “A inversão do cotidiano” (2010), examina as rupturas e práticas que subvertem a ordem urbana. E em “Modos insubmissos de viver”, caminha por Barcelona aos passos de Michel de Certeau, começando na Torre Agbar e termina no cemitério de Poblenou, a tensão entre o luxo do consumo e a morte que ele insiste em recalcar. E, ao final, nos diz que as intervenções tendem a reproduzir características semelhantes, especialmente pela pressão exercida sobre as populações residentes, pela subordinação dos espaços e patrimônios urbanos a interesses mercadológicos e pela adoção de dispositivos que restringem e segmentam os usos do espaço urbano.
À medida que a obra amadurece, aprofunda-se a interrogação dos fundamentos. Em “Razão e cidade moderna” (2017), Rogerio Proença Leite parte da ideia de que a cidade é moderna e a modernidade é urbana para questionar as promessas não cumpridas do projeto racional da modernidade. A cidade que prometeu libertar, mas libertou poucos, ao preço da exclusão de muitos. Em “Labirínticas: Veneza como empiria para uma razão cega” (2019), a cidade labiríntica, que resiste ao estriamento e embaralha as coordenadas da razão cartográfica, torna-se metáfora de uma vida urbana que insiste em existir para além das categorias forjadas para administrá-la. E de “Atopic City” (2016) ao “futuro incerto das cidades” (2018), elabora o conceito de atopia: a cidade atópica é aquela sem lugar, esvaziada de sentido pelo consumo ilimitado, em que o ser se converte em ser-valor e tudo se torna mercadoria, uma cidade diante da qual restaria, talvez, apenas o niilismo, não fosse a teimosia das práticas insubmissas em reabrir alguma brecha de emancipação.
Nos anos mais recentes, volta suas reflexões para pensar o que o capitalismo de plataforma e a aceleração social impõem ao sujeito urbano. Em “Vida acelerada e esgotamento” (2022), em diálogo com Hartmut Rosa e com a crítica de Dardot e Laval, Rogerio Proença elabora a noção de mera-vida urbana, existência reduzida ao desempenho, à autovigilância e à produtividade, esvaziada da espessura simbólica que tornaria a cidade habitável. Em “Psychopolitics: the new urban culture of social control” (2024), articulando Byung-Chul Han, examina a nova cultura urbana do controle, em que o sujeito se torna ao mesmo tempo carrasco e vítima de si. E a produção dos últimos anos, sobre vida cotidiana e preservação do patrimônio em centros históricos (2024), os territórios de incerteza do Brasil contemporâneo (2024) e as memórias virtuais e a justiça epistêmica no Museu da Pessoa (2025), mostra um pesquisador que, aos sessenta, continua abrindo frentes sem se repetir.
Há, nessa vasta cartografia, um ponto que me toca pessoalmente. Em 2020, publicamos juntos, na revista Tomo, um estudo sobre os problemas socioambientais na urbanização de zonas costeiras. Foi quando a relação de orientação se fez também parceria, quando o discípulo caminhou ao lado do mestre por um trecho do percurso. Foi, é, e sempre será um privilégio, o que dá a esta homenagem um lugar especial. Escrevo não apenas sobre o mestre e sua obra que admiro, mas sobre um modo de fazer ciência que me formou.
Vale ressaltar que essa trajetória não se construiu em isolamento. Leite foi um dos fundadores e primeiro editor-chefe da Revista Brasileira de Sociologia, vinculada à Sociedade Brasileira de Sociologia, marco da institucionalização de um espaço qualificado de debate. Pesquisador do CNPq, atuou em comitês da ANPOCS para patrimônio e cultura, colabora com o Mestrado em Preservação do Patrimônio do IPHAN/RJ e com o Programa de Doutoramento em Cidades e Culturas Urbanas da Universidade de Coimbra. Essa inserção internacional não é ornamento, é parte de como ele concebe a sociologia, em diálogo permanente, aberto ao mundo, sem provincianismos.
E é como mestre que tudo isso ganha seu pleno sentido. O laboratório de estudos urbanos que coordena na UFS é espaço de pensamento e de formação onde gerações aprenderam que a teoria não é armadura defensiva contra o mundo, mas instrumento de abertura a ele. Rogerio Proença orienta como flana, com atenção ao detalhe, com paciência diante do que resiste à interpretação imediata, com generosidade para reconhecer no trabalho do outro o que ainda não estava dado quando começou. São os traços do Magistro tomista, não o que despeja o saber, mas o que dispõe os sinais certos para que o intelecto do outro se ponha em movimento.
Aos sessenta anos, fechando um ciclo, limiar de nova vida, Rogerio Proença Leite chega com uma obra que é, ela própria, uma cidade, densa, controversa, habitada por múltiplas vozes, cheia de lugares que merecem ser percorridos mais de uma vez. Uma cidade que recusa o estriamento fácil, que guarda sempre algum espaço liso onde o pensamento deambula sem rumo fixo, como convém ao flâneur e ao filósofo. Como De Magistro que nos ensinou a ser, continuará a andar por entre os conceitos e os becos da vida urbana, atento às frestas onde o sentido público insiste em reaparecer. E a nós, que tivemos o privilégio de caminhar ao seu lado, resta uma tarefa simples e exigente, continuar a flanar, alisar os espaços que o poder insiste em estriar, e despertar como ele nos ensinou, o que já estava, em potência, dentro de nós. De Magistro, afinal, não é apenas reverência em ares medievais, mas a síntese descritiva de uma vida intelectual moderna.
Referências
AQUINO, Tomás de. (2004). Sobre o ensino (De Magistro). Trad. Jean Luiz Lauand. Martins Fontes.
CERTEAU, Michel de. (1994). A invenção do cotidiano: artes de fazer. Vozes.
DARDOT, Pierre & LAVAL, Christian. (2016). A nova razão do mundo. Boitempo.
DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. (1997). Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia 2, vol. 5. Editora 34.
HAN, Byung-Chul. (2015). Psicopolítica. Relógio D’Água.
LEITE, Rogerio Proença. (1998). A nação como sistema e os novos nacionalismos. Lua Nova, p. 191-211.
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LEITE, Rogerio Proença. (2010). A exaustão das cidades: antienobrecimento e intervenções urbanas em cidades brasileiras e portuguesas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 25(72), 73-175.
LEITE, Rogerio Proença. (2010). A inversão do cotidiano: práticas sociais e rupturas na vida urbana contemporânea. Dados, 53(3), 737-756.
LEITE, Rogerio Proença. (2016). Atopic City: Consumption and Death in Urban Life. Current Urban Studies, 4, 280-296.
LEITE, Rogerio Proença. (2017). Razão e cidade moderna. Revista Brasileira de Sociologia, 5(10), 290-310.
LEITE, Rogerio Proença. (2018). O futuro incerto das cidades: uma reflexão niilista sobre as atopias urbanas. Tempo Social, 30(1), 255-276.
LEITE, Rogerio Proença. (2018). Modos insubmissos de viver: Barcelona aos passos de Michel de Certeau. Revista de Antropologia, 61(2), 55-77.
LEITE, Rogerio Proença. (2019). Labirínticas: Veneza como empiria para uma razão cega. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 34(99), e349911.
LEITE, Rogerio Proença. (2019). Walter Benjamin: a resistência limitada do habitante da cidade moderna. Aufklärung, 6, 37-50. (com Edilene Maria Carvalho Leal).
LEITE, Rogerio Proença. (2022). Vida acelerada e esgotamento: ensaio sobre a mera-vida urbana contemporânea. Caderno CRH, 35, 1-11.
LEITE, Rogerio Proença. (2024). Psychopolitics: the new urban culture of social control. Contribuciones a las Ciencias Sociales, 17, e9416.
PEREIRA, Simone Araujo & LEITE, Rogerio Proença. (2020). Problemas socioambientais na urbanização de zonas costeiras. Tomo, 36, 7-42.
ROSA, Hartmut. (2019). Ressonância: uma sociologia da relação ao mundo. Novo Século.
