
Modos de narrar a Sociologia brasileira é o novo lançamento da Coleção Pensamento Político e Social da Hucitec. Organizado por André Botelho (UFRJ), Maurício Hoelz (UFRRJ) e Lucas Carvalho (UFF), a coletânea traz trechos de 26 memoriais acadêmicos de sociólogas e sociólogos brasileiros. Mais do que descrever suas trajetórias, os memoriais revelam diferentes modos de pensar, observar e atuar na Sociologia brasileira.
A presidente da SBS, Edna Castro, juntamente com os organizadores e as autoras e autores, convidam para o lançamento do livro na próxima semana, dia 15 de julho, às 19h, durante o 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, que será realizado na Universidade de São Paulo.
Confira abaixo a orelha do livro e a lista de autoras e autores.
Modos de narrar a Sociologia brasileira
Sabemos que a sociedade não é a mera soma dos indivíduos. E, ao menos desde o que ficou conhecido como quebra do “consenso ortodoxo” da sociologia, sabemos como aquilo que os indivíduos pensam e sentem contam para os seus modos de ação. Por que na sociologia seria diferente? Modos de narrar a sociologia brasileira traz à tona múltiplos significados dados à sociologia por seus diferentes praticantes. Eles sempre existiram, em águas profundas, sublimados ou disciplinados em modelos ideais, ou pré-determinados sobre a sociologia como disciplina institucionalizada. Aqui, inverte-se o jogo. Aquilo que os sociólogos e as sociólogas pensam do seu ofício/ o que os atores sociais pensam de suas ações constitui o ponto de partida para novas visões mais plurais e mais multidimensionais da história da sociologia no Brasil contemporâneo. O livro começou no Blog da BVPS (https://blogbvps.com/) quando os organizadores convidaram sociólogas e sociólogos de diferentes regiões e instituições do país a selecionarem e nos enviarem para publicação trechos dos seus memoriais acadêmicos. Peças documentais dos antigos concursos públicos e nas atuais progressões na carreira do magistério superior, memoriais trazem mais do que informações importantes. Eles expressam escolhas para narrar processos de aprendizado e de atuação profissional, mobilizando categoriais que qualificam a sociologia brasileira no interior das práticas de gerações mais seniores. Que sociologias despontam nas narrativas? Nas do norte e do sul do país? De mulheres e homens? Elas nos ajudam a avaliar e até mesmo a repensar a nossa disciplina? Quais as questões, as agendas e tradições de pesquisa ganham e perdem fôlego? Como se desenha, neles, a relação indivíduo e sociedade? Não se trata, assim, de pensar os memoriais como registros subjetivos e as subjetividades autorais como uma espécie de “interioridade”. Na sociologia, uns existem na relação com os outros, como práticas textuais de si que ajudam a forjar o mundo e compressão dele. Memoriais são recursos com os quais a própria sociologia se auto-observa enquanto se realiza.
Participam do livro:
Adalberto Cardoso
Antônio Sérgio Guimarães
Bernardo Sorj
Brasílio Sallum Jr.
Carlos Benedito Martins
Celi Scalon
Edna Castro
Elisa Pereira Reis
Glaucia Villas Bôas
Horácio Antunes
Irlys Alencar Barreira
Jacob Carlos Lima
José Maurício Domingues
José Ricardo Ramalho
Josefa Salete Barbosa Cavalcanti
Leonilde Servolo de Medeiros
Leopoldo Waizbort
Marcelo Ridenti
Marco Aurélio Santana
Maria José da Silva Aquino Teisserenc
Paula Cristina da Silva Barreto
Renato Ortiz
Richard Miskolci
Roberto Véras de Oliveira
Sérgio Adorno
Soraya Vargas Côrtes