International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done? (VII)


The BVPS concludes the post series of the international symposium Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, which brought together Brazilian and international scholars from three major fields of the social sciences – social theory, the sociology of labor, and Brazilian social and political thought – invited to answer four questions concerning the intricate relationships between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses were published in installments over the following Wednesdays. Check out all the symposium’s publications by clicking here.

Today’s contributors are:

Lilia Moritz Schwarcz is a senior professor in the Department of Social Anthropology at USP, a Global Scholar, and a visiting professor at Princeton since 2009. A member of the Brazilian Academy of Letters, she is the author, among other works, of Brasil: uma biografia (2015), Lima Barreto: triste visionário (2017), and Imagens da branquitude: a presença da ausência (2024).

Sérgio Costa is a full professor of Sociology at the Freie Universität Berlin and director of Mecila (Maria Sybilla Merian Centre Conviviality-Inequality in Latin America). Among his most recent books are Desiguais e Divididos (2025), Um Porto no Capitalismo Global (2020), and Entre el Atlántico y el Pacífico Negro (2019).

Kathya Araújo is a sociologist and psychologist, and a researcher in the Social Sciences specializing in power asymmetries and social bonds. She serves as professor and researcher at the Institute for Advanced Studies (IDEA) at the University of Santiago, Chile. She is the author, among other books, of Habitar lo social (2009), El miedo a los subordinados, and, more recently, El circuito del desapego (2025).

The BVPS invited 25 authors affiliated with institutions from different parts of the world to reflect on a question of undeniable relevance to the current moment. We extend our deepest gratitude to all those who generously contributed to this initiative, coordinated by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor responsible for the BVPS blog), with editorial advisory support from Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ and BVPS).

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Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? (VII)

A BVPS encerra a série de posts do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas foram publicadas em blocos durante às quartas-feiras. Confira todas as publicações do simpósio clicando aqui.

Hoje teremos como convidadas/os:

Lilia Moritz Schwarcz é professora sênior do Departamento em Antropologia Social (USP), Global Scholar e professora visitante em Princeton desde 2009. Membra da Academia Brasileira de Letras, publicou, entre outros livros, Brasil: um biografia (2015), Lima Barreto: Triste visionário (2017) e Imagens da branquitude: a presença da ausência (2024).

Sérgio Costa é professor titular de sociologia da Freie Universität Berlin e diretor do Mecila (Maria Sybilla Merian Centre Conviviality-Inequality in Latin America). Entre seus livros mais recentes encontram-se Desiguais e Divididos (2025), Um Porto no Capitalismo Global (2020) e Entre el Atlántico y el Pacífico Negro (2019).

Kathya Araújo é socióloga e psicóloga, pesquisadora em Ciências Sociais especializada em assimetrias de poder e laço social. É professora e pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados (IDEA) da Universidade de Santiago do Chile. Publicou, entre outros livros, Habitar lo social (2009), El miedo a los subordinados e, mais recentemente, El circuito del desapego (2025).

A BVPS convidou 25 autores e autoras vinculados a instituições de diferentes partes do mundo a se debruçarem sobre uma questão de inegável relevância na conjuntura atual. Registramos nossos sinceros agradecimentos a todos os que colaboraram generosamente com esta iniciativa, coordenada por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável pelo blog da BVPS), contando com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ e BVPS).

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, por Lilia Schwarcz & Lúcia Stumpf

Neste 10 de julho, Mestre Vitalino completaria 117 anos. Em homenagem a esse importante nome da cerâmica brasileira, Lilia Moritz Schwarcz (USP) e Lúcia K. Stumpf (UAM) dedicam a presente edição da coluna Nordestes imagens: igualdade e desigualdades à analise do legado desse mestre pernambucano da arte do barro.

O texto, intitulado Mãos que sabem: arte, tradição e reconhecimento na cerâmica nordestina, passeia por esculturas, fotografias – como as que Pierre Verger registrou do artista – e, principalmente, pelo caráter coletivo de sua arte. “Essas mãos nunca foram apenas as de Vitalino”. Segundo as autoras, a maestria de Vitalino reside no modo de conhecer e manipular o barro, pensando através dele, mais do que as representações que suas esculturas transmitem. Falecido em 20 de janeiro de 1963, Schwarcz e Stumpf mostram que Mestre Vitalino segue plenamente vivo na arte brasileira.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Great Western (16 de janeiro, 20 horas)   


Mário de Andrade segue refletindo sobre os conflitos que cercaram a instalação do empreendimento de Henry Ford no Pará. Partindo de notícias de jornal e lembranças de sua passagem por Arumanduba, contrapõe versões da chamada “Concessão Ford” e comenta a revolta dos trabalhadores rurais diante dos baixos salários. Essa crônica é sobre as contradições da modernização amazônica.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não perca novo texto de Lilia Schwarcz e Lúcia Stumpf! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Edições | Autorais Luiz Eduardo Soares

“A política sacrificial: quadro simbólico-valorativo em que se inscreve a crise das esquerdas, no Brasil”, capítulo do livro Os Dois Corpos do Presidente (1993), é o nono e penúltimo texto da série Autorais Luiz Eduardo Soares.

Neste ensaio, partindo de uma leitura da cultura política brasileira como um universo estruturado por narrativas sacrificiais, Luiz Eduardo Soares acompanha episódios decisivos da história republicana para examinar as formas pelas quais a política adquiriu legitimidade moral entre nós. Ao analisar os gestos de Prestes, Vargas e Tancredo Neves, o autor identifica uma gramática simbólica que faz do sacrifício o fundamento da autoridade pública e, por contraste, ilumina a crise contemporânea das esquerdas. Mais do que diagnosticar o esgotamento de projetos políticos, o texto argumenta que a “crise das esquerdas” estaria ligada ao colapso das mediações simbólicas que, durante décadas, sustentaram a distinção entre público e privado e conferiram sentido à experiência democrática.

Não perca, na próxima segunda-feira, a última publicação dessa edição da série Autorais. Para conferir os posts anteriores, clique aqui. Boa leitura!

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BVPS Especial | O Brasil é perigoso para mulheres e meninas | Feminicídio, espetáculo e enfrentamentos possíveis, por Isadora Vianna Sento-Sé

Chegamos ao quarto e último post do dossiê especial “O Brasil é perigoso para mulheres e meninas“, uma parceria da BVPS com a Anpocs, com um texto de Isadora Vianna Sento-Sé (UCAM & UERJ).

A cada novo caso de feminicídio que ganha repercussão nacional, renovam-se o choque, a indignação e o debate público. Mas o que essa exposição produz – e o que ela oculta? Partindo de episódios recentes de violência contra as mulheres e em diálogo com a obra de Rita Segato, Sento-Sé examina como a espetacularização da violência pode obscurecer as estruturas que a sustentam. A autora defende que o enfrentamento ao feminicídio exige ir além do endurecimento penal, investindo em políticas de prevenção e transformação cultural.

Encerramos assim dois dias de mobilização na BVPS em torno de um problema que, como lembrou Clara Araújo na apresentação que abriu este dossiê, afeta o próprio destino da democracia brasileira. Ao reunir as contribuições de Jacqueline Pitanguy, Lia Zanotta Machado e Isadora Sento-Sé, o dossiê especial reafirma que enfrentar o feminicídio exige mais do que respostas pontuais: exige reflexão pública continuada, análise sociológica e compromisso político – um compromisso que, esperamos, este conjunto de textos ajude a fortalecer.

Na próxima semana voltamos à nossa programação normal. Confira os demais posts da série clicando aqui.

Boa leitura!

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BVPS Especial | O Brasil é perigoso para mulheres e meninas | Feminicídios crescem e nos interrogam, por Lia Zanotta Machado

No terceiro post do dossiê especial “O Brasil é perigoso para mulheres e meninas“, uma parceria da BVPS com a Anpocs, publicamos um texto de Lia Zanotta Machado (UnB), pesquisadora com décadas de trajetória nos estudos sobre violência de gênero no Brasil.

Por que os feminicídios continuam a crescer, mesmo diante do avanço das leis e das políticas públicas de enfrentamento? É essa a pergunta que orienta o texto de Machado, que articula depoimentos de mulheres, narrativas de homens agressores e dados recentes para revelar como códigos patriarcais de honra, ainda profundamente enraizados, seguem estruturando a violência contra as mulheres. Para a autora, entender o feminicídio exige olhar para suas raízes históricas, culturais e subjetivas – sem que isso signifique abrir mão da luta pela ampliação das políticas de prevenção e proteção.

O dossiê especial, organizado por Clara Araújo, discute a violência de gênero e o feminicídio diante de uma das faces mais ignominiosas do Estado e da sociedade brasileiros. Confira os posts anteriores clicando aqui.

Boa leitura!

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BVPS Especial | O Brasil é perigoso para mulheres e meninas | Violência contra as mulheres, por Jacqueline Pitanguy

No segundo post do dossiê especial “O Brasil é perigoso para mulheres e meninas”, uma parceria da BVPS com a Anpocs, publicamos um texto de Jacqueline Pitanguy, um dos maiores nomes do feminismo brasileiro. O título da série foi inspirado em uma frase de seu texto, que sintetiza a urgência das reflexões propostas pelo dossiê.

O feminicídio não pode ser compreendido apenas como um crime. Ele é também a expressão mais extrema de uma longa história de dominação e desigualdade de gênero. Jacqueline Pitanguy reconstrói esse processo histórico, mostrando como discursos religiosos, códigos jurídicos e práticas sociais consolidaram a violência contra as mulheres. A autora defende, de modo contundente, que seu enfrentamento passa, necessariamente, pela disputa em favor da igualdade de gênero e da democracia.

Discutir a violência de gênero e o feminicídio, diante dos quais a sociedade e o Estado brasileiros revelam uma de suas faces mais ignominiosas, é a proposta deste dossiê especial, organizado por Clara Araújo. Confira o post de abertura clicando aqui.

Boa leitura!

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BVPS Especial | O Brasil é perigoso para mulheres e meninas | Apresentação de Clara Araújo

Como garantir às mulheres e meninas o direito fundamental de viver sem violência? Os números alarmantes de feminicídio divulgados recentemente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somados à sucessão de casos de violência aberrantes contra mulheres no Brasil, exigem mais do que perplexidade ou respostas pontuais. Exigem reflexão pública continuada, análise sociológica e compromisso político.

É para contribuir com esse debate que a BVPS e a Anpocs apresentam este dossiê especial, organizado, a nosso convite, pela socióloga Clara Araújo.

Com textos de Jacqueline Pitanguy, Lia Zanotta Machado e Isadora Sento-Sé, além de uma apresentação da organizadora, o dossiê discute as raízes históricas, culturais e institucionais da violência de gênero. As autoras mostram que o feminicídio não é um desvio isolado, mas a expressão extrema de uma ordem social que ainda naturaliza o controle, a subordinação e a eliminação das mulheres.

Neste primeiro post, você confere a apresentação de Clara Araújo. À tarde, publicaremos texto de Jacqueline Pitanguy. Serão dois dias de mobilização na BVPS, que parou sua programação para colocar em pauta esse problema fundamental, que afeta o próprio destino da democracia brasileira.

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BVPS Especial | “O Brasil é perigoso para mulheres e meninas”

Que assunto ou problema é mais importante? Não temos a pretensão de responder a essa pergunta. Toda edição é uma escolha. Escolher é destacar, organizar prioridades e ideias. A escolha editorial é, antes de tudo, uma tomada de posição.

Nesta semana, interromperemos, excepcionalmente, nossa programação regular para dedicar espaço ao tema urgente do feminicídio no Brasil. Organizado, a nosso pedido, pela socióloga Clara Araújo (UERJ), o dossiê vem sendo preparado há meses. Serão três textos, além da abertura. De especialistas respeitadas. Veteranas e uma jovem. Sem disputa por atenção com outros assuntos. Um grito, um silêncio e um clamor.

Somos parte de um núcleo de pesquisa. Nosso trabalho voluntário está voltado para o fomento da comunicação pública do conhecimento, especialmente nas ciências sociais e na literatura. Somos também um espaço de formação e treinamento de jovens editores. Não existe aprendizado sem experimentação. Também conteúdo e forma não se separam. A suspensão do nosso fluxo foi a forma que encontramos de propor uma reflexão sobre a violência de gênero e o feminicídio, diante dos quais a sociedade e o Estado brasileiros mostram sua face mais ignominiosa.

Como garantir, afinal, às mulheres e meninas o direito fundamental de viver sem violência?

Essa série é uma parceria da BVPS com a ANPOCS.

BVPS Edições | Copa do Mundo na BVPS | “O futebol de mulheres no Brasil: desafios e conquistas”, por Leda Costa

Dando continuidade à série Copa do Mundo na BVPS, publicamos hoje texto de Leda Costa (UERJ), em que lança um olhar sobre a trajetória do futebol de mulheres no Brasil: uma história marcada tanto por obstáculos estruturais quanto por conquistas graduais.

Com a eliminação do Brasil na Copa, é importante voltarmos os olhos para um evento que acontecerá no país ano que vem: a Copa do Mundo de Futebol Feminino. No entanto, ainda mais premente é um olhar para a realidade do futebol feminino praticado no Brasil. Como mostra Costa, décadas de proibição legal e ausência de regulamentação deixaram heranças que se refletem hoje na precariedade de investimentos e na falta de reconhecimento institucional dedicado à modalidade. Mas a autora também recupera o outro lado dessa história: o reconhecimento oficial do futebol feminino e suas conquistas, nos convidando a pensar o futebol feminino como espaço legítimo de trabalho, atravessado por questões de gênero, classe e raça.

Para acompanhar os posts anteriores da série, clique aqui. Novos textos serão publicados às sextas-feiras, até o fim desta edição da Copa do Mundo.

Boa leitura!

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Crônicas de um brasilianista do Sul | Como são os comunistas?, por Mario Cámara

Na edição de julho de Crônicas de um brasilianista do Sul, coluna assinada por Mario Cámara (UBA) na BVPS, nosso colaborador parte de três filmes brasileiros (Ainda Estou Aqui, O Agente Secreto e Marighella) para refletir sobre as formas contemporâneas de representar a ditadura militar. Cámara, assim, compara diferentes modos de construir essa memória e, evocando Paul Thomas Anderson e a ensaísta argentina Silvia Schwarzböck, sugere que o realismo talvez já não seja suficiente para dar forma a um passado cujos personagens e horizontes parecem cada vez mais distantes de nossa imaginação política.

Crônicas de um brasilianista do Sul mistura Argentina e Brasil em pequenas crônicas mensais sobre livros, filmes, exposições e reflexões diversas – em veredas que se bifurcam. Ou, melhor dizendo, compartilha um pouco de um Brasil hermano, vizinho não longe daqui, traduzido desde as margens e o Sul.

Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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Abre ALAS | Abre ALAS, por Gerónimo de Sierra

Continuando a segunda semana de posts da Abre ALAS, publicamos o texto de Gerónino de Sierra (Universidad de la República), que revisita a crise estrutural das ciências sociais latino-americanas e defende a integração regional e o compromisso da sociologia crítica, recordando com emoção congressos marcantes da Associação.

Nas próximas quintas-feiras até a véspera do congresso publicaremos, em espanhol e português, textos de ex-presidentes da ALAS que dialogam com o tema central do XXXV Congresso – Entre a Policrise e as Alternativas: horizontes da sociologia crítica latinoamericana. Confira a abertura da série clicando aqui.

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Abre ALAS | Policrise e mal-estar social: desafios do trabalho intelectual, por Paulo Henrique Martins

Dando continuidade na segunda semana da Abre ALAS, com textos escritos por ex-presidentes da Associação, trazemos dois textos que anunciam os grandes temas do Congresso. Assinado por Paulo Henrique Martins (UFPE), o primeiro post de hoje traz um ensaio sobre a policrise global e mostra como o mal-estar contemporâneo alimenta o autoritarismo e o anti-intelectualismo, propondo um humanismo ecológico inspirado nas lutas indígenas, feministas e comunitárias da América Latina.

Nas próximas quintas-feiras até a véspera do congresso publicaremos, em espanhol e português, textos que dialogam com o tema central do XXXV Congresso – Entre a Policrise e as Alternativas: horizontes da sociologia crítica latinoamericana. Confira a abertura da série clicando aqui.

Boa leitura!

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Sociológicas | O trabalho no eito e a volta para casa, por Maria Moraes

Depois de acompanharmos o caminhão dos boias-frias no primeiro episódio de sua participação na série Sociológicas, Maria Moraes (UFSCar) nos conduz agora ao eito, espaço onde o trabalho rural se realiza e se tornam visíveis as formas cotidianas de controle sobre os corpos das trabalhadoras. Aqui, a autora mostra como exploração econômica, patriarcado e racismo se constituem em organizações sociais distintas, que se entrelaçam na organização do trabalho agrícola. Desse entrecruzamento emergem diferentes formas de violência e enfrentamento: seja ao subir no caminhão, trabalhar no eito ou mandar embora os maridos agressores.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e os processos sociais que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva sociológica.

Boa leitura!

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BVPS | Ainda há tempo: múltiplas vozes

A BVPS traz um conjunto de comentários sobre o livro Ainda há tempo: a pandemia de Covid-19 e a transformação do futuro, de Nísia Trindade Lima, recém-publicado pela editora Civilização Brasileira. O livro, como ressaltamos no booktrailer que lançamos, é profundamente marcado pelas qualidades de escuta e diálogo, características bem conhecidas da autora. Ao se fazer narradora, Nísia Trindade conseguiu recuperar, analisar e narrar a experiência da pandemia de covid-19, trazendo sua vivência ímpar, que fez toda a diferença para a sociedade brasileira, na presidência da Fiocruz e, posteriormente, na reconstrução do Ministério da Saúde. Porque fez e faz de sua voz muitas vozes, nosso propósito, nesta ação que hoje se inicia, é reunir múltiplos diálogos em torno do seu importante livro.

Damos início com comentários de Lilia Schwarcz (USP), Manoel Barral-Netto (Fiocruz), Luiz F. D. Duarte (UFRJ) e Gulnar Azevedo (Uerj).

Ao longo das próximas quartas-feiras, publicaremos comentários de diferentes leitoras e leitores, que ajudam a ampliar e aprofundar as questões suscitadas por esta obra tão necessária ao nosso tempo.

Boa leitura!

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International Symposium | Capitalism and Authoritarianism: what is to be done? (VI)


The BVPS publishes today the sixth round of posts in the international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done?, which invited specialists from Brazil and abroad, drawing on three major fields of the social sciences—social theory, the sociology of labor, and Brazilian social and political thought—to answer four questions concerning the intricate relationship between authoritarianism and capitalism in the contemporary world. The responses will be published in installments every Wednesday. To access the other symposium contributions, click here.

Today’s contributors are:

Patricia Hill Collins is Professor Emerita in the Department of Sociology at the University of Maryland, where she has been affiliated since 2005, dedicating her work to the study of race, social class, Black feminist thought, sexuality, and critical social theory. In 2008, she became the 100th President of the American Sociological Association, the first African American woman elected to that position in the organization’s 104-year history. Among her many published works are Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness, and the Politics of Empowerment (1990), From Black Power to Hip Hop: Racism, Nationalism, and Feminism (2005), and Another Kind of Public Education: Race, Schools, the Media and Democratic Possibilities (2009).

Valter Roberto Silvério is Full Professor in the Department and Graduate Program in Sociology at the Federal University of São Carlos. Since 2013, he has served as Vice-President of UNESCO’s International Scientific Committee of the General History of Africa (GHA). He has expertise in the field of Sociology, with an emphasis on postcolonial studies, working mainly on the following themes: Black transnationalism, the African diaspora, Afro-Brazilians, education, and affirmative action. He is the author of Equidade Racial: reflexões acerca da gestão escolar no ensino médio (2019), Transnacionalismo negro diáspora africana: uma nova imaginação sociológica (2022), Agência criativa negra: rejeições articuladas e reconfigurações do racismo (2022), among others.

Jacob Carlos Lima is Full Professor in the Department of Sociology at the Federal University of São Carlos. He served as Coordinator of the Sociology Area at CAPES (2011–2014), chaired the Social Sciences–Sociology Advisory Committee of CNPq (2016–2019), and was President of the Brazilian Sociological Society for the 2019–2021 and 2021–2023 terms. His research focuses on the Sociology of Work and Economic Sociology. Among his publications are Trabalho, mercado e formação de classe (1996), As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção (2002), and Ligações perigosas: trabalho flexível e trabalho associado (2007).

The international symposium Capitalism and Authoritarianism: What Is to Be Done? is organized by Fabrício Maciel (UFF) and Maurício Hoelz (UFRRJ and editor of the BVPS Blog), and has the editorial assistance of Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

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Simpósio Internacional | Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? (VI)

A BVPS publica hoje a sexta rodada de posts do simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer?, que convidou especialistas brasileiras/os e do exterior, a partir de três grandes áreas das ciências sociais – a teoria social, a sociologia do trabalho e o pensamento social e político brasileiro –, a responder quatro perguntas em torno das intrincadas relações entre autoritarismo e capitalismo no mundo contemporâneo. As respostas serão publicadas em blocos sempre às quartas-feiras. Para acessar as demais publicações do simpósio, clique aqui.

Hoje teremos como convidadas/os:

Patricia Hill Collins é professora emérita do Departamento de Sociologia da Universidade de Maryland desde 2005, dedicando-se aos estudos de raça, classe social, pensamento feminista negro, sexualidade e teoria social crítica. Em 2008, tornou-se a 100ª presidente da Associação Americana de Sociologia, a primeira mulher afro-americana eleita para esse cargo nos 104 anos de história da organização. Entre suas diversas obras publicadas, se destacam Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento (2019), Interseccionalidade (2021) e Política sexual negra (2022).

Valter Roberto Silvério É professor titular do Departamento e Programa de Pós-Graduação em Sociologia, da Universidade Federal de São Carlos. Desde de 2013 é vice-presidente do International Scientific Committee of the General History of Africa (GHA) da UNESCO. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em estudos pós-coloniais, atuando principalmente nos seguintes temas: transnacionalismo negro, diáspora africana, afro-brasileiros, educação e ação afirmativa. É autor de Equidade Racial: reflexões acerca da gestão escolar no ensino médio (2019), Transnacionalismo negro diáspora africana: uma nova imaginação sociológica (2022), Agência criativa negra: rejeições articuladas e reconfigurações do racismo (2022), entre outros.

Jacob Carlos Lima é professor titular no Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Foi Coordenador da Área de Sociologia na CAPES (2011-2014); coordenou o Comitê de Assessoramento da área de Ciências Sociais-Sociologia do CNPq no período 2016-2019; foi presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia nos biênios 2019-2021 e 2021-2023. Atua em pesquisas nas áreas de Sociologia com foco em Sociologia do Trabalho e Sociologia Econômica. É autor, entre outros, de Trabalho, mercado e formação de classe (1996), As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção (2002) e Ligações perigosas: trabalho flexível e trabalho associado (2007).

O simpósio internacional Capitalismo e Autoritarismo: o que fazer? é organizado por Fabrício Maciel (UFF) e Maurício Hoelz (UFRRJ e editor responsável do blog da BVPS), e conta com a assessoria editorial de Miguel Cunha (PPGCS/UFRRJ).

Boa leitura!

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Série Back to the 70s | Emaranhado André Botelho: memorial (trecho)

Em mais um post da série Back to the 70s, trazemos um trecho do memorial de titularidade de André Botelho, organizador da série ao lado de Maurício Hoelz e Maria Fernanda Argileu.

A titularidade, ocorrida no final de 2024, versou sobre as ambiguidades do indivíduo no memorialismo mineiro como parte do longo processo de individuação na sociedade, pesquisa desenvolvida durante os 4 anos do projeto coletivo “MinasMundo: o cosmopolitismo na cultura brasileira”. No memorial, Botelho propôs um experimento de redução da narrativa ao nível do próprio objeto, trocando o relato de feitos acadêmicos por uma trama que assume a parcialidade e a subjetividade (de classe social, de gênero, de cor, religião e outros marcadores sociais) não como sintomas mas como modos de produção do eu. Reagindo à longa tradição da Bildung, enfatiza mais o desfazimento da sociedade na prática de si e a deseducação como motivos do aprendizado social — tema, aliás, de sua pesquisa atual.

No trecho abaixo publicado, ao rememorar a infância e a juventude entre Rio de Janeiro e Petrópolis nos anos 1970, Botelho converte fragmentos do seu cotidiano em matéria de reflexão sociológica. O resultado é um retrato sensível de uma geração e de um Brasil em transformação, em que, mais do que os temas que marcariam sua obra, revelam-se os aprendizados e desaprendizados de uma trajetória intelectual dedicada a compreender as contradições que atravessam a sociedade brasileira, no “seu” e no “nosso” tempo.

Para conferir a programação anual dos seminários, clique aqui. E, para acessar os outros textos da série, clique aqui.

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