INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O GT PENSAMENTO SOCIAL NO BRASIL DO XIX CONGRESSO DA SBS 2019



O Blog da BVPS convida para a submissão de resumos no GT de Pensamento Social no Brasil para o XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), coordenado pelos professores Alexandro Trindade (UFPR), Antonio Brasil Jr. (UFRJ) e Mariana Chaguri (Unicamp). As inscrições estão abertas até o dia 26 de novembro de 2018.
Segue abaixo a ementa do GT e demais informações.

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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O “II CONGRESSO DA ABRE – ASSOCIAÇÃO DE BRASILIANISTAS NA EUROPA”


O Blog da BVPS convida para “II Congresso da ABRE – Associação de Brasilianistas na Europa” que ocorrerá entre os dias 18 a 20 de setembro de 2019 na École des hautes études en sciences sociales (EHESS), Paris.

As inscrições já estão abertas data limite para submissão de propostas é 30/11/2018.

Para mais informações acesse o site http://abre.eu/congresso-abre-ii-2019

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS


PALESTRA “NISE DA SILVEIRA, ANTES DO ENGENHO DE DENTRO: INTERVENÇÕES NA CRIMINOLOGIA”, POR DYLAN BLAU EDELSTEIN (FULBRIGHT)

Nise entre professores e alunos durante uma aula de anatomia na Faculdade de Medicina da Bahia. Fonte: http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/nise-da-silveira/nise/

O Blog da BVPS convida para a palestra “Nise da Silveira, antes do Engenho de Dentro: Intervenções na criminologia” a ser proferida por Dylan Blau Edelstein (Fulbright), no dia 8 de novembro de 2018, quinta-feira, às 17 horas, no IFCS/UFRJ (Largo de São Francisco, 1, Centro, Rio de Janeiro). O evento é organizado pelo Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (NEPS/UFRJ/UFF).

O resumo da palestra segue abaixo:

Em 1946, diante das práticas de lobotomia e eletrochoque que dominavam o mundo psiquiátrico, a médica Nise da Silveira foi pioneira no uso de terapias alternativas ao introduzir a expressão criativa e artística no tratamento da esquizofrenia. Esta é uma história famosa. Mas como Silveira chegou a desenvolver um trabalho tão original? Dylan Blau Edelstein, pesquisador norte-americano formado pela Universidade de Princeton, passou o último ano no Rio de Janeiro desenvolvendo uma pesquisa sobre a biografia de Nise da Silveira que cobriu os anos anteriores à implementação das inovações conhecidas. Nessa apresentação, o pesquisador abordará a tese de doutoramento da médica alagoana. Formada em 1926 pela Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única mulher em uma turma de mais de 150 alunos, Nise defendeu a tese “Ensaio sobre a criminalidade da mulher no Brasil”, na qual mergulhou no campo da “Criminologia Positiva”. A tese explora as dimensões biológicas e sociológicas da prostituição e da criminalidade feminina, e contém um diálogo com famosos criminologistas como Cesare Lombroso. Como podemos evitar anacronismos ao analisar esses textos no presente? Como tratar Silveira como uma pensadora de sua época? Há traços da figura quase mítica que se formou depois, em seus trabalhos iniciais? E por fim: quais as implicações dos discursos criminológicos daquele tempo nos dias de hoje?

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

LANÇAMENTO DO LIVRO “SER REPUBLICANO NO BRASIL COLÔNIA” DE HELOISA M. STARLING NO RIO DE JANEIRO

O Blog da BVPS convida para o lançamento do livro “Ser Republicano no Brasil Colônia”, de Heloisa M. Starling (UFMG). O lançamento ocorrerá no dia 27 de setembro às 19 hrs dentro do evento “Eleições 2018: venha conversar” e será mediado por Marcus Aurélio de Carvalho na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon – Rio de Janeiro

Para confirmar presença e saber mais sobre o evento: http://bit.ly/2xqQaid

Saiba mais sobre o “Ser republicano no Brasil Colônia”: https://bit.ly/2l6dvPG

Abaixo um resumo do livro e um teaser com a autora:

“Este ensaio de história e ciência política resgata do esquecimento o percurso das ideias de república no Brasil Colônia e a trajetória formativa da incipiente cidadania antes da Independência. As conjurações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, entre outras, são reinterpretadas em contraste com a República instituída pelo golpe militar de 1889, cuja essência oligárquica e excludente tem reiterado como tragédia nacional a aguda constatação de nosso primeiro historiador, profeta dos eternos desmandos na condução da res publica nativa.

‘Nenhum homem nesta terra é repúblico, nela zela, ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular’. Estranhamente atuais, as palavras certeiras de frei Vicente do Salvador em 1630 correspondem ao primeiro registro impresso da presença do conceito de república no Brasil.

Emanados em francês e inglês dos centros mundiais da subversão antimonárquica, os princípios republicanos abraçados pelos inconfidentes já tinham no final do século XVIII uma rica tradição no Brasil colonial. Heloisa Starling realiza uma impressionante arqueologia da recepção e das adaptações da palavra república em sua vida natural na Colônia, soterradas pelo triunfo do Império e, em seguida, do regime de 15 de novembro de 1889″.

 

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS


ENCONTRO “DESENVOLVIMENTISMO E TRAJETÓRIAS DE PESQUISA” (NEPS/UFF/UFRJ)

 

 

 

 

 

O Blog da BVPS convida para o Encontro “Desenvolvimentismo e Trajetórias de Pesquisa” organizado pelo “Núcleo de Pensamento Social e Estudos Comparados” (NEPS/UFF/UFRJ), com apoio do Departamento de Sociologia da UFF. Integrarão o Encontro o Prof. Alexandre Barbosa (IEB/USP), que proferirá a palestra “Rômulo Almeida e os intelectuais orgânicos do Estado” e Rosa Freire D`Aguiar (CENTRO CELSO FURTADO) que proferirá a palestra “Os Arquivos de Celso Furtado”. O evento ocorrerá no dia 19 de setembro às 15 horas na sala 319 do Bloco O do Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Alexandre Barbosa (IEB/USP) possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1991), mestrado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2003). É Professor Livre-Docente de História Econômica e Economia Brasileira/Internacional do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) e participa do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da USP. Tem se dedicado a pesquisas sobre o mercado de trabalho e desigualdade no Brasil; o pensamento e a prática do desenvolvimento na história brasileira, especialmente a partir da contribuição do economista Rômulo Almeida; e a inserção externa da economia brasileira, com foco nos impactos trazidos pela China e no potencial das relações Sul-Sul.

Rosa Freire D`Aguiar é jornalista. Nos anos 70 e 80 foi correspondente em Paris das revistas Manchete e IstoÉ. Desde 1986 trabalha no mercado editorial, como tradutora e editora. Recebeu o prêmio Jabuti de tradução e o União Latina de Tradução Científica; criou e edita a coleção Arquivos Celso Furtado. É presidente do conselho deliberativo do Centro Celso Furtado.

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

 

“RUPTURA E TRADIÇÃO: UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS. ENTREVISTA COM SILVIANO SANTIAGO”

Foto de Cláudio Nadalin

Ruptura e tradição: Uma literatura nos trópicos 40 anos

Entrevista com Silviano Santiago

Por Andre Bittencourt (COC/Fiocruz) e Maurício Hoelz (UFRJ)

A entrevista inédita com Silviano Santiago que agora apresentamos ao leitor foi realizada por e-mail como parte das comemorações que dão origem ao seminário “Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” (UFRJ/UNICAMP/UFMG). Nela, Silviano nos oferece um rico relato das circunstâncias de publicação e recepção da obra, e também de suas interlocuções, tanto nos meios intelectuais quanto artísticos. Podemos lê-la, assim, como uma espécie de behind the scenes do livro. Nesse sentido, acompanham a entrevista dois raros ensaios que constariam em uma primeira versão do livro (que se chamaria originalmente Ruptura e tradição): A Palavra de Deus, publicado na revista Barroco em 1971, e Iracema: Alegoria e palavra, originalmente publicado na Luso-Brazilian Review em 1965. Completa o material o contrato assinado da obra que nunca chegou a existir. Todos esses documentos foram gentilmente cedidos pelo próprio Silviano Santiago, a quem reiteramos nossos agradecimentos aqui.

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EXPOSIÇÃO “HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS” (MASP/INSTITUTO TOMIE OHTAKE)

O Blog da BVPS convida para a exposição conjunta “Histórias Afro-Atlânticas” em cartaz até o dia 21 de outubro de 2018 no MASP e Instituto Tomie Ohtakie. Abaixo um texto produzido pelos curadores da exposição Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo.

HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS

Histórias afro-atlânticas apresenta uma seleção de 450 trabalhos de 214 artistas, do século 16 ao 21, em torno dos “fluxos e refluxos” entre a África, as Américas, o Caribe, e também a Europa, para usar a famosa expressão do etnólogo, fotógrafo e babalaô franco-baiano Pierre Verger.

O Brasil é um território central nas histórias afro-atlânticas, pois recebeu aproximadamente 46% dos cerca de 12 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente neste lado do Atlântico, ao longo de mais de 300 anos. Também foi o último país a abolir a escravidão mercantil com a Lei Áurea de 1888, que perversamente não previu um projeto de integração social, perpetuando até hoje desigualdades econômicas, políticas e raciais. Por outro lado, o protagonismo brasileiro nessas histórias fez com que aqui se desenvolvesse uma rica e profunda presença das culturas africanas.

Histórias afro-atlânticas parte do desejo e da necessidade de traçar paralelos, fricções e diálogos entre a cultura visual dos territórios afro-atlânticos—suas vivências, criações, cultos e filosofias— nas Américas e no Caribe. O chamado Atlântico Negro, na expressão de Paul Gilroy, é uma geografia sem fronteiras precisas, um campo fluído, em que experiências africanas penetram, ocupam e invadem outras nações, territórios e culturas.

É importante levar em conta a noção plural e polifônica de “histórias”; esse termo que em português (diferentemente do inglês) abrange tanto a ficção como a não ficção, as narrativas pessoais, políticas, econômicas, culturais e mitológicas. Nossas histórias possuem uma qualidade processual, aberta e especulativa, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas tradicionais. Nesse sentido, a exposição não se propõe a esgotar um assunto tão extenso e complexo, mas antes a incitar novos debates e questionamentos, para que as histórias afro-atlânticas sejam reconsideradas, revistas e reescritas.

A exposição não segue um ordenamento cronológico ou geográfico, sendo dividida em oito núcleos que tencionam diferentes temporalidades, territórios e suportes, nas duas instituições que coorganizam o projeto. No Instituto Tomie Ohtake: EMANCIPAÇÕES e RESISTÊNCIAS E ATIVISMOS. No MASP: MAPAS E MARGENS, COTIDIANOS, RITOS E RITMOS e RETRATOS (no primeiro andar), MODERNISMOS AFRO-ATLÂNTICOS (no primeiro subsolo) e ROTAS E TRANSES: ÁFRICAS, JAMAICA E BAHIA (no segundo subsolo).

No MASP, a mostra contextualiza-se dentro de um ano de exposições, palestras, cursos, oficinas, publicações e programações de filmes em torno das histórias afro-atlânticas. O programa iniciou-se com as individuais de Maria Auxiliadora, Aleijadinho e Emanoel Araujo e se completará com as de Melvin Edwards, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Lucia Laguna e Pedro Figari. Parte integrante desse projeto é a Antologia que reúne em livro textos de 44 autores, resultado de dois seminários realizados em 2016 e 2017. Desse modo, o museu se transforma, ele mesmo, em uma plataforma múltipla e diversa, plural e polifônica.

Abaixo um vídeo sobre a exposição:

Um abraço a todas e todos,
Equipe BVPS

 

SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE II

Dando sequência à série de ações de promoção do seminário Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago, a Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) divulga, neste segundo post, duas outras homenagens aos 40 anos da obra: o vídeo-homenagem apresentado em Seminário na PUC-Rio e a edição especial de maio do Suplemento Pernambuco. A BVPS agradece à Eneida Leal Cunha e a Schneider Carppegiani e Cepe Editora a possibilidade de divulgar o vídeo e o dossiê, respectivamente.

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

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