Glossário Silviano Santiago | Desconstrução, por Max Hidalgo Nácher

Publicamos hoje no Glossário Silviano Santiago o verbete “Desconstrução”, de Max Hidalgo Nácher, professor na Universidade de Barcelona. 

O verbete mostra como Silviano Santiago dialoga com Jacques Derrida desde o início dos anos 1970, quando apresentou a conferência “O entre-lugar do discurso latino-americano”. A partir daí, o crítico mineiro fez da desconstrução uma ferramenta para repensar a literatura comparada, questionar o eurocentrismo e evidenciar a dimensão colonial da tradição metafísica. Hidalgo Nácher percorre momentos-chave dessa trajetória — o seminário “Desconstrução e descentramento”, o histórico Glossário de Derrida (1976) e sua crítica à tríade “influência, cópia e originalidade” —, destacando como Silviano desloca conceitos derridianos para refletir sobre a cultura brasileira e latino-americana.

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Desconstrução

Por Max Hidalgo Nácher (Universitat de Barcelona)

A relação de Silviano Santiago com a desconstrução é precoce e se estende até hoje, podendo ser remontada ao menos à sua conferência de 1971 intitulada “O entre-lugar do discurso latino-americano”[1], texto em que Silviano colocava o problema da herança colonial na crítica e a necessidade de desconstruir a noção de signo e o método das fontes e influências. Para isso, propunha um pensamento da escrita e do significante que abria um entre-lugar – ligado, embora não exclusivamente, a certas coordenadas latino-americanas –, conceito que, muito antes de Homi Bhabha, Silviano fez circular nos Estados Unidos. Seu texto, redigido originalmente em francês, foi divulgado em inglês em uma plaquete publicada em Buffalo, em 1973, sob o título “Latin-American Literature: The Space In-Between”, que incluía uma pequena introdução de Thomas Kavanagh. Esse texto já marca uma das singularidades da leitura e dos usos da desconstrução por Silviano, pensada a partir de coordenadas pós-coloniais. Desde então, e paralelamente ao seu trabalho como crítico cultural, Silviano vem promovendo até hoje um trabalho de desconstrução da literatura comparada que, rejeitando o eurocentrismo como critério de organização e avaliação da literatura e das produções culturais, incorpora uma perspectiva pós-colonial.

Essa dupla vertente – que ao mesmo tempo introduz a obra do filósofo franco-argelino e interroga a singularidade do próprio lugar de enunciação brasileiro e latino-americano – pode ser observada em seus primeiros seminários de pós-graduação como professor visitante na PUC-Rio, ministrados em 1972. O primeiro, “Desconstrução e descentramento”, era dedicado a Derrida, e sua apostila foi publicada na revista Tempo Brasileiro em 1973 [2]; o segundo, intitulado “A semente, ou a impossibilidade de se escrever a origem”, propunha uma primeira leitura pós-colonial da literatura brasileira, relendo algumas metáforas da Carta de Pero Vaz de Caminha e sua persistência na tradição brasileira a partir de uma leitura de matriz derridiana que Silviano já havia explorado em seu artigo de 1971, “A palavra de Deus” [3].

Paralelamente à sua produção crítica, na qual incorpora certos traços da proposta derridiana, Silviano atuou como importante mediador na transmissão do pensamento desse autor por meio do ensino. Nesse contexto, a partir de março de 1974, já como professor titular da PUC-Rio, ministrou um segundo seminário sobre Derrida. Foi desse seminário que surgiu o Glossário de Derrida (Livraria Francisco Alves, 1976; reedição Papéis Selvagens, 2020), construído com os alunos a partir dos seis primeiros livros de Derrida, publicados em 1967 (La voix et le phénomène, L’écriture et la différence e De la grammatologie) e 1972 (Disseminations, Marges – de la philosophie e Positions). Essa obra coletiva, supervisionada por Silviano, constitui o sexto livro publicado no mundo dedicado ao filósofo franco-argelino (Rodríguez Freire, 2020). Paralelamente, o crítico brasileiro publicava “A circulação do poema sem o poeta”, texto de apresentação da poesia de Carlos Drummond de Andrade em que mobilizava as noções de suplemento e enxerto, e em que abordava pela primeira vez o problema da “origem” e do “começo” no estudo da literatura brasileira. Aí estava em jogo a questão da paternidade, já tratada no ano anterior por Silviano a propósito das relações de José de Alencar com sua própria obra (Santiago, 1975). Em contraste com a perspectiva de Alencar, escrevia Silviano:

Derrida procura mostrar como o escrever é o negar da “presença” paterna, é exterminá-la com um golpe de estilete assassino […]. É, em outras palavras, dar ao texto o estatuto de filho bastardo. De filho que, assassinado o pai, começa a negar sua “presença” como fonte de significado. (Santiago, 1976: 32)

O livro abria-se com um fragmento de um poema de Drummond intitulado “Origem”, no qual se lê:

E a palavra, um ser / esquecido de quem o criou, flutua, / reparte-se em signos – Pedro, Minas Gerais, beneditino – / para incluir no semblante do mundo. / O nome é bem mais do que nome; o além-da-coisa, / coisa livre de coisa, circulando. / E a terra, palavra espacial, tatuada de sonhos, / cálculos.

Essa ideia de “circulação” era então mobilizada como uma espécie de “disseminação” que permite pensar a especificidade do entre-lugar latino-americano. Aí se reconhece um gesto típico de Silviano: mobilizar a desconstrução para pensar problemas locais não contemplados pelas tradições metropolitanas, incorporando sua própria situação de enunciação (o próprio diferendo) e repensando, assim, a tradição brasileira e latino-americana.

Em suas leituras desconstrutivas, aparece insistentemente o problema do “etnocentrismo”, ao qual o Glossário já dedicava um verbete no qual se lia: “O etnocentrismo se constitui, portanto, como um dos elementos estruturantes do pensamento ocidental, que comanda uma cadeia de centramentos – logocentrismo, fonocentrismo – e que é denunciado pela desconstrução e pelo descentramento” (Silviano, 1976). As leituras derridianas de Silviano, que se concentram em grande medida nos primeiros textos do filósofo franco-argelino, repensam as categorias da literatura comparada a partir de uma posição pós-colonial, relendo seu pensamento, desde o Brasil, como uma possível contribuição ao descentramento do pensamento eurocêntrico.

Em 2004, escrevia Silviano, num texto em francês que aqui (re)traduzimos ao espanhol, oferecendo uma chave de leitura de Derrida e de seus próprios usos da desconstrução:

Por que um intelectual brasileiro deve ler Jacques Derrida? Ou, de um modo mais geral: por que um intelectual latino-americano deve lê-lo?

Começo a responder esta pergunta tomando-me como exemplo. Conheci Jacques Derrida em 1971. […]

Fingindo responder uma questão que, na verdade, ele não tinha formulado, lhe disse que existia um aspecto menos estudado do seu pensamento que me seduzia enormemente e, de um certo modo, esse aspecto era a principal razão do meu vivo interesse pelos seus escritos. Na crítica de Jacques Derrida ao estruturalismo formalista […], eu percebia um desejo de fazer pública uma ideia cujo principal interesse não era a desconstrução do fono- e do logocentrismo, mas do etnocentrismo. A desconstrução deste último se apresentava de enorme importância para a discussão de um tema que sempre me seduziu como cidadão brasileiro: a diferença colonial [4] (Santiago, 2008: 27-28).

Silviano insiste, assim, na dimensão colonial em jogo na desconstrução da tradição metafísica. Esse fio, que já estaria presente em Derrida [5], será então relançado pelo crítico brasileiro, que sustenta, nesse texto: “Era necessário abalar esta quádrupla herança – étnica, linguística, econômica e religiosa – derivada da clausura” (Santiago, 2008: 32) [6]. Silviano encontraria, assim, na proposta derridiana – que revela o enclausuramento metafísico da cultura europeia no campo filosófico – meios para pensar a singularidade brasileira e latino-americana.

As heranças da desconstrução não emergem na obra de Santiago tanto pela citação, pelo comentário ou pela presença explícita de Derrida em seus textos, mas sim pelo relançamento de um gesto ou problemática herdada da escrita derridiana, que Silviano modulou a partir de uma posição pós-colonial brasileira e latino-americana. Assim, é desconstrutiva sua leitura de certas metáforas da Carta de Pero Vaz de Caminha, como a da semente ou da metáfora agrícola ligada ao verbo plantar, que se prolonga até Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda e além; e participa da desconstrução também a comparação dessa última obra com a interpretação do pachuco feita por Octavio Paz em O labirinto da solidão (Santiago, 2006a), por meio de uma lógica do suplemento (Santiago, 2000b).

As reflexões desconstrutivas de Silviano recaem também sobre as viagens de Lévi-Strauss (Santiago, 2005a) e desembocam numa crítica da imaginação geográfica e temporal que, desde sua leitura borgiana de “Eça, autor de Madame Bovary” (Santiago, 2019), ele continua problematizando até hoje. Essas proposições não estão alheias a uma cena que merece ser reconstruída. Em 2004, no Colóquio Internacional “Jacques Derrida 2004: Pensar a Desconstrução – Questões de Política, Ética e Estética”, organizado por Evandro Nascimento no Rio de Janeiro, Silviano apresentou diante do filósofo a conferência “O silêncio, o segredo, Jacques Derrida”, na qual encenava um diferendo com seu autor (ainda que não necessariamente com seu texto), remetendo ao problema do pai e do filho, e que também se relaciona com problemáticas ligadas à circulação dos textos e das ideias. Aí Silviano afirmava: “a circulação do vocábulo inventado [différance] é tautológica até o momento em que estiver em questão a economia circulatória das idéias no planeta ocidentalizado”  (Santiago, 2005b: 127).

Assim, ao lado do problema do modelo e da cópia, surgiria o da “economia do discípulo”, com o qual Silviano dramatizava uma situação de enunciação na qual desejava fazer emergir uma diferença. Como encerramento dessa conferência, ministrada na presença de Derrida, Silviano o citava para afirmar:

Uma depois de outra, as frases do epílogo de Temor e tremor repetem que cada geração deve começar, recomeçar a se engajar na mais elevada paixão, que é a fé, sem contar com a geração precedente. Dessa forma ele descreve a não-história dos começos absolutos que se repetem e a própria historicidade que supõe a tradição reinventada a cada passo, na incessante repetição do começo absoluto (Santiago, 2005b: 133).

Diante dessa intervenção, e da afirmação de uma “tradição reinventada a cada passo” – o que também é um modo de reivindicar, com o Derrida de Espectros de Marx, que “a herança nunca é algo dado, é sempre uma tarefa” –, vale a pena retornar a um fragmento de “O entre-lugar do discurso latino-americano”:

Em virtude do fato de que a América Latina não pode mais fechar suas portas à invasão estrangeira, não pode tampouco reencontrar sua condição de “paraíso”, de isolamento e de inocência, constata-se com cinismo que, sem essa contribuição, seu produto seria mera cópia – silêncio –, uma cópia muitas vezes fora de moda, por causa desse retrocesso imperceptível no tempo, de que fala Lévi-Strauss. Sua geografia deve ser uma geografia de assimilação e de agressividade, de aprendizagem e de reação, de falsa obediência. A passividade reduziria seu papel efetivo ao desaparecimento por analogia. Guardando seu lugar na segunda fila, é no entanto preciso que assinale sua diferença, marque sua presença muitas vezes de vanguarda. O silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador (Santiago, 2019: 18).

Pode-se isolar uma das chaves da leitura praticada pelo crítico brasileiro já naquele célebre texto de 1971, em que afirma que “a maior contribuição da América Latina à cultura ocidental provém da destruição sistemática dos conceitos de unidade e pureza” (Santiago, 2019: 17). Esse gesto aparece modulado ao longo da obra de Silviano de diversos modos. Assim, em outro momento, ele propõe a possibilidade de desconstruir “a identidade de conceito e o conceito de identidade, isto é, de compreendê-los no processo constante e infinito de fricção entre diferendos” (Santiago, 2006a: 36). Diante da estabilidade dos termos já dados, permanece a possibilidade de pensá-los como derivados de uma relação que – se não pode ser suprimida de um golpe – sempre pode ser invertida e deslocada. Como escreve o próprio Silviano, revisitando sua trajetória:

tanto na atuação docente quanto na atividade artística – dois dos mais fortes componentes de minha personalidade intelectual – serei reconhecido por ter levado a cabo uma carreira consolidada por fragmentações […]. Caso se analise o conjunto de meus fragmentos pela lógica que reclamam – a lógica da diferença, para retomar o conceito de Jacques Derrida –, a silenciosa e discreta preposição entre terá de ganhar voz e preeminência. O que existe entre os fragmentos é, paradoxalmente, a força que os leva a se articularem. Peço-lhes, portanto, que valorizem essa força estranha aos meios acadêmicos tradicionais, pois foi e é graças a ela que constituí um lugar teórico e analítico – um entre-lugar, em suma –, que correlaciona e integraliza fragmentos desunidos em aparência, mas plenos de uma vida vivida em toda sua extensão docente e artística (Santiago, 2013: 235).

A coerência de sua trajetória observa-se em seu livro mais recente, no qual Silviano relança o gesto desconstrutivo para pôr em crise os três pressupostos clássicos da literatura comparada – “influência, cópia e originalidade” (Santiago, 2024: 14) – com o objetivo de “establecer uma metodologia de leitura para os futuros estudos de literatura comparada”, propondo-se a “desconstruir […] a noção eurocêntrica de valor universal, se aplicada como julgamento à obra literária produzida e difundida na órbita do Ocidente” (Santiago: 2024: 12). Nesse trabalho em curso, Silviano retoma as propostas de seu célebre texto de 1971 para – junto às noções de influência e de cópia, já postas em crise naquele texto – “desconstruir a noção de valor universal, tal como proposta pelo cânone em história da literatura comparada eurocêntrica” (Santiago: 2024: 21). O que não deixa de ser uma maneira – para além da lei paterna, com Derrida e para além dele – de “transgressão à letra letrada”, de “transgressão à história eurocêntrica e escravista”, e de relançar, em nome de um “cosmopolitismo discrepante” (Santiago, 2023: 24), as heranças da desconstrução.

Notas

[1] Esta conferência foi apresentada em francês na Université de Montréal com o título « Naissance du sauvage, anthropophagie culturelle et la littérature du Nouveau Monde ».

[2] Esse é o título da apostila que anunciava o curso, e que seria publicada em 1973 na revista Tempo Brasileiro, n. 32.

[3] Publicado na revista Barroco, n. 3, em 1971, e republicado como “Suplemento” em Uma literatura nos trópicos (edição comemorativa de 2019).

[4] Original: Pourquoi un intellectuel brésilien doit-il lire Jacques Derrida ? Ou, d’une manière plus générale : Pourquoi un intellectuel latino-américain doit-il le lire ? Je donnerai un début de réponse à cette question en me prenant par exemple. J’ai fait la connaissance de Jacques Derrida en 1971. […] Sous le prétexte de répondre à une question qu’en réalité il n’avait pas formulé, je lui ai dit qu’il y avait un aspect, moins étudié, de sa pensée qui me séduisait énormément et que, d’une certaine manière, cet aspect était la principale raison de mon vif intérêt pour ses écrits. Dans la critique de Jacques Derrida du structuralisme formaliste […] je percevais un désir de faire connaître une idée dont l’intérêt majeur n’était pas la déconstruction du phono- et du logocentrisme, mais de l’ethnocentrisme. La déconstruction de celui-ci semblait d’énorme importance pour la discussion d’un thème qui m’a toujours séduit en tant que citoyen brésilien : la différence coloniale ».

[5] A propósito dessa questão, cabe destacar a conferência de Baltimore de Derrida: “La structure, le signe et le jeu dans le discours des sciences humaines” (1966), publicada em 1969 em L’écriture et la différence, na qual o filósofo franco-argelino se referia, em uma passagem retomada pelo próprio Silviano, au moment où la culture européenne – et par conséquent l’histoire de la métaphysique et de ses concepts – a été disloquée, chassée de son lieu, devant alors cesser de se considérer comme culture de référence” [“…no momento em que a cultura europeia – e consequentemente a história da metafísica e seus conceitos – foi deslocada, expulsa de seu lugar, tendo então que deixar de considerar-se como uma cultura de referência”]. Para Derrida (1966: 414), la critique de l’ethnocentrisme, condition de l’ethnologie, [est] systématiquement et historiquement contemporaine de la destruction de l’histoire de la métaphysique” [“A crítica do etnocentrismo, a condição da etnologia, [é] sistemática e historicamente contemporânea da destruição da história da metafísica”].

[6] No original: « Il fallait ébranler ce quadruple héritage – ethnique, linguistique, économique et religieux – par l’effet de clôture ».

Referências

DERRIDA, Jacques. (1969). La structure, le signe et le jeu dans le discours des sciences humaines. In: L’écriture et la différence. Paris: Seuil.

RODRÍGUEZ FREIRE, Raul. (2020). Repetição e diferença. Silviano Santiago e a prisão como modelo de escrita. In: SANTIAGO, Silviano (org.). Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, p. 11-28.

SANTIAGO, Silviano. (1971). A palavra de Deus. Barroco, n. 3, p. 7-13.

SANTIAGO, Silviano. (1975). Introdução. In:  ALENCAR, José de. Iracema. Notas e orientação didática por Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975. p. 10-11.

SANTIAGO, Silviano. (1976). Circulação do poema sem o poeta. In: Carlos Drummond de Andrade. Petrópolis: Vozes (Poetas modernos do Brasil), p. 23-45.

SANTIAGO, Silviano. (2005a). A viagem de Lévi-Strauss aos trópicos. In: A viagem de Lévi-Strauss aos trópicos / Democratização do Brasil (1979-1981). Brasília: Instituto Rio Branco, p. 7-51.

SANTIAGO, Silviano. (2005b). O silêncio, o segredo, Jacques Derrida. In: NASCIMENTO, Evando (org.). Jacques Derrida. Pensar a desconstrução. São Paulo: Estação Liberdade, p. 125-133.

SANTIAGO, Silviano. (2006a). As raízes e o labirinto da América Latina. Rio de Janeiro: Rocco.

SANTIAGO, Silviano. (2006b). O intelectual Silviano Santiago (entrevista com Eneida Leal Cunha e Wander Melo Miranda, Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2006). In: CUNHA, Eneida Leal (org.). Leituras críticas sobre Silviano Santiago. Belo Horizonte / São Paulo: UFMG / Fundação Perseu Abramo, p. 171-210.

SANTIAGO, Silviano. (2008). La troisième rive proposée par les écrits de Jacques Derrida. In: Derrida à Alger. Un regard sur le monde. Mayenne: Actes Sud / Barzahk, p. 27-34.

SANTIAGO, Silviano. (2013). A fragmentação foi a minha Beatriz. In: GOMES, Renato Cordeiro (Org.). Ensaios Antológicos de Silviano Santiago. São Paulo: Nova Alexandria, p. 232-239

SANTIAGO, Silviano. (2019). Uma literatura nos trópicos. Recife: CEPE.

SANTIAGO, Silviano. (2023). Sentimento da vida, sentimento do mundo. In: Grafias de vida – a morte. São Paulo: Companhia das Letras, p. 9-54.

SANTIAGO, Silviano. (2024). O grande relógio. A que hora o mundo recomeça. Caderno em andamento 1. São Paulo: Nós.

Sobre o autor

Max Hidalgo Nácher é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de Barcelona, pesquisador e tradutor.


Desconstrucción

La relación de Silviano Santiago con la deconstrucción es temprana y se extiende hasta la actualidad, y cabe hacerla remontar hasta por lo menos su conferencia de 1971titulada“O entre-lugar do discurso latino-americano”[1], un texto en el que Silviano planteaba el problema de la herencia colonial en la crítica y la necesidad de deconstruir la noción de signo y el método de las fuentes e influencias. Para ello, proponía un pensamiento de la escritura y del significante que abría un entre-lugar – ligado, aunque no solo, a unas coordenadas latinoamericanas –, concepto que, mucho antes que Homi Bhabha, Silviano hizo circular por los Estados Unidos. Pues su texto, redactado originalmente en francés, fue difundido en inglés en una plaquette publicada por Buffalo en 1973 con el título “Latin-American Literature: The Space In-Between”,la cual incluía una pequeña introducción de Thomas Kavanagh. Ese texto de Silviano marca ya una de las singularidades de su lectura y usos de la desconstrucción, pensada a partir de coordenadas poscoloniales. Desde entonces, y junto a su labor de crítico cultural, Silviano habrá impulsado hasta el día de hoy un trabajo de desconstrucción de la literatura comparada que, rehuyendo el eurocentrismo como criterio de organización y evaluación de la literatura y de las producciones culturales, incorpore una perspectiva poscolonial.

Esta doble vertiente, que al tiempo que piensa e introduce la obra del filósofo franco-argelino se pregunta por la singularidad del propio lugar de enunciación brasileño y latinoamericano, se observa ya en sus primeros seminarios de posgrado como profesor visitante en la PUC-Rio, impartidos en 1972. El primero, “Desconstrução e descentramento”, estaba dedicado a Derrida, y su apostilla sería publicada en Tempo Brasileiro en 1973[2]; el segundo, titulado “A semente, ou a impossibilidade de se escrever a origem”, proponía una primera lectura poscolonial de la literatura brasileña, volviendo sobre algunas metáforas de la Carta de Pero Vaz de Caminha y su persistencia en la tradición brasileña a partir de una lectura de matriz derrideana que ya había explorado en su artículo de 1971 “A palavra de Deus”.[3]

Paralelamente a su labor crítica, en la que incorpora ciertos rasgos de la propuesta derrideana, Silviano habrá sido un mediador importante en la transmisión del pensamiento de dicho autor a través de la enseñanza. En ese contexto, impartió a partir de marzo de 1974, ya como profesor pleno de la PUC-Rio, un segundo seminario sobre Derrida. Fue de ese segundo seminario que surgió el Glossário de Derrida (Livraria Francisco Alves, 1976; reedición Papéis Selvagens, 2020), construido con los estudiantes a partir de los seis primeros libros de Derrida, publicados en 1967 (La voix et le phénomène, L’écriture et la différence y De la grammatologie) y 1972 (Disseminations, Marges – de la philosophie y Positions). Esta obra colectiva, supervisada por Silviano, supone la sexta obra publicada a nivel mundial dedicada al filósofo franco-argelino (Rodríguez Freire, 2020). Paralelamente, el crítico brasileño publicaba “A circulação do poema sem o poeta”,texto de presentación de la poesía de Carlos Drummond de Andrade en el que movilizaba las nociones de suplemento e injerto, y en el que planteaba por primera el problema del “origen” y del “comienzo” en el estudio de la literatura brasileña. Ahí estaba en juego la cuestión de la paternidad, que ya había abordado el año anterior a propósito de las relaciones de José de Alencar con su propia obra (Santiago, 1975). En contraste con la perspectiva de Alencar, escribía Santiago:

Derrida trata de mostrar cómo escribir es negar la “presencia” paterna, es exterminarla con un golpe de estilete asesino […]. Es, en otras palabras, dar al texto el estatuto de hijo bastardo. De hijo que, asesinado el padre, comienza a negar su “presencia” como fuente de significado (Santiago, 1976: 32).

 El libro se abría con un fragmento de un poema de Drummond titulado “Origem”, en que se lee:

Y la palabra, un ser / olvidado de quien la creó, flota, / se reparte en signos – Pedro, Minas Gerais, benedictino – / para incluirse en el semblante del mundo. / El nombre es mucho más que el nombre; es más-allá-de-la-cosa, / cosa libre de cosa, circulando. / Y la tierra, palabra esencial, tatuada de sueños, / cálculos.

Esa idea de “circulación” era así movilizada como una suerte de “diseminación” que permite pensar la especificidad del entre-lugar latinoamericano. Ahí puede reconocerse un gesto típico de Silviano: movilizar la deconstrucción para pensar problemas locales no contemplados por las tradiciones metropolitanas, incorporando a su vez la propia situación de enunciación (el propio diferendo) y repensando de ese modo la tradición brasileña y latinoamericana.

En sus lecturas deconstructivas aparecerá de modo insistente el problema del “etnocentrismo”, al que el Glossário ya dedicaba una voz en la que se leía: “El etnocentrismo se constituye, por tanto, como uno de los elementos estructurantes del pensamiento occidental, que comanda una cadena de centramientos – logocentrismo, fonocentrismo – y que es denunciado por la desconstrucción y por el descentramiento” (Silviano, 1976). Las lecturas derrideanas de Silviano, que se concentran en gran medida en los primeros textos del filósofo franco-argelino, repiensan las categorías de la literatura comparada desde una posición poscolonial, y releen su pensamiento, desde Brasil, como una posible contribución al descentramiento del pensamiento eurocéntrico.

En 2004 escribía Silviano, en un texto en francés que aquí (re)traducimos al español, ofreciendo una clave de lectura de Derrida y de sus propios usos de la desconstrucción:

¿Por qué un intelectual brasileño tiene que leer a Jacques Derrida? O, de un modo general: ¿Por qué un intelectual latinoamericano tiene que leerlo?

Avanzaré un comienzo de respuesta a esa pregunta tomándome como ejemplo. Conocí a Jacques Derrida en 1971. […]

Pretextando responder a una pregunta que em realidad él no había formulado, le dije que había un aspecto, menos estudiado, de su pensamiento que me seducía muchísimo y que, en cierto modo, ese aspecto era el motivo principal de mi vivo interés por sus escritos. En la crítica de Jacques Derrida del estructuralismo formalista […] percibía un deseo de dar a conocer una idea cuyo interés principal no era la desconstrucción del fono y del logocentrismo, sino del etnocentrismo. La desconstrucción de este parecía de una gran importancia para la discusión de un tema que me ha seducido desde siempre en tanto que ciudadano brasileño: la diferencia colonial[4] (Santiago, 2008: 27-28).

Silviano insiste así en la dimensión colonial que está en juego en la desconstrucción de la tradición metafísica. Ese hilo, que ya se encontraría en Derrida[5], será así relanzado por el crítico brasileño, que sostiene en ese texto: “Había que sacudir esa cuádruple herencia – étnica, lingüística, económica y religiosa – derivada de la clausura” (Santiago, 2008: 32)[6]. Silviano encontraría así en la propuesta derrideana, que muestra la clausura metafísica de la cultura europea en el campo filosófico, medios para pensar la singularidad brasileña y latinoamericana. 

Las herencias de la desconstrucción no emergen en Santiago tanto en la cita, el comentario o la presencia explícita de Derrida en sus textos como en el relanzamiento de un gesto o problemática heredera de la escritura derrideana, y que Silviano modulará a partir de una posición poscolonial brasileña y latinoamericana. Así, es deconstructiva su lectura de ciertas metáforas de la Carta de Pero Vaz de Caminha,como la de la semente (semilla) o la de la metáfora agrícola ligada al verbo plantar, que se prolonga hasta Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda y más allá; y también participa de la desconstrucción la comparación de esta última obra con la interpretación del pachuco planteada por Octavio Paz en El laberinto de la soledad (Santiago, 2006a) a través de una lógica del suplemento (Santiago, 2000b).

Las reflexiones deconstructivas de Silviano vuelven también sobre los viajes de Lévi-Strauss (Santiago, 2005a) y desembocan en una crítica de la imaginación geográfica y temporal que, desde su lectura borgiana de “Eça, autor de Madame Bovary” (Santiago, 2019), ha seguido problematizando en nuestros días. Esos planteamientos no son ajenos a una escena que cabe reconstruir. En 2004, en el Coloquio Internacional “Jacques Derrida 2004: Pensar a Desconstrução – Questões de Política, Ética e Estética”, organizado por Evandro Nascimento en Rio de Janeiro, Silviano presentó ante el filósofo la conferencia “O silencio, o segredo, Jacques Derrida”, en la cual escenificaba un diferendo con su autor (aunque no necesariamente con su texto) que remitía al problema del padre y del hijo, y que no es ajena a las problemáticas ligadas a la circulación de los textos y de las ideas. Ahí Silviano afirmaba que “La circulación del vocablo inventado [différance] es tautológica hasta el momento en que esté en cuestión la economía circulatoria de las ideas en el planeta occidentalizado” (Santiago, 2005b: 127). De ese modo, junto al problema del modelo y la copia, aparecería el de “la economía del discípulo”, con el cual Silviano dramatizaba una situación de enunciación en la cual quería hacer emerger una diferencia. Como cierre de esa conferencia, impartida ante la presencia de Derrida, Silviano lo citaba para afirmar:

Una tras otra, las frases del epílogo de Temor y temblor repiten que cada generación tiene que empezar, volver a empezar a comprometerse en la más elevada pasión, que es la fe, sin contar con la generación precedente. De esa forma describe la no-historia de los comienzos absolutos que se repiten y la propia historicidad que supone la tradición reinventada a cada paso, en la incesante repetición del comienzo absoluto (Santiago, 2005b: 133).

Con relación a esa intervención, y a la afirmación de una “tradición reinventada a cada paso”, lo que es también un modo de reivindicar – con el Derrida de Espectros de Marx – que “la herencia no es nunca algo dado, es siempre una tarea”, cabe volver sobre un fragmento de “O entre-lugar do discurso latino-americano”:

En virtud del hecho de que América Latina no puede ya cerrar sus puertas a la invasión extranjera, ni puede tampoco reencontrarse con su condición de “paraíso”, de aislamiento y de inocencia, se constata con cinismo que, sin esa contribución, su producto sería mera copia – silencio –, una copia muchas veces pasada de moda, por causa de ese atraso imperceptible en el tiempo del que habla Lévi-Strauss. Su geografía tiene que ser una geografía de asimilación y de agresividad, de aprendizaje y de reacción, de falsa obediencia. La pasividad reduciría su papel efectivo a la desaparición por analogía. Conservando su lugar de segunda fila, tiene sin embargo que señalar su diferencia, marcar su presencia muchas veces de vanguardia. El silencio sería la respuesta deseada por el imperialismo cultural, o incluso el eco sonoro que apenas sirve para estrechar más los lazos del poder conquistador (Santiago, 2019: 18).

Cabe aislar una de las claves de la lectura practicada por el crítico brasileño ya en ese célebre texto de 1971, en el que plantea que “la mayor contribución de América Latina a la cultura occidental proviene de la destrucción sistemática de los conceptos de unidad y pureza” (Santiago, 2019: 17). Ese gesto aparece modulado a lo largo de la obra de Silviano de diversos modos. Así, en otro lugar se propone la posibilidad de deconstruir “la identidad del concepto y el concepto de identidad, es decir, comprenderlos en el proceso constante e infinito de fricción entre diferendos” (Santiago, 2006a: 36). Ante la estabilidad de los términos ya dados, cabe la posibilidad de pensarlos como derivados de una relación que –si no cabe suprimir de un plumazo– siempre cabe invertir y desplazar. Como escribe el propio Silviano volviendo sobre su propia trayectoria,

tanto en la actuación docente como em la actividad artística – dos de los principales componentes de mi personalidad intelectual – seré reconocido por haber llevado a cabo una carrera consolidada por fragmentaciones […]. En el caso en que se analice el conjunto de mis fragmentos por la lógica que reclaman – la lógica de la diferencia, para retomar el concepto de Jacques Derrida –, la silenciosa y discreta preposición entre tendrá que hacerse oír y volverse preeminente. Lo que existe entre los fragmentos es, paradójicamente, la fuerza que los lleva a articularse. Les pido, por lo tanto, que valoren esa fuerza ajena a los medios académicos tradicionales, pues fue y es gracias a ella como constituí un lugar teórico y analítico – un entre-lugar, en suma –, que correlaciona e integra fragmentos en apariencia inconexos, pero plenos de una vida vivida en toda su extensión docente y artística (Santiago, 2013: 235).

La coherencia de su trayectoria se observa en su último libro hasta la fecha, en el que Silviano relanza el gesto deconstructivo para poner en crisis los tres presupuestos clásicos de la literatura comparada – “influencia, copia y originalidad” (Santiago, 2024: 14) – para “establecer una metodología de lectura para los futuros estudios de literatura comparada”, proponiéndose “deconstruir […] la noción eurocéntrica de valor universal, en tanto que aplicada como juicio a obras literarias producidas y difundidas en la órbita de Occidente” (Santiago: 2024: 12). En este trabajo en curso, Silviano retoma las propuestas de su célebre texto de 1971 para – junto a las nociones de influencia y de copia, ya puestas en crisis en aquel texto – “deconstruir la noción de valor universal, tal como la propone el canon en la historia de la literatura comparada eurocéntrica” (Santiago: 2024: 21). Lo que no deja de ser una manera – más allá de la ley paterna, con Derrida y más allá de él – de “transgresión de la letra letrada”, de “transgresión a la historia eurocéntrica y esclavista”, y de relanzar, en nombre de un “cosmopolitismo discrepante” (Santiago, 2023: 24), las herencias de la desconstrucción.


Notas

[1] Esta conferencia fue sostenida en francés en la Université de Montréal con el título « Naissance du sauvage, anthropophagie culturelle et la littérature du Nouveau Monde ».

[2] Ese es el título de la apostilla que anunciaba el curso, y que sería publicada en 1973 en la revista Tempo Brasileiro, n. 32

[3] Publicado en la revista Barroco, n. 3, en 1971, y republicado como “Suplemento” en Uma literatura nos trópicos (edición conmemorativa de 2019).

[4] Original: “Pourquoi un intellectuel brésilien doit-il lire Jacques Derrida ? Ou, d’une manière plus générale : Pourquoi un intellectuel latino-américain doit-il le lire ? Je donnerai un début de réponse à cette question en me prenant par exemple. J’ai fait la connaissance de Jacques Derrida en 1971. […] Sous le prétexte de répondre à une question qu’en réalité il n’avait pas formulé, je lui ai dit qu’il y avait un aspect, moins étudié, de sa pensée qui me séduisait énormément et que, d’une certaine manière, cet aspect était la principale raison de mon vif intérêt pour ses écrits. Dans la critique de Jacques Derrida du structuralisme formaliste […] je percevais un désir de faire connaître une idée dont l’intérêt majeur n’était pas la déconstruction du phono- et du logocentrisme, mais de l’ethnocentrisme. La déconstruction de celui-ci semblait d’énorme importance pour la discussion d’un thème qui m’a toujours séduit en tant que citoyen brésilien : la différence coloniale ».

[5] A propósito de esta cuestión cabe destacar la conferencia de Baltimore de Derrida : “La structure, le signe et le jeu dans le discours des sciences humaines” (1966), publicada en 1969 en L’écriture et la différence, en la que el filósofo franco-argelino se refería, en un pasaje retomado por el propio Silviano, “au moment où la culture européenne – et par conséquent l’histoire de la métaphysique et de ses concepts – a été disloquée, chassée de son lieu, devant alors cesser de se considérer comme culture de référence” [“…en el momento en que la cultura europea —y, en consecuencia, la historia de la metafísica y sus conceptos— fue desplazada, expulsada de su lugar, tuvo entonces que dejar de considerarse como una cultura de referencia”]. Para Derrida (1966 : 414), “la critique de l’ethnocentrisme, condition de l’ethnologie, [est] systématiquement et historiquement contemporaine de la destruction de l’histoire de la métaphysique”. [la crítica del etnocentrismo, la condición de la etnología, [es] sistemática e históricamente contemporánea de la destrucción de la historia de la metafísica.”).

[6] En el original : « Il fallait ébranler ce quadruple héritage – ethnique linguistique, économique et religieux – par l’effet de clôture ».

Referencias

DERRIDA, Jacques. (1969). La structure, le signe et le jeu dans le discours des sciences humaines. In: L’écriture et la différence. Paris: Seuil.

RODRÍGUEZ FREIRE, Raul. (2020). Repetição e diferença. Silviano Santiago e a prisão como modelo de escrita. In: SANTIAGO, Silviano (org.). Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, p. 11-28.

SANTIAGO, Silviano. (1971). A palavra de Deus. Barroco, n. 3, p. 7-13.

SANTIAGO, Silviano. (1975). Introdução. In:  ALENCAR, José de. Iracema. Notas e orientação didática por Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975. p. 10-11.

SANTIAGO, Silviano. (1976). Circulação do poema sem o poeta. In: Carlos Drummond de Andrade. Petrópolis: Vozes (Poetas modernos do Brasil), p. 23-45.

SANTIAGO, Silviano. (2005a). A viagem de Lévi-Strauss aos trópicos. In: A viagem de Lévi-Strauss aos trópicos / Democratização do Brasil (1979-1981). Brasília: Instituto Rio Branco, p. 7-51.

SANTIAGO, Silviano. (2005b). O silêncio, o segredo, Jacques Derrida. In: NASCIMENTO, Evando (org.). Jacques Derrida. Pensar a desconstrução. São Paulo: Estação Liberdade, p. 125-133.

SANTIAGO, Silviano. (2006a). As raízes e o labirinto da América Latina. Rio de Janeiro: Rocco.

SANTIAGO, Silviano. (2006b). O intelectual Silviano Santiago (entrevista com Eneida Leal Cunha e Wander Melo Miranda, Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2006). In: CUNHA, Eneida Leal (org.). Leituras críticas sobre Silviano Santiago. Belo Horizonte / São Paulo: UFMG / Fundação Perseu Abramo, p. 171-210.

SANTIAGO, Silviano. (2008). La troisième rive proposée par les écrits de Jacques Derrida. In: Derrida à Alger. Un regard sur le monde. Mayenne: Actes Sud / Barzahk, p. 27-34.

SANTIAGO, Silviano. (2013). A fragmentação foi a minha Beatriz. In: GOMES, Renato Cordeiro (Org.). Ensaios Antológicos de Silviano Santiago. São Paulo: Nova Alexandria, p. 232-239

SANTIAGO, Silviano. (2019). Uma literatura nos trópicos. Recife: CEPE.

SANTIAGO, Silviano. (2023). Sentimento da vida, sentimento do mundo. In: Grafias de vida – a morte. São Paulo: Companhia das Letras, p. 9-54.

SANTIAGO, Silviano. (2024). O grande relógio. A que hora o mundo recomeça. Caderno em andamento 1. São Paulo: Nós.

Sobre el autor

Max Hidalgo Nácher es profesor de Teoría Literaria y Literatura Comparada en la Universidad de Barcelona, investigador y traductor.