
Na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 18h30, na Livraria Alento (Rua Senador Vergueiro, nº 80, Flamengo, Rio de Janeiro), ocorrerá o lançamento do livro É o fim do mundo e eu me sinto bem: Modernismo, extrativismo e festas, do escritor e crítico literário Denilson Lopes (ECO/UFRJ). O lançamento contará com um diálogo entre o autor e André Botelho (UFRJ).
A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura do livro não são obras isoladas, mas uma constelação – outro Modernismo, marcado pela catástrofe em vez da utopia; pela melancolia em meio à alegria; pelo fim do mundo em vez da inauguração de uma nova era; pelo fascínio pela lentidão de paisagens devastadas e solitárias, em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Esse outro Modernismo é compreendido pelo autor a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso e Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais, e indicando, talvez surpreendentemente, na cultura midiática, a emergência de um Modernismo pop.