
Na nova rodada da Ocupação Mulheres, Ana Claudia Suriani da Silva (UCL) e Alexandro Henrique Paixão (Unicamp) revisitam a obra de Maria Benedita Câmara Bormann, a Délia, escritora que publicou 25 contos no jornal O Paiz entre 1887 e 1892, no Rio de Janeiro fin-de-siècle. Partindo do conto “Sensitiva”, os autores examinam como Délia construiu heroínas que desafiam a ordem patriarcal, explorando erotismo, paixões proibidas, loucura e morte em narrativas confessionais que antecipam temas posteriormente sistematizados pela psicanálise.
Ao articular literatura, história cultural e teoria psicanalítica, o texto argumenta que Délia elaborou um “complexo da feminilidade” marcado pela recusa da resignação feminina e pela invenção de subjetividades ativas e desejantes.
Para saber mais sobre a quarta edição da Ocupação Mulheres, clique aqui. Outros textos já publicados podem ser conferidos aqui.
Boa leitura e continue acompanhando nossa programação durante o final de semana do 8M!
Délia e o complexo da feminilidade no Rio de Janeiro fin-de-síècle
Por Ana Claudia Suriani da Silva (University College London)
Alexandro Henrique Paixão (Unicamp)
Maria Benedita Câmara Bormann, pseudônimo Délia, nasceu em 25 de novembro de 1853 em Porto Alegre e morreu em 23 de julho de 1895 no Rio de Janeiro.[1] Manteve uma produtiva coluna no jornal O Paiz, entre 2 de novembro de 1887 e 31 de julho de 1892, publicando um total de 25 contos:
| 1 | Uma história de ontem | 2 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 3 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 6 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 7 Novembro 1887 |
| 2 | A suicida | 6 Outubro 1889 |
| 3 | A estátua de neve | 14 Dezembro 1890 |
| 3 | A estátua de neve | 15 Dezembro 1890 |
| 4 | O crime do convento de… | 3 Dezembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… | 4 Setembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… | 5 Setembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… (conclusão) | 6 Setembro 1891 |
| 5 | Sensitiva | 4 Janeiro 1892 |
| 6 | Sempre a miragem | 12 Janeiro 1892 |
| 7 | A avó | 20 Janeiro 1892 |
| 8 | A caprichosa | 9 Fevereiro 1892 |
| 9 | Um bom momento | 13 Fevereiro 1892 |
| 10 | Um pouco do passado | 20 Fevereiro 1892 |
| 11 | As rivais | 27 Fevereiro 1892 |
| 12 | O encontro | 8 Março 1892 |
| 13 | Nevrose | 17 Março 1892 |
| 14 | Amor e vilania | 25 Março 1892 |
| 15 | Os primos | 31 Março 1892 |
| 16 | Não olvidada | 9 Abril 1892 |
| 17 | Terezita | 16 Abril 1892 |
| 18 | Metamorfose | 23 Abril 1892 |
| 19 | Heroísmo | 29 Abril 1892 |
| 20 | Madame de Z. | 7 Maio 1892 |
| 21 | Triste reverso | 14 Maio 1892 |
| 22 | Felizes amantes | 13 Junho 1892 |
| 23 | Uma histérica | 2 Julho 1892 |
| 24 | Os lábios mentem, os olhos não | 9 Julho 1892 |
| 25 | Rosa e branca | 31 Julho 1892 |
Sobre os contos publicados em O Paiz, Délia criou heroínas que buscavam a liberdade a qualquer custo, enfatizando a luta das mulheres contra a sociedade patriarcal. Algumas delas são mais fortes que as outras, como a cortesã apelidada de Alegria, do conto “Uma história de ontem”, ou Lélia, de “Uma história”, que se recusa a casar com o primo e se veste de homem para contar aos ouvintes suas aventuras na Europa. Outras optaram por cometer suicídio, como as heroínas de “A suicida” e “Nevrose”, em um ato de revolta ou desobediência contra a resignação feminina – geralmente defendida na época. Os contos de Délia publicados em O Paiz retratam, por meio de um narrador onisciente, afetos sexuais vivenciados de forma confessional. Quando Délia começou a escrever seus contos, a psicanálise freudiana, que tematizava os afetos sexuais femininos, ainda não havia sido sistematizada, e as ideias sobre neuroses de ansiedade causadas por relações sexuais ainda estavam sendo desenvolvidas por Sigmund Freud. No entanto, Délia já apresentava aos leitores “momentos psicológicos” em seus contos, criando uma narrativa em forma de confissão sobre a sedução vivida ficcionalmente por suas personagens femininas – algo que podemos caracterizar como um fenômeno libidinoso. Comumente definida como “tesão”, essa energia vital, sistematicamente discutida por Freud em vários ensaios ao longo das duas primeiras décadas do século XX, foi apresentada pela primeira vez pelo pai da psicanálise em uma carta enviada a seu amigo Fliess em 1894 (“Draft E – How Anxiety Originates”). Ali, ele discute tanto o que chamou de “libido psíquica” quanto o problema da “sedução”. Délia contemporiza elementos da psicanálise vienense – como o tema da sedução – ao tratar da sexualidade feminina por meio de paixões proibidas, um fenômeno libidinoso por excelência. Ela preenche as páginas de seus contos com erotismo, proibições, culpa, morte e sexo, enfim, um mosaico de elementos libidinosos, como acontece no conto “Sensitiva”, em que a personagem Sofia prefere morrer a se casar com seu prometido. Isso era inédito para a época, conforme pretendemos apresentar por meio de uma breve interpretação deste conto, colaborando, assim, para esta edição do Ocupação Mulheres do Blog da Biblioteca Virtual do Pensamento Social. Analisaremos um pequeno trecho do conto “Sensitiva”, de 4 de janeiro de 1892, visando a apresentar a visão feminina de Délia, esta escritora esquecida pela história da literatura brasileira.[2]
A síntese acima apresentada foi publicada inicialmente em outra postagem da BVPS (confira aqui). Procuramos recuperá-la para vinculá-la a esta nova publicação, a fim de nos dedicarmos com mais atenção à análise do texto e atualizar, para o público leitor de hoje, a perspectiva feminista de Délia. Mas de que se trata este conto chamado “Sensitiva”?
Délia nos conta as experiências malogradas de Sofia, uma jovem bem-educada e pertencente à corte carioca, nos tempos de Verdi, pois no conto há referência a duas óperas: La Traviata, de 1853, e Aida, de 1871. Não temos tempo de analisá-las em detalhe, mas o que precisamos saber é o seguinte: La Traviata narra a história de Violeta, na adaptação de Verdi para A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho – que morre na pobreza diante de um amor impossível –, enquanto Aida conta a história da escravizada etíope que realiza seu amor – também impossível – com um general egípcio apenas no leito de morte. Ambas são referências importantes mobilizadas por Délia e nos oferecem pistas de que a estrutura de sentimento do conto está relacionada às paixões proibidas.
Por meio dessas alusões, reconhecemos que a personagem Sofia é a Violeta de Délia fora dos palcos, com uma diferença fundamental: Violeta e Aida viveram suas experiências amorosas, lutaram por elas, fracassaram e morreram. Sofia, não. Tudo nela se configura como um grande delírio, um romance tecido a partir dos sonhos infantis de uma moça apaixonada, cujas únicas figuras masculinas em sua vida ficcional são o pai e os irmãos – sobretudo o irmão Artur. É nesse contexto que o complexo parental define o impulso das fantasias suicidas de Sofia, que prefere morrer a não poder viver o amor verdadeiro.
A ida à ópera com o pai e as revelações emocionais provocadas por La Traviata acabam sendo traduzidas em brincadeiras infantis – porém marcadas por traços sádicos e sexualizados – com o irmão. As afeições de Sofia pelo pai – já que nada sabemos da mãe – parecem ser transferidas, potencialmente, para Artur, figura frágil, submissa, realista, personagem que apresenta a mesma fisionomia do homem de seus sonhos. Essa é a cadeia de sentimentos que o conto delineia: amor ao pai, deslocamento para Artur e, por fim, projeção em um amante imaginado.
Mas quem de fato agita a mente e o coração de Sofia não é o pai nem o amor platônico idealizado – é o irmão. Artur encarna, no interior da narrativa, a categoria paternal e masculina.
É esse romance familiar que constitui o núcleo mais desperto – e mais apimentado – do conto. A cena da cavalgada, que também se configura como uma brincadeira com o irmão, é bastante íntima e dialoga com as vivências eróticas de uma jovem mulher:
Logo que o irmão lhe saía ao encontro, Sofia desaparecia em veloz corrida e o moço, assustado, suplicava-lhe que parasse e jurava não mais atender a nenhum de seus desejos.
Ela o esperava, caída na relva, simulando desmaio, com as pálpebras cerradas e Artur a chamava em altos brados, aflito, desesperado.
Sofia soltava alegre gargalhada, sentava-se com vivacidade, beijando as pálidas faces do irmão, compensando-o com mil carinhos daqueles receios e daquela condescendência às suas excentricidades (Délia, [1892] 2024: 96).
A cena íntima e bucólica continua, e Sofia vai declarar que sente um prazer enorme nessas brincadeiras levemente sádicas vividas com o pobre moço Artur. Fato é que eles são bastante íntimos, simpáticos um com o outro, abertos àquelas experiências de loucura da irmã – prova da intimidade que esse romance fraterno permite. O erotismo fica por conta da excitação que o evento causa em Sofia, uma mulher considerada nervosa e um tanto louca, louca de paixão por um homem e seus desalentos: ama, platonicamente, “um homem que fosse alvo de muitos ódios e cuja vida constituísse um tecido de lutas e desalentos. Eu o amaria loucamente, impelida pelo espírito de contradição, que é a base do caráter feminino, e pelo infernal orgulho de o compensar com meus carinhos de todos os dissabores que o magoassem” (Délia, [1892] 2024: 97). Esse complexo da feminilidade que Délia nos apresenta é bastante inédito, pois descreve o papel da mulher a partir da descrição de um homem melancólico, ainda que viril – símbolo de sua paixão proibida. O homem de seus sonhos, um homem que sofre por conta de seus desalentos, de suas tristezas, é quem ajuda Délia a definir a mulher que ela gostaria de caracterizar: uma mulher não mais frágil, mas forte, sonhadora e apaixonada por uma face vulnerável – a masculina.
Dentro do patriarcado brasileiro, pode parecer estranho caracterizarmos o masculino oitocentista assim – como vulnerável –, mas é porque ele aparece no conto representado pelo irmão, que é quem também vai nos dando uma caracterização de Sofia: “Sabes que a vida tem para a mulher um lado muito positivo”, ou seja, positivista, “que se resume no cumprimento dos deveres morais e sociais” (Délia, [1892] 2024: 98). É contra isso – essa ordem patriarcal positiva, representada no conto pelo pai e pelos irmãos – que padece Sofia de amor, desejo, loucura e insensatez, pois a personagem feminina não deseja viver a ordem da vida, mas a dos sonhos, do delírio, impulsionado pela ópera, pela arte. Aliás, a arte aqui não é tomada como impulso de vida, mas de morte, pois Sofia persegue o mesmo destino de Violeta, personagem de Verdi, morrendo por conta de um “homem e seus desalentos”. Nesse momento, a atmosfera do conto é de erotismo – tamanha a excitação de Sofia ao descrever seu enérgico e humilhado amante –, numa espécie de descarga de emoções, em uma atitude bastante agradável de satisfação autoerótica. A cavalgada, como símbolo sexual, e a simulação da queda, como expressão do gozo, criam no conto um alto grau de prazer, instaurando um clímax de satisfação ora masturbatória, ora inconsciente; no primeiro caso, sublinham-se as fantasias; no segundo momento, tudo é experimentado com o irmão – só que de maneira inconsciente. Porque, de fato, não identificamos no conto a prática do incesto; ao contrário, as paixões familiares são transferidas para outro objeto – reconhecido nesse homem com seus desalentos, um homem triste, melancólico, realista, esmorecido, exatamente como seu irmão.
A fantasia de receber esse homem viril em casa, de discutir com ele, de enganá-lo, de segui-lo por toda parte, de viver por ele e com ele – exatamente como faz com o irmão – cria um clima incestuosamente proibido, embora não explícito, mas que parece ser constitutivo da loucura da personagem. Consideramos que essa é a estrutura de sentimento deste conto – o tema das paixões proibidas. Esse relato do homem humilhado, mas viril, em sua situação imaginária, revela, na descrição de Sofia, quase uma satisfação masturbatória, pois ela repete essas fantasias incessantemente em suas cavalgadas, visto que se imagina possuída por uma grande força vital, que a impele à liberdade e à loucura, a ponto de querer morrer. Isso diz muito das paixões proibidas.
No conto, Délia fala de épocas epidêmicas – as chamadas crises sanitárias oitocentistas. Poderíamos falar de inúmeras crises, como a cólera ou mesmo a crise do Império, pois o conto está ambientado no final do Império, mas a epidemia de que fala Délia não é da ordem da estrutura social, mas das emoções. A nova epidemia é a seguinte: a loucura que os desejos proibidos, fora de ordem, podem causar. Eis, portanto, os elementos constitutivos daquilo que estamos caracterizando em Délia como alguns complexos da feminilidade.
Aliás, ainda sobre o feminino em Délia, é importante dizer que ele não é passivo, como as convenções do romantismo haviam caracterizado as mulheres. A jovem mulher de Délia é ativa, altiva, sonhadora, contestadora da ordem e das coisas, e inclinada totalmente às paixões. Isso é algo bastante inédito para a época, pois a moda romântica havia transformado as jovens mulheres em personagens delicadas, indefesas, puras – cujo melhor exemplo é a Ceci, de José de Alencar. Délia chega a recuperar essa musa romântica – só que para transformá-la em uma personagem ensandecida por fantasias eróticas proibidas.
As fantasias inconscientes com entes familiares são um capítulo bem interessante da história da psicanálise. As chamadas mulheres histéricas ou tomadas pelos nervos, nos primeiros escritos de Freud, foram interpretadas como mulheres “vítimas” de sedução ou abusos sexuais, consequentemente expostas a situações sexuais concretas. Com o aprofundamento de seus estudos e a entrada do inconsciente na explicação desse fenômeno, vamos sabendo que não se tratava de experiências concretas, mas de fantasias eróticas com familiares ou homens desconhecidos – amantes fugazes – que provocavam aqueles sintomas nervosos, fruto dos delírios que a paixão proibida provocava.
No caso das histéricas de Freud, o contato com a realidade é que ajudava a vencer o sintoma, enquanto aqui, no conto de Délia, o contato com a realidade – apresentado pelo irmão, o amante inconsciente – leva Sofia à loucura e à morte. Ela prefere morrer a deixar de viver seu romance fora da ordem e da proibição. Sofia declara isso ao final do conto: “Sou uma natureza nervosa, incapaz de me sujeitar à lei comum dos outros organismos… Morro, e morro satisfeita, já que é irrealizável o meu sonho!” (Délia, [1892] 2024: 99). Eis a escolha de Sofia – ou melhor, o grande infortúnio de Sofia, pensando aqui na alusão ao romance infantil de Mme. de Ségur, Les Malheurs de Sophie, de 1858. Na narrativa infantil, as aventuras de Sophie são com seu primo Paul, e não tenho espaço aqui para discutir esse conto infantil. Todavia, essa referência é bastante importante, porque, assim como a Sophie de Ségur, a Sofia de Délia é modelar, faz também suas traquinagens na companhia do irmão, revelando seus desejos sexuais proibidos – a paixão por um homem viril, mas sofrido em seus desalentos, um tipo melancólico.
A morte de Sofia traz a culpa a Artur, que declara ter sido ele a revelar a triste realidade de que algumas paixões são proibidas, e que, para a sociedade, seria necessário prestar sérias contas de natureza apaixonada e proibida. Eis o homem e seus desalentos – algo revelado na estrutura de sentimento do conto: as paixões proibidas. Acerca da morte de Sofia, esse fim trágico também merece nossa atenção, pois revela outra face do complexo da feminilidade – a onipotência –, no sentido de que o destino feminino pertence às próprias mulheres, que podem agora escolher entre a vida e a morte. Essa força de ação e decisão, de caráter onipotente, transfigura Sofia numa heroína – uma espécie de mártir feminina que adota a loucura e a morte como protestos diante da ordem masculina do matrimônio. Dentro do complexo da feminilidade nascente, a loucura e a morte são as alternativas contra isso. Não obstante, chama a atenção Délia não ver saída para a mulher apaixonada e dar um sentido não de vida, mas do triunfo da morte à personagem.
Essas são, pelo menos, as hipóteses causais que encontramos para este conto. E, quando nos referimos a essas hipóteses, estamos nos baseando tanto nas evidências apresentadas no próprio texto quanto naquilo que a leitura nos provocou. Fizemos, portanto, algumas escolhas a partir dos elementos culturais apresentados durante a leitura. Outras hipóteses culturais podem ser construídas sobre esse texto – esta é apenas a perspectiva que gostaríamos de apresentar em homenagem à mulher de Délia, hoje uma escritora não mais ausente, mas presente nesta Ocupação Mulheres.
Notas
[1] O que está sendo apresentado aqui é resultado de uma pesquisa coletiva-internacional recém-concluída, coordenada por Tania de Luca (Unesp-Assis), que obteve o financiamento do CNPq. Os resultados foram publicizados em papers, artigos, eventos e, recentemente, em um ebook (2024) e um livro impresso (2026), de onde extraímos as sínteses que apresentamos agora. Ver Paixão & Silva (2024; 2026).
[2] O leitor pode consultar e ler este conto, entre outros, escritos por Délia no ebook editado pela Editora da FE-Unicamp. Disponível em: https://editora.fe.unicamp.br/index.php/fe/catalog/view/delia/183/967. Acesso em fev. 2026.
Referências
BORMANN, Maria Benedita Câmara (Délia). (2024). Contos por Délia (1887–1892) [e-book]. Edição de Ana Cláudia Suriani da Silva & Alexandro Henrique Paixão. Campinas: FE/UNICAMP. Disponível em: https://editora.fe.unicamp.br/index.php/fe/catalog/view/delia/183/967. Acesso em: fevereiro de 2026.
PAIXÃO, Alexandro H. (2025). “É preciso falar sobre as ausentes”. Blog da BVPS, 25 ago. Disponível em: https://blogbvps.com/2025/08/25/e-preciso-falar-sobre-as-ausentes-por-alexandro-henrique-paixao/. Acesso em: fev. 2026.
PAIXÃO, Alexandro H. & SILVA, Ana Cláudia Suriani da. (2026). “Délia’s short stories and the forbidden passions”. In: Women journalists in the Brazilian mainstream press. The case of O Pais (1884–1912). London: Tamesis.
Sobre os autores
Ana Claudia Suriani da Silva é professora de estudos brasileiros na University College London (UCL).
Alexandro Henrique Paixão é professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
En la nueva ronda de la Ocupación Mujeres, Ana Claudia Suriani da Silva (UCL) y Alexandro Henrique Paixão (Unicamp) revisitan la obra de Maria Benedita Câmara Bormann, conocida como Délia, escritora que publicó 25 cuentos en el periódico O Paiz entre 1887 y 1892, en el Río de Janeiro fin-de-siècle. A partir del cuento “Sensitiva”, los autores examinan cómo Délia construyó heroínas que desafían el orden patriarcal, explorando el erotismo, las pasiones prohibidas, la locura y la muerte en narrativas confesionales que anticipan temas posteriormente sistematizados por el psicoanálisis.
Al articular literatura, historia cultural y teoría psicoanalítica, el texto sostiene que Délia elaboró un “complejo de la feminidad” marcado por el rechazo de la resignación femenina y por la invención de subjetividades activas y deseantes.
Para saber más sobre la cuarta edición de la Ocupación Mujeres, haga clic aquí. Otros textos ya publicados pueden consultarse aquí.
¡Buena lectura y continúe acompañando nuestra intensa programación durante el fin de semana de 8M!
Délia y el complejo de la feminidad en el Río de Janeiro fin-de-siècle
Por Ana Claudia Suriani da Silva (University College London)
Alexandro Henrique Paixão (Unicamp)
élia y el complejo de la feminidad en el Río de Janeiro fin-de-siècle
Maria Benedita Câmara Bormann, bajo el seudónimo de Délia, nació el 25 de noviembre de 1853 en Porto Alegre y falleció el 23 de julio de 1895 en Río de Janeiro.[3] Mantuvo una productiva columna en el periódico O Paiz entre el 2 de noviembre de 1887 y el 31 de julio de 1892, publicando un total de 25 cuentos.
| 1 | Uma história de ontem | 2 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 3 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 6 Novembro 1887 |
| 1 | Uma história de ontem | 7 Novembro 1887 |
| 2 | A suicida | 6 Outubro 1889 |
| 3 | A estátua de neve | 14 Dezembro 1890 |
| 3 | A estátua de neve | 15 Dezembro 1890 |
| 4 | O crime do convento de… | 3 Dezembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… | 4 Setembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… | 5 Setembro 1891 |
| 4 | O crime do convento de… (conclusão) | 6 Setembro 1891 |
| 5 | Sensitiva | 4 Janeiro 1892 |
| 6 | Sempre a miragem | 12 Janeiro 1892 |
| 7 | A avó | 20 Janeiro 1892 |
| 8 | A caprichosa | 9 Fevereiro 1892 |
| 9 | Um bom momento | 13 Fevereiro 1892 |
| 10 | Um pouco do passado | 20 Fevereiro 1892 |
| 11 | As rivais | 27 Fevereiro 1892 |
| 12 | O encontro | 8 Março 1892 |
| 13 | Nevrose | 17 Março 1892 |
| 14 | Amor e vilania | 25 Março 1892 |
| 15 | Os primos | 31 Março 1892 |
| 16 | Não olvidada | 9 Abril 1892 |
| 17 | Terezita | 16 Abril 1892 |
| 18 | Metamorfose | 23 Abril 1892 |
| 19 | Heroísmo | 29 Abril 1892 |
| 20 | Madame de Z. | 7 Maio 1892 |
| 21 | Triste reverso | 14 Maio 1892 |
| 22 | Felizes amantes | 13 Junho 1892 |
| 23 | Uma histérica | 2 Julho 1892 |
| 24 | Os lábios mentem, os olhos não | 9 Julho 1892 |
| 25 | Rosa e branca | 31 Julho 1892 |
En los relatos publicados en O Paiz, Délia creó heroínas que buscaban la libertad a cualquier costo, enfatizando la lucha de las mujeres contra la sociedad patriarcal. Algunas de ellas son más fuertes que otras, como la cortesana apodada Alegria, del cuento “Uma história de ontem”, o Lélia, de “Uma história”, quien se niega a casarse con su primo y se viste de hombre para narrar a los oyentes sus aventuras en Europa. Otras optan por el suicidio, como las protagonistas de “A suicida” y “Nevrose”, en un gesto de rebelión o desobediencia frente a la resignación femenina –generalmente defendida en la época.
Los cuentos de Délia publicados en O Paiz retratan, mediante un narrador omnisciente, afectos sexuales vivenciados de forma confesional. Cuando Délia comenzó a escribir sus relatos, el psicoanálisis freudiano –que tematizaba los afectos sexuales femeninos– aún no había sido sistematizado, y las ideas sobre las neurosis de ansiedad causadas por relaciones sexuales estaban siendo desarrolladas por Sigmund Freud. Sin embargo, Délia ya presentaba a sus lectores “momentos psicológicos” en sus cuentos, construyendo una narrativa en forma de confesión sobre la seducción experimentada ficcionalmente por sus personajes femeninos –lo que podemos caracterizar como un fenómeno libidinal.
Frecuentemente definida como “deseo”, esa energía vital, discutida sistemáticamente por Freud en varios ensayos a lo largo de las dos primeras décadas del siglo XX, fue presentada por primera vez por el padre del psicoanálisis en una carta dirigida a su amigo Fliess en 1894 (“Draft E – How Anxiety Originates”). Allí discute tanto lo que denominó “libido psíquica” como el problema de la “seducción”. Délia contemporiza elementos del psicoanálisis vienés –como el tema de la seducción– al abordar la sexualidad femenina a través de pasiones prohibidas, fenómeno libidinal por excelencia.
Llena las páginas de sus cuentos con erotismo, prohibiciones, culpa, muerte y sexo –en suma, un mosaico de elementos libidinales–, como ocurre en el relato “Sensitiva”, en el que la protagonista Sofía prefiere morir antes que casarse con su prometido. Ello resultaba inédito para la época, como intentamos demostrar mediante una breve interpretación de este cuento, contribuyendo así a esta edición de “Ocupação Mulheres” del Blog de la Biblioteca Virtual del Pensamiento Social. Analizaremos un pequeño fragmento de “Sensitiva” (4 de enero de 1892), con el objetivo de presentar la perspectiva femenina de Délia, escritora olvidada por la historia de la literatura brasileña.[4]
La síntesis anteriormente expuesta fue publicada inicialmente en otra entrada de la BVPS (confira aqui). La recuperamos aquí para vincularla con esta nueva publicación y dedicarnos con mayor detenimiento al análisis del texto, actualizando para el público lector contemporáneo la perspectiva feminista de Délia. Pero ¿de qué trata este cuento titulado “Sensitiva”?
Délia nos relata las experiencias frustradas de Sofía, joven bien educada perteneciente a la corte carioca en tiempos de Verdi, pues el cuento alude a dos óperas: La Traviata (1853) y Aida (1871). No es posible analizarlas en detalle aquí, pero conviene señalar lo siguiente: La Traviata narra la historia de Violetta – adaptación de Verdi de La dama de las camelias, de Alexandre Dumas hijo–, quien muere en la pobreza ante un amor imposible; mientras que Aida relata la historia de la esclava etíope que solo consuma su amor –igualmente imposible– con un general egipcio en el lecho de muerte. Ambas referencias ofrecen pistas de que la estructura de sentimiento del cuento se vincula con pasiones prohibidas.
A través de estas alusiones, reconocemos que Sofía es la Violetta de Délia fuera del escenario, con una diferencia fundamental: Violetta y Aida vivieron sus experiencias amorosas, lucharon por ellas, fracasaron y murieron. Sofía, en cambio, no. En ella todo se configura como un gran delirio, un romance tejido a partir de sueños infantiles de una joven enamorada, cuyas únicas figuras masculinas en su vida son el padre y los hermanos –especialmente el hermano Artur. Es en ese contexto donde el complejo parental define el impulso de las fantasías suicidas de Sofía, que prefiere morir antes que renunciar al amor verdadero.
La ida a la ópera con el padre y las revelaciones emocionales provocadas por La Traviata terminan traduciéndose en juegos infantiles –aunque marcados por rasgos sádicos y sexualizados– con el hermano. Los afectos de Sofía hacia el padre –ya que nada sabemos de la madre– parecen transferirse potencialmente a Artur, figura frágil, sumisa y realista, personaje que presenta la misma fisonomía del hombre de sus sueños. Esta es la cadena de sentimientos que el cuento delinea: amor al padre, desplazamiento hacia Artur y, finalmente, proyección en un amante imaginado.
Pero quien realmente agita la mente y el corazón de Sofía no es el padre ni el amor platónico idealizado –es el hermano. Artur encarna, en el interior de la narrativa, la categoría paternal y masculina.
Es este romance familiar el que constituye el núcleo más despierto –y más especiado– del cuento. La escena de la cabalgata, que también se configura como un juego con el hermano, es bastante íntima y dialoga con las vivencias eróticas de una joven mujer:
Tan pronto como el hermano salía a su encuentro, Sofía desaparecía en veloz carrera y el joven, asustado, le suplicaba que se detuviera y juraba no volver a atender ninguno de sus deseos.
Ella lo esperaba, tendida en la hierba, fingiendo desmayo, con los párpados cerrados, y Artur la llamaba a grandes voces, afligido, desesperado.
Sofía soltaba una alegre carcajada, se incorporaba con vivacidad, besando las pálidas mejillas del hermano, compensándolo con mil caricias por aquellos temores y por aquella condescendencia ante sus excentricidades (Délia, [1892] 2024: 96).
La escena íntima y bucólica continúa, y Sofía declara que siente un enorme placer en esos juegos levemente sádicos vividos con el pobre joven Artur. Lo cierto es que ambos son bastante íntimos, afectuosos entre sí, abiertos a aquellas experiencias de locura de la hermana –prueba de la intimidad que ese romance fraterno permite. El erotismo reside en la excitación que el episodio provoca en Sofía, una mujer considerada nerviosa y algo enloquecida, loca de pasión por un hombre y sus desalientos: ama, platónicamente, “un hombre que fuese blanco de muchos odios y cuya vida constituyese un tejido de luchas y desalientos. Yo lo amaría locamente, impulsada por el espíritu de contradicción, que es la base del carácter femenino, y por el infernal orgullo de compensarlo con mis caricias por todos los sinsabores que lo hirieran” (Délia, [1892] 2024: 97).
Este complejo de la feminidad que Délia nos presenta resulta particularmente inédito, pues describe el papel de la mujer a partir de la figura de un hombre melancólico, aunque viril –símbolo de su pasión prohibida. El hombre de sus sueños, un hombre que sufre a causa de sus desalientos y tristezas, es quien permite a Délia delinear la mujer que desea caracterizar: no ya frágil, sino fuerte, soñadora y enamorada de un rostro vulnerable –el masculino.
En el interior del patriarcado brasileño, puede parecer extraño caracterizar lo masculino decimonónico de ese modo –como vulnerable–, pero ello se debe a que en el cuento aparece representado por el hermano, quien también contribuye a delinear el perfil de Sofía: “Sabes que la vida tiene para la mujer un lado muy positivo”, es decir, positivista, “que se resume en el cumplimiento de los deberes morales y sociales” (Délia, [1892] 2024: 98). Es contra esta orden patriarcal positiva –representada en el relato por el padre y los hermanos– que Sofía padece de amor, deseo, locura e insensatez, pues la protagonista no desea vivir según la lógica de la vida ordenada, sino según la de los sueños y el delirio, impulsados por la ópera y por el arte.
De hecho, el arte no se configura aquí como impulso de vida, sino de muerte, ya que Sofía persigue el mismo destino que Violetta, personaje de Verdi, muriendo a causa de un “hombre y sus desalientos”. En este punto, la atmósfera del cuento es marcadamente erótica –tal es la excitación de Sofía al describir a su enérgico y humillado amante–, en una especie de descarga emocional que asume la forma de una satisfacción autoerótica. La cabalgata, como símbolo sexual, y la simulación de la caída, como expresión de goce, instauran un alto grado de placer en el relato, configurando un clímax de satisfacción ora masturbatoria, ora inconsciente: en el primer caso, se subrayan las fantasías; en el segundo, todo es experimentado con el hermano –aunque de manera inconsciente. No identificamos, de hecho, la práctica del incesto; por el contrario, las pasiones familiares se transfieren a otro objeto –reconocible en ese hombre desalentado, triste, melancólico, realista y abatido, exactamente como el hermano.
La fantasía de recibir a ese hombre viril en casa, discutir con él, engañarlo, seguirlo por todas partes, vivir por él y con él –tal como lo hace con el hermano– crea un clima incestuoso y prohibido, aunque no explícito, que parece constituir el núcleo de la locura de la protagonista. Consideramos que esta es la estructura de sentimiento del cuento –el tema de las pasiones prohibidas. El relato del hombre humillado pero viril, en su situación imaginaria, revela en la descripción de Sofía casi una satisfacción masturbatoria, pues ella repite incesantemente esas fantasías durante sus cabalgatas, imaginándose poseída por una gran fuerza vital que la impulsa a la libertad y a la locura, hasta el punto de desear la muerte. Ello dice mucho acerca de las pasiones prohibidas.
En el cuento, Délia alude a épocas epidémicas –las llamadas crisis sanitarias decimonónicas. Podríamos evocar numerosas crisis, como el cólera o incluso la crisis del Imperio, dado que el relato se sitúa en sus postrimerías; sin embargo, la epidemia a la que se refiere Délia no pertenece al orden de la estructura social, sino al de las emociones. La nueva epidemia es la locura que pueden provocar los deseos prohibidos, fuera de norma. Tales son los elementos constitutivos de lo que caracterizamos en Délia como algunos complejos de la feminidad.
Por otra parte, es importante subrayar que la feminidad en Délia no es pasiva, como la tradición romántica había representado a las mujeres. Su joven protagonista es activa, altiva, soñadora, contestataria del orden y de las convenciones, e inclinada plenamente a las pasiones. Esto resulta particularmente innovador para la época, pues la moda romántica había convertido a las jóvenes en figuras delicadas, indefensas y puras –cuyo mejor ejemplo sería Ceci, de José de Alencar. Délia retoma esa musa romántica, pero para transformarla en un personaje enloquecido por fantasías eróticas prohibidas.
Las fantasías inconscientes con familiares constituyen, asimismo, un capítulo relevante en la historia del psicoanálisis. Las llamadas mujeres histéricas, en los primeros escritos de Freud, fueron interpretadas como “víctimas” de seducción o de abusos sexuales, supuestamente expuestas a experiencias concretas. Con el avance de sus estudios y la incorporación del inconsciente a la explicación del fenómeno, se comprendió que no se trataba necesariamente de experiencias reales, sino de fantasías eróticas con familiares o con hombres desconocidos –amantes fugaces–que desencadenaban aquellos síntomas nerviosos, producto de los delirios suscitados por la pasión prohibida.
En el caso de las histéricas de Freud, el contacto con la realidad ayudaba a superar el síntoma; en cambio, en el cuento de Délia, el contacto con la realidad –representado por el hermano, amante inconsciente– conduce a Sofía a la locura y a la muerte. Prefiere morir antes que renunciar a vivir su romance fuera de la norma y de la prohibición. Así lo declara al final: “Soy una naturaleza nerviosa, incapaz de someterme a la ley común de los otros organismos… Muero, y muero satisfecha, ya que es irrealizable mi sueño” (Délia, [1892] 2024: 99).
He aquí la elección de Sofía –o mejor dicho, su gran infortunio–, evocando la alusión al relato infantil de Mme. de Ségur, Les Malheurs de Sophie (1858). En esa narrativa, Sophie vive sus aventuras con su primo Paul; no es posible aquí desarrollar ese paralelo, pero la referencia resulta significativa. Al igual que la Sophie de Ségur, la Sofía de Délia es ejemplar y traviesa en compañía del hermano, revelando deseos sexuales prohibidos –la pasión por un hombre viril, aunque melancólico y desalentado.
La muerte de Sofía deposita la culpa en Artur, quien afirma haber sido él quien reveló la triste realidad de que ciertas pasiones son prohibidas y que, ante la sociedad, habría que rendir cuentas por ellas. He aquí el hombre y sus desalientos –núcleo de la estructura de sentimiento del cuento: las pasiones prohibidas. Este desenlace trágico revela otra faceta del complejo de la feminidad –la omnipotencia–, en el sentido de que el destino femenino pertenece ahora a la propia mujer, que puede elegir entre la vida y la muerte. Esta fuerza de acción y decisión, de carácter omnipotente, transfigura a Sofía en heroína –una suerte de mártir femenina que adopta la locura y la muerte como protesta frente al orden masculino del matrimonio. En el complejo naciente de la feminidad, la locura y la muerte aparecen como alternativas. No deja de llamar la atención, sin embargo, que Délia no vislumbre una salida vital para la mujer apasionada y otorgue a su personaje no el sentido de la vida, sino el triunfo de la muerte.
Estas son, al menos, las hipótesis causales que proponemos para la lectura de este cuento. Al formularlas, nos apoyamos tanto en las evidencias internas del texto como en los efectos que su lectura nos suscitó. Hemos realizado, por lo tanto, ciertas elecciones interpretativas a partir de los elementos culturales presentes en el relato. Otras hipótesis pueden ser construidas; esta es apenas la perspectiva que deseamos ofrecer en homenaje a la mujer de Délia, hoy ya no una escritora ausente, sino presente en esta Ocupación Mujeres.
Notas
[3] Lo que aquí se presenta es resultado de una investigación colectiva-internacional recientemente concluida, coordinada por Tania de Luca (Unesp–Assis), que contó con financiamiento del CNPq. Los resultados fueron difundidos en papers, artículos, eventos académicos y, más recientemente, en un e-book (2024) y en un libro impreso (2026), de los cuales hemos extraído las síntesis que ahora presentamos. Véase Paixão & Silva (2024; 2026).
[4] El lector puede consultar y leer este cuento, entre otros escritos por Délia, en el e-book Maria Benedita Câmara Bormann — Contos por Délia (1887-1892), editado por la Editora FE-Unicamp (volumen 2 de la colección As Mulheres no Jornal O Paiz). Esta edición reúne los 25 cuentos publicados por Délia en O Paiz y está disponible gratuitamente en formato PDF en la plataforma de la editora. Disponible en: https://editora.fe.unicamp.br/index.php/fe/catalog/book/delia.
Referencias
BORMANN, Maria Benedita Câmara (Délia). (2024). Contos por Délia (1887–1892) [e-book]. Edição de Ana Cláudia Suriani da Silva & Alexandro Henrique Paixão. Campinas: FE/UNICAMP. Disponível em: https://editora.fe.unicamp.br/index.php/fe/catalog/view/delia/183/967. Acesso em: fevereiro de 2026.
PAIXÃO, Alexandro H. (2025). “É preciso falar sobre as ausentes”. Blog da BVPS, 25 ago. Disponível em: https://blogbvps.com/2025/08/25/e-preciso-falar-sobre-as-ausentes-por-alexandro-henrique-paixao/. Acesso em: fev. 2026.
PAIXÃO, Alexandro H. & SILVA, Ana Cláudia Suriani da. (2026). “Délia’s short stories and the forbidden passions”. In: Women journalists in the Brazilian mainstream press. The case of O Pais (1884–1912). London: Tamesis.
Sobre los autores
Ana Claudia Suriani da Silva es profesora de estudios brasileños en el University College London (UCL).
Alexandro Henrique Paixão es profesor de la Facultad de Educación de la Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
