
Publicado em 1902, Os Sertões, de Euclides da Cunha, inicia um longo e acidentado processo de denúncia e sensibilização social e política sobre os crimes da República, então recém-instaurada. Mas não só: é a narrativa exemplar que trará ao primeiro plano o protagonismo ambíguo do sertanejo, as misérias do sertão e a dualidade sertão/litoral na sociedade brasileira. O “Livro vingador”, como ficou conhecido, a um só tempo expressa e pulsa ininterruptamente a memória de um crime e de um trauma coletivos na cultura brasileira que jamais encontrarão redenção.
Este é o argumento de “Os sertões: crime e castigo”, de Lilia Schwarcz (USP) e André Botelho (UFRJ), que o Blog da BVPS publica hoje na Série Nordeste BVPS. O texto foi originalmente publicado em versão mais ampla como prefácio à edição de Os sertões da Penguin/Companhia das Letras, em 2019. Essa edição contou com o estabelecimento de texto original de Andre Bittencourt (UFRJ).
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Boa leitura!
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