Hospedagem Vale Quanto Pesa | Notas sobre autores, leitores e crises quarenta anos depois de “A literatura e suas crises”, por Ricardo Gaiotto de Moraes

O Blog da BVPS publica hoje o texto “Notas sobre autores, leitores e crises quarenta anos depois de ‘A literatura e suas crises'”, de Ricardo Gaiotto de Moraes (UFSC), que se hospeda no ensaio “A literatura e as suas crises”, de Silviano Santiago.

O post dá continuidade à Hospedagem Vale quanto pesa, um experimento intelectual e estético inspirado na categoria de “hospedagem” de Silviano Santiago, voltado para as comemorações do seu segundo livro de ensaios, Vale quanto pesa, de 1982. Propomos um exercício de comentário, repetição, suplementação, hospedagem dos 18 textos nele reunidos. Autores e autoras de 40 anos ou menos comentam Vale quanto pesa em seus 40 anos ou mais.

É uma alegria proporcionar esse encontro, ainda mais porque, como espaço de formação de editores/as, autores/as e leitores/as de comunicação pública das ciências sociais, literaturas e artes, o Blog da BVPS aposta sempre na conversa entre diferentes gerações.

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Boa leitura!


Notas sobre autores, leitores e crises quarenta anos depois de “A literatura e suas crises”

Por Ricardo Gaiotto de Moraes (UFSC)

“Os movimentos espirituais precedem sempre as danças de ordem social” (Mário de Andrade, 1942).

“Diante de conflitos tão radicais, terríveis, insolúveis, é natural que a arte passe para um nível secundário” (Mário Pedrosa, 1978).

A epígrafe que abre “A literatura e suas crises” coloca-nos, leitores de 1982 ou 2022, no centro pulsante do ensaio de Silviano Santiago. A primeira citação, de Mário de Andrade, está engastada no discurso “O movimento modernista”, e, embora possamos incluir nos “movimentos espirituais” a atitude de vanguarda dos modernistas de primeira hora, provocadores de um abalo sísmico nas artes brasileiras de então, é certo que das palavras de Mário de Andrade provém certo arrependimento. Marca da potência do discurso proferido em 1942, a ambiguidade entre orgulho e mea culpa deve ser levada em consideração, pois suspende a aura que se poderia legar aos voos dos “movimentos espirituais” de literatos e artistas. Ainda no mesmo texto, as “danças de ordem social” serão relacionadas a manifestações da multidão em busca de justiça social, e, embora o autor de Pauliceia Desvairada enumere com certo orgulho as conquistas modernistas em torno da pesquisa estética, considera que elas não evitaram que ele se sentisse sentado ao lado, vendo a multidão passar.

A frase do outro Mário, o Pedrosa, coloca a manifestação em busca de justiça social em primeiro plano e a arte, em segundo. Em trecho da entrevista que ficou de fora da epígrafe, dada ao Jornal do Brasil, em 1978, Pedrosa provoca: “a arte está em decadência, e eu diria mesmo que está no fim, se é que ela pode acabar” (Pedrosa, 1978: 8). Isso porque, naquele momento, de acordo com o crítico, o problema da morte da arte, ainda que incerto, seria secundário diante do problema real da morte pela fome de mulheres e homens pobres, de mulheres e homens indígenas. É a urgência da vida que coloca de lado a arte, categorizada como “movimento espiritual”.

A aparente oposição entre arte de espírito e momentos de conflitos radicais da epígrafe do texto de Silviano Santiago anuncia duas funções para a literatura, que ele colocará em dilema, e não em diálogo: uma com a qual provoca o leitor e outra com a qual é provocado por este. Representando a primeira estariam aqueles escritores que, configurados através da noção de crise da literatura, mesmo conscientes da leitura passiva do público, atravessada pelos valores neocapitalistas, não seriam complacentes. Estes, mesmo sabendo que, por conta de sua postura, poderiam perder o reconhecimento da crítica e popularidade, assumiriam que a função da literatura “não é a de dar uma razão a mais para escravizar o leitor, de dar-lhe mais lemas e divisas além dos que os políticos já lhe dão, mas a de o conduzir à constante crítica, à constante reflexão” (Santiago, 1982: 130). Representando a segunda, estariam os escritores que, configurados pelo ouvinte, optariam por trabalhar em total descaso tanto pelos valores da literatura quanto pela reflexão sobre a linguagem, interessados em aproximar a literatura de meio de comunicação que se aproxima do registro com que o público está acostumado. Estes concentrariam toda a sua força “na busca envolvente de uma postura sociopolítica correta e no mapeamento de problemas concretos ocasionados pelos descaminhos da sociedade e do governo dos homens” (Santiago, 1982: 130).

Para alargar a definição dessas categorias, seria necessário relacionar “A literatura e suas crises” com o artigo “Vale quanto pesa”, em que Silviano Santiago, ao auscultar a função social dos romances publicados no final da década de 70, divide-os em quatro grupos: nos bons casos, aqueles que proporcionariam um “espaço crítico, mordente e rebelde”; nos textos mais afidalgados, espaço “complacente e generoso”; nos “livros apegados à tradição”, “cheio de piedade e comiseração”; nos piores casos, espaço “amaneirado e apenas narcisista” (Santiago, 1982: 29). O primeiro caso parece se aproximar dos escritores configurados através da noção de crise da literatura e os demais casos se aproximariam dos escritores configurados pelo ouvinte, com várias nuances. Mas, ainda que todos consumissem o primeiro grupo de romances, o público seria limitado, aproximadamente 60 mil leitores em um país de 110 milhões de habitantes. Para a ficção cumprir sua função de espaço crítico, afirma Silviano, seria necessário um público maior e mais bem formado. É assim que entendo a dificuldade anunciada no capítulo “A literatura e suas crises”, pois, neste universo, o público dos livros cujos autores seriam conscientes da crise da expressão da literatura seria ainda mais reduzido.

Meu objetivo, neste comentário, não é atualizar o ensaio vigoroso e provocador de Silviano Santiago, no sentido de retornar ao panorama de fins da década de 1970 que ele traçou, mas de pensar as categorias que utiliza para colocar em dilema romances (com forma mais revolucionária ou fórmula lida sem solavancos) e romancistas (cientes da crise da literatura como forma de expressão ou da necessidade de adaptar forma à compreensão dos problemas sociais) para compreender o panorama da literatura brasileira contemporânea do pós-2017. Para tanto, parto de dois livros: Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, e Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende.

Uma primeira diferença no panorama da literatura atual seria notada ao se comparar quantitativamente o público leitor. Torto Arado vendeu 430 mil exemplares[1], numa população estimada de 213 milhões de habitantes.[2] Sendo esse o número de livros impressos vendidos, não seria exagero estimar mais de 1 milhão de leitores, graças às várias formas de circulação dos livros em tempos de internet. Ainda não é muito se pensarmos nos números populacionais, mas já é um percentual bem maior que o de finais da década de 1970. Neste mercado, mais populoso, o alcance da circulação dos livros potencialmente se dá de maneira mais ampla. Assim, o público leitor de Itamar ou Maria Valéria não se restringe àquele ligado à área das letras (estudantes de graduação e ensino básico que tiveram o livro indicado por professoras e professores, que leem para se preparar para vestibulares, que são graduados, pós-graduandos e pós-graduados – cuja ampliação, em número, se deu nos anos anteriores a 2017, graças à expansão do ensino superior no Brasil), mas também àquele formado por interações diversas, como, por exemplo, as redes sociais – com influencers, contato direto entre participantes de determinadas comunidades e divulgadores culturais.

Além disso, partindo do título “A literatura e as suas crises”, seria possível pensar quais os sentidos da palavra “crise”? Silviano Santiago, no início do artigo, afirma “as crises da literatura são várias e distintas” e ficariam no corpo do texto como as marcas da varíola no corpo do ser humano. A tentação é enorme de projetar a metáfora para nosso contexto: a crise da literatura atual estaria no corpo do texto como também ficaram as marcas da Covid-19. Estas, não há dúvida, permanecem no corpo dos indivíduos, mas também no social – a pandemia foi acompanhada pelo bolsonarismo, de viés autoritário e obscurantista. Talvez, como esperança para sanar os males do Brasil, a volta a uma utopia de comunidade era um desejo que aparecia nas lives, comentários, nas redes sociais (ainda que houvesse lados opostos e outros lados) e em alguns canais de televisão e veículos da imprensa, e se fez mais estridente bem no tempo em que a assepsia e a separação dos corpos eram sinônimos de manutenção da vida. Ao lado de milhares de mortes negligenciadas pelos negacionismos, houve um movimento reivindicatório do espaço público que restava, por intelectuais de áreas distintas, que passaram a divulgar suas pesquisas e se aproximar do público das redes sociais.

Mas e a literatura? Coincidentemente ou não, antes de a pandemia iniciar havia uma grande movimentação na cena da literatura brasileira contemporânea, pelo menos daquela que tem sido foco de pesquisas acadêmicas, em torno das escritas de si. A discussão sobre romances autobiográficos e autoficcionais[3] estava na ordem do dia e despertava críticas agudas, não só no Brasil, aliás, em torno do egotismo da autorreferência no romance. Para citar apenas dois estudos que abordam a questão partindo do posicionamento ético do autor/narrador: se, de um lado, Manuel Alberca (2013) via na autoficção um discurso marcado pela falta de compromisso de autores com a organização de uma autobiografia verossímil, Diana Klinger (2007), de outro lado, observava no discurso autoficcional justamente a resistência de performar a fragmentação e incoerências do eu no espaço da convergência das redes digitais. E foi, neste contexto, que surgiu Torto Arado e Carta à rainha louca. Nos dois casos, não se trata, porém, de autobiografia ou autoficção, mas de ficções que emulam algo da escrita de si. No primeiro caso, porque há três narradoras em primeira pessoa, no segundo, porque há uma remetente de carta escrevendo a uma destinatária, que foi personagem histórica.

Retornando à noção de crise, poderíamos também projetar que uma outra crise do romance contemporâneo seria marcada pela coincidência entre nome do autor e nome do narrador, traço indispensável para marcar o caráter autobiográfico (Lejeune, 2014) que escancara a extimidade.[4] É justamente esse aspecto autobiográfico que é deixado de lado (ou para trás) em Torto Arado e Carta à rainha louca, uma vez que a escrita elabora enredos e personagens que encenam as comunidades estudadas pelos autores desses romances. Itamar Vieira Júnior é geógrafo, servidor do INCRA e se doutorou estudando os povos quilombolas do interior da Bahia, portanto, é do estudo desse Brasil profundo que vem a matéria de Torto Arado, enquanto Maria Valéria Rezende é professora, freira, e foi na pesquisa em arquivos em Portugal que encontrou a personagem que escreve a carta de seu livro. Tal aspecto transforma Itamar e Valéria em narradores experientes, mas a escolha narrativa não possibilita uma confusão entre autores e personagens. Parece ser este o ponto, pois, em vez do suposto egotismo da autorreferência, a forma narrativa escolhida coloca seus livros no olho da crise da necessidade de performar uma ideia de comunidade.

Se podemos depreender do texto de Silviano Santiago que a função social do romance dialoga com o estado de crise em que se encontram sociedade e literatura, tanto o romance de Itamar Vieira Junior quanto o de Maria Valéria Rezende se encontram no olho da crise contemporânea. Em Carta à rainha louca, o enredo trata de uma carta enviada por uma mulher branca, nem escravizada nem senhora, que serve de ama a uma moça rica e escreve a D. Maria I, chamada de “a louca”, porque foi condenada a ficar presa em um convento por ser também considerada louca e ter se aventurado a abrir um convento feminino sem autorização da coroa ou do Vaticano. As múltiplas camadas temporais se constituem pela emulação do gênero autobiográfico, escrito supostamente há mais de duzentos anos e, portanto, distante no tempo. Parece se estabelecer um jogo de identificações pela tentativa de sororidade da narradora com a rainha e, por extensão, com leitores, mas sobretudo com as leitoras que a leem. Mas a proximidade com leitoras e leitores não pode se constituir sem a perspectiva da diferença. Isabel das Santas Virgens escreve em uma língua que lembra o português do século XVIII, dos sermões de Antonio Vieira, provoca estranhamento, mas nem tanto a ponto de afastar o leitor atual, mesmo porque aparecem, no corpo do texto, trechos rasurados em que afirma o que ela gostaria sinceramente de dizer. Outro subterfúgio utilizado para conferir verossimilhança à carta é contar a saga do acesso ao papel clandestino e à tinta, o que forma capítulos à parte.

Em Torto Arado, há três narradoras para cada uma das três partes do romance – Belonísia, Bibiana e a entidade Santa Rita Pescadeira. Essas três instâncias parecem dar conta da polivalência de pontos de vista narrativos, do estranhamento inicial diante da entidade que narra – e a potência do jarê para aquela comunidade e de certa necessidade de encaminhar ao leitor, de forma explicativa, quais violências seriam impostas à vida das comunidades quilombolas. Em Torto Arado, a escolha de três narradoras distintas não só move as perspectivas pelas quais o romance é narrado, ainda que o fluxo de consciência seja bem disciplinado, mas provoca a contiguidade das narrativas demarcadas por três partes, o que aproxima o leitor dos sentimentos das narradores do Brasil profundo (como denomina em entrevista o próprio Itamar Vieira Júnior) e também de uma voz que está autorizada pela forma narrativa a desvendar racismos, machismo e desigualdade econômica estruturais.

Embora a impossibilidade de revolução próxima seja evidente, é na fulguração de comunidades que há algo de esperança. Talvez nem seja o caso de mencionar revolução num contexto em que a deterioração programática das leis trabalhistas é tanta, que faz com que jovens graduandos e recém-formados nas áreas de humanidades não possam nem sonhar com a perspectiva de alguma segurança trabalhista. Mas algo há que aproxima sobretudo Torto Arado deste público, e parece não ser à toa que o livro tenha se tornado fenômeno editorial. Embora haja mais de 40 anos entre a publicação do ensaio “A literatura e suas crises”, que apareceu primeiramente em 1978 no jornal Opção e no volume Vale quanto pesa, em 1982, ainda seria válido sondar o dilema que Silviano Santiago aponta entre dois tipos de escritores, mas diante da crise atual da literatura e com Itamar Vieira Júnior, Maria Valéria Rezende e outras escritoras, outros escritores, a função da literatura parece não se enquadrar dentro daquelas duas elencadas, mas forma uma terceira categoria entre.

No momento de autoritarismo e interrupção da democracia – como eram os anos do regime da ditadura cívico-militar no Brasil –, Silviano Santiago descreve dois tipos diferentes de escritores: aqueles que, conscientes da crise da literatura e da sua forma de expressão (em intenso diálogo com as vanguardas do início do século XX) continuavam a escrever seus livros sem medo de não obter os louros de certa crítica que replicava a recepção acostumada com o padrão preguiçoso; e aqueles que aderiam (conscientes ou não) a uma postura combativa que visava, com seus livros ficcionais, abarcar o maior público possível.

Hoje, se a autonomia da forma literária e seu possível aspecto de vanguarda não encabeçam a lista das maiores preocupações, pois a crise da literatura está menos na caducidade de suas formas e mais no englobamento dela por outros objetos culturais, a função social da literatura, mais evidentemente, parece estar em informar e arrebatar os leitores – informar, porque avisa a algum desinformado sobre a crise política e social; arrebatar, porque provocava sensibilização e identificação nos que sofriam diretamente a violência ou que se indignavam diante da situação.

Um dos problemas dos escritores configurados pelo ouvinte, no contexto do início da década de 1980, seria que leitores e leitoras acabariam se aproximando da figura do escritor e não dos romances, sequer da leitura. É interessante notar que, nos últimos anos, livros como Torto Arado e Carta à rainha louca, de escritores configurados pelo diálogo com o outro, embora tenham, de alguma maneira, aproximado o público dos autores – proximidade inevitável em tempos de extimidade e redes sociais (uma vez que até mesmo o escamoteamento da identidade do escritor pode também fetichizar a figura), prefiro acreditar, também aproximaram leitoras e leitores entre si, formando uma comunidade mais aguerrida – no amplo espectro de significados dessa palavra. Mas isso somente seria possível observar se continuarmos pensando na literatura e suas crises.


Notas

[1] De acordo com dados publicados no jornal O Estado de Minas. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/01/20/interna_cultura,1447219/saiba-detalhes-do-novo-livro-de-itamar-vieira-jr-autor-de-torto-arado.shtml

[2] Fonte: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html

[3] Grosso modo, poderíamos distinguir da seguinte maneira: romances autobiográficos – aqueles em que o autor e o narrador são a mesma pessoa; autoficcionais – aqueles em que, apesar de pistas de que autor e narrador sejam o mesmo, a elaboração ficcional não suspende a dúvida do que é declaradamente inventado daquilo que tem correspondência com a história biográfica do autor.

[4] Eurídice Figueiredo (2020) propõe que a expansão da autoficção se relaciona ao fato de vivermos hoje no que chama de “era da extimidade”, termo cunhado por Serge Tisseron, em L’intimité surexposée (2001), para se referir àquilo que era para permanecer privado, mas tornava-se público por agência do sujeito, fenômeno que se expande na contemporaneidade. Ainda de acordo com Eurídice, “a relação do sujeito com o mundo se definiria por quatro dimensões: sua relação com o íntimo, com a intimidade, com o privado e com o público” (Figueiredo, 2020: 233), tal perspectiva seria inseparável da ideia de “identidades múltiplas” performadas na autoficção e também nas redes sociais.

Referências

ALBERCA, Manuel. (2013). El pacto ambiguo: de la novela autobiográfica a la autoficción. Madrid: Biblioteca Nueva.

FIGUEIREDO, Eurídice (2020). A autoficção e o romance contemporâneo. ALEA, v. 22/23, pp.232-246.

KLINGER, Diana. (2007). Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor e a virada etnográfica. Rio de Janeiro: 7 Letras.

LEJEUNE, Philippe. (2014). O pacto autobiográfico. Belo Horizonte: Editora UFMG.

PEDROSA, Mário. (1978). A arte está em decadência, mas os sindicatos estão vivos. Entrevista a Cicero Sandroni. Jornal do Brasil, Rio de janeiro, 02 jun. 1978.

SANTIAGO, Silviano. (1982). Vale quanto pesa: ensaios sobre questões político-culturais. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

A imagem que abre o post é de autoria de Lena Bergstein, Série Galáxias, 2018. Fotografia e superposições

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