Coluna Primeiros Escritos | Infância e educação em Mário de Andrade e Fernando de Azevedo, por Paloma Leite

Como pensar a infância em um país que buscava se modernizar? No ensaio que publicamos na Coluna Primeiros Escritos, Paloma Leite, mestranda em sociologia no PPGSA/UFRJ, revisita os Parques Infantis criados por Mário de Andrade e articula esse projeto pioneiro com as propostas educacionais de Fernando de Azevedo. Entre o expressionismo infantil, o movimento modernista e o ideário escolanovista de educação integral, o texto mostra como arte, cidadania e visões sobre o país se entrelaçaram na construção de políticas culturais e educacionais dos anos 1930.

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Coluna Primeiros Escritos | Marx nos Andes: Mariátegui e o socialismo indo-americano, por Matheus de Carvalho Barros

Enquanto pensador, José Carlos Mariátegui é amplamente reconhecido como o fundador de um marxismo genuinamente latino-americano. Essa é a chave de leitura do texto que publicamos hoje na Coluna Primeiros Escritos, assinado por Matheus de Carvalho Barros (PPGSA/UFRJ), que defendeu, em 2023, no PPGS/UFF, a dissertação Raça e classe: um estudo comparativo entre José Carlos Mariátegui e Florestan Fernandes.

O texto mostra como Mariátegui reelabora o materialismo histórico ao articular o radicalismo político do marxismo com as lutas indígenas e populares do Peru, formulando o projeto do “socialismo indo-americano”. Segundo o autor, sua originalidade está em deslocar a “questão indígena” de um viés moral e cultural para uma análise econômica e política, integrando raça e classe em uma leitura descolonizadora da América Latina e antecipando debates dos estudos pós-coloniais e decoloniais.

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Coluna Primeiros Escritos | A construção de si nas memórias de Carolina Maria de Jesus, por Thayla da Silva de Oliveira

Carolina Maria de Jesus não entrou no mundo pela sala de visitas, mas pelo quintal. Suas obras indicam o esforço de construção de um self e de uma subjetividade coletiva subterrânea, marcada pela escassez de oportunidades e por desejos não realizados. Apesar das adversidades e da falta de reconhecimento em vida, contudo, agora não restam dúvidas do quanto ela merece ser lembrada. Nesse ensejo, a Coluna Primeiros Escritos publica hoje o ensaio “A tua filha é poetisa: a construção de si nas memórias de Carolina Maria de Jesus”, assinado por Thayla da Silva de Oliveira (PPGSA/UFRJ). O texto é resultado do seu trabalho de curso na disciplina “Brazil como Cópia”, ministrada por André Botelho no PPGSA/UFRJ, no primeiro semestre deste ano.

A tua filha é poetisa propõe uma análise do livro póstumo Diário de Bitita (1986), publicado originalmente na França sob a organização das jornalistas Maryvonne Lapouge e Clélia Pisa. Thayla de Oliveira foca na construção poética da subjetividade individual de Carolina Maria de Jesus através de suas memórias marginais e a influência cosmopolita em sua trajetória de vida, considerando a interseção entre raça, gênero e classe presente em sua narrativa autobiográfica enquanto um eco das vozes uníssonas de detentores dos mesmos marcadores sociais.

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Coluna Primeiros Escritos | Desenhos de um modernista quando jovem, por João Mello

Enquanto movimento cultural, o modernismo foi uma construção cotidiana entre diferentes gerações e agentes, que estabeleceram rotinas intelectuais em prol da produção e circulação das novas ideias trazidas pelo movimento. Essa compreensão é a porta de entrada para a discussão proposta pelo texto de hoje da Coluna Primeiros Escritos, assinado por João Mello, que recentemente defendeu sua dissertação de mestrado no PPGSA/UFRJ, intitulada Planta nova carece de espeque: juventude e aprendizado social do modernismo no Grupo Verde.

Neste texto, o autor aborda os processos de aprendizado social e a tarefa coletiva que uniam os modernistas em torno de um ideal de mudança da cultura brasileira. “Desenhos de um modernista quando jovem” persegue uma das expressões empíricas dessa aprendizagem: a correspondência de Mário de Andrade, um dos líderes do modernismo, com o Grupo Verde. São os diálogos epistolares sobre os desenhos de Rosário Fusco, membro do grupo de Cataguases, que aqui evidenciam os processos coletivos de construção desse movimento cultural.

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Coluna Primeiros Escritos | O abatedouro do Naturalismo, por Onildo Correa

Um movimento literário deveria se confundir com as obras selecionadas por seu cânone? Onde ele começa e onde termina? Essas são as perguntas que guiam o texto publicado hoje na Coluna Primeiros Escritos, assinado por Onildo Correa, que recentemente defendeu sua dissertação em Sociologia pela UFRJ, intitulada Negros no Romance Naturalista: Comparações Literárias e Problemas Sociológicos.

Neste texto, o autor discute, a partir da proposta de uma leitura distante, o problema das historiografias literárias convencionais do Naturalismo brasileiro, fazendo coro à provocação de Franco Moretti de que a história da literatura pode ser, ela mesma, um “abatedouro da literatura”. O trabalho conta ainda com uma cronologia do Naturalismo no Brasil que evidencia o conjunto de obras esquecidas fora do cânone.

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Coluna Primeiros Escritos | O rapper anarquivista: Roteiro para Aïnouz 2, de Don L, por Karoline Lima

Publicamos na Coluna Primeiros Escritos o texto “O rapper anarquivista: Roteiro para Aïnouz 2, de Don L”, de Karoline Lima, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (PPGLEV) da UFRJ. A autora analisa a concepção de algumas letras do referido álbum a partir das noções de arquivo e memória, de maneira que se evidencia o papel do rap no resgate de outras histórias do Brasil. Por meio de estratégias rítmicas, poéticas e políticas, Don L (re)conta essas histórias pela perspectiva daqueles que sempre estiveram em disputas nas suas margens.

No fim do texto, você pode acessar uma amostra das músicas do álbum.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, que tem curadoria de Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ) e Rennan Pimentel (PPGSA/UFRJ), clique aqui.

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