
Encerrando a série Modos de narrar a sociologia brasileira, desenvolvida em parceria com o Grupo de Trabalho de Pensamento social da Anpocs e com o Comitê de Pesquisa da mesma área da SBS, escolhemos um memorial que, de certa forma, corporifica a metáfora weberiana da eterna juventude da sociologia. Renato Ortiz (Unicamp), que já publicou seu memorial de livre-docência (1989), escreveu especialmente para a BVPS, onde também é colunista, uma reflexão sobre os begginnigs da sua trajetória intelectual.
Ao problematizar a ideia de que a carreira seja o tema central na escrita de um memorial, Ortiz nos faz refletir sobre a vida intelectual que perpassa a carreira acadêmica, o que não deixa de ser uma advertência sobre o relativo (e crescente?) desacoplamento entre essas esferas. Contrariando expectativas rotinizadas em visões mais institucionalistas da história das ciências sociais no Brasil, Renato Ortiz lembra a criação dos programas de pós-graduação na área nos anos 1970/80 como um momento de grande liberdade criativa para sua geração, e não de burocratização da disciplina. Em seu caso particular, trazendo então um tema como o da “indústria cultural”, que posteriormente ele associaria ao da globalização e mundialização. Seu texto é, assim, uma evocação da liberdade, essencial para a renovação permanente da sociologia.
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Desejamos a todas e todos boa leitura!
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