Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Renato Ortiz

Encerrando a série Modos de narrar a sociologia brasileira, desenvolvida em parceria com o Grupo de Trabalho de Pensamento social da Anpocs e com o Comitê de Pesquisa da mesma área da SBS, escolhemos um memorial que, de certa forma, corporifica a metáfora weberiana da eterna juventude da sociologia. Renato Ortiz (Unicamp), que já publicou seu memorial de livre-docência (1989), escreveu especialmente para a BVPS, onde também é colunista, uma reflexão sobre os begginnigs da sua trajetória intelectual.

Ao problematizar a ideia de que a carreira seja o tema central na escrita de um memorial, Ortiz nos faz refletir sobre a vida intelectual que perpassa a carreira acadêmica, o que não deixa de ser uma advertência sobre o relativo (e crescente?) desacoplamento entre essas esferas. Contrariando expectativas rotinizadas em visões mais institucionalistas da história das ciências sociais no Brasil, Renato Ortiz lembra a criação dos programas de pós-graduação na área nos anos 1970/80 como um momento de grande liberdade criativa para sua geração, e não de burocratização da disciplina. Em seu caso particular, trazendo então um tema como o da “indústria cultural”, que posteriormente ele associaria ao da globalização e mundialização. Seu texto é, assim, uma evocação da liberdade, essencial para a renovação permanente da sociologia.

Para conferir a apresentação e demais posts da série, clique aqui.

Desejamos a todas e todos boa leitura!

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Bernardo Sorj

Hoje trazemos um bônus da série Modos de narrar a sociologia brasileira com a publicação de um desdobramento do memorial de Bernardo Sorj (UFRJ) escrito para a BVPS.

Bernardo Sorj nos traz um relato sobre o início de sua trajetória no Brasil como sociólogo estrangeiro na UFMG. Seu relato recupera, entre encontros e desencontros com a sociabilidade local, um momento favorável à ampliação das demandas no ambiente intelectual tanto com a expansão da pós-graduação, quanto pela luta da redemocratização do país. Contratado para integrar o Departamento de Ciência Política da UFMG nos anos 1970, Sorj se dedicou a ministrar aulas e realizar pesquisas na área de sociologia rural, em um período em que a estrutura agrária era unidade de análise fundamental para compreender as sociedades latino-americanas. O relato fala também sobre estranhamentos e aprendizados sobre o que considera traço saliente do Brasil: certa ambiguidade nos códigos de conduta nas mais diversas esferas da sociedade.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Marco Aurélio Santana

Hoje encerramos a série Modos de narrar a sociologia brasileira com a décima segunda dupla de posts. Esta série buscou tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Nesta última semana, trazemos os relatos de Edna Castro (UFPA) e Marco Aurélio Santana (UFRJ).

Em seu memorial, Edna Castro observa que escrevê-lo foi um exercício de “encontrar os laços construídos, em tempos diversos, não poucas vezes mais pela intuição e o desejo do que pela razão”. Ela destaca suas “travessias” pessoais e profissionais, entrelaçando vivências da infância na Amazônia com sua formação intelectual e produção científica. Pesquisadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos e atual presidenta da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a produção de Edna abrange áreas fundamentais e estratégicas do Brasil, como desenvolvimento e fronteira amazônica, processos de trabalho, estudos urbanos e territorialidade quilombola. No memorial acadêmico de Marco Aurélio Santana, acompanhamos sua trajetória dedicada à sociologia do trabalho. Desde o início de sua vida universitária, destaca-se seu compromisso com os movimentos sindicais, com a classe trabalhadora e suas organizações, resultando na criação, ainda como estudante, do Núcleo de Pesquisas Sindicais (NUPES/LPS) do Laboratório de Pesquisa Social (LPS/IFCS/UFRJ) e, anos depois, já como docente da UFRJ, do Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade (NETS/IFCS/UFRJ). Como ele observa, sua experiência procurou sintetizar sua “visão de universidade”, combinando rigor acadêmico e relevância social, o que o levou à atuação na Comissão da Verdade e à presidência da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET).

Na próxima semana, traremos um bônus da série para nossos leitores e leitoras. Caso queira conferir outros trechos de memoriais que publicamos, clique aqui.

Boa leitura!

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Edna Castro

Hoje encerramos a série Modos de narrar a sociologia brasileira com a décima segunda dupla de posts. Esta série buscou tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Nesta última semana, trazemos os relatos de Edna Castro (UFPA) e Marco Aurélio Santana (UFRJ).

Em seu memorial, Edna Castro observa que escrevê-lo foi um exercício de “encontrar os laços construídos, em tempos diversos, não poucas vezes mais pela intuição e o desejo do que pela razão”. Ela destaca suas “travessias” pessoais e profissionais, entrelaçando vivências da infância na Amazônia com sua formação intelectual e produção científica. Pesquisadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos e atual presidenta da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a produção de Edna abrange áreas fundamentais e estratégicas do Brasil, como desenvolvimento e fronteira amazônica, processos de trabalho, estudos urbanos e territorialidade quilombola. No memorial acadêmico de Marco Aurélio Santana, acompanhamos sua trajetória dedicada à sociologia do trabalho. Desde o início de sua vida universitária, destaca-se seu compromisso com os movimentos sindicais, com a classe trabalhadora e suas organizações, resultando na criação, ainda como estudante, do Núcleo de Pesquisas Sindicais (NUPES/LPS) do Laboratório de Pesquisa Social (LPS/IFCS/UFRJ) e, anos depois, já como docente da UFRJ, do Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade (NETS/IFCS/UFRJ). Como ele observa, sua experiência procurou sintetizar sua “visão de universidade”, combinando rigor acadêmico e relevância social, o que o levou à atuação na Comissão da Verdade e à presidência da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET).

Na próxima semana, teremos um bônus da série para nossos leitores e leitoras. Caso queira conferir outros trechos de memoriais que publicamos, clique aqui.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Maria José Aquino

Dando continuidade à série Modos de narrar a sociologia brasileira, apresentamos a décima primeira dupla de posts. Esta série busca tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Nesta semana, compartilhamos as reflexões de Sérgio Adorno (USP) e Maria José Aquino (UFPA).

No memorial de Sérgio Adorno, acompanhamos a construção de uma obra que enfrentou o “mal-estar de sua época”, analisando as tensões entre o legado autoritário e as aspirações democráticas contidas na sociedade brasileira. A liderança em pesquisas sobre direitos humanos e violência é marca do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), referência incontornável na discussão sobre os temas. Em conjunto, sua obra busca descortinar a “continuidade autoritária” na construção da democracia, contribuindo significativamente para a compreensão das complexidades sociais e institucionais do Brasil pós-ditadura. Já no memorial de Maria José Aquino, o leitor percorre as reminiscências da socióloga no sertão nordestino até sua atuação como professora titular. É uma jornada marcada pela superação de adversidades socioeconômicas e pelo compromisso com o socioambientalismo na Amazônia. Maria José Aquino destaca ainda suas “andanças biográficas e aprendizados sociológicos”, refletindo sobre como sua história pessoal influenciou sua compreensão da estrutura social brasileira e impactou suas escolhas acadêmicas e profissionais.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Sérgio Adorno

Dando continuidade à série Modos de narrar a sociologia brasileira, apresentamos a décima primeira dupla de posts. Esta série busca tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Nesta semana, compartilhamos as reflexões de Sérgio Adorno (USP) e Maria José Aquino (UFPA).

No memorial de Sérgio Adorno, acompanhamos a construção de uma obra que enfrentou o “mal-estar de sua época”, analisando as tensões entre o legado autoritário e as aspirações democráticas contidas na sociedade brasileira. A liderança em pesquisas sobre direitos humanos e violência é marca do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), referência incontornável na discussão sobre os temas. Em conjunto, sua obra busca descortinar a “continuidade autoritária” na construção da democracia, contribuindo significativamente para a compreensão das complexidades sociais e institucionais do Brasil pós-ditadura. Já no memorial de Maria José Aquino, o leitor percorre as reminiscências da socióloga no sertão nordestino até sua atuação como professora titular. É uma jornada marcada pela superação de adversidades socioeconômicas e pelo compromisso com o socioambientalismo na Amazônia. Maria José Aquino destaca ainda suas “andanças biográficas e aprendizados sociológicos”, refletindo sobre como sua história pessoal influenciou sua compreensão da estrutura social brasileira e impactou suas escolhas acadêmicas e profissionais.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Roberto Véras

Dando continuidade à série Modos de narrar a sociologia brasileira, apresentamos a décima dupla de posts. Esta série busca tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Neste post, compartilhamos as reflexões de Carlos Benedito Martins (UnB) e Roberto Verás (UFPB).

Carlos Benedito Martins teve sua carreira profundamente influenciada pelo Golpe de 1964, evento que direcionou sua escolha pelas Ciências Sociais e seu compromisso com a resistência ao autoritarismo. Ao longo de sua carreira, Carlos Benedito atuou intensamente na docência e na pesquisa, com foco no ensino superior e na sociologia da educação. Seu doutorado na França, onde absorveu as ideias de Pierre Bourdieu, foi apenas um capítulo de uma carreira internacional que incluiu passagens por instituições renomadas como Columbia e Oxford. O leitor poderá acompanhar como o engajamento ativo de Martins na comunidade científica nacional o tornou uma figura fundamental para o desenvolvimento da pós-graduação em Ciências Sociais no Brasil. Roberto Véras, por sua vez, traça um paralelo entre sua trajetória nas Ciências Sociais e sua militância política, especialmente na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sua abordagem crítica e engajada nas lutas sociais se reflete em pesquisas sobre sindicalismo, que evoluíram para uma análise mais ampla da cidadania e democracia no Brasil. No Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (CENEDIC), Véras conviveu com os principais intelectuais críticos do país, enriquecendo sua perspectiva acadêmica.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Carlos Benedito Martins

Dando continuidade à série Modos de narrar a sociologia brasileira, apresentamos a décima dupla de posts. Esta série busca tecer uma narrativa mais diversificada, descentralizada e contextualizada da sociologia no Brasil, utilizando trechos de memoriais acadêmicos escolhidos pelos próprios sociólogos que contribuem para o campo. Neste post, compartilhamos as reflexões de Carlos Benedito Martins (UnB) e Roberto Verás (UFPB).

Carlos Benedito Martins teve sua carreira profundamente influenciada pelo Golpe de 1964, evento que direcionou sua escolha pelas Ciências Sociais e seu compromisso com a resistência ao autoritarismo. Ao longo de sua carreira, Carlos Benedito atuou intensamente na docência e na pesquisa, com foco no ensino superior e na sociologia da educação. Seu doutorado na França, onde absorveu as ideias de Pierre Bourdieu, foi apenas um capítulo de uma carreira internacional que incluiu passagens por instituições renomadas como Columbia e Oxford. O leitor poderá acompanhar como o engajamento ativo de Martins na comunidade científica nacional o tornou uma figura fundamental para o desenvolvimento da pós-graduação em Ciências Sociais no Brasil. Roberto Véras, por sua vez, traça um paralelo entre sua trajetória nas Ciências Sociais e sua militância política, especialmente na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sua abordagem crítica e engajada nas lutas sociais se reflete em pesquisas sobre sindicalismo, que evoluíram para uma análise mais ampla da cidadania e democracia no Brasil. No Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (CENEDIC), Véras conviveu com os principais intelectuais críticos do país, enriquecendo sua perspectiva acadêmica.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Horácio Antunes

Na nona dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam, trazemos os relatos de Adalberto Cardoso (IESP/UERJ) e Horácio Antunes (UFMA). 

Adalberto Cardoso nos guia por sua trajetória, revelando uma intrincada rede de pessoas e instituições que moldaram seu percurso. O leitor é gradualmente imerso em um panorama de pesquisas individuais e coletivas que, combinando empiria e rigor teórico, foram se consolidando ao longo do tempo em uma ampla e inovadora agenda dedicada a desvendar os mecanismos persistentes das desigualdades sociais em nossa sociedade. Horácio Antunes, por sua vez, situa seu memorial no contexto da iminente pandemia da Covid-19. Ao evocar a maior crise sanitária recente, ressalta os rumos catastróficos da relação entre sociedade e meio ambiente, campo no qual é especialista. Horácio demonstra como sua incursão na sociologia ambiental se entrelaça com aspectos de sua formação pessoal e com os desafios de tomar o Maranhão como ponto de observação para elucidar as contradições da modernidade brasileira e, como nos faz lembrar a pandemia, do mundo.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Adalberto Cardoso

Na nona dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam, trazemos os relatos de Adalberto Cardoso (IESP/UERJ) e Horácio Antunes (UFMA). 

Adalberto Cardoso nos guia por sua trajetória, revelando uma intrincada rede de pessoas e instituições que moldaram seu percurso. O leitor é gradualmente imerso em um panorama de pesquisas individuais e coletivas que, combinando empiria e rigor teórico, foram se consolidando ao longo do tempo em uma ampla e inovadora agenda dedicada a desvendar os mecanismos persistentes das desigualdades sociais em nossa sociedade. Horácio Antunes, por sua vez, situa seu memorial no contexto da iminente pandemia da Covid-19. Ao evocar a maior crise sanitária recente, ressalta os rumos catastróficos da relação entre sociedade e meio ambiente, campo no qual é especialista. Horácio demonstra como sua incursão na sociologia ambiental se entrelaça com aspectos de sua formação pessoal e com os desafios de tomar o Maranhão como ponto de observação para elucidar as contradições da modernidade brasileira e, como nos faz lembrar a pandemia, do mundo.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | José Maurício Domingues

Na oitava dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam, trazemos os relatos de José Maurício Domingues (IESP/UERJ) e Richard Miskolci (UNIFESP). 

José Maurício Domingues revisita sua aproximação e inserção na área de teoria sociológica, delineando os principais pontos que a dinamizava nas décadas de 1980 e 1990, e indicando como suas inquietações em relação a diversas abordagens correntes, aliadas a uma leitura crítica de diferentes autores, culminaram na formulação do conceito de “subjetividade coletiva”. Além disso, observamos como, a partir do Brasil e da América Latina, Domingues traz uma série de contribuições à sociologia política. Já no percurso acadêmico de Richard Miskolci, acompanhamos as aventuras do pesquisador pela sociologia e pela literatura, em particular a alemã. Sua perspectiva aguçada e inquieta o levou a explorar diversos temas relacionados às diferenças e desigualdades, tornando-se um dos principais expoentes da discussão sobre masculinidade, branquitude e as regulações de gênero.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Richard Miskolci

Na oitava dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam, trazemos os relatos de José Maurício Domingues (IESP/UERJ) e Richard Miskolci (UNIFESP). 

José Maurício Domingues revisita sua aproximação e inserção na área de teoria sociológica, delineando os principais pontos que a dinamizava nas décadas de 1980 e 1990, e indicando como suas inquietações em relação a diversas abordagens correntes, aliadas a uma leitura crítica de diferentes autores, culminaram na formulação do conceito de “subjetividade coletiva”. Além disso, observamos como, a partir do Brasil e da América Latina, Domingues traz uma série de contribuições à sociologia política. Já no percurso acadêmico de Richard Miskolci, acompanhamos as aventuras do pesquisador pela sociologia e pela literatura, em particular a alemã. Sua perspectiva aguçada e inquieta o levou a explorar diversos temas relacionados às diferenças e desigualdades, tornando-se um dos principais expoentes da discussão sobre masculinidade, branquitude e as regulações de gênero.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Glaucia Villas Bôas

Chegamos à sétima dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam. Hoje compartilharão nossas páginas os relatos de Antonio Sérgio Guimarães (USP) e Glaucia Villas Bôas (UFRJ). 

Nas páginas de sua memória, Antonio Sérgio Guimarães entrelaça os fios de seus dilemas pessoais com os momentos cruciais de sua jornada acadêmica. Desde os primeiros passos nos corredores da Universidade Federal da Bahia, passando pela turbulenta experiência de pesquisa no Chile sob o jugo de Pinochet, até a imersão nos estudos demográficos e o seu doutorado em terras norte-americanas, Guimarães nos convida a um passeio íntimo por sua formação intelectual. À medida que o texto avança, o leitor se vê imerso nas vivências profissionais do autor, compartilhando suas inquietações e nos tornando confidentes de suas aspirações e desafios. O trecho do memorial de Glaucia Villas Bôas, por sua vez, revela-se um prisma através do qual vislumbramos um capítulo crucial da saga das ciências sociais no Brasil durante os anos de chumbo. A repressão e a estadia na Alemanha por razões políticas serviram de catalisadores para uma experiência acadêmica única. Das adversidades e intercursos surgiram pesquisas pioneiras nas áreas da sociologia da cultura e da arte.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Antonio Sérgio Guimarães

Chegamos à sétima dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam. Hoje compartilharão nossas páginas os relatos de Antonio Sérgio Guimarães (USP) e Glaucia Villas Bôas (UFRJ). 

Nas páginas de sua memória, Antonio Sérgio Guimarães entrelaça os fios de seus dilemas pessoais com os momentos cruciais de sua jornada acadêmica. Desde os primeiros passos nos corredores da Universidade Federal da Bahia, passando pela turbulenta experiência de pesquisa no Chile sob o jugo de Pinochet, até a imersão nos estudos demográficos e o seu doutorado em terras norte-americanas, Guimarães nos convida a um passeio íntimo por sua formação intelectual. À medida que o texto avança, o leitor se vê imerso nas vivências profissionais do autor, compartilhando suas inquietações e nos tornando confidentes de suas aspirações e desafios. O trecho do memorial de Glaucia Villas Bôas, por sua vez, revela-se um prisma através do qual vislumbramos um capítulo crucial da saga das ciências sociais no Brasil durante os anos de chumbo. A repressão e a estadia na Alemanha por razões políticas serviram de catalisadores para uma experiência acadêmica única. Das adversidades e intercursos surgiram pesquisas pioneiras nas áreas da sociologia da cultura e da arte.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Jacob Carlos Lima

Chegamos à sexta dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam. Hoje compartilharão nossas páginas os relatos de Marcelo Ridenti (Unicamp) e Jacob Carlos Lima (UFSCar). 

O recorte feito por Ridenti narra sua formação entre as Ciências Sociais e o Direito e ao mesmo tempo on the road, na condição de “turista aprendiz”, em viagens pela Europa, as Américas, o Brasil, línguas, livros e filmes que o levaram a desenvolver certa “estrutura de sentimentos” anticapitalista e uma perspectiva sociológica interdisciplinar que não separa o conhecimento da ação política, orientada pela “convicção de que a obra de Marx continua sendo a referência clássica mais adequada para pensar nosso tempo”. Jacob, por sua vez, ressalta como o trabalho – tema de que se tornaria um dos principais especialistas na sociologia brasileira – é condição e parte constitutiva de sua trajetória, marcada pelo desejo de “estudar a sociedade em sua historicidade” e compreender as dinâmicas de longa duração de funcionamento do capitalismo. Dos trabalhadores rurais à formação cotidiana da identidade e das redes sociais do operariado industrial, a agenda de pesquisas construída por Jacob permite também mapear os diversos grupos de pesquisa que constituem o campo de estudos do trabalho no Brasil. Em ambas as narrativas, vemos em operação aquela “qualidade intelectual básica para sentir o jogo que se processa entre os homens e a sociedade, a biografia e a história, o eu e o mundo”, de que fala Wright Mills

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Marcelo Ridenti

Chegamos à sexta dupla de posts da série Modos de narrar a sociologia brasileira, que se propõe a contar uma história mais plural, descentrada e contingente dessa área do conhecimento a partir de excertos de memoriais acadêmicos selecionados pelos próprios autores-atores que a praticam. Hoje compartilharão nossas páginas os relatos de Marcelo Ridenti (Unicamp) e Jacob Carlos Lima (UFSCar). 

O recorte feito por Ridenti narra sua formação entre as Ciências Sociais e o Direito e ao mesmo tempo on the road, na condição de “turista aprendiz”, em viagens pela Europa, as Américas, o Brasil, línguas, livros e filmes que o levaram a desenvolver certa “estrutura de sentimentos” anticapitalista e uma perspectiva sociológica interdisciplinar que não separa o conhecimento da ação política, orientada pela “convicção de que a obra de Marx continua sendo a referência clássica mais adequada para pensar nosso tempo”. Jacob, por sua vez, ressalta como o trabalho – tema de que se tornaria um dos principais especialistas na sociologia brasileira – é condição e parte constitutiva de sua trajetória, marcada pelo desejo de “estudar a sociedade em sua historicidade” e compreender as dinâmicas de longa duração de funcionamento do capitalismo. Dos trabalhadores rurais à formação cotidiana da identidade e das redes sociais do operariado industrial, a agenda de pesquisas construída por Jacob permite também mapear os diversos grupos de pesquisa que constituem o campo de estudos do trabalho no Brasil. Em ambas as narrativas, vemos em operação aquela “qualidade intelectual básica para sentir o jogo que se processa entre os homens e a sociedade, a biografia e a história, o eu e o mundo”, de que fala Wright Mills.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | José Ricardo Ramalho

No post de hoje da série Modos de narrar a sociologia brasileira, trazemos os relatos de José Ricardo Ramalho (UFRJ) e Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ), que dialogam e se somam para colocar em foco o mundo dos trabalhadores urbanos e rurais.

Ao narrar os “princípios” (na múltipla acepção da palavra) de sua trajetória vocacionada ao estudo do processo do trabalho e da classe trabalhadora – área da qual se tornaria um dos expoentes na sociologia brasileira –, o recorte feito por José Ricardo dá também um testemunho pungente da vida universitária nos “tempos difíceis” da ditadura militar, revelando que as Ciências Sociais foram para ele, mais do que uma mera escolha profissional, uma opção política e militante pela resistência e o enfrentamento à repressão e à opressão.

Leonilde, por sua vez, relata seu percurso marcante – que alia pesquisa e atuação politicamente consequentes – na área da sociologia rural. Desde a descoberta do tema nas aulas de Maria Isaura Pereira de Queiroz na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, acompanhamos através de sua narrativa a formação de um robusto programa intelectual voltado para o rural, que compreende o estudo das tensões de classe geradas pela transformação da terra em mercadoria, as lutas por reforma agrária, os assentamentos rurais, o sindicalismo, o agronegócio, a violação dos direitos no campo e a constituição – no CPDA/UFRRJ, onde fez sua carreira – de um centro de documentação destinado a preservar tanto material de pesquisa quanto a própria memória de parcelas dos trabalhadores do campo.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Leonilde Servolo de Medeiros

No post de hoje da série Modos de narrar a sociologia brasileira, trazemos os relatos de José Ricardo Ramalho (UFRJ) e Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ), que dialogam e se somam para colocar em foco o mundo dos trabalhadores urbanos e rurais.

Ao narrar os “princípios” (na múltipla acepção da palavra) de sua trajetória vocacionada ao estudo do processo do trabalho e da classe trabalhadora – área da qual se tornaria um dos expoentes na sociologia brasileira –, o recorte feito por José Ricardo dá também um testemunho pungente da vida universitária nos “tempos difíceis” da ditadura militar, revelando que as Ciências Sociais foram para ele, mais do que uma mera escolha profissional, uma opção política e militante pela resistência e o enfrentamento à repressão e à opressão.

Leonilde, por sua vez, relata seu percurso marcante – que alia pesquisa e atuação politicamente consequentes – na área da sociologia rural. Desde a descoberta do tema nas aulas de Maria Isaura Pereira de Queiroz na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, acompanhamos através de sua narrativa a formação de um robusto programa intelectual voltado para o rural, que compreende o estudo das tensões de classe geradas pela transformação da terra em mercadoria, as lutas por reforma agrária, os assentamentos rurais, o sindicalismo, o agronegócio, a violação dos direitos no campo e a constituição – no CPDA/UFRRJ, onde fez sua carreira – de um centro de documentação destinado a preservar tanto material de pesquisa quanto a própria memória de parcelas dos trabalhadores do campo.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Celi Scalon

Completando a dobradinha anunciada nos posts da manhã da série Modos de narrar a sociologia brasileira, trazemos agora a dupla composta pelos relatos de Brasilio Sallum Jr. (USP) e Celi Scalon (UFRJ).

O recorte aqui apresentado do memorial de Brasilio destaca seus “agitados anos” de formação, marcados pelo golpe de 64, o debate desenvolvimentista, o contato com a Cepal, a percepção dos “problemas latino-americanos” e a orientação de Luiz Pereira. Constitui, assim, ao mesmo tempo um depoimento precioso sobre o contexto político e intelectual da ditadura militar e uma espécie de genealogia do repertório de problemas ligados ao desenvolvimento capitalista no Brasil (e, secundariamente, na América Latina) que se tornariam o núcleo de suas preocupações acadêmicas, como se depreende pela série Autorais realizada com Brasilio que tivemos a honra de publicar este ano.

O relato de Celi, por sua vez, evidencia um modelo exemplar de internacionalização e interdisciplinaridade de uma atuação profissional no campo da sociologia. Sua trajetória se confunde com a da própria consolidação da área de pesquisa sobre estratificação social, impensável hoje sem seus estudos pioneiros e inovadores sobre mobilidade, valores e percepções sociais; e tem como inquietação fundamental o problema que, segundo ela, define a sociedade brasileira: as múltiplas dimensões da desigualdade de oportunidades.

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Série Modos de Narrar a Sociologia Brasileira | Brasilio Sallum Jr.

Completando a dobradinha anunciada nos posts da manhã da série Modos de narrar a sociologia brasileira, trazemos agora a dupla composta pelos relatos de Brasilio Sallum Jr. (USP) e Celi Scalon (UFRJ).

O recorte aqui apresentado do memorial de Brasilio destaca seus “agitados anos” de formação, marcados pelo golpe de 64, o debate desenvolvimentista, o contato com a Cepal, a percepção dos “problemas latino-americanos” e a orientação de Luiz Pereira. Constitui, assim, ao mesmo tempo um depoimento precioso sobre o contexto político e intelectual da ditadura militar e uma espécie de genealogia do repertório de problemas ligados ao desenvolvimento capitalista no Brasil (e, secundariamente, na América Latina) que se tornariam o núcleo de suas preocupações acadêmicas, como se depreende pela série Autorais realizada com Brasilio que tivemos a honra de publicar este ano.

O relato de Celi, por sua vez, evidencia um modelo exemplar de internacionalização e interdisciplinaridade de uma atuação profissional no campo da sociologia. Sua trajetória se confunde com a da própria consolidação da área de pesquisa sobre estratificação social, impensável hoje sem seus estudos pioneiros e inovadores sobre mobilidade, valores e percepções sociais; e tem como inquietação fundamental o problema que, segundo ela, define a sociedade brasileira: as múltiplas dimensões da desigualdade de oportunidades.

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