SEMINÁRIO “UMA LITERATURA NOS TRÓPICOS 40 ANOS: DEPENDÊNCIA CULTURAL E COSMOPOLITISMO DO POBRE” (UFRJ/UNICAMP/UFMG), PARTE I

A Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS) tem a alegria de convidar para o seminário “Uma literatura nos trópicos 40 anos: dependência cultural e cosmopolitismo do pobre” sobre o livro de Silviano Santiago.

O seminário é promovido pelo Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social do PPGSA/IFCS/UFRJ (NEPS – UFRJ/UFF), pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Unicamp, pela Faculdade de Letras da UFMG e pela BVPS. Tem curadoria de André Botelho, Mariana Chaguri, Maurício Hoelz e Roberto Said. Serão três dias reunindo especialistas em cultura, pensamento social e literatura brasileira e latino-americana, cada dia em uma instituição parceira: dia 11 de setembro no IFCS/UFRJ, no Rio de Janeiro, dia 12 no IFCH/Unicamp, Campinas, e dia 13 na FL/UFMG, Belo Horizonte.

Neste primeiro post divulgamos a programação completa do seminário no cartaz de autoria de Gloria Afflalo, da a+a design e produção, e também o poema-montagem sobre o ensaio “O entre-lugar do discurso latino-americano” de Silviano Santiago, de autoria de Lucas van Hombeeck, que é mestrando em sociologia no PPGSA/IFCS/UFRJ, poeta e membro do coletivo Oficina Experimental de Poesia.

Nos próximos posts divulgaremos entrevista inédita com Silviano Santiago, simpósio sobre o livro comemorado com os participantes do seminário, entre outros. Aguardem! E desde já anotem as datas dos eventos em suas cidades! Até lá!

Um abraço a todas e todos,

Equipe BVPS

Nesse lugar aparentemente vazio &
manual p/ exercício de corte [mashup]

Por Lucas van Hombeeck

poema-montagem sobre ensaio de Silviano Santiago

 

entre o sacrifício e o jogo entre
a prisão e a transgressão entre a submissão
ao código e a agressão entre a obediência e a rebelião
entre a assimilação e a expressão entre falar, escrever, dizer falar
contra, escrever contra escreve aí a maior contribuição da américa dois
dólares vinte e sete centavos uma língua não
porque seja minha mas porque é meu
jeito de ganhar dinheiro comer
e dormir vida
madura em que o podre
                                       aguça
o fruto:

je voudrais un château saignant
ou

quisiera un castillo sangriento
ou

ai q sdds q eu tenho da aurora da minha vidx

língua
l/íngua essa droga de língua
ácida e acrílica florestas de
pedra abotoadas pelas águas
como músculos molhando a noite
longe da argamassa plástica perto
dos paralepípedos
mas

se você tem uma ideia incrível
é melhor fazer uma canção

> essa droga de amor machuca demais.mp3

A originalidade do projeto de Pierre Menard, sua parte visível e escrita, é consequência do fato de ele recusar aceitar a concepção tradicional da invenção artística, porque ele próprio nega a liberdade total do artista. Semelhante a Robert Desnos, ele proclama como lugar de trabalho as “formas prisões” (formes prisons). O artista latino americano aceita a prisão como forma de comportamento, a transgressão como forma de expressão. Senão vejamos,

A maior contribuição da América Latina para a cultura ocidental vem da destruição sistemática dos conceitos de unidade e pureza: estes dois conceitos perdem o contorno exato de seu significado, perdem seu peso esmagador, seu sinal de superioridade cultural, à medida que o trabalho de contaminação dos latino-americanos se afirma, se mostra mais e mais eficaz. A América Latina institui seu lugar no mapa da civilização ocidental graças ao movimento de desvio da norma, ativo e destruidor, que transfigura os elementos feitos e imutáveis que os europeus exportavam para o Novo Mundo. Em virtude do fato de que a América Latina não pode mais fechar suas portas à invasão estrangeira, não pode tampouco reencontrar sua condição de “paraíso”, de isolamento e de inocência, constata-se com cinismo que, sem essa contribuição, seu produto seria mera cópia – silêncio – , uma cópia muitas vezes fora de moda, por causa desse retrocesso imperceptível no tempo, de que fala Lévi-Strauss. Sua geografia deve ser uma geografia de assimilação e de agressividade, de aprendizagem e de reação, de falsa obediência. A passividade reduziria seu papel efetivo ao desaparecimento por analogia. Guardando seu lugar na segunda fila, é no entanto preciso que assinale sua diferença, marque sua presença, uma presença muitas vezes de vanguarda. O silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador. Falar, escrever, significa: falar contra, escrever contra. (SANTIAGO, 2000)

Assim temos (em ordem alfabética):

agressividade
contaminação
cópia
fila
geografia
inocência
invasão
papel
peso
trabalho

Misturando essas palavras e adicionando outras de classes gramaticais diferentes, teremos:

a cópia
atravessa a rua sem o peso
da fila

na geografia da invasão
nada no papel exceto

a inocência é um trabalho

                         você diz,
                         de contaminação
                         e agressividade.

Não é nenhum grande poema, mas essa é a ferramenta. Pode fazer com texto de jornal, romance, letra de canção, o que quiser. Imagina que o Godzilla e o Artaud se encontram na Cidade do México ou que você está no entrelugar do discurso latino-americano e tenta dar um sentido diferente pras palavras. Se der sorte, vai ver que É ali, nesse lugar aparentemente vazio, seu tempo e seu lugar de clandestinidade, ali, que se realiza o ritual antropófago – palimpsesto selvagem da literatura latino-americana.

 

JORNADA “FAZER PENSAR BRASIL” (INSTITUTO BRINCANTE E O BRAZIL LAB DA UNIVERSIDADE DE PRINCETON)


O Blog da BVPS convida para a segunda edição da Jornada “Fazer Pensar Brasil”, projeto que une o Instituto Brincante e o Brazil LAB da Universidade de Princeton. No próximo dia 24/08 (sexta-feira), estudiosos do universo da cultura se reúnem com o público para um dia de conversas e debates. Este ano, o evento será norteado pelo tema “Memória Cultural”.


Os idealizadores do projeto, Antonio Nóbrega e Pedro Meira Monteiro, definem o espírito da jornada:

“A memória cultural é o nosso mote: o que conhecemos e o que desconhecemos daquilo que chamamos de “popular”? Como se dão os movimentos em ziguezague que tornam práticas populares de dança e canto a um só tempo distantes e próximas de nós? Mas que “nós” é esse que se projeta, entre atrevido e desengonçado, quando se discute a cultura? Em tempos de “lugar de fala”, de afirmações indenitárias vigorosas e de crise democrática profunda, pode-se ainda pensar em algo coletivo? Mas a cultura é mesmo a salvaguarda, o nó da coletividade em crise?

Com estas e outras questões em mente, propomos uma discussão coletiva e plural sobre como os estoques e as matrizes culturais se mantêm e se transformam, como elas estão guardadas e como são vertiginosamente transformadas no presente das cidades. Mil perguntas se destacam a partir daí. Como evitar a pecha de “folclore”, que congela e isola a manifestação popular num lugar de que ela parece não poder jamais sair? Que ecos se estendem do mundo rural ao urbano, e vice-versa? Que formas de “ser” coletivamente se desdobram nas performances populares? Que denominadores comuns podem vencer as singularidades irredutíveis? E como as práticas populares do canto se reatualizam em outros lugares, expostas a outras matrizes? O que de repente existe no slam? O que liga a cantoria do sertão à porta do metrô? Que ritmos, que imaginário e que gestos estão se desenvolvendo nas quebradas e nos saraus? Que vozes se escutam, quem as escuta e como? Por que treino nossos ouvidos devem passar para escutar o que resiste à massificação? E como negociar com a massificação? Onde a cultura é abrigo, onde ela é expressão do novo? Mas quão “novo” é o que chamamos de novo?”

O evento começa às 09h30 da manhã e segue durante todo o dia no Teatro Brincante (Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo), com entrada franca sujeita à lotação da casa.

Para receber as informações em primeira mão, o público pode se inscrever no mailing por meio do link: http://bit.ly/Mailing_FazerPensarBrasil2


PROGRAMAÇÃO COMPLETA/ PARTICIPANTES E DEBATEDORES:

MESA 1
10-12 h
Ivan Vilela
Bráulio Tavares
Salloma Salomão
Debatedora: Marília Librandi

MESA 2
13:30-16:00 h
Maíra Soares Ferreira
Darlene Santos
Antonio Nóbrega
Marcelino Freire
Debatedor: José Miguel Wisnik

MESA 3
16:30-18:30 h
Flávia Toni
Marina de Mello e Souza
Martha Abreu
Debatedor: Ricardo Teperman

Fechando os pontos:
Pedro Meira Monteiro
André Botelho

Ao fim do evento haverá um sarau de confraternização!

SERVIÇO

Fazer Pensar Brasil 2018

Data: 24/08/2018 – a partir das 9h30, se estende durante todo o dia

Local: Teatro Brincante/Instituto Brincante – Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo – SP

Entrada franca, sujeita a lotação.

 

COLÓQUIO INTERDISCIPLINAR SOBRE SENSIBILIDADES: ARTES E PATRIMÔNIO NA AMÉRICA LATINA (CASA DE RUI BARBOSA)

O Blog da BVPS convida para o “Colóquio Interdisciplinar sobre Sensibilidades: Artes e Patrimônio na América Latina” na Casa de Rui Barbosa, nos dias 23 e 24 de agosto. O evento acontece na sala de cursos da FCRB e tem entrada franca.

Como objetivo, o colóquio pretende reunir pesquisadores que tomam como perspectiva os sentidos, as emoções e as sensibilidades no estudo e interpretação dos processos históricos e sociais. A programação completa encontra-se abaixo:


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um abraço a todas e todos!

Equipe BVPS

MOSTRA OS “LIVROS PARA CRIANÇAS NOS TEMPOS DE RUI BARBOSA (1849-1923)” E COLÓQUIO “LITERATURA INFANTIL E HISTÓRIA CULTURAL” DA CASA DE RUI BARBOSA


O Blog da BVPS convida para a mostra Os livros para crianças nos tempos de Rui Barbosa (1849-1923), a ser inaugurada no dia 10/08, com curadoria de Patricia Hansen e Kaori Kodama, e para o colóquio Literatura infantil e história cultural que será realizado no dia de abertura da exibição, no Edifício Sede da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo 22260-000, Rio de Janeiro, RJ), das 10h30 às 17h30.

Resumo da mostra (10 de agosto a 22 setembro):

A vida de Rui Barbosa coincide com o fenômeno da expansão da literatura infantil pelo mundo. No caso do Brasil, a grande circulação de livros infantis, publicados no período que antecede a entrada em cena de Monteiro Lobato, demonstra que as crianças tinham mais opções de leitura do que a narrativa do autodeclarado “criador da literatura infantil no Brasil” leva a crer. Essa mostra de livros para crianças publicados entre meados do século XIX e início do XX, apresenta uma seleção de obras raras, nacionais e estrangeiras, pertencentes

às diversas coleções do acervo da Fundação Casa de Rui Barbosa. Organizados por temas, livros de fábulas, contos, romances, vulgarização

científica, educação cívica e outros, permitem conhecer aspectos da cultura material da infância e da história dessa arte gráfica e literária que a partir da metade do oitocentos passa a ser conhecida como Children’s Literature, Littérature Enfantine e, pouco depois, Literatura Infantil.

Resumo do Colóquio e as participações confirmadas:

O colóquio Literatura infantil e história cultural irá reunir pesquisadoras que abordam os impressos para crianças e jovens com questões distintas das que costumam ser colocadas a partir da teoria literária ou da educação, áreas disciplinares das quais provêm a maioria dos estudos sobre a literatura infantil. O estudo da literatura infantil, no contexto da história cultural, oferece uma via de acesso privilegiado a conceitos e valores vigentes nas sociedades em que circulam. Como objetos mediadores, esses livros e revistas transitam entre o universo dos adultos (autores e outros agentes envolvidos na sua produção, circulação, difusão) e das crianças (produtoras ativas de significados a partir das práticas de leitura), sendo vistos como fatores de conservação ou transformação do status quo, devido a sua função socializadora na formação das novas gerações. Os trabalhos propostos, provenientes de pesquisas ligadas a diversas áreas da história, exploram a importância da literatura infantil também enquanto cultura material em suas múltiplas dimensões, para além dos aspectos estéticos ou didáticos do texto. As comunicações a ser apresentadas, portanto, tratam de questões que privilegiam ora as representações e ideias que os impressos para crianças e jovens fizeram circular em diferentes tempos e espaços, ora as condições materiais e imateriais de sua produção, comércio, mediações, consumo e apropriação, no período que vai do século XIX ao início do XX.

Participações confirmadas:

Alejandra Josiowics

Andrea Borges Leão

Angela de Castro Gomes

Gabriela Pellegrino Soares

Kaori Kodama

Ma Rachel Fróes da Fonseca

Patricia Hansen

Patricia Tavares Raffaini

Um abraço a todas e a todos!

Equipe BVPS

“JORNADA DE ESTUDOS SOBRE ORALIDADE E ESCRITA. HOMENAGEM A ANDREA DAHER”


O Blog da BVPS convida para a “Jornada de Estudos sobre oralidade e escrita. Homenagem a Andrea Daher”, a ser promovido pelo Programa de Pós-graduação em História Social da UFRJ no dia 7 de agosto, terça feira, no Salão Nobre do IH-IFCS (Largo de São Francisco, número 1). Na ocasião, será lançado o livro Oral por escrito.

Programação:

“Uma história das práticas letradas” (às 10 horas)

Marcello Moreira (UESB), Hélio de Seixas Guimarães (USP), André Botelho (PPGSA-UFRJ)

“Oralidade e escrita: entre transmissão e transcrição” (às 14 horas)

Roger Chartier (Collège de France)

Um abraço a todas e todos!

Equipe BVPS

PALESTRA “PRINCÍPIOS DE UMA TEORIA SOCIAL RECONSTRUTIVA”, POR FRÉDERIC VANDENBERGHE (IESP/UERJ)

O Blog da BVPS convida para a palestra “Princípios de uma teoria social reconstrutiva” a ser proferida por Fréderic Vandenberghe (IESP/UERJ), no dia 2 de agosto de 2018, quinta-feira, às 17 horas, no IFCS/UFRJ. A palestra é organizada pelo NEPS – Núcleo de Estudos Comparados e Pensamento Social (UFRJ/UFF).

Endereço: Largo de São Francisco de Paula, 01/sala “Amarela” no conjunto 109 (térreo) – Centro – Rio de Janeiro (estações Carioca ou Uruguaiana do Metrô).

Resumo:

Mais uma vez, atravessamos tempos sombrios. A conjuntura atual é crítica. Aqueles que se identificam com a teoria crítica têm duas opções: a hipercrítica ou a reconstrução. Seguindo a primeira opção, podemos forçar a barra e usar todas as teorias disponíveis (Adorno, Bourdieu, Foucault, Luhmann) para desenvolver uma teoria geral da dominação. No entanto, também podemos, com a esperança dos desesperados, procurar uma saída e alinhavar várias teorias que propõem uma visão alternativa do mundo. Essa é a tarefa da segunda opção, a da teoria reconstrutiva. Baseando-me no realismo crítico (Roy Bhaskar), na teoria crítica (Jürgen Habermas) e na teoria social anti-utilitarista (Alain Caillé), proponho nessa palestra alguns princípios da teoria social reconstrutiva. Na esteira da distinção entre metateoria, teoria social e teoria sociológica, explorarei os fundamentos epistemológicos, normativos e existenciais da teoria reconstrutiva, proporei uma articulação entre cultura e agência como alternativa ao debate entre agência e estrutura e, finalmente, indicarei alguns sinais promissores que configuram uma ontologia do presente.

Um abraço a todas e a todos,

Equipe BVPS

PALESTRA “LUZIA HOMEM, DE DOMINGOS OLYMPIO: CRIAÇÃO DE UM MITO MULHER”, POR MARIA LAURA CAVALCANTI (UFRJ)

Gravura de Clóvis Graciano, retirada do livro Luzia Homem de Domingos Olympio, Editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil, 1947.

O Blog da BVPS convida para a palestra “Luzia Homem, de Domingos Olympio: criação de um mito mulher”, a ser proferida por Maria Laura Cavalcanti (UFRJ), na Academia Brasileira de Letras, Teatro R. Magalhães Jr. (Av. Presidente Wilson, n. 203, Castelo, Rio de Janeiro) no dia 9 de agosto, quinta-feira, às 17h30.

Confiram abaixo o resumo da palestra,

Um abraço a todas e todos!

Resumo da palestra:

Luzia Homem, de Domingos Olympio (1903), tem por pano de fundo a histórica tragédia da seca que assolou o Ceará entre 1877 e 1879, quando legiões de retirantes do ressequido sertão encontram algum abrigo temporário na cidade de Sobral. Entre eles, a “taciturna e forte” Luzia, que compõe, nas palavras de Lúcia Miguel Pereira, um “dos tipos mais complexos e misteriosos de nossa ficção”. A palestra ressalta o engenhoso uso narrativo dos causos e do linguajar populares e explora a dimensão mítica do romance. A força ativa dos vulneráveis personagens femininos acentua a dramática abordagem do assédio sexual cujo desfecho fatal faz de Luzia, para sempre, um símbolo da sexualidade livre em processo de descoberta. Luzia Homem é um romance mitológico sobre a condição feminina.

“100 ANOS DE ANTONIO CANDIDO”, NÚMERO ESPECIAL DA REVISTA USP

Hoje, dia 24 de julho de 2018, comemoramos os 100 anos de nascimento de Antonio Candido. Como forma de homenageá-lo, a BVPS divulga o número especial da Revista USP “100 anos de Antonio Candido: da música à teoria literária e à sociologia: as várias faces do mestre contadas por seus alunos” organizado por Antônio Dimas (USP). Para além da crítica literária, a obra do autor continua decisiva na modulação de alguns dos principais debates teórico-metodológicos da área de Pensamento Social, contribuindo para o adensamento de investigações das mediações entre produção das ideias e processo social e informando um conjunto variado de pesquisas, num indício da atualidade de sua perspectiva crítica. Por essas profícuas qualidades, sua obra integra o seleto rol de interpretações do Brasil conforme destaca a bionote do crítico de autoria de Alexandre Paixão (UNICAMP) e Mariana Chaguri (UNICAMP), disponível em nosso portal.

Uma boa leitura a todos (as)!

Equipe BVPS

CONGRESSO “INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO” (CENTRO CELSO FURTADO)

 

O Centro Celso Furtado

Criado em 2004, o objetivo do “Centro Internacional Celso Furtado”, formulado no manifesto apresentado pelo então ministro Luiz Dulci em setembro de 2005 na Conferência de Helsique, é “aprofundar, sistematizar e formular projetos de investigação e pesquisa em torno dos temas cruciais do desenvolvimento do século XXI”, ou como sintetizou Tania Bacelar de Araujo, atual presidente do Conselho Deliberativo do Centro: documentar o desenvolvimento, estudar, formar, debater e propor iniciativas sobre desenvolvimento.

Para a consecução de seus objetivos o Centro, que abriga a biblioteca pessoal de Celso Furtado, vem formulando um conjunto de projetos, que abrangem desde bolsas de estudo e de pesquisa, a publicações, cursos de formação, debates sobre questões como as da reforma agrária, da educação e saúde pública no Brasil, programas como os que envolvem o desenvolvimento regional, especialmente da região Nordeste, e o estudo da economia dos países emergentes, nomeadamente a China, a Índia, a África do Sul, e da América Latina.

Cumprindo esses objetivos, o Centro se dedica na realidade à tarefa de atualizar a agenda do desenvolvimento. Nas palavras de Luiz Gonzaga Belluzzo: “O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento nasce com o propósito de honrar a trajetória do mestre. O que implica, desde logo, o compromisso intelectual de encarar com igual desassombro os desafios teóricos e políticos do desenvolvimento em nosso tempo”.

O Centro Internacional Celso Furtado é uma associação civil de direito privado, de interesse público, sem fins lucrativos. Todos os seus dirigentes eleitos são benévolos.

***

O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento organiza em agosto de 2018 um congresso sobre a Quarta Revolução Industrial e seus impactos na estrutura produtiva nacional.
O que é a Indústria 4.0? O que vêm fazendo os países desenvolvidos e em desenvolvimento para ingressar nessa nova onda? A Indústria 4.0 é uma janela de oportunidade para o Brasil dar um salto em sua trajetória de desenvolvimento?

​​

A quarta revolução industrial poderá aumentar a distância do parque produtivo nacional em relação à fronteira tecnológica internacional?


INDÚSTRIA E DESENVOLVIMENTO: A NOVA ONDA DA INDÚSTRIA 4.0
E O FUTURO DO BRASIL
Local: Auditório – Clube de Engenharia – Rio de Janeiro
(Av. Rio Branco, 124, 20º andar, Centro)

 

PROGRAMA:

DIA 9 DE AGOSTO


9h30-10h
Abertura
Roberto Saturnino Braga – Diretor-presidente do Centro Celso Furtado
Samuel Pinheiro Guimarães – Presidente do Conselho Deliberativo do Centro Celso Furtado
Rosa Freire d’Aguiar – Membro do Conselho Deliberativo do Centro Celso Furtado
Pedro Celestino – Presidente do Clube de Engenharia
Marcelo Arend – Coordenador do 4º Congresso Internacional

10h-11h
Conferência de Abertura
Quarta revolução industrial e os desafios para o Brasil
Luciano Coutinho (Unicamp)

11h-13h
Os trabalhadores e a indústria 4.0
João Eduardo de Moraes Pinto Furtado (USP)
Artur Henrique Santos (Fundação Perseu Abramo)

 

14h-16h
Diagnósticos dos problemas da indústria nacional
Antonio Correa de Lacerda (PUC/SP)
Marcelo Arend (UFSC)
Marcio Pochmann (IE/Unicamp / Fundação Perseu Abramo)

 

16h15-18h15
Perspectivas de desenvolvimento industrial
Carmem Feijó (UFF)
Esther Dweck (IE/UFRJ)
José Eduardo Cassiolato (IE/UFRJ)

DIA 10 DE AGOSTO
10h-12h30 
Vocações do Brasil e a questão industrial
André Furtado (DPCT/Unicamp)
Reinaldo Guimarães (NUBEA/UFRJ)
Paulo Cesar Smith Metri (CREA-RJ/Clube de Engenharia)
Marcio Nobre Migon (BNDES)

 

14h – 16h
Políticas de Inovação para a indústria 4.0
David Kupfer (IE/UFRJ)
Eduardo da Motta Albuquerque (CEDEPLAR/UFMG)
Jorge Saba Arbache Filho (UnB / Secretaria de Assuntos Internacionais – Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão)

16h15- 17h15 Conferência de Encerramento
As mudanças da geopolítica mundial e as estratégias brasileiras
Embaixador Celso Amorim

17h15
Exibição do filme
“Livre pensar — cinebiografia de Maria da Conceição Tavares”, de José Mariani, em presença do diretor.

O congresso é gratuito. A inscrição é obrigatória: 

http://centrocelsofurtado.org.br/interna.php?ID_S=140

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