IRBæc em 2025 + Homenagem a Antonio Herculano Lopes

Essa edição extraordinária da BVPS traz um pequeno balanço das atividades do Instituto Rui Barbosa de Altos Estudos em Cultura (IRBaec) neste ano de 2025. Antonio Herculano Lopes, que esteve à frente do IRBaec desde a sua criação, em 2018, está se aposentando da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde ingressou como pesquisador em 1994 e também exerceu várias funções administrativas, deixando um importante legado intelectual e institucional. Doutor pela New York University (1999), Herculano é pesquisador destacado da área de cultura e, tendo sido também bailarino, ator e diretor de teatro, agregou suas especialidades em estudos de performance, teatro brasileiro e história das sensibilidades ao pensamento social, colaborando para revitalizar essa área de pesquisa, inclusive como coordenador do GT de Pensamento Social da Anpocs (2013-2015), sendo igualmente atuante na Anpuh.

Mas o post traz também dois convites especiais: o primeiro, para o lançamento do livro de Barbara Freitag com debate, amanhã, segunda-feira, às 18h30. Grande nome das ciências sociais brasileiras, em especial nos estudos de comunicação e teoria social alemã, Freitag foi professora de Antonio Herculano em seu mestrado em Sociologia na UnB, realizado entre 1975 e 1978. Antes disso, porém, quando de sua carreira na diplomacia, Herculano trabalhou diretamente com Sergio Paulo Rouanet no Itamaraty, de quem Freitag é viúva. O segundo convite é para a próxima quinta-feira, dia 18, às 15h, quando a Casa de Rui Barbosa prestará homenagem a esse seu servidor público que tantos e tão importantes trabalhos prestou à instituição, à pesquisa e aos debates intelectual e artístico brasileiros.

Como no caso de outros pesquisadores e colegas, ativos e aposentados, o trabalho de Antonio Herculano vem concorrendo decisivamente para a própria centralidade da Casa de Rui na vida cultural do Rio de Janeiro. Amigo e colaborador da BVPS desde nossa criação, Herculano merece – e tem – não apenas o reconhecimento intelectual de seus pares, mas, como sabem seus muitos colegas e amigos, é uma das pessoas mais queridas dos vários círculos intelectuais que, não por acaso, nele se cruzam, se entrelaçam e ganham muita vida. Vida longa ao IRBaec. Viva Antonio Herculano!

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Homenagem | Helenismos: nós, acadêmicos, por Mauricio Tenorio

Helena Bomeny, professora titular de Sociologia da UERJ e referência na área de pesquisa do pensamento social e das ciências sociais brasileiras, é homenageada no texto de Mauricio Tenorio (Universidade de Chicago) que publicamos hoje.

Ao rememorar a amizade iniciada em Stanford e o papel decisivo de Helena em sua formação intelectual, Tenorio engata uma conversa com ela para desenvolver uma reflexão provocadora sobre “nós, acadêmicos”, discutindo os desafios contemporâneos das humanidades, da universidade, do ensino e da docência.

Como não poderia deixar de ser, num texto de Tenorio sobre Helena, a homenagem ganha um sentido concreto, na particularidade do elogio à amizade, reverberando questões mais gerais da condição intelectual e humana. Merece ser conhecido e, diríamos mesmo, meditado, especialmente em tempos de crise de sentidos e dificuldades nas relações acadêmicas.

O texto foi publicado inicialmente em 2024, em espanhol, na coletânea Ciências Sociais na UERJ: temas, trajetórias e perspectivas, organizada por Aline Gama, Bernardo Ferreira, Joana Bahia e Raquel Emerique.

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Homenagem | Lô Borges e as canções do vento, por Bruno Viveiros Martins

Lô Borges, cantor e compositor mineiro, um dos fundadores do lendário Clube da Esquina, faleceu no dia 2 de novembro. Sua obra marcou gerações ao falar de liberdade, amor, ética, diversidade e amizade em tempos governados pelo silêncio da Ditadura Militar. Visionário de sonhos reais, o artista sempre buscou o infinito em suas canções, abolindo fronteiras, preferindo curvas às linhas retas e fazendo da música o lugar do encontro entre o real e o imaginário.

Neste post, publicamos texto de Bruno Viveiros Martins em homenagem a Lô Borges, no qual recorda o modo como, mesmo após sua partida, o artista voltou a reunir pessoas na esquina que o imortalizou, espaço simbólico onde o coletivo e o particular, o ontem e o amanhã, a vida e a arte continuam a se encontrar.

Boa leitura!

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Homenagem | Aluízio Alves Filho: mestre do pensamento social e da amizade intelectual, por Carlos Henrique Gileno

Aluízio Alves Filho, professor de Ciência Política do IFCS-UFRJ por décadas, faleceu em 14 de abril deste ano. Foi uma das vozes pioneiras e mais respeitadas nos estudos sobre o pensamento político e social brasileiro e sobre a obra de Monteiro Lobato e de Oliveira Vianna, especialmente. Ao longo de sua trajetória, formou gerações de jovens pesquisadores dedicados à reflexão sobre a imaginação sociopolítica no Brasil. Foi ainda professor da PUC-RJ e pioneiro nas publicações acadêmicas online nas Ciências Sociais com a revista Achegas.

Neste post, publicamos a homenagem de Carlos Henrique Gileno, professor da Unesp-Araraquara, ao amigo, na qual ele destaca o modo como Aluízio exercia a arte de existir no mundo intelectual, conjugando rigor com generosidade, crítica com acolhimento.

Boa leitura!

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Homenagem | Música, doce música: Carlos Sandroni, por João Miguel Sautchuk

Carlos Sandroni, referência nacional e internacional em etnomusicologia, faleceu ontem, 28 de outubro, aos 67 anos, no Rio de Janeiro. Professor, pesquisador e músico, Sandroni foi uma das vozes mais criativas dos estudos sobre música popular no Brasil. Autor de Mário contra Macunaíma e Feitiço decente, formou gerações de estudantes, unindo rigor analítico e sensibilidade musical.

Nosso sincero pesar pela perda do professor e nossos cumprimentos aos seus familiares, amigos e estudantes.

Neste post, você confere a homenagem de João Miguel Sautchuk ao amigo.

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Michel Misse (1951-2025)

A BVPS lamenta profundamente o falecimento do professor Michel Misse, ocorrido ontem, 14 de agosto de 2025, no Rio de Janeiro. Sociólogo, foi professor titular do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ingressou em 1978 e se aposentou em 2019, mantendo-se ativo como colaborador no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA-UFRJ), que ajudou a criar.

Graduado em Ciências Sociais (IFCS-UFRJ, 1974), mestre (IUPERJ, 1979) e doutor em Sociologia (IUPERJ, 1999), Michel Misse foi fundador e diretor desde 1999 do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU), no qual coordenou uma ampla agenda de pesquisas sobre violência, criminalidade e segurança pública, além de ter criado um periódico especializado nesses temas: Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social. Atuou também na gestão acadêmica: foi vice-diretor e diretor do IFCS-UFRJ (1986-1993), dirigiu o Departamento de Ciências Sociais e o de Sociologia da UFRJ, bem como a Editora UFRJ.

Sua produção teórica e empírica modelou o campo da sociologia da violência e do crime no Brasil. Desde sua tese Malandros, marginais e vagabundos: a acumulação social da violência no Rio de Janeiro (1999), Michel Misse propôs uma perspectiva inovadora sobre a violência urbana como uma representação social baseada “em uma forte reação social ao que é experimentado como aquilo que fere o sentimento de segurança e os valores da vida, da dignidade humana e da propriedade”, o que produz historicamente uma “sujeição criminal” de certos indivíduos e grupos ao estigmatizar suas identidades como “bandidos”. Obras como Crime e violência no Brasil contemporâneo (2006), Acusados e acusadores (2008), As guardas municipais no Brasil (2010) e O inquérito policial no Brasil (2010) tornaram-se referências fundamentais na área. Organizou ainda coletâneas como Conflitos de grande interesse (2012) e Mercados ilegais, violência e criminalização (2018).

Sua trajetória intelectual e institucional deixa um legado duradouro. Formador de gerações de pesquisadores, articulou teoria crítica, estudos empíricos e compromisso com temas urgentes para a democracia e a justiça social.

À família, aos amigos e estudantes manifestamos nosso sincero sentimento de pesar e deixamos nosso abraço.

O velório de Michel Misse ocorre hoje, das 10h às 15h, na Sala do Polo Internacional Lima Barreto de Transculturalismo, no térreo do IFCS.

A seguir, como uma forma de homenagem, repostamos o texto escrito por Michel ano passado para o Especial BVPS sobre os 60 anos do Golpe de 1964, no qual narra suas lembranças de adolescente do golpe e dos primeiros anos da ditadura entre Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, e o Rio de Janeiro.

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Marília Rothier Cardoso (1944-2025)

Morreu Marília Rothier Cardoso, professora e pesquisadora de literatura brasileira muito respeitada e querida por gerações de estudantes e colegas. Graduada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1967, Marília fez mestrado, sob a orientação de Afonso Romano de Sant’Anna, em 1976, e doutorado, sob a orientação de Luiz Costa Lima, em 1990, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Justamente na PUC-Rio, ela viria a dar aulas a partir de 1996, após 20 anos de carreira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Seu último projeto de pesquisa, “Escritas experimentais: trajetórias de construção conservadas em arquivos”, propunha o exame crítico da dimensão inventiva de experiências de escrita verbal e plástica, em contraponto aos documentos que registram as circunstâncias e os processos de construção das mesmas, guardados nos arquivos. Nesse quadro, tratava especialmente do trabalho de Flávio de Carvalho, Arthur Bispo do Rosário e de Carolina Maria de Jesus.

Convidada pela BVPS para escrever o seu necrológio, Aline Leal materializou, em gesto e letras, a presença de Marília: nos trouxe uma bela homenagem em muitas mãos, todas elas formadas e tocadas pela mestra em algum momento de suas trajetórias acadêmicas.

O velório de Marília Rothier Cardoso e seu sepultamento ocorrerão amanhã, dia 31 de julho, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Nosso sincero pesar pela perda da professora e nossos cumprimentos aos seus familiares, muitos amigos e estudantes.

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Que a folha traga e traduz: Helô no Jornal do Brasil, por André Botelho e Caroline Tresoldi

Há um ano, publicamos, pelo selo BVPS Coleção, o e-book Helô no Jornal do Brasil (1980-2005), em comemoração aos 85 anos de Heloisa Teixeira. O e-book reuniu, de forma inédita, uma seleção de artigos assinados por ela – ainda como Heloisa Buarque de Hollanda – em diferentes momentos de sua colaboração com o JB, o grande jornal carioca que marcou época. Helô ficou muito empolgada com o projeto e comentou, surpresa, o quanto havia lido para escrever aqueles artigos. Claro, fez sugestões e até implicou com a nossa capa, inspirada nos clássicos da editora Gallimard.

A compilação foi realizada durante a pesquisa para o livro Helô Teixeira: crítica como vida (Bazar do Tempo, 2024), que escrevemos a pedido de Helô e para ela. Foi uma vitória superar tantos desafios contra o tempo que nos corria. Helô teve a oportunidade de ler o livro, estranhar, descobrir, criticar. Pensando em amanhã, dia 26 de julho, quando celebraria mais um aniversário, relembramos essa coletânea única em sua obra e apresentamos uma breve análise desse material, que consideramos fundamental para compreender a cultura brasileira na passagem do século XX para o XXI.

No clima de festa que ela tanto gostava, celebramos a vida de Helô, sempre presente em tudo o que fazemos na BVPS.

– André Botelho e Caroline Tresoldi

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BVPS Celebra | Elide Rugai Bastos recebe o Prêmio Florestan Fernandes

A BVPS celebra o Prêmio Florestan Fernandes concedido a Elide Rugai Bastos na tarde de hoje, 15 de julho, durante a abertura do 22º Congresso Brasileiro de Sociologia. O prêmio da SBS reconhece a destacada trajetória intelectual da professora emérita da Unicamp, marcada pela contribuição ao pensamento social brasileiro e pelo papel fundamental na formação de gerações de sociólogos e sociólogas.

Neste post, publicamos as palavras de André Botelho (UFRJ), responsável pela apresentação de Elide durante a cerimônia de premiação.

Parabéns, Elide!

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Homenagem | Gloria Afflalo

Este post é uma homenagem da BVPS a artista, designer, parceira de trabalho e amiga Gloria Afflalo, que nos deixou no último dia 20 de maio. Seu profissionalismo e seu talento singular marcaram profundamente nossa forma de comunicar e ver o mundo.

Confira abaixo uma nota assinada por André Botelho, Maurício Hoelz e Antonio Brasil.

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Homenagem | Helô, por Beatriz Resende

Neste dia triste em que nos despedimos de Heloisa Teixeira, uma das maiores intelectuais públicas do Brasil, cuja trajetória inspirou diversas gerações, trazemos uma breve nota de Beatriz Resende (UFRJ), que teve a alegria e o privilégio de ser, ao longo de mais de cinquenta anos, aluna, amiga e parceira de trabalho de Helô.

O velório de Heloisa será realizado amanhã, dia 29 de março, na Academia Brasileira de Letras (Avenida Presidente Wilson, 203, Rio de Janeiro), das 15h às 19h.

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Heloisa Teixeira (1939-2025)

A BVPS lamenta profundamente o falecimento de Heloisa Teixeira, ocorrido hoje, 28 de março, aos 85 anos, no Rio de Janeiro. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde a década de 1960 e membro da Academia Brasileira de Letras desde 2023, Heloisa Teixeira — que até recentemente assinava como Heloisa Buarque de Hollanda — foi uma das intelectuais públicas mais ativas e inventivas do país.

A seguir, publicamos uma nota assinada por André Botelho e Caroline Tresoldi, autores de Helô Teixeira: crítica como vida (2024), livro em que analisam a trajetória e a obra dessa grande intelectual brasileira.

Manifestamos nossos sentimentos de pesar aos filhos, netos e todas as amigas e amigos de Helô.

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Homenagem | Beatriz Sarlo, por Raúl Antelo

Na semana em que Beatriz Sarlo completaria 83 anos, a BVPS publica um tributo de Raúl Antelo (UFSC) a essa figura central da vida intelectual argentina e latino-americana, falecida em dezembro passado. Antelo comenta que recebeu a notícia de sua morte poucos minutos após assistir a um documentário sobre Antonio Candido, por quem Sarlo nutria grande admiração. A coincidência dos eventos serve de ponto de partida para o autor observar que Sarlo e Candido, cada um à sua maneira, construíram seus projetos intelectuais em torno de uma ideia de emancipação sustentada pela tensão entre universalismo e particularismo. Se a crise das instituições e as transformações no cenário cultural dos últimos anos evidenciam os limites de suas análises, para Antelo, a perda de figuras como essas nos abate também pela sensação de que projetos coletivos ligados à ideia de emancipação estão chegando ao fim e não podem ser facilmente retomados.

Para conferir outros textos sobre Sarlo publicados pela BVPS, clique aqui e aqui. Boa leitura!

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Homenagem | Michael Burawoy (1947-2025)

Michael Burawoy, um dos principais nomes da sociologia contemporânea, faleceu nesta segunda-feira, 3 de fevereiro.

Professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e 17º presidente da International Sociological Association (2010-2014), o sociólogo britânico deixa uma contribuição inestimável para a sociologia do trabalho e para a teoria social. Nas últimas décadas, desde que presidiu a American Sociological Association em 2004, defendeu a revitalização da tradição da sociologia pública, que entendia como uma prática científica engajada na comunicação democrática entre sociólogos e diferentes públicos.

Em sua homenagem, publicamos uma breve nota de Fabrício Maciel, professor da Universidade Federal Fluminense, seguida do artigo “Caminhar em duas pernas: o marxismo negro e o cânon sociológico”, de Burawoy, que integra a coletânea Re-trabalhando as classes no diálogo Norte-Sul: trabalho e desigualdades no capitalismo pós-Covid, organizada por Elísio Estanque, Agnaldo de Sousa Barbosa e Fabrício Maciel e publicada ano passado pela Editora Unesp. Agradecemos a Fabrício Maciel pela nota e aos demais organizadores por autorizarem a reprodução do texto na BVPS.

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Beatriz Sarlo (1942-2024)

Beatriz Sarlo faleceu hoje, 17 de dezembro de 2024, aos 82 anos. Crítica da literatura e da cultura, editora de livros e revistas culturais, professora universitária, jornalista cultural e militante política, Sarlo foi uma das maiores intelectuais da Argentina e da América Latina.

Publicamos a seguir uma breve nota de Caroline Tresoldi, editora da BVPS, que resgata alguns momentos marcantes de sua trajetória intelectual.

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Homenagem | Angel Vianna (1928-2024), por Joana Ribeiro Tavares

Faleceu no último sábado, aos 96 anos, em São Paulo, Angel Vianna, um dos maiores nomes da dança no Brasil. Durante sua trajetória profissional de 70 anos, a artista e seu marido, Klaus Vianna (1928-1992), percorreram diversos estados, fundando instituições que hoje promovem com excelência o ensino das artes cênicas. Joana Ribeiro Tavares, professora da Escola de Teatro da UNIRIO, recorda com carinho a trajetória de Angel, que, sem dúvida, nos deixou diversos legados.

As missas em sua homenagem serão realizadas na data de hoje nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e amanhã em Belo Horizonte.

A BVPS manifesta seus sentimentos de pesar a todos parentes e amigos dessa grande artista mineira.

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Afrânio Garcia Jr. (1948-2024)

Morreu ontem, em Paris, Afrânio Raul Garcia Jr., um dos grandes nomes da antropologia brasileira. Num período em que a França era uma referência obrigatória para as Ciências Sociais brasileiras, Afrânio estava lá, no Boulevard Raspail — endereço tão cobiçado —, recebendo, com nobre generosidade e discernimento, brasileiros e brasileiras, mesmo aqueles cujas orientações teóricas divergiam das suas. Lucas Carvalho, ex-editor do Blog da BVPS, recorda com carinho um desses momentos, almejado e vivido por tantos de nós.

Manifestamos nossos sentimentos de pesar à viúva, Professora Marie-France Garcia, às filhas, Cristina e Inês, e às netas, Marina e Taís.

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Homenagem | Minha vida pelas lentes de Evandro Teixeira, por Beatriz Resende

Evandro Teixeira (1935-2024), um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, faleceu no último dia 4 de novembro, aos 88 anos. A ensaísta e professora Beatriz Resende presta uma emocionante homenagem ao fotógrafo, narrando sua juventude através das lentes dele. Evandro Teixeira fez da câmera um instrumento de resistência contra a ditadura civil-militar brasileira, criando imagens que, como destaca Resende, jamais devem ser esquecidas.

Boa leitura!

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