Beatriz Sarlo (1942-2024)

Beatriz Sarlo faleceu hoje, 17 de dezembro de 2024, aos 82 anos. Crítica da literatura e da cultura, editora de livros e revistas culturais, professora universitária, jornalista cultural e militante política, Sarlo foi uma das maiores intelectuais da Argentina e da América Latina.

Publicamos a seguir uma breve nota de Caroline Tresoldi, editora da BVPS, que resgata alguns momentos marcantes de sua trajetória intelectual.

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Homenagem | Angel Vianna (1928-2024), por Joana Ribeiro Tavares

Faleceu no último sábado, aos 96 anos, em São Paulo, Angel Vianna, um dos maiores nomes da dança no Brasil. Durante sua trajetória profissional de 70 anos, a artista e seu marido, Klaus Vianna (1928-1992), percorreram diversos estados, fundando instituições que hoje promovem com excelência o ensino das artes cênicas. Joana Ribeiro Tavares, professora da Escola de Teatro da UNIRIO, recorda com carinho a trajetória de Angel, que, sem dúvida, nos deixou diversos legados.

As missas em sua homenagem serão realizadas na data de hoje nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e amanhã em Belo Horizonte.

A BVPS manifesta seus sentimentos de pesar a todos parentes e amigos dessa grande artista mineira.

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Afrânio Garcia Jr. (1948-2024)

Morreu ontem, em Paris, Afrânio Raul Garcia Jr., um dos grandes nomes da antropologia brasileira. Num período em que a França era uma referência obrigatória para as Ciências Sociais brasileiras, Afrânio estava lá, no Boulevard Raspail — endereço tão cobiçado —, recebendo, com nobre generosidade e discernimento, brasileiros e brasileiras, mesmo aqueles cujas orientações teóricas divergiam das suas. Lucas Carvalho, ex-editor do Blog da BVPS, recorda com carinho um desses momentos, almejado e vivido por tantos de nós.

Manifestamos nossos sentimentos de pesar à viúva, Professora Marie-France Garcia, às filhas, Cristina e Inês, e às netas, Marina e Taís.

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Homenagem | Minha vida pelas lentes de Evandro Teixeira, por Beatriz Resende

Evandro Teixeira (1935-2024), um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, faleceu no último dia 4 de novembro, aos 88 anos. A ensaísta e professora Beatriz Resende presta uma emocionante homenagem ao fotógrafo, narrando sua juventude através das lentes dele. Evandro Teixeira fez da câmera um instrumento de resistência contra a ditadura civil-militar brasileira, criando imagens que, como destaca Resende, jamais devem ser esquecidas.

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Neide Esterci (1941-2024)

Faleceu Neide Esterci e as Ciências Sociais brasileiras estão de luto pela perda da grande antropóloga, cujo legado, porém, é definitivo para as futuras gerações. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 1965, fez mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1970, passou a integrar o corpo docente do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ e, em 1985, concluiu seu doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como pesquisadora visitante na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) em Paris e no Institute of Latin American Studies da Universidade de Londres, entre outros.

Seus estudos concentram-se em temas relacionados à escravidão contemporânea, analisando as condições de trabalho análogas à escravidão e as relações entre trabalhadores rurais, políticas agrárias e o desenvolvimento sustentável, estabelecendo conexões entre conflitos socioambientais e processos de desigualdade no campo.

Neide Esterci é um nome central da antropologia contemporânea, com formação e trajetória acadêmica exemplares. Formou muitos pesquisadores e pesquisadoras nas suas áreas de pesquisa, especialmente em temas sobre a Amazônia, de que se tornou especialista e referência obrigatória desde seu doutoramento, posteriormente publicado como Conflito na Amazônia: Peões e posseiros contra a grande empresa. Nos anos 1990 esteve à frente do Núcleo de Estudos Rurais — NUER — do Laboratório de Pesquisa Social do IFCS/UFRJ, experimento que está na base da criação do PIBIC. Nos anos 2000 dedicou-se com o companheiro de toda a vida, José Ricardo Ramalho, a projetos de cooperação científica e institucional do PPGSA/UFRJ com diversas universidades da Amazônia, visando incrementar especialmente seus programas de pós-graduação. Criou o GT sobre Amazônia e sustentabilidade na Anpocs no ano de 2002, atualmente denominado Conflitos Ambientais.

Soube sempre aliar e amplificar os recursos da sua disciplina às causas sociais mais prementes da sociedade brasileira. Integrou e dirigiu organizações não governamentais da maior importância desde a transição democrática, como o CEDI — Centro Ecumênico de Documentação e Informação —, e, em anos recentes, o ISA — o Instituto Socioambiental. Seu legado vem sendo reconhecido e discutido em eventos recentes, como o Projeto Trajetórias, a Bionota da SBS e o Seminário  ‘A contribuição de Neide Esterci para os estudos rurais e ambientais no Brasil’ realizado no IFCS/UFRJ em 2016.

Neide deixa o viúvo, o sociólogo José Ricardo Ramalho, dois filhos, Emiliano e Thomaz Ramalho, respectivamente biólogo e advogado, além do neto Pedro, cantor e compositor.

Entre seus livros, deixa Territórios socioambientais em construção na Amazônia brasileira (2018), Militância Política e Assessoria: compromisso com as classes populares e resistência à ditadura (2017), Reforma Agrária e Meio Ambiente (2003), Fazendo Antropologia no Brasil (2001), Escravos da Desigualdade: um estudo sobre o uso repressivo da força de trabalho hoje (1994) e Conflito no Araguaia: peões e posseiros contra a grande empresa (1987).

Deixamos nossos sinceros sentimentos à família, alunos e inúmeros amigos e amigas.

Seu velório será realizado amanhã, 19 de novembro, entre 11h e 14h, no Crematório do Cemitério Vertical Memorial do Carmo, sala 7.

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Homenagem | Como é possível uma ordem social que não esteja amparada nem na fraude nem na violência?, por Antonio Brasil Jr.

No último post do “Alexander Day”, que a BVPS promove neste dia 16 de outubro de 2024, Antonio Brasil Jr. toma o problema central da reflexão de Alexander, da matriz teórica funcionalista mais ampla e da sociologia em geral para reflexão: o problema da ordem. Parte de um estudo mais amplo ainda em curso envolvendo comparações na teoria sociológica contemporânea, Brasil Jr. concentra-se, neste texto, na questão da ordem social e suas metamorfoses teóricas mais recentes na obra de Alexander discutindo o seu conceito de “performance”. Argumenta que nele a virada cultural encetada pelo sociólogo estadunidense anos atrás vai ganhando novas interfaces com a sociologia política em torno da questão da democracia em sociedades complexas. Uma nova teorização da esfera civil está em curso, e ela se mostra potente para o entendimento dos dilemas da cidadania e da democracia em transes no mundo atual. Em seus acertos e, talvez, também em seus desacertos.

Para conferir outros textos que publicamos em homenagem a Alexander, que está se aposentando da Univeridade de Yale, clique aqui e aqui.

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Homenagem | O novo movimento teórico: fracasso de uma geração? Dois fragmentos, por André Botelho

No “Alexander Day” que a BVPS promove neste dia 16 de outubro de 2024, se juntando às comemorações a Jeffrey C. Alexander por ocasião da sua aposentadoria na Universidade de Yale, trazemos mais um texto para adensar a reflexão sobre a sua contribuição. Certamente, um dos sociólogos mais criativos e consistentes da sua geração, Alexander tem tido recepção importante no Brasil, sobretudo, após a virada cultural que promoveu na teoria sociológica.

Publicamos agora dois fragmentos do material inédito do exame de titularidade de André Botelho, a ocorrer no próximo dia 29 de outubro no Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Neles, Botelho reflete sobre “O novo movimento teórico”, de Alexander, considerando-o, primeiro, como um verdadeiro manifesto proposto à sua geração intelectual; segundo, questionando se o desafio de buscar novas sínteses entre ação e estrutura, ou indivíduo e sociedade, não teria fracassado. A teoria sociológica contemporânea se caracteriza, para ele, por desenvolvimentos disjuntivos do problema. O mal-estar que Botelho assume com esse fracasso não diz respeito somente ao relativo vácuo que ele deixou na teoria hoje. Mas, lembrando Margareth Archer, sugere que a relação entre agência e estrutura precisa ser enfrentada permanentemente, pois ela codifica a própria condição humana do ponto de vista diferencialmente sociológico.

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Homenagem | Jeffrey Alexander se aposenta de Yale, por Frédéric Vandenberghe

Um dos maiores nomes da teoria social das últimas décadas, Jeffrey Alexander, autor do manifesto “O novo movimento teórico” que marcou toda uma geração, está se aposentando. Na próxima semana, nos dias 25 e 26 de outubro, o Centre for Cultural Sociology (CCS) da Universidade de Yale sediará um seminário para discutir o legado de Alexander na sociologia.

Hoje, a BVPS se soma às homenagens ao sociólogo estadunidense com a publicação de três textos que discutem suas contribuições. O primeiro deles é assinado por Frédéric Vandenberghe, professor do Departamento de Sociologia e do PPGSA da UFRJ.

Vandenberghe, que estará presente no seminário em Yale, destaca algumas continuidades e descontinuidades no percurso teórico de Alexander, desde as revisões dos clássicos da sociologia até suas formulações mais recentes sobre a esfera civil, passando pela construção do “Programa Forte para a Sociologia Cultural”, institucionalizado no CCS. A sociologia cultural proposta por Alexander promoveu a “virada cultural” nas ciências sociais, inaugurando um trabalho original com amplas ressonâncias no debate sociológico contemporâneo.

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BVPS Homenagem | Tributo a Charles Pessanha, por Breno Bringel

A BVPS conclui hoje as homenagens a Charles Pessanha, que nos deixou em julho deste ano, aos 84 anos. Nesta semana, publicamos um texto de Breno Bringel e um itinerário visual com fotos reunidas por Elina Pessanha.

O importante papel de Charles no mundo da editoração científica é destacado mais uma vez, como não poderia deixar de ser, no texto de Breno Bringel. Ele relembra momentos de crises na revista Dados e como Charles não apenas atuou para salvá-la, mas também aproveitou as crises para introduzir inovações que mudaram os rumos da revista e da própria editoração científica no país. Além de sua atuação como “embaixador científico”, Breno Bringel ressalta como Charles transpirava paixão pelo conhecimento, pela política, pela família, pelo jazz, pela leitura e pelo América. Algumas dessas paixões e afetos de Charles podem ser observadas no ensaio visual de Elina Pessanha, que reúne fotos de diferentes momentos de sua vida. Agradecemos a Elina por compartilhar conosco seu acervo pessoal.

Os textos que publicamos nas últimas semanas não deixam dúvidas de que Charles Pessanha foi um dos grandes protagonistas das ciências sociais brasileiras nas últimas décadas. Para conferir outros textos em sua homenagem, clique aquiaqui, aqui e aqui.

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BVPS Homenagem | Breve itinerário visual: Charles Pessanha, por Elina Pessanha

A BVPS conclui hoje as homenagens a Charles Pessanha, que nos deixou em julho deste ano, aos 84 anos. Nesta semana, publicamos um texto de Breno Bringel e um itinerário visual com fotos reunidas por Elina Pessanha.

O importante papel de Charles no mundo da editoração científica é destacado mais uma vez, como não poderia deixar de ser, no texto de Breno Bringel. Ele relembra momentos de crises na revista Dados e como Charles não apenas atuou para salvá-la, mas também aproveitou as crises para introduzir inovações que mudaram os rumos da revista e da própria editoração científica no país. Além de sua atuação como “embaixador científico”, Breno Bringel ressalta como Charles transpirava paixão pelo conhecimento, pela política, pela família, pelo jazz, pela leitura e pelo América. Algumas dessas paixões e afetos de Charles podem ser observadas no ensaio visual de Elina Pessanha, que reúne fotos de diferentes momentos de sua vida. Agradecemos a Elina por compartilhar conosco seu acervo pessoal.

Os textos que publicamos nas últimas semanas não deixam dúvidas de que Charles Pessanha foi um dos grandes protagonistas das ciências sociais brasileiras nas últimas décadas. Para conferir outros textos em sua homenagem, clique aquiaqui, aqui e aqui.

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BVPS Homenagem | Transformações Estruturais da Esfera Pública Editorial: a trajetória de Charles Pessanha (1940-2024), por Luiz Augusto Campos

A BVPS dá continuidade às homenagens a Charles Pessanha com a publicação dos textos de Antonio Brasil Jr. e Luiz Augusto Campos, que serviram de base para suas apresentações na mesa “Homenagem a Charles Pessanha”, promovida em agosto numa parceria entre o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ).

Nos textos, os autores ressaltam o lugar de Charles Pessanha no mundo da editoração científica no Brasil. Antonio Brasil Jr. aborda, mais especificamente, os efeitos de sua atuação na consolidação do periódico científico como o centro dinâmico da comunicação científica nas ciências sociais. Mostra também como a obra de Charles causa ressonâncias não só na ciência política, sua área de especialização, mas em áreas que reconhecem a importância de sua reflexão sobre editoração científica. Luiz Augusto Campos, por sua vez, lembra que Charles teve relação com o mundo editorial desde sua infância. O gosto pela edição, impressão e circulação das revistas nunca o abandonaram. Reconstruindo alguns momentos da trajetória intelectual e da atuação de Charles no campo da editoração científica, Luiz Augusto afirma que ele é um dos principais pensadores e formadores das infraestruturas editoriais que hoje organizam a avaliação, circulação e legitimação do conhecimento científico brasileiro.

Para conferir outros textos que publicamos em homenagem a Charles Pessanha, clique aqui e aqui.

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BVPS Homenagem | Charles Pessanha e a comunicação científica nas ciências sociais brasileiras, por Antonio Brasil Jr.

A BVPS dá continuidade às homenagens a Charles Pessanha com a publicação dos textos de Antonio Brasil Jr. e Luiz Augusto Campos, que serviram de base para suas apresentações na mesa “Homenagem a Charles Pessanha”, promovida em agosto numa parceria entre o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ).

Nos textos, os autores ressaltam o lugar de Charles Pessanha no mundo da editoração científica no Brasil. Antonio Brasil Jr. aborda, mais especificamente, os efeitos de sua atuação na consolidação do periódico científico como o centro dinâmico da comunicação científica nas ciências sociais. Mostra também como a obra de Charles causa ressonâncias não só na ciência política, sua área de especialização, mas em áreas que reconhecem a importância de sua reflexão sobre editoração científica. Luiz Augusto Campos, por sua vez, lembra que Charles teve relação com o mundo editorial desde sua infância. O gosto pela edição, impressão e circulação das revistas nunca o abandonaram. Reconstruindo alguns momentos da trajetória intelectual e da atuação de Charles no campo da editoração científica, Luiz Augusto afirma que ele é um dos principais pensadores e formadores das infraestruturas editoriais que hoje organizam a avaliação, circulação e legitimação do conhecimento científico brasileiro.

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BVPS Homenagem | Charles Pessanha, um grande amigo, por Jairo Nicolau

A BVPS se soma às homenagens a Charles Pessanha, que nos deixou em julho deste ano, aos 84 anos. Nesta semana, publicamos textos de Jairo Nicolau e Regina Morel, apresentados na mesa “Homenagem a Charles Pessanha”, promovida em agosto numa parceria entre o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ).

Nos relatos de Jairo Nicolau e Regina Morel, podemos acompanhar a trajetória pessoal e profissional de Charles, seu compromisso com o ensino e a pesquisa em ciências sociais, seu empenho incansável na construção de instituições e seu enorme legado para a editoria científica brasileira, incluindo a reformulação da revista Dados, da qual foi editor por quase quatro décadas, a criação da BIB, além da idealização da ABEC e da Plataforma SciELO. Amigos de diferentes gerações destacam a sabedoria, serenidade e generosidade deste grande protagonista das ciências sociais no Brasil nas últimas décadas.

Agradecemos aos colegas por compartilharem seus textos e à Elina Pessanha pelas fotos que ilustram os posts.

Boa leitura!

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BVPS Homenagem | Charles Pessanha: desbravando caminhos, por Regina Morel

A BVPS se soma às homenagens a Charles Pessanha, que nos deixou em julho deste ano, aos 84 anos. Nesta semana, publicamos textos de Jairo Nicolau e Regina Morel, apresentados na mesa “Homenagem a Charles Pessanha”, promovida em agosto numa parceria entre o Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ).

Nos relatos de Jairo Nicolau e Regina Morel, podemos acompanhar a trajetória pessoal e profissional de Charles, seu compromisso com o ensino e a pesquisa em ciências sociais, seu empenho incansável na construção de instituições e seu enorme legado para a editoria científica brasileira, incluindo a reformulação da revista Dados, da qual foi editor por quase quatro décadas, a criação da BIB, além da idealização da ABEC e da Plataforma SciELO. Amigos de diferentes gerações destacam a sabedoria, serenidade e generosidade deste grande protagonista das ciências sociais no Brasil nas últimas décadas.

Agradecemos aos colegas por compartilharem seus textos e à Elina Pessanha pelas fotos que ilustram os posts.

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Charles Freitas Pessanha (1940-2024)

É com imenso pesar que a BVPS informa o falecimento do professor Charles Pessanha. Cientista político, professor do IFCS/UFRJ e editor emérito da DADOS – Revista de Ciências Sociais (da qual esteve à frente por décadas), além de criador do BIB da ANPOCS e precursor da profissionalização do ecossistema de periódicos no Brasil, Charles foi e continuará sendo o maior nome da editoria científica das ciências sociais brasileiras.

Graduado em Ciências Sociais pela UFF (1968), realizou mestrado em Ciência Política pelo IUPERJ (1981), doutorado pela USP (1997), além de pós-doutorados na University of London (2002) e na École de Hautes Études en Science Sociales (2012). Charles foi também presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) e um dos fundadores da plataforma SciELO, além de membro de Conselhos Editoriais de vários periódicos prestigiosos.

A ele nossos agradecimentos por tantos e tão relevantes serviços prestados à comunidade acadêmica. À querida colega Elina Pessanha, filhos e netos manifestamos nosso sentimento de pesar e deixamos nosso abraço.

A seguir, como uma forma de homenagem, reproduzimos a fala de Breno Bringel (IESP-UERJ), a quem agradecemos, por ocasião da entrega a Charles Pessanha do Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política.

Maurício Hoelz (Editor da BVPS)

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Maria da Conceição Tavares (1930-2024)

A BVPS lamenta o falecimento da Profa. Maria da Conceição Tavares, ocorrido ontem, sábado, 08 de junho, no Rio de Janeiro. Agradecemos a Henrique Braga pela nota que publicamos a seguir.

Destacamos nesta abertura trecho de uma entrevista de 1997, no qual as potentes palavras de Conceição vazam o domínio disciplinar da economia e interpelam o pensamento social como um todo:

“É impossível entender apenas pela razão este país. Como alguém poderia explicar teoricamente os acontecimentos que vi? O populismo, via Weffort; a dependência, pensada pelo Fernando Henrique; a mescla Weber e Marx do Florestan; tudo isso é preciso e nada disso é suficiente para decifrar esta esfinge, este continente enlouquecido que é o Brasil. Em 1959, Celso Furtado publica Formação econômica do Brasil. Já tinha lido Caio Prado Jr. Fui ler então Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda e Casa-grande & Senzala, do Gilberto Freyre. Aí não entendi mais nada, porque tudo era verdade: a nação, a aliança operário-camponesa, os senhorios cordiais, o tropicalismo. Não dá para pensar este país com categorias europeias. O Brasil não suporta teses progressistas definitivas, é sempre recorrente: quando se pensa que uma coisa acabou, ela volta. Por isso é que se pode ler sempre os clássicos do conservadorismo brasileiro. Já não está tudo lá nos conservadores do século XIX?”

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Luiz Jorge Werneck Vianna (1938-2024)

Com imenso pesar, a BVPS noticia o falecimento do professor Luiz Jorge Wenerck Vianna, ocorrido hoje, 21 de fevereiro de 2024.

O velório acontecerá no Crematório da Penitência, dia 23/02, sexta-feira, às 10h, sala 08 (Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, Caju, Rio de Janeiro). A cremação ocorrerá às 13h.

Reproduzimos a seguir a nota do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (DCP-USP).

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