Acervo Florestan Fernandes | Manuscrito “Perspectivas de desenvolvimento da Sociologia no Brasil”, e comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa

Trazemos hoje um texto muito especial: o manuscrito de Florestan Fernandes “Perspectivas do desenvolvimento da Sociologia no Brasil”, escrito provavelmente na segunda metade da década de 1950. Nele, Florestan antecipa temas centrais de suas análises sobre a formação e o desenvolvimento da sociologia no país. Criticando a cultura “livresca” das elites e o caráter importado da disciplina, defende a integração da Sociologia à vida cultural brasileira.

O manuscrito foi encontrado no Fundo Florestan Fernandes da Coordenadoria de Obras Raras e Coleções Especiais da Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos. Introduz o texto um comentário de Diogo Valença de Azevedo Costa (UFRB), que transcreveu o manuscrito e preparou algumas notas. Esta é a primeira publicação de uma série sobre o arquivo Florestan Fernandes, sob sua curadoria, que irá ao ar em 2026.

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Série Nordestes | Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade, por André Botelho

Chegamos ao último texto da Série Nordestes no ano! Em “Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade”, André Botelho (UFRJ) destaca a empatia com que Mário de Andrade lidou com as diferenças culturais em suas viagens pelo Brasil. O texto foi publicado originalmente como um dos capítulos do livro De olho em Mário de Andrade: uma descoberta intelectual e sentimental do Brasil, uma biografia sociológica do modernista trezentos, trezentos e cinquenta.

Como temos acompanhado ao longo da viagem do turista aprendiz ao Nordeste, publicada semanalmente na BVPS, e como o próprio Botelho argumenta, mais do que o fetiche da autenticidade da cultura popular, Mário valoriza a pluralidade cultural e defende o reconhecimento da dignidade dos seus portadores sociais.

Uma das novidades do próximo ano será a publicação integral de O turista aprendiz: uma nova edição que trará a experiência dialogada que estamos construindo ao longo deste ano em torno do livro de Mário e de sua viagem ao Nordeste, relida no contexto contemporâneo. A percepção das diversidades sem descuidar das desigualdades sociais, constitui recurso potente para uma nova reaproximação ao mundo social, cultural e político complexo do que agora, e com a ajuda de Mário, podemos chamar Nordestes – no plural.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (27 de dezembro)


Mário de Andrade compartilha a história de Mestre Carlos. De acordo com o que ouviu dos devotos, um dos mestres mais impressionantes dos catimbós nordestinos, embora pouco mencionado entre os estudiosos das macumbas da Bahia e do Rio de Janeiro de então. Mário reconta sua trajetória desde a infância até ser encontrado morto ao pé da raiz do juremal, tecendo uma crônica que é um raro mergulho na lógica espiritual do catimbó.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, confira texto de André Botelho para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Homenagem | Helenismos: nós, acadêmicos, por Mauricio Tenorio

Helena Bomeny, professora titular de Sociologia da UERJ e referência na área de pesquisa do pensamento social e das ciências sociais brasileiras, é homenageada no texto de Mauricio Tenorio (Universidade de Chicago) que publicamos hoje.

Ao rememorar a amizade iniciada em Stanford e o papel decisivo de Helena em sua formação intelectual, Tenorio engata uma conversa com ela para desenvolver uma reflexão provocadora sobre “nós, acadêmicos”, discutindo os desafios contemporâneos das humanidades, da universidade, do ensino e da docência.

Como não poderia deixar de ser, num texto de Tenorio sobre Helena, a homenagem ganha um sentido concreto, na particularidade do elogio à amizade, reverberando questões mais gerais da condição intelectual e humana. Merece ser conhecido e, diríamos mesmo, meditado, especialmente em tempos de crise de sentidos e dificuldades nas relações acadêmicas.

O texto foi publicado inicialmente em 2024, em espanhol, na coletânea Ciências Sociais na UERJ: temas, trajetórias e perspectivas, organizada por Aline Gama, Bernardo Ferreira, Joana Bahia e Raquel Emerique.

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Simpósio BVPS | 100 anos de Raymundo Faoro


Voltamos hoje com a segunda e última parte do Simpósio 100 anos de Raymundo Faoro, organizado por Paulo Augusto Franco de Alcântara (ESPM e USP). Evocando o centenário de nascimento do jurista gaúcho e os 50 anos da publicação da segunda edição de Os donos do poder (1975) – marco que consolidou como clássico a obra originalmente lançada em 1958 – especialistas de diferentes áreas e gerações foram convidados a revisitar criticamente o pensamento e a contribuição de Raymundo Faoro para as interpretações do Brasil.

Neste segundo post, contamos com as reflexões de Leonardo Belinelli (UFRRJ), Lilia Schwarcz (USP e ABL), Luís Augusto Fischer (UFRGS), Maria Victoria Benevides (USP) e Paulo Henrique Cassimiro (UERJ).

Para conferir o primeiro post e a apresentação do organizador, clique aqui.

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Coluna Primeiros Escritos | Infância e educação em Mário de Andrade e Fernando de Azevedo, por Paloma Leite

Como pensar a infância em um país que buscava se modernizar? No ensaio que publicamos na Coluna Primeiros Escritos, Paloma Leite, mestranda em sociologia no PPGSA/UFRJ, revisita os Parques Infantis criados por Mário de Andrade e articula esse projeto pioneiro com as propostas educacionais de Fernando de Azevedo. Entre o expressionismo infantil, o movimento modernista e o ideário escolanovista de educação integral, o texto mostra como arte, cidadania e visões sobre o país se entrelaçaram na construção de políticas culturais e educacionais dos anos 1930.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos segue aberta para contribuições de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

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Modulações | Coluna de Alcida Rita Ramos

Passados quase 10 meses de Modulações, chegamos ao último texto desta coluna de Alcida Rita Ramos (UnB), que apostou no exercício de transformar inspiração em reflexão. Sempre com sua notável sensibilidade e postura crítica, Alcida escreveu sobre temas como a amizade, o dever como obsessão, o poder dos símbolos, os diferentes modos de saber, entre outros que, tomados em conjunto, nos ajudaram a ampliar e dar consciência crítica às ideias. Percorremos territórios, do Japão à terra Yanomami, mas sempre passando por mundos que convivem numa espécie de entre-lugar e dependem de sensibilidade e perspectiva etnográfica e política para serem entrevistos e descortinados. Em especial, a força dos Sanumá mais uma vez reapareceu, acenando para uma aprendizado social com mais igualdade na sociedade brasileira. Entretanto, como todo fim é também a possibilidade de novos começos, não deixe de acompanhar, ao longo de 2026, uma nova coluna de nossa faiscante colaboradora!

Em Punir sem vigiar, Alcida reflete sobre a sabedoria jurídica dos povos indígenas e tradicionais, cujos sistemas de justiça são, em muitos casos, orientados por uma filosofia da persuasão. Ao contrastar esse modelo com a lógica coercitiva do Estado nacional, a autora discute os limites do pluralismo jurídico e aponta para a força das soluções comunitárias de conflito.

Para conferir outros textos de Modulaçõesclique aqui. Para ficar por dentro de todas as nossas postagens, você pode assinar nossa lista de e-mails, seguir nosso Instagram ou entrar no canal da BVPS no WhatsApp. Boa leitura!

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BVPS Agenda | Outorga do título de Pesquisadora Emérita da Fiocruz à Nísia Trindade Lima

A Fiocruz realiza, na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 14h, no campus de Manguinhos (Rio de Janeiro), a solenidade de outorga do título de Pesquisadora Emérita à Nísia Trindade Lima.

A homenagem reconhece a trajetória de Nísia e suas contribuições à ciência, à saúde pública e ao fortalecimento institucional da Fiocruz e do Sistema Único de Saúde (SUS). Primeira mulher a presidir a instituição, Nísia liderou a Fiocruz durante a pandemia da Covid-19 e, posteriormente, foi ministra da Saúde do Brasil (2023-2025). Socióloga e pesquisadora da Fundação desde 1987, construiu uma carreira marcada pela defesa da ciência, da saúde como direito e da integração entre pesquisa, inovação e políticas públicas.

Deixamos nossos parabéns a Nísia, uma das idealizadoras da BVPS e inspiração para todos nós!

Para acompanhar o evento pelo YouTube, clique aqui.

Resenha | “Além da Formação” e a construção de um debate crítico, por Carolina Correia dos Santos

Além da Formação: teoria e crítica literárias no Brasil em chave comparativa (anos 1960-1980), livro de Ana Karla Canarinos publicado pela editora da Uerj em 2024, é resenhado hoje por Carolina Correia dos Santos (UERJ).

O livro apresenta um balanço da crítica literária brasileira entre as décadas de 1960 e 1980, tendo como foco a “geração pós-Antonio Candido”, composta por Luiz Costa Lima, José Guilherme Merquior, Roberto Schwarz e Silviano Santiago. Quatro nomes que, cada qual a seu modo, encarnam tanto a herança quanto as fissuras abertas por Formação da literatura brasileira (1959). Na leitura de Carolina Correia dos Santos, mais do que narrar duas décadas de história da crítica acadêmica no país – atravessando debates sobre estruturalismo, regionalismo e modernismo – Além da Formação é um convite a imaginar uma tradição crítica menos defensiva e mais disposta ao enfrentamento intelectual.

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BVPS Agenda | Lançamento de “É o fim do mundo e eu me sinto bem”, de Denilson Lopes

Na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 18h30, na Livraria Alento (Rua Senador Vergueiro, nº 80, Flamengo, Rio de Janeiro), ocorrerá o lançamento do livro É o fim do mundo e eu me sinto bem: Modernismo, extrativismo e festas, do escritor e crítico literário Denilson Lopes (ECO/UFRJ). O lançamento contará com um diálogo entre o autor e André Botelho (UFRJ).

A partir de uma perspectiva genealógica, a chave de leitura do livro não são obras isoladas, mas uma constelação – outro Modernismo, marcado pela catástrofe em vez da utopia; pela melancolia em meio à alegria; pelo fim do mundo em vez da inauguração de uma nova era; pelo fascínio pela lentidão de paisagens devastadas e solitárias, em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Esse outro Modernismo é compreendido pelo autor a partir de Mário Peixoto, Cornélio Penna, Lúcio Cardoso e Oswaldo Goeldi, problematizando as tensões entre localismo e cosmopolitismo, considerados numa perspectiva comparativa entre cinema, literatura e artes visuais, e indicando, talvez surpreendentemente, na cultura midiática, a emergência de um Modernismo pop.

Economia & Sociedade | Alexa, o que há de novo no capitalismo?, por Henrique Braga

Do pós-guerra à crise de 2008, o texto assinado por Henrique Braga (UFRRJ) acompanha a transição da “Era de Ouro” do capitalismo – sustentada pela produção e pelo consumo de massa – para um regime financeirizado e global, marcado pela expansão das grandes corporações transnacionais. Nesse processo, a individualização se intensifica, os salários perdem força relativa e o crédito passa a ocupar lugar central na sustentação da reprodução social.

Com o avanço das big techs e dos dispositivos de captura de atenção, como o smartphone, o autor mobiliza o diagnóstico do economista grego Yanis Varoufakis sobre o “tecnofeudalismo”, compreendido como uma ordem em que monopólios digitais extraem renda a partir do controle informacional. Embora controversa, a tese aponta para um elemento decisivo: algo mudou no capitalismo, e o “eu”, convertido em mercadoria, tornou-se o núcleo dessa nova dinâmica.

Confira aqui outros textos já publicados na série Economia & Sociedade, que propõe problematizar as cada vez mais complexas relações entre esses dois termos.

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BVPS Agenda | Bate-papo sobre o livro “Memórias do cárcere”, de Graciliano Ramos

Nesta sexta-feira, dia 5 de dezembro, às 19h, acontece um bate-papo com os pesquisadores Eurídice Figueiredo (UFF) e Rodrigo Jorge Neves (UFF) e o jornalista Mário Magalhães, para celebrar o lançamento da nova edição do livro Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, publicada pela Penguin-Companhia. O evento será realizado na Livraria Travessa, localizada na rua Voluntários da Pátria, 97 – Botafogo (RJ).

Com os minuciosos estabelecimento de texto e pesquisa de Ieda Lebensztayn, posfácio de Rodrigo Jorge Neves, além de imagens de alguns dos manuscritos originais selecionados para esta edição, Memórias do cárcere é o retrato de um período político conturbado do Brasil, ao mesmo tempo que um registro ímpar de um dos maiores nomes da literatura brasileira.

BVPS Agenda | Lançamento de “Crimes de feminicídio no enquadramento midiático”, de Lourdes Maria Bandeira

Lourdes Maria Bandeira, socióloga e professora emérita da UnB, falecida em 12 de setembro de 2021, tem agora publicado in memoriam seu livro sobre o enquadramento midiático dos crimes de feminicídio. A obra analisa, entre 2015 e 2018, como a mídia nomeia e atribui sentidos às mortes violentas de mulheres, revelando percentuais expressivos de casos classificados como “Indeterminados”. Lourdes propõe articular esses enquadramentos em zonas de significado – do aniquilamento simbólico ao terrorismo patriarcal –, iluminando padrões estruturais de violência. O resultado é uma contribuição incontornável para compreender os desafios do enfrentamento aos feminicídios no Brasil.

O lançamento de Crimes de feminicídio no enquadramento midiático: o que não é nominado não existe (Brasil, 2015-2018) ocorre nesta quinta-feira, 4 de dezembro, às 14h30, no auditório da Reitoria da Universidade de Brasília. Estarão presentes Matheus Bandeira, Lia Zanotta, Arthur Trindade, Ana Paula Martins e Marina Dourado.

Confira abaixo o prefácio da obra, assinado por Lia Zanotta Machado (UnB).

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (26 de dezembro)


Mário de Andrade retoma o tema das religiões de matriz afro-indígena. Se antes discutira as influências de religiosidade africana e ameríndia, desta vez quer mostrar como catolicismo se entranha (ou se esgarça) nas “práticas de feitiçaria brasileira”. No Rio e na Bahia, santos viram orixás; no Rio Grande do Norte, diz o modernista, o sincretismo dá lugar a mestres ameríndios rigorosamente católicos, como o Rei Eron, curador de feridas impossíveis.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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BVPS Agenda | Seminário Beemote: Um balanço da produção sobre o pensamento político brasileiro

Nesta semana, no dia 05 de dezembro, das 9h30 às 17h30, ocorrerá no IESP-UERJ (Rua da Matriz, 82 – Botafogo, RJ) o seminário Um balanço da produção sobre o pensamento político brasileiro, organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Teoria Política e Pensamento Político Brasileiro (Beemote). O evento reúne pesquisadoras e pesquisadores convidados, docentes do Instituto e integrantes do grupo em duas mesas de discussão dedicadas à análise e ao debate do contexto atual da pesquisa em teoria e pensamento políticos brasileiros.

Confira abaixo a programação completa.

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BVPS Recomenda | Dossiê “Modernismos no Brasil: textualidades e travessias”


Fiquem de olho: agora em dezembro será publicado o dossiê “Modernismos no Brasil: textualidades e travessias” na Revista Eco-Pós. Organizado por André Botelho (UFRJ), Denilson Lopes (ECO/UFRJ) e Rodrigo Jorge Neves (UFF), atendendo à chamada pública, o dossiê reúne um conjunto significativo de trabalhos de acadêmicas e acadêmicos de diferentes gerações e regiões do Brasil, além de áreas do conhecimento e de posições teóricas distintas.

Passada a efeméride do centenário da Semana de Arte Moderna, muito marcada por polêmicas midiáticas e algo artificiais, o dossiê discute as tensões, revisões e inovações dos sentidos desse movimento cultural que definiu o século XX brasileiro e ainda provoca desdobramentos na cultura e na política. Especialmente pelos cruzamentos entre erudito e popular que defendeu. Não por acaso, um dos maiores críticos e ficcionistas contemporâneos, Silviano Santiago, acabou de dizer na FliParaíba, semana passada: “a língua errada do povo é a língua certa”.

Confira o vídeo de João Mello (PPGSA/IFCS/UFRJ e BVPS) sobre o dossiê e conheça os nomes que o compõe. Acompanhe as atualizações da publicação do dossiê no site da revista: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/index

Simpósio BVPS | 100 anos de Raymundo Faoro


Nesta segunda-feira e na próxima, a BVPS publica um simpósio especial dedicado a Raymundo Faoro (1925-2003). Organizado por Paulo Augusto Franco de Alcântara (ESPM e USP), este simpósio evoca o centenário de nascimento do jurista gaúcho e os 50 anos da segunda edição de Os donos do poder (1975), que consagrou a obra originalmente lançada em 1958 como um clássico das interpretações do Brasil.

Especialistas de diferentes áreas foram convidados a revisitar criticamente a obra de Faoro, a partir de um conjunto de questões que percorrem tanto sua trajetória intelectual e política quanto a recepção e a atualidade de seus conceitos para a compreensão do país hoje.

Neste primeiro post, além da apresentação assinada pelo organizador, contamos com as reflexões de André Botelho (UFRJ), Joaquim Falcão (CEBRI e ABL), Jorge Chaloub (UFRJ e UFJF), Lidiane Vieira (UERJ e UFF) e Marcelo Jasmin (PUC-Rio).

Não perca, na próxima semana, a segunda parte do Simpósio 100 anos de Raymundo Faoro.

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Resenha | Elevador “sem memória”: pode! sociedade sem memória: não pode!, por Helena Dória Lucas de Oliveira

Trazemos hoje mais uma resenha de A vida em outro lugar. Crônica do exílio, de Angela Leite Lopes, e um convite para o lançamento do livro.

Reconhecendo a importância de obras como A vida em outro lugar, Helena Dória Lucas de Oliveira (UFRGS) celebra a coragem da autora em reabrir os compartimentos traumáticos da infância no exílio, compondo uma narrativa marcada pela duplicidade, que transforma lembranças pessoais em testemunho coletivo. Segundo Oliveira – também exilada quando criança –, o livro de Angela ajuda a dar visibilidade àquilo que tantas vezes se tentou esquecer, contribuindo para a construção de uma memória social da nação.

O lançamento do livro acontece na próxima quinta-feira, 4 de dezembro, às 17h, na Casa da Ciência da UFRJ (Rua Lauro Muller, 3, Botafogo, RJ), e contará com a presença da autora, de Eurídice Figueiredo e de Gilberto Hochman.

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Sociológicas | O Brasil não é para principiantes, por Adalberto Cardoso

Em nova publicação da série Sociológicas, Adalberto Cardoso (IESP-UERJ) revisita a célebre frase de James Carville – “it’s the economy, stupid” – para mostrar por que, no Brasil, a relação entre crescimento econômico e apoio político nem sempre se cumpre. O autor argumenta que parte da explicação reside no ambiente informacional profundamente distorcido das redes sociais, onde fake news e câmaras de eco moldam percepções políticas de forma contínua. Mas há também algo ainda mais estrutural, que atravessa a experiência de milhões de brasileiros e torna a melhora dos indicadores “intangível” para grande parte da população.

Sociológicas é um espaço de reflexão da BVPS Edições, voltado para discutir problemas do presente e para o processo social que este ainda oculta, a partir de uma perspectiva diferencialmente sociológica. O que tem a sociologia a dizer sobre o contemporâneo, sobre as diversas crises e incertezas que tecem a trama do social e, nela, das subjetividades de indivíduos e grupos, no Brasil e no mundo? Não perca, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras!

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BVPS Agenda | Emerência de Josefa Salete Barbosa Cavalcanti

Josefa Salete Barbosa Cavalcanti, um dos principais nomes da sociologia brasileira, receberá o título de Professora Emérita da Universidade Federal de Pernambuco na próxima semana, dia 5 de dezembro, às 15h.

A cerimônia celebra sua notável trajetória acadêmica e profissional. Ao longo de cinco décadas de atuação, Salete contribuiu de forma decisiva para o avanço das Ciências Sociais no Brasil e para a consolidação da pesquisa na UFPE, instituição à qual está vinculada desde 1993.

A solenidade de outorga ocorrerá no Auditório Prof. Barbosa Lima Sobrinho, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE (Campus Joaquim Amazonas). Também é possível acompanhar a cerimônia pelo canal da UFPE no YouTube.

Deixamos nossos parabéns a Salete, inspiração para todos nós.

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