Presença da língua e da literatura francesa no Brasil, por Silviano Santiago

Trazemos texto de Silviano Santiago, divulgado anos atrás, sobre momentos emblemáticos da história dos afetos culturais franco-brasileiros, tema geral do I Colóquio Internacional Diálogos Possíveis: Brasil–França, organizado por Ana Karla Canarinos e Rodrigo Jorge Neves, que está acontecendo essa semana na Uerj (Campus Maracanã). Silviano fará a conferência de encerramento amanhã, às 17h30, na qual certamente retomará problemas e questões indicados para o nosso público leitor.

Para conferir informações sobre o Colóquio, clique aqui. Boa leitura!

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Fernando Henrique Cardoso, comparações sociológicas, por Karim Helayel

Publicamos hoje texto de Karim Helayel (PPGSA/UFRJ), que analisa o pensamento sociológico de Fernando Henrique Cardoso, destacando como a articulação entre teoria e história é central em sua abordagem. No livro Fernando Henrique Cardoso, um perfil intelectual (2024), recém-publicado na Coleção Pensamento Político e Social da editora Hucitec, o autor explora como a perspectiva histórico-comparativa de Cardoso possibilitou uma compreensão mais matizada das relações entre contexto histórico, estruturas e ações sociais.

O texto ressalta que, apesar de críticas, como as feitas por Maria Sylvia de Carvalho Franco, a interação entre teoria e história permanece central no trabalho de Cardoso. Suas ideias contribuíram para a consolidação da sociologia histórica e do método comparativo, oferecendo uma perspectiva inovadora a partir do contexto periférico. Assim, compreendemos a relevância e o significado da sociologia de Fernando Henrique Cardoso tanto em seu tempo quanto no nosso.

Fernando Henrique Cardoso, um perfil intelectual será lançado amanhã, dia 10 de dezembro, às 18h, na Livraria Leonardo da Vinci, localizada no subsolo do Edifício Marquês do Herval (Av. Rio Branco, 185 – Centro, Rio de Janeiro).

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Trecho inédito do livro “Helô Teixeira: crítica como vida”, de André Botelho e Caroline Tresoldi, e convite para lançamento

No próximo dia 17 de dezembro, às 19h, na Livraria Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro, será lançado o livro Helô Teixeira: crítica como vida, de André Botelho e Caroline Tresoldi, pela editora Bazar do Tempo. A obra reconstrói e analisa o perfil intelectual de Heloisa Teixeira — até recentemente conhecida como Heloisa Buarque de Hollanda —, destacando as múltiplas nuances de uma produção crítica que está sendo feita há 65 anos, dentro e fora da universidade.

Em parceria com o site Outras Palavras, compartilhamos um trecho inédito do livro, que aborda o encontro de Helô Teixeira com o feminismo e suas primeiras iniciativas nos estudos de gênero. O excerto faz parte do capítulo 4, “Feminismos bumerangues”.

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Indivíduo possível, sociedade improvável. Sociologia e memorialismo, por André Botelho

Tivemos a alegria de acompanhar ontem, dia 29 de outubro de 2024, a defesa de titularidade de André Botelho. Hoje, ainda em clima de comemoração, temos a honra de publicar sua conferência Indivíduo possível, sociedade improvável. Sociologia e memorialismo, apresentada como parte dos requisitos para promoção ao cargo de professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A conferência inédita trata de forma inovadora um tema original: o memorialismo brasileiro como provocação à teoria sociológica. O que pode o indivíduo, e qual “indivíduo” é possível numa sociedade patriarcal e colonial, altamente improvável, como a brasileira? Avaliando o espólio do chamado “novo movimento teórico”, André defende a tese de que o memorialismo é um campo de figurações das formas de subjetivação e objetivação do conflito entre indivíduo e sociedade, e toma como objeto justamente essa prática de escrita de si para não nos deixar esquecer que compete à sociologia sempre problematizar – isto é, tomar como problema, e não como mero pressuposto – ações, relações e processos de significação e sentido naturalizados na vida social, o que deve incluir as próprias noções de indivíduo e sociedade e as relações dinâmicas entre elas. A sociologia precisa se deseducar para compreender o aprendizado e a mudança social.

Parabenizamos André, coordenador desta BVPS, pela titularidade e agradecemos por sua dedicação incansável à sociologia brasileira e à comunicação pública da ciência.
Equipe BVPS

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Alberto da Costa e Silva ou com quantas Áfricas se faz o Brasil, por Lilia Moritz Schwarcz

As várias Áfricas que a escravidão trouxe ao Brasil, tão bem descritas pelo historiador e diplomata Alberto da Costa e Silva, foram tema de uma palestra de Lilia Moritz Schwarcz para celebrar o Dia da África deste ano. Numa bela homenagem a Alberto da Costa e Silva, Lilia mostra como sua obra contribuiu, e muito, para evidenciar as variadas e complexas origens das pessoas africanas sequestradas violentamente de suas terras, e como elas mudaram, para sempre, o destino do Brasil.

Junto com Alberto da Costa e Silva, a quem dedica seu novo livro, Imagens da Branquitude: A Presença da Ausência, Lilia reivindica a memória dos povos africanos que aqui chegaram, suas agências, saberes e ações políticas. Afinal, a memória, como ela tem insistido incansavelmente, é o “antídoto do esquecimento” e nos ajuda a construir um novo futuro.

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A sociologia histórico-comparada na América Latina: notas de pesquisa, por Karim Helayel

Teorias estrangeiras nem sempre são incorporadas por autores latino-americanos de maneira irrestrita, como se desconsiderassem, ingenuamente, as implicações locais de cada realidade social. Na verdade, é essa própria dinâmica de interação e aclimatação que importa sociologicamente. Em torno dessa problemática, a BVPS tem o prazer de publicar hoje as notas de pesquisa de Karim Helayel, pós-doutorando em Sociologia no PPGSA/UFRJ, sobre uma certa “sociologia histórico-comparada na América Latina”.

Nesse texto, o autor analisa comparativamente como Fernando Henrique Cardoso e Torcuato Di Tella, herdeiros intelectuais, respectivamente, de Florestan Fernandes e Gino Germani, valeram-se da perspectiva histórico-comparada para examinar as especificidades dos processos de mudança social na América Latina ao longo dos anos 1960 e 1970. Desse modo, a pesquisa contribui para questionar versões canônicas da história da sociologia política de matriz histórico-comparada, comumente centradas no hemisfério norte, como também demonstra a “centralidade” da sociologia latino-americana nos anos 1960 e 1970.

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A insensibilidade dos ternos azuis, por Lia Zanotta Machado

Terra em transe: até quando continuaremos criminalizando as vítimas das elites econômicas, machistas, brancas? O problema são os homens estupradores criminosos e não as mulheres, suas vítimas. Culpabilizar a vítima é o princípio básico do fascismo, como ensina Hannah Arendt.

É preciso que a sociedade brasileira entenda e enfrente a desfaçatez de segmentos políticos que manipulam princípios religosos a seu favor estritamente para fins eleitorais e fique alerta para não sucumbir à tirania e à barbárie institucionalizadas.

Neste momento de intensas discussões do Projeto de Lei 1904/2024, é uma honra a BVPS contar com a interpretação lúcida de uma das antropólogas e feministas mais importantes do país. Com a palavra Lia Zanotta Machado, Professora Emérita da UnB: “Quantos filhos-irmãos ainda terão que ser gerados para que os poderosos se sensibilizem da importância de acolher crianças e adolescentes, ao invés de forçá-las a se tornarem mães?”. Concordamos com Lia: a maternidade só pode ser desejada!

O texto serviu de base à apresentação de Lia na mesa “Pela maternidade desejada: direitos reprodutivos no Brasil”, organizada pela Anpocs no dia 20/06 às 16h, a qual recomendamos que assistam aqui.

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Octavio Ianni: a sociologia como vocação, por André Botelho

Para celebrar a memória de Octavio Ianni, um dos grandes nomes da sociologia brasileira, a BVPS republica hoje um texto escrito por André Botelho em homenagem a seu antigo professor, no calor da emoção de seu falecimento, que completou 20 anos em abril. Nele, André, então um jovem professor em início de carreira, fixa alguns traços da obra e trajetória de Ianni, esboçando a hipótese de que ele teria assumido com radicalidade a sociologia como vocação ao compatibilizar as tarefas do scholar com as do intelectual público.

É difícil precisar onde começa e quando termina o papel formador de um professor na trajetória – e nas escolhas – de um aluno. No caso da relação de André Botelho com Octavio Ianni, talvez seja mais apropriado se falar apenas em “princípios” (evocando Arcadio Díaz Quiñones) que abriram caminhos. Como André lembra em seu memorial, foram as leituras dos livros de Ianni – A luta pela terra (1978) e Ditadura e agricultura (1979) – que o ajudaram a compreender, a fim de cursar o mestrado na área de sociologia rural, as relações entre a recriação de formas tradicionais de dominação no campo e o caráter autoritário da modernização brasileira, motivando-o a procurar a Unicamp. Lá chegando, contudo, foram os contatos regulares com o mesmo Ianni, agora como professor, em disciplinas – em particular sobre a globalização e a crise do Estado-nação como comunidade política e referente empírico da própria sociologia – que o levaram a migrar de área de pesquisa. Foi com Ianni também que André reconhece ter aprendido que a sala de aula não é uma torre de marfim que se eleva acima das contradições sociais, mas tampouco é delas mero espelho. É antes um laboratório para compreensão e reinvenção da sociedade, onde podemos e devemos desencantar e reencantar utopicamente o mundo.

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Por uma Antropologia Assimétrica da Palestinidade, de Leonardo Schiocchet

Publicamos hoje a introdução de Leonardo Schiocchet para o livro Entre o Velho e o Novo Mundo: a diáspora palestina desde o Oriente Médio à América Latina, lançado em 2015 pela Chiado Editora.

Organizado por Schiocchet, o livro é o primeiro dedicado, exclusivamente, à comparação entre distintos palestinos. Sujeitos que, apesar das grandes distâncias geográficas, desde o Oriente Médio à América Latina e além, identificam-se intensamente com sua palestinidade. A obra tem duplo objetivo: apresentar a pesquisa de ponta sobre os palestinos no Oriente Próximo ao público lusófono e compilar a pesquisa de ponta dos estudos sobre palestinos especificamente na América Latina.

Nesta introdução, o antropólogo sugere entender a palestinidade como uma “tradição”: uma ampla arena de negociação inerentemente heterodoxa, composta por espaços plurais de pertencimento social e a partir de sua própria interseção a outras arenas.

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A questão racial e a sociologia de Florestan Fernandes, por Elide Rugai Bastos

Na segunda atualização do dia, publicamos texto da socióloga Elide Rugai Bastos (Unicamp) sobre a questão racial e a sociologia de Florestan Fernandes. A autora mostra como A integração do negro na sociedade de classes marca um novo momento da discussão sociológica sobre a questão racial no Brasil, central para compreender a “questão nacional”. O texto foi originalmente publicado em 1987 no livro O saber militante: ensaios sobre Florestan Fernandes, organizado por Maria Angela D’Incao.

Há sessenta anos, poucos dias após o golpe militar, Florestan Fernandes defendia sua tese para o concurso da Cadeira de Sociologia I da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. A integração do negro na sociedade de classes é um extenso estudo sobre a formação e consolidação do regime de classes no Brasil do ângulo das relações raciais, cujos resultados são decisivos para entender os dilemas materiais e morais não só da democratização das relações raciais, mas da própria sorte da democracia no Brasil.

Agradecemos ao colega Lucas Carvalho, membro de nosso conselho editorial, pela lembrança da efeméride. Para conferir o primeiro post sobre A integração, clique aqui.

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Racismo e limites à democracia em “A integração do negro na sociedade de classes”, por Mário A. Medeiros da Silva & Antonio Brasil Jr.

Teremos hoje na BVPS um dia de postagens com textos de 3 dos maiores especialistas, de duas gerações de sociólogos, em Florestan Fernandes e na chamada escola paulista de sociologia. Publicamos agora o prefácio da edição mais recente de A integração do negro na sociedade de classes, assinado pelos sociólogos Mário A. Medeiros da Silva (Unicamp) e Antonio Brasil Jr. (UFRJ).

Em 10 de abril de 1964, pouco após o golpe que deu início à ditadura civil-militar brasileira, Florestan Fernandes assina a “Nota explicativa” de sua tese de cátedra na Universidade de São Paulo, dedicada ao “estudo de como o Povo emerge na história”. No argumento de Florestan, a questão racial era o dilema decisivo a ser enfrentado ativamente pela sociedade brasileira e teria relação com a própria sorte da democracia no país. Sessenta anos depois, podemos voltar ao livro clássico de Florestan e questionar: como o povo está na história do presente?.

Agradecemos ao colega Lucas Carvalho, membro de nosso conselho editorial, pela lembrança da efeméride.

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La Amazonia de Ermanno Stradelli: entre colección, exhibición y pathos, por María Florencia Donadi

Publicamos hoje texto de María Florencia Donadi, coordenadora da Cátedra de Cultura Brasileira na Faculdade de Filosofia e Humanidades da Universidade Nacional de Córdoba, sobre a coleção do conde italiano Ermanno Stradelli, que viajou pela Amazônia entre o final do século XIX e começo do século XX, registrando histórias, mitos, lendas, fotografias e recolhendo variados objetos dos povos indígenas.

Donadi explora os significados de três exposições que se apropriaram de objetos da “coleção Stradelli”, e analisa alguns escritos publicados pelo viajante, como informes e vocabulários, que registram línguas e costumes das comunidades que o italiano conheceu e conviveu na região amazônica.

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A canção de Diadorim, por Silviano Santiago

Jão é autêntico? A ascensão do astro dos dias que correm recoloca a questão perene no mundo pop. Jão mudou seus shows e se estiliza em performer, sai do nicho e ganha os grandes palcos, como The Town e Rock In Rio Lisboa. A vida do astro pop continua ligando seu corpo ao seu público cada vez mais amplo: no Google umas das perguntas principais sobre ele é “Jão é gay ou hetero”? Jão joga. O corpo de Jão sai em busca de gênero. Corpo, sexo, dobradiça. O jogo performático do astro nascente é tema do texto inédito de Silviano Santiago que publicamos hoje, no qual analisa a dialética aberta entre clipe e show na performance de Jão. O olhar aguçado do crítico e escritor experimentado na reflexão sobre original e cópia e repetição como diferença se volta para a espécie de montagem da persona pública do compositor e cantor, e de suas muitas citações que jogam com os horizontes mais ou menos politizados e domesticados da cultura pop.

Não à toa, parece-nos, este novo texto marca o cinquentenário do texto de Silviano sobre Caetano Veloso “enquanto superastro”. “Caetano Veloso ou os 365 dias de carnaval” foi publicado originalmente no Jornal do Brasil, Cadernos de Jornalismo e Comunicação, de jan.-fev. de 1973. Depois recolhido em Uma literatura nos trópicos, de 1978, o ensaio abriu para a crítica literária e cultural não apenas o universo pop, então estigmatizado entre a intelectualidade dentro e fora das universidades, como trouxe à tona o corpo do artista como dispositivo para sua identificação como superastro.

O texto-perfomance de Silviano atualiza a ambiguidade da cultura brasileira encarnada em Diadorim e problematiza o jogador Jão. Estará a bola da vez com Jão? Silviano marca em cima, novamente. Corpo-a-corpo. Lacan autor de “A canção de Diadorim”: o corpo de Jão diz o sexo sob a forma de dobradiça.

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A literatura brasileira da perspectiva pós-colonial, um depoimento, por Silviano Santiago

Como bônus da Hospedagem Vale quanto pesa que encerramos semana passada, trazemos hoje um texto de Silviano Santiago que mostra como problemas da dependência cultural, das desigualdades no campo cultural e do reconhecimento são constitutivos de sua agenda crítica. Quando se pensa a “inserção” ao invés da “formação”, a agenda brasileira de pesquisa muda, se abre e se torna mais complexa e contemporânea.

“A literatura brasileira da perspectiva pós-colonial, um depoimento” aparece aqui em versão integral inédita em português, tendo sido originalmente pronunciado na Universidad Nacional Tres de Febrero, em Buenos Aires, quando o autor recebeu o título de Doutor Honoris Causa, em 2014. Um resumo da conferência apareceu no mesmo ano na “Ilustríssima” da Folha de S. Paulo.

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Patricia Hill Collins: interseccionalidades brasileiras | Patricia Hill Collins: Brazilian intersectionalities, por Mumu de Oliveira

O Blog da BVPS publica hoje samba de Mumu de Oliveira (Leonardo César Balbino de Oliveira) composto dentro das atividades de recepção de Patricia Hill Collins na Universidade Federal de São Paulo. A socióloga e professora emérita da Universidade de Maryland está ministrando aulas públicas na Unifesp entre maio e junho deste ano. O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da EFLCH/Unifesp, em parceria com o Programa de Especialistas da Fundação Fulbright e com apoio da Associação Nacional de Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs).

The BVPS Blog publishes today a samba by Mumu de Oliveira (Leonardo César Balbino de Oliveira) composed as part of Patricia Hill Collins’ hosting activities at the Federal University of São Paulo. The sociologist and professor emeritus from the University of Maryland is giving public lectures at Unifesp between May and June this year. The event is promoted by the Graduate Program in Social Sciences at EFLCH/Unifesp, in partnership with the Fulbright Specialists Program and with the support of the National Association for Research in Social Sciences (Anpocs).

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Laura Padilha e as literaturas africanas: novos e velhos pactos, por Rita Chaves

O Blog da BVPS publica hoje texto sobre a professora Laura Padilha, da UFF, e o I Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, de 1991, com o tema Repensando a Africanidade. Trata-se de uma precursora nos estudos da área, com papel preponderante na realização e difusão desse evento pioneiro na abordagem de problemas e discussões que ainda hoje pautam a crítica e a pesquisa especializadas.

A colaboração é de Rita Chaves, professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da USP e autora de Angola e Moçambique: experiência colonial e territórios literários. No texto, ela apresenta breve panorama intelectual de Laura Padilha na consolidação da área de Literaturas Africanas no Brasil, tendo o encontro realizado na UFF como um de seus principais marcos.

A Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), uma das co-responsáveis por aquele Encontro, prestará homenagem a Laura Padilha na edição deste ano, em sessão plenária, no dia 12 de julho, com a participação de Rita Chaves e de Silvio Renato Jorge, da UFF.

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Mulher e literatura: construindo a História, por Eurídice Figueiredo

O Blog da BVPS publica hoje texto sobre o IV Seminário Nacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), de 1991, com o tema Mulher e Literatura. Trata-se de um seminário pioneiro na abordagem de problemas e discussões que ainda hoje pautam a crítica e a pesquisa especializadas.

A colaboração é de Eurídice Figueiredo, professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF e autora de Por uma crítica feminista: leituras transversais de escritoras brasileiras. No texto, ela mostra como se forjaram os estudos sobre as relações do feminino e do feminismo com a literatura no Brasil, destacando especialmente algumas contribuições presentes nos Anais do IV Seminário Nacional Mulher e Literatura.

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As ciências sociais entre as espirais da democracia, por André Botelho

Inaugurando as postagens do novo ano, com esperanças renovadas e fôlego refeito para seguir com nosso compromisso de comunicação pública da ciência e espaço de reflexão da área sobre suas condições de produção, divulgamos o artigo “As ciências sociais entre as espirais da democracia”, escrito por André Botelho. O texto encerra um ciclo da cooperação entre o Suplemento Pernambuco e a ANPOCS, de que o autor foi presidente no último biênio (2020-2022).

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O confisco do cadáver de Machado por monarquistas, por Silviano Santiago

O Blog da BVPS apresenta texto inédito de Silviano Santiago, vencedor do Prêmio Camões 2022. No ensaio, o autor lê a ‘grafia de vida’ de Machado de Assis – especialmente em Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas – em perspectiva com a estranha Certidão de Óbito firmada em seu nome no dia 19 de outubro de 1908, reproduzida ao final do post.

O Blog dá os parabéns a Silviano pela premiação! Boa leitura!

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