BVPS Coletâneas | Voyages des voyeurs, por Raúl Antelo

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, Raúl Antelo (UFSC) analisa o repertório de leituras que informaram o etnógrafo da cultura popular dividido entre sentir e pensar o Brasil e que, ao descobrir americanismos originais que nos aproximam mais da Ásia e da África do Norte, questiona o colonialismo e afirma a particularidade latino-americana, antecipando o conceito de Terceiro Mundo e subdesenvolvimento.

Para conferir a apresentação e o sumário da BVPS Coletâneasclique aqui. Os posts da seção Aprendizados amazônicos podem ser conferidos aquiaqui e aqui.

Boa leitura!

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BVPS Coletâneas | Macunaíma, máquina de preguiça, por Eliane Robert Moraes

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, Eliane Robert Moraes (USP) sugere provocativamente a preguiça de Macunaíma como uma estranha forma de produtividade, crítica à noção de progresso, cuja própria dinâmica improdutiva termina por desvelar a natureza secreta da máquina capitalista, seu funcionamento afinal inútil e privado de sentido.

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BVPS Coletâneas | ‘…o homem que tirou fotografia da gente…’: Mário de Andrade e a Amazônia, por Pedro Fragelli

Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies. 

Neste post, as fotografias amazônicas de Mário de Andrade são o objeto original de Pedro Fragelli: nelas, a própria atividade fotográfica, como uma das principais formas artísticas do progresso, é posta em xeque pela matéria social “primitiva” da periferia da periferia do capitalismo.

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Simpósio BVPS | Essa tal classe média (III)

No terceiro post do simpósio sobre classes médias no Brasil temos como convidadas/os Antonio Brasil Jr. (UFRJ), Antonio Sérgio Guimarães (USP), Fernando Tavares Jr. (UFJF) e Salete Cavalcanti (UFPE).

Organizado por Celi Scalon (UFRJ), André Botelho (UFRJ) e João Mello (PPGSA e NEPS/UFRJ), o simpósio ouviu especialistas de diferentes áreas das ciências sociais, humanas e literaturas, bem como de várias especialidades dessas áreas, sobre a relevância e a atualidade do tema. O diálogo multidisciplinar entre especialistas e não especialistas em classes médias tem o objetivo de promover trocas teóricas, históricas e empíricas e também investigar a possível multidimensionalidade e transversalidade do tema que discutimos.

Para ler a apresentação escrita pelos coordenadores do simpósio, basta clicar aqui. Os posts anteriores podem ser acessados aqui e aqui. Continue acompanhando o simpósio nas próximas quartas-feiras!

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BVPS Coletâneas | Cabeça de Cristo, Paulicéia desvairada: dispositivos de automodelagem sacrificial modernista, por André Botelho e Maurício Hoelz

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, André Botelho (UFRJ) e Maurício Hoelz (UFRRJ) mostram como a ação coletiva conflitiva do modernismo jogou Mário de Andrade no centro de forças sociais em disputa que ele não podia controlar inteiramente, e também como, no movimento cultural, se ligam e ressignificam encontros, se não inusitados, frequentemente pensados como antitéticos, como o imaginário católico e as provocações da vanguarda artística.

Para conferir a apresentação e o sumário da BVPS Coletâneas, clique aqui. Os posts da seção Democratização da cultura podem ser conferidos aqui, aqui e aqui.

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BVPS Coletâneas | Mário de Andrade e as falas brasileiras: entrevista com Eduardo Coelho


Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, Eduardo Coelho (UFRJ) ressalta o principal legado de Mário de Andrade para a literatura brasileira ainda atual e provocativo: a aproximação da língua escrita à falada como campo aberto de experimentações estéticas e políticas.

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BVPS Coletâneas | Mário contra o Romantismo, por Alexandre de Bastos Pereira

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, retomando em seu título provocações conhecidas em títulos da fortuna crítica de Mário de Andrade, Alexandre Pereira (PPGSA/UFRJ e NEPS) revê, por dentro das formulações de Mário, sua posição filosófica e política “contra” o Romantismo, ressaltando sua valorização do poder da comunicação, antes que da inspiração esotérica.

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BVPS Coletâneas | “Artimanhas da oralidade”: conversa com Flora Thomson-DeVeaux, por André Botelho e Pedro Meira Monteiro

Democratização da cultura é a primeira parte da BVPS Coletâneas lançada ontem, 9 de outubro, em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade. O organizador, Maurício Hoelz (UFRRJ), adota a expressão tomada ao clássico de Karl Mannheim para referir o longo processo, não simplesmente de substituição – porque nada na vida social é linear -, mas de conflito entre ideais de cultura e educação: o humanista tradicional, dependente de um eu cultivado e autocentrado, capaz de ascender e fruir “a” cultura, de um lado; e os saberes e as experiências forjadas no dia a dia de grupos os mais diversos que se inscrevem num aprendizado social de reconhecimento e religação, de outro. 

Como sabemos, sobretudo com a experiência dos últimos anos, a democratização não é o sentido único da história, avanços são acompanhados de recuos e elitismo e autoritarismo estão vivos. Os quatro textos reunidos nesta seção discutem diferentes dimensões do modo pioneiro com que Mário de Andrade deu vida a esse ideal de democratização.

Neste post, o sentido da oralidade de Mário é explorado na entrevista com a tradutora de O turista aprendiz para o inglês, Flora Thomson-DeVeaux (Rádio Novelo), que nos revela ter sido atingida de modo contundente e definitivo por suas possibilidades.

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BVPS Autorais | Alcida Rita Ramos

Publicamos hoje o segundo texto de Alcida Rita Ramos (UnB) na série BVPS Autorais: “A ‘viagem’ dos índios: maldição ou benção”, originalmente publicado em 1986 no décimo número da revista Humanidades.

Serão 10 textos publicados, um a cada semana, sempre às terças-feiras, abordando temas como Yanomamis, viagens etnográficas de antropólogos e de indígenas, reflexões sobre a antropologia brasileira, etnologia e políticas públicas, cosmopolitismo, perspectivismo e a renascença artística indígena. Todos eles perpassados sempre pelos sonhos, como indicam os curadores André Botelho (UFRJ) e Maurício Hoelz (UFRRJ) na pequena apresentação que abre a série e que pode ser lida aqui.

Para ler o primeiro texto da série clique aqui.

Boa leitura!

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BVPS Coletâneas | Mário de Andrade: 130 anos esta noite

Mário de Andrade faz 130 anos hoje! Festejamos o modernista cuja juventude sobressai em seu pensamento aberto e inacabado, que sempre exige a presença ativa do outro para se realizar. Sua juventude está também em suas escolhas e apostas radicais, nem sempre a favor, mas também contra o seu tempo e as injustiças da cultura brasileira. Serão mais três postagens ao longo desta semana, com textos que resistiram ao tempo lado a lado com novas interpretações.

Hoje vocês conhecem o sumário e uma entrevista inédita com a Professora Telê Ancona Lopez (IEB/USP), além da apresentação do organizador da coletânea, Maurício Hoelz (UFRRJ).

Iniciar o experimento BVPS Coletâneas por Mário de Andrade, cujo amor e obsessão pelo Brasil o levaram a forjar uma forma aberta de chamado às futuras gerações é uma homenagem. E também um agradecimento. Mário de Andrade transdisciplinar e contemporâneo. Parabéns, Mário!

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BVPS Divulga | Lançamento de “Jacob Pinheiro Goldberg: a maravilhosa janela da tela poética sobre a liberdade do mundo”, de Marília Librandi

Divulgamos hoje o lançamento do livro Jacob Pinheiro Goldberg: a maravilhosa janela da tela poética sobre a liberdade do mundo – 50 anos de poesia, de Marília Librandi, pesquisadora do Brazil Lab, da Universidade de Princeton, colaboradora do Diversitas (USP) e pesquisadora do Projeto MinasMundo.

O livro é resultado da tese de doutorado de Marília Librandi em Teoria Literária na USP, em que analisa a obra poética do escritor e psicólogo mineiro Jacob Pinheiro Goldberg, além de apresentar uma série de depoimentos inéditos sobre o autor.

O lançamento ocorrerá no dia 10 de outubro, terça-feira, às 18h, na Livraria Martins Fontes Paulista, em São Paulo.

Confira abaixo a apresentação de Yael Segalovitz, professora na Universidade Ben Gurion, e alguns depoimentos, inclusive do próprio poeta sobre a sua arte.

Boa leitura!

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BVPS Divulga | Conversas sobre metodologias de pesquisa em Ciências Sociais na Anpocs


Divulgamos hoje o ciclo de conversas sobre metodologias de pesquisa em Ciências Sociais, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro durante o 47º Encontro Anual da Anpocs. O objetivo das sessões é abrir o diálogo sobre práticas e desafios da pesquisa, refletindo sobre técnicas, espaços e contextos de condução da pesquisa qualitativa e quantitativa.

Entre os convidados estão Conny Roggeband (University of Amsterdam), Ann Stoler (New School for Social Research) e Frédéric Lebaron (Ecole Normale Supérieure Paris-Saclay). Todas as sessões contarão com tradução simultânea. Não haverá transmissão ao vivo, mas as sessões serão disponibilizadas no canal da Anpocs no YouTube.

Confira abaixo mais informações sobre o ciclo de conversas.

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Simpósio BVPS | Essa tal classe média (II)

Publicamos hoje o segundo post do simpósio sobre classes médias no Brasil. Como convidadas/os temos Adalberto Cardoso (IESP-UERJ), Angela Alonso (USP), Eduardo Marques (USP) e Reinaldo Marques (UFMG).

Organizado por Celi Scalon (UFRJ), André Botelho (UFRJ) e João Mello (PPGSA e NEPS/UFRJ), o simpósio ouviu especialistas de diferentes áreas das ciências sociais, humanas e literaturas, bem como de várias especialidades dessas áreas, sobre a relevância e a atualidade do tema. O diálogo multidisciplinar entre especialistas e não especialistas em classes médias tem o objetivo de promover trocas teóricas, históricas e empíricas e também investigar a possível multidimensionalidade e transversalidade do tema que discutimos.

Para ler a apresentação geral escrita pelos coordenadores do simpósio, basta clicar aqui. O primeiro post pode ser acessado aqui. Continue acompanhando o simpósio nas próximas quartas-feiras!

Boa leitura!

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Nova série BVPS: Autorais

A BVPS inicia hoje uma nova série de publicações com o objetivo de reunir textos pouco conhecidos, fora de circulação e inéditos de mesma autoria. É uma grande honra estrear a Autorais com a Professora Alcida Rita Ramos (UnB). Serão 10 textos publicados, um a cada semana, sempre às terças-feiras. Serão abordados, entre outros temas, Yanomamis, viagens etnográficas de antropólogos e de indígenas, reflexões sobre a antropologia brasileira, etnologia e políticas públicas, cosmopolitismo, perspectivismo e a renascença artística indígena. Todos eles perpassados sempre pelos sonhos, como se verá, e como indicam os curadores André Botelho (UFRJ) e Maurício Hoelz (UFRRJ) na pequena apresentação que abre a série.

O primeiro texto da seleção é “O sonho da paz interétnica”, publicado em 2003 no site do Conselho Indígena de Roraima, e agora acompanhado de um posfácio escrito pela autora em 2023, especialmente para a BVPS.

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BVPS Divulga | Lançamento do livro “Genocidios indígenas en América Latina”, editado por Carlos Salamanca e Alcida Rita Ramos

Divulgamos hoje o lançamento do livro Genocidios indígenas en América Latina, editado por Carlos Salamanca e Alcida Rita Ramos.

O livro reúne textos, mapas, fotografias e documentos da Argentina, Brasil e Colômbia que discutem e documentam, de uma perspectiva histórica, os graves abusos perpetrados por agentes do Estado, colonos e empresas contra povos indígenas. O argumento central é o de que todas as nações americanas foram construídas sobre os escombros de múltiplos mundos indígenas.

As contribuições derivam do encontro organizado por Alcida Rita Ramos na Universidade de Brasília em setembro de 2019, num contexto extremamente adverso para os povos indígenas no Brasil. A edição do livro envolveu um consórcio internacional de quatro instituições: Instituto Colombiano de Antropología e Historia de Colombia, a editora Abya Yala do Equador, a UNR Editora (Editorial de la Universidad Nacional de Rosario) da Argentina e o International Work Group of Indigenous Affairs (IWGIA).

O livro é um alerta e um chamado para a tomada de medidas e políticas públicas urgentes de justiça frente à longa e contínua série de ataques aos povos indígenas e violações de seus direitos. Mais informações sobre livro podem ser obtidas aqui.

Aproveitamos para convidar leitoras e leitores da BVPS para o início da série Autorais com textos de Alcida Rita Ramos amanhã, dia 3 de outubro, nas nossas páginas.

BVPS Divulga | Lançamentos de livros sobre Silviano Santiago e Eneida Maria de Souza


Divulgamos hoje o lançamento dos livros Escrevivências em Silviano Santiago: Exercícios de Crítica Biográfica Fronteiriça, de Pedro Henrique Alves de Medeiros, e Eneida Maria de Souza: Amizades perto do Coração, organizado por Edgar César Nolasco.

Os dois livros serão lançados nesta quarta-feira, 4 de outubro, às 19:30 no Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense, Niterói, Campus do Gragoatá, durante o Encontro Nacional do ENANPOL.

Confira abaixo mais informações sobre as obras.

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Lançamento | “O encontro da Antropologia com a favela”, de Rachel de Almeida Viana

Divulgamos hoje o lançamento do livro O encontro da Antropologia com a favela: Anthony e Elizabeth Leeds no Jacarezinho, de Rachel de Almeida Viana, pela Editora Fiocruz.

O livro trata dos encontros, na década de 1960, entre o antropólogo Anthony Leeds, os jovens voluntários da agência norte-americana de cooperação técnica Peace Corps no Brasil, entre eles Elizabeth Plotkin, os estudantes do então recém-inaugurado Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional e os moradores das favelas do Rio de Janeiro, notadamente do Jacarezinho.

Oriundo de produção acadêmica consagrada em 2020 pelo Prêmio Oswaldo Cruz de Teses, na categoria Ciências Sociais e Humanas, a obra teve como uma de suas fontes principais o acervo doado por Elizabeth Leeds ao Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), como notas de campo, cartas e outros documentos.

Desse acervo, Rachel Viana seleciona as fotos, bilhetes pessoais e notas de pesquisa, que vêm reproduzidos ao fim do volume. Além das imagens, a edição inclui uma ampla bibliografia e um anexo com resumos dos trabalhos apresentados pelos voluntários do Peace Corps e por Anthony Leeds no 37º Congresso Internacional de Americanistas Mar del Plata, Argentina, 1967. Nísia Trindade, ministra da Saúde do Brasil, assina o prefácio da presente edição.

Confira abaixo o sumário do livro e informações sobre a autora.

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BVPS Divulga | Série “Cultura Brasileira hoje: diálogos”, organizada por Flora Süssekind e Tânia Dias

Divulgamos hoje a série Cultura Brasileira hoje: diálogos, organizada por Flora Süssekind e Tânia Dias, pesquisadoras do Setor de Filologia do Centro de Pesquisa da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). O terceiro encontro ocorrerá no dia 03/10, terça-feira, às 14h, na Sala de Cursos da instituição. Os depoentes dessa rodada serão Marilene Felinto e Ana Quintella.

A série Cultura Brasileira hoje: diálogos tem objetivo de investigar o estado das artes, da literatura e da crítica no país, assim como as formas de interação entre esses campos e as dinâmicas intelectuais em jogo no Brasil no começo do século XXI. Desde 2004 reúne depoimentos conjuntos, duplas de intelectuais e artistas de atuação relevante em campos diversos de trabalho.

Silviano 8½

A BVPS e o projeto MinasMundo lembram hoje, como um afeto, da maquinação Silviano 8 1/2 que inaugurou as atividades de Memória do MM.

A edição foi feita por Maurício Hoelz e Lucas van Hombeeck e publicada no site do projeto MM.

Boa leitura!

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