
Aprendizados amazônicos é a segunda parte da BVPS Coletâneas em homenagem aos 130 anos de Mário de Andrade, que parece ter atentado pioneiramente para a dimensão cultural da maior floresta tropical do mundo, habitada e cultivada por povos indígenas e outros não “humanos”, estes que chamamos “animais”, em interação com o ambiente, desde milhares de anos antes da chegada dos colonizadores europeus brancos. Mais do que isso, a partir de suas viagens à Amazônia, reconheceu nos povos indígenas formas de resistência ao projeto antropocêntrico de capitalismo mais predatório, que hoje visa abrir suas terras para o gado, a soja e a mineração, convertendo-as em mercadoria, e que levou o planeta à emergência climática e à sexta extinção em massa de espécies.
Neste post, Raúl Antelo (UFSC) analisa o repertório de leituras que informaram o etnógrafo da cultura popular dividido entre sentir e pensar o Brasil e que, ao descobrir americanismos originais que nos aproximam mais da Ásia e da África do Norte, questiona o colonialismo e afirma a particularidade latino-americana, antecipando o conceito de Terceiro Mundo e subdesenvolvimento.
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Boa leitura!
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