Série Nordestes | Congresso Regionalista do Recife, por Elide Rugai Bastos

Temos hoje o retorno da Série Nordestes em 2026, que reestreia sua jornada pelas complexidades dessa multifacetada região com texto inédito da professora emérita da Unicamp, Elide Rugai Bastos.  

Em Congresso Regionalista do Recife, a autora revisita um emblemático momento da vida intelectual brasileira nos anos 1920, que celebrou, no último 7 de fevereiro, seu primeiro centenário. Organizado sob a liderança de Odilon Nestor e com participação direta de Gilberto Freyre, o Congresso propôs pensar o Nordeste como conjunto histórico e cultural constitutivo de um Brasil plural, em meio às intensas disputas sobre a ideia de “cultura nacional” e ao amplo cenário de crise que marcou o período de então. Elide Rugai Bastos, assim, mergulha nos aspectos positivos, nas tensões, polêmicas e desdobramentos ocasionados por esse marco do regionalismo brasileiro.  

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (28 de dezembro, 24 horas) 


Chegamos à última sexta-feira de 1928, e Mário de Andrade aproveita para “fechar o corpo” no catimbó de dona Plastina. O novo ano se avizinha. Escreve, assim, essa crônica-cerimônia, que nos conduz diretamente aos procedimentos ritualísticos do catimbó e à interpretação do próprio modernista.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Elide Rugai Bastos (Unicamp) para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade, por André Botelho

Chegamos ao último texto da Série Nordestes no ano! Em “Sentir e pensar o Brasil com Mário de Andrade”, André Botelho (UFRJ) destaca a empatia com que Mário de Andrade lidou com as diferenças culturais em suas viagens pelo Brasil. O texto foi publicado originalmente como um dos capítulos do livro De olho em Mário de Andrade: uma descoberta intelectual e sentimental do Brasil, uma biografia sociológica do modernista trezentos, trezentos e cinquenta.

Como temos acompanhado ao longo da viagem do turista aprendiz ao Nordeste, publicada semanalmente na BVPS, e como o próprio Botelho argumenta, mais do que o fetiche da autenticidade da cultura popular, Mário valoriza a pluralidade cultural e defende o reconhecimento da dignidade dos seus portadores sociais.

Uma das novidades do próximo ano será a publicação integral de O turista aprendiz: uma nova edição que trará a experiência dialogada que estamos construindo ao longo deste ano em torno do livro de Mário e de sua viagem ao Nordeste, relida no contexto contemporâneo. A percepção das diversidades sem descuidar das desigualdades sociais, constitui recurso potente para uma nova reaproximação ao mundo social, cultural e político complexo do que agora, e com a ajuda de Mário, podemos chamar Nordestes – no plural.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (27 de dezembro)


Mário de Andrade compartilha a história de Mestre Carlos. De acordo com o que ouviu dos devotos, um dos mestres mais impressionantes dos catimbós nordestinos, embora pouco mencionado entre os estudiosos das macumbas da Bahia e do Rio de Janeiro de então. Mário reconta sua trajetória desde a infância até ser encontrado morto ao pé da raiz do juremal, tecendo uma crônica que é um raro mergulho na lógica espiritual do catimbó.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, confira texto de André Botelho para a série! Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (26 de dezembro)


Mário de Andrade retoma o tema das religiões de matriz afro-indígena. Se antes discutira as influências de religiosidade africana e ameríndia, desta vez quer mostrar como catolicismo se entranha (ou se esgarça) nas “práticas de feitiçaria brasileira”. No Rio e na Bahia, santos viram orixás; no Rio Grande do Norte, diz o modernista, o sincretismo dá lugar a mestres ameríndios rigorosamente católicos, como o Rei Eron, curador de feridas impossíveis.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Flávio Cerqueira, um escultor de significados ou a igualdade na desigualdade, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) mergulha na produção artística do escultor Flávio Cerqueira, conduzindo-nos pela história, símbolos, materiais, técnicas e, sobretudo, pelo amplo repertório de sentidos que suas obras evocam. Reconhecido pelo trabalho com o bronze, Schwarcz mostra como o artista se tornou um escultor de significados, sempre em busca de novos vocabulários visuais, especialmente diante dos contextos opressivos que marcam o Brasil. Flávio Cerqueira, como argumenta a autora, tirou o bronze do pedestal, rompeu as dicotomias entre o rígido e o moldável e criou uma arte ao mesmo tempo tesa e flexível, aplicada às cenas mais cotidianas e, ainda assim, carregadas de beleza e afeto.

Não deixem de conferir o texto e também a exposição Flávio Cerqueira: um escultor de significados, em cartaz até 18 de janeiro de 2026 no CCBB Rio, que conta com curadoria de Lilia Schwarcz.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (25 de dezembro, 11 horas)

Após a longa noite natalina de ontem, Mário de Andrade e Cristovam Dantas seguem para a praia. Areia Negra, a melhor para banho em Natal, segundo o modernista. Mas não só sobre a deliciosa paisagem natural se volta ele. Mário escreve uma crônica sobre as identidades regionais, sobre o orgulho – e até certo bairrismo – no pertencer a um estado federativo. Comparações com São Paulo, seu lugar de origem, são inevitáveis. Aqui, a verve cosmopolita de Mário de Andrade grita.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não deixe de conferir novo texto de Lilia Schwarcz para a série. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (noite de Natal)

É noite de Natal, e Mário de Andrade experiencia esse importante feriado religioso na homônima capital. A sensação deixada, diz ele, é alegre e triste. Há dança, muita dança, e o canto que reúne um tanto de gente sob a iluminação “maleteira”. Com sua escrita, Mário nos conduz diretamente a esse ambiente e o fixa no tempo. Só nos resta aproveitar.   

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Série Nordestes | Resenha de “Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do Nordeste”, por Onildo Correa

A Série Nordestes traz resenha de Onildo Correa (PPGSA/UFRJ) sobre o livro Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do Nordeste, de Octávio Santiago, publicado em maio de 2025 pela editora Autêntica. Resultado de sua tese de doutorado na Universidade do Minho (Portugal), o livro traça um panorama histórico de como as complexidades da região – com sua diversidade de povos e culturas – foram convertidas, no imaginário nacional, a uma ficção homogeneizante. No lugar de Nordestes, no plural, como defende nossa série, um Nordeste monotemático, caricato, associado à miséria e ao rudimentar. Segundo Correa, o livro cumpre assim importante papel intelectual e político, efetivando-se como um manual de antipreconceito, embora também incorra em certos problemas que sua própria tese visa criticar. Vale a leitura para verificar quais!

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (23 de dezembro)

Certas experiências ou visões, dessas que chamam a atenção de Mário de Andrade em Natal, já não despertam mais estranhamento nos natalenses. É o crescente acostumar-se ao cotidiano, que, entretanto, não impede o modernista de se deixar afetar pelas paisagens, festas e pessoas. Nessa crônica dos detalhes da vida, Mário se deixa tomar pelos quatro cantos da vista e nos conduz a um lugar que talvez só persista em sua escrita.

Com postagens sempre às terças-feiras, todas as crônicas da viagem de Mário de Andrade ao Nordeste foram integralmente transcritas do jornal Diário Nacional, a partir da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. À tarde, não perca resenha de Onildo Correa para a série. Para saber mais sobre o retorno da Série Nordestes, clique aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (22 de dezembro)

Mario de Andrade declara que manifestações de arte popular não são seu único interesse de viagem, e assim escreve uma crônica sobre religiões de matriz afro-indígena. Passeia pelas diferenças da macumba, pagelança e catimbó; descreve santos, mestres e as distintas influências de origem religiosa, que variam de estado para estado no Norte e Nordeste; e, como de costume, ainda encontra espaço para a já conhecida ironia crítica do turista aprendiz.  

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Nordestes imagens: igualdade e desigualdades | Rubem Valentim: a riscadura brasileira como vocabulário cosmopolita, por Lilia Schwarcz

Lilia Moritz Schwarcz (USP) assina ensaio sobre Rubem Valentim: artista plástico soteropolitano nascido no emblemático ano de 1922 – embora nunca tenha se conformado ao cânone do movimento modernista paulista – que se tornou expoente de um design próprio nas artes brasileiras. De maneira muito particular, Valentim aliava formas geométricas, cores, repertórios do universo religioso de matriz africana e uma ampla gama de elementos culturais para compor o que denominava de “riscadura brasileira”. Isto é, segundo Schwarcz, uma arte à procura de “uma cultura popular” que fosse baiana ao mesmo tempo que nacional. O ensaio, assim, revisita a iconografia e a história de formação e desenvolvimento do artista, mostrando como sua obra é irredutível a classificações fechadas.

A coluna de Lilia Schwarcz na Série Nordestes visa formar um repertório das múltiplas conexões entre imagens, territórios e temporalidades de diferentes grupos sociais da região, surpreendendo mudanças e continuidades. Para saber mais sobre a Série Nordestes, clique aqui. Outras colunas podem ser conferidas aqui.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (21 de dezembro, 16 horas)

Mário de Andrade faz do caju um objeto de reflexão. Pseudofruto saboroso, de se comer aos bocados e, quando melhor, acompanhado de um golpe de aguardente, que o rebate e o diviniza. Mário observa, entretanto, que a alimentação do caju não se restringe ao universo dos prazeres, e bem por isso, o modernista sugere uma singular “conceitualidade marxista do caju”, no qual comê-lo é participar de uma troca. Não deixe de conferir.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (20 de dezembro, 22 horas)

“Ai, redondo, sinhá!”, canta José. Na escuta de um “coqueiro” nordestino, em Natal, Mário de Andrade registra um mundo de sons que escapa à escala musical europeia. Impressiona-se com o que alguns poderiam chamar simplesmente de “fora de tom”, mas que, aos seus ouvidos, possui lógica própria: sistematizada, viva. E que voz! Exclama o modernista. Para Mário, o que se escuta é um fora de tom proposital – e, por isso mesmo, positivo – que ressoa a sonoridade encantadora de um povo.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (19 de dezembro, 19 horas)

Mário de Andrade encontra Jorge Fernandes em Natal: poeta potiguar, modernista, que há pouco havia publicado o seu “admirável” Livro de Poemas (1927). Apesar da baixa repercussão desse primeiro (e único) livro de poesia de Fernandes – o que o faz ri meio desapontado – Mário reconhecia ali uma das expressões mais autênticas da poesia brasileira de seu tempo, profundamente ligada à vida nordestina. Como ele próprio diz: poesia popular, nascida da carne, em que a memória do corpo abandonou a memória literalista da inteligência.

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Série Nordestes | Memórias de uma família sertaneja, por Onildo Correa

No dia do Nordestino, repostamos a reportagem “Memórias de uma família sertaneja”, produzida por Onildo Correa especialmente para a BVPS.

Em viagem a Serra do Ramalho, no fim de 2024, Onildo conviveu com a família do casal de idosos Alípio e Elizabete Leite, ouviu atentamente os relatos dos moradores e se debruçou sobre leituras acerca dessa região cercada pela vegetação rasteira da caatinga. A história dessa família, que migrou do árido interior de Alagoas na esperança de encontrar casa e terra para plantar no oeste baiano, marcou a retomada da Série Nordestes neste ano.

Não deixe de conferir a reportagem e acompanhar esta nova floração da Nordestes, que em breve trará muitas novidades.

Os posts da primeira floração da série podem ser conferidos no e-book Sociologia Política do Nordeste

Boa leitura!

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Série Nordestes | Ver para ler: Cícero Dias e Mário de Andrade, por Eneida Leal Cunha

Eneida Leal Cunha (UFRJ) se junta à nova floração da Série Nordestes com um ensaio sobre a relação entre o poeta paulista Mário de Andrade e o pintor pernambucano Cícero Dias. O texto é uma versão revista e ampliada de capítulo publicado em 2018 no livro Linguagens visuais: literatura, artes e cultura, organizado por Heidrun Krieger Olinto, Karl Erik Schøllhammer e Danusa Depes Portas.

A autora se pergunta que efeitos de vida e de escrita teria produzido o convívio entre o jovem artista Cícero Dias e o intelectual Mário de Andrade. Para responder, Eneida Leal Cunha traça a retrospectiva dessa relação; evoca pinturas, poemas, cartas, fotografias, relatos – toda uma sorte de conteúdos artísticos e fatos históricos. Esses elementos apontam, segundo seu argumento, para uma singular combinatória de pulsões e afetos. Isto é, o pintor e o poeta eram sim diferentes: dispersão onírica e erotismo nas aquarelas do primeiro; olhar etnográfico e apropriação lúcida de recortes e documentos do Brasil, no segundo. Entretanto, sugere Cunha, havia mais em jogo nas entrelinhas dessa relação e, destarte, naquilo que ambos produziram e efetivamente se tornaram.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (18 de dezembro, 21 horas)

O Turista Aprendiz chega às Rocas, um dos bairros mais antigos de Natal, e nos convida a acompanhá-lo até uma região que outrora fora “valhacouto dos facinorosos”. Sua escrita, aqui, está particularmente detalhada. Escreve o ambiente e a gente que se alegra com seu entusiasmo. Mário está prestes a assistir ao ensaio da Chegança ao Natal, dança dramática que encena os fatos cotidianos de um navio de guerra. Seu olhar, iluminado diante da força popular, imperfeita, viva, brasileira, anota o valor da resistência e das artes nordestinas, que o comovem até a sublime exaltação.   

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (17 de dezembro, 21 horas)

O que pode surgir de um simples pedido para ver um Pastoril de Ano Novo, em pleno sertão potiguar? Mário de Andrade interrompe brevemente sua sequência de crônicas de viagem para narrar um caso que, apesar de parecer invenção literária, de tão insólito, é “absolutamente verdadeiro”. A história de Clotildes e Antonio de Oliveira Bretas, um senhor de engenho norte-rio-grandense, levada às últimas consequências por uma inusitada obstinação. Como é de se esperar, a ironia e o fino senso de humor do modernista deixa o causo ainda mais irresistível.

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Série Nordestes | O Turista Aprendiz: Natal (16 de dezembro)

De todas as cidades nordestinas que Mário de Andrade visitou até agora, Natal é a que mais o encantou. Longe do exotismo, a cidade se apresenta como um “encanto honesto”, familiar, com ar de chácara e ventos que atravessam o corpo tal qual um véu. Uma capital sem estridências, cheia de humanidade cotidiana, onde até o rio Potengi revela beleza aos poucos. Nessa crônica do encanto, as palavras de Mário não deixam dúvidas: foi escrita por quem se sente feliz e pronto para a vida que acontece.

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