Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

Publicamos hoje o segundo texto de Ítalo Moriconi na nova coluna da BVPS, Cenas de escrita para um diário íntimo. Intitulado “Soy louco por ti”, o texto nos transporta para julho e agosto de 2024, quando a Venezuela dominava os noticiários por conta dos resultados eleitorais. Com reflexões que vão da herança histórica de Simón Bolívar ao confronto entre o bolivarismo autoritário de Maduro e a resistência de direita, Moriconi questionava a viabilidade de uma transição para um modelo democrático ocidental. Afinal, em meio a golpes, resistência clandestina e interferência de potências estrangeiras, qual seria o destino da Venezuela? — “Todo cuidado é pouco. Tudo é muito complicado”…

Continue acompanhando, a cada quinze dias, sempre nas manhãs de quinta-feira, as entradas do diário de Ítalo. Para conferir outros posts desta coluna, clique aqui.

Boa leitura e não deixe de conferir nosso perfil no Instagram!

Continue lendo “Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi”

Coluna Renato Ortiz | A informação perfeita

Entre a profusão de eventos e o imperativo da rapidez, surge uma nova forma de comunicação jornalística: a informação perfeita seria aquela que atinge a simultaneidade com o fato. Em sua coluna de hoje, Renato Ortiz explora a transformação da informação em um “equivalente universal”, à semelhança da mercadoria na teoria de Marx, em que o conteúdo se torna secundário diante da circulação. O que acontece quando a relevância de uma notícia é medida não pelo seu conteúdo, mas pela rapidez com que chega ao público? Uma provocação sobre o ritmo vertiginoso do nosso tempo e a busca pela relevância informacional.

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura e não deixe de acompanhar nosso Instagram!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | A informação perfeita”

Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi

É com grande alegria que a BVPS inaugura hoje uma nova coluna, Cenas de escrita para um diário íntimo, assinada por Ítalo Moriconi. Professor aposentado de literatura brasileira e comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, formado em Ciências Sociais na UnB, com mestrado e doutorado em Letras na PUC-Rio, Ítalo Moriconi sabe pensar o contemporâneo na literatura como poucos. Neste texto de estreia, ele nos transporta para julho de 2024, oferecendo vislumbres reflexivos de seu cotidiano por meio de temas como política, cinema, pós-modernidade e telejornais. Como ele observa: “é assim que me sinto às vezes, de ressaca na vontade de tudo absorver em escrita, escrita grafofílica de sociólogo, arrumadeiro de fatos”.

A partir de agora, a cada quinze dias, sempre nas manhãs de quinta-feira, nossas leitoras e leitores poderão acompanhar as entradas do diário de Ítalo. Segundo ele, são suas “anotações desassossegadas”, rendendo homenagem a nossa colunista Alcida Rita Ramos, sua professora no começo dos anos 1970 na UnB.

Com essa nova coluna, a BVPS reafirma seu compromisso como espaço da multidisciplinaridade da pesquisa e da escrita crítica. Agradecemos ao colega por sua generosidade em compartilhar suas anotações conosco e convidamos todas e todos a acompanhá-las.

Boa leitura e não deixe de conferir nosso perfil no Instagram!

Continue lendo “Cenas de escrita para um diário íntimo | Coluna de Ítalo Moriconi”

Coluna Renato Ortiz | Identidade

Das lutas coletivas por reconhecimento às subjetividades não humanas, “identidade” é uma senha das mudanças em curso no mundo contemporâneo. Em sua coluna de hoje, Renato Ortiz apresenta uma reflexão lírica sobre o “eu espelho” e nossa dupla dimensão interno-externo, conduzindo-nos a pensar a identidade como um processo fragmentado e em constante negociação.

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | Identidade”

Em breve nova coluna na BVPS, assinada por Ítalo Moriconi

Temos a alegria de anunciar que na próxima quinta-feira, dia 10 de outubro, a BVPS estreia sua nova coluna, Cenas de escrita para um diário íntimo, assinada por Ítalo Moriconi. Professor aposentado de literatura brasileira e comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, formado em Ciências Sociais na UnB, com mestrado e doutorado em Letras na PUC-Rio, Ítalo Moriconi sabe pensar o contemporâneo na literatura como poucos. É autor de uma série de livros e coletâneas marcantes, entre as quais destacamos O sangue de uma poeta (1996), dedicado a Ana Cristina César; Como e porque ler a poesia brasileira do século XX (2002); o mais recente Literatura, meu fetiche (2020); as cartas de Caio Fernando Abreu; a antologia Torquato Neto essencial (2017) e a coletânea 35 ensaios de Silviano Santiago (2019).

Publicamos anteriormente na BVPS o diário da última viagem de Italo à Itália e o êxito dessa experiência o traz agora de volta às nossas páginas. A cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, nossas leitoras e leitores poderão acompanhar as entradas do diário de Ítalo sobre seu cotidiano, com reflexões instigantes sobre literatura, cultura, política e muito mais. Segundo ele, são suas “anotações desassossegadas”, rendendo homenagem a nossa colunista Alcida Rita Ramos, sua professora no começo dos anos 1970 na UnB.

Com essa nova coluna, a BVPS reafirma seu compromisso como espaço da multidisciplinaridade da pesquisa e da escrita crítica. Agradecemos ao colega por sua generosidade em compartilhar suas anotações conosco.

Não deixem de acompanhar nossa nova coluna! Por ora, confira aqui e aqui os posts com o “Diário na viagem – Itália, 2023”.

Continue lendo “Em breve nova coluna na BVPS, assinada por Ítalo Moriconi”

Coluna Renato Ortiz | O insulto

No ensejo das corridas eleitorais em curso, Renato Ortiz publica “O insulto” em sua coluna da BVPS, refletindo sobre as raízes etimológicas do termo e suas implicações contemporâneas. O insulto, que outrora significava um assalto ao inimigo, agora se consolida como uma arma de deslegitimação do adversário político, criando trincheiras ideológicas que separam o “nós” e o “eles”. Os casos recentes nas eleições de São Paulo são emblemáticos: a injúria tornou-se um recurso natural de expressão linguística, com o objetivo de reduzir o outro à humilhação e impotência. Seria essa a “Lingua Franca do Boçalnarismo”?

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | O insulto”

Coluna Renato Ortiz | A insustentável leveza das narrativas

Atualmente, o termo “narrativa” se tornou amplamente difundido, usado tanto para legitimar quanto desqualificar diferentes discursos. Em sua coluna de hoje, Renato Ortiz reflete sobre o que é, afinal, uma narrativa e “sua insustentável leveza”. Do terraplanismo às conspirações sobre a chegada do homem à Lua, parece haver algo especialmente comum a esses tipos de “estórias”. Talvez seja essa tal “leveza”, que distancia o narrado do real; talvez seja muito mais. Não deixe de conferir.

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | A insustentável leveza das narrativas”

Coluna Renato Ortiz | Hemingway e a escrita

Renato Ortiz publica “Hemingway e a escrita” em sua coluna na BVPS. Neste texto, nossa atenção se volta para o romancista norte-americano, Ernest Hemingway. Os hábitos de escrita, seus locais de estadia, as geografias e as experiências citadinas do escritor são a fina trama que guiam o texto, numa espécie de homenagem reflexiva. Afinal, escrever é sempre um processo circunstancial no tempo e no espaço; mas o resultado da escrita se limita a essas dimensões práticas? Com a palavra, Renato Ortiz.

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | Hemingway e a escrita”

Coluna Renato Ortiz | A solidão e a escrita

Como prometido, a BVPS publica hoje o segundo texto da coluna quinzenal de Renato Ortiz, intitulado “A solidão e a escrita”. Nele, o sociólogo aborda os dilemas de se escrever em um mundo hiperconectado. Tema muito caro a todos que, em algum momento da vida, resolveram se aventurar nessa prática milenar de traduzir ideias em realidade palpável. O artesanato intelectual da escrita, como sugere Ortiz, requer certa dose de solidão, mas vivemos em um mundo cujo sentido está assentado justamente no principio da conexão. E aí está o problema contemporâneo: “estar conectado é existir”. Haveria alternativas, mesmo que momentâneas, para nos livrarmos do ensurdecimento trazido pelo excesso de informações e, assim, melhor lapidarmos o pensamento através da escrita? Vejamos o que o autor tem a nos dizer.

Para ler outros textos de Renato Ortiz publicados em sua coluna, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | A solidão e a escrita”

Coluna Renato Ortiz | O retrato de Dorian Gray

É com enorme alegria que a BVPS estreia hoje uma nova coluna assinada por Renato Ortiz. Professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), graduado em Sociologia pela Universidade de Paris VIII (Vincennes) e mestre e doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (sob a orientação de Edgar Morin e Roger Bastide, respectivamente), Renato Ortiz se notabilizou por suas contribuições inovadoras – que se tornaram incontornáveis – para a agenda de temas da sociedade contemporânea, brasileira e mundial, em particular sobre a problemática da cultura: da identidade nacional passando pela modernidade até o universalismo e a diversidade, incluindo ainda a religião e a cultura popular.

Ao leitor certamente não escapará o pioneirismo de seus estudos sobre o fenômeno da globalização/mundialização do ponto de vista da cultura; suas provocações agudas sobre a posição privilegiada da língua inglesa na geopolítica global, mas desigual, do conhecimento científico, em especial nas ciências sociais; sua análise fina desse universo em expansão, mas pouco conhecido, da sociedade de consumo que é o luxo, ao mesmo tempo global e hiper-restrito materialmente ao clube dos ricos; e ainda sua reflexão sobre a condição e o fazer do trabalho intelectual.

Esse repertório original compõe uma obra vasta e singular: A morte branca do feiticeiro negro (Vozes, 1978); Cultura brasileira e identidade nacional (1985), A moderna tradição brasileira (1988), Cultura e modernidade (1991), Mundialização e cultura (1994), O próximo e o distante: Japão e modernidade-mundo (2000); Mundialização: saberes e crenças (2006); A diversidade dos sotaques: o inglês e as ciências sociais (2008), Trajetos e memórias (2010) – todos esses pela Editora Brasiliense; Universalismo e diversidade (Boitempo, 2015); O universo do luxo (Alameda, 2019), Sobre o trabalho intelectual (Zouk, 2021), entre vários outros livros e inúmeros artigos.

A partir de agora, nossas leitoras e leitores poderão acompanhar as instigantes reflexões de Renato Ortiz, exercitadas nesta coluna através de formas breves de texto – que, no entanto, desfiam amplas e desafiadoras questões, como a fábula que abre esta série –, em publicações quinzenais, sempre às quartas-feiras. Ao Renato agradecemos a generosa colaboração e a vocês desejamos uma ótima leitura!

Continue lendo “Coluna Renato Ortiz | O retrato de Dorian Gray”

Coluna Primeiros Escritos | O rapper anarquivista: Roteiro para Aïnouz 2, de Don L, por Karoline Lima

Publicamos na Coluna Primeiros Escritos o texto “O rapper anarquivista: Roteiro para Aïnouz 2, de Don L”, de Karoline Lima, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (PPGLEV) da UFRJ. A autora analisa a concepção de algumas letras do referido álbum a partir das noções de arquivo e memória, de maneira que se evidencia o papel do rap no resgate de outras histórias do Brasil. Por meio de estratégias rítmicas, poéticas e políticas, Don L (re)conta essas histórias pela perspectiva daqueles que sempre estiveram em disputas nas suas margens.

No fim do texto, você pode acessar uma amostra das músicas do álbum.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, que tem curadoria de Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ) e Rennan Pimentel (PPGSA/UFRJ), clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | O rapper anarquivista: Roteiro para Aïnouz 2, de Don L, por Karoline Lima”

Coluna Primeiros Escritos | Colonialidade, utopias e experiências conviviais no Sul Global, por Rômulo Santos de Almeida e Ana Lívia Cardoso Castanheira Alvim

O Blog da BVPS publica hoje na Coluna Primeiros Escritos texto assinado pelos estudantes de pós-graduação Rômulo Santos de Almeida e Ana Lívia Cardoso Castanheira Alvim. Debatendo questões em torno da colonialidade, eles argumentam que o Movimento Convivialista e o Buen Vivir podem ser exemplos ao esgarçado modelo de vida ocidental.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, que tem curadoria de Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ) e Rennan Pimentel (PPGSA/UFRJ), clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | Colonialidade, utopias e experiências conviviais no Sul Global, por Rômulo Santos de Almeida e Ana Lívia Cardoso Castanheira Alvim”

Coluna Primeiros Escritos | Pensando com Manuel Querino, por Rodolfo Teixeira Alves

O Blog da BVPS publica hoje na Coluna Primeiros Escritos texto de Rodolfo Teixeira Alves sobre Manuel Querino.

Fazendo um doutorado no PPGSA/UFRJ sobre o circuito de restaurantes afros no Rio de Janeiro, e discutindo a produção artística e cultural negra contemporânea, o autor se volta para a obra e trajetória de Querino para colocá-lo em diálogo com outras ideias sobre o negro na sociedade brasileira. Para Alves, as considerações de Querino sobre o “colono preto” podem contribuir para pensar a produção de uma tradição afrodiaspórica no Brasil.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, que tem curadoria de Caroline Tresoldi (PPGSA/UFRJ) e Rennan Pimentel (PPGSA/UFRJ), clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | Pensando com Manuel Querino, por Rodolfo Teixeira Alves”

Coluna Primeiros Escritos | Resenha | A interseccionalidade entre ideias e ações, por André Sena, Carolina Zettermann e Caroline Tresoldi

O Blog da BVPS publica hoje na Coluna Primeiros Escritos resenha do livro Bem mais do que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica, de Patricia Hill Collins, lançado pela Boitempo em 2022. A resenha, assinada por André Sena, Carolina Zettermann e Caroline Tresoldi, estudantes do PPGSA/UFRJ, reconstrói a argumentação da socióloga e feminista negra em torno de seu projeto de desenvolver a interseccionalidade como teoria social crítica.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | Resenha | A interseccionalidade entre ideias e ações, por André Sena, Carolina Zettermann e Caroline Tresoldi”

Série Nordeste + Coluna Primeiros Escritos | A marcha democrática, por Nichollas Paradelo Capote

A Série Nordeste, em colaboração com a Coluna Primeiros Escritos do Blog da BVPS, publica nova edição especial com trabalhos dos estudantes da disciplina Sociologia Política do Nordeste. No post de hoje, trazemos o texto “A marcha democrática: caminhos do aprendizado social nordestino pelas lentes do desenvolvimentismo”, assinado por Nichollas Paradelo Capote, que retoma as reflexões de Josué de Castro e Celso Furtado sobre o Nordeste.

A Série Nordeste BVPS foi uma iniciativa que buscou unir a vocação do Blog da BVPS – formação de editores/as, autores/as e leitores/as de comunicação pública das ciências sociais, literaturas e artes – aos propósitos pedagógicos da disciplina Sociologia Política do Nordeste, que foi ministrada na Graduação em Ciências Sociais do IFCS/UFRJ no primeiro semestre de 2023.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordeste + Coluna Primeiros Escritos | A marcha democrática, por Nichollas Paradelo Capote”

Série Nordeste + Coluna Primeiros Escritos | As dinâmicas do campo à luz de Torto Arado, por Liège Nonvieri, Maria Fernanda Argileu, Max Reis e Rosiane Braga

A Série Nordeste, em colaboração com a Coluna Primeiros Escritos do Blog da BVPS, publica edição especial com trabalhos dos estudantes da disciplina Sociologia Política do Nordeste. No post de hoje, trazemos o artigo “As dinâmicas do campo à luz de Torto Arado”, de Liège Nonvieri, Maria Fernanda Argileu, Max Reis e Rosiane Braga, que discute aspectos sociológicos e antropológicos no romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior.

A Série Nordeste BVPS foi uma iniciativa que buscou unir a vocação do Blog da BVPS – formação de editores/as, autores/as e leitores/as de comunicação pública das ciências sociais, literaturas e artes – aos propósitos pedagógicos da disciplina Sociologia Política do Nordeste, que foi ministrada na Graduação em Ciências Sociais do IFCS/UFRJ no primeiro semestre de 2023.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordeste + Coluna Primeiros Escritos | As dinâmicas do campo à luz de Torto Arado, por Liège Nonvieri, Maria Fernanda Argileu, Max Reis e Rosiane Braga”

Coluna Primeiros Escritos | 25 de julho e o pensamento insurgente de Lélia Gonzalez, por Mireile Martins

O Blog da BVPS publica hoje na Coluna Primeiros Escritos texto de Mireile Silva Martins (UFU) sobre Lélia Gonzalez, por ocasião da semana em que comemoramos o dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

A autora faz um panorama da trajetória intelectual e política de Lélia Gonzalez, uma das pensadoras mais influentes da história do movimento negro no Brasil e com importantes ressonâncias em outros cantos das Américas. A atividade acadêmica e a militância política são indissociáveis em seu trabalho, considerado pioneiro em muitas frentes. Conforme destacado pela autora, Lélia discute o papel das pessoas negras na sociedade a partir da articulação dos marcadores sociais de raça, gênero e classe, antecipando, de certo modo, os debates em torno do conceito de interseccionalidade.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | 25 de julho e o pensamento insurgente de Lélia Gonzalez, por Mireile Martins”

Série Nordeste | Quando a literatura é adubada com sangue: a trilogia do cacau de Jorge Amado, por Onildo Correa

Na nova atualização da Série Nordeste BVPS, publicamos em parceria com a Coluna Primeiros Escritos texto de Onildo Correa (PPGSA/UFRJ) sobre a trilogia do cacau de Jorge Amado. Composta pelos romances Cacau (1933), Terras do sem-fim (1943) e São Jorge dos Ilhéus (1944), a trilogia tem como cenário a região de Ilhéus-Itabuna (BA) e retrata as dinâmicas das fazendas do cacau sul baianas nas primeiras três décadas do século XX.

A Série Nordeste BVPS é uma iniciativa que une a vocação do Blog da BVPS – formação de editores/as, autores/as e leitores/as de comunicação pública das ciências sociais, literaturas e artes – aos propósitos pedagógicos da disciplina Sociologia Política do Nordeste, que está sendo ministrada na Graduação em Ciências Sociais do IFCS/UFRJ neste primeiro semestre de 2023. 

Para conhecer mais sobre a Série Nordeste, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Série Nordeste | Quando a literatura é adubada com sangue: a trilogia do cacau de Jorge Amado, por Onildo Correa”

Coluna Primeiros Escritos | Entre estrutura, agência e conversações internas: notas introdutórias à teoria de Margaret Archer, por Tarik Dias Hamdan e Victor Pimentel Ferreira

A Coluna Primeiros Escritos publica hoje texto de Tarik Dias Hamdan e Victor Pimentel Ferreira, alunos do doutorado em Sociologia no PPGSA/IFCS/UFRJ, sobre Margaret Archer, socióloga britânica falecida no último dia 21 de maio.

Primeira mulher a presidir a International Sociological Association, Archer deixa um legado extremamente importante para as teorias sociológica e social contemporâneas, particularmente, uma contribuição persistente sobre o problema central da agência humana, que atravessa sua trajetória e obra. Para ela, teorizar sobre a agência sempre diz respeito a como conceituar o agente humano como alguém que é, ao mesmo tempo, formado por sua sociedade (socialidade), mas também tem a capacidade de transformá-la, ainda que parcialmente. Archer será sempre a grande dama do realismo social na sociologia, reconhecida por buscar melhores concepções de humano e humanidade.

Aproveitamos para lembrar que a Coluna Primeiros Escritos se volta para a publicação de textos de estudantes de pós-graduação. Para conhecer mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Boa leitura!

Continue lendo “Coluna Primeiros Escritos | Entre estrutura, agência e conversações internas: notas introdutórias à teoria de Margaret Archer, por Tarik Dias Hamdan e Victor Pimentel Ferreira”

Coluna MinasMundo | Os modernistas na terra do ouro, por Angelo Oswaldo de Araújo Santos

O Blog da BVPS e o Projeto MinasMundo publicam hoje o texto de Angelo Oswaldo de Araújo Santos sobre a viagem de 1924 dos modernistas paulistas a Minas Gerais. Centrado na fascinante figura de Blaise Cendrars, o ensaio reconstrói passagens e encontros do poeta franco-suíço com o modernismo brasileiro, em especial desde as viagens por Minas, passando por sua relação com Aleijadinho e com grupos de artistas de diversas cidades.

Repensar a viagem como outro marco do modernismo brasileiro, ou mesmo de outro modernismo mais aberto simultaneamente à brasilidade e às diferenças, tem guiado as atividades do MinasMundo nesses três anos. A viagem marca um jogo complexo de relações e irritações mútuas que, não se deixando domesticar pela ideia de dialética entre localismo e cosmopolitismo, como já foi tentado na crítica brasileira, se repete como diferença em várias linguagens, notadamente aquelas ligadas a Minas Gerais, mantendo em tensão criativa o novo e o conhecido, a cópia e o original. A viagem modernista surpreende um “passado-em-diferença” e abre à imaginação artística e intelectual possibilidades de reconhecer a cultura não como um campo de reconciliação, mas de tensão que, a nosso ver, constitui e suscita o cosmopolitismo na cultura brasileira, colocando em xeque várias intepretações assentadas em um século de modernismo. Trata-se, portanto, de um deslocamento por Minas, essa geografia de falsa obediência, teria dito o historiador Francisco Iglésias, e entre Minas-mundo, capaz de descentrar o modernismo brasileiro, ao questionar seus pressupostos de unidade e origem, e desrecalcar a dimensão utópica de seu cosmopolitismo – não apenas uma cópia subalterna dos padrões metropolitanos, mas um desejo de inclusão e igualdade.

O texto de Angelo Oswaldo marca, então, a contagem do MinasMundo para o centenário desse encontro cheio de consequências para a cultura e a sociedade brasileiras. Esperamos nos encontrar pessoalmente em Ouro Preto em um ano, na Semana Santa de 2024 e, assim, cumprir o destino do MinasMundo.

Boa leitura!

Maurício Hoelz

Editor responsável

Continue lendo “Coluna MinasMundo | Os modernistas na terra do ouro, por Angelo Oswaldo de Araújo Santos”